terça-feira, 19 de junho de 2012

LABIRINTOS DA MAFIA

Guarda do "Myzhyhiria" como um parceiro de Rinat Akhmetov, ou esconderijo do dinheiro do Yanukovych

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 31.05.2012
Serhii Lyshchenko, Serhii Shcherbyna

Valores familiares?

Certa vez, na metade dos anos noventa o padrinho da corrupção ukrainiana Paulo Lazarenko introduziu nas empresas uma regra de governo: 50-50. Para você ter a possibilidade de ganhar, você teria que dar ao governante a metade de seus lucros.


E foi devido a esta exigência que Lazarenko se queimou. Seu principal companheiro Petró Kyrychenko também lhe dava metade dos lucros. Ele, praticamente endeusava Lazarenko, chamava-o de irmão, pediu para ser padrinho da netinha amada...
Mas, quando Lazarenko perdeu o poder, declarou no tribunal da Califórnia, EUA, que foi vítima de extorsão, após o que o ex-primeiro-ministro foi condenado a mais de oito anos em prisões americanas.
Passaram-se décadas, mas os princípios não mudaram. (A Universidade "União Soviética" foi eficaz - OK). As relações entre Viktor Yanukovych e Rinat Akhmetov são muito mais profundas do que parece à primeira vista. No transcorrer dos últimos anos, alguns especialistas cultivam o mito de que "Akhmetov pode recusar-se a Yanukovych", que "Akhmetov está insatisfeito com Yanukovych", etc.
Na verdade, Akhmetov durante os mandatos de Yanukovych (como primeiro-ministro e como presidente) encarna seus sonhos mais íntimos de amealhar as propriedades do Estado. E Akhmetov e Yanukovych estão unidos por laços muito mais fortes que amizade ou instituições partidárias - eles são parceiros de negócios.
Em uma das áreas mais pitorescas de Kyiv, na estrada do Parque, há duas belas construções, semi-arruinadas. Elas estão localizadas em frente ao local onde está sendo construído o heliporto (para locomoção de Yanukovych) que deturpou a paisagem da capital.
Poucos lembram como se processou a alienação da estatal residência do lendário "Myzhyhiria". Dinheiro por ele o orçamento não recebeu. Pagaram com estes dois edifícios de paredes necessitando reparos, e que foram entregues ao governo por uma empresa falida de Donetsk - em troca da residência às margens do "mar de Kyiv" (Devido a represa no rio Dnieper foi alagada uma grande extensão de terras e passaram chamá-la de "mar de Kyiv" - OK) a qual tornou-se sede de corrupção da Ukraina. O presidente anterior não tomou nenhuma providência.


Durante esses quase cinco anos da exclusão do "Myzhyhiria" os dois edifícios na estrada do Parque continuaram a deteriorar-se. Sua condição técnica atual impede o uso de acordo com as exigências da legislação relativa à proteção do patrimônio cultural", - diz a resposta da administração presidencial.

Prédios que foram dados em pagamento do Myzhyhiria.






















A razão é simples - o Estado não tem dinheiro para sua restauração. Mas o proprietário do "Myzhyhiria" tem dinheiro - nesses cinco anos lá foi erguido um paraíso pessoal com "Khonka" (palacete de 5 andares), instalações para golfe, iate clube, clube de equitação, instalações para avestruzes, quadras de tênis e boliche, heliporto, ancoradouro, outros.
De onde a família Yanukovych pega dinheiro para construir tudo isso no "Myzhyhiria"? Resposta - graças a exploração das propriedades estatais de ontem em seus interesses. Particularmente, a par de Rinat Akhmetov.

Pergunta histórica

Ainda em 1998, durante o governo do primeiro-ministro Valerii Pustovoitenka, o Conselho de Ministros criou a empresa estatal "Ukrtransleasing". Tudo começou com o objetivo de "garantir o transporte ferroviário com componentes móveis", e também "apoiar empresas nacionais de transporte com construção de maquinário.”
Com resolução do primeiro-ministro Viktor Yanukovych, em 2003 o capital autorizado de "Ukrtransleasing" foi aumentado para 630 milhões de UAH (aproximadamente 80 milhões de USD no câmbio atual) - incluindo vagões ferroviários estatais em valor não inferior a 230 milhões.
A imprensa noticiava, que "Ukrtransleasing" recebeu aproximadamente 20% da composição móvel da "Ukrzaliznetsi". (Estrada de Ferro da Ukraina).
Os proprietários de "Ukrtransleasing" não mudaram desde o tempo do primeiro-ministro Yanukovych: 47,7% das ações pertencem ao Estado, 49,9% à empresa "Lemtrans" de Donetsk, sobre a qual falaremos com detalhes.
Paralelamente o fundo de bens estatais, por algum tempo permanecia entre os fundadores e "Lemtrans" - o Estado contribuiu com 3.789 vagões no valor de 313 milhões de UAH (39.125.000 USD). Hoje, Lemtrans" não possui ações do Estado.
Agora a união de "Ukrtransleasing" - "Lemtrans" constituiu-se como o maior provedor de serviços de locação na Ukraina. Conforme relatado no site da companhia, o lucro líquido de "Ukrtransleasing" para 2011 ascendeu a mais de 27 milhões de UAH (3.375.000 USD), que é um terço mais do que em 2010. Além do mais não apenas "Lemtrans", mas também "Ukrtransleasing" - esta em parte companhia estatal - permanece na gestão operacional dos "reis" de Donbass. O atual diretor-geral de "Ukrtransleasing" Petró Tatarets antes disso trabalhava no "Metinvest Holding" de Rinat Akhmetov, e também em seus conjuntos industriais de mineração. E o presidente de "Uktransleasing" Volodymyr Mezentsev é diretor geral de "Lemtrans" de Donetsk.

"Lemtrans" conto de Donetsk

Companhia "Lemtrans", proprietária de 49,9% de Ukrtransleasing, registrada na capital de Donbass, na rua Artem, 7. Em seu site "Lemtrans" se jacta que é a maior companhia particular expedidora no tráfego de cargas da Ukraina.
As principais atividades de "Lemtrans": serviço de tráfego de cargas, manutenção do material circulante, informação de apoio e também organização das declarações de trânsito de carga que passam pela Ukraina.
Atualmente, "Lemtrans" opera mais de 12 mil unidades - isto é metade do mercado de carros particulares. Planos - aumento do parque para 20 mil vagões - Transporte anual de carga do "Lemtrans" é de 40 milhões de toneladas.
Mas dado o fato que "UZ" (Estrada de ferro da Ukraina") não renova o material circulante, o destino do "Lemtrans" vai crescer no mercado. Mais que isso, o presidente Yanukovych perde a motivação para o desenvolvimento do setor de carga da "UZ", porque, como foi estabelecido, sua "família" recebe rendimentos de uma operadora privada.
A quem pertence este milagre de Donetsk? A biografia do "Lemtrans" revelou-se mais que interessante.
Na época da criação em 1997 os fundadores da empresa eram TOV (sociedade de responsabilidade limitada) "Embrol Ukraine Ltd", dirigida por pessoas do círculo de Rinat Akhmetov e TOV Ukrynterstroy" que faliu em 2007. Entre os proprietários desta última empresa era próximo de Akhmetov Zhugan Taktashev e... Volodymyr Artiukh.
O mesmo Artiukh, cuja empresa - "AK Engenharia - após a inauguração de Yanukovych, sem concorrência, foi nomeada empreiteiro geral para reconstrução do NCK "Olympic" (Complexo nacional desportivo "Olympic" - Estádio de futebol de Kyiv) e figurou no caso de desvios de recursos do banco "Rodovid", sobre o que escrevia detalhadamente a "Verdade Ukrainiana".
Durante 13 anos os proprietários nominais de "Lemtrans" repetidamente mudavam. E agora podemos dizer que "Lemtrans" e também "Ukrtransleasing", - é um grandioso negócio conjunto de Rinat Akhmetov e a família do presidente Yanukovych.

"Lemtrans" hoje

"Verdade Ukrainiana" recebeu um extrato unificado do Registro Estatal de pessoas jurídicas, o que revela que, no momento "Lemtrans" é regido por cinco empresas com partes aproximadamente iguais de 20%.
Os proprietários da Companhia "Lemtrans" apresentam-se assim estruturadas: (LTD é forma abreviada de sociedade de responsabilidade limitada. UAB é sociedade acionária).


LTD "SPS-Group" (20%)
LTD "UkrPromInvestAktyv" (20%)
LTD "Service-Public Transport" (20%)
UAB "ARS (20,5%)
UAB "SCM" (19,5%)

As três últimas companhias posicionam-se na esfera de influência da mais rica pessoa da Ukraina (Akhmetov).

"SCM" mais "ARS" = 40% de Lemtrans.

Como é sabido, "SCM" é propriedade pessoal de Rinat Akhmetov. E, próximo a ele deputado-regional Serhii Kyi tem 62,5% de ações UAB "ARS", e o foco principal de sua atividade é comércio atacadista de produtos de carvão e principais compradores são as empresas de Akhmetov "Metinvest Holding" e "Fábrica Avdyeyevskyy de coqueria-química.
"Service-Public Transport", anteriormente pertencia ao deputado Anton Pryhodskyi através da empresa austríaca. Mas esse, outrora todo poderoso regional perdeu sua influência. Agora esta porcentagem de "Lemtrans" foi levada para quatro offshore nas ilhas Virgens Britânicas, cujos nomes de quebrar a língua são: "Telnet Holdings Limited", "OMNI Interneshnel Vencherz Limited", "Mel Services Limited" e "Dzhassen Enterprayzez Corp".
Essas quatro empresas no ano passado também figuravam entre os acionistas das lojas de departamentos NOC ("Kyiv Central Departament Store") depois que a instalação passou para controle de Akhmetov.
Essas mesmas empresas - "Telnet", "Omni" e "Mel - aparecem no cadastro do Serviço de Impostos do Estado como empresas não residentes no grupo de Akhmetov "SCM", apesar de que na sede de Akhmetov isso não reconhecem. No entanto, a referida "Mel" junto com ex-assistente de Akhmetov é acionista do mesmo "ARS", que é especializada no fornecimento de carvão "SCM".
Assim 60% do capital social do "Lemtrans" já estão concentrados nas mãos de Akhmetov e estruturas de parceria a ele. Quem detém os restantes 40% do potencialmente maior transportador da Ukraina?

"SPS"-Group = "Lemtrans". Quem está por trás dele?

Encontrar os beneficiários finais dos dois outros beneficiários do "Lemtrans" - "SPS- Group e "Ukrprominvestaktyv" - foi objeto de nossa pesquisa. Rinat Akhmetov não deu resposta concreta para o nosso pedido, de quem são as pessoas físicas os seus parceiros no negócio de transporte ferroviário.
Nós decidimos focar nos detalhes da companhia "SPS-Group, que detém 20% do "Lemtrans". E eis o porquê...
Esta empresa já figurou em nossas pesquisas sobre negociatas ao redor do "Myzhyhiria" - além do que, através dela em quantias milionárias transportavam-se guarnecimentos para residência, como portas de cedro do Líbano de 64 mil dólares. Com estórias sobre "feito" Yanukovych depois chocava os círculos intelectuais alemães de Berlim.
O escritório do "SPS-Group" localiza-se em Brovary, rua Kyrov, 90, apartamento 16. O proprietário desta dependência é a esposa do mordomo do Yanukovych Andrii Kravets - ela é diretora do cinema "Star". Neste mesmo ofício tem outra empresa - "Dom Lesnyka", que tem o domínio da residência de caça de Yanukovych em "Sukholuchchi perto de Kyiv.
O diretor de "SPS-Group" - senhor desconhecido cujo nome é Viktor Rizanov. Nossa tarefa foi determinar, interesses de quem ele representa? Afinal de contas "SPS-Group" são parceiros de Akhmetov em "Lemtrans".
Nós não tivemos preguiça e fomos cavar mais fundo. "UkrKyivResurs" em 99% pertence a empresa londrina "Ricomfin Limited", aproveitando colocações britânicas - isto não é uma nova tecnologia da família Yanukovych. Exatamente num escritório fictício de Londres é organizada a residência do "Myzhyhiria" e também a residência de caça em Sukholuchchi. Então precisavamos continuar a pesquisa.
Nós adquirimos um registro da "Ricomfin Limited" e soubemos que esta empresa é simplesmente uma caixa de correio. Ela lançou uma ação de uma libra esterlina, cujo proprietário é a empresa "Morshtern Limited" das Ilhas Virgens Britânicas.
Nós até encontramos esta empresa - "Morshtern Limited". Seu estatuto foi assinado, em confiança, por Andrew Svapp, gerente do escritório Conyers Dill & Pearman, que é responsável pela criação de empresas de fachada nas Ilhas Cayman, Bermudas e Ilhas Virgens Britânicas.
Justamente, a esse Andrew Svapp pessoas desconhecidas encomendaram a criação de empresas-matryochkas que esconderiam o beneficiário final do "SPS-Group", que domina "Lemtrans". (Matryoshka são, geralmente, sete bonecas de madeira. A maior contém a menor, e assim sucessivamente. Estas bonecas que representam a "alma misteriosa russa" não passam de plágio porque originaram-se de protótipos de figuras de sete deuses da sorte, japoneses. - OK).
Parece tudo, o início da cadeia está submerso no fundo da água. Mas, como sempre, os pupilos da "Escola de Gestão de Donetsk" conseguiram trair-se nos detalhes.
Como se sabe, o outro acionista de Brovary "UkrKyivResurs" que comanda "SPS-Group" e, através dele 20% das ações de "Lemtrans", é o desconhecido senhor Viktor Rizanov. A fração dessa pessoa em "UkrKyivResurs" é 0,5%. Mas o mencionado Rizanov é diretor de "SPS-Group". Então a pessoa é próxima.
O Sr. Rizanov está registrado na aldeia Novi-Petrivtsi - área habitada em Vyshhorod, onde está localizada a residência "Myzhyhiria". Para lá nos dirigimos.


O endereço de Viktor Rizanov - Lermontov Street. É uma rua quebrada, ao longo da qual apenas casas simples. A casa onde reside o nosso herói - típica de aldeias ukrainianas coberta com ardósia. Cortinas fechadas. Não há ninguém.

Em nosso auxílio vem os moradores da rua. Eles contam - Viktor Rizanov, co-fundador "SPS-Group" e "Lemtrans", trabalha... como guarda em "Myzhyhiria". Trabalhava lá ainda antes da vinda de Yanukovych, e sempre se conduziu bem. Agora nele confiam para trabalho responsável - às vezes leva o iate do Yanukovych para o Mar de Kyiv. (A simplicidade no julgamento do povo é simplesmente de estarrecer, e disso se aproveitam os canalhas. - OK)
Deste modo, decifrar quem é o diretor e co-proprietário do "SPA-Group" foi banal, como tudo ao redor do "Myzhyhiria". Esta - apenas uma pessoa substituta. Mas há uma certa ironia - o parceiro de Rinat Akhmetov no transporte ferroviário - é um simples guarda do "Myzhyhiria".
Um vive numa cobertura de Londres (um dos lugares mais caros) ou em palácio de Donetsk - outro em uma simples casinha de aldeia, com cachorro dentro... E sua função - apenas colocar sua assinatura onde precisa - e para esconder seu verdadeiro patrão, enquanto este encabeça o país de 46 milhões de pessoas.

UkrPromInvestAktyv - últimos 20% do "Lemtrans".

A empresa UkrPromInvestAktyv, à qual pertem os últimos 20% do "Lemtrans", também controla-se pela "família" Yanukovych. Isto é um pouco mais fácil de provar do que no caso do "SPS-Group".
Por exemplo, entre os fundadores do UkrPromInvestAktyv" estava Tatyana V. Halenko. Até 27.04.2012 ela trabalhou como chefe da empresa "Corporação Edifício Capital", que pertence diretamente ao filho mais velho do presidente Alexandr Yanukovych. O mesmo, no transcorrer de uma semana, não respondeu à nossa pergunta, enviada ao seu escritório de imprensa.
Deste modo, é claro, que hoje o destino da empresa "Lemtrans" está dividido assim: 60% - a Akhmetov, em parceria com suas estruturas, e 40% - ao guarda da residência de Yanukovych e empresas do pool presidencial.
Fica um pouco aquém das proporções de Lazarenko. Mas os destinos são diversos. Enquanto um completa seus últimos meses atrás das grades em Los Angeles, o outro constrói para si uma gaiola de ouro no Mar de Kyiv, convencido de que é seu - para sempre.
Renda estável lhe traz o uso do serviço público, e fé no próprio futuro - a apatia dos cidadãos, função dos quais - pagar impostos. Bem, e ainda manter "Myzhyhiria".
P.S. No dia seguinte, após a publicação desse material, a redação da "Verdade Ukrainiana" recebeu a resposta do serviço de imprensa de Aleksandr Yanukovych, sobre a questão de "Lemtrans".
A secretária do filho mais velho do presidente comunicou, que as estruturas associadas com Aleksandr Yanukovych não são participantes da "Lermtrans", e ele próprio não é beneficiário desta empresa.

Um pouco sobre Rinat Leonidovych Akhmetov.

Akhmetov nasceu em Donetsk, (União Soviética) hoje Ukraina, em 1966, de nacionalidade tártara. Deputado do Partido das Regiões. Empresário e deputado desde 2006. (Nestes últimos dias anuncia que não mais será candidato ao Parlamento). É presidente do clube de futebol de Donetsk, Shakhtar, e proprietário da "System Capital Management, da Fundação Beneficente "Desenvolvimento da Ukraina" e Fundação "Governo Efetivo".
Em 2001 terminou a Faculdade de Economia; em 1995 iniciou a criação do banco da cidade de Donetsk; desde 1996 é presidente do Shakhtar, após a morte de Akhatia Brahin.
De 530 sessões no Parlamento compareceu somente uma vez, quando precisou fazer o registro. O motivo oficial de suas faltas consta "desconhecido" (Não tem importância, os fiéis amigos votam com seu cartão - OK). Doa a totalidade de seus vencimentos de parlamentar.

Negócios

Em 2000 fundou a empresa Capital Management System e em 2007 tornou-se o único acionista da empresa. Como resultado da restauração da CMS detém o controle acionário em mais de 100 empresas que trabalham na mineração, energia, telecomunicações, bancos, seguros, negócios da mídia, comércio, e outros ramos da economia.
No ranking do jornal "Korespondente" TOP - 50 os mais ricos ukrainianos, Akhmetov ocupa o primeiro lugar desde 2006. E, de acordocom "Forbs", em 2011 colocou-se no 39º internacionalmente, com 16 bilhões de dólares.

Controversia a respeito de atividades criminosas de Akhmetov.

Segundo o livro: "Mafia de Donetsk", o pesquisador ukrainiano Serhii Kuzin afirma que Akhmetov desempenhou o papel de "bandido da mafia". Ainda em 1986 Rinat e seu irmão Ihor estiveram envolvidos em atividades criminosas.
Em 2008, 0 livro foi declarado plágio do Tribunal de Recursos de Donetsk, e os autores foram condenados a pagar indenização por violação de direitos autorais.
Em 1980, Akhmetov foi assistente de Akhat Brahinn num negócioo duvidoso de tecidos; em 1990 Akhmetou começou comprar imóveis em Donetsk, o que seria por exigência de Maleshev, tenente-general do Presidente do Ministério do Interior de Donetsk. Maleshev, como membro do Parlamento ukrainiano da Comissão de Aplicação da Lei é acusado no livro de Kuzin, de usar sua posição para destruir documentos de Akhmetov que encontravam-se nos órgãos policiais. Posteriormente Maleshev se tornou chefe de segurança da empresa de Akhmetov.
Andrew Wilson, cientista e especialista em política ukrainiana caracteriza Akhmetov como antigo "Enforcer" e "Lider" do clã tártaro de "Akhat Brahin", responsáveis pela utilização da Máfia para afastamento de "diretores vermelhos" da União Industrial de Donbass.
Em outubro de 1995 Brahin, seu antigo treinador e o presidente do Clube de Futebol Shakhtar foram explodidos com seis guarda-costas, no estádio, durante um jogo. Brahin teve longo conflito com grupos mafiosos e empresários concorrentes, e sobreviveu a várias tentativas à sua vida. Brahin, que desempenhou um papel de liderança na mafia ukrainiana, foi substituído por Akhmetov no cargo de presidente de Shakhtar. Alguns relacionam Akhmetov com a morte de Brahin e que ele recebeu, após assassinato, uma grande herança de império financeiroo após a morte de Brahin.
Em 2010 Akhmetov respondeu a estas acusações durante uma entrevista "... eu ganhei meu primeiro milhão no comércio de carvão e coque... Era um risco, mas valeu a pena".

Tradução: Oksana Kowaltschuk
Foto formatação: AOliynik
Imagens: Ukrainska Pravda - http://www.pravda.com.ua/articles/2012/05/31/6965750/

domingo, 17 de junho de 2012

O IDIOMA RUSSO PREDOMINA NO LESTE DA UCRÂNIA

Na Ukraina - Euro 2012 - o entretenimento é com canções russas
Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 14.06.2012

Após o buffet para visitantes VIP dos camorotes do estádio "Donbass Arena", que aconteceu após o jogo Inglaterra - França, o programa de entretenimento foi por conta de conjunto que executou músicas e danças russas.

Os artistas vestiam trajes nacionais russos, com acordeões e balalaicas, e cantavam músicas folclóricas russas.

Tradução: Oksana Kowaltschuk
Video formatação: AOliynik
Fonte do vídeo: http://www.pravda.com.ua/news/2012/06/14/6966729/

Oportuno recordar as palavras do poeta Taras Shevchenko:
"Aprendei o que é dos outros,
Mas não vos afastei do que é próprio!
Porque quem esquece a sua mãe -
Por Deus será castigado!"

"sua mãe", no caso, é a pátria Ucraniana.
O Cossaco.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

PUTIN E O MOVIMENTO EURASIANO

Putin 3: perspectivas do império eurasiano
Natsionalistychnyi portal (Portal nacionalista), 23.05.2012
Oleksandr Salizhenko

Ainda antes do início da campanha presidencial na Rússia, no domínio da informação e esfera política, foi iniciado um intenso debate das perspectivas da construção da União Eurasiana, como projeto principal de política externa no território pós-soviético depois do colapso da União Soviética e o fim da "Guerra Fria".

Além de uma série de declarações dos dirigentes russos sobre "vantagens geopolíticas da união confederal" e "interesse pragmático de todos os países da região na união", este tema foi predominante na maioria das conferências de estudo que foram realizadas, neste período, nas universidades russas. Ou seja, o conceito de construção da união eurasiana foi tema fundamental não apenas entre as elites políticas russas, como ativamente foi fixado em círculos científicos.

Porque, como sabemos, se há um discurso constante e respectiva atualização, então, com o tempo realizar-se-á a implementação das idéias propagadas.

Na verdade, que a integração política do espaço eurasiano tornar-se-á a principal direção da política externa do presidente Vladimir Putin emergia de seus artigos "Novo projeto integracional para Eurasia - futuro que nasce hoje" e "Rússia e o mundo em mudança".

Claro que um olhar mais realista mostra que os artigos não foram escritos por Putin após longa e cuidadosa análise da situação geopolítica no mundo, mas por especialistas de política externa e participação ativa dos ideólogos do Eurasionismo. Particularmente o lider do movimento Alexandr Dugin que repetidamente consultava o alto comando russo e o partido "Rússia Unida", durante a conferência internacional "Geopolítica do mundo multipolar" que, simbolicamente, foi realizada no dia da publicação de um dos artigos de Vladimir Putin, inadvertidamente deixou escapar que era o natural partícipe do artigo.

Os defensores da Eurasia fixam suas esperanças na presidência de Putin que, em sua opinião, é a personificação ideal de um lider político e com o auxílio do qual o projeto de multipolaridade ocupará um nível mais elevado de debate internacional.

Realmente, já no dia de sua inauguração Putin deu um passo claro nesse sentido e assinou o decreto sobre as medidas relativas à execução da política externa da Federação Russa, no qual se reforça a política aprofundada de integração do espaço euroasiático. Os radicais russos já apelidaram esse decreto como ato de proclamação do novo império continental eurasiano. Mas os analistas políticos e os especialistas imediatamente se focaram no debate das posições chaves de materiais, as prognosticadas ações da política externa e potenciais modelos de comportamento.

No entanto, muitas vezes durante esta análise ignora-se a base filosófica e ideológica do próprio eurasionismo, e seus ideais geopolíticos, objetivos e métodos, visões para o sistema de relações mútuas com outros participantes nas relações internacionais.

Base ideológica

 
Se durante os dois primeiros períodos da presidência de Putin, e seu primeiro -ministro, o restabelecimento da situação imperial ocorria como complemento, - agora para condução de tal política é preparada uma completa base teórica. Teorias existentes de relações internacionais não se encaixam nos limites da política de reimperialização da Rússia, por isso decidiu-se criar uma teoria alternativa.

Em sua base foram colocados pontos de vista dos clássicos do Eurasionismo - Trumbetskoy, Savitskiy e outros, - que recebeu o nome de multipolaridade. Nos círculos acadêmicos, esta teoria foi consolidada em uma série de conferências acadêmicas internacionais, publicação de livros e coleções diversas sobre o assunto.

Deve notar-se, que a utilização do conceito do Eurasionismo nas atuais relações internacionais não é acidental. Porque a abordagem é muito conveniente ao Kremlin conquanto na sua base prevê-se a condução de uma política agressiva para o indivíduo, assim como para países inteiros, e também o nivelamento dos direitos políticos tradicionais e liberdades cidadãs.

Na verdade, a restauração do status imperial da Rússia, e na atual interpretação - aquisição do pólo geopolítico, é a aquisição principal dos teóricos russos. Sua posição imperial os eurasianos justificam. Dizem eles, que EUA tem posição dominante na arena internacional. Isto, por sua vez, levou à criação de seu próprio conceito de multipolaridade, a qual se opõe à dominante polaridade do atlantismo.

Pela primeira vez a idéia de criação do projeto de integração no espaço eurasiano declarou em 1994 o presidente de Cazaquistão Nursultan Nezarbayev numa conferência em Moscou. Mas, imediatamente, ela não foi levada a sério. No entanto, posteriormente, o lado russo avaliou suas linhas principais, que não contradiziam, e em alguns pontos até continuavam a política de Kremlin.

Então, os políticos e cientistas passaram da teorização para o tema da integração do espaço euroasiático - o ciclo ativo de sua construção. A proposição de Nazarbayev com muito sucesso inseriu-se na fórmula de Putin, o qual no início de seu primeiro mandato presidencial declarou, que "Rússia pode ser grande ou nenhuma".

Portanto, o projeto integrado do espaço euroasiático tem em sua base "filosofia da multipolaridade", que é claramente eclética e baseia-se numa série de princípios fundamentais: outra interpretação da pessoa, sociedade, país, civilização, política, etc.

Primeiro de tudo, de acordo com a teoria da multipolaridade, o mapa político mundial deve ser dividido em quatro zonas, quadripolarismo: Americano, Euro-Africano, Eurasia e Pacífico. Neste modelo teórico os eurasianos colocam Ukraina em sua esfera de influência. As zonas, por sua vez são divididas em subzonas, que correspondem à compreensão da civilização.

Estes polos em perspectiva devem representar as metas civilizacionais. Cada zona deve ser exclusiva em seus valores culturais, religiosos, políticos, econômicos e outros sistemas de valores.

É necessário notar que, ao contrário das interpretações clássicas da civilizações, os eurasianos a tratam como um espaço grande, o qual em sua base tem um sistema comum, ou similar de valores. De fato, a civilizaçãoo - é o principal fator das relações internacionais, de acordo com o projeto russo de multipolaridade, ao contrário de outras teorias clássicas, onde o assunto principal da geopolítica são Estados Nacionais, sociedades democráticas e corporais transnacionais.

Um dos conceitos-chave, com o qual opera a "filosofia da multipolaridade" é um maximalismo sociológico. Centra-se na existência de sociedades radicalmente diferentes de pessoas que não podem ser comparadas a uma amostra hipotética de "ideal" da sociedade ocidental. Então, o que vai ser bom para algumas sociedades, nem sempre é assim para outras.

O olhar sobre a pessoa, suas características, direitos e lugar no sistema político e na "filosofia da multipolaridade" também são distintos dos estabelecidos. Por isso os eurasistas aproveitam conceitos antropológicos de pluralismo, segundo os quais em cada comunidade e cultura particular existe visão própria sobre a pessoa. Assim, os critérios comuns para uma pessoa da civilização ocidental - direitos da pessoa, direitos naturais, etc. - não são obrigatórios e orgânicos para representantes de outras civilizações.

Conclui-se que a inobservância ou violação desses direitos, além das comunidades da civilização ocidental não pode ser considerada como um fenômeno negativo.

Os eurasianos também negam, categoricamente, a existência de um único sistema universal de valores para a maioria das pessoas do mundo. Eles propõem um universalismo plural que nega a existência de valores universais e normas únicas. Além disso os eurasianos consideram errônea a observância da sequência clara das fases do desenvolvimento humano que é exigido para qualquer comunidade.

Essa "filosofia" prevê uma série de outros conceitos teóricos polêmicos que são inerentes à teoria da política externa da Rússia atual. No entanto, todos eles não vamos comentar.

Putin 3 e os riscos para Ukraina

Obviamente, o terceiro mandato presidencial de Vladimir Putin vai caracterizar-se com evidente agressividade de princípios pragmáticos, categóricos e expansionistas.

Na verdade, isso ficou claro já depois de sua posse, quando ele recusou-se ostensivamente a participar da cimeira da OTAN e "Oito Grandes". O boicote de Putin não é mais que uma visão clara dos EUA, pelo lado russo, da política de "carregamento" que foi proclamada no tempo de Dmitry Medvedev.

Por sua vez, as autoridades ukrainianas devem esperar riscos externos, que resolver-se-ão no aspecto sistemático, econômico, energético e pressão política.

Por outro lado, a deterioração das relações entre dois "fraternos" países percebem-se dos mesmos artigos do novo presidentee da Federação Russa e de seu primeiro decreto, que lista os principais países parceiros - mas nem uma palavra palavra sobre as futuras relações com Ukraina, sua importância e necessidades.

Então, deve-se esperar, que o lado russo vai tentar por todos os meios atrair o oficial Kyiv aos processos integracionais, aos territórios pós-soviéticos.

Ao mesmo tempo para Ukraina, a participação na União Eurasiana, CSTO (Organização do Tratado de Segurança Coletiva, e EEE (Espaço Econômico Europeu ou União Aduaneira parece muito pouco atraente, e às vezes até perigosa. Porque tal participação tem inúmeras desvantagens desproporcionais, já que todas estruturas da Federação Russa tem uma base maior de recursos que estas comunidade juntas.

Particularmente, Rússia tem uma área extremamente maior, mais pessoas, maior estoque de recursos materiais. Rússia - o único país da Eurasia que tem acesso ao oceano. Isto é, os componentes geopolíticos principais encontram-se na realização da Rússia. Portanto, esta união terá um enorme desequilíbrio e evidente dominação russa.

Além disso, o lado ukrainiano deve levar em conta que segundo a avaliação de Freedom House, todos os países da União Eurasiana não são "livres". Permanecem nas últimas posições no ranking de percepção da corrupção. Na avaliação do Fórum Econômico Global de 2011-2012, estes países estão em último lugar.

É também significativo que em todos os países da União Eurasiana foram estabelecidos regimes políticos autoritários ou totalitários. Alguns analistas políticos denominam a União Eurasiana - clube de países ditatoriais.

Apesar de constantes apelos da liderança russa para os fatos que beneficiariam economicamente Ukraina caso ela aderisse à União Eurasiana, de acordo com o levantamento do Instituto de Pesquisas Econômicas e Consultoria Política, aderindo à União Aduaneira, Ukraina vai perder 0,5% no bem estar total a médio prazo e 3,7% no longo prazo.

Por outro lado, o ideólogo do Eurasionismo, Dugin reconhece que "na Rússia não há economia. Em qualquer país onde a principal fonte do orçamento é a exportação de recursos naturais, a economia em si, no sentido pleno da palavra, não existe".

Portanto, é evidente que os processos de integração, os quais agora ativamente Rússia pretende executar, são necessários primeiramente a seus interessess nacionais e à manutenção do status de "Império Eurasiano".

 
Tradução: Oksana Kowaltschuk
Foto formatação: AOliynik

quinta-feira, 14 de junho de 2012

PROVOCAÇÃO POLÍTICA REVOLTA POLONESES

Fãs russos revoltaram os poloneses com bandeira"histórica"
Istorychna Pravda (Verdade Histórica) , 14.06.2012

Durante o jogo Polônia-Rússia os torcedores russos desfraldaram uma bandeira gigantesca com foto do príncipe Pozharskyi, que lutou contra as tropas Polaco-Lituanas em Moscou.

Na queixa a UEFA Varsóvia chamou a bandeira de "símbolo extremista".

Sobre isso escreve a "Gazeta Wyborcza":

De acordo com a mídia polonesa, a Rússia pode ser punida por essa fantástica obra ao jogo do Euro-2012.

Em uma bandeira gigantesca, que cobria 1,5 setores foi representada "uma figura de aparência perigosa, com uma espada" com subscrição em inglês "Isto é Rússia".


A figura com espada - é o príncipe de Nizhny Novgorod Dmitry Pozharskyi, chefe da revolta popular que expulsou a administração Polaco-Lituana do Kremlin no início do século XVII

A organização do "Futebol Contra o Racismo na Europa" enviou uma queixa a UEFA contra a bandeira russa.



Vídeo: Tríbuto à história: o hino atual da Federação Russa - um pouco modificado é o hino da União Soviética.

Informa-se que a UEFA vai realizar uma investigação disciplinar e pode punir a Federação de Futebol da Rússia.


A mídia polonesa na véspera do jogo também não evitou paralelos históricos. "Treinador da Polônia, vestido com uniforme usado durante a batalha de Varsóvia, em 1920, quando os poloneses com ajuda da UNR (exército ukrainiano) derrotaram os bolcheviques. Título: Polono-russa batalha - Varsóvia 2012. Subtítulo: Por que nos jogos contra Rússia não se trata apenas sobre o futebol.

Lembramos, em novembro de 2011 o Patriarca da ROC (Igreja Ortodoxa Russa) Kirill declarou, que a vitória sobre os poloneses em 1610 é o mesmo que a vitória sobre os nazistas em 1945.

Como resultado da crise do Estado em Moscou, que houve depois da morte de Ivan, o Terrível, em 1605 tornaram-se dirigentes os representantes da Polônia e Lituânia.

Após uma série de acordos, traições e rebeliões parte dos boiardos assinou um acordo com o rei da Suécia, mas eles não conseguiram desalojar os representantes da Polônia e Lituânia e, em 1610 foram derrotados na batalha sob Klushny. Moscou jurou submissão ao príncipe polonês Vladislau.

Principe Pozharskyi (esquerda) - Pintura de 1859

Em novembro de 1612, após vários assaltos e lutas sob a liderança do Príncipe Pozharskyi os russos recuperaram Moscou e o exército Polaco-Lituano foi obrigado capitular.

Tradução: Oksana Kowaltschuk
Foto formatação: AOliynik

ILHAS DO TESOURO PARA OS OLIGARCAS

Ekonomichna Pravda (Verdade Econômica), 06.06.2012
Serhii Shcherbyna

Como é do conhecimento, o maior investidor na economia doméstica é o Estado, ligeiramente maior que a menor região da Ukraina - Chernivtsi. Trata-se de Chipre.

Todos os anos da ilha de Afrodite entram na Ukraina bilhões de dólares, e dezenas de bilhões vão para lá da Ukraina, assentando nas contas de inúmeras empresas de fachada, criadas por grupos financeiros e industriais para "otimização fiscal".

Frequentemente essa otimização termina com total evasão fiscal devido ao fato de que, em Chipre, como em qualquer outra zona de offshore, é quase impossível rastrear a origem do dinheiro e os seus proprietários finais. Esquemas de "otimização" - são incontáveis.

Empresas na bela ilha tem todo o oligarca ukrainiano. Os empresários constantemente expandem a geografia de seus trabalhos, utilizando as condições fiscais favoráveis de Belize, Ilhas Marshall, Saint Kitts e Nevis.

São exatamente empresas, de quase imperceptíveis no mapa países, que manejam com enormes empresas na Ukraina.

A Verdade Econômica tentou estimar que quantias enviam-se aos países exóticos, com condições fiscais favoráveis. Na redação deste jornal encontram-se dados sobre a transferência de quantias dos bancos ukrainianos para offshore nos dois primeiros meses de 2012.

As cifras revelaram-se impressionantes. Os bancos de um país míserável, nos dois primeiros meses de 2012 transferiram para o "paraíso fiscal" 6 bilhões, 874 milhões de dólares.

Agora, graças às fontes nos órgãos governamentais, Verdade Econômica conheceu a "estatística do offshore" dos bancos, dos anos 2010 - 2011, tempo da incontestável dominação de Viktor Yanukovych.

50 exóticos bilhões
Nos últimos dois anos os bancos ukrainianos transferiram para zonas de offshore e Chipre a astrônomica soma - 53 bilhões 397 milhões de dólares. Pelo curso cambial, dos últimos três anos, isto é mais de 400 bilhões de UAH (moeda nacional). Para comparação, o orçamento estatal para 2012 deve chegar em 367 bilhões de UAH. Então, nos últimos dois anos retiraram da Ukraina um orçamento do Estado completo.

                                                       



A geografia das transferências é extremamente larga: aqui estão as Ilhas Marshall, e Maldivas, e Bahamas. No entanto o país mais popular foi Chipre. Para lá foram enviados 51 bilhões, 495 milhões de dólares. Isto é 96,4% do montante total retirado da Ukraina.

Em segundo lugar, com grande distância - Ilhas Virgens Britânicas. Território de além-mar da rainha Elizabeth II recebeu da Ukraina 1 (um) bilhão e 16 milhões de dólares.

Em terceiro lugar - Belize recebeu 602 milhões 945 mil dólares.

Seguem Saint Kitts e Nevis com 128 milhões de dólares, Ilhas Seychelles - 121 milhões de dólares, Ilhas Marshall - 18,211 milhões de dólares, Principado de Mônaco - 11 milhões e 211 mil dólares.

O restante coube a São Vicente, Granadinas, Maldivas, Bahamas e Gibraltar.

Esta distribuição mostrou, que a distribuição do dinheiro que sai da Ukraina para offshoree, há mais de dois anos permanece inalterada.

Principais bilionários
A parte leonina das transferências em operações offshore para Chipre foi através do banco "Privat" de Ihor Kolomoiskyi e Hennadii Boholiubov, que durante 2010 - 2011 transferiram 32 bilhões e 717 milhões de dólares. Quase todo esse dinheiro foi para Chipre - 32 bilhões e 658 milhões.

Ihor Kolomoiskyi
A Verdade Econômica já escreveu, que nos dois primeiros meses de 2012 Chipre e outros offshore receberam do "Privat" 3 bilhões 863 milhões de dólares. O serviço de imprensa do banco explica essas transferências de valores como operações de câmbio da filial de
Chipre.

"Como a filial de Chipre não é participante independente do mercado, as suas operações interbancárias são através de contas abertas no "Privat Ukraina" - declarou o serviço de imprensa.

É sabido que o grupo "Privat" é lider entre as companhias financeiro-industriais pelo número de companhias não residentes. De acordo com o Serviço de Impostos do Estado, Kolomoiskyi e Boholiubov possuem 97 de tais companhias.

E, mesmo 25% do "Privatbanco pertencem a companhia de Chipre, Triantal Investiments Ltd.

O segundo lugar no ranking offshore é do banco de Rinat Akhmetov FUIB (First International Bank ukrainiano). Esta instituição em dois anos transferiu para offshore 3 bilhões 249 milhões de dólares. Quase a totalidade dessa quantia foi para Chipre. Em janeiro e fevereiro de 2012 foram transferidos 295 milhões de dólares.

As explicações para os números deste ano foram essas: "Como parte de seus próprios fundos FUIB não fez transferências de dinheiro para contas bancárias em zonas offshore ou Chipre. Mais que isso, FUIB mantem sobras de contas nos mais confiáveis bancos europeus e americanos.

Como se sabe, o grupo SCM (Sistema Capital Managemet) que pertence ao homem mais rico da Ukraina, também está entre os líderes das companhias não residentes. São quase 25. Quase 10% de ações do próprio FUIB tinha a companhia de Chipre SCM Financial Overseas Limited.

O bronze recebeu o banco de Dmytro Firtash, banco "Nadra". Esta instituição foi a menos original e trabalhou apenas com Chipre. Nos últimos dois anos "Nadra" transferiu para a ilha mediterrânea 1 (um) bilhão e 155 milhões de dólares.

Entre os demais citamos apenas o banco relacionado dom a "família" (presidente Yanukovych) UkrBysnesBank, que em dois anos transferiu 59 milhões 973 mil dólares. Interessante, que em 2010 (primeiro ano do mandato presidencial) transferiu apenas 1 (um) milhão 727 mil dólares.
 

Tradução: Oksana Kowaltschuk
Foto formatão: AOliynik

quarta-feira, 13 de junho de 2012

KATYN SOBREVIVE

O vídeo e as fotos que se seguem, são dos distúrbios provocados pelas brigas entre torcedores poloneses e russos em Varsóvia no dia 12/06/2012 por ocasião da disputa de um jogo da Eurocopa 2012.
A última hipótese para a causa da "praça de guerra" é a rivalidade do futebol. Katyn continua vivo na memória dos poloneses

O Cossaco.




AS IMAGENS





O Parlamento Europeu exige a libertação de Tymoshenko e Lutsenko

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 24.05.2012

O Parlamento Europeu mais uma vez conclamou Ukraina para libertar os condenados por assuntos políticos e manifestou sua preocupação com os processos contra atuais e ex-funcionários do governo, que não são conduzidos de acordo com as "normas européias de equidade, transparência, imparcialidade e independência", diz a resolução.

E também, o Parlamento Europeu apelou às autoridades ukrainianas para que assegurem o pleno respeito pelos direitos de todos os prisioneiros condenados por motivos políticos, incluindo Tymoshenko, Lutsenko e Ivashchenko, para o tratamento médico adequado em uma instituição apropriada, o direito de ter acesso a seus advogados sem limitação, os direitos para receber visitas de parentes e outras pessoas como embaixadores de outros países.

Os médicos alemães querem transferir Tymoshenko para Kyiv, sob prisão domiciliar

07.06.2012

Sobre isso disseram à imprensa alemã os médicos da Clínica "Sharite" Charles Aynhoypl, Norbert Haase e Anetta Rayshauer. Segundo eles, o estado da Yulia Tymoshenkoo já é melhor, sua dor ainda não desapareceu, mas foi reduzida significativamente e ela já consegue movimentar-se pela enfermaria. Mas, o seu tratamento não ocorre em situações adequadas. De acordo com o médico Norbert Haas houveram alguns acordos: durante determinados procedimentos ou exames médicos, as vídeocâmeras são desligadas. Porém Tymoshenko teme que podem haver vídeocâmeras escondidas.

Os médicos também se preocupam com a companheira da Tymoshenko. Eles expressam surpresa que numa clínica modernizada Tymoshenko não está sozinha. "Isto podem simplesmente ser ouvidos extra".

A preocupação também é com as janelas totalmente sem luz do dia, apesar de que isto é indispensável para o tratamento de Tymoshenko. A vitamina D, que a pessoa recebe do sol, Tymoshenko não pode receber. Ela pode se aproximar das janelas no máximo 20 minutos por dia.

Eles gostariam que o tratamento se realiza-se em sua clínica em Berlim, onde há médicos para todas as complexidades, mas, se Berlim é impossível eles vão recomendar Kyiv. "O ideal seria uma prisão domiciliar", - disseram eles. "Todos os medicamentos para Tymoshenko nós trazemos conosco. Por enquanto nenhuma conta a ela nós não apresentamos. Por tudo vai pagar a família Tymoshenko. Nós não podemos permitir-nos ao luxo de tratá-la gratuitamente", - resumiu o médico.


Novo processo da Tymoshenko

Em 06.06.2012

Para acompanhar o novo processo da Tymoshenko foram indicados pela União Européia o ex-presidente polonês Aleksandr Kwasniewski e o ex-presidente do Parlamento Europeu Pat Cox. Também o Ministro da Justiça acordou com a companhia jurídica americana Skaddeen conduzir uma avaliação independente do julgamento da ex-primeira-ministra Yulia Tymoshenko (Então parece que este segundo julgamento vai transcorrer dentro da normalidade - OK).

O presidente do Parlamento Europeu ficou satisfeito com a aceitação dos dois indicados para ir a Ukraina e acompanhar o processo. Ele observou que os dois representantes terão uma grande aceitação internacional e merecem respeito pelas importantes realizações na política externa e interna, bem como apoio de todas as forças políticas do Parlamento Europeu.

"Eu espero que sua missão será a brecha que ajudará Ukraina resolver os problemas do Estado de Direito e a independência judicial. Eu espero que isso ajudará restaurar a confiança mútua nas relações UE-Ukraina, - disse Schultz. Cox e Kwasniewski terão acesso a todas as questões e documentos, bem como aos advogados, procuradores e outros funcionários. O Parlamento Europeu fornecerá apoio jurídico e logístico em apoio ao seu trabalho".

Prevê-se, que já na segunda-feira, dia 11 de junho, os representantes da UE se reunirão em Kyiv com o primeiro-ministro Mykola Azarov, bem como realizarão reuniões com a família e advogados da Tymoshenko.

Tradução: Oksana Kowaltschuk

terça-feira, 12 de junho de 2012

A UCRÂNIA FALHA COM O ESTADO DE DIREITO


Ukraina malogrou o Estado de Direito – Fule

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 07.06.2012

Bruxelas nunca relacionou a condição política da assinatura do Acordo para associação com um nome, mas relaciona com o fato de que Ukraina falhou com o Estado de Direito.

Isto foi declarado pelo Comissário Europeu para a ampliação da política européia Stefan Fule na quarta-feira em Bruxelas no Parlamento Europeu para os jornalistas dos países da "Parceria Oriental".

Fule explicou que o documento foi rubricado e está sendo trabalhado a fim de que o Acordo esteja pronto para ser assinado até o final deste ano.

"Mas, então, outra questão se coloca, se haverão condições políticas para sua assinatura e ratificação pelo Parlamento Europeu e os Estados-Membros. As condições políticas nunca foram associadas com um nome, mas devido ao fato de que Ukraina, na realidade, falhou com o Estado de Direito e alguns aspectos fundamentais dos direitos e liberdades, que constam desse acordo", - disse ele.

A este respeito, o comissário expressou confiança, de que antes da ratificação o "parceiro vai começar a cumprir uma série de fatores que preocupam UE em relação a Ukraina, particularmente, a questão da ex-primeira-ministra Tymoshenko que UE "considera questão política, não criminal".

"O problema que nos preocupa, é que se você olhar para o índice das liberdades individuais, Ukraina não faz progresso, pelo contrário, o índice cai. E isto é razão para preocupação! - sublinhou ele.

Tradução: Oksana Kowaltschuk

segunda-feira, 11 de junho de 2012

FREEDOM HOUSE: Yanukovych "putiniza" a Ucrânia

Tyzhden (Semana), 06.06.2012

A mais forte crítica dos autores do relatório "Nações em Trânsito 2012" causaram os processos de recuo da democracia na Ukraina da presidência de Viktor Yanukovych e na Hungria do primeiro ministro Viktor Orban, e que podem espalhar-se para o resto da região em uma situação cada vez mais incerta da economia.

Os dois mandatários, sob o pretexto da chamada reforma sucessivamente violaram o sistema crítico de moderação e contrapesos" - disse o presidente da Freedom House, David Kramer.

"Dá a impressão que eles realizam em seus países a "putinização". A ironia consiste no fato, que na própria Rússia, no ano passado, o "putinismo" revelou-se amplamente desacreditado, e os russos comuns exigem cada vez mais transparência", - disse ele.

Ukraina, que experimentou um breve período de onda democrática depois da Revolução Laranja em 2004, sofreu uma deterioração significativa em cinco das sete categorias. A maior queda verificou-se no sistema judiciário e independência judicial, e na avaliação do estado geral do desenvolvimento da democracia, que rapidamente se aproxima do nível que precedeu a Revolução Laranja, relatam os autores.

As tendências negativas na Ukraina se intensificaram após as autoridades ukrainianas atuais lançarem um processo criminal contra a oposiçãoo política e condenar o abuso de autoridade do governo anterior liderado pela ex-ministra Yulia Tymoshenko.

Tradução: Oksana Kowaltschuk

domingo, 10 de junho de 2012

GOVERNO DÁ CALOTE NA CLAQUE COMPRADA

No post do dia 5 de junho neste blog sob o título INVASÃO COMUNISTA PROSSEGUE: GOVERNO UCRANIANO APOIA A EXTINÇÃO DA LINGUA PÁTRIA denunciamos que o governo compra os jovens para formar a claque de apoio às medidas governistas. Neste artigo confirma-se a nossa informação e justifica-se a denúncia.
O Cossaco.

Os "regionais" enganaram os estudantes
 Blog de Anatoli Hrytsenko (ex-ministro da Defesa, 2005-2007), 07.06.2012.
Os regionais enganaram os estudantes? Não lhes pagaram os prometidos 160 UAH (16 dólares) pela participação nos protestos sob o Parlamento, prometidos por Kalashnikov?
Inutilmente, ao que parece, várias horas vocês bradavam: "Proteção à nossa língua materna russa! Proteção ao nosso governo! Proteção ao nosso Presidente!" Queixam-se agora aos jornalistas, derramam lágrimas diante das câmeras?
Eu não tenho pena de tais estudantes. Eu não consigo imaginar estudantes de Petersburgo, nos já distantes tempos, os quais pelo dinheiro rasgariam a garganta hoje pelos comunistas, amanhã pelos cadetes, depois de amanhã pelos socialistas-revolucionários... Possuíam as pessoas, jovens estudantes, honra e dignidade. E hoje, nem todos as perderam. Mas, aqueles que perderam e protestam pelo dinheiro, não despertam minha compaixão, mesmo quando novamente enganados. Talvez assim aprendam algo na vida.
E vocês tem pena deles?

Tradução: Oksana Kowaltschuk

quinta-feira, 7 de junho de 2012

PUTIN PROVOCA A SEGUNDA GUERRA FRIA

Putin com sua "PROmania" (Defesa contra mísseis balísticos) provoca segunda Guerra Fria.
Tyzhden (Semana), 08.05.2012
Viktor Kaspruk

As disputas entre Rússia e os Estados Unidos em torno da implantação pelos norte-americanos do sistema "PRO" são, de fato, desejos russos de estabelecer, apoiados pela China, uma nova ordem mundial.

As tentativas de fazer isso, provavelmente, acontecerão nos anos 2012-2016, quando Vladimir Putin vai tentar vencer a situação que surgiu após o colapso da União Soviética, e a crise sistêmica global que verifica-se ultimamente no mundo só poderá favorecer o presidente russo, o que esperam os dirigentes do Kremlin.

Além disso, provocando um conflito em termos de preservação de seu antigoo poder e oportunidade de continuar sendo um sistema internacional de apoio, que funciona desde 1945. O Kremlin espera que, aos Estados Unidos depois dos estremecimentos macroeconômicos e monetários se iniciará a forçada destruição geopolítica de sua antiga reputação internacional, após o que o tandem estratégico Rússia - China apresentará seus direitos de posição dominante no cenário mundial.
O que deseja fazer Vladimir Putin retornando à presidência, aparece não só como lançamento de uma nova guerra fria, onde os russos (como hoje lhes parece) terão todas as chances vencer a América. Moscou há muito tempo esperou por este momento, e, aproveitando o expediente de luta contra o sistema "PRO", Kremlin quer se vingar pela alegada humilhação sofrida pelo Império de Moscou depois do colapso da União Soviética em 1991.

O "Complexo da URSS" é dominante para Putin, porque a Rússia, até hoje, ainda é o estado de maior área no mundo, mesmo depois de 14 países, que foram forçados a se tornar repúblicas da União Soviética, sairem da subordinação de Moscou.

Vladimir Vladimirovitch Putin luta com todas as forças pelo legado do passado soviético, divisando nele uma única oportunidade de reviver a antiga "grandeza" da Rússia, que ele vê apenas com o lançamento da próxima rodada de corrida armamentista. Neste sentido, vale a pena recordar as palavras do influente senador dos EUA John McCain: "Quanto a Kaliningrado, a situação aqui é muito interessante. Os militares russos dizem, que a mobilização e capacitação da Rússia em Kaliningrado, é em resposta ao sistema "PRO- OTAN". Isto é muito complicado explicar e, de alguma forma entender. Nossa defesa antimísseis é simplesmente defesa, não é nenhuma ameaça a ninguém. E o fato de que os russos usam-na como desculpa para aumentar suas capacidades militares em uma zona pacífica do mundo, realmente testemunha de que pode mesmo ser percebida como paranóia de Vladimir Putin!"

Pode-se dizer, que a resistência da Rússia à instalação do sistema "PRO" na Europa provoca um debate civilizacional-geopolítico. Porque Putin teme menos o "PRO", como o fato de que os aliados dos EUA na OTAN ficarão protegidos não apenas do ataque nuclear do Irã, mas também, em caso de força maior e circunstâncias políticas, de provável agressão da Rússia de Putin.

Ao mesmo tempo parece que o "PRO" americano é um presente do destino ao regime de Putin. É um motivo brilhante para assustar os russos e tentar uni-los reunindo a própria nação em torno do governo corrupto diante da imaginada ameaça externa dos EUA e OTAN.

Então, Putin não teme o sistema "PRO", mas o fato de que o Ocidente criou a menos viciosa estrutura conhecida de sociedade, que comparada com a existente na Rússia "desenvolvida pelo Putinismo" parece um elemento subversivo para a renovação a partir de 2000 do sistema de governo.

Para Vladimir Vladimirovich a luta contra "PRO" é indispensável para fortalecer a ditadura na Federação Russa e criar em tempo mais próximo possível uma análoga à antiga União Soviética. Conduzindo a Rússia à nova corrida armamentista Vladimir Putin busca vingança geopolítica, o que, em resumo, pode acabar com o colapso de Moscou, porque mesmo as relações aliadas com a China não podem bloquear os recursos combinados do mundo democrático ocidental. A consequência de uma segunda Guerra Fria pode levar ao colapso agora, não da URSS, mas da Rússia.

Ao colocar seus mísseis em Kaliningrado, a Rússia simplesmente provoca o Ocidente para dar passos em resposta. E esses passos podem ser bem diferentes das negociações e contatos anteriores que se assemelham à passarela onde passeiam os políticos em roupas diplomáticas, conversam, discutem, mas mantem suas próprias posições.

No entanto é possível que Putin em sua "PROmania" pode ir tão longe, que poderá anunciar a instalação de mísseis para dissuadir a OTAN não apenas na região de Kaliningrado, mas também na distante Chukotka, ou (recordando a experiência de colocação de mísseis por Nikita Khrushchev em Cuba) em Cuba e na Venezuela.

"PRO" é indispensável aos países civilizados para proteção de agressores totalitários. E quando a Federação Russa já abertamente ameaça a União Européia no caso da instalação da "PRO", então essas ações provocativas do Kremlin podem causar uma reação. E nestas condições, todos os países desenvolvidos, pertencentes a OTAN são capazes, em ordem prioritária, ocupar-se rapidamente com o lançamento de mísseis, protegendo-se dessa forma das ameaças do Oriente.

No entanto, jamais o "Macho-alfa" russo desistirá dos mísseis que ele considera como uma confirmação visual de sua dignidade presidencial. Mas, na verdade agora perante Rússia abrem-se apenas dois caminhos possíveis: participação da corrida armamentista contra o inimigo bem superior ou a parceria estratégica com o vencedor da primeira Guerra Fria - os Estados Unidos.

Afinal, não importou o quanto Putin tentou inflar as bochechas, a Polônia, República Checa, Romênia, Bulgaria e Turquia já começaram o preparo da instalação em seus territórios dos elementos "PRO". E ainda podem ser acrescentados os complexos marítimos dos mares Báltico e Barents. Então, as apostas estão feitas, o jogo político começa a se desenrolar no cenário mais desfavorável para Rússia.

Rússia pode simplesmente não entender, ou finge que não entende: os países ocidentais não confiam nela e não confiarão enquanto permanecerem no governo dirigentes como Vladimir Putin. Já que a intransigência russa (para não dizer - posição de sabotagem) em um número de importantes questões internacionais simplesmentee empurra o Ocidente para a implantação imediata do sistema "PRO" na Europa.

Claro, se a alta cúpula russa fosse capaz de esforço moral e reconhecesse que não é capaz de concorrer com os Estados Unidos na esfera militar, então deveria alinhar-se com países influentes como a Inglaterra, Alemanha ou França, para os quais a impossibilidade de competir com a América não é um vício, mas uma realidade. E admitir isso de modo algum significa capitular ou tornar-se colônia de americanos.

Provavelmente, que aqui tudo depende de tradições russas. Afinal sob "Rússia forte", o governo russo durante séculos não entendia outra coisa, que exclusivamente numeroso, porém mal preparado exército, o qual cobria com seus mortos os campos de batalha. Bem como a presença de nação sem direitos, mendiga, que generosamente pagava todas as imaginárias "vitórias" com milhões de vidas, que com liderança profissional militar poderiam ter sido salvas.

Em geral, como pode parecer a segunda guerra fria para Rússia com América, quando na Federação Russa 70% da população vive abaixo da linha de pobreza, e o PIB estatal é inferior a este número apenas em um estado, California, EUA? Afinal, em geopolítica estimam-se as possibilidades, não as intenções. Hoje, Rússia simplesmente não tem recursos econômicos para competir com os EUA em igualdade de condições.

Talvez Putin conta com "contramedidas rigorosas" que preveem ataques preventivos contra alvos militares e infraestrutura civil dos países - membros da OTAN. Mas, o fato de que as armas "simples" a Rússia ainda possui em grande quantidade, ela já é obsoleta. Apesar de que armas nucleares de alta potência podem ser entregues não apenas pelo ar, mas também sob a água. Tais projetos os russos já possuíam anteriormente. E então, teoricamente, explosões submarinas próximas às margens de inimigos podem realmente confundir os planos até os detalhes estabelecidos no computador. E marinheiros condenados a morte sempre podem ser encontrados na Rússia.

Considerando sobre quão importante é a disputa entre a Rússia e os EUA em torno de "PRO", e analisando a absolutamente inadequada reação sobre esta questão, não se deve esquecer que Putin com suas ações somente quer substituir o conceito. Porque "PRO - não é nada mais que defesa contra mísseis. E não pode apontar em alguém. "PRO" só pode ser aproveitado contra as armas lhe dirigidas. E isso é completamente outra coisa. "PRO" não pode contra-atacar, é somente um escudo contra as ações imprudentes de agressores externos.

O problema da instalação do sistema "PRO" provoca mais uma pergunta, ou seja: talvez a Europa já a um bom tempo deveria sozinha ter instalado sua defesa contra mísseis balísticos, e não depender dos americanos? Considerando, que problemas específicos ou tecnológicos não devem acontecer com essa instalação.

O mais lamentável para Vladimir Putin nesta situação é que, no caso do envolvimento da Rússia em uma nova Guerra Fria, no horizonte de Moscou não há aliados confiáveiis. Porque, francamente, China não é aliada da Rússia, mesmo após o grande número de acordos assinados entre eles.

A Pequim é vantajoso engajar Moscou em confronto com o Ocidente (possivelmente prometendo-lhe apoio), mas, eventualmente, ficará à distância. E de lá observará a briga, e sob o barulho ainda leva um pedaço do Extremo Oriente e parte da Sibéria.

A Guerra Fria anterior foi uma invenção genial dos EUA. Mas como ela terminou para a União Soviética? Desmoronou-se a "obsessão" incapaz de suportar a carga acima de suas forças. Então, por que Putin se envolveria numa guerra fria outra vez? Se, é claro, não para definir um objetivo - para finalmente acabar com a Rússia? Porque ameaçar a OTAN com a restauração da Guerra Fria - é como ameaçar o rival com o próprio suicídio. O bloco Oriental desintegrou-se, seus membros alinharam-se com a OTAN, a URSS já não existe, na Federação Russa - nenhum verdadeiro aliado, mesmo os satélites - quase países, como Transnistria (República Moldava da Pridnestróvia) e Abkházia, procuram viver de sua maneira. Como iniciar nestas condições a guerra fria?

Como resultado Vladimir Putin enreda-se em sua própria estratégia, piorando a situação a cada ano. À Rússia de Putin é extremamente
necessária a ilusão de fortaleza sitiada, que permanece no anel de inimigos, enquanto seus ideólogos acreditam que a paranóia massificada neste terreno só aumenta o poder do regime.

Rússia considera base para estabilidade a ameaça de mútua destruição nuclear. Europa Unida busca o retorno do tempo em que as espadas nucleares não foram levantadas sobre as cabeças da humanidade. Fazer lançamento de armas de destruição em massa impossível - o que poderia ser melhor ao mundo todo? Mas os russos sempre desejam viver pelos seus próprioos termos. Mas o mundo mudou. Depois de 500 anos de agressão contínua e expansão de suas posses, confiscando terras de nações vizinhas, Rússia provoca uma situação em que pode muito bem voltar para os territórios ocupados no momento de Ivan o Terrível. E se os putinistas não frearem e não se envolvereme em seus negócios em vez de intervir em alheios, a Federação Russa pode voltar aos limites do principado de Ivan Kalita...

Tradução: Oksana Kowaltschuk
Foto formatação: AOliynik

terça-feira, 5 de junho de 2012

INVASÃO COMUNISTA PROSSEGUE: GOVERNO UCRANIANO APOIA A EXTINÇÃO DA LINGUA PÁTRIA

O governo bloqueia a chegada de pessoas à ação de protesto à aprovação do projeto de lei sobre o idioma ukrainiano.

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana) 04.06.2012

A administração do presidente emitiu ordem para, sob qualquer preço bloquear os ônibus que trazem pessoas das províncias para participar nas ações de protesto próximo ao Parlamento.

Tropas de repressão governista
"Para este fim, nas estradas da Ukraina colocar um número, sem precedentes, de postos de inspeção estatal também a noite, até o amanhecer", - diz o comunicado. Os postos de inspeção receberam a recomendação especial para não deixar passar nenhum ônibus das regiões oeste e central à capital".


"No entanto, se tornou conhecido, inclusive na internet, que no leste e sul do país o governo começou contratar pessoas para participar do comício em defesa do projeto de lei Kolesnichenko-Kivalov".
Claque governista - Permitida a manifestação
"Assim o governo, consciente e deliberadamente, aproveitando a questão da língua continua sua tentativa criminosa de provocar a oposição na sociedade ukrainiana" - resume o partido oposicionista "Pátria" (Tymoshenko).
Os deputados praticamente "entregaram" o idioma. Sob Parlamento - brigas, pessoas envenenadas com gás.



Ukrainska Pravda (verdade Ukrainiana), 05.06.2012

O Parlamento, em primeira leitura aprovou o controverso e escandaloso projeto de lei Kolesnichenko-Kivalov que prevê a introdução efetiva do idioma russo na vida da população em várias regiões da Ukraina.
Depois da votação no Conselho, onde já se reuniram partidários e opositores do projeto do idioma, começaram as brigas. "Berkut" (Águia Dourada), é um departamento da polícia para fins especiais a nível regional, usou contra os protestantes gás lacrimogêneo.
Durante a manhã realizaram-se escaramuças, mas do palco pediam aos opositores para resistir a provocações. Oleksyi Hetman, representante do partido da oposição "Nossa Ukraina-Autodefesa Nacional" deu entrada no hospital com costelas quebradas. O número de pessoas agredidas é significativo. Inclusive a escritora Svitlana Povaliayeva recebeu uma cacetada na cabeça, de um representante do "Berkut", quando ela afastou-se para telefonar.
Ainda no dia anterior os "regionais" (governo) iniciaram o transporte de apoiadores de diversas regiões. A estas pessoas prometeram pagar 135 UAH (16 USD).

Arsenyi Yatseniuk, um dos líderes da oposição desabafou: "Perdemos a batalha mas ganharemos a guerra. Esta é uma vitória temporária do Partido das Regiões, mas Ukraina sofreu uma derrota. E, não é a primeira vez que dentro das paredes deste Parlamento são aprovadas leis contra o Estado Ukrainiano e contra os ukrainianos com o voto comprado pelo dinheiro, fato que é usual para este governoo. A oposição devia "puxar" 30 cartões, mas isto não aconteceu. Sabemos quem traiu Ukraina..."
O partido Nossa Ukraina-Autodefesa Nacional enviou documentos ao Parlamento para desligar de suas fileiras dois deputados que votaram a favor do projeto de lei. E também veio pedido de outros três deputados para que seus votos, a favor do projeto, não sejam contados (Será que o pagamento pela traição não se concretizou? - OK).
Poroshenko, Ministro da Economia e Desenvolvimento de Negócios (pela decisão de aceitar ou não o Ministério Yanukovych esperou mais de mês - OK), disse que a questão do idioma está na terceira dezena em importância das questões que hoje preocupam os cidadãos. A questão número um é o medo de perder o emprego, elevação de preços, queda econômica e, consequentemente, queda de nível de vida. Estas preocupações é que mais importam a todos os ukrainianos, independentemente da região. (Pelo visto Yanukovych tem um ministro que não está muito de acordo com a música que ele toca. - OK).

-x-x-x-x-

O primeiro secretário da missão ukrainiana junto a União Européia, representante do Ministério do Interior em Bruxelas, Volodymyr Rydvan advertiu os torcedores europeus que, caso eles participem de ações de apoio a ex-primeira ministra Tymoshenko, a polícia ukrainiana vai agir de acordo com a lei. Os jogos da Euro estão chegando.

-x-x-x-x-

Duma de Moscou, saúda a aprovação pelo Parlamento ukrainiano, em primeira leitura, do projeto de lei de concessão ao idioma russo o status regional.

-x-x-x-x-

Segundo Leonid Slutskyi, presidente do Comitê em assuntos da CEI: "Rússia está interessada no status máximo para o idioma russo, falado na Ukraina por milhões de pessoas" Mas lembrou de acrescentar: "A questão da língua é puramente questão da soberania da Ukraina e deve ser resolvida de acordo com o pensamento dos cidadãos deste país.

Tradução: Oksana Kowaltschuk
Foto formatação: AOliynik
Fonte das imagens: http://www.pravda.com.ua/articles/2012/06/5/6965970/


AS MANIFESTAÇÕES (FOTOS E VÍDEOS)







Observem o descaso dos jovens. Esse descaso tem uma explicação: Via de regra são jovens (e idosos também) contratados (comprados) pelo governo para formar a claque governista  para dar idéia de que o "povo" apoia as medidas governamentais. Essas pessoas só estão lá para receber o dinheirinho. Em todas as manifestações é assim: o governo compra a presença de pessoas para engrossar a claque.


segunda-feira, 4 de junho de 2012

INVASÃO COMUNISTA CONTRA A UCRÂNIA

Os malditos não desistem jamais !

O Cossaco

 


Projeto de lei Kolesnichenko-Kivalov torna apátrida a língua ucrainiana

Tyzhden (Semana), 26.05.2012
Andrii Duda

O projeto de lei referente à língua, de Kolesnichenko-Kivalov dá status oficial de renovação da política de russificação na metade do território ukrainiano, incluindo a capital. Até mesmo a Comissão de Veneza emitiu parecer negativo sobre este projeto de lei devido a sua natureza discriminatória da língua ukrainiana. (Em 1648 ocorreu grande insurgência dos cossacos ukrainianos, apoiados pela totalidade da nação ukrainiana: aldeões, citadinos, pequena nobreza e religiosos contra o domínio polonês que pressionava cada vez mais a vida religiosa, educacional, jurídica, linguística, etc. Bohdan Khmelnytskyi, líder dos cossacos, aliava-se aos tártaros. Mas estes, frequentemente mudavam de lado. Então, para derrotar os poloneses e libertar o país do jugo opressor, procurou apoio com o czar moscovita. O acordo de Pereiaslav foi assinado em 1654. Este acordo previa direitos e relações mútuas iguais para os dois países, sem restrições à independência da Ukraina. No entanto o czar não cumpriu o acordo e, em 1659 "Livoberezhna Ukraina" [à esquerda da jusante do rio] (Foto 1) perdeu sua independência. Também ficou pertencendo à Rússia a região de Kyiv, embora localizando-se do lado direito à jusante do rio.

Foto 1 - Livoberezhna Ukraina
As terras do lado direito [à jusante do rio] (Foto 2), denominados "Pravoberezhna Ukraina" continuaram sob o domínio polonês.

Foto 2 - Pravoberezhna Ukraina

A população das regiões da Ukraina sob o domínio russo sofreu forte aculturação, intensificada também no período soviético. Daí porque grande parte da população ukrainiana usa o idioma russo ainda hoje. - OK).

A enumeração de áreas de introdução de línguas regionais, mostra que, na maioria das regiões da Ukraina para o biliguismo formal, de fato, a única língua oficial tornar-se-á a língua russa, levando a uma maior alienação entre as regiões e futura destruição da identidade nacional. Em particular, de acordo com o projeto:

1) retorna para educação a velha e "boa" suslovska norma ( Suslovska concepção - união de nações, período soviético de Leonid Brejnev, caracterizado como período de estagnação (1965-1984) - OK) da escolha da língua segundo declaração dos "pais". De acordo com o projeto, "a necessidade dos cidadãos quanto ao ensino do idioma aos menores de idade é obrigatório segundo declaração dos pais ou responsáveis, aos estudantes de estabelecimentos de ensino estatal ou comunal, e também, em caso de necessidade, em qualquer período de estudos". Os comentários para esta regra parecem desnecessários. É exatamente por esta fórmula que realizava-se a russificação na Ukraina durante a era soviética...

2) em áreas, onde deram à língua um estatuto regional, língua de trabalho, registros e documentos de governos provinciais e locais, a linguagem dos anúncios oficiais e avisos, pode ser, exclusivamente, em língua original, a língua ukrainiana podemos esquecer. Mais que isso, a correspondência desses organismos com os órgãos governamentais de nível superior está autorizada ao uso da linguagem regional. Como olharão para isso os ministérios, os serviços públicos, a administração pública, quando com eles começarão comunicar-se com línguas regionais como a língua Gagauz (Moldávia), romena, húngara e outras.

3) nas áreas onde for adotada a língua regional, chefias e funcionários, inclusive juízes, deverão relacionar-se e realizar processos usando o idioma regional. Vale ressaltar que trata-se de muitas pessoas; digamos, funcionário também é o sargento da polícia e do serviço de patrulha do Ministério do Interior. Obviamente que o Estado, para a aplicação desta disposição, deve assegurar cursos de línguas para o mínimo de 10-15 mil pessoas.

4) atos de autoridades locais (ou seja, administrações estatais locais e órgãos territoriais executivos de órgãos centrais) e órgãos de governos locais são aceitos e publicados ou no idioma nacional, ou idioma regional. Então, se você é um ukrainiano que vive na região de Donetsk, onde a língua regional é russa, fatalmente você perderá o direito de familiarizar-se com os atos do governo na língua oficial.

A aceitação da decisão quanto ao estatuto da língua regional, de acordo com o projeto de lei, é aprovada pelos conselhos locais. Embora não esteja claramente estabelecido quais os Conselhos que têm o direito de tomar tais decisões, da nota explicativa do projeto de lei pode-se concluir que tal direito tem quaisquer conselhos. Com isto se estabelece a superioridade de decisões de conselhos regionais sobre os distritais e citadinos, e de vilas e aldeias (que, aliás, completamente contraria ao princípio de autonomia local na Ukraina, relativo à repartição de competências entre os conselhos e, além disso, é absolutamente contrário à tradição européia, que localiza as línguas regionais ao nível das comunidades (municípios).

Como resultado, frequentemente e quase exclusivamente às comunidades ukrainianas em regiões do sudeste será determinado o status da língua russa, como já aconteceu no período colonial da história pátria. Por exemplo, de acordo com a contagem de autores, de 27 regiões, o idioma russo será o idioma regional de 13 das 27 regiões (incluindo a Capital!!!); Criméia Tatar - República Autônoma da Criméia; húngaro - na região do Transcarpathia; romeno - em Chernivtsi. O absurdo desta situação é bem ilustrado pelas regiões de Chernivtsi e Transcarpathia - em distritos 100% ukrainianos os funcionários de órgãos governamentais (até o chefe da aldeia) deverão dominar e servir-se do idioma romeno e húngaro. A situação é análoga na maioria dos distritos rurais de língua ukrainiana de Kharkiv, Sumy, Dnipropetrovsk, Kherson, Odessa, Zaporizhia e Mykolaiv. Na verdade trata-se de renovar o propósito de russificação no nível de política estatal.

Muitos fatos interessantes surgirão quando da análise dos documentos de apoio ao projeto de lei: "Dado o fato de que o orçamento do Estado prevê recursos para apoiar o desenvolvimento e funcionamento do idioma ukrainiano como idioma estatal e a implementação da Lei da Ukraina "Sobre a ratificação da Carta Européia das Línguas Regionais ou Línguas das Minorias a introdução do projeto de lei não exige recursos orçamentários adicionais", Referência: No orçamento do Estado para 2011 para implementação da Carta foi previsto despesas no montante de 1,1 milhões de UAH, e na garantia do desenvolvimento e aplicação da língua ukrainiana 3 milhões de UAH. O montante total, como se vê, 4,1 milhões. Mas podem haver variantes de explicações: 1) na anotação de esclarecimentos escreveram uma patente mentira; 2) nas pessoas de Kolesnichenko e Kivalov nós temos amadores, não profissionais, que não tem capacidade de calcular, nem mesmo aproximadamente o custo de bilinguismo real em 15 regiões e trilinguismo na Criméia. Pelas nossas estimativas mais modestas, a realização do projeto custaria aos contribuintes não menos de um bilhão de UAH ao ano (se não incluir o ensino a todos os níveis do funcionalismo).

Se os "líderes" do Partido das Regiões não tem capacidade de calcular os custos necessários para implementação da lei, não é surpreendente que eles não possam avaliar adequadamente as consequências sociais e políticas no caso da aprovação do projeto de lei sobre o idioma. Trata-se de uma tensão interétnica sem precedentes, que, quando da sua implementação irá expandir o número de pessoas no confronto entre cidadãos. Se estão conscientes aqueles que enviaram Kluyiev ao Parlamento para "empurrar" o explosivo e perigoso projeto de lei, de possível mobilização do eleitorado às vésperas de eleições de poucas perspectivas para o governo?

Tradução: Oksana Kowaltschuk
Foto formatação: AOliynik