segunda-feira, 12 de agosto de 2013

IMPOTÊNCIA NA POLÍTICA EXTERIOR E AUTODESTRUIÇÃO

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 09.08.2013
Oleksandr Solonhko

Recentemente a sociedade ukrainiana foi agitada por uma série de ataques informativos contra o seu país.
Os mais dolorosos e ressonantes foram as inúmeras declarações e ações dos círculos chauvinistas poloneses com a meta de desacreditar Ukraina em nível internacional. Como escândalo foi marcado o apelo do chamado "grupo 148" (¹) que pretendia na designação do mais vergonhoso acontecimento da história da Ukraina desacreditar nosso país ainda mais.


Antes que se aquietasse a onda informativa, o espaço midiático chocou Ukraina com o início da guerra econômica por parte da Federação Russa. O Serviço de Inspeção Alimentar, nos produtos ukrainianos, supostamente encontrou substâncias ilegais. O golpe foi direcionado à Empresa Roshen, cujos produtos (chocolates) supostamente mostravam "benzopyren". Seguiu-se uma série de novidades decepcionantes para o proprietário da empresa Petró Poroshenko. A produção começou a ser analisada na Bielorrússia, o trânsito para Rússia, através da Bielorrússia cessou. Em seguida, pelos chocolates de Poroshenko interessaram-se as autoridades competentes de Cazaquistão, Moldávia, Tajiquistão.
Os bielorrussos também caçaram o certificado emitido aos vinhos "Legenda Inkermana", de produção ukrainiana.
Além disso, a partir de 1º de julho ao "Interpipe" de Viktor Pinchuk foram negadas as quotas livres de imposto na colocação da produção aos países da União Aduaneira (Rússia, Cazaquistão, Bielorrússia). Como resultado, estarão sujeitos ao imposto de 18,9 - 19,9%.

Assim começou a guerra econômica da vez contra Ukraina.

O centro de influência não é difícil definir - é, certamente, Moscou. Fato significativo é que nas ações citadas foram usadas apologias quase soviéticas, criadas sob o nome de União Aduaneira, ou países, que mesmo não sendo seus sócios, mas não podem ou não querem livrar-se da influência de Moscou.

Então, este fato deve ser marcado não como guerra da União Aduaneira com Ukraina, em cujos abraços estamos sendo desesperadamente empurrados por diversas forças. No entanto, é necessário observar, que o principal e único centro que produz decisões e sua realização no âmbito da associação  - é o Kremlin.

Portanto, tudo isso é manifestação do interesse da Rússia e executa-se apenas para satisfação dos desejos e necessidades do regime de Putin. A diferença do descrito modelo consiste apenas no fato de que Moscou anexa à guerra econômica contra Ukraina seus satélites, os quais, de fato, não têm escolha.

Desde o início é necessário prestar atenção ao fato, de que isto não é pela boa vizinhança, não é como irmãos. Então o que devemos esperar no caso de, à já mencionada organização nos empurrarem a força? Seguramente, nada de bom. 

Surge a pergunta: qual a relação entre os eventos em torno das relações ukrainiano-poloneses e outros ataques ideológicos, com matizes históricos de um lado - e os golpes comerciais-econômicos do lado da União Aduaneira e aliados do outro?
A resposta é simples e óbvia - são medidas sistemáticas para desacreditar Ukraina, a nível internacional, em todas as formas possíveis, que visam frustrar a assinatura do Acordo de Associação entre Ukraina e União Européia no outono deste ano. Essa questão é uma daquelas que mais se ouvem na Ukraina nos últimos meses, e até anos.

Então, orando em Kyiv pelo "mundo russo no mundo todo" e assustando os ukrainianos, aliás, como sempre, - Putin voltou a Moscou e lançou com mais poder o volante de represálias econômicas contra Kyiv. Volante, já preparado a tempo começava agir.

Perda de negócios do "rei de Chocolate" e enfraquecimento de seu lobby não criará consequências sérias ao governo, "Família" e outros grupos influentes, porquanto, as perdas de Poroshenko não lhes causarão prejuízo - em oposição ao impacto sobre as empresas ou outros ramos que constituem um interesse direto de Yanukovych, sua comitiva pessoal e outros adeptos do regime, os quais recebem super-lucros graças a atual ordem social formada na Ukraina.

Isto quer dizer, que Moscou agora demonstra abertamente, o que pode acontecer com objetos de interesse econômico direto da mais faminta "Família" ukrainiana no caso em que Yanukovych não se atenha às condições de Putin.

O ataque a Roshen pode-se considerar como demonstração de força e possibilidades para aplicação de danos econômicos irreparáveis. Neste caso, deram a Kyiv a possibilidade de observar, quais as possibilidades para pressão econômica tem Kremlin e seus subordinados. E, se Yanukovych e Co.  não mudarem o comportamento, haverá mais e pior. Isto é fato (²).

As empresas de Poroshenko podem ser destruídas na Ukraina sem quaisquer envolvimento das forças e recursos de fora. Além disso, tudo isto se faz de acordo com decisões aceitas no nível estatal.

Moscou tentará, desesperadamente, impedir o acordo de Associação usando para isto absolutamente todos os métodos disponíveis. Por conseguinte, o nível de agressão vai crescer e adquirir legitimidade com auxílio da participação das instituições de outros países. Sob as últimas deve-se entender não apenas aquelas que entram na órbita do Kremlin - mas, digamos, os neutros, o que será mais difícil para os associarmos à zona de influência da União Aduaneira. Nós entramos não apenas na fase ativa, mas hiperativa fase de guerra econômica e a onda de tais ataques somente vai aumentar.
É completamente lógico, que num futuro próximo podemos esperar a eclosão de uma série de escândalos diplomáticos. Não devemos esquecer que ultimamente não cessam provocações chauvinistas antiukrainianas por alguns círculos da Polônia. Provavelmente haverá mais ataques, talvez mais agressivos. Isto é, a onda de agressões crescerá em todas as frentes possíveis.

Agora o tempo, que restou até a assinatura do Acordo, começa a ser reduzido a semanas. Durante este curto período, o lado russo deve queimar todas as pontes entre Ukraina e Europa, mas preservar sua própria face. Pois no fundo, do ponto de vista da não justificada parceria e apoio mútuo à agressão, que irá aumentar, será difícil explicar a Kyiv - porque pode ser benéfica a aproximação com o tema da política externa, a qual não trabalha para fortalecimento das relações mútuas, mas ativamente ocupa-se com a destruição da fraca economia ukrainiana e descredito de Kyiv aos olhos da comunidade mundial.

Caso contrário, Putin queimará as pontes também entre Ukraina e Rússia.

Também não se deve esquecer, que é improvável que o presidente russo possa contar com o fato de que aqueles, em cujas mãos agora encontra-se a maior parte do dinheiro que conseguiram retirar da Ukraina, simplesmente permitirão a Moscou enfiar a mão neste bolso, que continua a alimentá-los saborosa e satisfatoriamente. Isto até pode tornar-se um obstáculo intransponível para o estabelecimento da direta hegemonia política e econômica de Kremlin na Ukraina.

Como se comportará o poder na Ukraina?

Permanece aberta uma pergunta interessante. Como, em tal situação se comportará o governo ukrainiano? Porque estes processos são de caráter demasiado agressivo, para não reagir a eles.
Os acontecimentos dos últimos anos demonstraram claramente a posição do regime Yanukovych, incluindo questões semelhantes - é impotência na política externa e autodestruição. 
A única exceção a essa regra é o quão duro o regime luta contra o seu próprio povo, como sistematicamente esvazia os bolsos dos ukrainianos, retira seus direitos fundamentais, castiga pelas exigências legais, persegue, reprime e, ao mesmo tempo não se esquece de culpar, de todos os pecados mortais, a oposição. Como dizem, a partir das ruínas - ao fascismo. Aqui você não dialoga, as ações e decisões são duras, sistemáticas, sua implementação é operacional, inquestionável.

É difícil acreditar que o lado ukrainiano se decidirá por ações ativas em resposta, que defenderá os interesses do Estado a nível internacional, que vai recorrer a organismos internacionais, que chamará a atenção da UE para sanções econômicas politicamente motivadas. Não haverá vontade nem para suportar dignamente o golpe, para tomar medidas adequadas em resposta.

Falando a verdade, Kyiv tem poucas alavancagens de impacto econômico sobre Moscou oficial, especialmente aquelas que poderiam ser elementos de dissuasão eficaz para tais ataques agressivos. No entanto elas existem. Ukraina pode levantar a questão do trânsito de gás russo através do seu território, especialmente a discrepância proporcional para o preço do trânsito que Ukraina paga pela obtenção do gás russo.

As conseqüências econômicas de tais ações, as quais podem marcar atrasos no trânsito, e portanto, o interesse europeu na solução da situação e medidas adequadas, podem causar perdas significativas, que em Moscou compreendem espetacularmente. Compreendem também que Europa não estará em êxtase.
E, no caso de posição correta de Kyiv, expressa em efetivas ações preventivas do Ministério das Relações Exteriores ukrainianas, Europa vai culpar Moscou.

Entenderão, portanto, que Ukraina é o sujeito, não o objeto da política internacional, capaz de proteger efetivamente o interesse público, os interesses de sua nação. Deste modo, na próxima vez terão que pensar duas vezes antes de cometer algo parecido.

No entanto, o regime Yanukovych, de todas as formas possíveis e impossíveis, demonstra a incapacidade e falta de vontade para lutar e usar praticamente a única oportunidade para realização de pelo menos um efetivo curso na política exterior durante seu mandato.
Já soou a declaração de que Ukraina não vai tomar medidas de ação para a meta de estimular Rússia a cessação da escalada. E, em qualquer caso, mesmo em caso contrário, fica a pergunta da motivação. E ela será diferente daquela que deve nortear o estadista - não estrutura predatória de nível nacional.

Para cumprir os requisitos estabelecidos pela Ukraina, como condição para assinatura do Acordo da Associação, durante a próxima sessão do Parlamento ainda precisarão ser aprovadas as leis correspondentes.
Aqui haverá surpresas pois mesmo dentro do Partido das Regiões (governista) têm grupos de influência que buscam romper esse acordo, apesar da posição de eurointegração declarada pelo governo. Para não mencionar outras organizações e grupos, que realizarão "atividades subversivas", não apenas no parlamento.

Então, o outono parlamentar de 2013 na Ukraina promete ser agitado.

Possíveis conseqüências

Recentemente passou na rede uma tese de autor desconhecido, e que foi colocada na boca de Putin. Ela dizia:

"Se vocês não entrarem para União Aduaneira, nós lhes causaremos muito mal, mas se vocês entrarem, então - será ainda pior."

Soa irônico, mas é realista e responde à concepção geral de relações na mencionada relação. Com efeito, a adaptação dos países que entram para União Aduaneira, certamente reorienta suas economias para servir aos interesses do Kremlin, o que na Ukraina até agora ainda sequer conseguiram erradicar, como legado da ocupação soviética.

Então a conclusão é óbvia - terá que haver escolha.

Ou a defesa de interesses públicos - que significará perdas e aumento de tensões, mas, no futuro, garantirá o desenvolvimento progressivo e severas limitações à influência de Moscou.

Ou voltar atrás, rasgar o Acordo e pôr fim a integração européia - o que garantirá um curto enfraquecimento da pressão econômica, mas no futuro garante a perda real de independência política, não mencionando a econômica.

E quanto ao debate sobre a escolha do vetor de integração da Ukraina, então para aqueles que desejam a direção ocidental européia e, para aqueles que querem aproximação com a Rússia é válido lembrar: em qualquer dos casos a política do Estado deve ser pró-ukrainiana. E com a existência de possibilidades é necessário implementar medidas para realização da concepção do centrismo ukrainiano.
Isto deve proporcionar possibilidades para afirmar-se como sujeito de plenos direitos da política internacional, colocar e ditar suas exigências em determinados assuntos, atingir objetivos concretos e elevar o prestígio do país na arena internacional.

No entanto, nem a Yanukovych, nem a seu meio, isso não interessa.

(1) "Grupo 148" - assim denominado grupo de 148 deputados do Partido das Regiões e Partido Comunista que encaminhou ao Parlamento polonês o pedido para reconhecer como genocídio a ação dos ukrainianos contra os poloneses em Volyn-Ukraina durante a II Guerra Mundial. Fato descrito nos artigos anteriores.

(2) As empresas de Poroshenko não foram escolhidas para o golpe demonstrativo por acaso. Poroshenko é um grande empresário ukrainiano que embora não se coloque frontalmente contra o governo é de oposição. Inclusive era um dos indicados à prefeitura de Kyiv, cujas eleições foram suspensas, possivelmente até 2015. Então, os oligarcas ukrainianos, da "Família" Yanukovych foram alertados e, por enquanto, preservados. Vários países já verificaram que não há nenhuma substância prejudicial nos chocolates.

Tradução: Oksana Kowaltschuk


sábado, 10 de agosto de 2013

FRACASSA O PROJETO DE MOSCOU

Missão não executada. O aniversário de Batismo da Rus não atendeu às expectativas do Kremlin
Tyzhden.ua (Ukrainskyi Tyzhden), 03.08.2013
Andrii Skumin
 
A celebração dos 1025 anos do batismo da Rus em Kyiv resumiu o fracasso da expansão da igreja russa na Ukraina, liderada pelo Patriarca Kirill.
Em 27.01.2009 o Primeiro Conselho da Igreja Ortodoxa Russa (ROC) elegeu como Patriarca de Moscou e toda Rússia Kirill, bem mais jovem e mais ambicioso que seu antecessor Aleksii II. Nos primeiros meses de sua atividade, Kirill publicou seu conceito de igreja, o "Mundo Russo" que devia tornar-se um instrumento eficaz para consolidação de vários países pós-soviéticos condicionando-os ao reboquismo à integração política em projetos neo-imperiais de Kremlin.
Mas, após passados quatro anos revelou-se, que essa expansão "espiritual" com conotações políticas óbvias causou uma reação contrária nos territórios pretendidos por Kirill.
 
Força da ação equivale à força de reação
 
Os iniciados por Kirill distritos comunitários e nomeação de novos clérigos seniores nos países da Ásia Central levou a um conflito do Primaz da Igreja Ortodoxa Russa com os dirigentes desses países. Como resultado - o governo de Uzbequistão e Quirguistão, completamente leais ao Patriarcado de Moscou no passado, não permitiram a Kirill visitar esses países da Ásia em 2011 durante a celebração dos 140 anos da Eparquia de Tashkent. Obviamente, uma razão - o Patriarca ignorou o poder temporal daqueles países, impondo-lhes novos hierarcas na Igreja. Reagiu negativamente, às tentativas de Kirill em afastar do Cargo o Metropolita de Chisinau e toda Moldova, Vladimir. Em 2011 limitaram o tempo e a geografia à visita de Kirill a Moldova e o impediram às principais regiões habitadas pelos fiéis da ROC. Primeiramente devido a suas ambições e impaciência Kirill entrou em conflito com os chefes de outros patriarcas ortodoxos. Significativo, que na comemoração dos 65 anos do Patriarca não houve representantes de Constantinopla, Alexandria, Jerusalém, Sérvia, Chipre, Elladska (Grécia), Albânia e Igrejas americanas.
 
A tentativa de utilização da ortodoxia na política, no desempenho do Patriarca Kirill o desacreditou e enfraqueceu sua influência na comunidade do Patriarcado de Moscou.
 
Mas o maior fracasso do Kirill é Ukraina, onde, de acordo com especialistas, concentra-se a maior parte da congregação do Patriarcado de Moscou, e isso dá a ele bases para dizer que no caso da criação de uma única igreja independente, com sua organização e estrutura (Na Ukraina funcionam duas igrejas: Igreja Ortodoxa do Patriarcado de Kyiv e Igreja Ortodoxa do Patriarcado de Moscou - OK), exatamente ela poderia ser a maior Igreja Ortodoxa do mundo. Kirill tinha a ambição de alcançar em nosso Estado a meta que Vladimir Putin não conseguiu na política, ou seja, arrastar Ukraina para um único espaço do "Mundo russo" inicialmente na esfera religiosa. E até prometia mudar-se para Kyiv e receber a cidadania ukrainiana. Suas visitas escondiam cada vez menos o conteúdo político e procuravam reviver o mito imperial tradicional de que duas nações, que "vieram da mesma fonte" deveriam ter um futuro civilizacional comum.
 
"Não somente de pão?"
 
Dada a visibilidade notória da falta de competitividade do vetor eurasiano com integração econômica da Ukraina, comparativamente com o argumento da civilização ideológico-religiosa européia o argumento tornou-se uma das principais precauções contra o envolvimento da Ukraina com a "mentalidade estrangeira" da Europa. Mas a proposta de Kirill do nacionalismo oficial - "ortodoxia, absolutismo, nacionalismo" - com a visão da idéia do "Mundo russo" revelou a sua impossibilidade. Pelo menos, a mais de quatro anos não há nenhum testemunho de sua efetividade: o número de crentes na ROC da Ukraina não cresce, não há nenhuma iniciativa, que por vontade própria, e não com ajuda financeira da Rússia iniciasse uma campanha propagativa de apoio ao "Mundo russo" e todas pesquisas sociológicas demonstram uma dinâmica positiva para aprovação à integração européia, e não orientação ao "Mundo russo". Além disso, no próprio "Mundo russo" na Ukraina começaram lutas internas. Particularmente em Odessa o aniversário de 1025 anos do batismo da Rus comemoraram dois grupos opostos, de Igor Markov e Serhii Kivalov. Tomou partido de Kivalov um dos principais promotores do "Mundo russo" o metropolita de Odessa e Izmail, Agafangel, o qual declarou que o corpo de Igor Markov estava hospedando "diabos".
 
Declarações sobre o território da "responsabilidade canônica" da ROC que continuam ouvir-se nas reuniões do Santo Sínodo da Igreja Ortodoxa Ukrainiana do Patriarcado de Moscou durante as visitas de Kirill não podem negar o fato que a Igreja Ortodoxa do Patriarcado de Moscou considera-se como igreja auto-suficiente. Aos partidários de Moscou resta apenas ficar histéricos como, por exemplo, o apelo durante as comemorações do Batismo da Rus, de um padre de Kyiv a alguns paroquianos sobre subordinação direta à Igreja Ortodoxa Russa. Superar o partido autonomista na Igreja Ortodoxa Ukrainiana do Patriarcado de Moscou aproveitando-se da doença do Metropolita Volodymyr, não se conseguiu. Restabelecendo-se, ele retomou gradualmente o seu status na Igreja, novamente atraiu a si o Arcebispo Oleksandr (Drabynka), que é considerado como sua mão direita e um dos lideres da ala pró ukrainiana da Igreja Ortodoxa Ukrainiana do Patriarcado de Moscou, particularmente da parte conservadora. E, na véspera da visita de Kirill a Ukraina, em 26 de julho, na representação "Grande e glorioso" no "Arsenal Art", em Kyiv, o lider da Igreja Ortodoxa Ukrainiana do Patriarcado de Kyiv Filaret e o Metropolita Volodymyr, após um abraço demonstrativo tiveram um longo diálogo. "Nós acreditamos, e estamos convencidos, que haverá unificação dos Patriarcados de Kyiv e Moscou em uma Igreja Ortodoxa Independente", - comentou esse encontro Filaret. Sabendo o quanto é formalizado qualquer movimento dos hierarcas, este encontro dificilmente teria sido acidental ou espontâneo. Significativamente, o Patriarca de Kyiv recentemente, várias vezes referiu-se com cortesia ao Metropolita Volodymyr e ao partido "pró-ukrainiano" na Igreja Ortodoxa Ukrainiana.
 
Yanukovych também distanciou-se da posição de máxima colaboração com Kirill, a qual foi observada no início de sua presidência. À primeira vista, o governo ukrainiano revelou modelar lealdade à visita do representante da Igreja Ortodoxa Russa. Exemplo disso foram as medidas de precaução durante a chegada do Patriarca na estação ferroviária de Kyiv (Kirill chegou num trem blindado a exemplo de Stalin). No entanto, no discurso formal, Yanukovych fez declarações ambíguas que podem ser consideradas como uma alusão a inadmissibilidade do uso da igreja por Moscou para fins políticos. "Para o Estado todas igrejas e organizações religiosas são iguais. Nós respeitamos a escolha de nossos cidadãos e asseguramos a todos o direito constitucional à liberdade de religião. Nós não permitiremos o uso de igrejas e organizações religiosas por algumas forças políticas para seus próprios interesses estreitos. Isto também se aplica aos centros estrangeiros, que por meio de organizações religiosas, por vezes, procuram influenciar a situação política na Ukraina. Pois refere-se ao estado de segurança nacional", - disse o presidente. Enquanto isso, aproveitar-se de organizações religiosas, abertamente, aspira a liderança de apenas um país vizinho e distribui aos hierarcas na Ukraina prêmios por sua boa atuação. Assim, ao aniversário do Batismo da Rus Vladimir Putin novamente entregou condecorações estatais aos hierarcas da Igreja Ortodoxa Russa do Patriarcado de Moscou. Seis metropolitas receberam a "Ordem da Amizade".
 
Mas a principal derrota de Kirill é a não aceitação dele pela sociedade ukrainiana.
 
Nas fotografias de reuniões anteriores com os seus apoiantes na Ukraina simplesmente aumentavam o seu rebanho com o Photoshop. E desta vez, apesar da cobertura das ruas de Kyiv e largo apoio informativo, sua vinda poucos perceberam (a propósito, há com quem comparar: na missa de despedida da visita do Papa de Roma Francisco ao Brasil reuniram-se mais de dois milhões de católicos). Afinal, é da Ukraina que o Patriarca Kirill e altos hierarcas da Igreja Ortodoxa Russa receberam o primeiro lote de fatos que comprometem sua santidade. Durante a visita a Ukraina em 2009 nossos jornalistas registraram na mão do Primaz da Igreja Ortodoxa russa um relógio Breguet no valor de 30 mil dólares. Embora ele, ainda em 03.04.1969 recebeu o corte monástico, o qual denuncia publicamente a "sociedade de consumo". Além disso, tentou mentir e alegou que a fotografia com o dito relógio era colagem, enquanto no site do Patriarcado de Moscou havia uma foto do encontro de Kirill com o ministro da Justiça da Rússia, e no braço do Patriarca havia o mesmo Breguet. Em 2012 estourou mais um escândalo em torno da demanda de Lídia Leyenovoy para o ministro da saúde da FR. Então tornou-se claro que Kirill era proprietário de um apartamento de luxo em Moscou, o que é uma violação direta das regras segundo concílio de Constantinopla quanto a propriedade de monges. Também prejudicou a imagem do Primaz a sua insistência para trazer à responsabilidade criminal por "blasfêmia" algumas moças com crianças menores do grupo Pussy Riot, as quais, enfim, foram condenadas a duradouras penas de prisão. Estes e muitos outros escândalos levaram os cidadãos da FR a um desapontamento sem precedentes à pessoa do Patriarca Kirill e o nível de confiança a ele caiu bem abaixo do nível de confiança a igreja por ele dirigida. Assim, de acordo com a opinião pública, em maio de 2012 confiavam na Igreja 64% de russos, em Kirill - apenas 56%.
 
A tentativa de usar politicamente a ortodoxia no desempenho do Patriarca Kirill para expansão russa na Ukraina claramente falhou e ainda mais desacreditou e enfraqueceu a influência do Patriarcado de Moscou na sociedade. Entre os crentes da Igreja Ortodoxa Ukrainiana do Patriarcado de Moscou, ao que parece, há um processo de rejuvenescimento natural e uma nova geração cada vez menos percebe a Igreja Ortodoxa Russa como sua igreja. Este processo mental reforçará, objetivamente, as posições dos autonomistas na Igreja Ortodoxa Ukrainiana do Patriarcado de Moscou e reduzirá as chances no uso de satisfatórios recursos de influência da Rússia sobre Ukraina. A experiência da fracassada missão geopolítica de Kirill mostrou que o uso da Igreja Ortodoxa Russa em nosso país, na visão neo-imperial de Moscou - é apenas dinheiro jogado ao vento, como o restante de projetos russos e "movimento dos compatriotas", que durante anos não produziram o resultado desejado para Kremlin, isto é, envolver Ukraina em iniciativas neo-imperiais. O que, afinal, mais uma vez prova que Ukraina objetivamente não é Rússia, mesmo quando suas autoridades são próximas em espirito ao Kremlin como Yanukovych e o Partido das Regiões.
 
Tradução: Oksana Kowaltschuk

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

IGREJA FECHADA



Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 26.07.2013
Blog de Roman Kravetz

A Igreja Ortodoxa Russa (ROC) tornou-se "agência" usada para elevar o ranking dos políticos.

Na semana passada o chefe da Igreja Ortodoxa Russa Kirill, do Patriarcado de Moscou, no domingo, após a prédica da Catedral de Kazan, na Praça Vermelha em Moscou, compartilhou a sua opinião sobre a legalização do casamento gay na Europa. "Este é um sintoma apocalíptico muito perigoso, e nós devemos fazer tudo para que nos espaços da Rússia este pecado nunca seja legalmente aprovado pelo estado, porque isto significa que a nação parte pelo caminho de auto-destruição", - declarou o patriarca.

Evidente, senhor-padre está certo. Aqui não pode haver dúvidas. No entanto, gostaria de acrescentar algo.

Francamente, vejo sinais desse fenômeno não apenas na legalização do casamento gay. Também é aproximação do fim quando as pessoas são convidadas para não vir à oração, ou quando peregrinos não são admitidos na igreja porque lá os mais importantes rezam.

Por esta lógica, diante de Deus, as pessoas não são iguais.

Como dizia o jornalista alemão Kurt Tukhlya: "A igreja abençoa o que é incapaz de resistir". Nestas palavras há uma gota de verdade.

Ao tema da bênção: neste final de semana ele se espalhará de Kyiv, por assim dizer, à toda terra da Rus (¹).

Pois 27 e 28 de julho acontecerá a comemoração de 1.025 anos do batismo da Rus. E então, como é que poderia ser uma celebração simples! De fato, neste ano o Batismo da Rus absolutamente merece o título de uma verdadeira festa, para a qual desconhecemos o custo.

De acordo com as palavras do presidente da Administração da cidade de Kyiv (²) Oleksandr Popov, com os recursos destinados apenas para Kyiv colocam mosaicos retratando cenas do batismo da Rus na base da coluna  de Magdeburg, restauram a Colina de Volodymyr, algumas igrejas ortodoxas, outros.

O que exatamente Popov entende por "outros" - o autor não sabe.

A determinação deste santificado como "festa", confirma o fato de que no Khryshchatek (³) dentro das previsões das comemorações realizar-se-á quase um "Music Festival".

No sábado para um grande concerto na praça serão definidas duas cenas. Numa delas será executada música coral espiritual, incluindo apresentação do coral cossaco de Kuban (os cossacos de Kuban já se russificaram - OK). Outra cena será equipada para realização de grupos vocais atuais.

A atenção das autoridades enfatiza a importância do feriado.

Não tenho dúvidas que todo o establishment ukrainiano no sábado e domingo virá expiar seus e da nação pecados. Talvez, também, seus pecados perante o país.

A lista de convidados merece um artigo separado. Então brevemente sobre o principal: para o 1.025º aniversário do Batismo da Rus vem o presidente da FR Vladimir Putin e o patriarca ortodoxo russo Kirill.

Segundo informações, deverão vir mais 5 presidentes e 9 patriarcas.

Em particular chegarão os presidentes da Rússia, Moldávia e Sérvia...

A estrela, é claro, será Kirill. Não é porque ele é o chefe da ROC MP (Igreja Ortodoxa Russa do Patriarcado de Moscou), mas porque, o patriarca virá para Kyiv não de avião ou carro - mas de trem... Um blindado especial de 5 vagões.
Com tal trem antigamente viajava não qualquer pessoa - mas o próprio Joseph Stalin! No sábado haverá um Te-Deum na Colina de Volodymyr com a participação dos "trunfos" deste mundo. Mas chegar até lá nem todos poderão. Para o Te-Deum deixarão passar apenas os que tiverem convite.

Pela primeira vez nos 1.025 anos os padres fazem inovação - a igreja não recomenda ir na Colina de Volodymyr sem convite. Os mesmos foram distribuídos pelas paróquias ortodoxas da cidade de Kyiv. Sobre isso declarou o porta-voz da Igreja Ortodoxa Ukrainiana o arcipreste Georgy Kovalenko: "Para o Monastério da Lavra - vá, mas para Colina de Volodymyr assista televisão ou escute o rádio!" - orienta os crentes Kovalenko em sua própria página no Facebook
Anteriormente já foi apresentada uma dessas inovações, quando na Páscoa não permitiram a entrada das pessoas à Igreja, porque lá rezava o Presidente Yanukovych. E parece que esta não foi a última inovação.

No geral, penso, que será divertido: é um tal de "riso e pecado".

Mas de qualquer forma, o 1025º aniversário do Batismo da Rus pouco lembra um feriado cristão. 

Ele lembra mais um encontro banal de alguns países, simplesmente com orações, nas quais os políticos deverão participar "pró forma".

A igreja tornou-se um "escritório" de propaganda, que serve para elevação da classificação de algumas pessoas.

Banal farisaísmo, hipocrisia e básicas manifestações de consciência misturados com medo.

Batismo da Rus - oportunidade para vinda do Patriarca Kirill para Ukraina, e para Yanukovych reunir-se com Putin.

Mas, é necessário ostentação! Para tais pessoas ela é tão necessária quanto o ar.

E não importa, que de tais viagens o desejo das pessoas em frequentar a igreja apenas diminui.

(1) Oleksandr Popov é a pessoa que administra Kyiv desde o afastamento/desistência do último prefeito Leonid Chernovetskyi em 05.02.2011. O governo falou em eleições para prefeito e vereadores mas, como a simpatia popular está inclinada para oposição, agora fala-se em eleições somente em 2015.

(2) O primeiro nome  da Ukraina era Rus. Rússia denominava-se Moskóvia e seus habitantes, moscovitas. No século XVIII (1721) Móskovia declarou-se Império Russo e seus habitantes moscovitas - russos. Assim, foi roubado de herdeiros legítimos de "Kyivska Rus" - ukrainianos, o nome histórico Rus. (Kyivska vem de Kyiv, cidade já bastante importante na Europa).

(3) Khryshchatyk é o nome da principal rua de Kyiv.

Sobre as comemorações

Batismo da Rus

O processo de adoção e difusão do cristianismo na Kyivska Rus. 

O batismo dos cidadãos de Kyiv ocorreu no ano de 988, no rio Pochayni, um afluente  do Dnipró, e também em outras cidades, pelo príncipe Volodymyr que trouxe o cristianismo de Bisâncio para Ukraina. É comemorado no dia 28 de julho.

Atualmente, na Ukraina, a Igreja Ortodoxa divide-se em: Igreja Ortodoxa do Patriarcado de Kyiv e Igreja Ortodoxa do Patriarcado de Moscou.

O Te-Deum na colina de São Volodymyr, sob os auspícios da Igreja Ortodoxa do Patriarcado de Kyiv, no domingo (28.07) foi realizada para o povo ukrainiano, e no sábado (27.07), sob os auspícios da Igreja Ortodoxa do Patriarcado de Moscou - para funcionários altamente conceituados, disse o Patriarca de Kyiv Filaret.

Ele também pediu orações para Ukraina tornar-se membro da União Européia como, em seu tempo fez o príncipe Volodymyr, tornando a Grande Rus parte da Europa.


Comemorações no Khryshchatyk

As comemorações no Khryshchateyk, programadas pelo governo, "louvaram a Cristo" sob cerveja, cachaça e alusões ao "apodrecido catolicismo".
O discurso de propaganda que soava dos alto-falantes era aproximadamente assim: "A cultura ocidental vangloria-se com modelos de topo, gangsteres e dinheiro. E com o que podemos nós, eslavos nos gabar? Somente com Cristo!" E sua essência conduzia a: O ocidente silenciosamente apodrece, na Rússia, Ukraina e Bielorrússia a situação está um pouco melhor e nós devemos nos abster do caminho errado para cultura ocidental.

"Em algures isso já houve. 30-35 anos atrás. Sobre o Ocidente decadente, em particular" - ouvia-se entre o público.

Esperando pela música as pessoas se distraíam: Os homens de 40, encalhados na Perestroika de Gorbachev inundavam-se com cerveja.  As meninas, de salto alto e curtíssimos shorts ou saias desfilavam entre a multidão. Alguns jogavam cartas sentados no asfalto. Quando no palco adentrou o grupo "Sky", sobre religião todos esqueceram. Para o alto levantaram-se os punhos, alguns saudavam com a garrafa de cachaça.
Seguiram-se outros grupos musicais, muita bebida alcoólica e discursos sobre religião ortodoxa e escolhas civilizacionais que a ninguém interessavam mas foram tolerados apenas como um mal necessário que precisava suportar para ouvir seus artistas favoritos.

A ação lembrou mais um festival de rock comum do que um concerto dedicado ao Batismo da Rus.

Tradução e pesquisa: Oksana Kowaltschuk

sábado, 3 de agosto de 2013

ABUSOS DO PODER



As arbitrariedades da polícia ukrainiana continuam

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana)
Texto com base nas notícias do jornal, de 01 a 18.07.2013

 

AMNESTY INTERNACIONAL
A última violenta acusação ao abuso de poder por parte da polícia na Ukraina sublinha a necessidade urgente da resposta do governo devido a inquietude social.
Esta organização já publicou um pedido formal às autoridades ukrainianas para aplicar medidas eficazes a fim de prevenir a impunidade de funcionários. "A Anistia Internacional instou o Estado ukrainiano para criar um sistema eficaz de investigação de violações por parte da polícia em 2011. No entanto, a organização continuou a registrar inúmeros casos de tortura, exigências e extorsão de comportamento cruel dos funcionários. Esses crimes geralmente permanecem impunes, porque os promotores locais, que têm o dever de investigar casos semelhantes, constantemente evitam cobrar a culpa de seus colegas policiais.
O caso de estupro, cometido pelos policiais em Vradiivka, província de Mykolaiv, despertou o país, forçando o presidente Yanukovych assumir a responsabilidade pessoal pela supervisão da investigação e demissão de altos representantes da polícia".

O estupro em Vradiivka segundo imprensa ukrainiana

Ірина Крашкова, згвалтована й побита працівниками міліції у Врадіївці

Em 26.06.2013 três homens arrastaram uma moça para dentro de um automóvel, levaram-na para dentro de uma faixa florestal e estupraram. Pelo caminho e durante o estupro bateram nela com crueldade. Ela foi encontrada na rua, nua, e com sinais de violência. Foi diagnosticada com várias fraturas expostas do crânio, diversos cortes na cabeça e face, várias contusões e hematomas. Foram feitas duas cirurgias, seu estado foi considerado grave.

Ірина Крашкова вижила після згвалтування працівниками міліції у Врадіївці

A sofrida Iryna Krashkova foi levada ao hospital em Mykolaiv de helicóptero.
Irena relatou ao investigador que ela foi espancada e estuprada por dois policiais - tenente Dmytro Polishchuk e capitão Yevhen Dryzhak. Também participou do espancamento o taxista local Riabinenko.

No dia primeiro de julho mais de mil pessoas, moradores de Vradiivka invadiram a delegacia. Lá eles avistaram Yevhen Dryzhak, o qual é afilhado do dirigente provincial do Departamento dos Assuntos do Interior Valyntyn Parseniuk. O outro estuprador - Dmytro Polishchuk é sobrinho do procurador de Mykolaiv. Polishchuk se diz inocente. Dryzhak arrumou um álibi. Quando as pessoas o avistaram na delegacia houve invasão. Em resposta os policiais atiraram e lançaram gás. Um homem foi baleado no ombro e perna e uma mulher com filho também foi machucada.
Os policiais e altos funcionários acabaram escondendo-se no subsolo, mas os moradores destruíram todos os carros estacionados no pátio da delegacia. A revolta dos moradores é grande porque muitos deles já sofreram torturas da polícia. E, há o caso de alguns rapazes que foram levados ao suicídio  devido a torturas e espancamentos por crimes que não cometeram.

O governador da Província Mykola Kruhlov veio a Vradiivka para discursar e teve que ser escoltado pela polícia até o carro e fugir.
Os moradores de Vradiivka bloquearam o departamento policial até ser preso o terceiro estuprador que estava escondido na promotoria de Mykolaiv.

Segundo declarações do deputado Eduard Leonov, em Vradiivka, nos últimos três anos a polícia estuprou e matou cinco mulheres. Barbarizaram os maridos para que eles se declarassem culpados, dos quais três se enforcaram e um morreu em casa devido torturas da polícia. 

No dia 07 de julho, aproximadamente 20 pessoas de várias regiões de Mykolaiv resolveram ir em protesto, a pé, até Kyiv. Sua chegada em Kyiv foi planejada para o dia 18. Eles vão exigir a dispensa de Vitali Zakharchenko, Ministro do Interior, e uma certificação a todos os policiais, por comissões de cidadãos.

Ações de solidariedade com os moradores de Vradiivka aconteceram em Zhytomyr, Kirovohrad, Chernihov, Lviv, Poltava e Ternopil.

Ao promotor de Vradiivka, que foi dispensado por causa do estupro da Iryna, deram apenas a transferência para procuradoria da região de Kryvoozerskyi. A procuradoria de Vradiivka desmente. Segundo o Ministro do Interior foram dispensados da polícia de Vradiivka 9 funcionários. É ver para crer.

Os manifestantes de Vradiivka chegaram a Kyiv como previram, no dia 18, e ocuparam a praça para manifestação. A eles se juntaram outras pessoas, num total de 200. A polícia retirou todos, mas no dia seguinte o pessoal de Vradiivka confirmou sua decisão de continuar na praça.

O chefe da polícia de Kyiv diz que tudo é especulação dos políticos da oposição.

Texto e tradução: Oksana Kowaltschuk