terça-feira, 8 de janeiro de 2013

DO BAÚ DA HISTÓRIA

Lembre. Reverencie! Martirológio dos fuzilados em Sandormakh

Em 27 de outubro de 1937 na floresta de pinheiros próximo a cidade Myedvyezh'yehorsk foram ouvidos tiros direcionados aos prisioneiros políticos da assim chamada "etapa de Solovetsky". Juntos eram 1.111. Aproximadamente metade - russos, 163 - ukrainianos, 135 - judeus, 40 - bielorrussos, 31 - alemães, 30 - poloneses...

Lembramos que, em 05.08.1937 sob a ordem de NKVD - URSS N° 00447 (Comissariado do Povo dos Assuntos Internos - União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) entrou em vigor a resolução do Politburo do PCUS(b) (Comitê Central do Partido Comunista da União Soviética) - de 02.07.1937 L 51/94 "Sobre os elementos anti-soviéticos".

Iniciou-se a maior "limpeza" da sociedade, de toda a época soviética. Dirigia-se aos elementos que consideravam-se não adequados à construção do comunismo. A base teórica para esta resolução preparou o novo comissário da NKVD Mykola Yejhov, foi editada pelo próprio Stalin. O PCUS(b) propôs submeter ao Comitê Central os componentes dos órgãos extrajudiciais - "trios", e também a quantidade de pessoas sujeitas a serem executadas ou exiladas.

Os "trios" (tróikas) da NKVD, eram órgãos extrajudiciais que existiram na URSS nos anos 1937 - 1938, formados no nível regional. Compunham-se, geralmente, do superior da NKVD, do secretário do Partido e do procurador.

Para cada república, província, cidade ou distrito determinavam-se as quotas de pessoas para repressão. Para categoria I e II (I - fuzilamento, II detenção). Dos órgãos subalternos vieram relatórios que excediam o número de quotas determinado. Desencadearam-se competições socialistas, competição para superação de limites, pedidos e exigências para aumento das quotas, especialmente para categoria I, apresentavam-se "contraplanos". Por exemplo, o comissário do povo, de Assuntos Internos da URSS, Izrael Leplevskyi três vezes pediu pelo aumento da quota. O comissário designado após fuzilamento de Leplevskyi, Aleksandr Uspenskyi - pediu duas vezes. E Moscou os contemplava.

A ação dos "trios" estendia-se a todas as categorias da população. Sob a repressão podiam encontrar-se os "kulaks", os "criminosos", os "contrarrevolucionários" de diversos matizes, os "insurgentes", os "religiosos", os "espiões", os "trotkistas", os "aldeões", os "membros dos partidos de oposição", os diversionistas", os "sabotadores" e a "inteligência ukrainiana", a qual, de acordo com Stalin "não merecia confiança."

Os "trios" combinavam a investigação, processo, julgamento e execução da sentença. Todo processo realizava-se em 10 dias. Não se previa a participação de advogado e, às vezes, nem do acusado, apelação da sentença e petição de clemência. A sentença executava-se imediatamente após a sua aprovação.

O cumprimento da referida "limpeza" teve lugar também nos campos de concentração. Assim, o superior da prisão de Solovky de especial designação, Ivan Apeter recebeu ordem para compilar uma lista para fuzilamento de 1.825 prisioneiros. Outro grupo de 507 prisioneiros foi fuzilado em Leningrado em 08.12.1937, 200 em Solovky em 14.02.1938.

O destino da chamada "etapa de Solovky", de 1.111 pessoas tornou-se conhecida apenas em 1997. Foram fuzilados em 27.10 e 01,02,03,e,04.11.1937 em Sandarmokh, no sul da Carélia.

No total, em todas as repúblicas da União Soviética, a partir de agosto de 1937 a novembro de 1938 foram presas de 800 a 820 mil pessoas, das quais de pelo menos de 350 a 445 mil foram executadas, o restante enviado aos Gulags. Deste modo, as primeiramente fixadas quotas de aprisionar 233.700 pessoas e dessas fuzilar 59.200 - foram muito aumentadas. Foi a maior operação do período chamado "Grande Terror."

Este número é dos historiadores atuais. No entanto, segundo a estatística apresentada por Nikita Khrushchev foram aprisionadas 1,5 milhões de pessoas e destas 680 mil fuziladas. Nos gulags, em 01.07.1938 havia 786.595 prisioneiros, em 01.07.1938 eram 1.126.500 e em 01.01.1939 acima de 1.317.195.

A ordem somente foi publicada em 1992. Foram encontrados documentos desde a sua preparação e sua condução e idicam que o Partido Comunista da União Soviética e seus líderes estavam diretamente envolvidos na organização da perseguição e execuções em massa.

No dia 27 de novembro as comemorações são em memória das vítimas do obscurantismo de Stalin. Entre os milhares que para sempre ficaram na fria terra de Carélia, havia milhares de ukrainianos. Alguns dos mais conhecidos: criador do teatro "Beresil" Lech Kurbas, poeta neoclássico Mykola Zerov, dramaturgo Mykola Kulish, ex-ministro de educação Anton Krushelnytskyi e seus filhos Bohdan, economista e pedagogo e Ostap jpornalista e cineasta, historiador e acadêmico Matvii Yavorskyi, professor Volodymyr Chekhivskyi, professor Serhii Hrushevskyi, geógrafo Stepan Rudnytskyi; escritores: Valerian Pidmohylmyi, Pavlo Fylynovych, Valerian Polishchuk, Hryhorii Epik, Myroslav Irchan, Marko Voronyi, Mykhailo Kozoris, Oleksa Slissarenko, Mykhailo Yalovyi; Cientistas: Mykola Pavlushkov, Vasyl Volkov, Petró Bovsunivskyi, Mykola Trokhymenko, professor e criador do serviço hidrometeorológico da URSS nascido holandês Alex Vangengeim, ministro das Finanças da URSR (República Socialista Soviética da Ukraina) Mykhailo Poloz...


 

 

Lembremos aqueles - e isto já é absolutamente certo - que foram fuzilados em Sandarmokh. Talvez houve alguém de sua família. Olhe, aqui não há seu sobrenome?

Авдієнко Михайло Авер'янович
Акимов Іван Дмитрович
Алдакімова Пелагея Павлівна
Альошин Сергій Опанасович
Алимов Семен Григорович
Андрейчук Тарас Прохорович
Андрієвський Іван Микитович
Андрощук Іван Антонович
Арапов Іван Михайлович
Атаманюк-Яблуненко Василь Іванович
Бабарицький Іван Юхимович
Бабенко Олександр Романович
Бабецький Євтихій Андрійович
Баб'як Василь Васильович
Бадан-Яворенко Олександр Іванович
Баланчук Олексій Тихонович
Балицький Степан Лук'янович
Балико Семен Захарович
Барабаш Андрій Іванович
Баран Михайло Лукич
Баранник Михайло Сидорович
Барановський Дмитро Марк'янович
Барановський Лука Степанович
Барановський-Левкович Яків Йосипович
Барбар Аркадій Олексійович
Бардашевський Федір Васильович
Бацура Яків Харитонович
Бедрій (Бедрин) Станіслав-Остап Матвійович
Безпалько Іван Йосипович
Белевський Степан Павлович
Белевцов Микола Антонович
Беліков Василь Якович
Белінський Володимир Іванович
Белявський Федір Леонтійович (ієромонах Іринарх)
Бечаснов Василь Васильович
Бешинський Макей Пантелеймонович
Бзунюк Кузьма Миколайович
Білий Михайло Іванович
Білий Михайло Степанович
Білик Климентій Юхимович
Білоус Карп Никонович
Білошицький Федір Антонович
Біолковський Ілля Михайлович
Блажеєв Іван Миколайович
Бобко Матвій Павлович
Бовсунівський Петро Федорович
Богдан Прохор Йосипович
Богданович Микола Улянович
Божевський Деонісій Костянтинович
Бойко Іван Іванович
Бондар Оксентій Іванович
Бондарев Іван Ілліч
Бондаренко Петро Степанович
Бондаренко Семен Прокопович
Бондарчук Ганна Устинівна
Бондарчук Харитон Дмитрович
Боровський Петро Андрійович
Боярчук Терентій Олександрович
Брайловський Олександр Миколайович
Будяк Никифор Васильович
Буйненко Федір Маркович
Булах-Булач Дмитро Андрійович
Буренко Андрій Іванович
Бурлак-Мащенко Петро Савелійович
Бут Петро Олександрович
Бистрий Яків Єремійович
Вальда-Франовський (Вальда-Фарановський) Олександр Казимирович
Вангенгейм Олексій

Варенко Антон Платонович
Варчук Гнат Костянтинович
Василишин Прокопій Трохимович
Васильєв Григорій Павлович
Васильєв Леонід Петрович
Васьковський Станіслав Іванович
Васянович Фросина Василівна
Ващенко Володимир Дмитрович
Ващенко Іван Семенович
Ведимак (Ведьмак) Яків Михайлович
Вербовський (Вербовий) Зиновій Фомич
Верещак Тимофій Якович
Ветребенко Михайло Абрамович
Виборний Василь Антонович
Височенко Віра
Височенко-Вишневська Анастасія Власівна
Вишневський Микола Васильович
Вікул Сергій Павлович
Віницький (Вінницький) Тарас Іванович (Кюнц Франц Михайлович)
Власенко Симон Макарович
Власюк Степан Пилипович
Вовк Степан Петрович
Вовкотруб Семен Петрович
Войтюк Яків Семенович
Войчук Фіт Никонович
Вокор (Вакар) Григорій Васильович
Волгай Василь Костянтинович
Волков Василь Митрофанович
Волков Георгій Федорович
Волок (Волох) Омелян Іванович
Волощук Памфіл Гнатович
Вольф Михайло
Ворець (Борець) Олександр Михейович
Воробей Кирило Миронович
Ворон (Ворона) Костянтин Семенович
Вороний Марко Миколайович
Воскобойников Купріян Касьянович
Гавловський Павло Андрійович
Галан Василь Андрійович
Гамулла Михайло Никифорович
Гамулла Федір Никифорович
Ганджа (Ганжа) Олексій Миколайович
Ганич Іван Васильович
Гарбуз Антон Микитович
Гармаш Володимир Максимович
Генкель Остап Іванович
Герасимчук Арсеній Дем'янович
Гераскевич Конон Миронович
Гергей Іван Олексійович
Гетало Гаврило Севастіянович
Геюк Олексій Єрмолайович
Главацький (Гловацький) Олександр Григорович
Глущенко Георгій Васильович
Глюз Павло Пилипович
Головатий Микита Мойсейович
Голубатий Василь Андрійович
Гончаренко Федір Максимович
Горай Володимир Якович
Горбань Кузьма Макарович (Захарович)
Горбач Григорій Купріянович
Гордієнко Юхим Лаврентійович
Горностай Олександр Сергійович
Горобець Олександр Матвійович
Гоца Василь Пилипович
Гоцман Феодосій Артемович
Григор Федір Артемійович
Григорович Дмитро Артемійович
Григорчук-Яковчук Андрій Климович
Гринюк Юрій Михайлович
Грищенко Мартин Гаврилович
Грищук Аврам Власович
Грозь Василь Степанович
Грушевський Сергій Григорович
Гуменюк Григорій Филимонович
Гумецький Федір Михайлович
Гурда Іван Матвійович
Гутовський Микола Максимович
Гуцуляк Семен Юрійович
Ґудзь Степан Маркович
Даниленко Максим Іванович
Данилюк Ольга Іванівна
Данишевський Михайло Іванович
Данюк Василь Степанович
Дейнеко Прокопій Йосипович
Деменко Федір Петрович
Деменчук Микола Євтихійович
Демченко Конон Лаврентійович
Демченко Микола Іванович
Демчишин Михайло Єфремович
Демчук Петро Іванович
Дем'яненко Андрій Андрійович
Дем'янчук Василь Климентійович
Дергач Петро Петрович
Детюк Ростислав Федорович
Дзема Федір Трохимович
Дивинський Іов Іванович
Дидушек (Дидушок) Василь Федорович
Дидушек-Гельмер (Дидушок-Гельмер) Петро Федорович
Дидушек (Дидушок) Володимир Федорович
Дикий Юхим Порфирович
Добровечний Сергій Костянтинович
Домашин Улян Іванович
Домбровський Петро Гнатович
Домославський Євтух Павлович
Дондик Іван Денисович
Дорожний-Миненко Іван Дмитрович
Доценко Микита Никифорович
Дробатковський Павло Володимирович
Друзнюк Іван Тимофійович
Дубрівний Лука Захарович
Дуб-Тонін Микола Васильович
Дудкевич Казимир Іванович
Дульський Герасим Васильович
Дятлов Петро Юрійович
Епік Григорій Данилович
Ерстенюк Микола Васильович
Єгоркін Іван Якович
Єрмолаєнко Тимофій Семенович
Жак Дмитро Григорович
Желєзняк Порфирій Омелянович
Живталюк Іван Устинович
Жуковський Михайло Олександрович
Жураковський Леонтій Євстахійович
Заболотний Олексій Григорович
Завірюх Михайло Якович
Заводський (Заводськой) Гнат Амбросимович
Загоруйко Василь Михайлович
Загоруйко Федір Дорофійович (Загоруй Федір Єрофійович)
Зайцев Олександр Дмитрович
Закусило-Карпець Іван Матвійович
Закушняк Федір Остапович
Залізняк Андрій Карпович
Замиралов Конон Іванович
Замислов Петро Кузьмич
Зан(к)орко-Набловська Наталія Романівна
Запорований Степан Гаврилович
Запорожець Георгій Євстахійович
Запорожченко Іван Єрмилович
Заруба Дмитро Юхимович
Захленюк Іван Федорович
Зацерковний Степан Борисович
Зелінський Микола Володимирович
Зеров Микола Костянтинович
Золочевський Степан Сидорович
Зощенко Данило Мартинович
Іванець Семен Іванович
Іванюк Сергій Сергійович
Іжицький Василь Павлович
Ізовіт Прокопій Антонович
Ільїнський Павло Васильович
Ільницький Володимир Володимирович
Ірчан Мирослав Дмитрович (Баб'юк Андрій Дмитрович)
Ісаєнко Іван Наумович
Ісачук Петро Іванович
Казачек Данило Євтихійович
Калашников Василь Михайлович
Калуцький-Луцький Іван Федорович
Каменюк Йосиф Лаврентійович
Капустін Петро Аристович
Карпинський Федір Мартинович
Качанюк Михайло Адамович
Каюта Олександр Тарасович
Квасюк Дмитро Миколайович
Кереказо Костянтин Іванович (Юрченко Андрій Григорійович)
Кизюн Данило Євдокимович
Кимарський Опанас Іванович
Кирпань Овдій Карпович
Кисіль Василь Романович
Кишон Петро Васильович
Клименко Володимир Миколайович
Клосс Михайло Миколайович
Кликов Григорій Миколайович
Клюковський Рафаїл Петрович
Кляпетура (Кляпигура) Михайло Іванович
Книшик (Книшек) Олексій Михайлович
Кобилянський Лука Іванович
Ковальов Василь Опанасович
Коваленко Григорій Іванович
Ковальський Йосиф Віталійович
Ковальчук Василь Самуїлович
Ковальчук Володимир Антонович
Ковальчук Григорій Іванович
Ковальчук Зиновій Потапович
Ковальчук Іван Пилипович
Ковальчук Кирило Іванович
Ковальчук Сава Спиридонович
Ковальчук Яків Єфремович
Ковган Дмитро Федорович
Ковнацький Валентин Євгенович
Ковнацький Євген Іванович
Когут Лука Пилипович
Кожухар Іван Пилипович
Козловський Борис Григорович
Козловський Михайло Олександрович
Козоріс Михайло Кирилович
Кокоша Іван Маркович
Колбасовський Карпо Якимович
Колесник Григорій Степанович
Колесник Йосиф Іванович
Колесников Іван Іванович
Колесников Федір Андрійович
Колодрубський Омелян Якович
Колодяжний Іван Степанович
Колотюк Тихон Григорович
Комар Олексій Юхимович
Коник Климентій (Клементій) Йосипович
Конопчук (Конончук) Семен Григорович
Корбутяк Василь Юлійович
Коренковський (Кореновський) Павло Лук'янович
Корзун Ілля Тихонович
Корнійчук Йосип Пилипович
Корнієнко Костянтин Миколайович
Корниченко Павло Єрмолайович
Корсовецький Ілля Олександрович
Коряк Іван Мойсейович
Косар-Заячковський Мирон Титович
Косинець Пилип Іванович
Костенко Олександр Степанович
Костенко Опанас Степанович
Костенчук Онисим Олексійович
Костюк Яків Фомич
Котиков Костянтин Іович
Котляревський Герасим Данилович
Котляревський Григорій Порфирович
Кошицький Прокопій Якович
Кошкарьов Микола Петрович (Кошлань Макар Павлович)
Кощук (Кошик) Петро Кирилович
Красовський Франц Вікентійович
Крашевський Адам Антонович
Кремінський Євген Станіславович
Кривенко-Матиєнко Петро Михайлович
Криворучко Адам Петрович
Кривошеєв-Потапенко Василь Гаврилович
Криминський Никанор Якович
Крисюк Антон Антонович
Крот Іван Тодосійович
Крупковський (Круковський) Степан Олександрович
Крушельницький Антон Владиславович
Крушельницький Богдан Антонович
Крушельницький Остап Антонович
Крижановський Євген Костянтинович
Кубрак Йосип Микитович
Кудін Степан Олексійович
Кудинський Федір Гнатович
Кузєв Олексій Іванович
Кузич Павло Васильович
Кузняк Микола Григорович
Кузьменко Тимофій Тарасович
Кулик Степан Йосипович
Кулинич Семен Тихонович
Куліш Микола Гурійович
Купченко Федір Петрович
Курбас Лесь Степанович
Кухаренко Микола Олександрович
Кучер Каленик Северинович
Кучернюк Севастіян Єфремович
Кучерчук Мирон Федотович
Кушнер Василь Сидорович
Кушнір Дмитро Степанович
Кушнір Іван Лукич
Кушнір Степан Федорович
Ладига Кирило Григорович
Лазарєв Митрофан Матвійович
Лазаренко Григорій Єгорович
Латанський Петро Федорович
Лашуня Харитон Денисович
Лебейчук Юхим Іванович
Левадний Кіндрат Федорович
Левчук Степан Федорович
Лемені-Македон Віктор Якович
Лила Іван Іванович
Лихач Олександр Гнатович
Лищенюк Кіндрат Авакумович
Лівий Іван Кирилович
Ліденко Євген Іванович
Лісовський (Лісовий) Микола Дем'янович
Лобойко Олексій Трохимович
Лодзянов Микита Микитович
Лозинський Михайло Михайлович
Лошко Леонід Іванович
Луцик Маріан Савич
Луцький-Луцьков Леонтій Едуардович
Лисенко Михайло Григорович
Любинський Микола Михайлович
Люсюк Артем Іванович
Ляшева Марія Кузьмівна
Лящов Олександр Васильович
Маєвський-Білохатка Ігор Іванович
Мазуренко Юрій Петрович
Майдан-Найдан Петро Павлович
Маймур Пилип Мойсейович
Максименко Степан Павлович
Максимчук Петро Антонович
Максим'юк Юзеф Григорович (Гопкало Микола Федорович)
Малий Микола Йосипович
Мальшаков Михайло Іванович
Мендель Мойсей
Маркелова Неоніла Олександрівна
Марковська Феодора Григорівна
Маркоз Тимофій Харитонович
Марценюк Арсентій Михайлович
Марченко Олександр Захарович
Марченко Григорій Гаврилович
Марченко Григорій Дмитрович
Марчук Андрій Пантелеймонович
Матвієць Петро Тимофійович
Матийченко Дмитро Іполитович
Машкевич Юрій Миколайович
Мельник Дмитро Іванович
Мельник Михайло Романович
Мельник Степан Потапович
Мельник Филимон Федорович
Мельничук Федір Іванович
Милечко Володимир Григорович
Мінченко Микола Остапович
Миронюк Денис Васильович
Михайловський Тодось Петрович
Михальчишин Филимон Григорович
Молоток Яків Васильович
Молчановський Опанас Опанасович
Момот Пилип Павлович
Мороз Федір Михайлович
Морозов Микола Пантелійович
Мошенко Макарій Іванович
Мошковський Петро Якович
Муляр Марк Васильович
Мильніков Павло Федорович
Мисловський Петро Людвігович
Назаренко Іван Семенович
Назаров Олександр Михайлович
Налапко Данило Микитович
Нарижняк Опанас Гордійович
Насменчук Григорій Абросимович
Науменко Митрофан Кузьмич
Науменко Яків Петрович
Невельчук Кирило Климович
Неврлі-Янсон Поляна Корнілійовна
Недашковський Дмитро Іванович
Несветій Дмитро Онисимович
Несвицький Микола Петрович
Нестеренко Федір Федотович
Нестерова Тамара Миколаївна
Нечитайло Григорій Дем'янович
Никитченко Григорій Опанасович
Нищеряков Іван Никифорович
Нищетюк Григорій Іванович
Нога Йосип Йосипович
Огнівенко Анатолій Іванович
Огородник Пилип Назарович
Озерський Юрій Іванович
Оклей Петро Григорович
Оксенюк Захар Сидорович
Олійник Василь Онуфрійович
Олійник Василь Костянтинович
Олійник Йосип Михайлович
Олійник Лука Захарович
Олійник Петро Григорович
Онопрійчук Опанас Миколайович
Орловський Петро Васильович
Орлов-Сосновський Григорій Григорович
Осипчук Адам Петрович
Осипчук Клим Петрович
Остапенко Олександр Іванович
Павленко Микола Федорович
Павлов Михайло Романович
Павлушков Микола Петрович
Павлюк Іван Дорофійович
Пагор Іван Семенович
Пакін Михайло Корнійович
Паламарчук Олексій Тимофійович
Панасюк Григорій Іванович
Панов Андрій Степанович
Папуш (Папуша) Трохим Максимович
Парубець Микола Федорович
Пащук Андрій Мойсейович
Поперечнюк Пантелеймон Дмитрович
Перемитько Петро Васильович
Перенишко Остафій Никандрович
Перепечаєв Михайло Данилович
Перетятько Іван Олександрович
Петренко Артем Іванович
Петренко-Пігорєв Володимир Сергійович
Петренко-Самойленко Микола Трохимович
Петрук Степан Трохимович
Печенюк Іван Петрович
Півень Іван Савич
Підмогильний Валер'ян Петрович
Пилипенко Борис Кузьмич
Пилипенко Іван Макарович
Пихалов Іван Степанович
Плетенчук Анасім Іванович
Плискотюк Іван Пантелеймонович
Плюндрас Прокопій Васильович
Підгаєцький Володимир Якович
Піддубний Антон Семенович
Підкопай-Войтенко Дмитро Дмитрович
Підлипчук Никифор Федорович
Подорогін Гаврило Данилович
Поздик Дмитро Григорович
Поклада Яків Пилипович
Покутний Григорій Кузьмич
Поліщук Андрій Якович
Поліщук Борис Євтихійович
Поліщук Валеріан Львович
Поліщук Клим Лаврентійович
Полоз Михайло Миколайович
Поляков-Шаховцов Іван Іванович
Понойко Юрій Демидович
Попов Андрій Дорофійович
Попов-Апостолов Григорій Потапович
Попович Степан Миколайович
Попружний Степан Якимович
Поставничий Іван Савелійович
Постолаті Нестер Селіверстович
Потапенко Арсентій Іванович
Приступа Петро Іванович
Прохоренко Олексій Якович
Проценко Анатолій Ілліч
Процький Федір Олексійович
Пух-Гринчук Григорій Прокопійович
Рябушенко Микола Юркович
Радзієвський Михайло Васильович
Ратушинський Микола Антонович
Рацилевич Йосип Іванович
Ращук Мефодій-Федір Прокопійович
Рей Устин Ісакович
Репа Тимофій Іванович
Репяхов Олександр Степанович
Рефіцький Іван Сергійович
Решал Арон
Ригований Фома Сергійович
Ричич Олексій Мойсейович
Роговий Іларіон Селіверстович
Романов Пилип Якович
Романюк Антон-Анатолій Никифорович
Ромащенко Анатолій Дмитрович
Рублевський Олексій Денисович
Рудницький Степан Львович
Рибачек Степан Калістратович
Рик Микита Юхимович
Саблін Ян Григорович
Савенко Степан Михайлович
Савченко Леонтій Андрійович
Савчук Олексій Григорович
Савчук Петро Павлович
Садовський Геннадій Леонідович
Сакало Олексій Григорович
Сакуренко Іван Никифорович
Салюк Семен Степанович
Самборський (Самбурський) Юрій Якович
Самчук Павло Іванович
Сапега Савер'ян Сергійович
Сарван Олексій Григорович
Сахновський Дмитро Григорович
Свест Кароль Павлович
Свинченко Тихон Опанасович
Свиридюк Опанас Петрович
Семенчук Василь Спиридонович
Серебрянський Іван Карпович
Середа Семен Митрофанович
Сетер-Іващенко Андрій Никифорович
Сибко Василь Федорович
Симоненко-Бондаренко Андрій Матвійович
Синько Андрій Семенович
Сирота Костянтин Миколайович
Сікорський Іван Ананійович
Сіяк Іван Михайлович
Сіяк Микола Михайлович
Скидан Микола Степанович
Складний Іван Микитович
Скряга Микола Пилипович
Скубко Борис Тихонович
Славинський Володимир Кирилович
Слісаренко Олекса Андрійович
Слюсар Григорій Іванович
Смоченко Михайло Олександрович
Смялковський Мелентій Олексійович
Собченко Василь Ілліч
Солдугєєв Андрій Михайлович
Солодуб Петро Кирилович
Спельник Терентій Леонтійович
Стадник Іван Максимович
Станишевський Володимир Олександрович
Старченко Макар Назарович
Стасюк Петро Іванович
Стасюк Уляна Петрівна
Сташенко Григорій Дмитрович
Стеблененко Володимир Михайлович
Степаненко Василь Григорович
Стефановський Микола Михайлович
Столяревський Лука Васильович
Сторожев Григорій Дмитрович
Стороженко Харлампій Гнатович
Стрілець Максим Федорович
Стрельцов Микола Костянтинович
Стрельчук Кіндрат Федорович
Стрижийчук Тимофій Антонович
Ступаченко Павло Євгенович
Суботін Іван Ілліч
Сугак-Сугаков Іван Микитич
Сухенко Василь Васильович
Сухобрус Степан Гнатович
Суходольський Григорій Юхимович
Тамасов Іван Костянтинович
Таран Опанас Афіногенович
Таран Григорій Михайлович
Тараненко Іван Іванович
Тараненко Логін Петрович
Тарасенко Олександр Тихонович
Таращук (Паращук) Василь Петрович
Тебенько Яків Григорович
Терешенко (Терещенко) Іван Васильович
Терлецький Петро Микитович
Тимошенко Авксентій Захарович
Тимошенко Федір Якович
Тимощук Яким Кузьмич
Тихонов Тимофій Іванович
Ткаченко Архип Гордійович
Ткаченко Микола Григорович
Ткаченко Сергій Іванович
Ткачук Іван Йосипович
Ткачук Мирон Герасимович
Ткачук Федір Кузьмич
Трохименко Микола Федотович (Федорович)
Трунько Никандр-Конон Данилович
Туз Єрмил Трохимович
Туз Іван Андрійович
Тур Іван Никифорович
Тур-Запоренюк Іван Петрович
Турко Тихон Іванович
Туркотенко Іван Єремійович
Турчак Демид Васильович
Турчанський Іван Григорович
Тютюник Микола Антонович
Уляновський Степан Іванович
Умоєць Володимир Іванович
Униловський Олексій Володимирович
Фарін Петро Дем'янович
Фасоляк Степан Олексійович
Федишин Василь Захарович
Федоренко Микола Тихонович
Фенник (Феник) Андрій Васильович
Філенко Василь Якимович
Филипович Павло Петрович
Філонюк Гнат Андрійович
Фісенко Іван Іванович
Фрєєв Степан Михайлович
Фур'єр Осип Миронович
Хам Микола Андрійович
Хаменюк Юхим Миколайович
Хижняк Михайло Федорович
Химич Микола Дорофійович
Хлистун Василь Федорович
Хлопась Петро Миронович
Хмель Марк Григорович
Холодовський Михайло Михайлович
Хотинський Микола Іванович
Хотяновський Іван Костянтинович
Худзик Олександр Федорович
Хуторянський Володимир Якович
Цибуля Семен Семенович
Циба Іван Тимофійович
Цяпка Іван
Чайка Іван Федорович
Чашка Яків Васильович
Черниш Федір Васильович
Черняк Євген Йосипович
Чехівський Володимир Мойсейович
Чмель Федір Олексійович
Чорний Григорій Петрович
Чорний Микола Арсентійович
Чуєв Сергій Денисович
Чулий Макарій Васильович
Шайтан Павло Дмитрович
Шаль Іван Васильович
Шаргородський Петро Семенович
Шафинський Стах Миколайович
Шах Іван Григорович
Шваюк Олексій Іванович
Швейчук Георгій Костянтинович
Швець Олександр Іванович
Швець-Шевчук Павло Микитович
Шевченко Іван Каленикович
Шевченко Іван Пантелійович
Шемет(а) Андрій Ілліч
Шерстюк Степан Іванович
Шикер Михайло Степанович
Шинкоренко Іван Якович
Шмат Демид Кузьмич
Шмат Степан Петрович
Шматько Михайло Пилипович
Шпак Михайло Іванович
Штангей (Штангай) Володимир Фокич
Штефан Іван Дем'янович
Штром Іван Юстинович
Шурига Франц Андрійович
Юдін Семен Опанасович
Южник Костянтин Леонтійович
Юзьков Федір Павлович
Юрчин Василь Арсентійович
Юхненко Василь Онисимович
Яворський Олексій Климентійович
Яворський Матвій Іванович
Яворський Петро Леонтійович
Язвинський Микола Семенович
Яковлєв Микола Михайлович
Яловий Михайло Миколайович
Ямка Василь Свиридович
Яремчук Антон Левкович
Яцун Олександр Кузьмич
Ящук (Ящун) Михайло Йосипович
Ящук Артем Данилович

Tradução: Oksana Kowaltschuk

domingo, 6 de janeiro de 2013

CRISTO NASCEU !

A Igreja Oriental Ortodoxa adota o calendário Juliano e comemora o nascimento de Jesus em 7 de janeiro, do nosso calendário Gregoriano.
A todos os ucranianos que seguem o rito da Igreja Ortodoxa, os votos de um Feliz Natal !
 
Os Editores
 



Antigas tradições natalinas na Ukraina
Vysokyi Zamok (Castelo Alto), 06.01.2013
Oksana Harina

Sobre tradições e celebrações na Ukraina lembra Lessya Shparovska, de 92 anos.

"O Natal podemos chamar de mãe de todos os dias santificados. Se Cristo não tivesse nascido como homem e não fosse batizado, - o que aconteceu na Epifania, e não fosse crucificado, - daí a Páscoa, e não mandasse o Espírito Santo, - que cria o Pentecostes. Portanto, a partir do Natal de Cristo surgiram todas estas festividades, como correntes natalinas, todas de uma fonte. E, não apenas por esta razão poderia este santo dia ocupar o primeiro lugar, mas também porque, o acontecimento deste dia - é o mais notável de todos os eventos.

São João Crisóstomo

Por que, lembrando a infância, a primeira menção é o Natal? Porque, provavelmente, nessas horas nós nos sentíamos felizes - diz a nonagésima senhora de Lviv (Ukraina Ocidental) Lessya Shparovska. - O Natal vinha à cidade junto com os estandes de feira com baratos pães de mel e enfeites de Natal, que já no início de dezembro colocavam na Praça do Mercado. Mas o que fazia sentir a aproximação dos dias santificados (7 - 8 - 9 de janeiro), era quando mamãe pegava o bloco de anotações e fazia a lista de compras: "Passas amarelas, nozes, amêndoas, chocolatinhos... " Tudo isto mamãe comprava no Comércio Nacional, e depois retirava da velha cômoda, velhos papéis amarelados pelo tempo, e longamente lia as anotações da vovó. No entanto, assava "a olho", e assim me ensinou. Dos homens exigia-se comprar no mercado apenas o peixe e o vinho. Os proprietários das lojas ofereciam aos clientes descontos pré-natalinos ou um presentinho, que podiam ser toalhas ou lenços, ou toalhas de cozinha.

Desde cedo, no dia seis, as crianças andavam quase que na ponta dos pés, para não perturbar o silêncio festivo. O que mais temiam é que a primeira pessoa que viesse à casa fosse mulher, porque isto não prometia nada de bom. Por isso, nosso zelador, que gostava de um cálice de vodka, já cedinho nos trazia o feno, que mamãe colocava na mesa sob a toalha festiva, e também no chão. As crianças maiores teciam "aranhas" da palha, para decoração natalina.

Em nossa casa também, além do pinheirinho, já em moda, colocavam "didukh", que é um feixe de trigo que simboliza boa colheita, riqueza, espírito imortal dos antepassados, iniciador da primeira geração, vida espiritual dos ukrainianos, proteção da família. "didukh" - espírito de um avô ou o espírito dos velhos, isto é, de todos os precursores. Este é um rito antigo e é evidente com que honra e respeito os nossos antepassados homenageavam sua genealogia.

Da cozinha vinham fragrâncias surpreendentes. Papai era chamado para provar a bebida temperada com mel. As crianças moíam o açucar para polvilhar os doces.

O dia findava rapidamente. Mamãe cobria a mesa com uma toalha branca e colocava o pão festivo, e alho em todoos os quatro cantos. Quando aparecia a primeira estrela no céu, papai pegava um prato com pão bento e mel e ia até a mamãe. Eles se cumprimentavam, cada um desejava felicidades ao outro e beijavam-se. Depois dirigiam-se a nós, que nesta altura tinhamos lágrimas nos olhos... Íamos todos para a mesa, rezávamos e iniciávamos a nossa Santa Ceia. O primeiro e mais importante prato era "kutya", (trigo em grão cozido e temperado com mel e uvas passas). Seguiam-se borshch (sopa de beterraba), varenekê (pastéis cozidos com diversos recheios, panquecas, charutos...

Entre os diversos pratos meu irmão pegava a Bíblia e lia pequenos trechos sobre o nascimento de Jesus. Mas eu não conseguia esperar o final do jantar para ir à sala e acender as luzinhas da árvore de Natal, antes não podia - era quaresma.

Papai começava a cantar as canções natalinas. Primeiro: - "Deus Eterno" e depois as outras... Hoje, no centro, cantam geralmente os estudantes, a mocidade. Antigamente os adultoos íam de casa em casa para cantar e o dinheiro que recebiam era revertido para igreja e escola, ou outras necessidades nacionais.

Entre tudo os pais sonhavam em voz alta por uma boa sorte para todos os filhos, netos e Ukraina natal. Era assim todos os anos, e que seja assim para sempre.

Tradução: Oksana Kowaltschuk

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

INDÚSTRIA POLUENTE NA UCRÂNIA ATINGE MORADORES

Luta pelo oxigênio. Como os residentes de Mariupol defendem o direito de respirar com segurança
Tyzhden (Semana), 30.11.2012
Natália Kommodova

Recentemente, mais de 10 mil moradores saíram em manifestação de protesto com a exigência de cessar a fumaça venenosa, que quase diariamente cobre Mariupol devido a atividade do conjunto industrial metalúrgico "Azovstal" e MMK Ilyich (Magnitogorsk Iron and Steel Works), que pertencem a "Metinvest Holding" do bilionário Rinat Akhmetov. (foto)

                    

As pessoas asseguram que apesar dos relatos das empresas e funcionários governamentais sobre a redução das emissões prejudiciais, os gigantes industriais abertamente os cobrem com oxigênio. Na cidade dizem: Mariupol lenta, mas seguramente morre. Perece sem par o Mar de Azov, enquanto os órgãos de controle fecham os olhos para tirania ambiental e suas consequências desastrosas.

As milhares de assinaturas da resolução "antipoluição" apelaram para o Presidente, o Governo, o Provedor da Justiça e até aos representantes "verdes" do Parlamento Europeu. Desesperados, os habitantes de Mariupol estavam prontos para bloquear os trabalhos no município e dos principais poluídores, até que os proprietários das usinas de aço estabeleçam os atuais controles modernos, e o serviço sanitário-epidemiológico diga o que realmente as pessoas respiram. Depois de um protesto sem precedentes os indústriais se dispuseram para algumas concessões.

Câmara de gás na praia

O ar do balneário de Mariupol oficialmente é o mais sujo da Ukraina. Aqui se concentram as mais potentes e ecologicamente as mais perigosas empresas de metalurgia pesada e transformação do carvão de pedra em gás e outros produtos químicos. Eles são fontes da quarta parte de emissões atmosféricas de toda a região de Donetsk. Os habitantes de Mariupol brincam dizendo que em sua cidade é possível não somente ver, mas até apalpar o que se respira.

Em um ano a cada residente corresponde mais de 800kg de poluição industrial. Isto é quase 10 vezes mais do que recebe a média dos ukrainianos. De câncer do pulmão aqui morre cada quinta pessoa, o cemitério local, dizem que é o maior da Europa... Os sociólogos observam um êxodo maciço de pessoas e desvalorização das moradias. No entanto, nem as autoridades locais, nem o governador, nem as autoridades ambientais não consideram a situação catastrófica em Mariupol.

Os principais poluidores da cidade litorânea de Azov - MK "Azovstal' e MMK Ilitch, os quais respondem por 98% das emissões. Ao complexo industrial pertencem os mercados, lojas, farmácias, etc. Na indústria trabalham cerca de 40 mil trabalhadores. Aqui, pacientemente se acostumaram a poeira e fuligem, devido aos quais ardem os olhos e dá vertigem. Não obstante, neste outono a situação ambiental piorou muito. O cáustico "cheiro de dinheiro" - assim aqui chamam o smog - já se espalhou para áreas distantes das empresas da região, e a névoa sufocante tornou-se um fenômeno comum.


Mariupol - única cidade da Ukraina, onde os moradores são alertados oficialmente sobre as condições desfavoráveis provocadas pelas emissões poluídoras. Durante as emissões é perigoso permanecer na rua e até mesmo ventilar o ambiente. Devido a neblina ou falta de vento as emissões não se dissipam e acumulam-se em bairros residenciais vizinhos aos conjuntos industriais. Neste momento, as ruas assemelham-se às câmaras de gás. As crianças são as mais prejudicadas.
"Antes o nosso bairro consideravam puro porque fica distante dos conjuntos industriais. Hoje, da poeira e fumaça não protegem nem as janelas fechadas - diz Inna Dmytryshyn, mãe da Mariana, 2 anos e Daryna, 4 anos. A filha adquiriu bronquite obstrutiva e agora ela não pode respirar sem inalador. Os compartimentos de pneumologia estão transbordando. Ao comprar o inalador, o fornecedor de Donetsk me perguntou: "O que acontece na sua região? Nós não conseguimos entregar-lhes as muitas encomendas."

Durante 10 meses de 2012 o smog cobria Mariupol com densa camada por 187 dias, que é mais de seis meses! Em setembro era difícil respirar 23 dos 30 dias, e durante o mês de outubro por três vezes declararam contaminação de 2° grau. Com tais condições oficialmentee informam aos moradores para sair na rua somente com roupas de proteção e máscara tipo "pétala".
Durante as aulas de educação física escolar, que durante a estação quente se realizam ao ar "fresco", o playground pode, instantaneamente, cobrir-se com smog. As crianças começam engasgar, portanto já tornou-se hábito a "evacuação" imediata às instalações escolares. Às vezes até é necessária a assistência médica aos mais sensíveis", - diz a professora de educação física escolar Eleanor Hayvoronska, ativista do movimento ambiental local. Segundo ela, apesar do fato de que as crianças frequentemente adoecem, principalmente durante as emissões, os médicos não diagnosticam "bronquite-tóxico-química", colocam "SARS", sem dar aos pais a possibilidade de provar na justiça a causa do dano a saúde das crianças.

No entanto, o Serviço Epidemiológico capta superação do limite de poeira e substâncias prejudiciais (sulfeto de hidrogênio, fenol, formaldeido...) em 25% das amostras selecionadas de ar, constatando que as zonas sanitárias, que deveriam proteger os habitantes de Mariupol do envenenamento, há muito tempo já não são efetivos, e por isso a poluição cobre suas casas. Mas, a pedido de ativistas ambientais para verificar e determinar o que realmente as pessoas respiram durante o smog, no SES ( Sanitário-Epidemiológica Estação) dirigiram-se à reforma e falta de gasolina...

Envenenar é permitido?

Reconstrução da planta de sinterização (Processo em que duas ou mais partículas sólidas se aglutinam pelo efeito de aquecimento a uma temperatura inferior à de fusão, mas suficientemente alta para possibilitar a difusão de átomos das duas redes cristalinas - Dic. Aúlélio) e redução da expulsão de Azovstal exigiam até 2012-2013 as emitidas permissões do Ministério da Ecologia e Recursos Naturais da Ukraina, mas em setembro o governo municipal, em conjunto com "Metinvest (Companhia internacional de mineração e siderurgia, que possui 24 empresas na Ukraina, Europa e EUA e realiza extração de minério de ferro e carvão - pesquisa Google) aprovou um novo programa de melhoria para Mariupol, que empurrou a modernização da sinterização de Azovstal para quatro anos...
Temporariamente pararam e decidiram tomar a decisão depois de 4 de novembro. Então, durante o surgimento do smog da vez, a cidade reuniu mais de 10 mil manifestantes que, usando respiradores invadiram o Conselho da cidade, exigindo a renúncia do inerte prefeito Yuri Khotlubei e demais funcionários. Poucos dias após a minifestação a direção de Azovstal anunciou uma pausa em suas atividades para reparos, e causa provável para fumaça sufocante indicaram a fumaça proveniente da reciclagem da matériai-prima com turfa... Os funcionários da empresa testemunham, a principal razão é econômica. Devido ao excessivamente gasto equipamento de controle da poluição e mais que centenárias tecnologias da usina simplesmente não podem mais atuar contra as emissões poluentes.


"Infelizmente, durante os cálculos econômicos as indústrias nacionais não levam em conta os riscos ambientais e o nível de perigo potencial de produção, - diz o gerente da campanha da estabilidade da produção e energética da Associação de enérgética ukrainiana "Mundo Verde" Pavlo Khazan - Paradoxo: nossa legislação ambiental é considerada uma das mais avançadas da Europa, mas ela não funciona. As autoridades de controle de hoje, realmente permitem às grandes empresas industriais lançar à atmosfera e cair na água tal quantidade de substâncias prejudiciais que ameaçam a saúde das pessoas. Alegando de que as siderúrgicas de Mariupol não podem reduzir as emissões por meio de processos existentes, os funcionários do Meio Ambiente e as autoridades locaiis estão colocando em risco os moradores da cidade", - afirma Khazan.
Este fato confirma o ex-chefe da liquidada Inspeção Estatal para Proteção do Mar Azov Mykola Afanasiev. Segundo suas palavras, as empresas, anualmente, separavam uma quantia para importantes medidas ambientais. Como resultado - no ar de Mariupol diminuíram as substancias menos nocivas e visualmente perceptíveis, mas o número de pouco visíveis, especialmente gases tóxicos nas emissões permaneceu inalterada.
A salvação os especialistas preveem num aumento significativo de penalidades e estabelecimento da responsabilidade (particularmente criminal) por violações de leis ambientais, através das quais às empresas simplesmente não será rentável poluir o meio ambiente, e aos funcionários fingir que o problema não existe.

Alerta ao sistema

Mais de 13 mil habitantes de Mariupol que assinaram a resolução da manifestação "Stop Smog! de 04.11.2012, instam os deputados da cidade natal a iniciar as alterações legislativas, observando a situação no novo Parlamento. As pessoas enfatizam que não solicitam o fechamento de empresas, mas a transparência e real responsabilidade social, o que inclui o cumprimento da legislação ambiental e direito da pessoa para um ambiente seguro à vida e saúde.
"Nossa manifestação - é advertência, sinal ao sistema que a paciência está chegando ao final: "A Comunidade levada ao ponto de ebulição exige solucionar o problema aqui e agora. Confiança num governo acessorial com medidas paliativas, e empresas industriais, já não existe!"

Do Parlamento exigem a alteração à Lei da Ukraina "Sobre zona de extraordinária situação ecológica", para dar um estatuto correspondente às regiões habitadas com perigos ambientais, associados não apenas com desastres, mas também com prolongados efeitos nocivos das emissões industriais. Além disso, querem auditoria ambiental de todas as empresas industriais para determinar seu impacto real sobre a saúde dos moradores.

Metinvest, por sua vez, promete até 2020 (quantos perderão a saúde e quantos morrerão até la? - OK) investir mais de US$ 620 milhões nas melhorias da situação ecológica em Mariupol, mas lembra, que as usinas de aço dali são profundamente danosas. "E com os nossos extraordinários danos nós continuamos financiar a reconstrução em grande escala, a qual antes de nós ninguém realizou nos últimos 50 anos, - relataram no centro de imprensa do governo.

Simultaneamente o Conselho Municipal aprovou, com a participação de especialistas do Metinvest o "Programa da proteção e saneamento de Mariupol para 2012 - 2020, que envolve a redução das emissões em 40%, "sob condições favoráveis de mercado." E, conquanto, a saida da crise aos metalúrgicos não profetizam, a desconfiança dos Mariupolianos às promessas oficiosas é completamente compreensível

Agora, enquanto o trabalho em Azovstal da prejudicial sinterização paralizou por um mês, os Mariupolianos estão se acostumando às janelas abertas, passeios no parque e ar sem fumaça.

O levante antissmog em Mariupol foi considerado sem precedentes para região de Donbas (que é a região pró-Yanukovych e pró-Rússia - OK), uma onda de consciência cívica. Os especialistas não descartam que ela pode se tornar um modelo para outras cidades problemáticas em termos ambientais, e não somente nesta região.

(Adendo: Sobre a vida de Rinat Akhmetov há diversas versões na internet, mas sobre si, ele mesmo diz: "Como já lhes disse, em 1992-95 (primeiros anos da independência ukrainiana) era um período de economia informal. Nós fundamos a companhia "Ars". Nós fazíamos comércio com carvão. Nestes anos eu consegui meu primeiro milhão."
Rinat Akhmetou nasceu em 1966. Nacionalidade tártara. Seu irmão mais velho e seu pai trabalhavam como mineiros em Donetsk - Ukraina. Em 2001 Rinat concluiu a Faculdade de Economia. - OK
).

Tradução: Oksana Kowaltschuk

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

FELIZ NATAL !!!

Aos nossos conterrâneos, amigos e visitantes desejamos um FELIZ NATAL !!!

Os Editores
 






 
Salve oh! cheia de Graça, Virgem Mãe de Deus,
defensora e protetora da humanidade,
pois de Ti encarnou o Salvador do mundo!
Só Tu es Mãe e Virgem sempre Bendita e cheia de glória!
Roga a Cristo Nosso Deus
que dê a paz, ao mundo inteiro!

EUA CASSA VISTO DO PRIMEIRO VICE-PROCURADOR DA UCRÂNIA

Primeiro com entrada cassada. O restante deve preparar-se...
Vysokyi Zamok (Castelo alto), 10.12.2012
Ivan Farion
Renat Kuzmin - Primeiro Vice-Procurador Geral da Ukraina
 
Sanções do Ocidente em ação. Estados Unidos proibiram a entrada em seu território ao Primeiro Vice-Procurador-Geral da Ukraina Renat Kuzmin (foto).

Aconteceu o que a oposição a tempos alertava! A mão direita do Procurador-Geral da Ukraina Renat Kuzmin, conhecido como um dos fundadores das questões criminais contra Yulia Tymoshenko - Yurii Lutsenko, não tem o direito de pôr os pés em solo americano. A Embaixada dos EUA na Ukraina anulou seu visto de entrada múltipla por cinco anos. Sem quaisquer explicações. As razões Kuzmin deve conhecer.

Sobre as sanções dos americanos Kuzmin informou na segunda-feira, 10 de dezembro, publicando no site da Procuradoria Geral da Ukraina sua carta aberta ao presidentee dos EUA Barack Obama. A proibição vigora desde segunda dezena de outubro.

Segundo a versão de Kuzmin tal "antipatia" é porque, no final de setembro ele dirigiu-se ao Congresso dos EUA e ao vice-presidente Joe Biden para que este fosse favorável a sua apresentação diante dos congressistas e jornalistas com um relatório na questão do assassinato do deputado Yevhen Shcherban (1). Resposta a esta mensagem Kuzmin não teria recebido, apenas recebeu uma "saudação" de John Tefft ( Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário para Ukraina desde 2009).

Kuzmin acredita que o Departamento de Justiça dos EUA com iniciativa de alguns políticos americanos e ukrainianos (Nos EUA vivem muitos ukrainianos e participam em todas as esferas da vida americana - OK) elaborou um plano minucioso de resistência e destruição da questão sobre o assassinato de Yevhen Shcherban". Um dos objetivos deste plano, diz Kuzmin, é "impedir a Procuradoria Geral da Ukraina no indiciamento de Yulia Tymoshenko e Pavlo Lazarenko nesta questão".

Além disso Kuzmin acredita que nos EUA preparavam-se para aprisioná-lo devido a acusações forjadas. Porque ele, supostamente, obrigava o ex-major da Defesa do Estado Mykola Melnychenko dar falso testemunho. De acordo com Kuzmin, durante o interrogatório de Melnychenko na Ukraina, ele citou nomes e sobrenomes de todos os americanos e ukrainianos envolvidos neste "plano ilegal". Especialmente Kuzmin acusa o marido de Yulia Tymoshenko Oleksandr, o qual teria contratado nos EUA uma empresa de lobby para criar uma imagem positiva da ex-primeira-ministra Yulia Tymoshenko e desacreditar os investigadores ukrainianos...

Na carta a Obama Kuzmin escreve que tais ações de altos funcionários americanos "violam normas de cooperação internacional e minam a autoridade dos EUA. Ao mesmo tempo pede ao presidente Obama avaliar tais ações de seus subordinados. E, ainda - contribuir com a Procuradoria Geral da Ukraina na condução de ações investigativas no território dos EUA.

Outra fábula dos acontecimentos encontra-se na oposição e analistas. Eles dizem que o visto cancelado de Kuzmin - não é resultado de sua atividade profissional durante a investigação da questão de Shcherban, mas, antes de tudo, sua reação lógica à justiça seletiva, a fabricação de quesitos criminais contra oposição.

Lembramos que, mais de um ano atrás o bloco de Yulia Tymoshenko enviou aos EUA e UE a lista de autoridades locais envolvidos na perseguição política, pediu usar sanções contra eles, particularmente proibir sua entrada nestes países, congelar suas contas bancárias, confiscar seus bens. De acordo com as palavras do presidente do partido "Pátria" Hreyhorii Nemeria, na primeira relação de 13 pessoas havia nomes de altos funcionários, políticos, juízes, procuradores e Serviço de Segurança, aos quais, no pensamento do partido, devem aplicar as sanções por primeiro. Em outra lista estavam os nomes de 54 pessoas as quais desonraram-se em ações ilegais.

Não muito tempo atrás o deputado Andrii Shkil informava que "embaixadas européias complicaram o procedimento para obtenção de vistos para algumas autoridades ukrainianas". De acordo com as palavras do deputado, o Departamento de Estado dos EUA também fez a sua "lista de pessoas indesejáveis para permanência no território dos EUA".

Renat Kuzmin tornou-se o primeiro alto funcionário ukrainiano que sentiu em si a "espada punitiva" de uma comunidade democrática internacional. Se os governantes ukrainianos não fizerem conclusões adequadass os cerceados ao mundo ocidental poderão viajar apenas para Moscou, Emirados, Qatar, Índia...

VADYM KARASSIOV, diretor do Instituto de Estratégias Globais: "Eu não diria, por enquanto, sobre início de sanções. Este, se não é a última, talvez, penúltima advertência de que, tais sanções são possíveis. Este é um sinal de que, a "lista Magnitsky" (sanções de Washington contra 60 funcionários russos, que perseguiam o advogado Serhii Magnitsky, o qual em seguida morreu na prisão. - I.F.) também pode aparecer na Ukraina...

(1) Veja neste blog na edição do mês de abril de 2012.

Tradução: Oksana Kowsltschuk

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

NOVO PARLAMENTO NA UCRÂNIA

Notícias dos primeiros dias no Parlamento ukrainiano
Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana) 13 e 14.12.2012

A sessão teve um início calmo. O novo Parlamento aprovou a indicação do presidente para primeiro-ministro, Mykola Azarov, reconduzido pelo presidente. Votaram a favor 252 deputados, contra 129 e 20 se abstiveram. O apoio veio dos "regionais" e comunistas.

O presidente não compareceu, pela primeira vez na recente história da Ukraina. Sua mensagem foi através da televisão. A oposição saiu da sala. Petró Poroshenko criticou Azarov por mais de cinco minutos, mas apoiou-o para que executasse o que deixou de executar. Yatseniuk, um dos lideres da oposição criticou Azarov da tribuna.

Os jornalistas esforçavam-se para adivinhar o que fazia o vice-"speaker" Kalietnik, que atenciosamente olhava para o monitor e movimentava o "rato".

O movimento "Honestamente" fotografou 5 deputados que também votaram pelos colegas ausentes: Dmytruk, Honcharov, Horokhov, Malyshev, Melnyk. Prática usual contra a qual lutam os oposicionistas.

Enquanto Azarov falava sobre as providências contra corrupção (será que ele falava da Ukraina? - OK), crescimento e produção. Quase todos os deputados da oposição sairam da sala, enquanto os regionais, em grupos, ocupavam-se com conversas paralelas.

Enquanto isso, o Parlamento europeu aprovou a resolução sobre Ukraina onde afirma-se que as eleições parlamentares foram um passo para trás em comparação com as anteriores.

O Parlamento europeu conclamou o país para aperfeiçoar a lei eleitoral, acabar com a justiça seletiva e liberar Tymoshenko e Lutsenko.

Também solicitou à Ukraina realizar as reformas necessárias para rápida assinatura sobre associação com UE.

Os desentendimentos começaram porque Kolesnichenko (um dos autores do projeto de lei sobre idiomas, inclui o idioma russo como segundo idioma oficial)) ao usar a palavra o fez no idioma russo. A oposição, especialmente o partido "Svoboda" (Liberdade) não aceita.

Mykola Azarov, primeiro-ministro foi cercado por 5 deputdos e conduzido para fora da sala.

Outro motivo da briga foi a presença na sala de dois vira-casaca, pai e filho, os Tabalov que, eleitos pela oposição, se passaram para situação.

A oposição não aceita a presença dos vira-casaca, não admite que votem. (Todos os candidatos pelo Partido "Pátria" prestaram juramento de que não mudariam de partido caso eleitos).

Ao deputado do Partido "Golpe", Serhii Kaplin ofereceram 5 (cinco) milhões de USD caso ele passasse para o Partido das Regiões. Não aceitou. Segundo ele a vários outros tentaram convencer.

Mais um estopim de desentendimento. A deputada oposicionista Oleksandra Kuzhel viu, e esforçou-se para tirar, das mãos de um "regional", um segundo cartão, com o qual ele votava pelo colega ausente, prática usual. A briga foi cruel. Quandoo deputado Oleh Medunetsia caiu próximo da tribuna, os "regionalistas", o chutavam e não deixavam levantar. As câmeras fixavam tudo. Os principais agressores foram: Kolesnichenko, Berziokin, Onishchenko que, após a agressão sairam rindo de satisfação.

Outros apertavam tanto o pescoço dos colegas que estes ficavam com o rosto vermelho.

Os líderes oposicionistas Oleh Tiahnebok e Arsenii Yatseniuk participaram do conflito. Vitalii Klychko se absteve. Disse que não vai lutar porque isto é perigoso Ele é lutador profissional famoso, porém já aposentado.

A oposição exige votação individual e uso do idioma oficial ukrainiano. Caso contrário o Parlamento será bloqueado.

A grade, cerrada pelos oposicionistas do Partido "Svoboda" não foi refeita. Os milicianoos estavam de guarda. Na neve.

Irena Lutsenko, esposa de Yurii Lutsenko que está preso, agora é deputada. Ela recebeu, pelo marido que faz aniversário no dia 14, um buquê de rosas vermelhas. Lutsenko apresenta graves problemas de saúde. Foi lhe indicada uma cirurgia. A esposa, em reunião com médicos de confiança, resolveu aguardar um pouco porque o hospital que serve a colônia penal não seria adequado.

No dia 14 a oposição exigiu da Procuradoria Geral a apuração dos fatos e se disse desapontada por não ter havido, ainda, nenhuma reação da mesma. (Se o espancado fosse governista a reação seria instantânea - OK).

Tradução: Oksana Kowaltschuk

 



NÃO HÁ NADA QUE NÃO POSSA SER RESOLVIDO COM CARINHO ...




quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

REFERENDO COMO USURPAÇÃO DO PODER

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 28.11.2012
Yaryna Zhurba

Em 19 de agosto de 1934, em resultado de um referendo, na Alemanha, duas posições mais importantes do governo - chanceler e presidente foram unidas em uma - Fuhrer de Estado. As consequências são bem conhecidas.

Em 10 de abril de 1938, 99,73 de austríacos, de acordo com um referendo "apoiaram" a anexação da Áustria à Alemanha.

No referendo de 30.06.46 os poloneses "votaram" para eliminação do Senado e as chamadas reformas sócio-econômicas que marcaram o início da degradação da Polônia no meio socialista.

Com referendo de 14 de maio de 1995 e 17 de outubro de 2004 afirmaram a imagem da atual Bielorrússia e a onipotência de Aleksander Lukashenko.

Estes são alguns exemplos de referendos simulados e cínicos. Quando sua arbitrariedade os ditadores não podem mais justificar, eles organizam uma mascarada manifestação popular à qual segue-se o infortúnio de milhões porque o caminho para realização da usurpação pelo timoneiro está aberto. Mas antes dessa mascarada manifestação há aprovação da lei, escrita especialmente de modo a não permitir os sonhos dos cidadãos.

Em 06.11.2012 o Parlamento ukrainiano aprovou a lei "Sobre o referendo nacional", e em 27 de novembro foi assinada pelo presidente. A palavra "lei" como uma das formas de direito aqui somente pode ser usada no condicional. Este ato tem muito pouco a ver com a lei - tanto pelo conteúdo, como pela forma de sua aprovação. Esta lei é que ela é contrária à Constituição da Ukraina, apenas fracamente transmite o verdadeiro estado das questões. O correto a dizer - a lei nega a própria Constituição.

Possivelmente, para alguns o argumento anticonstitucional já parece pálido e pouco convincente. Como, quase todas as leis que foram aprovadas pelo atual Parlamento são anticonstitucionais - mesmo se é adequada a sua posição, certamente foi imprópria a maneira de sua adoção. No mínimo, devido ao voto impessoal.

No entanto, a lei do referendo - é de fato "Travessia do Rubicão", pelo qual, tudo em que nós nos apoiamos agora, é ilusório. Segundo esse referendo pode-se cancelar a Constituição atual e adotar uma nova cuja procedência parte do desconhecido. E que, segundo este referendo é possível cancelar e aceitar quaisquer leis, não vale a pena mencionar. Em suma, não há tais aventuras, imaginadas por autoridades, que com essa lei, não poderiam ser legitimadas por este referendo.
Para entender o sarcasmo desta lei, vale imaginar os possíveis boletins para votação. Eis um exemplo: Respondendo sim neste boletim, o cidadão, nada suspeitando, realmente poderia concordar com o estabelecimento do sistema escravista na Ukraina.

Exemplo:
 
                                                                                                                                                   Sim Não
1. Você apóia a nova Constituição da Ukraina?

2. Você concorda com a iniciativa do presidente Viktor Yanukovych que visa garantir a cada trabalhador ukrainiano um local de trabalho e completa eliminação de desemprego?

3. Você aprova a lei "Sobre providências quanto a garantias para realizar as reformas sócio-econômicas na Ukraina?


Pode-se continuar com a fantasia, mas a verdade consiste em que, mesmo com tais referendos incríveis, realizados legalmente, é hipotéticamente possível, então, estabelecer o governo dinástico de Yanukovych, federalizar Ukraina, introduzi-la na União Aduaneira, ou outras formas de reencarnação de império totalitário através de referndo falso, até inesperadamente.

É precisamente da regulamentação do tema e da realidade da ordem do referendo e da considerável soma depende o que ele representará - instrumento da democracia genuína, ou usurpação do poder.
Nos países democráticos, os referendos são uma forma eficaz da população organizar suas atividades. O exemplo mais notável é a Suiça. Para o estabelecimento da democracia o principal significado têm os referendos locais, que na Ukraina não podem realizar-se porque não existe lei atual que poderia definir a condução de sua realização.
O governo nem sequer tentou fingir, que a ferramenta do referendo deve servir ao propósito democrático - o projeto de lei de referendos locais repousa sem consideração.

A lei sobre referendo - é parte para consolidar o poder por aqueles que o detêm em suas mãos agora. Um pouco de cronologia.

O projeto de lei N° 6278 "Sobre o referendo nacional" foi introduzido no parlamento pelo deputado-regionalista ainda em 29.04.2010, e aprovado em primeira leitura em 03.06.2010. Sobre este projeto de lei, como mecanismo de golpe, muito se falou, mas isto não parecia tornar-se obstáculo para sua aprovação. Surpreendentemente, não só a oposição, como mais dois partidos menores apoiaram a fatídica emenda que excluía a possibilidade de revogação ou aprovação da Constituição em um referendo.

Não é exclusivo que o determinativo para muitos tornou-se não o destino do parlamentarismo ukrainiano, mas a preocupação com a depreciação de seus cartões de deputados. Afinal, com a aprovação da lei, o papel do parlamento reduzir-se-ia a zero. Tudo o que ele se recusasse a votar obedientemente poderia ser aceito pelo referendo.

O projeto de lei não foi considerado. Os regionais resolveram esperar "tempos melhores". E este tempo chegou em 06.11.2012. As eleições já se realizaram e a "sobrevivência" é mais importante que o total valor dos cartões que tem validade para os poucos dias restantes.. A motivação fundamental é que, sejam quais possam ser as manipulações, pelo resultado das eleições 300 mandatos o governo não terá (2/3 de votos necessários para mudança da Constituição - OK). Então mudar a Constituição por procedimento legítimo é impossível.

A lei foi aprovada de súbito, portanto, com todas as possíveis violações de procedimentos, com o que já poucos podem se surpreender, e até mesmo no texto da primeira leitura!!! A análise do projeto em segunda leitura e as suas decisões anteriores o parlamento decidiu... simplesmente ignorar, fingir que não existiam.

Na verdade tal votação é nula e não deveria criar quaisquer consequências legais. Se o Tribunal Constitucional não fosse "de bolso", então a aprovação de leis deste modo não poderia ser considerada. No entanto a realidade, infelizmente, é outra, e daqui derivam duas importantes conclusões.

Primeiro. Aprovada a lei que, embora de jure não deve ter consequências legais, pode criar grandes problemas para o governo ukrainiano.

Segundo. O governo é inigualável na criação de simulações e acessórios e pretende por à prova seu "talento" também no referendo.

A presidencial "Assembléia Constituinte" em toda esta história é um importante posto avançado, que lentamente construía-se no período de calmaria com o olhar atento da lei do referendo. Vale ressaltar que esté é, apesar do seu imponente nome, um órgão consultivo do presidente, que visa desenvolver o projeto de nova redação de normas constitucionais.

O próximo passo dessas iniciativas será nos cantos invisíveis da Administração Presidencial, desenvolvido e fornecido à Assembléia Constitucional o "preciso" projeto de uma nova redação da Constituição.

A Assembléia Constituinte, talvez tente fingir que este é o resultado de seus empreendimentos, e possivelmente nem tente, apoiará o projeto de lei.

Na verdade, do ponto de vista jurídico, isto não tem nenhum significado - projeto de lei elaborado pela Assembléia Constituinte de tal maneira, terá o mesmo status legal que um projeto de lei desenvolvido pelo "Tio Vasya" da porta ao lado. No entanto, a Assembléia será usada para dar a falsa impressão que o projeto não é do poder. Em seguida o projeto de lei do "tio Vasya" será submetido ao referendo.

Esta votação hipotética somente pode ser comparada com a forma como Mussolini organizou, na forma de referendo, eleições parlamentares na Itália. Mussolini apresentou apenas 1 (um) partido. A escolha das pessoas restringia-se a apoiar ou não.

Não pode ser submetido a um referendo o texto da Constituição elaborado por alguém que não seja um órgão representativo do povo. A alteração ou aprovação da Constituição, de fato, é o acordo com regras claras, cada uma das quais é de excepcional importância para a sociedade.

Note-se que a própria votação não terá muita importância: se o governo atrever-se ao referendo, a lei oferece amplas oportunidades para garantir o resultado desejado.

E, além das possibilidades "legais", como sabemos, ainda há recursos administrativos, falsificação, força brutal de bandidos e milícia, etc.

Se Yanukovych fosse realmente garantidor da soberania do Estado, da integridade territorial da Ukraina, cumprimento da Constituição, observância dos direitos e liberdades da pessoa e do cidadão, ele não hesitaria em vetar tal legislação. Mas ele não o fez...

Em 27 de novembro de 2012 é o dia que podemos dizer sem hesitação - o governo posicionou-se em aberta ofensiva contra seu próprio povo.
Tradução: Oksana Kowaltschuk

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

SAGA DE LAZARENKO - PARTE 3

Saga Americana de Lazarenko - Parte III
Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 13.09.2012
Serhii Lyshchenko

Na prisão domiciliar a principal diferença foi a possibilidade de falar diretamente ao telefone, inclusive com seus irmãos e alguns deputados do partido "Comunidade" na Ukraina. Mais liberdade de receber os filhos e jovem esposa. O juiz também lhe permitia assistir a missa na véspera do Natal e Páscoa - ele frequentava a igreja ortodoxa russa St. Nicholas Cathedral.

Em 29.11.2003, satisfazendo em parte ao pedido do advogado, Lazarenko obteve permissão de sair do apartamento por duas horas nas segundas, quartas e sextas, devendo registrar por escrito estas saídas. E também poderia, das 16 às 17 horas, diariamente, praticar exercícios físicos no pátio dos fundos do apartamento.

Lazarenko - de volta à cadeia
Em 01.10.2008 o juiz ordenou o retorno de Lazarenko à prisão. Isto aconteceu devido provas colhidas pelo tribunal. Lazarenko não estava em conformidade com o regime: o guarda dormia dentro do carro e não registrava todas as visitas. Lazarenko recebeu telefonemas não autorizados e, principalmente, não efetuou o pagamento da fiança de 65 milhões de dólares.

Não adiantaram as queixas sobre problemas de saúde. A administradora de Saúde Penitenciária Federal, Louise Bezil declarou que Bureau of Prisions pode proporcionar-lhe assistência médica necessária.

Tymoshenko protege Lazarenko
Pavlo Lazarenko depois de sua fuga para os EUA em 1999 foi transformado em principal espantalho da política ukrainiana. Na verdade ele, tendo sido ocupante de um cargo importante, tinha estreitas relações com Kuchma.

No verão de 2003 dos EUA veio para Ukraina uma comissão para interrogarr as testemunhas ukrainianas. Veio a promotora Marta Bersh, o agente especial do FBI Brian Earl e os advogados de Lazarenko. As principais testemunhas a serem ouvidos era Yulia Tymoshenko e seu marido Oleksandr. Em seu interrogatório insistiu o Ministério Público dos EUA porque quase um terço das acusações relacionava-se às relações de Lazarenko com o casal Tymoshenko. Era com a assinatura de Oleksandr Tymoshenko que realizavam-se os pagamentos de offshore de Chipre Somoli Enterprises à empresa de Petró Kyrychenko, os quais este identificou no interrogatório do FBI como pagamento da parte dos rendimentos a Lazarenko, do negócio comum com Tymoshenko.
 
O investigador ukrainiano Oleg Ukrainets auxiliava os americanos. Oleksandr Tymoshenko foi convidado para interrogatório no dia 23.06.2003, e Yulia Tymoshenko no dia seguinte. Porém, no dia 23 compareceu Yulia, trazendo uma declaração de seu marido que não viria porque estava refugiado (escondido). No dia seguinte ela compareceu com seu advogado. Ela trouxe uma declaração por escrito, na qual, além de anunciar Lazarenko vítima de perseguição política, encontrou explicação original do porquê da transferência dos bancos da Suiça, Bahamas, EUA e Antigua de milhões de dólares.



Este era o esconderijo de Lazarenko para participação nas eleições a fim de eliminar a ditadura de Kuchma. Yulia Tymoshenko avisou que não iria testemunhar e citou o artigo 63 da Constituição, que isenta a pessoa a depor contra si mesma.
 
Família Kuchma ignora interrogatórios
No interesse dos advogados de Lazarenko de questionar testemunhas - ocupantes do governo ukrainiano, lia-se a transparência de sua estratégia de proteção: toda liderança ukrainiana sabia sobre as atividades de Lazarenko no interesse de seu bolso, mas fechava os olhos porque recebia parte desses subornos. E isto convinha a todos, inclusive ao presidente Kuchma, até que se tornou evidente o demasiadamente rápido enriquecimento de Lazarenko, que criava a possibilidade de afastar Kuchma nas próximas eleições de 1999.

A comissão americana esperava que na Ukraina funcionassem, pelo menos em parte, as regras civilizadas que não poderiam simplesmente ignorar a intimação ou questionamento. Mas, durante a permanência da comissão, no verão e outono de 2003, não compareceu nenhum dos altos funcionários aprovados pelo juiz Jenkins como testemunha da questão. Nem mesmo o presidente Kuchma, que foi incluído como testemunha de proteção. Ele enviou uma carta ao Departamento de Justiça dos EUA dizendo que não deporia no caso Lazarenko.
 
A proteção do prisioneiro da California queria explicações sobre uma reunião de janeiro de 1996 referente a reestruturação do mercado e fornecimento de gás; sobre as atividades de Lazarenko e suas conversas com o presidentee durante 1995-96. Também os advogados insistiram em questionar Olena Franchuk, filha do presidente, sobre relações de seu pai com Lazarenko. E ainda deveria testemunhar sobre os caros presentes que Lazarenko deu a ela e seus pais, inclusive o relógio Franck Muller de 42 mil dólares em 17.08.1997, já após a renúncia de Lazarenko do cargo de primeiro-ministro.

Os americanos também insistiram em questionar Igor Franchuk, primeiro genro de Leonid Kuchma (após o divórcio Olena casou-se com Viktor Pinchuk - uma das pessoas mais ricas da Ukraina - OK) para dar testemunho sobre como Kuchma ordenou transferir três navios do exército para empresa privada de Franchuk para desmantelamento e venda de peças como sucata. Nem Olena, nem Igor Franchuk responderam ao pedido de interrogatório dos americanos.
Igualmente não deu testemunho aos americanos Yevhen Marchuk, ministro da Defesa. Ele explicou que sua agenda já estava preenchida nos próximos dois meses. Seu testemunho seria extremamente interessante, visto que Petró Kyrychenko informou ao FBI que Lazarenko pagou a Marchuk 7 (sete) milhões de dólares pela inclusão da Tymoshenko no comércio de gás.
 
Outros convidados também não compareceram para depor: Ihor Bakay, ex-presidente do "Naftogaz"; Mykola Azarov, chefe da fiscalização no período em que Lazarenko foi primeiro-ministro; Viktor Pinchuk, genro do presidente Kuchma: Oleksandr Volkov, o qual Lazarenko culpou pela tentativa contra sua vida. Volkov encaminhou um atestado médico, mas os advogados descobriram que Volkov, sendo deputado, votou no Parlamento naquele dia. Com certeza, eles não sabiam que um deputado consegue votar por vários amigos ausentes. É a "votação ukrainiana!"
O governo americano não instituiu nenhuma sanção às pessoas que não compareceram para interrogatórios.
Lazarenko tinha problemas financeiros com Kuchma e sua amizade ficou enfraquecida porque algumas pessoas próximas ao presidente não aprovaram as ações. Quando Lazarenko deixou o ministério ele contou a Kyrychenko que devia US$ 50 milhões a Kuchma, mas não explicou a origem dessa dívida.
 
Enfim, essas confissões da principal testemunha na procuradoria americana não influenciaram o júri - eles consideraram Lazarenko culpado de todas as acusações que existiam na época do veredicto. Mas os episódios relacionados com UES (Sistemas de Energia Unificada da Ukraina - dos Tymoshenko) antes disso foram removidos da acusação final.
 
Tradução: Oksana Kowaltschuk

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

NOVO DESAFIO DO KREMLIN

Novo desafio do Kremlin. Rússia de Putin tenta tirar vantagem do enfraquecimento da posição do Ocidente na Europa Central e Oriental
Tyzhden (Semana), 01.11.2012
Janusz Bugajski (1)

Durante o novo mandato presidencial de Vladimir Putin sua abordagem agressiva pela reintegração dos estados pós-soviéticos acompanhará a política insistente aos países da Europa Central e Oriental.
Graças à crise da zona do euro e reorientação de Washington à região Ásia-Pacífico, Moscou está conduzindo uma política ativa de interferência em assuntos internos de seus antigos satélites.

Velhos amigos e novos aliados

A Rússia quer expandir sua influência em duas principais regiões da Europa Central e Oriental incluindo os países bálticos e problemáticos Balcãs Ocidentais. Os políticos russos dirigem seus esforços principais para influenciar na aceitação de decisões políticas desses países através de uma combinação de pressão diplomática, dos contatos pessoais, profissionais, econômicos e "pão de mel" (quaisquer agrados: negociatas, empregos, etc). Alguns países da Europa Centro-Oriental também fornecem a Rússia um canal de penetração na UE e OTAN através da economia, política e serviço secreto.

As notificações regulares da Hungria, Eslovaquia, Bulgária e outros países da Europa Centro-Oriental mostram que antigas redes de "velhos amigos" continuam trabalhando - preferencialmente na base de finanças ou de laços pessoais de amizade, que de quaisquer crenças ideológicas ou políticas. Alguns partidos pós-comunistas, socialistas e social-democrátas nos países das regiões, nos quais concentram-se muitos antigos "camaradas", criaram oportunidades favoráveis para infiltração russa. Eslováquia e Bulgária são exemplos marcantes de países, onde os partidos da esquerda eram mais abertos às iniciativas de negócios russos.

No entanto, os governos de centro-direita, e políticos, também podem revelar-se suscetíveis aos avanços de Moscou, especialmente com vantagens para eles, através de arranjos energéticos e acordos como, por exemplo, a inclusão no projeto da construção do gasoduto "South Stream". Ou na República Checa o consórcio russo insistentemente faz lobby de seus interesses para vencer o concurso para construção de novos reatores de energia nuclear de Teleminsk, apesar de os observadores checos estarem extremamente preocupados com questões de segurança relacionadas com o envolvimento de Moscou neste projeto.
Simultâneamente membros da UE, que Bruxelas critica por quase autoritarismo, governantes como por exemplo primeiro-ministro húngaro Viktor Orban, podem voltar-se para Rússia por apoio. Além disso os contratos comerciais favoráveis, doações para campanhas eleitorais e informações através da mídia, permitem a Moscou a possibilidade de influenciar a política doméstica e persuadir os principais atores políticos favoravelmente ao investimento empresarial russo e interesses estratégicos.

Na Bulgária Moscou tentou aumentar a sua influência flertando com a liderança do Partido Socialista, jogando com laços históricos supostamente estreitos entre os dois países e tentativa de atrair Sófia em uma série de projetos energéticos de grande escala. No entanto, o atual governo búlgaro liderado pelo primeiro ministro Boyko Borysov denunciou as tentativas de Kremlin em tentar dominar o setor de energia na Bulgária e retirou-se de vários acordos energéticos iniciados pelo governo socialista anterior. Agora Kremlin exige da Bilgária uma grande compensação financeira pela desistência do projeto da usina nuclear Belenska, construída pelas empresas russas.

Horizontes pós soviéticoos

Rússia não consegue aceitar a plena soberania dos Estados Bálticos, então procura marginalizar e isolar Estônia, Letônia e Lituânia. Para isso, ela emprega uma série de formas de pressão do arsenal de sua política externa. Todos os três estados estão na frente da luta para adesão da Ukraina e Geórgia à OTAN e pela transição de todas as ex-repúblicas soviéticas para a influência do Ocidente - curso ao qual, Moscou faz oposição.
A inesperada vitória da coalisão "Sonho georgiano", encabeçado por Bidzinoy Ivanishvili pode incentivar Moscou para tentar sua influência na Geórgia. No entanto Kremlin não se alegra muito com a transição pacífica em Tbilisi, uma vez que qualquer demonstração democrática bem sucedida na vizinhança da Rússia ameaça o modelo autoritário do governo.
Além disso, Putin continua ser adversário constante do presidente Saakashvili, que ainda tem um ano no cargo.
Kremlin quer ver em Tbilisi um governo que se recuse da obtenção da adesão a OTAN e também a pretensões de recuperação dos territórios da Abkhásia e Ossétia do Sul. No entanto, Ivanishvilli já disse que na prioridade da política externa permanece a integração ocidental. Interessante por quanto tempo.

Kremlin procura tirar proveito dos problemas políticos, étnicos, religiosos e sociais, a fim de derrubar do caminho cada um dos estados da região. Ele joga nas interrogações da minoria russa, para mostrar que os governos do Báltico são incapazes de seguir os padrões europeus dos direitos hamanos. Como na Ukraina, Moscou exige o direito de representar e proteger não só os russos como os falantes da língua russa com a finalidade de aumentar o número das chamadas vítimas da opressão. Em abril de 2007, Tallin acusou a Bilokamiana (Significa: bilo - branca, kamiana - de pedra. Nome atribuído ao complexo do Kremlin. Em 1365 o grande czar Dmytró Donskyi mandou trocar as paredes de madeira do Kremlin, por torres e paredes de pedra branca - OK) em incitar protestos e ataques cibernéticos a sites do governo da Estônia, em resposta à transferência do monumento ao soldado soviético para um cemitério militar. Este monumento ofendia os sentimentos nacionais da maioria dos estonianos, por causa de personificar a ocupação soviética após a Segunda Guerra Mundial.

Durante as eleições de setembro, na Letônia em 2011 Kremlin apoiou o partido étnico russo "Centro de Harmonia" na esperança que no governo ele poderia expandir a política desse país "de costas para Ocidente, de frente para Moscou". Mas o partido não foi incluído na coalizão governista. Ainda as organizações russas reuniram número suficiente de assinaturas para um referendo sobre a concessão do russo como segunda língua oficial. No entanto, este referendo fracassou: contra votou a maioria dos cidadãos da Letônia.
Na Lituânia, em 14,10.2012 em primeiro turno das eleições legislativas obtiveram vitória as forças pró-populistas russass - Partido Trabalhista do milionário Viktor Uspaskikh (19,8%), Partido Social Democrata (18,3%) e Ordem e Justiça do ex-presidente Rolandas Parsasa (7,9%) que criarão nova maioria no Parlamento e pressionarão o governo de direita de Andrius Kubilius

O trampolim dos Balcãs

Rússia também vê uma clara possibilidade de expandir sua influência aos Balcâs Ocidentais, especialmente quando UE sofre com a crise econômica e flutuações políticas, e quando as futuras perspectivas de alargamento da UE após a adesão prevista da Croácia em 2013 são, atualmente, incertas. Enquanto isso, permanece a interrogação sobre o alargamento da OTAN nos Balcâs Ocidentais após a inclusão de Montenegro, Macedônia em bloqueio, Servia na oposição, Herzegovina dividida e Kosovo não reconhecida. Ao mesmo tempo América transfere o máximo de atenção a outras regiões do mundo, e seu desinteresse pode enfraquecer a influência da OTAN na Europa.

Em contrapartida, Moscou procura aumentar o seu peso político, especialmente entre os países que não tem perspectivas imediatas de integração com a comunidade ocidental. Para isso ela usa três instrumentos principais: pressão diplomática, conflitos crescentes e dependência econômica.

Kremlin apóia abertamente Sérvia, especialmente na luta contra a independência de Kosovo, bloqueando a participação de Pristina (capital de Kosovo) nas principais instituições internacionais como ONU e OSCE. Servia continua o elemento mais esperançoso de Kremlin nesta região - não por causa de alguma fraternidade eslavo-ortodoxa, mas como resultado de cálculo político frio. Belgrado volta-se constantemente pelo apoio russo: ou pela preservação da integridade da Iugoslávia, criação de uma Grande Sérvia, ou para manutenção do controle sobre Kosovo. Por sua vez, Moscou usa a hostilidade da Sérvia à EUA e OTAN, para mostrar que Rússia continua a ser um fator chave na política continental e solução para os problemas internos europeus. Esta simbiose revelou-se vantajosa para ambas as capitais.

Kremlin vê Sérvia como um guia útil de seus interesses nos Balcãs e nos últimos anos aumentou sua presença ali. Ele quer que Sérvia permaneça fora da OTAN para não permitir a presença americana no país e, ao mesmo tempo fora da UE, para contornar suas rígidas normas legais de transparência dos negócios, que poderiam inibir as atividades sombrias das companhias russas. Em contrapartida Moscou propõe à Sérvia entrar para União Eurasiana - a pedra angular da política de Putin para restaurar a antiga União Soviética. A mídia da Sérvia informa que Rússia planeja a expansão da União Eurasiana até 2020 por conta dos países excluídos da UE. A União Eurasiana, de acordo com o plano, terá quatro centros: em São Petersburgo, Kyiv, Almaty (maior cidade de Cazaquistão) e Belgrado.

Em segundo lugar, no que diz respeito a escalada de conflitos, o reconhecimento internacional e limitado de Kosovo, deu possibilidade à FR criar a imagem de defensor do direito internacional e partidário de multilateralismo da soberania de Estado e integridade territorias. Ao mesmo tempo promove a tese da ameaça fundamentalista com a meta de criar unidades ortodoxas nos Balcãs Ocidentais, sob o patronato russo, para o qual deverão entrar Macedônia, Montenegro, Grécia e até Chipre, onde oligarcas russos relacionados com Kremlin encontraram um porto seguro para suas informais transações financeiras.

Moscou também mantem no centro da atenção a luta pela Bósnia e Herzegovina, apoiando líderes da Unidade Sérvia (República da Sérvia) em sua resistência ao governo central em Sarajevo. À Bósnia Moscou utiliza duas abordagens paralelas: política aberta, a qual reconhece sua integridade de Estado, e política oculta, a qual fortalece a relação com República da Sérvia. O reconhecimento da independência de duas regiões separatistas da Geórgia - Abkházia e Ossétia do Sul, Moscou reserva-se o reconhecimento da República Sérvia na Bósnia como um estado independente. Acredita-se que o governo russo apoia o presidente da República Sérvia Milorad Dodika e incentiva os sérvios manter a opção de independência. Finalizando o problema da divisão, Kremlin quer deixar Bósnia "congelada" ou paralizada, o que pode gerar problemas a longo prazo para Washington e Bruxelas.

Ao fazer oposição à política dos EUA em relação a Kosovo e Bósnia e Herzegovina, o governo russo protela disputas e mantém a incerteza da situação na região. Os russos esperam que a intervenção do Ocidente na reconciliação inter-étnica e criação de estado dissipa ou até acaba com a integração da região a OTAN e UE. Isto serviria como prova de Kremlin de que a OTAN não pode atuar como garantidor da segurança européia e necessita-se de uma nova estrutura continental de segurança, na qual Rússia desempenhará o papel principal. Como resultado, o conflito dá a Moscou meios políticos de pressão para alcançar suas ambições imperiais.

Forca energética

Terceira ferramenta do Kremlin - aumentar a dependência econômica através da utilização de recursos energéticos, empréstimos estatais e investimentos empresariais que permitam interferência política. Os planos para criação de grandes sistemas de transporte de energia entre o Mar Negro-Mar Adriático e Europa Central colocam os Balcãs no centro da estratégia sul-européia da Rússia. Moscou quer monopolizar o fluxo de gás e petróleo, que passará por esta região para Europa Ocidental. Os contatos de fornecimento e incentivos ao investimento fornecem acesso a intervenção na economia do país alvo, bem como as possibilidades de influência significativa sobre a sua política externa. O planejado gasoduto "South Stream" deve, de acordo com os cálculos de especialistas, colocar Sérvia e Bulgária no centro das ambições russas e não permitir a criação de uma rede de energia européia, que poderia conectar a Ásia Central, o sul do Cáucaso e Europa fora do controle russo.

O Gazprom russo detém o controle acionário da empresa petrolífera servia NIS, e Belgrado prontamente aceitará colocar o gasoduto ocidental "South Stream", através do qual Moscou busca eliminar o projeto ocidental "Nabucco". O gasoduto deve estender-se da Sérvia a Hungria, mas Rússia quer incluir a Croácia e Eslovênia. O início da construção está previsto para o final de 2012, com término para 2015, embora o sucesso do projeto esteja nublado com dúvidas sobre rotas, custos e fontes de gás.

A crise grega deu a Moscou mais uma oportunidade para intervir nos Balcãs. Se a Grécia sair da zona do euro e seu nível de vida cair drasticamente, isto será um sinal negativo para todos os candidatos dos Balcãs Ocidentais quanto a adesão à UE e fortalecerá a rejeição à expansão da União Européia. Tais acontecimentos tornariam toda a região mais vulnerável à penetração russa.
Moscou também pode alcançar a criação de uma base naval própria no Mediterrâneo, propondo finanças e investimentos para um caixa pobre da Grécia. Tais acordos, além de arrastar a região à armadilha da Rússia, serão testes decisivos dos EUA e OTAN das garantias de segurança do Sudeste-Leste da Europa.

(1)Janusz Bugajski - Membro sênior do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (EUA).

Tradução: Oksana Kowaltschuk

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

IGREJA EM RISCO NA UCRÂNIA: COMUNISMO PLANEJA PROSCREVER DEUS


Yanukovych colocou em risco a coexistência pacífica de igrejas ukrainianas
Tyzhden (Semana), 08.12.2012
Orecia Smereka

 

Em 06 de dezembro Yanukovych assinou uma lei que vai complicar consideravelmente a vida das comunidades religiosas ukrainianas e tornar-se-á mais um indicador de cerceamento da democracia na Ukraina.
 
A válida lei até 06.12.2012 "Sobre liberdade de consciência e organizações religiosas" realmente necessitava uma profunda introdução às exigências aos atuais padrões. Contudo as aprovadas alterações pelo Conselho, que agora entram em vigor, tornam a legislação ukrainiana sensível área na vida dos cidadãos ainda mais complicada, confusa e ainda mais perigosa. Sobre o que, justamente, os líderes de muitas confissões advertem o governo.
 
As variações propostas pelas estruturas governamentais para revisão da lei depois da assinatura do projeto de lei N° 10221 (sobre alterações à lei da liberdade de consciência) resultará que as falhas citadas abalarão a frágil paz interconfecional na Ukraina e aruinarão completamente a evolução positiva na área de relações Igreja - Estado, substituindo seus princípios de parceria para relações de desconfiança.
 
Foram realizadas pelo menos duas tentativas para desfazer as alterações aceitas na lei "Sobre liberdade de consciência e organizações religiosas". Em 17 de outubro de 2012, em uma reunião ordinária com o presidente da Ukraina os chefes das igrejas e organizações religiosas, que entram para Conselho Ukrainiano de Igrejas e organizações religiosas, particularmente incluindo o Patriarca Filaret da Igreja Ortodoxa do Patriarcado de Kyiv e o Arcebispo Sviatoslav, chefe da Igreja Ukrainiana Grego-Católica apelaram ao presidente para vetar as alterações à Lei da Ukraina "Sobre liberdade de consciência e organizações religiosas". Em 06 de novembro o Partido das Regiões, Partido Comunista, Partido Popular e o grupo "Reformas para o Futuro" decidiram deixar tudo como proposto pelo presidente.
 
Os parlamentares, em geral posicionaram-se à aprovação do projeto de lei com bastante apatia. Apenas o partido da oposição "Pátria" declarou que a ofensiva do atual governo sobre a liberdade religiosa não lhe passará sem impunidade: a "recusa de Yanukovych em vetar esta lei injusta acrescentará a ele além de todos os seus feitos ainda a pecha de perseguidor da fé".
 
Até agora a legislação da Ukraina sobre a liberdade de consciência e das atividades das organizações religiosas avaliava-se por especialistas nacionais e internacionais como a mais democrática no espaço pós-soviético. O relatório deste ano da Comissão dos EUA sobre liberdade religiosa no mundo - USCIRF (Comissão dos Estados Unidos sobre Liberdade Religiosa Internacional) não trata sobre Ukraina. Aparentemente a situação não parece alarmante, mas: "O principal perigo de mudança de Lei da Ukraina "Sobre liberdade de consciência e de organizações religiosas" contidas no projeto de Lei N° 10221 consiste na impossibilidade de tratá-las de modo idêntico. A pressa na aceitação e a falta de análise de mudanças legislativas e sua entrada em vigor fomentará nos funcionários dos órgãos governamentais uma grande tentação de abusos a essas normas, em favor de uma ou outra confissão, ou para suprimir a liberdade de pensamento e liberdade de religião (Sobre a Igreja Ortodoxa do Patriarca de Moscou o texto não diz nada. É evidente que esta mudança ocorre em seu benefício - OK). Relevante aqui é o surgimento de fatores de corrupção", - comentou o diretor executivo do instituto para a Liberdade Religiosa Maksym Vasin.
 
Uma das questões diplomáticas, que de modo algum resolve o projeto de Lei N° 10221, é a questão do registro das organizações religiosas e concessão a elas do status de pessoa jurídica.
 
As alterações propõem a introdução de dois, não coordenados entre si procedimentos jurídicos dispensáveis para aquisição do status de pessoa jurídica, que leva diretamente a complicações e introduz incerteza neste processo. Trata-se do registro da documentação e inscrição estatal (registro no Cadastro Único de pessoas jurídicas). Segundo o principal Administrador de peritagem científica do Conselho Parlamentar "a introdução de "duplo" registro de organizações religiosas pode ser visto como uma restrição de seus direitos e liberdades, o que não coordena-se com a parte três do Artigo 22 da Constituição da Ukraina. Além disso a nova lei "sobre as associações públicas" cassa completamente o controle estatal sobre atividades estatutárias das organizações cidadãs, registra a lei N° 10221.
 
A implantação do duplo registro das organizações religiosas fatalmente fará voltar para os tempos soviéticos, quando havia registro de permissão, tolerância. O que cria condições no nível da legalização de meios de pressão aos representantes das organizações religiosas na Ukraina por parte do governo. Prática análoga opera na Rússia desde 1997. A situação com a interpretação do poder secular e espiritual neste país, a monopolização do espaço religioso da Igreja Ortodoxa Russa no território da Federação Russa não está associada ao último lugar com a legislação antidemocrática. O duplo registro também favorece o clima de suborno entre funcionários responsáveis e morosidade burocrática institucionalizada.
 
Em seu tempo o Conselho das Igrejas Ukrainianas e organizações religiosas propuseram ao Ministério da Justiça, Ministério da Cultura e ao Parlamento implementar o princípio da "janela única" para melhorar o processo de registro das organizações religiosas. Para isto era suficiente incluir modificações à lei ukrainiana "Sobre registro estatal de pessoas jurídicas e pessoas físicas - empresários. A essência da proposta consiste em que os órgãos do governo encarregados atualmente registram os estatutos (regulamentos) das organizações religiosas, independentemente enviam informações sobre eles ao Registro Estatal Único de pessoas jurídicas, o que elimina a necessidade de registro "duplo". No momento, os legisladores ukrainianos revelaram-se surdos à esta proposta.
 
Mais uma questão problemática do projeto de Lei N° 10221 é a preservação aos fiéis da ordem pública na realização de caráter pacífico, que contradiz diretamente ao Artigo 39 da Constituição da Ukraina. Também se introduz a norma de que a concordância da atividade religiosa de estrangeiros realiza o órgão central em matéria de religião, isto é, novamente o Ministério de Cultura da Ukraina, que acrescenta contradições na regulação de atividades normativas na Ukraina para sacerdotes estrangeiros, professores, estudantes, voluntários e outros.
 
O projeto de lei N°10221 prevê também a expansão de órgãos de controle, aos quais acrescentaram a Procuradoria, órgão central, em questões religiosas, ou seja, Departamento de Assuntos Religiosos e de Nacionalidades do Ministério da Cultura, outros ministérios e órgãos locais de execução governamental que é passo sem disfarce aos tempos de controle totalitário soviético sobre as atividades dos fiéis e organizações religiosas. De acordo com o diretor executivo do Instituto de Liberdade Religiosa Maksym Vasin está aumentando a preocupação de que as inovações propostas não estão equilibradas com limites claros de competência de órgãos governamentais e métodos permitidos para realização de controle de funções. Ele também destaca que o paradoxo é que os órgãos do governo sujeitos às relações estado-igrejas e autorizados a prestar serviços administrativos às organizações religiosas, recebem plenos poderes, embora freqüentemente são violadores da lei nesta área. Além disso, o papel do Judiciário, como um possível e independente árbitro não é levado em consideração pela lei.
 
Ukraina já tem uma série de ameaças à sua reputação no mundo. Se a lei de alterações à lei sobre a liberdade de consciência não for cassada, nos EUA e UE aparecerá um novo motivo para constatar mais um indício ponderável de redução de iniciativas democráticas na Ukraina de acordo com os modelos da Rússia e Bielorrússia.
 
Tradução: Oksana Kowaltschuk