quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

NOVAS NOTÍCIAS DO MAIDAN

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 22 e 23.12.2013

Na União Européia consideram que continuar a negociação com atual governo para assinatura do Acordo não há mais sentido. Esta decisão foi tomada na reunião da Cimeira dos presidentes dos países da UE, na sexta-feira, dia 20 de dezembro.
O presidente da Comissão Européia lembrou que mesmo após a decisão do Gabinete Ministerial, Bruxelas continuou a conversação. E, apesar dos representantes do governo ukrainiano assegurarem na continuação do curso de integração, o governo ukrainiano não observava os sinais claros de compromisso para assinatura.

Presidente da Lituânia Dalia Gribauskaite: "O atual governo ukrainiano perdeu a confiança da UE, no entanto Europa continua aberta para os ukrainianos, mas são eles que devem determinar o seu futuro.

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Ativista do "Controle de Tráfego": Atiraram em mim direto no coração".  Os que atiraram em Volodymyr Maralov tinham armas e eram profissionais. Eles também queimaram o carro de Volodymyr. Por sorte ele sobreviveu.


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Em Odessa também queimaram o carro que durante o mês todo levava pessoas para Euromaidan.


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As pessoas que fizeram manifestação em favor do governo vieram cobrar o pagamento prometido. Alguns tentam atrapalhar a filmagem e dizem que foram enganados pelos intermediários.
Mas, veja como eles deixaram o parque Mariinskyi, onde ficaram:


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O Embaixador dos EUA na Ukraina Jeffrey Payyett cumprimentou Ukraina com o Ano Novo. Ele disse que 2014 não deve tornar-se o "ano de pausa" - ele deve tornar-se o ano de ir em frente, ano de difícil escolha, para finalmente determinar o curso para estabilidade econômica de longo prazo. E acrescentou: "Ukraina não poderá lidar com isso, se o governo não ocupar-se com os problemas econômicos estruturais, que criaram a atual crise econômica. Não há alternativa estável para um novo Acordo com FMI mas, se as reformas adequadas forem realizadas, EUA decisivamente apoiarão tal acordo". Também ele declarou que sobre o acordo com Rússia há muitos segredos, especialmente quais serão as consequências para economia e segurança da Ukraina. "Convoco o governo da Ukraina para transparência e responsabilidade pelos acordos que ele assina em nome do povo ukrainiano. As pessoas exigem maior integração com Europa, e o presidente repetidamente declarou que levaria Ukraina pelo curso europeu. Isto não deve contradizer às relações comerciais com a Rússia. Isto não é um jogo de "quem vencerá quem". O novo ano deve ser direcionado para alcançar um futuro melhor... e é isto que eu espero ver na Ukraina em 2014", - acrescentou Payyett.

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"O acordo com Rússia pode ajudar Ukraina a evitar a inadimplência, mas não vai resolver os principais problemas econômicos do Estado", -  segundo F.W. Steinmeier, ministro das Relações do Exterior alemão declarou após reunião com o chefe do Ministério das Relações Exteriores da Polônia R. Sikorski.
"O fato de que Ukraina não assinou o Acordo de Associação com a UE é prova de que ela se fecha diante das reformas necessárias para melhorar a situação no país. O proposição dos russos conduzirá Ukraina a uma maior dependência dos russos o que poderia ter sido evitado com o Acordo com UE, concluiu Steinmeier.

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A Rússia exigirá o pagamento da dívida, no caso de uma reversão à UE. Esta foi declaração de Ihor Shuvalov primeiro vice-primeiro-ministro russo: "Este empréstimo foi concedido de modo que sempre teremos a possibilidade de exigir reembolso do governo ukrainiano e, com procedimentos legais mais rigorosos", disse ele.

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A Assembléia Popular no Euromaidan em Kyiv aprovou a resolução para criação da Organização Nacional Geral "MAIDAN". Os co-presidentes do "MAIDAN" serão: Serhii Kvit, Ruslana Lyzhechko, Vitali Klychko, Yurii Lutsenko, Yulia Tymoshenko (continua presa), Arsenii Yatseniuk e Oleh Tiahnebok.

O Conselho iniciou com 38 nomes, mas está aberto para novas inscrições. Nossos objetivos: "Ao Maidan deve entrar a maioria dos ukrainianos. Então, construiremos a nova Ukraina e o novo governo da Ukraina", - disse Turchenov.
Nós estávamos, estamos e estaremos prontos para uma longa luta, portanto Maidan continuará e lutará  até que Yanukovych ouça a voz de milhões. Maidan - é um centro permanente de resistência... E isto é nossa livre Ukraina, território não subordinado a Yanukovych".

Toda Ukraina deve tornar-se um único Maidan, que purificará nosso país do Yanukovych. Com esta meta e meta de coordenar nossas seguidas atividades, seu aprofundamento e expansão nós, participantes desta Câmara do Povo, decidimos fundar uma União Nacional "Maidan", ao qual podem aderir partidos políticos, organizações públicas e cidadãos comuns. O Conselho do Maidan deve desenvolver um amplo trabalho de mobilização na organização da oposição ao regime vigente, em todas as regiões da Ukraina e coordenar o movimento de protesto em todo território ukrainiano", - explicou Turchenov.

Dirigindo-se ao povo, Yatseniuk destacou: necessidade da restauração do equilíbrio político na Ukraina, nova Constituição, mudanças no sistema judiciário, no Ministério Público e na Milícia.

Para Lutsenko o Maidan deve estar ativo até que o regime Yanukovych seja derrubado. E, para esta organização não partidária devem entrar milhões de ukrainianos, aberta a todos os ukrainianos. Ele espera que na primavera os trabalhos de apoio se concentrarão em todo território central, no verão chegarão a Criméia.


Tradução: Oksana Kowaltschuk


sábado, 21 de dezembro de 2013

CANÇÕES UCRANIANAS COM VOTOS DE FELIZ NATAL A TODOS OS NOSSOS LEITORES



Колядка "БОГ ПРЕДВІЧНИЙ НАРОДИВСЯ" Анжеліна  

[Canções de Natal "nasce Eterno Deus" Angelina]



Колядка"Бог ся рождає" студія Ліра

[Canções de Natal "Deus seja louvado" Lyre Estúdio

Колядка"Во Вифлиємі нині новина" Оксана Лісовська

 [Canções de Natal "notícias de hoje em Belém" Oksana Lisovska ]

ÚLTIMAS NOTÍCIAS UCRANIANAS

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 20.12.2013

Alemanha e Polônia estão prontas para ajudar Ukraina na modernização da economia. 
Isto foi declarado pelos dirigentes dos Ministérios do Exterior dos dois países, Frank-Walter Steinmeier e Radoslaw Sikorski, no dia 19 de dezembro. "A proposição da UE quanto a assinatura do Acordo também propõe a ajuda para modernizar Ukraina". Mas, Kyiv deve decidir por conta própria. Anteriormente a Mídia já anunciava que o Ocidente estava disposto a auxiliar Ukraina com não menos de 20 bilhões de euros, desde que fosse assinado o Acordo de Associação.

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O presidente do Ministério do Exterior Frank-Walter Steinmeier recusou-se da mediação na resolução do conflito na Ukraina, mas a proposição para Associação continua.
Steinmeier advertiu Viktor Yanukovych, que não deve desistir de reformas urgentes. Caso contrário, disse ele, Kyiv não perderá sua dependência em relação a Rússia.

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Ukraina espera 28 milhões de euros da UE para gestão dos processos de migração. O gabinete Ministerial no âmbito de expansão e cooperação com UE, em 18.12.2013 aprovou um projeto com UE sobre o financiamento do programa "Apoio a Ukraina na gestão de migração e asilo". O custo total do programa está estimado em 28 milhões de euros, e será totalmente financiado pela UE. Os especialistas justificam que a necessidade deste programa de migração não é apenas devido exigências da UE quanto a liberalização de vistos, mas também melhoria na legislação ukrainiana de imigração de acordo com as normas da UE e realização de trabalhos com 211 mil migrantes ilegais que vivem na Ukraina.

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O Primaz da Igreja Ortodoxa da Ukraina Filaret pediu ao Senhor "sabedoria ao Presidente da Ukraina", para que governasse o país servindo ao povo não a um punhado de pessoas no poder. E aos juízes pediu para decidir com consciência. 
Isto aconteceu hoje, 20 de dezembro, na Colina da São Volodymyr de Kyiv quando realizada a Ação de Graças para marcar a conclusão do ano de 2013. Yanukovych esteve presente.

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O Tribunal de Tcherkassy proibiu ao deputado local (vereador) Maxim Bulatetskyi ausentar-se da cidade, apenas porque ele hasteou a bandeira da UE no mastro em frente à Câmara Municipal, resistindo a um policial no desempenho de suas funções. O deputado tem negócios comerciais em outras regiões, mas não pode ausentar-se da cidade.

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A oposição adverte sobre possíveis provocações contra os manifestantes no sábado, dia 21 de dezembro. A direção, a partir de fontes confiáveis, tomou conhecimento que estão sendo preparadas provocações em grande escala. "Algumas centenas de "Titushok" podem atacar as instalações junto a prefeitura e provocar brigas que serão noticiadas à Mídia como conflito entre os manifestantes.
A oposição sabe que essas atividades são organizadas pelas autoridades e, por isso o governo é o único responsável pelas consequências dessa provocação, salientou a oposição.

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Euromaidanivtsi na frente da comitiva: "Não aos congestionamentos de Yanukovych (Nas ruas ou estradas o movimento de veículos é proibido bem antes do cortejo presidencial, o que causa muitas queixas dos cidadãos. Daí esta manifestação - OK). A manifestação ocorreu na estrada pela qual Yanukovych viaja desde o seu palácio no Myzhyhiria a Kyiv.

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Os advogados também se manifestaram pelos seus direitos e apoiaram Euromaidan.
"O sistema de poder, que agora é desenvolvido na Ukraina não permite que os advogados possam proteger os direitos de seus clientes", - disse Dmytro Nazartsia, organizador da manifestação. O advogado Viktor Smalia foi preso quando conduzia a questão de Andrii Dzyndzi.
Os advogados enfatizaram, que em vista da forma como nos últimos tempos se oprimem e menosprezam os seus direitos, pode-se constatar que o sistema jurídico ukrainiano caiu no esquecimento.

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"Melhorias" - em Dnipropetrovsk os bondes elétricos não circulam devido ao não pagamento de salários atrasados já por mais de dois meses. 155 veículos não puderam sair das garagens. São aproximadamente 2.400 pessoas.

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Todos os deputados da oposição celebrarão o Ano Novo com suas famílias na Praça da Independência comunicou o deputado Serhii Averchenko, e também pediu a todos os residentes da capital para se juntarem às celebrações do Ano Novo. Já estão convidados vários artistas para um belo concerto, e haverá pinheirinho.

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A oposição conclama Euromaidan para que se faça lembrar por Yanukovych. Os líderes dos três partidos da oposição anunciaram sobre a realização no domingo, 22 de abril, de uma Reunião Popular no Maidan da Independência e exortam as pessoas a unir-se. "A Nação inteira viu a cínica entrevista do presidente Yanukovych. Todo país também viu o relatório cínico do Procurador-geral Viktor Pshonka", - indica o apelo. "E toda população chegou à conclusão que ela vive em outro país - lá, onde não existem problemas e congestionamentos, onde ninguém tem uma opinião própria, e a brutal repressão de manifestantes pacíficos com cassetetes e prisões - é apenas  - um ligeiro abuso de autoridade" e "neutralização de um punhado de provocadores" - disse o comunicado. De acordo com os líderes da oposição, "Precisamos lembrar a Yanukovych que nós - existimos! Nós, somos pessoas que desejamos mudanças, que nós nos sentimos cidadãos, e não escravos, queremos viver, não apenas existir". 
"Nós nos reuniremos no Maidan da Independência e mostraremos que somos muitos e ignorar-nos não vale!", - convocaram Yatseniuk, Tiahnebok e Klychko.

Resumo e tradução: Oksana Kowaltschuk

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

EUROMAIDAN SOBREVIVEU POR TRÊS SEMANAS

18 de dezembro. Euromaidan sobreviveu por três semanas.

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 18.12.2013

Yuri Lutsenko do Euromaidan:

Crise - vem da palavra grega decidir. Yanukovych tomou sua decisão. Sua Ukraina volta ao estado de Pequena Rússia (Como já foi considerada e chamada pela Rússia - OK). Assim tornam-se extemporâneas as tentativas para criação de um governo técnico para assinatura do Acordo com UE e recebimento de créditos do FMI. Injustificadas tornam-se as esperanças para saída da crise política através da mudança do sistema de governo. Uma revolta dos oligarcas foi abafada com gás barato. A maioria parlamentar habitualmente rouba o orçamento. Em tais circunstâncias, o governador-geral vai, autocraticamente, governar o país de seu palácio "Myzhyhiria", não considerando o total não reconhecimento de suas ações pelos aborígenes. Quaisquer mudanças de ministros ou funcionários rasos realizar-se-ão apenas para pilhagem da Ukraina agora já por dois clãs aliados - do Myzhyhiria e do Kremlin. O adestramento social da nação, assustada e pobre, continuará. Cancelamento de tal ordem é questão da sobrevivência nacional. Obviamente, para isso é necessário intensificar a capacidade de revolta pacífica dos cidadãos. Como? Esta é a principal pergunta no Maidan. Minha resposta - expandir a criação de Maidan em toda Ukraina. Necessário criar a Frente Popular da Ukraina. Se uma tal cívica extra-partidária unir dezenas de milhões insatisfeitos com a máfia dominante, e apoiantes da integração européia, isto permitirá coordenar o movimento de oposição ao regime, protegerá os ativistas comuns de repressões, influenciará na estratégia de oposição política até a apresentar-se um comando único de oposição para vitória nas eleições.

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Apelo do Euromaidan

Amigos! precisamos de sua ajuda. Faltam-nos apenas três assinaturas para o estatuto do afastamento do governo!!!  Estamos conversando com todos, que ainda pode-se conversar. Unam-se a nós! Urgentemente liguem a seus deputados-majoritários, escrevam e-mails, enviem-lhes telegramas com exigências de afastamento do governo, escrevam-lhes no Facebok. Pressionemos juntos!

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Começaram explicar alguns detalhes do acordo com a Rússia. Verificou-se, por exemplo, que o preço do gás para Ukraina será revisto cada trimestre.

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Coordenadores da resistência declararam que há dificuldades com a entrega de produtos alimentícios aos manifestantes do Maidan, e a retirada do lixo. Os carros com os produtos não entram sem a interferência dos deputados. E, se o problema do lixo não for resolvido, os manifestantes o depositarão sob a administração Pechersk, administração presidencial e sob as paredes do Parlamento.  

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

VOLUNTÁRIOS NO MAIDAN

Em condições extremas - pessoas famosas tornam-se voluntárias no Maidan

Ukrainska Pravda Vida (Semana Ukrainiana Vida), 15.12.2013

Kyiv revolucionário tornou-se o foco da ajuda e apoio mútuo. Diariamente, para as necessidades dos "maidanivtsi" chegam dezenas de milhares de "hryvnias" (UAH) para os caixas organizados, gestores de topo recolhem a neve, artistas estão na proteção da saúde, empresários constroem barricadas.

Dmytro Shemkiv - diretor da Microsoft na Ukraina. Inicialmente eu vinha ao Maidan em horário livre do trabalho. Depois do que vi no dia 11 de dezembro resolvi ajudar mais. Tenho obrigações éticas e jurídicas perante a Microsoft. Então pedi licença e venho ao Maidan como cidadão.

Dmytro Shemkiv

O importante que aqui não há hierarquia social. Comigo recolhem a neve um padre, um militar e algumas moças. Também servimos chá aos policiais e carregamos os seus telefones pois são pessoas como nós e também precisam avisar suas mães que tudo está bem. Sair de seus postos não podem.

Alex Zolotarev - escultor. Por vários dias eu recolho a neve para barricadas. Gostaria de ficar a noite mas tenho problemas com a perna. Eu sou a gota no oceano que mudará nosso país. Aqui eu sinto a união da sociedade. Criação de uma nação. É visto: surge uma sociedade séria. 
Recentemente estive em Viena. O próprio guia da excursão falou como os políticos são corruptos.

Alex Solotarev

Os políticos sempre são estranhos, mas eles devem desempenhar o seu papel. Nós os escolhemos para trabalhar e lhes pagamos com nossos impostos. Eles devem nos prestar contas. Eu não estou satisfeito com o ministro Tabachnyk. Ele não é profissional. Eu sou contra tal Ministério de Educação que denigre a História e a educação na Ukraina.

Atualmente as autoridades fazem tudo contra o povo, quando devia ser o contrário. É claro que não podemos protestar constantemente. Kyiv está com a vida complicada. É um sacrifício temporário. Precisamos fazer com que as autoridades compreendam que devem realizar o que a comunidade precisa. Caso contrário, para que servem? 

Oleksii Shemetiuk - arquiteto. Eu decidi ficar nas barricadas, se existem ataques ou provocações. Se está tudo calmo, eu reparo essas barricadas ou limpo Maidan.

Oleksii Shemetiuk

Quando na noite de quarta-feira começaram assaltar Maidan, eu me senti muito necessário. Interessante como foram claras e deliberadas as ações das pessoas - como um só corpo coerente. Foi exemplo de uma poderosa sinergia do trabalho social. Sinergia é fenômeno de auto-organização. Eu considero que é isto que acontece no Maidan.
O nível de consciência da nação subiu o necessário para que ela possa ignorar a necessidade de um líder e pode reunir-se por uma idéia - social, cultural e econômica, sem necessidade de liderança. Eu comecei a ter mais respeito por nossa nação e percebi que temos um futuro, apesar de longos anos de opressão. Chegou o nosso renascimento.

Masha Drahyna - poetisa, cenarista. Nos primeiros dias eu simplesmente vinha e minha presença era suficiente. Depois entendi que queria fazer algo.
Eu reparei que nas distantes barricadas as pessoas não recebiam chá quente, principalmente depois da meia noite quando há menos voluntários. Eu e um amigo compramos garrafas térmicas e distribuímos café e chá. Quando estas pessoas, um dia me disseram - "anjo, nós esperamos muito por você". E queriam beijar minhas mãos, eu entendi que não posso deixá-los. Nós lhes preparamos sopas quentes, compramos luvas e meias quentes.
Aqui alguns ajudam recolher dinheiro, outros ajudam aos aprisionados e alguns postam as novidades, outros cozinham, mas muitas necessidades costumeiras não são conhecidas. Então eu pergunto o que necessitam. Uns pedem água, alguém café ou chá, e alguém até arame farpado...

Masha Drahyna

Aqui não é necessário muito estudo nem experiência profissional quando se trata de ajudar. Aqui as pessoas fazem o que é necessário, e esta necessidade despertou em muitos. E todos se sentem bem.

Gennady Korniev - gerente de produtos multimídia, produtos e serviços, textos e entretenimento intelectual em Kyivstar GSM.
Eu trabalho no Maidan após meia-noite. Verificamos os suspeitos: as bolsas das pessoas com máscaras, não permitimos bêbados e agressivos, queremos aproveitar um detector de metais.

Gennady Korniev

Para mim não é a primeira experiência. Em 2004 eu ajudava ativamente na Revolução Laranja. O atrativo deste Maidan é que em 2004 havia líderes, hierarquia e administração central. Agora é tudo organizado pela própria comunidade. Mesmo excluindo as pessoas que agora ocupam-se com a administração do processo, sempre continuará o sistema efetivo. E este é um excelente indício porque ocorre a formação da sociedade.

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Como Popov entregou Kliuiev

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 15.12.2013

Novos documentos disponíveis neste jornal sobre a investigação da dispersão sangrenta no Euromaidan em 30 de novembro - protocolos de interrogatório do primeiro secretário do Conselho de Segurança Volodymyr Sivkovych e presidente da Administração Estatal de Kyiv Valery Koriak.
Os testemunhos de Sivkovych contrariam os de Popov no interrogatório que confirmou, que ainda na manhã do dia 29 lhe telefonou o Secretário do Conselho de Segurança Andrii Kliuiev e exigiu armar o pinheirinho no dia 30, e para repressão de manifestantes a polícia dará "ajuda". À tarde Kliuiev telefonou novamente, para saber se o espancamento estava pronto no Maidan e avisou que o comando para entrada do equipamento dará Sivkovych.

Durante o confronto Popov confirmou que guiou-se pelas instruções de Sivkovych, segundo lhe instruiu Kliuiev. O chefe da polícia de Kyiv V. Koriak acrescentou que devia ouvir o comando de Sivkovych que seguia as ordens do Ministro dos Assuntos do Interior Zakharchenko.
Conclusão: as ordens partiram do Secretário do Conselho de Segurança  Andrii Kliuiev e do Ministro dos Assuntos do Interior Zakharchenko. Sivkovych, Popov e Koriak apenas as executaram ( diga-se com muito agrado - OK) e, "talvez", venham a ser punidos, enquanto os mandantes, que são os principais culpados, não!


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Hoje, 15 de dezembro também houve grande manifestação em Kyiv. A próxima será no dia 17, dia em que Yanukovych vai pedir a bênção a Putin.

Em cinco distritos eleitorais da Ukraina houve eleições ao Parlamento. Nestes distritos houve muitos problemas na eleição do ano passado devido a práticas abusivas dos governistas e muito forte reação dos oposicionistas. Então houve novas eleições. Amanhã saberemos o resultado.

Veja os participantes do Maidan cantando o Hino Nacional e iluminando a praça com   lanternas.  



"Nós deram 200 UAH mas o meu coração é pelo Maidan", diz a participante. Veja o vídeo da manifestação pró governo. 



Tradução: Oksana Kowaltschuk


domingo, 15 de dezembro de 2013

MOSCOU QUER DIVIDIR A UCRÂNIA

Ex-assessor de Putin explicou a tática para dividir Ukraina 
Rádio Svoboda (Liberdade)

O governo russo desencadeou uma guerra sem precedentes sobre Kyiv segundo cenário "georgiano", escreve no "Eco Moscou" o ex-assessor de Putin Andrei Illarionov.

Segundo ele, no verão de 2013, foi lançada contra a Ukraina uma guerra em grande escala, de novo tipo - alfandegária, sanitária, de gás, de propaganda.

Como resultado o Acordo de Associação foi interrompido. No Leste e Sul da Ukraina começou o esfriamento pela eurointegração. (Lembro: estas regiões encontravam-se sob o domínio russo desde 1654. Putin considera que Rússia tem direito sobre elas - OK).

Illarionov argumenta que estas regiões são percebidas pelo Kremlin como possível trampolim para realização do cenário Abkhazia-Ossétia. Assim que ele delineou-se, imediatamente foi lançada a tese sobre a "cisão" e até "cisão tetônica" na Ukraina, - explica o ex-assessor de Putin.

Segundo suas palavras "então foram lançadas novas forças promocionais na batalha de propaganda, e em Moscou começou apressadamente a formação de choques ofensivos compostos de guerras de informação do novo século - monstro de propaganda agressiva da "Rússia atual".

Illarionov adverte, que Rússia pode recorrer aos mesmos passos que recorreu na Geórgia. Entre outros ele cita a criação de "trampolins" anti-europeus, sua introdução a confrontações com o restante do país e aproveitamento dessas "contradições" para desestabilização da situação.

Tradução: Oksana Kowaltschuk



APOIO ESTRANGEIRO

Ministros dos Negócios Estrangeiros da Lituânia Linas Linkyavichus

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 14.12.2013
Mustafa Naem, Serhii Leshchenko


Ocidente decidiu tornar-se um escudo vivo para Euromaidan. 
Para Kyiv vem funcionários e políticos europeus e dos EUA. Linkyavichus pretende ficar em Kyiv pelo menos até o final da grande manifestação deste domingo. Também virá o ex-candidato à Presidência dos EUA John McCain.
Linkyavichus e Payyett (embaixador EUA na Ukraina) falaram com a Verdade Ukrainiana sobre a tentativa de esmagar Euromaidan. Eventos considerados sem precedentes na história da diplomacia moderna: por que o governo usou força contra a nação apesar da presença de líderes ocidentais e graças à divulgação pelos canais de informação.

 Linkyavichus encontra-se em Kyiv: "Nós sentimos que é necessário estarmos aqui. Apesar de que nossa presença pouco influi, como mostraram os acontecimentos do dia 10 de dezembro" -  (quando com a presença do comissário da UE Catherine Ashton e vice-secretária do governo dos EUA Victoria Nuland  autoridades tentaram dispersar Euromaidan.

Ministro Linkyavichus, respondendo a perguntas: Vimos tudo ao vivo sobre as tentativas da dispersão do Maidan. Os europeus, inclusive eu, também tentei contactar o Ministro das Relações Exteriores Kozhara, mas não consegui. Falei com ele agora, mas não quero transferir a totalidade de nossa conversa. Eu não posso intrometer-me no debate interno de seu país. Mas, sempre falamos que devemos ouvir as pessoas. 
O que aconteceu no Euromaidan, não se esquecerá, não passará como uma gripe. Algumas informações sempre permanecerão na sociedade. Portanto, ainda não é tarde para assinar o Acordo de Associação. Eu serei claro, às vezes ouvimos sinais contraditórios, por exemplo, o governo anuncia uma pausa na assinatura do Acordo mas no Parlamento continuam os trabalhos sobre esta questão. 
Mas, a maior inverdade, é que a Ukraina é necessário compensar os danos causados por este acordo. No acordo não há nenhum dano. E, não vamos argumentar que a perda surgiu "por causa da assinatura do Acordo de Associação". Se os danos surgem pela ação de outro país (Rússia), então vamos falar que aí está o motivo e não por causa da escolha do caminho europeu. Onde está a lógica? 
 - Eu acredito que Ukraina não irá para União Aduaneira, mas a decisão não é minha, e nós vamos respeitar a decisão ukrainiana. Pessoalmente acho que Ukraina pertence a Europa, e não apenas geograficamente, mas também por outros parâmetros. Eu gostaria que Ukraina pertencesse à Europa em todos os sentidos da palavra. Mas, eu querer não resolve.
O fato de Yanukovych dizer que agora não se deve assinar o Acordo é preocupante. O Acordo é de interesse da Ukraina para sua modernização. Claro, se desejamos ficar estagnados - também é escolha.
Agora os mercados estão virando as costas para Ukraina, cai a confiança não somente das pessoas, também da UE. Mas, pense - alguém faz algo e UE deve pagar por isso? Onde está a lógica? Na Lituânia também passamos por isso. Passamos pelo bloqueio da Rússia, ruas vazias...
O tema sanções para Ukraina surgiu devido aos últimos acontecimentos. A questão da Yulia Tymoshenko é importante, mas não é prioritário. Ela mesma pediu para assinar o Acordo sem considerar a situação dela.

Embaixador dos EUA Jeffrey Payyett: - "Ficamos emocionados com o comedimento e constância da oposição".
Agora ele trabalha para que o governo e a oposição entrem em negociações em vez do confronto.
Ficamos decepcionados com a falta de sinal positivo após a mesa redonda do governo e oposição. Nossa tarefa, agora - estabelecer canais adequados de comunicação entre os líderes políticos do Maidan por um lado e governo por outro.
O dever do presidente Yanukovych  e governo - renovar a confiança. Nós consideramos, que hoje - é obrigação do governo manifestar uma iniciativa séria e demonstrar que a voz da maioria dos cidadãos da Ukraina o governo ouve.
A subsecretária dos EUA, senhora Victória Nuland encontrou-se com o presidente Yanukovych, com os oposicionistas, com Rinat Akhmetov, e outros oligarcas, com a sociedade civil, com o Patriarca Filaret, com empresários, com Viktor Pinchuk e Serhii Tihipko. E, o que me surpreende - há um amplo consenso público quanto ao futuro europeu da Ukraina. A única pergunta é - como as forças políticas incorporarão isto em suas ações e decisões.
 A prioridade dos próximos dias - continuar o processo pacificamente.
 Quem assistiu as ações do dia 11 pela manhã ficou comovido com o comedimento e constância da oposição e isto confirma sua perfeita autoridade moral neste processo.
Nós conclamamos, nas próximas 48 horas, que serão críticas para história do Euromaidan, para que ambos os lados se abstenham de violência. O confronto dos dias anteriores entre manifestantes e forças governamentais não deve repetir-se.

Segundo informações da Ukrainska Pravda, a senhora Nuland tentou influenciar Akhmetov, para que ele, com ajuda de deputados controlados por ele, contribua para solução da crise. Também tratou sobre isto com Viktor Pinchuk que controla três deputados e três canais de TV.
Em seu discurso nesta sexta, em Washington DC, na conferência US - Ukraine Foundation, Nuland relatou sua complicada, mas realista conversa com o presidente Yanukovych. Mas acrescentou que na alta direção do governo ukrainiano e comunidade empresarial tem pessoas que ativamente influenciam Yanukovych, para que ele, finalmente, escolha o caminho certo.
No entanto, nos EUA já muitas vozes propõem medidas mais duras para influenciar o governo da Ukraina. No Senado  dos EUA já há um projeto de resolução que diz: Se houver repetida aplicação de força do governo contra a manifestação pacífica, o Presidente dos EUA e o congresso devem considerar a introdução de sanções pessoais, incluindo restrições de vistos e congelamento de ativos contra os responsáveis. Um dos autores do documento é o senador Chris Murphy, que no próximo final de semana, com John McCain também virá a Kyiv para com sua presença conter o governo ukrainiano da dispersão do Maidan.

Tradução e resumo: Oksana Kowaltschuk
 

sábado, 14 de dezembro de 2013

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Por Yanukovych já tocam os sinos

Ukrainskyi Tyzhden, Semana Ukrainiana), 13.12.2013
The Economist

Considerando a crise financeira iminente na Ukraina, a posição de Yanukovych não é muito mais forte que no Comitê Estatal de Emergência em 1991, que perdeu a legitimidade e autoridade dentro de três dias. Sobre isto escreve The Economist.

Estar a uma temperatura de - 13°C, preparados para o fato de que podem ser espancados, as pessoas no Maidan protegiam algo muito mais caro, que o Acordo de Associação com UE, que foi a primeira causa do protesto. Eles estavam no caminho de um estado policial, protegendo os valores fundamentais europeus e rejeitando a ordem pós-soviética, colocados pela Rússia. Seja qual for a vantagem das especialmente preparadas forças governamentais, os protestantes possuíam superioridade moral. Eles estavam do lado certo da história, opondo-se contra governo autoritário do presidente Viktor Yanukovych", - escreve The Economist.

A milícia recuava ao amanhecer. "Quando alguns protestantes do Maidan dormiram em suas barracas, novos assistentes distribuíam chá quente e sanduíches, reconstruíam barricadas  e retiravam a neve da rua", escreve a publicação. Mas, apesar da sensação de triunfo moral, a manhã não trouxe explicações quanto aos motivos da ação de Yanukovych.

Segundo o jornal, à primeira vista a decisão de Yanukovych desafia o senso comum. Começar o ataque quando dois diplomatas importantes (Ketrin Ashton e Victória Nuland)
virão a Kyiv parecia provocação deliberada.

"Yanukovych e Putin devem encontrar-se em Moscou na próxima semana, para assinar uma série de acordos que incluem o gás mais barato para Ukraina, e segundo notícias, permitirão às empresas da "Família" Yanukovych entrar em mais um esquema não transparente de gás. Yanukovych tem medo de entristecer Putin, o qual, provavelmente, tornou esta questão dependente da capacidade de Yanukovych  em limpar as ruas dos protestantes", - escreve The Economist.

Segundo o jornal, a mal sucedida dispersão causou mais um golpe em cada vez menor legitimidade de Yanukovych. "Suas ordens sabotaram. Os oligarcas que controlam a maioria dos canais da TV ignoraram suas ordens. Contando com a crise financeira que avança sobre Ukraina, a posição de Yanukovych não é mais forte que dos conspiradores comunistas (Comitê Estatal de Emergência) durante a reviravolta na União Soviética em 1991, os quais perderam a legitimidade e o poder em 3 dias, incitando à violência, que o país rejeitou", - diz a publicação.

De acordo com a publicação, o único problema que permite a Yanukovych permanecer no poder, - é a ausência de um lider forte da oposição. "Nenhum das três principais opções, incluindo Vitali Klychko, ex-campeão de boxe peso pesado, realmente pode negociar em nome dos manifestantes.

Enquanto os protestos continuam sem saída clara, Yanukovych pode ganhar tempo e trazer o exército de pagos simpatizantes (Já está pagando segundo notícias dos jornais ukrainianos - OK). Mas, já está entendido: "Por Yanukovych já tocam os sinos", - concluiu a edição The Economist.

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Vitali Klychko durante a mesa redonda a Yanukovych: "Nós sabemos hoje, que cenários de uso da força estão sendo considerados. Eles terão consequências desastrosas para o país e também podem ter consequências terríveis para o senhor, pessoalmente," disse Klychko dirigindo-se ao presidente da Ukraina V. Yanukovych durante a mesa redonda "Uniremos Ukraina".
"O senhor é pessoalmente responsável por todas as atividades e processos que acontecem e acontecerão em nosso país", - concluiu.

Yatseniuk: "O cenário que foi escrito, não foi escrito na Ukraina", e acrescentou que seus autores não querem ver Ukraina como estado independente e soberano, e realizam suas ambições arrastando Ukraina para uma guerra civil. 

A oposição exige: punir os responsáveis pelo espancamento das pessoas . Yanukovych propôs diálogo mas, como sempre, não apresentou nenhuma ação concreta por parte do governo. Prometeu anistiar os aprisionados (Anistia para quem não cometeu nenhum crime e ainda foi barbarizado? Que tal pedir perdão?- OK). E não cansa de repetir que houve provocadores dos dois lados.
A oposição não acredita nas promessas do presidente quanto ao não uso da força contra os manifestantes. Se não houve punição dos culpados nos espancamentos, então não há certeza que amanhã não usarão novamente os cassetetes. 

Não houve nenhuma decisão concreta na mesa redonda de hoje.

Tiahnebok comentou: "Nada novo nós ouvimos e achei que nos trataram com visível superioridade.

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O governo obriga funcionários de Kyiv - professores, educadores de jardins de infância, médicos, etc. tomar parte no "antimaidan", convocado pelo Partido das Regiões, governista. Os avisos vem com ameaça de perda do emprego para os desobedientes. Kyiv não apoia o governo. As pessoas estão revoltadas, elas participam do Maidan com oposicionistas. A oposição conclama para não temer, não poderão dispensar todos.

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Outro dia um maquinista do metrô informou às pessoas em que estação era mais conveniente descer porque duas não estavam funcionando, e convocou-os para ajudar as pessoas cercadas pelo Berkut. Por enquanto apenas foi chamado para uma "conversa educativa".

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Após a mesa redonda Yanukovych fugiu dos jornalistas. "O senhor é o presidente, ninguém vai lhe bater", gritou um deles.

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O Comitê do Conselho de Segurança decidiu aumentar o financiamento do bloco "da força" em mais de 240 milhões de UAH. O assunto que envolvia 12 questões não levou mais de 15 minutos.
Durante o Euromaidan para financiamento da segurança aumentaram duas dezenas de milhões. Mais 219 milhões darão para prêmios e pagamentos de salários de juízes.

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Ex-presidente Kuchma: "Ukraina falida. O governo planejou crescimento do PIB em 3,5% mas recebeu um declínio de 1,5¨. Menos 5%. Onde obter este número. Andamos pelo mundo todo e pedimos dinheiro". Ao pedido do jornalista para comentar a situação na Ukraina, respondeu: "Se eu disser a verdade, terei que deixar o país".

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Um grupo de manifestantes pró-governo queixou-se aos oposicionistas que não conseguiram recusar-se da participação nas manifestações pró governo. "Nós somos de Vinnytsia, recebemos 300 UAH para vir. Se não concordarmos perderemos o emprego. Não queremos voltar para o lado deles. Digam, o que fazer?

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A justiça soltou 8 dos 9 massacrados na Bankova, pelos métodos do pós-comunismo.

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Lutsenko: "O governo quer aprisionar os líderes e prepara-se para estado de emergência. Para isso, o governo e seus fantoches do Kremlin precisam de sangue". 
"Advertimos Yanukovych: se este cenário for implementado, imediatamente solicitamos o Tribunal de Haia. Se Yanushesku (aqui ele faz referência ao ex-ditador romeno Ceausescu, cujo nome, em ukrainiano é parecido com o nome Yanukovych. Apenas aglutinou parte dos dois sobrenomes - OK) tentar jogar o exército contra a nação, o caso vai a Haia", - garantiu Lutsenko. 
"Este Maidan não é pelos políticos ou heróis. Ele está aí pelo seu futuro. Yanukovych: se você aprisionar os atuais líderes, haverá novos líderes e o Maidan será ainda maior", - disse o político. 

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Para este final da semana preparam-se grandes manifestações dos dois lados. Deus queira que os governistas não ataquem os oposicionistas.

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Maidan não é somente organização e luta. Ao Maidan também vem cantores ou mesmo grupos para cantar e alegrar o povo.


Resumo e tradução: Oksana Kowaltschuk

FORÇAS DE SEGURANÇA INVADEM KYIV

PREVE-SE AGRAVAMENTO NOS CONFLITOS EM KYIV
 
Há fortes indícios de que a crise política na Ucrânia poderá se agravar a qualquer momento. O presidente Yanukovych está trazendo milícias do interior do país para a capital Kyiv onde o movimento popular está muito forte. Pelo vídeo as milícias foram identificadas e estão ocupando todos os hotéis e até sanatórios infantis da Capital. Portanto, se prevê o recrudescimento dos ataques do governo contra o povo que poderá resultar em morticínio e conseqüente desencadeamento de uma guerra civil no país.
O Cossaco.

По всій Київщині у дитячих санаторіях і готелях розмістили силовиків
Субота, 14 грудня 2013, 11:18
[Em toda a região de Kyiv em resorts de saúde das crianças e hotéis [o governo] têm colocado as forças de segurança]
Sábado, dezembro 14, 2013, 11:18



Кордон між двома Майданами

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

IMAGENS PARA LEMBRAR NOS PRÓXIMOS 100 ANOS

Os ucranianos colocam abaixo a estátua do psicopata russo, Lênin, que profanava as terras da pátria!!! Essas imagens lavam a alma do nosso povo.

O Cossaco.






quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

YANUKOVYCH CHAMA TODOS PARA MESA REDONDA

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 11.12.2013

Presidente Yanukovych convidou os representantes de todas as forças políticas, Santos Padres, representantes da comunidade, para um diálogo nacional.

Ele enfatizou que "as ações de todas as partes devem ocorrer exclusivamente dentro das leis e Constituição da Ukraina. "Pessoalmente estou disposto a participar desta mesa redonda..." - disse ele.
"Pelo alcance do compromisso exorto a oposição a não recusar-se, não trilhar o caminho do confronto e ultimatos. Asseguro, que o governo agirá exclusivamente dentro dos limites da lei e nunca usará a força contra reuniões pacíficas... Como presidente da Ukraina, garante da Constituição farei tudo para funcionamento normal do país, proteção de direitos e interesses de cada cidadão, garantia da paz e tranquilidade em nosso país" - disse Yanukovych. 

(Prezados leitores: Leio os jornais ukrainianos diariamente nos últimos 5 anos. Desde o início do atual governo leio sobre compadrio, corrupção, violação aos direitos de cidadãos não alinhados ao governo, pelo próprio governo ou até por seus comparsas com aval governamental, desvios nos negócios de grande vulto perpetrados pelo próprio Yanukovych em conluio com Putin contra o Estado da Ukraina e nação ukrainiana.  
Negócios escusos de seus amigos e protegidos são tolerados e, quiça estimulados contra os não alinhados, prisão de vários oponentes políticos que continua. Cada vez mais aprofundada pressão contra o idioma, história e cultura ukrainiana, principalmente nos programas e livros escolares em prol do idioma russo.
E, este homem, agora, quando a pressão popular o ameaça com a possibilidade de não continuar no governo, ou não se reeleger em 2015 para seu próprio, cada vez maior enriquecimento, vem com este bonito, mas falso discurso e espera que a nação acredite? Diz que jamais usará força contra reuniões pacíficas, quando já usou contra pessoas completamente desarmadas e há feridos graves nos hospitais, pelos cassetetes que atingiam também as cabeças das pessoas, que dominadas foram estendidas no chão por horas e foram chutadas e pisoteadas pelo Berkut, seu destacamento especial e bem pago!
Tudo porque a continuação na presidência garante a ele e sua "família"(¹) a continuação do enriquecimento ilícito através de desvios contínuos dos recursos da Nação Ukrainiana!
Este homem que com sua péssima administração e desvios praticados afundou Ukraina. E agora acha que a UE devia lhe dar, assim graciosamente, 20 bilhões de dólares pelo Acordo de Associação, como não receberia, recusou-se da assinatura. Agora espera ajuda do Putin para pagar as contas que se apresentam.
Ele diz que o governo nunca usará a força, mas já a usou contra manifestantes, e hoje, ao entardecer, virão mais 5 (cinco) ônibus com soldados entrando em Kyiv pela rodovia de Zhytomyr! - OK)



A oposição diz que não vai negociar com o governo sem decisão do Euromaidan: "Mesas redondas - é comédia. Nossas demandas devem ser atendidas, além da retirada das forças de segurança de Kyiv - disseram Yatseniuk e Tiahnebok.


(¹) "família" neste caso não são as pessoas do mesmo sangue. São todos que colaboram e se beneficiam das negociatas praticadas por este governo.

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A justiça liberou 5 (cinco) ativistas aprisionados durante distúrbios junto a Administração presidencial em 1º de dezembro. Porém prendeu um estudante suspeito na organização desses distúrbios. Os deputados da oposição propuseram responsabilizar-se pelo rapaz porque ele tem graves problemas de saúde e necessita alimentação dietética. Não adiantou.

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O governo prepara uma apresentação ao Parlamento para caçar a imunidade parlamentar e aprisionar 11 (onze) principais oposicionistas.

Trata-se de Yatseniuk, Turchynov, Tiahnebok, Miroshnychenko e outros. O que retarda este processo - é que, o governo, por enquanto, não tem os 226 votos necessários no Parlamento. O Partido Comunista já concordou, mas ainda faltam 26 votos. "Agora, realiza-se um frenético trabalho entre os deputados do Partido das Regiões e os não afiliados que anteriormente votavam com o governo e agora não concordam com o uso da força e repressão" - disse o deputado Moskal (e ele sabe o que diz, segundo suas declarações anteriores - OK). Segundo ele a apresentação pode ser encaminhada em qualquer dia da próxima sessão plenária.

Como se sabe, A. Yatseniuk já foi convocado pela Procuradoria para interrogatório como testemunha.
Após o interrogatório ele não descartou que poderá ser suspeito em outra questão. É, pelo que vemos os fatos são uns, mas as ações são outras.

Tradução: Oksana Kowaltschuk   

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

BERKUT ATACA O POVO NOVAMENTE


Ataque às barricadas. 11 de dezembro. Noite e manhã da resistência.

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 11.12.2013

Berkut começou derrubar as barricadas na (rua) Instytutska, avisam as testemunhas. Enorme quantidade de policiais do Berkut se move da Opera House em direção ao Conselho Municipal.
As pessoas cantam o hino nacional e gritam: "Polícia com a nação" e "Juntos até o fim". E jogam neve sobre os homens da força.

Depois que as forças de segurança deixaram a Praça da Independência as pessoas voltaram e novamente estão se organizando.

Dez ônibus que saíram da Praça da Independência instalaram-se próximo ao Palácio dos Esportes.

Andrii Parubiy: Ukrainianos! Irmãos! Estamos vencendo. Nós desalojamos Berkut do Maidan da Independência.Estamos restaurando as barricadas. A Kyiv afluem e afluem mais pessoas. À noite devemos ter um milhão. Glória a Ukraina!

Vitali Klychko: Agradeço a todos que passaram mais uma noite no Maidan, penso que foi a noite mais importante. Ela foi muito difícil. Tal quantidade de Berkut eu nunca vi. E isto demonstra que o governo tem medo.

Andrii Shevchenko no Twitter às 10:15 horas: Nós retiramos o primeiro ônibus do Conselho Municipal. Precisamos de muito esforço para conter as pessoas. Depois retiramos todos os três ônibus do Berkut junto ao Conselho Municipal. Provocação insolente, mandaram meia centena de lutadores como bucha de canhão, para serem feitos em pedaços". - declarou ele. Necessário uma hora para persuadir as pessoas. Mas, nossas pessoas são de ouro, elas mesmas conseguiram conter os provocadores.

No Maidan a vice-secretária dos EUA tornou-se voluntária e distribui comida  aos protestantes e também ao exército.

Tradução: Oksana Kowaltschuk


NOTÍCIAS DO DIA 10/12/2013

TRANSMISSÃO AO VIVO CONTINUA. ROLE A PÁGINA

Ex-presidentes sugeriram plano para resolver a crise

Vysokyi Zamok (Castelo alto), 10.12.2013


No encontro de Kyiv, nesta terça-feira Leonid Kravchuk, Leonid Kuchma e Viktor Yushchenko expressaram algumas de suas idéias e a opinião de que elas poderiam ser a base para discussões numa mesa redonda, com participação da oposição e sociedade.

Leonid Kravchuk: o diálogo não é possível enquanto há presos somente manifestantes, mas entre os que aplicam a lei ninguém foi punido. "E eles devem saber: bater é proibido".

Yanukovych observou que alguns presos poderão ser libertados ainda hoje mas, quando serão punidos os policiais, não disse.

L. Kravchuk: dados alguns riscos econômicos do Acordo com UE, ele e Viktor Yushchenko propõem assinar, inicialmente, apenas a parte política do Acordo. 

V. Yushchenko sugeriu discutir esta proposição com os representantes da UE já na próxima terça-feira.

Yanukovych já havia declarado anteriormente, que contra a parte política ele não tem nenhum questionamento.

L. Kravchuk e L. Kuchma insinuaram ao atual chefe de Estado que, para sair da crise poderia ajudar o afastamento do primeiro-ministro.

A Mesa Redonda Nacional continuará no dia 11, às 14:00 horas, com todas as partes interessadas. O presidente do Parlamento V. Rybak disse que as questões não podem ser resolvidas unilateralmente, portanto eles pedem o comparecimento da oposição.

Enquanto isto a Procuradoria Geral avisa que estuda possibilidades para aplicar sanções menos rigorosas para algumas pessoas aprisionadas. "No entanto as medidas preventivas, se forem aplicadas, não liberam os suspeitos da responsabilidade criminal", disse o 
promotor.

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O governo não pode adormecer a consciência de milhões.

Vysokyi Zamok ( Castelo Alto), 10.12.2013
Yurii Lutsenko

O governo não pode adormecer a consciência de milhões

Eles nos testam com imitações de mesas redondas. Eles fingem que tudo está sob seu controle.
Mas, depois de 30 de novembro nós somos outros. Nós não acreditamos nas palavras e não precisamos de esmolas. Nós nos libertamos e exigimos mudanças sistêmicas.
Eles podem limpar a área do distrito governamental, mas não poderão limpar as consciências de milhões.
Nós exigimos não apenas a libertação de ativistas presos, mas também a formação de um novo governo técnico, Acordo de Associação com UE, eleições antecipadas para presidência e Parlamento.
Esquivar-se de respostas a estas questões não terá sucesso.

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Tradução: Oksana Kowaltschuk

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

ACORDO ENTRE UCRÂNIA E RÚSSIA PREVISTO PARA O DIA 17 DE DEZEMBRO

TRANSMISSÃO A VIVO CONTINUA. ROLE A PÁGINA

Acordo sobre adesão da Ukraina à União Aduaneira Yanukovych quer assinar em 17 de dezembro.

Rádio Svoboda, 07.12.2013

Segundo A. Yatseniuk o acordo já foi rubricado. Mas Yanukovych não tem plenos poderes para assinar este acordo. Segundo ele o Parlamento não vai ratificar tal acordo.

"E qualquer assinatura de acordo para formação de uma nova União Soviética é divisão do país. E será um Maidan completamente diferente do Maidan de hoje", concluiu.

Os Serviços de Imprensa da Ukraina e da Rússia, disseram que nenhum documento entre a Ukraina e a Rússia foi assinado, e este assunto não foi discutido.

Segundo deputado Mykola Tomenko, o documento assinado na sexta-feira entre os dois presidentes deve ser, imediatamente, tornado público.

"Inicialmente, como mínimo, o documento deve ser publicado, por isso eu pedi ao Presidente para fornecer este documento, para conhecê-lo. Segundo, compreender se o documento foi assinado na forma de um tratado internacional. Em caso positivo, ele deverá ser ratificado pelo Parlamento da Ukraina", - disse Tomenko.

Além disso, segundo suas palavras, se o documento regulamenta a concessão de créditos e a revisão de contratos de gás - "é uma história". "Se esse documento prevê a forma de união à União Aduaneira e, portanto, - a transferência de certos poderes soberanos para outra instituição interestadual - isso é outra história" - cita a assessoria de imprensa de Tomenko.

"Em qualquer  caso, é violação, pelo Presidente, da Constituição da Ukraina, da legislação atual e possível traição do Estado. Portanto, é necessário descobrir o que, realmente, assinou Viktor Yanukovych com o presidente da Rússia em Moscou", - concluiu.

Tradução: Oksana Kowaltschuk