quinta-feira, 27 de junho de 2013

EURO-2013: Um ano após a euforia

Euro-2013. Um ano após a euforia: estradas esburacadas, aeroportos semivazios e estádios desvantajosos.
 
Tyzhden (Semana), 08.06.2013
Valeria Burlakov
 
Durante a preparação final ao campeonato de futebol europeu o governo informava, que os objetos construídos para o evento serão totalmente aproveitados no futuro. No entanto, transcorrido um ano, vemos que o Estado construiu "aldeias de Potemkin" com não justificados custos que provavelmente nunca serão compensados e, além disso, necessitam injeções financeiras adicionais.

 
Estradas concertadas na véspera do Euro até hoje remendam após "anômalo inverno". Os especialistas garantem que se as estradas fossem construídas de acordo com tecnologias adequadas e os recursos não fossem saqueados, não haveria necessidade de reparos pelo menos até cinco anos.
 
Aeroportos: cara megalomania.
 
Recentemente, a Câmara de Contabilidade acusou o aeroporto "Boryspil" (principal aeroporto, próximo a Kyiv - OK) no uso ineficiente de 3,7 bilhões de dólares destinados ao programa de metas de preparação para Euro-2012 (foram gastos ao todo 6,7 bilhões de dólares. Injustificaram, em particular, o aumento duplicado do Terminal D e construção da área para VIP pessoas, o que levou ao aumento da dívida em 2,6 bilhões de UAH?
 
Terminal D, construído por 4,8 de UAH foi planejado para todas as grandes companhias internacionais. Mas estas se recusavam devido a falta da zona de transferência, pequeno espaço para pouso para grande quantidade de aviões e difícil logística. Finalmente em março deste ano mudaram-se para o Terminal D, acreditando nas promessas que será organizada a zona de transferência. Agora "Boryspil" anuncia a intenção de transferir para o Terminal D não apenas as grandes operadoras, mas todos os passageiros internacionais. Segundo especialistas essa mudança é forçada, porque o aeroporto simplesmente não tem fundos suficientes para atender todos os terminais.
 
Hoje a capacidade é de 25 milhões de passageiros/ano. Em 2012 foram servidos 8.470.000 pessoas - 5% de aumento em relação a 2011. Crescimento significativo a partir do ano em curso é improvável. Nos dois primeiros meses de 2013 houve um decréscimo de 21% (Uma das razões para isso é a rescisão da assistência às aeronaves da empresa falida "Aerosvit"). No primeiro trimestre de 2013 as perdas atingiram 60,6 milhões de UAH. Na Câmara de Contabilidade supõem que "Boryspil" não será capaz de pagar suas obrigações de crédito (cerca de 4,3 bilhões de UAH, a maioria dos quais foi para a construção do Terminal D) e sobrecarregará com elas o orçamento do Estado.
 
O aeroporto internacional de Lviv "Danylo Haletskyi", em 2012 serviu 570 mil pessoas - quantidade recorde. Em 2013, nos primeiros quatro meses recebeu em média 1201 pessoas por dia. Anteriormente à construção sua capacidade era de 250 pessoas hora. Portanto, não havia necessidade de grandes reformas.
 
O aeroporto de Donetsk, conforme garantiam os governantes durante sua construção, devia tornar-se um centro de trânsito para ligações aéreas da Europa e Ásia. Um ano depois não apenas não se apressam novas empresas aéreas, mas afastam-se as antigas, como a velha Czech Airlines e a polonesa LOT. Alegam falta de rentabilidade. Em 3 de junho, no placar apareciam apenas algumas dezenas de vôos, principalmente fretados para resorts turcos e egípcios. Em janeiro - março de 2013 passaram pelo aeroporto 197 mil passageiros, aproximadamente 2,2 mil pessoas por dia no terminal capaz de levar 3100 pessoas por hora.
 
Entretanto é significativa a situação de Kharkiv, onde o governo financiou apenas o complexo do aeródromo, e o restante construíram investidores privados. Isso mostra que os objetos para Euro poderiam realizar-se com menores quantias e não tornar-se desvantajosos depois do campeonato. 107,2 milhões de USD (aproximadamente 860 milhões de UAH) foram suficientes para restauração do velho terminal, construção do novo e também temporário exclusivamente para Euro-2012 (ele foi reformado para hangar para aviação comercial, não se transformou em lembrança vazia do Euro-2012).
O Estado em Kharkiv investiu 191 milhões de dólares e no geral foram gastos 298 milhões de USD. Isto é, duas vezes menos que em Lviv. O edifício muito mais modesto não dificultou ao aeroporto de Kharkiv atingir bons resultados - no primeiro quartel de 2013 o aumento no tráfego de passageiros chegou a 46%.
 
Estádios e dívidas
 
Construindo especialmente para Euro-2012 o novo estádio em Lviv custou 2,9 bilhões de UAH, dos quais 2,7 bilhões - despesas do orçamento. Mais de 83 milhões de UAH do tesouro municipal, dinheiro de crédito. Hoje Lviv paga não apenas a dívida, também 18 milhões de juros anuais. No entanto o campo de futebol permanece vazio, não há procura. Não há como manter o estádio, até recentemente ele não constava no balanço público, o dinheiro no orçamento - 2013 não foi previsto. Na cidade surgem rumores que há planos de desmontar a obra para materiais de construção.
 
O aluguel da nova arena para um jogo de futebol é de 160 mil UAH. Mas em toda sua história aqui só houve talvez 10 jogos. O primeiro dos últimos meses desafio - entre equipes jovens da Ukraina e Polônia foi preciso adiar devido a falta de eletricidade. O estádio ficou sem luz por causa da enorme dívida, que conseguiram pagar apenas parcialmente. O clube de futebol local "Cárpatos" ano passado explicou que não deseja jogar no novo estádio. Agora reconhecem: ele não é confortável. Os gastos para manutenção o Clube de futebol estima em 20 milhões de UAH por ano. A proposta é entregar ao Clube 17 ha de terras e a base abandonada, o que daria possibilidade aos "Cárpatos" construir um complexo comercial e de entretenimento e, desta forma conseguir dinheiro para os custos de manutenção do estádio. Os moradores de Lviv consideram chantagem.
 
Evitar a situação atual teria sido possível não construindo o novo estádio além da cidade, mas investir na reconstrução do estádio "Ukraina". Pela reconstrução posicionou-se o clube Cárpatos, e pela sua implementação estavam dispostos a se juntar investidores privados. Os custos seriam bem menores - um quarto do preço da nova arena foi direcionado para comunicação em campo aberto. O objeto ainda não foi colocado para exploração, não há nenhum ato estatal correspondente.
 
No entanto, ao que parece, o estádio já cumpriu sua função, 1,85 bilhões de UAH (mais da metade do orçamento anual da cidade) para sua construção atribuíram à empresa "Altkomkyyivbud", associada com os representantes do partido do governo, particularmente com o responsável para o desenvolvimento de infra-estrutura para Euro-2012 Borys Kolesnikov. Próximo a ele seria um dos dois proprietários da empresa de Serhii Pavlichev, deputado da cidade de Donetsk "Construções de Estradas Altkom" que também assimilou 1,5 bilhões de UAH durante a construção.
 
Em abril, o governo fez uma tentativa para salvar a arena de Lviv e, possivelmente, sua própria imagem - com resolução do Conselho de Ministros o estádio foi transferido para Ministério da Juventude e Esportes. O plano de ações futuras é simples: o departamento deve preparar ações legislativas direcionadas para desenvolvimento e funcionamento da empresa deficitária.
 
Além do estádio de Lviv, o Ministério da Juventude e Esportes também tem aos seus cuidados o destino do NSK "Olímpico" (de Kyiv), reconstrução do qual o dirigente do Ministério Ravil Safiulin abertamente chamava de erro. Com ele concordavam os especialistas, ressaltando que o estádio não justifica sua grande escala e investimentos. Pelos dados oficiais manter o estádio só está sendo possível graças a realização de concertos, festas, conferências, "contribuições de parceiros" e FC "Dynamo". Naturalmente, o Clube de Futebol não paga aluguel, o estádio receber parte da venda dos ingressos: 50% "Dynamo" entrega ao estádio durante o campeonato nacional, 25% durante a competição européia. De acordo com os resultados de 2012 o "Olímpico" foi auto-suficiente, cobrindo os seus custos e até ganhou 1,5 milhões de UAH.
 
Os governistas já não se escondem: 4,7 bilhões de UAH, gastos na reconstrução do Olímpico ao orçamento do Estado não voltarão. E honestamente obtidos em 2012 os 1,5 milhões de UAH (parece ser um enorme ganho, no qual agora planejam formar "especialistas para estádios estrangeiros, ganha apenas 125 mil UAH por mês) gastarão apenas para melhorar as comunicações móveis no estádio e distanciado acesso para venda de bilhetes.
 
O estádio de Kharkiv foi reconstruído pela parceria público-privada: 30% do total geral couberam ao empresário local Oleksandr Yaroslavskyi (na época proprietário do FC "Metalist"), 70% do orçamento estatal e regional. Depois do Euro o estádio funcionou apenas 15-20 dias em partidas do mencionado clube. Ainda em 2012, durante os jogos do "Metalist" o complexo esportivo foi considerado desvantajoso e no final de maio de 2013 o novo presidente do FC "Metalist" Serhii Kurchenko, que é considerado da "Família" (Família é a palavra com a qual designam as pessoas, geralmente oligarcas, que cercam o presidente, o apóiam e recebem benefícios - OK), assinou o acordo com o governo local para compra do estádio por 70 milhões de USD - aproximadamente 560 milhões de UAH. É significativo que Yaroslavskyi desfez-se do clube depois que os governistas declararam seu desejo de entregar completamente à posse da comunidade de Kharkiv o estatal FC "Metalist", no qual ele teve participação e o financiou em 30% ...
 
Especialistas acreditam que atrás da ukrainiana gigantomania esconde-se o componente banal de corrupção, porque a construção de grandes estruturas torna possível multiplicar quantias desviadas graças ao orçamento geral do projeto ambicioso. No entanto, os prováveis abusos financeiros, como sempre, permanecem além da devida atenção das autoridades competentes. Assim, desde o início deste ano a Procuradoria da Província de Lviv abriu cerca de 10 processos penais para os casos de abusos de trabalhadores, outros regenciadores de recursos orçamentários e empresas empreiteiras. A perda total para Estado pelos casos indicados indica quase 20 milhões de UAH. De acordo com o relatório da internacional, não governamental instituição Freedom House os funcionários públicos ukrainianos apropriaram-se de um terço do orçamento previsto para a preparação e realização do Campeonato Europeu na Ukraina.
 
Tradução: Oksana Kowaltschuk

terça-feira, 25 de junho de 2013

UCRÂNIA: TERCEIRO LUGAR EM CORRUPÇÃO NA EUROPA

Subornam pelo quê?
 
Tyzhden (Semana), 12.06.2013 
 
Corruptua.org, 13.05.2013
De 01.01.12 a 19.11.12 a polícia registrou 1.927 acusações criminais de corrupção. As ações de corrupção no valor de 10 a 30 mil UAH foram 380; de 30 a 100 UAH foram 156 e 109 foram superiores a 100 mil UAH. O maior suborno descoberto foi de 11 milhões de USD. Os subornos de 30 a 100 mil UAH na maioria ocorreram em Kyiv (19) e Criméia (16). De 10 a 30 mil UAH ocorreram 36 em Kyiv, 32 em Luhansk e 29 em Dnipropetrovsk.
O maior suborno foi de 11 milhões de USD. Os subornos mais freqüentes ocorrem na educação, relações agrárias e saúde.
De acordo com a consultoria Ernst&Young, a Ukraina ocupa o terceiro lugar na Europa em nível de corrupção.
zaxid.net/
Política
A passagem de um deputado de um partido para outro vale - de 1 (um) a 5 milhões de dólares (geralmente a mudança de partido ocorre da oposição para situação - é lá que possuem tão elevadas quantias - OK).
A votação no Parlamento, para uma lei "necessária" - de 250 mil a 1 (um) milhão de USD.
Para receber uma grande encomenda do governo (carros, equipamentos, etc.) - de 7 a 12% do valor acordado.
Outras pesquisas na internet
Saúde
A medicina é gratuita, financiada pelo orçamento do Estado, ainda seguindo o modelo da ex-União Soviética.
Na verdade, sem dinheiro, você nem chega perto do hospital.
O Estado ainda fornece remédios aos hospitais, mas os médicos-diretores astutos os rejeitam devido a suas farmácias particulares, existentes nos estabelecimentos.
A falta de fundos estatais causa reduções de cuidados médicos, dificuldades na reparação de instituições de saúde, atualização de equipamentos, salários baixos para médicos e demais funcionários hospitalares.
Ainda há outras formas de financiamento da saúde além da estatal (inclusive local), como o seguro de saúde voluntário, autofinanciamento, caridade e de patrocínio.
O seguro de saúde voluntário é de grande importância porque complementa os tratamentos com atuais tecnologias médicas, garantindo tratamento com maior eficiência.
Caridade e patrocínio são vistos como investimento no setor da saúde e podem ser de alcance nacional ou local. A de caráter local tende a redução devido ao uso irracional e inadequado de fundos concedidos. Grande parte das instituições de caridade estrangeiras questionam a continuação desses financiamentos, dando preferência para os países de Terceiro Mundo.
Um dos principais problemas do financiamento é a própria estrutura da organização da estrutura médica que necessita de uma reforma radical, o que possibilitaria melhor aproveitamento de recursos.
Educação
Em 2009 apenas 57% das crianças frequentavam a pré-escola.
Praticamente na metade dos jardins de infância o número de crianças é superior ao número de lugares.
15,5% das crianças de aldeias residem a mais de 3 km das escolas, o transporte escolar atende a 91,5%.
Para 67,4% de pessoas com deficiência o acesso à educação de qualidade é limitado.
 

Tradução: Oksana Kowaltschuk

sábado, 22 de junho de 2013

Unificação dos partidos da oposição

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 15.06.2013
 
На Михайлівській площі у Києві відбувся об’єднавчий з’їзд опозиції
 
Aconteceu em Kyiv o Congresso dos partidos da oposição: "Pátria" (Tymoshenko), "Frente de Mudanças" (Yatseniuk), PRP (Partido "Reformas e Ordem"), e parte do "Movimento Popular".
O apelo de Yulia Tymoshenko foi lido pela filha Eugênia. A ex-primeiro-ministro expressou a esperança que os partidos aliados "Pátria", "Liberdade" (Tiahnebok) e "UDAR" (Klychko) não repetirão os erros anteriores e "superarão a quadrilha autoritária e corrupta". "Em 2015 o partido governamental realizará uma batalha sem quaisquer regras, sem moral. Precisamente, não será uma luta, mas atroz massacre, sem moral." - disse Tymoshenko.
 
Учасники з`їзду одноголосно підтримали злиття Батьківщини, Фронта змін, ПРП та частини Народного руху
No entanto, ela disse confiar plenamente em Arsenii Yatseniuk e favorece sua nomeação como presidente do conselho político do partido.
Yulia Tymoshenko foi reeleita presidente do Partido "Pátria".
Yurii Lutsenko esteve presente. Ele não se filiou ao Partido "Pátria" porque acha mais importante trabalhar diretamente sem vínculo partidário, com toda comunidade, mas conclamou o Partido a se livrar do "gerador dos traidores" (O partido governista já atraiu 4 deputados do Partido "Pátria" para seu lado e suspeita-se que esteja atraindo outros dois na base de elevados subornos, segundo diversas notícias dos jornais - OK).
Yulia Tymoshenko foi lançada como candidata à presidência da Ukraina em 2015.
 
 Донька Тимошенко зачитала звернення лідера опозиції до учасників з`їзду
Yulia Tymoshenko
Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 14.06.2013

A defesa de Yulia Tymoshenko pede aos médicos alemães da Clínica "Charité" que venham o quanto antes possível porque houve uma acentuada deterioração da saúde de Tymoshenko. Ela não consegue levantar da cama e sente muitas dores. Não levantou nem durante a visita da missão do Parlamento Europeu nas pessoas de Pat Cox e Aleksandr Kwasniewski.
 
Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 21.06.2013
 
Os médicos alemães vieram ver Tymoshenko. Na saída eles não pararam para conversar com os jornalistas, estavam atrasados para o vôo de regresso.
O Ministro Federal dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Guido Westerwelle, após encontro com Yanukovych não falou sobre qual foi a resposta do presidente ukrainiano à proposta para tratar Yulia Tymoshenko no exterior. No entanto considerou o encontro com Yanukovych como "muito construtivo".
"Eu disse claramente ao presidente que nós observamos de perto a situação com Tymoshenko e enfatizei, que as propostas alemãs para seu tratamento em nosso país continuam vigorando. E nós continuaremos trabalhando para resolver esta questão. Naturalmente, o tempo dirá qual será a solução encontrada." - disse Westerwelle.
À pergunta, qual foi a reação de Yanukovych, Westerwelle respondeu que estava autorizado comentar apenas a posição de seu país.
Já à pergunta se será suficiente Tymoshenko ir fazer tratamento na Alemanha, para assinatura do Acordo de Associação com UE Westerwelle disse: "Estas negociações são complicadas, a própria situação é difícil, mas nós estamos prontos para dar um contributo construtivo para esta questão, para que se encontre uma decisão positiva".
Segundo EUobserver os diplomatas dos EUA também trabalham para realização desta idéia.
 
Segundo o politólogo Volodymyr Fesenko, do Centro de Estudos Políticos "Penta", a questão sobre Tymoshenko será decidida no último minuto. "Tratamento no exterior também vai significar mais liberdade, ela terá mais oportunidades para comunicações operacionais, mais contatos operacionais com membros de seu partido. Para Tymoshenko é um passo significativo, é expansão de suas capacidades. Mas, existe certo risco para Yanukovych. Tymoshenko vai influenciar mais ativamente o processo político e o ambiente oposicionista. Pode até surgir o risco de propostas de políticos europeus da necessidade de participação de Tymoshenko nas eleições presidenciais". - resumiu o politólogo. Ele ainda acrescentou que parte das pessoas próximas ao presidente é contra o tratamento da Tymoshenko no exterior. Já outra parte acha que ela deve ir para não haver o risco de não assinatura do Acordo. 

Tradução: Oksana Kowaltschuk

domingo, 16 de junho de 2013

GOVERNO DE YANUKOVYCH ESTÁ ESGOTADO

Anders Aslund: "A presidência de Yanukovych já terminou do ponto de vista de reformas. Hoje trata-se apenas de sua sobrevivência e conservação do leme".
 
Tyzhden (Semana), 30.05.2011
Entrevista a Oleksandr Pahiria
 
O colaborador científico senior do Instituto de Economia Internacional Peterson (EUA), economista sueco Anders Aslund considera que no período de crise financeira para Ukraina - é o melhor momento para realizar reformas econômicas, como fizeram os países escandinavos, no início de 1990, e acabaram tornando-se os mais avançados e socialmente orientados países da Europa.
 
 
No entanto, em sua opinião, o potencial reformista do regime Yanukovych hoje está potencialmente esgotado. Sobre sua receita para problemas da economia ukrainiana Anders Aslund discursou durante sua apresentação em "Kyiv National Shevchenko University", organizada pelas Embaixadas da Suécia, Suiça e a revista "Semana Ukrainiana".
 
Falando em termos gerais, o problema mais visível em seu país é a corrupção. No sistema presente o governo serve apenas ao enriquecimento de um estreito círculo da elite, e não ao desenvolvimento do país. Suas aproximações ao Estado são predatórias. Neste contexto, Ukraina roça nos problemas gerais da estagnação da economia mundial e desaceleração do crescimento. Portanto, há riscos significativos, de que vocês serão cobertos pela próxima onda da crise.
 
A questão fundamental é o déficit orçamentário, além do que as reservas da Ukraina são limitadas (até 25 bilhões de USD) e forte ligação do curso da "hryvnia" (moeda nacional) ao dólar. Por que é alarmante tal situação? Sua moeda pode sofrer uma súbita e significativa desvalorização, porque o mercado da moeda é completamente líquido. E a resposta do governo a este desafio é puramente tática: o governo, por um lado, artificialmente apoia o curso da "hryvnia" com a regulamentação governamental, o que conduz ao esgotamento das reservas cambiais, e por outro - minimiza o investimento. O Gabinete ministerial ignora os conselhos do  FMI e UE, e isso é perigoso. A precariedade da situação é que, primeiro, pode haver um "choque externo" - e os preços do aço (produto muito importante nas exportações ukrainianas) caiam drasticamente. Isto é bastante provável. Em segundo lugar, o rendimento dos títulos governamentais, que hoje já alcançam 7,5% podem saltar, porque ao mercado ukrainiano falta confiança. Então Ukraina, mais rapidamente perderá suas reservas cambiais e poderá entrar numa crise financeira mais séria. Por conseguinte, a situação é alarmante, mas esperar pelas reformas nas atuais circunstâncias não vale a pena. Indiscutivelmente,  que a presidência de Yanukovych com sua visão de reformas já se encerrou. Hoje a preocupação é apenas com sua sobrevivência e manutenção do leme. Não há um propósito maior.
 
O governo Yanukovych é limitado em suas capacidades - é um sistema francamente retrógrado, com suprema destruição da lei e direitos da propriedade particular.
 
O acordo sobre associação e zona de livre comércio com UE é muito importante para Kyiv. Trata-se de mais de mil páginas, e as negociações levaram quatro anos. O que o Acordo poderá propiciar: primeiro, novos mercados disponíveis para exportação de produtos ukrainianos - e isto é o que a maioria dos países conseguiu apenas após a adesão à UE; segundo, possibilidade de modernização da legislação da Ukraina e de suas instituições estatais, de acordo com padrões e normas européias; terceiro, verdadeira ferramenta de apoio à reforma interna; quarto, largas oportunidades em intercâmbio educacional e científico com UE, que abrirá as portas para dezenas de milhares de jovens ukrainianos para estudo em universidades européias (Aos oligarcas e amigos do presidente alcançar isso já não é importante porque seus filhos já estudam nas melhores universidades européias, as famílias passam as férias na Europa e lá fazem seus tratamentos médicos - OK). Esse acordo pode-se tornar o verdadeiro ponto de resistência que mudará o país. E a única razão para dizer "não" a este acordo - é que o presidente quer manter Yulia Tymoshenko na prisão. E enquanto ela continuar na prisão, aos países da UE será difícil concordar com a assinatura do Acordo de Associação (Yanukovych, ao que tudo indica, pretende perpetuar-se no poder, a exemplo de Lukashenko, na presidência da Bielorrússia desde 20.07.94. Então, melhor entrar para União Aduaneira e derrotar Tymoshenko física e espiritualmente - OK).
 
O surgimento de sistemas oligárquicos nos países pós-soviéticos é um produto colateral da liberalização tardia do comércio exterior, que proporcionou a algumas pessoas privilégios exclusivos no comércio exterior, de matérias primas (especialmente gás e aço). O ideal é que a oligarquia se transformasse no verdadeiro mercado democrático após o surgimento de um número crescente de grandes empresários. No entanto, inicialmente na Rússia, e depois na Ukraina, vemos tendências opostas. Cada vez mais o poder e a riqueza concentram-se nas mãos dos clãs dominantes, ou famílias que não querem compartilhar.
 
Se compararmos a situação atual na Ukraina com a situação na Rússia de Putin, então veremos: consolidação do poder e da propriedade pública nas mãos da "família" governante na Ukraina é muito mais rápida. O presidente Yanukovych cada vez mais pressiona os oligarcas que não lhe são leais. Obviamente, alguns deles foram forçados a ir temporariamente para o exterior. O antigo modelo oligárquico pouco a pouco desaparece. O capitalismo no interesse de uma "família" (círculo próximo a Yanukovych) se assemelha ao que Karl Marx chamou de despotismo oriental, contudo o governo Yanukovych é limitado em suas capacidades - seu sistema é francamente retrógrado com forte destruição do Estado de Direito e dos direitos da propriedade privada. Ukraina hoje, creio eu, regrediu para 1993.
 
Nós vemos que a riqueza do país concentrou-se em poucas mãos e pagam menos impostos os que estão em melhores relações com as autoridades. A privatização teve um caráter seletivo, a maioria dos objetos economicamente atraentes foram privatizados por preços mínimos. A corrupção reina em muitos setores econômicos.
 
Na Rússia existem três grupos econômicos privilegiados: 1) empresas estatais; 2) empresas pertencentes a amigos de Putin, que são seus parceiros de negócios; 3) velhos oligarcas. Os últimos, recentemente, cada vez mais vendem seus ativos às empresas estatais, e estas, facilmente, os convertem em benefícios dos parceiros presidenciais. Neste sistema, os oligarcas já não são tão importantes em termos de poder econômico. Não encontrando oportunidades para reinvestimento na economia russa, eles exportam o dinheiro para o exterior, o que causa maciça saída de fundos. No Cazaquistão não houve oligarcas, apenas grandes empresários, próximos à família de Nazarbayev (mandato presidencial desde 24.04.1990). Contatos que às vezes se rompem, mas sem a vontade de Nazarbayev eles nada podem fazer em seu país.
 
Aos oligarcas ukrainianos, quanto ao Acordo da Associação apresentam-se dois lados. No curto prazo lhes é confortável receber o máximo de ativos. Entretanto eles têm interesse no acesso ao mercado comum europeu. E essas duas aspirações entram em conflito entre si.
 
Caso desejasse, a Ukraina poderia observar a prática de instrução das instituições dos países escandinavos que não tem problemas com a corrupção, e todo seu sistema de governo funciona com muita efetividade. Sem entrar em detalhes, a Ukraina encontraria muitas coisas interessantes, especialmente na regulação do governo, privatizações, reforma da previdência, reorganização dos serviços públicos, etc. Mas o papel mais positivo na implementação de reformas na Ukraina deveria desempenhar a UE.
 
Quando os países do norte da Europa foram envolvidos pela crise financeira de 1990, nós vimos que o nosso modelo econômico era insustentável. Eram muito altos os custos do governo e o déficit orçamentário. Tínhamos crescimento baixo, inflação alta e falta de postos de trabalho. Para sair desta situação, foi necessário introduzir mudanças radicais e novos pensamentos. Adotamos parcialmente as reformas de mercado de Ronald Reagan e Margaret Thatcher, além de algumas experiências social-democráticas na Europa Oriental, em particular o papel do Estado na economia. O conteúdo das transformações dos países nórdicos consistia no deslocamento de um estado socialmente orientado para uma sociedade de bem-estar com alto grau de setor privado na economia, o que garantiria maior crescimento econômico e um alto nível de desenvolvimento, levando a uma considerável proteção social dos cidadãos. Assim aconteceu na suécia. Em conseqüência da regulamentação inteligente, privatização planejada e liberalização do mercado, essencial redução fiscal para as empresas o PIB cresceu rapidamente, foram reduzidas as despesas públicas, desapareceu o déficit orçamentário, e, portanto, foi possível fornecer um alto nível de benefícios sociais para população. O modelo nórdico, na minha opinião, ainda não está completo. Ainda há muito a ser feito, ou seja, regular o mercado de trabalho, reduzir os gastos do governo, melhorar a política fiscal. Além disso, cada vez mais investimentos para o nosso futuro exige o setor da educação.
 
Notas biográficas:
Anders Aslund - cientista sênior colaborador do Instituto Peterson (EUA) de economia internacional investiga as reformas do mercado e a transformação pós-comunista na Ukraina e outros países do Leste Europeu. Foi diretor-fundador do Instituto de Economia de Estocolmo dos países do Leste Europeu. Nos anos noventa trabalhou como Assessor Econômico do governo da Rússia, Ukraina e Quirguistão, e também no serviço diplomático sueco no Kuwait, Polônia, Suíça e Rússia. Autor dos livros: "Os últimos serão os primeiros: crise financeira da Europa Oriental" (2010), "Como Ukraina tornou-se uma economia de mercado e a democracia" (2009), "Revolução capitalista russa: porque venceram as reformas e perdeu a democracia" (2007), "Construindo o capitalismo: transformação do antigo bloco soviético" (2001) e outros.

 

Tradução: Oksana Kowaltschuk

segunda-feira, 10 de junho de 2013

EXPANSÃO CHINESA AMEAÇA A RÚSSIA



No papel de irmão mais novo. Com o quê a expansão chinesa ameaça a Rússia.

Tyzhden (Semana), 29.04.1913
Viktor Shatrov

A expansão chinesa no Extremo Oriente russo cria problemas demográficos e de segurança para Kremlin.

 

Em 22 de março o novo líder chinês Xi Jimping fez sua primeira (após a eleição à Assembléia Popular Nacional da China) visita ao exterior - para Moscou. Essa atenção da "Celestial" às relações com Federação Russa está condicionada à necessidade de recursos energéticos para economia chinesa, que cresce, bem como o desejo de expandir sua influência no Extremo Oriente russo. Sendo que o segundo motivo, pela sua importância não faz concessões ao primeiro. 

Retorno para "terras perdidas"

Para China, com seus 1,3 bilhões de habitantes as extensões orientais desabitadas da Federação Russa, com vastos recursos naturais é vista como uma das prioridades da expansão demográfica e econômica. A política de controle da natalidade, realizada na China nos anos 1980 - 1990, no início do século XXI, já não observa-se com tanta severidade, e o crescimento demográfico estimula a pressão demográfica no interior da "Celestial" e ativa a saída de sua população ao exterior.

Atualmente, na Rússia, de acordo com informações extra-oficiais, vivem de 3,5 a 18 milhões de chineses e todos os anos eles aumentam em 500 mil (embora, de acordo com o censo de 2010 contavam-se apenas 28 mil). Ainda em 2006 o vice-diretor do Serviço Federal de Migração da FR Viacheslav Postavnin, num lapso deixou escapar que potencialmente, 200 milhões de chineses estão prontos para transferir-se à FR.

Em atuais manuais escolares, editados em Pequim, o Extremo Oriente e Sibéria (até a região de Tomsk, inclusive esta província) denominam como "terras temporariamente perdidas". O "aliado fiel" de Moscou, Mao Zedong em 1964 apresentou pretensões a 1,5 milhões de quilômetros quadrados do território da URSS, declarando, que "Rússia anexou Boli (Khabarovsk) e Haushenvey (Vladivostok) e também Kamchatka, e que China não acordou com Rússia esta questão". Em 1969 a questão chegou ao derramamento de sangue pela ilha Damanskyi e 10 anos depois a nova liderança chinesa encabeçada pelo pragmático Deng Xiaoping apresentou a iniciativa de criação de uma frente unida, universal, de luta contra URSS. Gerações inteiras de chineses foram educadas com hostilidade à URSS e russos. Até agora, nenhum dirigente da China ou do Partido Comunista chinês desmentiu as declarações de Mao Zedong em relação às pretensões do território russo.

Pesquisadores chineses em Hohuan e Van Chzhotszyon não sem orgulho alegam, que a única maneira de resolver a maioria dos problemas da "Celestial" é "expansão demográfica" e a qualquer país do mundo ameaça uma catástrofe nacional, quando pelo menos 10% de chineses imigrarem a ele. Os dados oficiais quanto a seus planos Pequim não se esforça para esconder, no entanto, incorpora-os imperceptivelmente, sem alarde.

Intercâmbio desigual de mercadorias com a China faz da Rússia sua semicolônia.

Ainda em 1988, o principal jornal da Administração Política do Exército Popular de Libertação "Tszefantszyun Bao", escreveu: "O controle efetivo exercido por um longo período sobre área estratégica além dos limites geográficos resulta em transferência de fronteiras geográficas". Exatamente tal estratégia de expansão pacífica no Extremo Oriente segue na prática a liderança chinesa. Durante a demarcação em 2005, China já deslocou, em parte, as fronteiras com a Rússia, acrescentando a si uma área de 337 km² na região do rio Amur. De fato, isto foi uma entrega voluntária dos interesses de Kremlin na região, na época quando "Celestial" conseguiu mais uma vitória depois de receber, em 1941, a ilha Damanskyi.

Semicolônia de matérias-primas

Em setembro de 2009 foi aprovado o "Programa de Cooperação entre as regiões do Extremo Oriente, Sibéria Oriental da FR e Nordeste da China (2009-2018)", pelo seu caráter colonial. Praticamente todos os projetos planejados, associados com a extração de matérias primas, serão implementados no território da Rússia, enquanto o processamento e capacidades industriais realizar-se-ão na China.

Graças a esse documento apenas de acordo a transações oficiais de 2009 China recebeu em arrendamento acima de 500 hectares de terras fronteiriças do Extremo Oriente russo. Em particular, a província de Heilongjiang (nordeste da China) assinou um acordo com o governo da FR, de acordo com o qual recebeu o direito de uso de parte da terra para horticultura, cultivo de grãos, pecuária e posterior processamento de produtos agrícolas. Em geral, nos próximos 5-10 anos, está prevista a implementação de 158 projetos. Para implementá-los China pretende atrair mais de 10 mil unidades de técnicas agrícolas e mais de 50 mil especialistas. Além disso, Rússia entregou em locação a China 1 (um) milhão de hectares de floresta para abate. Quanta terra na região possuem informalmente os migrantes, não oficiais, da "Celestial", somente pode-se especular.

Os chineses há muito tempo começaram, por preços muito baixos, comprar terras agrícolas da Rússia, ignorando a sua venda a estrangeiros e usando as entidades jurídicas por meio de joint ventures com a participação de capital estrangeiro. Na prática, estas terras passam por exploração implacável e processamento de uma enorme massa de produtos químicos, resultando em produtos cultivados com eles perigosos para a saúde. 

Os solos gradualmente esgotam-se e tornam-se improdutivos

Ativamente penetra o capital chinês também para o mercado de recursos energéticos. Assim os bancos da "Celestial" forneceram a "Rosneft" 6 bilhões de dólares para comprar "Yuganskneftegaz", filial básica da Yukos. 
Em 2005 China recebeu parte do projeto "Sakhalin-3", e depois por 3,5 bilhões de dólares adquiriu "Udmurtneft". Uma de suas empresas (CNPC) conquistou 49%, em comum com "Rosneft" da empresa "Vostok - Enerdzhy" que já ganhou o leilão para o desenvolvimento de dois campos de gás na região de Irkutsk.
Em termos econômicos, Rússia para China é fonte de matérias-primas baratas e mercado de produtos acabados. Rússia exporta para China grandes quantidades por preços baixos eletricidade, gás e petróleo. Intercâmbio desigual de mercadorias provenientes da China torna a FR uma semicolônia de fato. A cada ano o volume do comércio bilateral aumenta rapidamente. Quando em 2002 o volume de negócios de Moscou com Pequim totalizou 20 bilhões de USD, em 2012 chegou a 87,5 bilhões. A "Celestial" ficou em primeiro lugar entre os parceiros comerciais da Rússia à frente da Holanda (82,7 bilhões de USD) e Alemanha (73,9 bilhões de USD). No entanto, a participação do investimento chinês na Rússia - apenas 0,9% do índice geral - e no Extremo Oriente ainda menos - 0,7%. Isso indica que os chineses consideram sua vizinha do norte apenas como apêndice de matérias-primas e mercado de saída de produtos baratos.

Ao mesmo tempo China é um país altamente militarizado, ela aumenta anualmente o seu orçamento militar. Em 2011 ele cresceu a um recorde de 143 bilhões de USD (sua parte oculta, de acordo com especialistas, pode constituir ainda de 30-40% do total), o que é duas vezes mais do que o custo do exército da FR. Pelos gastos com a defesa "Celestial" ocupa o segundo lugar no mundo depois dos Estados Unidos. O Exército de Libertação Popular da China tem 2,25 milhões de pessoas e no caso de hostilidades pode mobilizar até 208 milhões. China, regularmente realiza o treinamento praticando operações ofensivas com transporte de tropas para uma distância de 2.000km.

É significativo, que ao longo das fronteiras com a Rússia na China constroem estradas largas sobre base de concreto, capaz de suportar a locomoção de um grande número de veículos blindados e tropas. De fato, o caminho ao longo da fronteira russa foi construído segundo o princípio de linha da frente.

Kremlin, de tempos em tempos, dirige sua atenção para o Extremo Oriente. Assim, em agosto do ano passado o primeiro-ministro Dmitry Medvedev declarou publicamente que a região deve ser protegida da expansão progressiva dos estrangeiros e se opôs à criação pelos migrantes de enclaves na Rússia. No entanto, na realidade, o governo da FR cria condições favoráveis para colonização pacífica destas suas regiões, pelos chineses. Aos oligarcas russos é mais fácil atrair a mão de obra barata da "Celestial" do que criar condições favoráveis para  colonização pacífica destas suas regiões, pelos chineses. Aos oligarcas russos é mais fácil atrair a mão de obra barata da "Celestial" do que criar condições normais de trabalho para população local. Até mesmo o prefeito de Vladivostok declara oficialmente a necessidade de entregar metade de sua cidade em arrendamento à China por 75 anos, recebendo enormes quantias de dinheiro para o orçamento local.

Mas tal política pode resultar em perda do Extremo Oriente pela Rússia no médio prazo. Nas relações com a China a Rússia, pouco a pouco, assume a si um insólito papel de "irmão mais novo". Não há passos reais e eficazes para reduzir essa dependência e alterar o estado das relações bilaterais, por parte de sua liderança.

Tradução: Oksana Kowaltschuk