quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

EUROMAIDAN: PRIMEIRAS VÍTIMAS FATAIS !

22 de janeiro - dia da União da Ukraina(¹). Primeiras vítimas

Ukrainska Pravda - Verdade Ukrainiana, 22.01.2014

 
Na rua Hrushevskyi 5 pessoas morreram. Segundo os médicos quatro delas é certeza que a morte foi por arma de fogo com tiro no peito, pescoço ou cabeça.

De uma colunata do Estádio Dínamo caíram duas pessoas: Um pulou e sobreviveu, outro foi empurrado e morreu.

Na região de Borespil onde, anteriormente, os raptores levaram o jornalista Ihor Lutsenko (não confundir com o ex-ministro e ex-preso político Yurii Lutsenko), encontraram dois cadáveres com sinais de tortura.

Conhecidos os nomes de três falecidos: Serhii Nyhoian, Mykhailo Zhyznevskyi, Yurii Verbytskyi.

No Maidan preparam-se para passar a noite. As mulheres ajudam juntar a neve e colocá-la em sacos que usam para fazer barricadas. Reforçam com pedras.

Oleksandr Bryhynets: Acabo de receber informação confidencial. As forças especiais puseram fogo no prédio da rua Hrushevskyi para melhorar a visão do campo de ataque. Lembro: Hitler colocou fogo no Reystah.

O Conselho Popular encabeçaram Klychko, Yatseniuk e Tiahnebok.

Yanukovych distribui prêmios para: Halyna Hereha, secretária do conselho Municipal, Olga - esposa de Viktor Pshonka, e policiais.

A rua Hrushevskyi, próximo do estádio Dínamo, está cheia de manifestantes. Cantaram o hino da Ukraina. Além das barricadas chamejam os fogos.

21 detidos. Soube-se que foram jogados na neve, surrados e pisoteados, mas não se sabe seu destino final.

Como avisaram os funcionários, cerca de 20 pessoas adentraram às instalações da TV Kyiv e começaram destruir os equipamentos técnicos. 

Berkut agarrou e bateu no rapaz de Ivano-Frankivsk, de 21 anos, estudante da Faculdade de Informática. Ele conseguiu ligar o celular no bolso. Durante uma hora sua tia ouviu-o falando com a polícia.Depois de questionado ele foi levado para um destino desconhecido. Passado algum tempo ele conseguiu ligar para tia e, silenciosamente avisou que não podia falar. Ninguém sabe onde ele está.

Барикади з мішків зі снігом

Na rua Hrushevskyi, próximo da Biblioteca do Parlamento construíram novas barricadas.

Aproximadamente 200 pessoas na Praça da Catedral de Cherkasy fizeram manifestação,  organizaram e rezaram Te-Deum pela Ukraina.

A administração está bloqueada.

O chefe da Igreja Ortodoxa do Patriarcado de Kyiv recusou-se da ordem com a qual foi premiado por Yanukovych.

 

Yatseniuk disse estar pronto para enfrentar as balas com as demais pessoas.

Os participantes do fórum Econômico Mundial em Davos boicotam o Primeiro Ministro ukrainiano Mykola Azarov. O Fórum retirou o convite ao Primeiro Ministro que usaria da palavra na reunião, na sexta-feira, dia da escalada da violência em Kyiv.

Vitali Klychko disse, que durante as negociações na administração presidencial não ouviram de Viktor Yanukovych nenhuma reação às demandas do Maidan. "Amanhã, se o presidente não vier ao encontro, nós iremos à ofensiva. Outra saída não há", - declarou Klychko.

O corpo encontrado na mata de Borespil pertence a Yurii Verbytskyi, que foi sequestrado junto com Ihor Lutsenko.

Os EUA condenam fortemente a escalada da violência nas ruas de Kyiv e dizem que estão prontos para considerar medidas adicionais em resposta à violência, além da revogação de vistos para algumas pessoas. 

A Alemanha e a Grã Bretanha pedem a Yanukovych não usar violência.

 

 Serhii Nyhoian tinha 20 anos. No vídeo declama trecho da poesia de Shevchenko que exorta à luta pela liberdade. Seus pais vieram da Armênia fugindo das lutas. Nasceu na Ukraina e morreu por ela no Maidan.

NOTA:
(1) No dia 22 de janeiro de 1919 houve a reunificação da República Popular da Ukraina e República Popular da Ukraina Ocidental. Refere-se às terras ukrainianas, desde o século XVIII - início  do século XX, quando elas foram divididas entre os países: Polônia, Moskóvia, Romênia, Áustria-Hungria.

Tradução: Oksana Kowaltschuk

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

NOITE DE 21 DE JANEIRO 2014

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 21.01.2014

 
Time publicou um vídeo com apelo do  ukrainiano ao mundo, do epicentro dos eventos da rua Hrushevskyi:

"Este é o nosso país, e por que nós devemos ter medo?" - diz o rapaz em língua inglesa, tossindo bastante devido ao gás lacrimogêneo.

Anteriormente o vídeo foi divulgado pela edição ukrainiana em língua inglesa no Kyiv Post.
No vídeo de três minutos o rapaz explica emocionalmente, à audiência de língua inglesa, que as pessoas que aqui estão - são ukrainianas e elas estão nas ruas, porque o governo as reprime.
 
"Agora eu violo a lei, porque recentemente nosso parlamento aprovou uma lei que, se você usar um capacete, você está fora da lei e deve ser aprisionado. O que é isso?" - diz ele.
 
Ele explica o que acontece na Ukraina.
 
"Eis o que acontece! O governo é contra o povo. Olhem para lá, quem está lá? (O rapaz mostra a multidão de manifestantes na rua Hrushevskyi) Eles são criminosos? Eles querem a violência ou algo assim? Eles são ukrainianos!" 
 
Em seguida o rapaz indica o outro lado das barricadas, onde está o Berkut e a milícia. Ele comenta: "Lá também estão ukrainianos, mas o governo faz com que eles briguem e lutem."
 
Em seguida ele explica, que o governo reprime, bate nas pessoas. "Já não se trata sobre União Européia, mas sobre a verdade", - acrescenta.
 
"Nós queremos ser iguais, livres, nós queremos tudo isso. Este é o nosso país, e por que devemos ter medo?" - diz emocionalmente.
 
E conclui, que os ukrainianos necessitam de apoio do mundo todo - de Europa e EUA. Ele também agradece ao mundo pelo apoio.
 
Tradução: Oksana Kowaltschuk

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Acontecimentos na rua Hrushevskyi dia 20, pela manhã:


Pela manhã, próximo ao estádio Dínamo a polícia espancou e capturou algumas pessoas, não diferenciando se eram manifestantes, jornalistas ou provocadores.
Os jornalistas da Rádio "Svoboda" estavam fotografando os acontecimentos. Eles chegaram próximo a polícia. Os militares estavam em escaramuças com os manifestantes. O vídeo mostra como batem nas pernas até as pessoas caírem, levantam-nas, chutam-nas e batem novamente. Os jornalistas foram acusados de agressão a um policial.


A este jornalista os soldados do Berkut arrancaram o capacete com a palavra "Jornalista" e bateram com cassetete, inclusive na cabeça, depois levaram para o carro. Lá os jornalistas ficaram por seis horas.

FOTOS
























 
 

PROMESSAS DE YANUKOVYCH

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 20.01.2014

 

"Vou usar todos os meios de direito e jurídicos para que haja paz.
 
Dirijo-me a vocês, cidadãos conscientes de nosso país, que entendam bem, que ameaças trazem os conflitos internos, as desavenças e contraposições para sociedade ukrainiana e para o país. Alguns líderes oposicionistas declararam que não foram partícipes das ações de massa, que em 19 de janeiro aconteceram na rua Hrushevskyi, e conclamavam os participantes daquelas ações parar com o confronto de força com os órgãos policiais.
 
Apelo aos moradores de Kyiv e outros participantes de reuniões públicas. Peço-lhes não seguir àqueles que procuram violência, que buscam divisão entre Estado e sociedade e querem jogar a nação ukrainiana na fornalha de motins.
 
Eu me posicionei com compreensão à sua participação em ações de massa, expressei com vontade ouvir sua posição para juntos encontrar o caminho para solução dos conflitos, mas agora, quando ações pacíficas transformam-se em desordens, acompanhadas por  pogroms(¹) e incêndios, uso de violência, eu estou convencido que tais fenômenos trazem  ameaça não apenas para a sociedade de Kyiv, mas de toda Ukraina.
 
Eu acredito, que exatamente vocês, como ninguém outro, compreendem que nós devemos esforçar-nos juntos para manter o nosso Estado, aumentar o seu poder, sua autoridade e possibilidades.
 
Quero mencionar, que não pouparei esforços para garantir a ordem pública, proteger os direitos dos cidadãos pacíficos e vou aproveitar todos os meios de direito e outros previstos nas leis da Ukraina métodos para garantir a paz e a segurança de todos os nossos concidadãos.
 
Eu estou convencido, de que vocês vão me ouvir e apoiar em todos os meus esforços para impedir os conflitos, provocados por aqueles que com o preço de sangue humano lutam pelo poder.

Apenas o caminho da paz, trabalho duro, unidade do povo e nosso compromisso para construir na Ukraina altos padrões de vida pessoal nós levará ao sucesso. Guerra, destruição e violência destruirão Ukraina. 
 
Eu os convoco ao diálogo, ao compromisso, à paz em nossa própria terra. Acredito na nação ukrainiana. Estou confiante na sabedoria do nosso povo. Estou pronto para servir ao país e às pessoas com fé e verdade, enquanto tiver forças e confiança da nação".
 
                                                                                Viktor Yanukovych

(1) pogroms - movimentos populares na Rússia contra os judeus.
 
Observação: Neste apelo à nação Yanukovych promete ser tudo o que ele demonstrou não ser até agora. Será que dá para acreditar? - OK.

"A RAPOSA PERDE O PELO, MAS NÃO PERDE O VÍCIO"
 
Tradução: Oksana Kowaltschuk

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

ÚLTIMAS NOTÍCIAS DO DIA 19/01/2014

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana
 
Na rua Hrushevskyi ficou ferido o deputado e comandante do Maidan Andrii Parubii. Ele recebeu ferimentos no braço e estilhaços na perna.
"Eu já recebi tratamento médico, manco um pouco mas continuo no Maidan porque há risco de ataque".
Ele acrescentou que ao todo foram feridas entre 30-40 pessoas no Maidan. Todos estão recebendo tratamento médico.
"Agora nós estamos reforçando as barricadas devido ao risco de ataque", - acrescentou.
O "Setor de Direito" confirmou sua participação nos conflitos do Maidan. Como declarou em seu comentário a "Rádio Svoboda" o representante da associação Andrii, "Setor de Direito" é 23ª centena de autodefesa do Maidan, e à rua Hrushevskyi seus ativistas vieram para proteger as pessoas.
Os métodos usados pelos manifestantes próximo do estádio "Dínamo", ele nomeia como "normais", saudável reação para a introdução da ditadura. 
"E, o que resta para os manifestantes, ukrainianos comuns, quando no país introduzem a ditadura e domina regime de ocupação interna?  Aqueles que estavam lá (na rua Hrushevskyi) podiam ver que a nação está em fúria, ela é numerosa, e tantos provocadores ou cenaristas da Bankova juntar é impossível!" -comentou ele.
O "Setor de Direito", de acordo com as palavras de seu representante, reuniu-se ainda no início do Euromaidan com a idéia de revolução nacional, e desde o primeiro dia formava requisitos claros de oposição.
Declaração e plano de ações anunciados do palco durante a Câmara do Povo pelo líder do Partido "Pátria", Yatseniuk - são apenas alguns requisitos, que o "Setor de Direito" contém em seu "Apelo aos ukrainianos".
Aproximadamente às 15:00 horas, após as apresentações dos líderes do Euromaidan a parte dos manifestantes radicalmente organizados movimentou-se ao Parlamento. Na rua Hrushevskyi, próximo ao estádio "Dínamo" encontraram-se com forças que, como durante os acontecimentos de 1 de dezembro de 2013, para uma ordem de uso de força esperavam as Forças Especiais do Berkut".
Os ativistas atearam fogo aos carros da milícia. Esta usou canhões de água e balas de borracha. Dos dois lados há feridos.
Centenas de cidadãos de Lviv bloqueiam a saída das tropas internas. Em Lviv,(a mais importante cidade do oeste ukrainiano) os moradores se reuniram perto do prédio das forças internas, na rua Trolebus, após a informação que apareceu na Internet, de que soldados seriam enviados para Kyiv. 
Também muitos automóveis pararam na estrada e ligaram alarmes.
Testemunhas contaram, que parte das tropas internas mandaram alinhar-se e parecia que eles se preparavam para entrar nos ônibus.
Os representantes vieram conversar com os manifestantes e advertiram as pessoas de que suas ações são ilegais.
Mais tarde vieram os policiais.
Depois da reunião, os manifestantes, entre os quais há radicais, foram fazer piquetes no Parlamento, mas encontraram-se com as forças de segurança perto do estádio Lobanovskyi. Teve início o confronto entre radicais e segurança. Os ativistas atearam fogo aos carros da polícia que usou canhões de água e balas de borracha. Tem feridos de ambos os lados.
 
Milícia contou as perdas (em Kyiv): 40 hospitalizados, 6 carros queimados: 4 ônibus e 2 caminhões.
Milícia prendeu cerca de 10 pessoas por distúrbios no centro de Kyiv.  
 
As forças de segurança espancaram a deputada Lesia Orobets e seus seguranças. Orobets estava parada, filmando a distribuição de granadas ao Berkut. Estas mesmas que estão sendo jogadas nos cidadãos ukrainianos e que causam ferimentos graves com estilhaços. "Eu fui atacada por, pelo menos 5 policiais do Berkut com máscaras e armaduras. Fui ao chão e bati a cabeça. Mas, por sorte, eu estava com capacete, que me salvou", - disse ela. "Em três dos meus defensores bateram com mais crueldade, na cabeça e no corpo. De ferimentos graves salvaram as toucas e os capacetes. Sem um líder, os protestos tem grandes chances naufragar no sangue, o país - na ditadura" - diz Lesia convencida.
(Para quem não lembra, Lesia Orobets é deputada oposicionista. Seu marido dirigia um escritório. Para "comprar" Lesia, que fazia denúncias contra os governistas, após uma "visita" do fisco ao escritório do marido, estabeleceram uma pesada multa por supostas irregularidades encontradas. O marido de Lesia não concordou com a existência dessas irregularidades e, nem possuía condições para pagar quantia tão elevada. Para não apodrecer na prisão, conseguiu sair da Ukraina. Agora vive em outro país, Lesia ficou com duas filhas pequenas. 
É assim que Yanukovych administra o país obrigando cidadãos a fugir, separando famílias.

Tradução: Oksana Kowaltschuk

domingo, 19 de janeiro de 2014

Reunião e assalto na Rua Hrushevskyi em Kyiv

Ukrainskyi Tyzhden (Semana Ukrainiana), 19.01.2014
 
Na Rua Hrushevskyi, bloqueada pelas forças internas, reuniram-se alguns milhares de protestantes do Euromaidan. Uma parte deles tentou romper o bloqueio para chegar até a área do governo.
Não obtendo passagem para chegar ao Parque Mariinskyi, nem ao Parlamento, eles começam balançar um ônibus da polícia, e alguns carros. Um ônibus arrastaram, depois alguém colocou fogo.
 
 
Os alto falantes da polícia avisavam que a aproximação inferior a 3 metros será vista como tentativa contra a vida dos policiais. Polícia usa granadas com som e fumaça.
Da entrada do parque Mariinskyi ouvem-se tiros e explosões. O território está enfumaçado.
 
Os desconhecidos que usam capacete laranja e que estavam entre os manifestantes, começaram o enfrentamento com a milícia, seriam os "titushky"(¹).
 
Vitalii Klychko procura ficar entre os ativistas e a milícia. Klychko apela a Yanukovych para "remover das ruas a polícia, Berkut e "Titushky", ele diz: "Presidente, pare a guerra contra os cidadãos da Ukraina. Já por dois meses as pessoas estão no Maidan e pedem para ouvir suas demandas. A única saída nesta situação é a eleição antecipada para Presidência e Parlamento. Encontre em si coragem e não repita o caminho de Ceausescu e Kadafi! Nesta luta, de um modo ou outro vencerá a nação ukrainiana", - declarou o lider do UDAR. 
 
E, mais uma vez ele voltou-se à polícia: "Vocês deveriam proteger o próprio povo e não atacá-lo!" e acrescentou: "Agora eu vou ao Myzhyhiria para falar pessoalmente com o presidente Yanukovych, com o pedido para parar a contraposição da polícia contra as pessoas.
 
Segundo o jornal "Semana Ukrainiana", às 16h44min (horário local), as pessoas quebraram e puseram fogo no segundo ônibus.
 
Às 22h09min Yatseniuk, do palco do Maidan comunicou que recebeu um telefonema de Yanukovych: "Yanukovych declarou sua disponibilidade para iniciar conversações com os representantes da oposição para resolver a situação"
 
Lembramos, já por várias horas dura um tenso confronto entre manifestantes e polícia no centro de Kyiv, na rua Hrushevskyi. O confronto começou depois que os manifestantes radicais decidiram romper o cordão policial.
 
No momento estão detidos 4 participantes do conflito.
 
A embaixada dos EUA e o embaixador da UE já haviam exortado as partes para cessar a violência.
 
(1) Aos "titushkas" atribuem o começo da briga contra a milícia. Para quem não sabe "titushkas" são rapazes geralmente fortes, que mantêm "suas organizações" e servem ao governo para "trabalho sujo" quando são convocados. A remuneração varia de acordo com a dificuldade do "trabalho" - OK).

 
 
 
Tradução: Oksana Kowaltschuk
 

FALSOS MANIFESTANTES INICIAM QUEBRA-QUEBRA NA UCRÂNIA

Falsos manifestantes promovem um quebra-quebra na Ucrânia visando desmobilizar o Euromaidan e proporcionar a "motivação" necessária para o governo endurecer o regime.
A seguir e abaixo as primeiras fotos e ao lado a transmissão ao vivo pelo Canal 1.

O Cossaco.



 
 

YANUKOVYCH REUNE-SE COM PUTIN EM MOSCOU

REUNIÃO EM MOSCOU

Ekonomichna Pravda (Verdade Econômica), 17.12.2013

Já temos as primeiras notícias da reunião em Moscou. Reunião realizada na data de hoje.

- Plano de Ação para a liquidação das barreiras comerciais no comércio bilateral para 2013-2014;

- Acordo sobre a aplicação de medidas de recuperação de apoio estatal à produção em série de aeronaves An - 124 da família de motores D - 18t e suas modificações;

- Protocolo entre os governos da Federação Russa e Ukraina para o fornecimento de mercadorias para cooperação industrial em 2014;

- Acordo intragovernamental sobre ações conjuntas na organização da construção da travessia através do estreito de Kerch;

Após o encontro com Putin, Yanukovych se recusou falar com a imprensa. No entanto os russos relataram, que a criação de consórcio para transporte de gás não foi discutido. No entanto "Gazprom" baixou os preços para 268,5 dólares por 1.000 m³.

Também Rússia deu a Ukraina um crédito comercial de 15 bilhões de dólares.

Nas notícias não há o mais importante - o que exatamente Yanukovych prometeu a Rússia em troca, e se agora ainda será ouvido o tema "europeu" na Ukraina.

Primeiro - possível troca no esquema do fornecimento do gás para Ukraina ao tandem do "Naftogaz" empresa Ostchem de Dmytro Firtash pode entrar um terceiro jogador - "VETEK"(¹) Serhii Kurchenko, que é considerado próximo ao filho do presidente, Oleksandr Yanukovych.

Segundo - O ministro da energia da Ukraina Eduard Stavytskyi já prometeu, que Ukraina receberá um grande desconto na compra do gás.

Terceiro - Ukraina supostamente recebe da Rússia crédito de 15 bilhões de dólares.

Quarto - Investimentos significativos russos na indústria ukrainiana: aviação, construção naval, aeroespacial e militar.

A própria lista de itens sugere, que Ukraina vai numa séria corrida na direção russa. O único espaço alfandegário não será criado, mas a economia será dependente da vontade de Moscou.

No mínimo, os russos não são obrigados ajudar Ukraina, e depois de um curto período vem as primeiras bancarrotas e profunda queda nos padrões de vida. Significa. Ukraina pede ajuda. Significa. Ela está pronta para fazer concessões à Rússia. Exatamente que tipo de concessões - dos documentos disponíveis impossível entender. Então, antes de tudo, eles são apenas uma fachada para arranjos diferentes. Ocultos.

Este é um acordo adicional ao acordo da frota do Mar Negro.

No resumo de tudo, a reunião de hoje que teve lugar em Moscou foi em prol do preço do gás e empréstimo fantástico de 15 bilhões de dólares. Todos os outros documentos são capa oficial para um papo-furado. Meta do qual - permitir a Yanukovych, sem problemas manter-se até as eleições de 2015. E aos russos - receber algo...

O que exatamente - grande segredo.

O que acontece pode ser resumido assim:

Yanukovych "deitou" aos pés de Moscou.

(1) VETEK é nome de empresa. Na Ukraina desconfiam que Serhii Kurchenko, um moço que, de repente começou aparecer como grande empresário, é apenas testa de ferro do filho de Yanukovych.

Tradução: Oksana Kowaltschuk

ATENTADO A VITALI KLYCHKO

Atentado a Vitali Klychko
Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 17.12.2013
O Partido "UDAR" denuncia sobre atentado contra a vida de seu lider Vitali Klychko. Trata-se de acontecimentos do dia 24.11.2013, quando em avião particular, com Vitali Klychko a bordo não permitiram aterrissagem em Zhuliani. Neste dia havia manifestação da oposição em Kyiv e Klychko voltava da Alemanha para participação na manifestação da oposição. A versão baseia-se no fato de que a proibição para aterrissagem foi dada na altura de aproximadamente 100 metros com trem de pouso acionado e plena preparação para pouso, com a visibilidade de aproximadamente 50 metros.
"Tais ações do serviço de despacho, em tais circunstâncias poderiam causar uma tragédia semelhante à realizada em Smolensk com o presidente da Polônia.
De acordo com as informações do "UDAR" o fechamento dos aeroportos Boryspil e Zhuliani foi baseado no NOTAM(¹) - comunicado às 11:44 em conexão ao combate de terrorismo, enquanto a equipagem do avião de Klychko foi informada apenas próximo das 11:30 horas.
No entanto, como refere-se na resposta dos serviços de emergência estatal, uma ligação anônima para o Nº 112 sobre a possibilidade de explosão do avião sobre Kyiv, que tornou-se a causa "da medida contra terrorismo", chegou apenas após o fechamento do espaço aéreo.
Devido a proibição, o avião pousou em Kryvyi Rih, de onde Klychko veio a Kyiv de carro. Distância de mais de 400 km.
Observação: O jornal traz publicado o documento citado.
(1) - documento que tem por finalidade divulgar, antecipadamente, toda informação aeronáutica que seja de interesse direto e imediato.
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Tradução: Oksana Kowaltschuk

MOSAICO DE NOTÍCIAS

Caro Leitor:
A liberdade na Ucrânia, a cada dia que passa, fica mais ameaçada. Leia neste mosaico as notícias coletadas e traduzidas do jornal "Verdade Ucraniana". A situação se agrava e a Ucrânia está sob ameaça de uma guerra civil ou de um terrível regime de opressão imposto por um governante eleito pelo povo, mas que se coloca sob a botas do comunismo russo de Vladimir Putin.
O Cossaco.

Notícias da Ukraina
Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana) 17 e 18.01.2014

Anatoli Hrytsenko, deputado do Partido Pátria (oposição) renunciou ao mandato. Ele espera que seus eleitores compreendam sua decisão. "Eu fui eleito para o Parlamento da Ukraina, não para Coreia do Norte", - disse ele.
 
O Conselho não vai caçar as leis aprovadas em 16 de janeiro, disse o presidente do Parlamento Volodymyr Rebak.
 
A oposição convoca para uma nova Assembléia Popular na Praça da Independência em Kyiv, e prepara-se para greve, "para que o governo veja que ninguém o teme".
Klychko: "... as pessoas na Ukraina foram privadas de direitos e liberdades civis e, realmente, colocadas fora da lei".
Tiahnebok: "... os acontecimentos no Parlamento é cenário típico de Kremlin, ditado a Yanukovych por seu colega russo Vladimir Putin".
Yatseniuk: V. Yanukovych "vendeu a Putin nossa liberdade" por 15 bilhões de dólares. "Eles aprovaram uma lei que não permite pensar, falar e fazer o que cada ukrainiano gosta".
 
No Parlamento, a reunião para votação do orçamento e das leis ditatoriais enviadas pelo presidente Yanukovych foi aberta pelo vice´presidente Ihor Kalyetnek. No início , a votação realizava-se no modo eletrônico mas, devido os deputados do Partido das Regiões votarem pelos colegas ausentes, os deputados da oposição conseguiram apoderar-se de vários cartões. Quando votaram a favor da alteração do Código Penal sobre a possibilidade de processo penal à revelia, não houve votos suficientes para aprovação. Então, o vice-presidente Kalyetnik declarou que devido ao bloqueio da tribuna, etc., o orçamento seria votado sem discussões, através do sistema manual. No vídeo podemos ver que não houve contagem de votos, o número de votantes era fornecido de acordo com o número de associados dos Partidos das Regiões (203) e Comunista (32). 
Apenas o representante dos deputados sem-partido recusou-se do fornecimento de dados declarando que não havia possibilidade de fazer a contagem. As leis foram aprovadas sem discussão, com 235 votos dos regionais e comunistas (São necessários 50%, isto é 225 votos).
 
Durante a peregrinação do Automaidan (Automaidan é quando a oposição usa veículos, no caso a distância de Kyiv é de 25 km) à localidade "Dzinkova Krynytsia", na aldeia "Novi Petrivtsi" , Berkut espancou brutalmente o morador  e pensionista local Petró Katsymon apenas porque ele queria passar pela rua que vai até sua residência. Ele foi considerado culpado pela agressão verbal aos "aplicadores da lei", e multado em 136 UAH.

No dia 22 de janeiro, Dia da Unificação da Ukraina, os ukrainianos de todo o país estão sendo convidados para executar um panelaço, em protesto contra mentiras, corrupção e violações de direitos humanos.
 
A primeira ação do Automaidan de Donetsk será no dia 19 de janeiro. Os manifestantes visitarão a propriedade da Família Yanukovych na aldeia Kalinkino.
De acordo com as palavras do presidente do Partido UDAR, de Donetsk, Yegor Firsov a ação já foi registrada nos órgãos estatais locais.
Todos os habitantes de Donetsk, não indiferentes à situação atual da Ukraina são convidados.
 
Zakharchenko, o odioso Ministro do Interior promete reação dura a todo aquele que não quer "paz e tranquilidade". (Paz e tranquilidade significa submissão. O C.)
 
Em Lutsk, Volyn, Automaidan "visitou" as residências do governador, do presidente do Conselho e do promotor chefe do Departamento Regional do Ministério do Interior. Eram mais de 50 automóveis e cerca de 150 pessoas. Primeiramente eles cantaram uma canção natalina (No Natal é tradição ukrainiana, grupos de pessoas visitam as pessoas da comunidade, cantam canções natalinas e desejam coisas boas na vida. Os visitantes-cantores geralmente são convidados para lanche e/ou recebem doações para Igreja). No final pediram a todos para desistir de seus cargos no governo, sair do Partido das Regiões e parar com a repressão política em Volyn. Foram recebidos pelo governador (o senhor de óculos no canto esquerdo)
 
Mobilização geral na Ukraina
Mais de uma centena de organizações da comunidade declararam plena mobilização na Praça da Independência em Kyiv.
O impulso para isso foi a situação no país e a decisão de leis antissociais de 16.01.2014.
"Somente uma enorme e imediata resistência da nação poderá deter os criminosos e proteger as pessoas de prisões em massa. Chegou o momento para cada um colocar-se na proteção de sua liberdade, sua família, seu país", diz o comunicado.
Os autores do comunicado apoiam a decisão da realização de uma reunião nacional domingo 19 de janeiro. "Desta reunião nós começaremos restaurar a ordem constitucional. Ditadura deverá terminar. Estes dias - serão decisivos", enfatizam os signatários.
"Aonde quer que você viva, venha a Kyiv. Chame seus vizinhos, colegas e família, e venham ao Maidan", escrevem os autores.
Aos moradores de Kyiv pedem pernoite e alimentação para os de fora. "E, onde quer que vocês trabalhem - não sigam instruções de poder ilegais, não reconheçam leis de Yanukovych e juntem-se à resistência da ditadura. 
Sob o comunicado já assinou um número significativo de organizações públicas e políticas.

Determinar um único líder de resistência à ditadura.
Aos líderes da oposição parlamentar, dos intelectuais e membros da iniciativa "Primeiro de Dezembro:
"O regime atual tomou o poder e bloqueou todos os caminhos legais e democráticos para decisão do conflito social e político.
Os planos dominantes na Ukraina e Kremlin são óbvios. Contrariando os cenários políticos e tecnológicos está a inspirada força do Maidan - muito organizada... mas vulnerável - porque não está encabeçada por uma única liderança.
Nestas circunstâncias, a continuação da campanha eleitoral não declarada, com um olho para 2.015 - é crime. O líder deve ser um. Não candidato a presidente, mas líder da resistência à ditadura. Agora é o momento da verdade - ou vocês conseguem escolher entre si um único líder, ou serão forçados a sair do palco", - enfatizam os autores da declaração.

Resumo e tradução: Oksana Kowaltschuk
 

LIBERDADE DE CULTO SOB AMEAÇA NA UCRÂNIA

Posted: 17 Jan 2014 10:15 AM PST
O governo ucraniano ameaçou declarar ilegal a Igreja greco-católica ucraniana por prestar serviços religiosos aos manifestantes opositores que ocupam a praça central de Kiev. O ministério da Cultura enviou uma carta ao arcebispo Sviatoslav Shevchuk, acusando a seus sacerdotes de «violar a lei» ao prestar serviços religiosos fora dos templos. (AFP/InfoCatólica) «A violação desta lei […]
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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

NOVAS LEIS DATATORIAIS NA UCRÂNIA


Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 16.01.2014



O Partido das Regiões e o Partido Comunista votaram a favor da remoção da responsabilidade dos membros do Berkut que espancaram as pessoas no período de 21 de novembro a 26 de dezembro de 2013.

Também liberaram da responsabilidade criminal: a obstrução a atividades jornalísticas, o artigo 185 do Código Penal - roubo, destruição intencional ou dano à propriedade, falso relato de ameaça a cidadãos, destruição ou danos de propriedade do artigo 259, isenção de responsabilidade penal pelo bloqueio de comunicação de transporte, captura de empresas de transporte, apropriação indébita de veículos de transporte, perturbação grupal de ordem pública, tumultos, ações que ameacem a ordem pública, apropriação de edifícios públicos, resistência ao representante do governo, ao agente da lei, ameaça ou uso de força ou atentado contra a vida do agente da aplicação da lei. Apreensão de representante do governo como refém, abuso de poder ou autoridade, interferência no judiciário, não execução da decisão judicial. Obstrução de testemunha, vítima ou perito forçando-os ao não fornecimento de provas.



Também proibem-se comboios com mais de cinco carros sem coordenação com o Ministério do Interior, punível com multa de quarenta a cinquenta rendimentos mínimos livres de impostos, ou privação do direito de condução de veículos de um a dois anos.



A participação em ações de massa com uso de máscara, capacete ou qualquer outro meio de disfarce, será punível com multa ou prisão administrativa.



Calúnias (divulgação intencional de informações deliberadamente falsas que desacreditam a honra e a dignidade de outra pessoa) que se espalham na Internet, será punível com multa de cinquenta a trezentos rendimentos mínimos livres de impostos ou trabalho comunitário de 150 a 240 horas, ou trabalho correcional por um ano.



Pelo bloqueio de edifícios ou estruturas, que garantem atividades de órgãos estatais ou associações comunitárias poderá haver aprisionamento de até cinco anos.



Pela reunião ilegal, armazenamento ou divulgação de informações confidenciais sobre o juiz ou membros de sua família, ofensa ou pressão sobre o juiz, poderá ser aplicada multa de 300 a 500 rendimentos mínimos livres do imposto de ou dois anos de aprisionamento. A pena máxima por ações similares ao policial, ou sua família - detenção até seis meses.



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A OSCE (Organização e Cooperação na Europa) espera que Yanukovych vete estas leis ditatoriais. A representante para a Liberdade e meios de comunicação Dunja Mijatovic expressou preocupação com as alterações legislativas na Ukraina, incluindo o retorno de responsabilidade por difamação, o que ameaça a liberdade de imprensa.



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Carl Bildt, Ministro das Relações Exteriores da Suécia: De acordo com o que vimos hoje em Kyiv, ficaram claras as construções contra a democracia. E finalmente - contra a independência da Ukraina".



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Radoslaw Sikorski, Ministro das Relações Exteriores da Polônia disse que os eventos no Parlamento ukrainiano são sinistros e perguntou se Ukraina decidiu retirar-se do caminho europeu.



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Linas Linkyavichyus, Ministro dos Negócios Estrangeiros da Lituânia: Massacre dos músculos no Maidan ontem, votação precipitada no Parlamento hoje - dificilmente são passos para o diálogo ou democracia na Ukraina.



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Ukraina pode enterrar a liberdade de informação segundo Repórteres sem Fronteiras. "O pacote de alterações à legislação reproduz algumas das disposições mais repressivas da legislação russa".



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Durante a aprovação do orçamento houve briga de deputados. Um deputado da oposição teve o lábio partido. Ele teria reclamado do empurra-empurra que prejudicou sua colega Maria Ionova.

Esta deputada, da oposição, sentiu-se mal e foi hospitalizada. Ela recebeu um golpe na cabeça, desferido pelo deputado governista Volodymyr Malyshev.

O situacionista Yevhen Morozenko, segundo alguns queria votar por outro colega o que lá é bem comum -OK) e foi atingido por um oposicionista. Já outros dizem que ele foi machucado pelos próprios colegas.

O orçamento foi aprovado, sem exame ou discussão. Alegaram que não era possível devido ao bloqueio da tribuna e perturbações pela oposição. (A oposição é minoria).



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Os médicos de Kyiv já se preparam para o caudal de feridos. No hospital de Kyiv, nº 18.na Av. Shevchenko colocaram mais camas em todas as enfermarias e mais seis no corredor.



O canal de TV-1 enviou para noite do dia 16 seis pessoas ao Maidan em vez das duas habituais.



Resumo e tradução: Oksana Kowaltschuk


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

YANUKOVYCH E O SEU FEUDO

No cativeiro do "Myzhyhiria" Yanukovych transformou a vida de seus vizinhos em pesadelo.

Ukrainskyi tyzhden (Semana ukrainiana), 11.01.2014
Bohdan Butkevych

A primeira coisa que faz um ditador consciente, se deseja governar por muito tempo - é ganhar o carinho da parte dos habitantes do país, geralmente pobres, que estão dispostos a vender seus direitos civis pelas riquezas materiais. Segundo - construir seu palácio o mais longe das pessoas, para ser mais fácil de guardá-lo e que ninguém espione a sua vida luxuosa.


Os moradores locais do vizinho soberano não têm nenhum benefício. Mas, os problemas são incontáveis.

"Feod" Yanukovych

(Feod - Na Ukraina Ocidental, no período do feudalismo - a terra e, às vezes o cargo e os benefícios que o vassalo recebia de seu senhor por herança com a condição da execução de certas obrigações (serviço militar, etc).

Quando o autor deste texto, em 29 de dezembro ia, com um grupo de auto-admiradores,  ao "Myzhyhiria" pelo desvio do caminho, para tentar chegar à residência presidencial sem ser percebido, tinha absoluta certeza que os moradores locais estarão do lado do presidente ou, no mínimo, não se alegrarão com a chegada de estranhos. Especialmente quando lembramos a dedicação das aldeãs às suas "senhioras" nos patrimônios dos conhecidos feudais de novos tempos, como Tetiana Zasukha e Mykhailo Poplavskyi. No entanto, a realidade mostrou-se radicalmente deferente: os novos petrivchany (habitantes da aldeia Novi Petrivtsi), muitos dos quais trabalham diretamente para os meios de vida do "feod" Yanukovych, odeiam o "garante". Nem mesmo a partir do ponto de vista político, embora desses encontramos muitos. O fato é que os medos de V. Yanukovych transformaram a vida diária quase um campo de concentração.

Yanukovych aqui normalmente não é chamado pelo nome, aqui dizem "Ele". Soa quase como "patrão", "pai". Pois assim é - saído da cidade de Yenakievo, de Donbas, transformou a grande vila metropolitana, com longa história, em próprio feudo. Mas, ao contrário de bom senhor feudal, ele não se preocupa com seus subordinados, mas ignora-os, porque teme-os.

Paramos próximo a excelente construção do Conselho, onde trabalha o odioso presidente da aldeia Novi Petrivtsi Rodion Starenkyi, o qual, sempre obedientemente corre ao tribunal pedindo a proibição de quaisquer ações próximo a vivenda presidencial. Bilateralmente algumas bancas e quiosques, dos quais rapidamente saem as vendedoras balzaquianas que, vendo as bandeirinhas amarelo-azuis nas mãos dos manifestantes começam encorajar: "Ah, vieram visitar Yanukovych. Correto, precisa enxotar esta daninha do buraco. Verdade, ele já a alguns dias fugiu para os Cárpatos - ouvimos seu helicóptero." No início eu não acreditava nos meus ouvidos. Aproximo-me mais das mulheres, puxo conversa. Pergunto por que elas não gostam de seu ilustre vizinho.

Uma das mulheres emocionalmente conta, que quase não contratam moradores locais para trabalhar no "Myzhyhiria" - todos são trazidos de outras cidades, escolhidos pela segurança interna, porque, dizem eles, os locais pertencem ao grupo de risco, portanto mão podem aproximar-se do "corpo".  Então os locais não tem nenhuma vantagem do vizinho soberano. Mas os problemas são incontáveis, a principal - desde o momento da chegada de V. Yanukovych é que, de fato, eles deixaram de ser senhores das próprias casas. Portanto, com excelente boa vontade nos ajudavam encontrar as não vigiadas passagens para a residência. É necessário reconhecer que tais são mínimas, em todos os cantos tem polícia. Nas divisas, Berkut com escudos já são familiares para os moradores. Travessas são bloqueadas com ônibus e caminhões - verdadeira - guerra.

Desde que "Ele" aqui se estabeleceu, não temos vida, - diz exaltado o vendedor de quinquilharias. - Antes dele se tornar presidente, ainda era sofrível. Depois, aqui acontece de tudo. Em meia aldeia abriram valetas, para não poder chegar até ele. Permanentemente grupos de policiais a noite estão nas ruas. A impressão é que vivemos num campo de concentração. Da minha varanda vejo aquele muro com arame farpado. Então nós brincamos, que para "ele", desde a juventude a paisagem é familiar. (Alusão ao aprisionamento de Yanukovych, quando na juventude foi sentenciado duas vezes por pequenos furtos. O vício progrediu - OK).

Não destacar-se

Quando Berkut, pára o nosso pequeno comboio no caminho da residência presidencial aproxima-se, imediatamente uma moradora local, mulher simpática de mais ou menos quarenta anos, propõe ajuda. Pergunto se ela gosta de viver próximo de tão importante homem. "E o que o senhor pensa - é simplesmente horrível. À tardinha não se pode sair em paz nem para comprar pão - milícia, ou outras pessoas de uniforme, imediatamente se aproximam, perguntam aonde e por quê vamos, exigem ver o passaporte com registro. Se você não apresentar, poderá ser detido bem próximo de seu quintal. Enquanto os manifestantes ainda não vinham ao "Myzhyhiria", eles ainda estavam em menor quantidade, mas agora são muitos, todos com escudos".
Pergunto qual a sua atitude pessoal do Maidan: "Minha irmã com o marido vivem lá. Eu também vou de vez em quando. Seria bom expulsá-lo rapidamente" - diz apontando ao "Myzhyhiria.

Ela explica a uma parte de manifestantes, como é possível, através do barranco, abrir caminho até próximo a residência de Yanukovych. Uma parte conseguiu, mas a maioria das pessoas ficou em frente das forças policiais do Berkut, na rua central de Novi Petrivtsi.
(algum tempo atrás a jornalista Tetiana Chornovol conseguiu escalar o muro. Foi detida andando dentro nos jardins. Na ocasião não a massacraram como dias atrás, talvez porque seus artigos ainda não denunciavam tão imensos roubos, como os mais recentes, ou porque não poderiam negar a culpa -OK).

Os policiais também surpreenderam. Claro, da comunicação recusavam-se, mas em seus olhos havia incerteza. O motivo não era a não esperada tão grande presença do número de manifestantes, mas também porque a milícia é bastante cética na necessidade de tão rigorosas medidas de segurança da "sagrada Pessoa do presidente". Através de nossas fontes soubemos que para compor o quadro especial de proteção do "Myzhyhiria" escolhiam com muita exigência, porém o desejo de proteger o espaço pessoal vazio do cidadão Yanukovych, expondo-se a riscos, não é lá tão grande, ao contrário de, por exemplo, de edifícios públicos. Em conversas particulares muitos soldados zombam do "fiador" e não demonstram muita vontade de deitar lá seus ossos, caso venha muitas pessoas. Também a polícia está muito insatisfeita, em por mais de um mês bloquear todas as ruas da aldeia, paralisando assim a sua vida, e diariamente ouvir maldições dos moradores locais, que se tornaram reféns do medo que o presidente tem de seu próprio povo.

No geral, todos ficaram chocados de tão grande quantidade de pessoas, aproximadamente 10 mil (a distância de Kyiv é de 25 km.) que vieram fazer piquetes em frente a residência de Yanukovych. Os rostos dos moradores expressavam agradável surpresa, que algo assim era possível. Muitos temiam participar, mas sorriam aprovando atrás de suas cercas. "Nós aqui ensinaram, que deve sempre haver silêncio, - disse o tio bigodudo, que  trabalha como guarda da casa de um colaborador de Yanukovych. "Todos foram intimidados, porque o presidente mora aqui, então a ordem e ficar quieto e não se destacar. Lembro como em 2010, diziam a todos que residem na rua que "Ele" usa para chegar em sua residência, que durante o cortejo ninguém olhasse, e Deus nos livrasse de fotos. Ameaçavam, prometiam atirar ou entregar os transgressores aos tribunais. Então as pessoas realmente têm medo, e "o" odeiam com alma. Todos da aldeia que têm carro, foram listados e todos que têm
alguma relação com a residência "dele", assinam uma declaração que proíbe a divulgação. Nós gostaríamos protestar, mas o povo não está acostumado fazê-lo". (Claro, o anterior regime soviético reprimia quaisquer manifestação, enviando as pessoas ao degredo ou prisão. Yanukovych não desaponta seus mestres. - OK).

No entanto ainda há resistência. Antes da ida aos "Novi Petrivtsi", o autor deste texto leu nas redes sociais muitas mensagens dos autóctones, que recusavam à milícia, em suas casas, a possibilidade de uso da rede elétrica para o aquecimento dos ônibus. E, até a vendedora da mercearia sorriu para mim e, apesar de dois policiais na fila, disse: "Na próxima vez, que venham centenas de milhares."

Tradução: Oksana Kowaltschuk.