quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

NOTÍCIAS DA UCRÂNIA - 29 DE JANEIRO DE 2014

Ukrainskyi Tyzhden (Semana Ukrainiana)

Canadá impôs sanções de visto contra funcionários-chave do governo da Ukraina, devido ao uso da força contra os manifestantes.

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Durante os eventos do final de 2013 - início de 2014 aconteceram as mais extensas violações dos direitos humanos durante a independência ukrainiana. Esta foi a declaração dada numa entrevista coletiva pelo juiz do Tribunal Internacional para ex-Iugoslávia entre 2002-2005, e representante da Ukraina na Comissão do Conselho das Nações Unidas - ONU, dos direitos da pessoa durante dez anos, Volodymyr Vasylenko.
"Mesmo durante a União Soviética, quando toda sociedade esteve sob cruel tutela da KGB, de 1989 até a restauração da independência da Ukraina (24.08.2991) quando aconteciam manifestações e protestos de massa, o regime comunista não aplicou métodos tão agressivos e cruéis contra cidadãos da Ukraina e, portanto, não violou direitos humanos" - explicou Vasylenko.
Ele também declarou que o movimento de protestos na Ukraina durante os recentes eventos realizou-se de acordo com a Constituição da Ukraina e normas internacionais. Por isso resolveu criar uma Comissão para investigar as violações de direitos humanos, para "documentar e tipificar a prática criminosa do governo que originou as violações em massa dos direitos humanos.
Vasylenko acrescentou que a comissão vai "acompanhar as ações do governo, seja qual ele for".
O principal objetivo da Comissão é desenvolver uma estrutura legal que impeça ao máximo as violações dos direitos humanos na Ukraina.
Conforme relatado, no Parlamento Europeu já declararam que o Ocidente, em comum com os ukrainianos, deve investigar todos os crimes contra a humanidade.

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Pela participação nos eventos da rua Hrushevskyi já foram detidos 49 manifestantes.

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Elmar Brok, presidente da Comissão das Relações Exteriores do Parlamento Europeu: "Não há necessidade de negociações sobre anistia - basta libertar as pessoas". Ele fez esta declaração numa conferência de imprensa na representação da UE em Kyiv, nesta quarta-feira.

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Segundo Associação de transportes rodoviários internacionais da Ukraina, Rússia novamente cria barreiras para  exportações ukrainianas. Em 28 de janeiro houve mudanças no controle aduaneiro e desembaraço de mercadorias, que são exportadas da Ukraina para Federação Russa.

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Em quatro dias os voluntários levantaram fundos para prótese do jovem que perdeu o braço durante os conflitos na rua Hrushevskyi. Eles conseguiram 178.768 UAH, sendo que eram necessários de 130.000 a 160.000 UAH. Muitas pessoas também levam sua contribuição diretamente aos pais no hospital.
Um partido político propôs aos pais levar o rapaz à Alemanha, para colocar a prótese mais avançada que simula completamente a mão humana. Toda despesa será financiada pelo Partido.
Pagar as despesas do tratamento também propôs publicamente um empresário de Dnipropetrovsk.
Ajuda à  família também propôs a médica Olga Bohomolets, e outros.
No início Sasha vai usar uma prótese estética. Ele tem 18 anos e está no segundo ano do curso de Construção e Arquitetura da Universidade de Kyiv. Em 19 de janeiro ele, com amigos, foi ver o que estava acontecendo próximo ao Estádio Dínamo (rua Hrushevskyi), Em consequência de uma explosão, perdeu o braço direito.
(Este caso demonstra claramente a bondade do povo ukrainiano. Infelizmente, uma parte pequena, mas economicamente forte, incorporou as barbáries do comunismo e, sob o manto da ganância e hipocrisia mantém a população nos limites da miséria econômica e cultural, inclusive provocando a decadência moral, quando não atenta diretamente contra a vida das pessoas - OK)

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"Nós - os veteranos da guerra do Afeganistão, que dois meses vivemos como escudo vivo do Maidan, protegendo as pessoas e lutando pelos direitos e liberdades de cada cidadão ukrainiano. Em nossas fileiras há simpatizantes de diferentes partidos políticos, mas sabemos por experiência própria, o que é a vida e a morte, sabemos, que em situações críticas, antes de tudo, o importante é a vida humana, não bilhetes partidários".
"Nós representamos diversas regiões ukrainianas, de leste a oeste, do sul ao norte. Nós não queremos viver num país dividido".
"Nós temos objetivo: parar o derramamento de sangue e atos sádicos executados por órgãos policiais e bandidos não identificados aos quais o governo perdoa e protege. Exigimos o encerramento dos processos criminais contra os participantes das manifestações e liberação de todos os presos. Punição a todos os responsáveis pelo espancamento de cidadãos pacíficos".
"Consideramos que o ministro das Relações Internas Vitali Zakharchenko é politicamente responsável pelas ações sádicas de seus subordinados, portanto não tem direito pretender a nenhum cargo e deve ser responsabilizado criminalmente."
Eles, em sua opinião, consideram que tanto o governo quanto a oposição, podem desenvolver um mecanismo para saída da crise, que deve ser transparente e acessível ao público, inclusive aos representantes dos veteranos da guerra do Afeganistão.
"Nós nos comprometemos a acompanhar o processo e garantir as negociações", - diz o comunicado.

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Na reunião do Partido das Regiões, em 28 de janeiro, deputados do grupo de Rinat Akhmetov e Serhii Tihipko recusaram-se ao apoio do cenário de força para resolver a crise na Ukraina. São 78 deputados. O aviso é da deputada sem partido Inna Bohuslovska.  O grupo controlado por Kliuiev (chefe do gabinete do presidente) e mais alguns, tentaram pressionar. Em resposta, o representante do grupo controlado por Akhmetov, Sr. Voropaiev disse que estava encarregado fazer uma declaração em nome de 40 deputados, que eles se recusam a continuar assinando quaisquer documentos e votar quaisquer assuntos sem observação de procedimentos corretos"
Depois o grupo do Tihipko, 38 deputados, também fez esta declaração. (Pena que não adotaram este procedimento anteriormente - OK).

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Na região dos Cárpatos, em Ivano-Frankivsk, seis combatentes da unidade especial "Alfa" do SBU (Serviço de Segurança da Ukraina) assinaram pedidos para liberação. Isto eles fizeram porque sua chefia queria mandá-los para Kyiv para reprimir as manifestações.

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O governo utiliza todos os métodos para pressionar os cidadãos comuns. Em Rivne destroçaram a fábrica de margarina: destruíram a contabilidade, o caixa, o cofre, a documentação. 
Em Kirovohrad foram aprisionados dez ativistas do Maidan.

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Rússia não vai ajudar Ukraina até que um novo governo seja formado. Esta proposição fez Dmitry Medvedev. Ele disse que os acordos poderão ser cumpridos "somente quando entendermos qual será o curso econômico do novo governo, quem vai trabalhar lá, e quais as regras que serão seguidas. Putin concordou.

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Berkut foi legalizado e permitiram-lhe proteger as corporações. Entre outros a subdivisão tem permissão ao uso de dispositivos especiais, proibição ou restrição temporária ao acesso do público a alguns locais, empresas, etc., para garantir a ordem pública, proteção da vida e saúde, proteção da ordem pública em áreas de estadia temporária dos funcionários, garantia da ordem pública durante atividades comerciais.
A ordem determina o direito dos trabalhadores das forças especiais o uso da força, meios especiais e armas de fogo. As armas de fogo somente poderão ser usadas de acordo com os artigos 12 a 15 da lei "Sobre milícia".

Artigo 12: a arma somente poderá ser usada após aviso, exceto ameaça à vida dos cidadãos ou da milícia, incluindo um ataque em grupo ou armado. Não poderá ser usada às grávidas, idosos, deficientes ou crianças. O uso da força deverá ser aplicado para causar o mínimo de prejuízo ao violador ou pessoas próximas. a polícia deve prestar os primeiros socorros ao violador, o mais rápido possível ( O Berkut já usava de brutalidades, e chegou a matar antes dessa lei. Agora vai matar mais, porque será protegido oficialmente - OK).

Artigo 13: a lei estipula que o Berkut pode usar a força para impedir violações, ações contrárias às exigências da polícia com emprego de força, se outros métodos não derem resultado.

Artigo 14: declara que órgãos especiais podem recorrer ao uso de algemas, cassetetes de borracha, amarras, gás lacrimogêneo, dispositivos de luz e som para desvio de ações, dispositivos para abrir espaços e pontos de ônibus, canhões de água, veículos blindados, cães para: 
- Proteção de cidadãos e própria;
- Cessação de motins e violações grupais de ordem pública;
- Repelir ataques contra prédios, instalações, veículos de transporte, sua libertação em caso de captura;
- Detenção e escolta de pessoas se elas resistem ou podem fugir, ou prejudicar outros ou a si próprios;
- Parar a ocupação de terras e outras ações que podem levar a confrontos, ou ações que paralisem o transporte, meios de vida de assentamentos, paz pública, vida e saúde das pessoas;
- Cessar a resistência policial ou de outras pessoas durante a execução;
- Libertação de reféns.

Artigo 15: prevê o uso da arma de fogo para:
- Proteção de cidadãos de ataques que ameaçam a vida e saúde, libertação de reféns;
- Rechaço de ataques aos trabalhadores da milícia ou membros de suas famílias, se às suas vidas e saúde ameaça perigo;
- Rechaço aos ataques a objetos protegidos, comboios, moradias de cidadãos, espaços públicos e de cidadãos, empresas, sua libertação se capturados;
- Detenção da pessoa pega na prática de crime de fuga ou que ameaça com o uso da arma;
- Parar o transporte, se o motorista representa ameaça para vida e saúde de cidadãos ou policiais. Proíbe-se o uso de armas de fogo se houver grande número de pessoas que podem ser atingidas.

CANÇÃO DE APOIO AO MAIDAN



Tradução: Oksana Kowaltschuk




quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

A IMAGEM DO SÉCULO XXI


Foto impressionante: Padres ortodoxos se colocam na frente das tropas policiais no local dos confrontos entre militares e com manifestantes em Kiev, Ucrânia.

David contra Golias
 Enviada por Graça Salgueiro.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

PRIMEIRO-MINISTRO RENUNCIA

Ukraina - 28 de janeiro

Notícias da Ukrainska Prava (Verdade Ukrainiana)

Azarov, primeiro-ministro renunciou.
"A fim de criar mais oportunidades de compromisso social e político para uma solução pacífica do conflito, tomei a decisão pessoal de pedir ao presidente a aceitar minha demissão do cargo de primeiro-ministro" - disse em seu comunicado Azarov. (Na verdade ele trabalhou mais pela Rússia e por enriquecimento próprio, defendendo proposições antiukrainianas em geral -OK).


Segundo a Constituição, o presidente deve aceitar a demissão do primeiro-ministro e de todo o governo. Mas, o governo cuja demissão foi aceita pelo presidente, em seu nome deve desempenhar suas funções até o início dos trabalhos do gabinete recém-formado, mas não mais do que por 60 dias.

V. Klychko: "Azarov renuncia para salvar a própria face. O que acontece hoje nas ruas - é também o resultado do atual governo.
O vice-primeiro-ministro, banqueiro Arbuzov, que é da camarilha do presidente responderá pelo governo até a nomeação do sucessor de Azarov.

Atenção, Polícia financeira da Áustria. Empresas vienenses da nora de Azarov.

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 28.01.2014
Serhii Lyshchenko

A mentira do primeiro-ministro Mykola Azarov sobre o casamento gay nos despertou o interesse, com o que se ocupa sua família, que não temeu Sodoma e foi para a odiada Europa.

Em dezembro do ano passado, Azarov discursando no Antimaidan, perante uma massa adestrada, resolveu desmascarar a eurointegração. Ele declarou que uma das condições para introdução do regime sem vistos é a legalização do casamento gay na Ukraina.

"Eles, os chamados líderes da oposição apresentam-se e contam estórias - assinar o acordo e amanha, sem necessidade de vistos viajaremos para Europa. E quais são as condições, sabem? Nós devemos legalizar o casamento gay! Está pronta a nossa sociedade para isso?" - conclamava Mykola Azarov.


Na verdade, na relação de exigências da UE não há nenhuma menção sobre o casamento gay. contando estórias a seus eleitores - o discurso de Azarov transmitia-se no Primeiro Nacional - ele atingiu os limites do cinismo.

Então a mentira sobre o casamento gay completava-se com o fato de que a família do próprio Azarov, sem nenhuma admoestação legalizava-se na Áustria onde, de fato, a lei legalizou parcerias do mesmo sexo.

Alimentando seus eleitores com informações falsas, Azarov prefere evitar qualquer menção ao outro lado de sua vida familiar - as ruas tranquilas de Viena. Anteriormente o autor dessas linhas escreveu sobre o setor imobiliário do filho de Azarov na capital austríaca e sobre o apoio do orçamento da Ukraina à empresa austríaca de Azarov-filho.

Todos estes exemplos de dupla moral, nem o próprio Azarov, nem seu filho-deputado não comentaram. Os questionamentos sobre as raízes que eles estabeleceram em Viena, o primeiro-ministro igualmente ignorou tanto nas conferências de imprensa, como no Facebook.

Tendo em vista o agravamento da situação no país a "Verdade Ukrainiana" descobriu, que a família do atual primeiro-ministro da Ukraina tem para onde fugir - e isto não é para por Deus esquecido Slovyansk (cidade de Donbas, na província de Donetsk) que Azarov-filho representa no Parlamento, mas a bem alimentada e feliz Viena, onde eles possuem não apenas imóveis, mas uma extensa rede de negócios.

Muitos dos atuais governantes ukrainianos têm aplicações e negócios no exterior. (Eles não precisam da integração européia porque, de fato, já estão lá: seus filhos estudam lá, os pais passam as férias na Europa, EUA, ou onde lhes apraz, fazem os tratamentos de saúde na Europa. Ukraina para eles é o lugar onde eles são auxiliados por governantes corruptos, que lhes possibilitam e com eles auferem escorchantes lucros, às custas de uma população que trabalha por salários de semi-escravidão, e leis que, a favor do povo não funcionam - OK)

Portanto, o chefe do governo ukrainiano e líder do Partido das Regiões tem um único filho, Alexei Azarov, que é casado com Lilia Fathulina, agora Lilia Azarov - única nora de Mykola Azarov.

Sobre esta senhora não há informação oficial. Mas, este jornal conseguiu a autobiografia de Alexei Azarov, que ele forneceu à Comissão Eleitoral em 2012.
De acordo com documentos Lilia Azarov é "dona de casa", e em 2011 não teve nem um centavo de renda - seja na Ukraina ou no exterior.

Publicação do documento

Está é uma legenda para eleitores do Partido das Regiões.

E agora - o outro lado da história.
De acordo com o registro oficial de pessoas jurídicas a esposa de A. Azarov é proprietária de várias empresas no território do estado ocidental europeu.
Primeiro - é a empresa Publishing Delux Holding GmbH cuja atividade é publicação de jornais e revistas. "Verdade Ukrainiana" conseguiu um extrato sobre os proprietários da empresa e do último balanço. Então, a nora do primeiro-ministro é a dirigente e proprietária de 50% do capital desta empresa austríaca. A empresa foi fundada em agosto de 2011 pelo casal Alexandra e Stefan Burgesmeier, e sua vizinha no 18º distrito de Viena Lilia Azarov que ingressou na sociedade em 1 de março de 2012.

Ela tornou-se um dos diretores, mas também entrou com um capital social de mais de meio milhão de UAH - 50 mil Euros. Tendo em conta que dois meses antes - em 31 de dezembro não possuía nem um centavo.

Texto com contribuição dos sócios e endereço de Lilia Azarov em Viena

Lilia Azarov tornou-se praticamente salvadora da empresa Publishing Deluxe Holding GmbH - porque no final de 2011 a empresa tinha uma perda de 49 mil euros.
Interessante é o artigo "Recursos financeiros anexados" no balanço patrimonial, No final de
2011 constava 1 (um) milhão 206 mil euros, e no final de 2012 - 2 Milhões 114 mil euros. No entanto, este dinheiro não foi investido e no balanço ativo quase totalmente está registrado como capital de giro (Umlaufvermögen) na forma de dinheiro, reserva e apoio financeiro.

A empresa de Azarov publica na Austria uma revista com significativo título: "Viena Deluxe Magazine". Interessante, como a publicação se identifica: "Venna Deluxe Magazine" - revista brilhante de luxo, focada exclusivamente no estilo de vida de luxo e lazer. "Nosso objetivo é comunicação com grupo específico - pessoas com níveis muito elevados de riqueza".

Para publicação desta "super-luxuosa revista a empresa Publishing Deluxe Holding GmbH criou uma filial - Vienna Deluxe Magazine GmbH. Isso ocorreu simultâneo com a entrada de Lilia Azarov ao capital social da empresa-mãe.

Desde que a empresa Vienna Deluxe Magazine GmbH é 100 por cento de propriedade da empresa-mãe, respectivamente, a família do primeiro-ministro aí também controla 50% como está implícito no site da Vienna Deluxe Magazine. Revistas semelhantes para "os mais ricos"
também são publicadas na Costa Azul da França, em Courchevel, em Dubai, em St. Moritz, em Genebra, Zurique, Paris, Munique e África do Sul.

A empresa Publishing Deluxe Holding GmbH e suas congêneres Vienna Deluxe Magazine GmbH e Media Deluxe GmbH tem sede em Viena no endereço SingerstraBe 14/4. Isto é, no magnífico palácio Broymer.

 
Palácio Broymer

Nos mesmos locais é registrada a empresa Garda Handels und Beteiligungs GmbH que possui a empresa de Donetsk "Metalist" nos interesses da família Azarov - nora do primeiro-ministro trabalhava aqui como diretora no início de 2012, e a empresa recebia apoio financeiro do orçamento ukrainiano.

Mas a publicação de revistas para os mais ricos e a gestão de empresas que dominam fábricas ukrainianas - não é a única esfera de ocupação da esposa de A. Azarov em Viena. Ela também é a única proprietária da empresa P12 em Viena, no endereço: Parking 12/Top 12/ Top 8. O proprietário anterior da galeria era o jurista austríaco Frederick Bublé, o qual entra no Conselho de Observação da empresa austríaca... dos irmãos Kliuiev (são empresários ukrainianos riquíssimos, próximos do presidente - OK) "SLAV Handel, Vertretung und Beteiligung AG". Em dois anos a parte de Bublé de 100% caiu para zero, mas ele permanece na lista de líderes da galeria.

E agora - o mais interessante. Por "coincidência", no mesmo edifício da galeria dos Azarov localiza-se o escritório vienense de Liechtenstein P&A Corporate Trust, liderado por Reinhard Prokshen - está é a mesma pessoa de confiança, que até recentemente era a proprietária final da residência de Yanukovych "Myzhyhiria", e continua sendo principal acionista nos negócios solares dos irmãos Kliuiev.

 

Todas estas empresas nas últimas semanas caíram sob pontaria dos ativistas ukrainianos que fizeram piquetes aos escritórios dos Azarov e Kliuiev, e também iniciaram a privação de Proksha de sua licença advocatícia no território dos EUA. Além disso, com a vinda do novo ministro dos Assuntos do Exterior da Austria, lá começam receber com mais simpatia as informações sobre o dinheiro de seus fabulosos lucros, paralelamente pendurando os prejuízos em seus próprios eleitores.

P.S. Durante um mês, o deputado Alexei Azarov não respondeu a perguntas enviadas a ele quanto aos negócios austríacos de sua família. Da mesma forma o aparato do Parlamento recusou o fornecimento da última declaração de renda de Alexei Azarov por falta de sua permissão para divulgar tais informações.

Tradução: Oksana Kowaltschuk

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

SITUAÇÃO NA UCRÂNIA EM 27 DE JANEIRO 2014

Notícias do dia 27 de janeiro de 2014.

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Legenda:
1- Vermelho - Manifestantes conquistaram ODA (Sede do Governo Provincial)
2- Rosa         - Bloqueio, tentativa da tomada da ODA
3 - laranja    - Protestos em massa
4 - preto       - Dispersão forçada pela milícia e "titushkas

Com  o quê agora gabam-se os combatentes do Berkut nas redes sociais:

"Vencemos em 1945, venceremos em 2014", - prometem os dignos descendentes da NKVD.

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Ex-Partido das regiões: "Eles não são gente".
Hoje nas fileiras dos regionais mais uma "perda". Deixou o PR Antonina Kurychenko, deputado do Conselho Municipal de Slavutych, chefe da inspeção tributária na cidade. Estas foram suas declarações ao jornal "Semana Ukrainiana": "Os eventos no país significam que permanecer no Partido das Regiões é um terrível crime. A última gota foram os assassinatos na rua Hrushevskyi".
"Quando à cidade chegou o comando dos regionais (com o governo Yanukovych), ficou tudo claro: eles nem animais são... Eles são desumanos. Eles se preocupam apenas em ganhar mais dinheiro, encher seus bolsos.  Também é esta a preocupação de Zakharchenko (Ministro do Interior): preservar o poder para manter o que tem. Entrar para o Partido das Regiões era uma das condições para continuar no cargo", disse Kurychenko.

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Em Dnipropetrovsk, um "titushko" detido pelos ativistas admitiu que foi contratado para bater nas pessoas por 100 UAH (mais ou menos 11 dólares). Ele é um dos contratados que ontem , em Dnipropetrovsk, atiravam com armas traumáticas nos participantes de uma reunião. 
Lembramos: no dia 26, como resultado da oposição dos participantes do Conselho do Povo, junto à Administração Estatal de Dnipropetrovsk foram feridas 10 pessoas, 4 foram hospitalizadas.  No dia 27 o Tribunal Distrital de Dnipropetrovsk mandou aprisionar, por dois meses, 15 ativistas.

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Em Cherkasy, Berkut brutalmente espancou os participantes do Automaidan. As forças de segurança provavelmente capturaram Chornovol. (Tetiana Chornovol, jornalista, mal se recuperou do espancamento que sofreu poucos dias atrás. Esta moça é destemida - OK). Quem conta é outro jornalista, Yurii Lukanov. Os participantes do Automaidan foram enganados por pessoas que disseram ser do Automaidan de Cherkasy. Mas, na verdade, eram "titushkas" locais" que se afastaram do grupo, quando aproximavam-se  da Administração Estatal Provincial e surgiu o Berkut que atacou. Batiam com muita força. "Eu consegui correr e escapei. Chornovol também correu. Depois não a vi mais e seu telefone está mudo.
De acordo com o Departamento de polícia foram detidas 16 pessoas, incluindo habitantes locais. Pela manhã procuraram atendimento médico 11 pessoas, nove das quais foram hospitalizadas. Os deputados que visitaram as vítimas, ficaram chocados com a brutalidade das forças de segurança. Desapareceu o chefe do Partido Liberdade de Chercasy Yurii Botnar que, pela manhã levaram ao Departamento Regional da milícia os policiais a paisana.

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Em Lviv, o Partido das Regiões autodissolveu-se segundo aviso dos próprios deputados. Vários funcionários também declararam sua saída do Partido das Regiões. Pediram demissão mais dois funcionários que pertenciam ao Partido das Regiões, de Ternopil.
Os deputados de Lviv explicaram que os funcionários do partido e líderes do partido do governo - ignoravam sua posição, não ouviam todos os ukrainianos.

Depoimento de Oleh Baliash: saí do partido porque o governo tenta quebrar as pessoas com métodos de bandidos. O partido não
cumpre os programas que prometeu nas urnas. Hoje o país está à beira da guerra civil, caos e divisão.
O governo poderia regularizar a situação, pelo menos sete vezes, mas eles simplesmente desmantelam tudo. Quando começaram bloquear meu negócio, eu disse que não os apoiaria. Eu tenho 1.500 empregados, o que fariam estas pessoas se eu fechasse meu negócio? (Não há empregos suficientes no país, muitos ukrainianos vão a outros países europeus, até aos EUA, para trabalhar e enviar dinheiro para construir ou melhorar sua casa, abrir um pequeno negócio, pagar o estudo dos filhos - OK)

Sobre sua situação também contou Oleh Baran, empresário e dirigente do Partido das Regiões, seção local, que tem uma cadeia de lojas. Ele sofre piquetes da ação "Boicote econômico dos regionais" com exigência para que saia do partido. Ele não diz se vai sair do partido, para isto deve convocar conferência para ser decidida a dissolução do partido (Lviv), ou feita a escolha do novo lider.

Saíram do Partido os presidentes de Yavoriv e Busk. Ternopil e Ivano Frankivsk proibiram a atividade, no território de suas províncias, do Partido das Regiões e Partido Comunista.

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Uma série de publicações internacionais não exclui que à Ukraina ameaça um estado de exceção. Observadores acreditam que Kremlin exige de Yanukovych ações decisivas e duras contra a oposição e os manifestantes. O ocidente, por sua vez, aumenta a pressão sobre o presidente Yanukovych e adverte que será necessário responder ao mundo pelas ações cruéis no país. Em Bruxelas preparam-se para duelo com Putin durante a Cimeira UE-Rússia na terça-feira.

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As negociações na Ukraina, do presidente Yanukovych com a oposição se esgotaram sem acordo.

Tradução: Oksana Kowaltschuk

OS PROTESTOS AUMENTAM - 26 DE JANEIRO de 2014

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 26 de janeiro de 2014

Ao Encontro com V. Yanukovych não compareceram 78 deputados do Partido das Regiões.
Sobre isto escreveu, no seu Facebook a deputada da oposição Lesya Orobets. Ela acredita que a conversa sobre reformatação do governo é devido à falta de apoio da verdadeira maioria no Parlamento. E também as estórias como:
"Berkut dispensaria vocês em um segundo, mas nós somos bons".
Ela apelou aos deputados regionais com a ressalva de que Yanukovych os conduz para o pior cenário. "Parentes e amigos dos mortos e feridos, torturados na neve não temem, mas levantam-se e desejam vingar-se, - vocês não lhes deixaram escolha com seus tribunais e cães ferozes", - advertiu Orobets.

A oposição recusou. O mundo reagiu


No sábado, dia 25, a oposição realizou uma nova rodada de negociações com V. Yanukovych e o grupo de trabalho para resolver a crise política no país. Durante as conversações, o presidente convidou Arsenii Yatseniuk para assumir o cargo de primeiro-ministro e Vitali Klychko  para vice-primeiro-ministro para assuntos humanitários. Em caso de acordo Yanukovych demitiria o governo Azarov.
Os líderes da oposição declararam: a oposição está pronta para assumir o comando do governo, mas exige o cumprimento de suas condições. Yatseniuk perguntou se a proposta vigorará até o dia 28. Yanukovych respondeu: "Isto é excluído". Klychko avisou: "Enquanto as negociações não forem concluídas, nós não deixamos as barricadas".

Os ativistas ficaram chocados com a alimentação das forças de segurança.


Após a tomada da "Casa Ukrainiana" (Ukrainskyi Dim), os ativistas começaram a limpeza. Eles ficaram chocados com a qualidade da alimentação das forças de segurança. Encontraram muitas garrafas com álcool.

Gelo e fumaça na rua Hrushevskyi, dia 25 de janeiro. A rua Hrushevskyi em Kyiv continua ser o epicentro dos acontecimentos. Apesar de novos tiros e feridos na noite passada, os manifestantes não abandonam seus "postos". (A queima de pneus para produzir fumaça é proposital. A fumaça bloqueia a vista, os manifestantes sentem-se mais protegidos dos tiros).

A sede da resistência nacional dá ao governo algumas horas para que ele libere os ativistas detidos no Maidan. 
Isto declarou o auxiliar do dirigente Serhii Pashenskyi no dia 26. Hoje, de acordo com dados oficiais do Ministério do Interior há 118 pessoas detidas em Kyiv e 58 em Cherkasy. São pessoas que participaram de protestos pacíficos, aos quais polícia aplicou torturas. 
"Nós já não exigimos, nós informamos que, se não for iniciado o processo de libertação, o povo ukrainiano irá se envolver em operações contra o terrorismo", - disse Pashenskyi. 
No dia 23 Yanukovych prometeu que todos os detidos seriam libertados em três dias. 

Em Kyiv e Dnipropetrovsk despediram-se dos ativistas mortos a tiro na rua Hrushevskyi.
Na Catedral de Michael realizou-se a missa de réquiem pelo ativista Mykhailo Zheznevskyi. Depois o caixão foi levado à Praça da Independência onde a missa teve continuidade. Compareceram milhares de pessoas. Mykhailo nasceu na Bielorússia. Morreu por ferimento a bala. No dia 26 de janeiro completaria 26 anos de idade.

Em Dnipropetrovsk deram adeus ao ativista Serhii Nyhoian, 21 anos. Ele era natural da aldeia Bereznuvativka. Participaram mais de mil pessoas. Todos os custos foram financiados pela diáspora armênia. Era filho único. A mãe não teve forças para conversar com jornalistas. O pai disse: "Maidan deve continuar. Meu filho morreu pela Ukraina!"
Reverenciaram a memória de Serhii Nyhoian em diversas cidades de Dnipropetrovsk.

O presidente do Sindicato dos Oficiais falou sobre a base das forças de segurança:

O prédio dos oficiais frequentemente é ocupado por Berkut, por forças internas e pessoas desconhecidas, segundo o presidente do sindicato Yevhen Lupakov. Ele diz que, em carros particulares vêm empreiteiros das forças internas, descarregar munição.
O presidente Lupakov indigna-se com a tática das forças de segurança - que aproveitam "escudo-humano" de soldados para abrir ações do Berkut. "Nossos rapazes colocam na primeira fila. Às suas costas - o Berkut, que irrompe com bastões e bate nas pessoas, desaparecendo depois. Eu sei, que o Iraque usava tal método, quando jogava jovens em campos minados. E isto agora é usado aqui, pelo atual governo. É sadismo. É guerra contra o próprio povo!, - disse Lupakov.  

Ela, voluntária do serviço médico não  estava no Maidan, estava indo para casa. Na estação ferroviária verificavam os documentos que confiscaram junto com o remédio e dinheiro. Viram o símbolo do Maidan. Então a milícia chamou o Berkut. Eles vieram num carro particular, levaram-na na mata, fora da cidade, bateram nos rins e deixaram lá. Ela saiu da mata com muita dificuldade, sufocando devido a asma. Viu umas casas e pediu auxílio. Ajudaram-na até o metrô. Agora, sem documentos, nem para casa não pode ir. 


Скрін-шот прямої трансляції


Bateram, tiraram a roupa e passaram gás de pimenta. O corpo ferido queimaram com fogo.

O menor, participante do Euromaidan diz que o comandante do Berkut permitia aos subordinados batê-lo no corpo todo, exceto no rosto, para não criar problemas com jornalistas.


Фото з домашнього архіву Нискогузів

História de Mykhailo, 17 anos, de Halychyna (Nome histórico de terras centro européias, que hoje dividem-se entre Polônia e Ukraina) capturado e brutalmente torturado na neve chocou todos os ukrainianos e claramente comprova a fé na própria impunidade dos executores. Esta "distração" tornou-se sangrenta mancha no retrato do poder bestial...

Mykhailo - estudante do terceiro curso do Colégio de Mineração e Economia de Chervonohrad. Seu pai Yuri - empresário, seu avô Mykhailo - conhecido padre, ativista social, que com orações apoiava os participantes da Revolução Laranja (2004). 
Todos os homens da família, incluindo o irmão de 15 anos, participaram do Euromaidan, desde o início. Como sinal de solidariedade aos estudantes Mykhailo parou de fazer a barba para parecer mais adulto.

De acordo com a decisão do juiz, que determina as sentenças aos manifestantes, "pela participação nos distúrbios" Mykhailo deverá permanecer dois meses em prisão domiciliar. Ele está sendo acusado, pelo artigo das recentemente aprovadas leis ditatoriais, a prisão de 8 a 15 anos. Presentemente ele está hospitalizado. No dia 21 de janeiro a ele foi feita uma cirurgia no braço quebrado pelos pupilos de Zakharchenko (Ministro do Interior). Também tem um dedo do pé quebrado, lesão nas costelas, cortes e picadas de faca pelo corpo, concussão cerebral, muitos hematomas. Seguidamente lhe injetam analgésicos...

Nos intervalos do tratamento ele contou ao jornalista:
Ao Maidan eu ia desde 3 de dezembro. Um dia em casa (Ele é de Lviv) e novamente ao Maidan. Ocupava-me mais tirando fotos, observando. Às vezes, quando havia bêbados (eles eram enviados para lá pelos governistas) auxiliava aos guardas levá-los para longe. Porque Maidan - é como uma cabeça sóbria, sensível, ordenada, disciplinada.

No dia 20 de janeiro fui à rua Hrushevskyi. Escolhi um lugar que me pareceu seguro e comecei fotografar. Fiquei removendo fotos antigas para ganhar espaço e não percebi o ataque do Berkut - e fui parar no cativeiro. Ao levantar a cabeça, ouço gritos e vejo diante de mim alguns cassetetes levantados, que começam a me debulhar... Berkut me pegou sob os braços e me arrastou até o início do Parque Mariinsk. Lá havia um corredor de uns 50 homens. Quando me puseram dentro, através dele. E, dos dois lados, cada soldado do Berkut me batia com cassetete, punho , chute. E quase todos me faziam uma pergunta estranha: "Quanto te pagam?".

Quando descobriram que eu era de Lviv, começaram rir e gritar no meu rosto: "Bem, cadê o teu Bandera?". (Bandera foi um dos principais líderes do movimento insurgente Ukrainiano. Sendo da Ukraina Ocidental, Bandera lutava contra os russos. Os ukrainianos russófilos, a todo custo lhe atribuem a pecha de fascista, apesar de que ele foi preso pelos alemães assim que estes entraram na Ukraina, na II guerra Mundial. Bandera foi preso e enviado a Alemanha, onde acabou assassinado a mando da Rússia-OK). Obrigavam cantar o Hino Nacional, e batiam. Eu nem conseguia abrir a boca... Depois arrancaram minha roupa, inclusive a cueca. Depois aplicaram spray de pimenta. Meu corpo, já ferido queimava como fogo. Fiquei com muito medo por um rapaz desconhecido que queria me proteger, apesar de que ele poderia ter fugido. Ele apanhou tanto que o próprio Berkut não conseguia ressuscitá-lo.

Depois de me massacrar, levaram-me ao hospital de "rápido" atendimento em Kyiv. Lá a enfermaria é igual a prisão: Câmeras de vídeo, grades nas janelas e portas, guardas, corpo médico bloqueado...

Já fiz queixa do Berkut à Procuradoria de Kyiv. Se não alcançar justiça irei ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

Gostaria muito de voltar ao Maidan em Kyiv, mas agora estou submetido a prisão domiciliar. Gostaria muito de ir porque entendo que lá começam os eventos que irão mudar a situação no país, que mudarão a vida dos ukrainianos.

DEUS TE OUÇA E TE PROTEJA!!!


Tradução: Oksana Kowaltschuk