domingo, 3 de novembro de 2013

O DESCONHECIDO PRESIDENTE GEORGIANO


Vakhtang Kipiani
Ex-chefe da "Verdade Histórica", especialmente para "Semana Ukrainiana a partir de Tbilisi.
Em 29.10.2013

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Mikheil Saakashvili
Mikheil Nik'olozis dze Saak'ashvili ou simplesmente Mikheil Saakashvili, como é mais conhecido, é um político georgiano, e presidente daquele país desde 2004, tendo sido reeleito em 6 de janeiro de 2008, com 52,8% dos votos.
Nascimento: 21 de dezembro de 1967 (45 anos), Tbilisi, Geórgia
Mandatos presidenciais: 20 de janeiro de 2008 – 17 de novembro de 2013, 25 de janeiro de 2004 – 25 de novembro de 2007

Mikhel Saakashvili, um dos poucos presidentes democráticos europeus que conseguiram permanecer no cargo por tanto tempo, dez anos.
Ele se tornou presidente após a "Revolução das Rosas" e completa dois períodos de cinco anos no cargo do país, onde cada taxista se considera, no mínimo Talleyrand. Isto é um milagre político.

Nestes dias não há escassez de publicações sobre como e por que chegou ao final a "era Saakashvili". Surgiram muitos comentários. Uns dizem que a página Saakashvili está virada para sempre. Outros demonstram certeza, que para uma pessoa de 45 anos é muito cedo prescrever aposentadoria política. Parece que os últimos têm razão.

Últimos dias de Saakashvili

A poucos dias do término de seu mandato, o presidente convidou jornalistas à sua casa, uma pequena residência num bairro suburbano, onde viveu durante os últimos anos. Lá eles viram como a "cheta" (destacamento armado nos Balcãs) presidencial recolhe objetos, brinquedos, e até mesmo conservas em vidros de 3 litros, para levar à velha-nova residência na rua Barnova. Exatamente Onde Mikhel e Sandra viveram até 2003.

O ex-presidente demonstra claramente o curso de ação. Humildemente carrega caixas de papelão com roupas e livros, gaiola com coelhinho e promete viver no apartamento da vovó, no prestigioso bairro de "professores e intelectuais", chamado Vake. Seus vizinhos serão aqueles que teimosamente votaram contra ele e contra o seu partido nas recentes eleições. E, para terminar com o falatório, um outro terreno onde pretendia construir uma casa para aposentadoria, Saakashvili decidiu vender e, o dinheiro aplicar na construção da "biblioteca presidencial."

Dois meses atrás eu perguntei ao político com o que ele se ocupará quando deixar o palácio presidencial. Mikhel respondeu que permanecerá na política, porquanto tem muitos e ativos adeptos e ainda não aproveitado todo potencial e, em geral, exalava otimismo. Ele até disse que não era contra retornar ao governo, para prosseguir na reforma radical. Um seu amigo próximo, Giga Bokeria, que também finaliza os últimos dias como chefe do Conselho de Segurança da Geórgia, disse não ter dúvida de que Saakashvili permanecerá na política. Porque seu partido "Movimento Nacional Unido" foi capaz de sobreviver o ano sob repressão furiosa e conseguiu o dobro de votos do recente prognóstico dos sociólogos. (A um ano atrás foi eleito como primeiro ministro Bidzina Ivanishvili, cuja meta era, justamente, derrotar Saakashvili, um político pró-europeu.

A escolha de um presidente fraco

A eleição presidencial deste ano foi, significativamente, diferente de todas as anteriores. Primeiro, as modificações na Constituição transformaram Georgia em uma república parlamentar onde o órgão legislativo nomeia o primeiro-ministro. O presidente já não tem influência sobre as personalidades do poder e não pode dissolver o parlamento.  O ex-ministro da coordenação de reformas Kakha Bendukidze compara a autoridade do presidente georgiano ao presidente da Alemanha.

Em segundo lugar, a sociedade considerou as eleições de 27 de outubro como uma continuação e o acordo final, na questão da transferência de todo o poder de Saakashvili e seu partido nas mãos da coalizão "Sonho georgiano".

A palavra "coabitação", no vocabulário político georgiano tornou-se firme - imediatamente após as eleições parlamentares do ano passado, quando o bilionário russo-francês Ivanishvili recebeu o mandato dos eleitores para o poder, mas ao mesmo tempo uma figura bastante forte - e de jure e de fato - continuou como presidente.

Saakashvili tinha todo o direito constitucional de nomear os ministros da Defesa, do Interior e dos Negócios Estrangeiros. Mas, isto significaria guerra dentro das paredes do governo. Ele desistiu de seu direito de preencher todos os cargos com suas pessoas. Esperando, com isso, o respeito aos direitos da minoria oposicionista e ao próprio presidente - lider do "Movimento Nacional Unido".

Ivanishvili, embora francês no passado, não seguiu a política européia fina, como Mitterand e Chirac. Ele lançou aos centros de detenção muitos funcionários da equipe de Saakashvili, incluindo o Secretário Geral do partido do presidente Vano Merabishvili. Ao criador do milagre policial culparam em alguns episódios hilariantes. E, quando seus advogados rebatiam o ataque dos procuradores e o caso desmoronava, então lhe apresentavam nova acusação. Clássica do gênero - "havendo pessoa,  o processo encontrar-se-á".

Saakashvili tentando colocar na prática da política georgiana a coexistência de várias forças antagônicas falhou. Seus eleitores acusavam-no de que ele "entregou-se", permitiu "bandidos" no governo e "agentes russos". Os eleitores de Ivanishvili também estavam com raiva. Para eles Mikhel é um "tirano" e "criminoso", e nenhum acordo com ele pode haver.

Deste modo, os georgianos participaram das eleições com diferentes motivações. Bidzinistas - para liquidar o dualismo e entregar todo poder ao primeiro-ministro. Os partidários de Saakashvili - para provar que existem, apesar da repressão, e manter-se como principal partido de oposição do país. Todas as tarefas foram concluídas em 27 de outubro.

O fim da campanha eleitoral

A campanha pré-eleitoral de Tbilisi é pouco semelhante, por exemplo, à de Kyiv. Não há agitadores, nem tendas que se tornaram detalhe familiar do cenário político ukrainiano. Jornais e folhetos não se imprimem, com programas dos pretendentes e, portanto, não se jogam nas caixas dos correios, e não andam de porta em porta aos apartamentos. 
Há cartazes nas ruas, colados em longos "rosários" e propaganda na TV. Aqui depende tudo dos recursos captados. O blogger "Konstardiy" calculou - para obter 1% de votos David Bakradze, o candidato do partido Saakashvili gastou 7.506 lari (cerca de 4.500 dólares). O partido de Ivanishvili desembolsou mais de 69.300 lari. A agitação e propaganda de Burjanadze foi ainda mais cara: 1% para o presidente do Parlamento custou 98.855 laris.

Eram 23 candidatos registrados oficialmente. Um grupo não se preocupava em vencer, o importante é participar. A candidata mais conhecida na Ukraina - a ex-presidente do Parlamento, antigo membro de oposição durante a "Revolução das Rosas", em 2003, Burjanadze. Ela é considerada a principal fornecedora da política russa na Geórgia, uma espécie de Medvedchuk, que desempenha este papel na Ukraina. Mas é a pessoa mais carismática e capaz a riscos na participação em políticas públicas. Por muitos anos esteve na marginalidade mas, chegou o seu tempo. Parte da sociedade georgiana decepciona-se com o ídolo de ontem do "Sonho georgiano", mas sob nenhuma circunstância votará no partido de Saakashvili. Uma avaliação grosseira do eleitorado de Burjanadze, são "sovkê ( pessoas soviéticas mutiladas espiritualmente) saudosas do antigo regime. Elas, ingenuamente pensam, que além das montanhas do Cáucaso as amam e esperam. Que os russos estão dispostos a colocar os seus produtos agrários nos mercados, que o serviço de migração e a polícia vão vê-los como pessoas, e não como "vacas leiteiras" e que o bom Putin está pronto para auxiliá-las na restauração da integridade territorial de Sakartvelo (Este é o nome que os georgianos dão a seu país. Geórgia, nome adotado pelos europeus e americanos, vem de Djordjia, nome santo muito venerado neste país - OK). E que todos os problemas - é por causa do "estúpido Mishiko" (Mikhel Saakashvili).

Fundos enormes que do nada, pouco antes do início da eleição, apareceram em Burjanadze, e deram-lhe a oportunidade de ir a um sólido terceiro lugar - primeiramente nos rankings sociais, depois na eleição. Seus retratos estão em toda parte, nos ônibus amarelos da empresa ukrainiana "Bohdan" (muito populares em Tbilisi), em outdoors e vitrines.

David Bakradze - um pouco relutante candidato do ex- "partido do poder". Com a prisão do Vano Merabishvili, Saakashvili não teve um candidato carismático, bom de voto. Nas eleições primárias venceu Bakradze. Ele foi presidente do Comitê para integração européia, depois ministro de Regulação de Conflitos e das Relações Exteriores. Todos os pontos negativos do governo dos nacionalistas (Saakashvili) colocaram sobre ele.

Marhvelashvili - candidato de Ivanishvili (primeiro-ministro), o que deu possibilidade ao pouco conhecido professor de filosofia a ocupar a presidência. Ao Ministro da Educação, ao contrário de seus antecessores, não há o que mostrar a seus eleitores, de seus feitos pessoais. Ele não tem vôos nem quedas. Um ratinho cinza que acidentalmente encontrou-se num papel não peculiar a si - mas assim decidiu Bidzina Ivanishvili, e isto é suficiente.

No entanto, ao lado de Ivanishvili tem um candidato muito mais forte - 40 anos, carismático, fala inglês, orientado para UE e OTAN - ministro da Defesa, Irakli Alasania. Uma das poucas pessoas com princípios, do "Sonho Georgiano", lider do partido "Nossa Geórgia - Democratas Livres". Independente, com ótimos contatos em Washington e Bruxelas, ao contrário de seu chefe que após um ano no cargo de primeiro-ministro permaneceu desconhecido do mundo. Exatamente por isso ele não recebeu a bênção de Ivanishvili, e um ninguém Marhvelashvili - facilmente.

Comparecimento às urnas

46,6%. Tão baixa participação nunca houve. Apenas em duas regiões Guria e Racha Lechumi alcançaram 58,9%. Em Kveno Kartli menos de 38%. Seja como for, mas nesta situação o vencedor logo se tornou presidente da minoria.

Falsificação não houve. Quando o eleitor entrava, seu dedo polegar era iluminado com uma lanterna especial. Após o voto, neste dedo era colocada uma solução invisível. O voto duplo, mesmo com vários documentos, assim não funcionaria.

Mas, na região-berço do primeiro-ministro votaram 64,7%. Bidzina Ivanishvili, em princípio, é uma boa pessoa. Durante muitos anos ele pagou por seus compatriotas as despesas municipais (água, luz, serviços), educação nas universidades, presenteava com antenas, fertilizantes, roupas. Não só em palavras, mas em atos, era o "pai de família". Como, por exemplo, outro benfeitor - Leonid Chernovetsky (ukrainiano - ex-prefeito de Kyiv). O que os une é que, tendo considerável capital, não criavam nenhum emprego, preferindo distribuir esmolas aos necessitados.

Cultivar miseráveis marginalizados é muito fácil. E Ivanishvili obteve êxito. Mais de 94% de seus conterrâneos votaram pela continuação da distribuição de "esmolas". Isto também é (anti)record destas eleições.

Ao vencedor não julgam. Ao perdedor - frequentemente é possível.

George Marhvelashvili tornou-se presidente de Sakartvelo com 62% de votos. David Bakradze - 21,7% e Nino Burjanadze - 10,16%. Esta última não reconheceu os dados sociológicos e declarou desonestidade na contagem do total de votos. Mas, ela pode sentir-se um pouquinho feliz. De acordo com a legislação georgiana, o partido que recebe mais de 10% de votos recebe do orçamento um milhão de lari para sua atividade política. Então, a política pró-Rússia na Geórgia terá voz.

Bidzina Ivanishvili concentrou todo o poder em suas mãos. Agora não haverá ninguém para amortizar seus problemas e erros. O neófito Marhvelashvili estava feliz, mas ele sabe o seu lugar. Além disso, o oligarca promete demitir-se do ministério em poucas semanas para... controlar o governo a partir do terceiro setor. A impressão é que seus politólogos receberam a incumbência de enfraquecer a Geórgia. Os esforços para tal finalidade podem ser vistos a olho nu.
Ivanishvili lamentou os mais de 20% de votos dados a D. Bakradze. "Isto não é correto, eles também são cidadãos" - o europeu, provavelmente esqueceu sua nacionalidade francesa.

Em compensação Bakradze cumprimentou seu opositor e se ofereceu para trabalhar em conjunto pela Geórgia. Mikhel Saakashvili assim se expressou: "Estou profundamente convencido de que Geórgia está indo para Europa, o eleitor, fortemente, apoia este curso... Todos aqueles que não gostam do resultado das eleições, não devem desistir, cada recuo é temporário. Geórgia terá um futuro muito bom". Dignas palavras, mas a pergunta é - se está pronto o partido dos vencedores a parar as repressões que ameaçam esbarrar no atual chefe de Estado. Sininhos inquietantes já surgiram. A investigação sobre a morte do ex-chefe do Parlamento, uma das principais figuras da "Revolução das Rosas" Zurab Zhvania. Segundo a imprensa, é exatamente neste caso que tentarão fazer Saakashvili "culpado". A espera já não será longa.

Tradução: Oksana Kowaltschuk 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

CRISE NA ECONOMIA UCRANIANA

Os empresários já sentem a aproximação da crise.

Ukrainskyi Tyzhden (Semana Ukrainiana), 2013
Marharyta Ormonadze

O humor dos empresários ukrainianos eloquentemente testemunha sobre as tendências de crise crescente na economia.

 

"Se os jornalistas escrevem, que este ativo pertence a mim e que eu minimizo os impostos, amanhã virá a polícia fiscal e, simplesmente tirarão de mim o meu negócio. Mas agora todos trabalham assim, todo país" - disse em conversa com o correspondente da "Semana", o Sr. Serhii, co-proprietário de uma das maiores empresas comerciais de Kyiv.

Empresários, com os quais conversou "Semana", admitiram que a máquina estatal ukrainiana nunca foi leal aos negócios de não oligarcas, mas as características repressivas e agressivas em favor dos "escolhidos" especialmente se fizeram sentir depois da chegada ao poder do Partido das Regiões. Forma-se a impressão, que os negócios não relacionados com os representantes do governo, agora foram tomados pela posição de alienação mental que se manifesta, frequentemente, pela estagnação. "Evoluir? E para quê? Pois amanhã, alguém do governo notará o meu sucesso e eu o perco. Na melhor das hipóteses receberei um pagamento simbólico, "compensação" simbólica por anos de dedicação na construção de uma próspera empresa. Tais exemplos eu  posso lhe contar centenas", - diz o senhor Serhii.

Durante os três anos de existência de acordo com o princípio "minha casa é ao lado" os representantes do segmento mais ativo da sociedade ukrainiana, a chamada classe média, observava como apoderavam-se dos ativos de seus colegas, concorrentes, parceiros, e aumentava-se a carga tributária. No entanto, até agora, não se atreveram à união para proteção de interesses comuns. O propósito em praça pública aconteceu no longínquo 2010... Como consequência - o declínio da atividade empresarial. Em particular, as agências de recursos humanos constatam aumento de procura, o que significa demissões em massa, especialmente nas empresas de fabricação. Assim, recentemente, sobre os planos de dispensa de 500 trabalhadores anunciou a direção da empresa de construção de vagões Krukov, um dos maiores construtores ukrainianos de vagões ferroviários. De acordo com os dados do portal internacional HeadHunter, em comparação com o primeiro semestre de 2011, a tendência positiva de vagas caiu quase pela metade. Segundo Uliana Khodorkovska, chefe do centro de pesquisa do portal HeadHunter, a tendência principal é a redução de salários: "As empresas incluídas na fase de otimização - em vez de trabalhadores altamente qualificados contratam iniciantes, que exigem salários muito menores". Com isso observa-se o declínio das vagas de trabalho na indústria, e as novas geralmente referem-se às empresas comerciais.

No entanto, os especialistas em falência dizem que durante o último ano as falências aumentaram várias vezes, e as fictícias são poucas. Ilustrativa é a redução significativa da atividade empresarial em Kyiv, onde em algumas ruas quase simultaneamente fecharam várias empresas de diferentes tamanhos. Como na rua Chervonopilska onde, em alguns meses fecharam as portas um café, um salão de beleza, um centro de fitness e uma loja.

Administração de compadres

"Semana" comunicou-se com os representantes de negócios de diferentes escalas e encontrou tês principais tendências que hoje formam as condições para o desenvolvimento do empreendedorismo. Primeiro - reforço na camaradagem em geral, e fortalecimento da centralização através da influência administrativa. À corrupção e constantes extorsões aos empresários não se acostumar. Mas a questão que a 4 - 7 anos atrás ainda era possível resolver com auxílio de presentear o funcionário, a partir de 2010, em muitos casos, não se resolve apenas com suborno. O aparato fiscal por muitas vezes reforçou a sua má vontade em executar a sua função primária - a administração pública eficiente. "Problema da degradação, negligência sistêmica generalizada e a irresponsabilidade daqueles que agem em nome do Estado. No país há, cada vez menos senso comum e tudo isto lembra uma farsa" - constata Valentin Kalashnyk, diretor de marketing da OS-Direct.


Segundo avaliações dos especialistas da "Semana", que trabalham com as comunidades e empresas, as atividades tranquilas têm apenas aqueles que têm relações familiares ou de compadrio com as autoridades locais. Em troca, são muitos os que restringiram ou venderam total ou parcialmente seus negócios aos "reizinhos" locais. Deste modo, o princípio do feudalismo floresceu em todos os sentidos - do pequeno, no nível do compadrio, ao grande, no nível da monopolização de setores-chave. Isso se refere à incorporação de empresas já existentes ao mecanismo familiar-oligárquico construído pelo governo. "O país chegou ao assim chamado coletivismo burocrático em que os lucros são distribuídos entre a burocracia partidária, quando é exatamente ela que gerencia a economia e o estado", - diz o especialista em consultoria de gestão Margarita Chernenko. Significativo, que de acordo com o relatório analítico do Banco Nacional da Ukraina quanto a análise de negócios de empresas ukrainianas "os mais otimistas permaneceram como representantes de grandes empresas envolvidas nas operações de exportação e importação, e aqueles onde a participação da porcentagem no capital estatutário é maior a 25%".

Máquina do medo 

Segunda tendência - o medo constante perante autoridades constituídas. Para se adaptar ao modelo econômico, que construiu-se no território pós-soviético, a maioria dos ukrainianos conscientemente assume desvios, ao contrário não sobrevive: alguns pagam o salário em envelopes*, outros contabilizam duplamente, etc. Um dos fatores chave de negócios bem sucedidos manteve a a possibilidade de ter um "teto" com correspondentes custos para ele. Mas a partir de 2010 (governo Yanukovych) muitos empresários foram colocados na situação em que, ou se encaixavam no sistema de relações do poder, ou acabariam entregando seus bens aos representantes do poder, por uma ninharia. Muitos daqueles, cuja atividade já sofria devido a crise econômica, aceitaram a segunda proposição. "Ao empresário é importante a crença otimista no futuro do seu negócio. Agora isto não existe. Existe uma crença persistente: no momento em que você criar um recurso valioso, ele poderá ser subtraído. Independentemente da escala, tamanho. Primeiro é preciso se preocupar com a proteção e preservação, sobre sua integração ao modelo, onde as regras formais são ignoradas, e as informais constantemente mudam", - declara Valentin Kalashnyk. 

Para consolidar a compreensão, de quem no país é o "senhor", durante os últimos anos em todas as regiões foram organizadas demonstrações de execuções, quando o negócio tiravam totalmente ou em parte. No entanto, poucos se atreveram declarar o ataque ou o surgimento de um novo proprietário ou coproprietário! Publicamente a situação foi apresentada como inspeção programada ou não programada. Por exemplo, funcionários do fisco presentes, mas nada mudou. "A empresa opera como de costume" - tais respostas evasivas recebia "Semana" às suas indagações das companhias que advertiam sobre a possível apreensão de fiscais ou do UBEZ (Escritório de Combate ao Crime Econômico). Por exemplo, no final de 2011 os problemas com a alfândega e impostos surgiram com o proprietário da rede de lojas infantis "Antoshka" Vladislav Burda. No entanto, em dezembro daquele ano o empresário declarou que resolver todos os problemas lhe ajudou o próximo  da "Família" ("Família" são os empresários e políticos que apoiam Yanukovych em todos os seus assuntos, e com ele enriquecem - OK) Yuri Ivaniushchenko, atual deputado do Partido das Regiões. Em 2012 - 2013 as forças de segurança tomavam as principais sedes de muitas empresas conhecidas, com a TMM, internet - loja "Rozytka" e "Sokil". Muitos empresários, cujos negócios na verdade não eram irrepreensíveis e não conseguiram encontrar uma linguagem comum com o governo, foram parar atrás das grades. Em particular , o proprietário do ERDE BANK, Companhia de Seguros "Bem Estar", "Business-Rádio", etc. Ruslan Demchak encontrou-se na prisão sob as acusações de fraudes financeiras. Isto aconteceu na véspera das eleições parlamentares de 2012, às quais ele concorria como candidato independente na região onde o seu oponente principal era o comunista Gregório Kaletnik, que tem laços estreitos com os mais altos escalões do poder. E, apesar de que o próprio empresário já está em liberdade, o ERDE BANK atualmente encontra-se em liquidação, e na maioria de suas empresas, de acordo com a informação da "Semana" mudaram os proprietários, embora isto não foi notificado oficialmente. Sim, é ilustrativo o fato que nos meios de comunicação mais propaganda dos comunistas está sendo transmitida, exatamente na frequência do "Business Radio".

Muitos empresários foram forçados deixar o país devido a pressão direta, política ou empresarial: proprietário da companhia ProstoPrint Denys Oleinykov, concorrente do candidato governista Tetiana Zasukha na problemática região 94, Viktor Romaniuk, proprietário da fábrica "Stalkanat-Sylur", Volodymyr Nemerovskyi e o empresário de Luhansk Ihor Liski, que encabeçavam os centros regionais do partido "Frente de Mudanças" (oposição) durante a campanha eleitoral de 2012. Nas empresas que se ocupam com planejamento offshore argumentam que os empresários ukrainianos tornaram-se mais propensos em pedir para ajudá-los conseguir a certidão de residência.

"A máquina do medo", parece que age não somente no nível de ameaças: o assassinato de empresários e representantes do governo, que de um ou outro modo têm relações com negócios, pela sua frequência e crueldade lembra os anos de 1990.

Incerteza

A terceira tendência, que forma as atuais condições da condução empresarial na Ukraina é que, mesmo na situação de estabelecimento de ditadura centralizada os proprietários de ativos não tem certeza, que dentro de algum tempo, no país, não aconteça divisão do partido do poder, ou uma nova mudança de governo, a qual arraste consigo redistribuição da propriedade.

Obviamente, nessas condições a qualquer empresário surge a interrogação se é oportuna a criação de ativos eficazes. "O futuro não está em foco. Ir para um país estrangeiro ou continuar a luta em seu país natal - tais pensamentos agora estão na cabeça da maioria daqueles, que no mundo todo são estimados como "motores sociais". Muitos optam por um caminho alternativo - temporariamente, por alguns anos "ficar no fundo": obter uma formação adicional, começar a ensinar para não perder-se mentalmente, preservar e aumentar seu próprio valor", - diz Valyntyn Kalashnyk.

Os sentimentos industriais existentes já afetam a sua competitividade - economia no nível macro. "Na experiência profissional, em primeiro lugar no nível de competência entre os gestores estão os valores e hábitos comportamentais. Na Ukraina sobre tais detalhes na avaliação dos governistas nem se cogita, - diz Margarita Chernenko. Como consequência disso há uma forte queda de qualidade a longo prazo, dos bens e serviços pátrios, em resultado da criação de condições favoráveis de negócios para um número de jogadores. Pode-se esperar medidas protecionistas para pavimentar a importação e apoio ao produtor doméstico". Aliás, isto já está acontecendo, como o aumento de impostos e a introdução da taxa de utilização em carros importados.

No entanto, o apoio artificial aos fabricantes nacionais, precisamente aos preferidos, em condições atuais não causará impacto positivo na capacidade de produzir bens e serviços de qualidade. Acima de tudo, quase certamente levará a uma queda ainda maior na competitividade das empresas ukrainianas, que passarão ao controle da "Família", oligarcas e, geralmente àqueles que hoje estão no poder.

* -  "Salários em envelopes", como parte da economia paralela, estabeleceu-se firmemente em nossas vidas e hoje cria inúmeros problemas  tanto para o indivíduo, como para a sociedade como um todo.
Salário no envelope significa que o empregado não foi registrado, ou que seu registro é parcial. Neste caso nem o empregador nem o empregado pagam seus impostos totais, ou pagam parcialmente. O empregado perde não somente o direito à segurança social, por exemplo, no caso de invalidez, como não se habilita à aposentadoria. Como dos "salários em envelopes" não são pagos os impostos, ou parte deles, a primeira vista o enganado é o Estado. Na verdade é a escassez de fundos para a saúde, educação, proteção social, etc.

Tradução: Oksana Kowaltschuk

domingo, 27 de outubro de 2013

O MAFIOSO UCRANIANO

O algoz Markov cortava até mulheres. Impunidade. Entretanto o cão que morde o dono - fuzilam.
Blog da Tetiana Chornovol, 25.10.2013

Quando a ukrainofobia do hoje preso Ihor Markov coincidia com a ideologia  da ideologia partidária de Viktor Yanukovych a ele permitia-se muito. Em Odessa sabem: Markov com prazer ajustava para si o papel de algoz, e gozava de imunidade isento de qualquer  responsabilidade.

 
Ihor Markov (à esquerda)
 
Nos comícios ele proclamava, cito: "aos nacionalistas é preciso liquidar moralmente e fisicamente". Em 2008 participou do brutal espancamento dos partidários do "Svoboda" (Liberdade). É, também, acusado de partícipe na morte do nacionalista Maksym Chaika.

A violência era seu estilo, não apenas na política.

Tudo começou com o fato de Ihor Markov desejar terrenos próximo ao mar. Para conseguir isto ele escolheu a vítima - sanatório clínico "Horkyi" na Grande Fontana em Odessa. Em 2004, durante o primeiro período do primeiro-ministro Yanukovych, Markov conseguiu comprar os "desnecessários" ao sanatório pista de danças, reservatório para água, subestação de energia e dez cabanas, por tostões - 980 mil UAH. A compradora foi a empresa de Ihor Markov - LLC "Mars", cujo diretor era seu próprio irmão. O terreno adquirido, 3,56 ha foi legalizado aos proprietários privados de graça. Iniciou-se a construção. Casas de dois e três andares cresciam nos terrenos registrados nos nomes da esposa, irmão e pai, partidários da "Rodina" (partido de Markov), parceiros de negócios de sua empresa e sócios fundadores de seu canal "ATV".

 
Construções nas terras de propriedade do sanatório. Foto da autora no ano 2009.

Durante o segundo período do primeiro-ministro Yanukovych, Markov, novamente, sentiu o apetite voraz e decidiu acrescentar ao seu resort mais um pouco do território do sanatório. Através do tribunal conseguiu mais um hectare de terra.

Mas havia um contratempo, nesta época o médico responsável pelo sanatório era Eugene Kosovyerov. Ele tentou compreender porque a área dosanatório, de alguns anos atrás, de 11 ha, foi reduzida quase  a metade, contudo dois moços com barras de ferro ensinaram-lhe não meter o nariz nos assuntos de Markov.

Dois desconhecidos encontraram-no à noite, quando ele saía do sanatório, e educadamente perguntaram se era ele o diretor do sanatório. Espancaram-no de forma metódica e com frieza. 

Ao ser atendido no hospital, na presença da polícia, Kosovyerov declarou que julgava ter sido atacado por pessoas de Ihor Markov. Mas, depois ele mudou - e nos próximos atendimentos disse que Markov era um "homem decente", e renunciou ao cargo.

Sua sucessora Tetiana Malykhin revelou-se uma mulher verdadeiramente heroica. Ela lutou obstinadamente pelo sanatório. Ela não se entregava apesar de que também apanhou com barras de ferro, sob sua porta colocaram explosivo e tentaram matá-la aplicando-lhe três golpes com faca. No entanto, Malykhin não cedeu, ela, corajosamente contou a esta autora pelo que sofreu: "Eu me opus aos esforços de acrescentar um hectare de terras do sanatório às casas, que pertencem aos parentes e companheiros marciais de Markov".

No entanto, um guerreiro não vence a guerra. Malykhin não poderia salvar o terreno do sanatório, porque ela fazia oposição não apenas a Markov, mas também ao governo de Odessa, a todos os seus ramos, que eram controlados por Markov e seus amigos, essencialmente criminosos, com carteirinha do Partido das Regiões. 

Contudo Markov não fazia segredo que a "liquidação" dos defensores da propriedade estatal realizava-se em seu interesse. E, será que poderiam haver outras variáveis se nas terras alienadas do sanatório desafiadoramente construiu o irmão de Markov. É evidente que a reputação de açougueiro e algoz lisonjeava Markov.

E tudo isso não o incriminava. Às questões sangrentas de Markov fechavam os olhos não apenas os governantes de Odessa, mas também a Procuradoria Geral. Porque Markov tinha antigos relacionamentos "sérios" com pessoas "sérias".

Particularmente, ele tinha amizade com o conhecido "regional" de Odessa Gennady Trukhanov (atual deputado do Partido das Regiões). E Trukhanov, por sua vez, é particularmente próximo, através dos irmãos Avramov com Yurii Ivaniushchenko (muito conhecido por Yurii Yenakiiyev). Em 2010-2011, quando a estrela de Yurii Yenakiiyev brilhou extraordinariamente no ambiente de Yanukovych Trukhanov até adquiriu um status não oficial de "smotriashchei (pessoa de confiança que observa tudo e todos e leva aos ouvidos de seu superior - fofoqueiro no governo) para Odessa". E status oficial - chefe do Partido das Regiões no conselho regional .  A Markov e Trukhanov une, particularmente, o ódio cínico de tudo o que é ukrainiano e seu passado turbulento com colorido de shanson.

Sob um tal "telhado" Markov por muitos anos acostumou-se à Total Permissividade, que erroneamente confundiu com Total Onipotência, e por isto está pagando.

Ele não entendeu o básico: que qualquer algoz - é apenas um cachorro na corrente, e que não tem direito de latir no proprietário. O qual, dentro dos limites da corrente pode cortar gargantas, mas além da corrente não tem direito algum.

Exemplo disso além Markov - Renat Kuzmin. Depois que o algoz da Procuradoria Geral aprisionou Yulia Tymoshenko sentiu-se "estrelinha", árbitro dos destinos. Ele esqueceu que, de fato, apenas executava ordens do senhor, o qual, enfim, comportou-se com ele como um gesto de agrado aos Comissários Europeus.

De fato, quando um raivoso cão na corrente torna-se inútil, livram-se dele sem pena.

Tal destino aguarda a todos que assumem o papel de carrasco. Sobre isso vale a pena considerar, especialmente ao deputado Lukianov, o qual em 2 de outubro incitava "Berkut" (polícia), diante do Conselho Municipal contra os deputados da oposição e demais ativistas com as palavras: "Batam neles, nós 'branquearemos' vocês", etc...

E agora, por um momento voltaremos para o roubo do sanatório Horkyi.

No início de setembro deste ano aconteceu o milagre - os tribunais de Odessa começaram tomar decisões de retirada de parceiros e vassalos do líder da "Rodina" dos lotes de terra dos quais eles se apossaram.

Após...10 anos a polícia, finalmente descobriu a falsificação de documentos pelo irmão de Markov e direção da "Ukrprofzravnetsia".

Agora preste atenção: tanto a polícia quanto os tribunais "coçaram-se" mas não depois das publicações dos jornalistas, não depois do incidente quando ao médico-chefe do sanatório os capangas armados de Markov quebraram a cabeça, não devido a luta corajosa pelo sanatório, de sua sucessora frágil mulher, que esvaia-se em sangue, mas somente depois de Ihor Markov (atualmente preso) recusou-se a apoiar o nosso curso geopolítico de Viktor Yanukovych.

O que mais pode-se comentar sobre isso?

Tradução: Oksana Kowaltschuk

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

NOTÍCIAS DA UCRÂNIA - MOSAICO

Ministro de Educação (Tabachnyk) remove o patriotismo dos programas escolares

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 12.10.2013

Nos novos padrões estatais do ensino médio completo não há, praticamente nenhum conteúdo ukrainiano segundo  o presidente do Fundo Internacional Yaroslav Mudrei, escreve Valentyna Strelko no ZN.UA. De acordo com suas palavras o termo "língua oficial" (derzhavna mova) em padrões educacionais substituem com o termo "nativo"(ridnei), o que abre oportunidade para a promoção da língua russa no espaço educacional.

A "língua oficial" (derzhavna mova) - ukrainiana - não é destacada numa seção separada, mas vai no capítulo "línguas e literaturas" (movy i literatura) e "línguas das minorias nacionais"(movamy natsionalnykh menshyn)... Talvez, para evitar a prescrição da principal meta e componentes para seu estudo", - disse Strelko.

"Nós analisamos os manuais da língua ukrainiana para as classes iniciais. Isto, no total são 743 páginas. Nelas - ao todo são 27 teses ou propostas, onde apresentam-se palavras relacionadas com Ukraina. Somente duas vezes, nos exercícios usa-se o termo língua ukrainiana: "Língua ukrainiana - língua oficial da Ukraina" ("Ukrainska mova - derzhavna mova Ukrainy") e Nós - ukrainianos. Nossa língua - ukrainiana" - (My ukrainstsi. Mova nasha - ukrainska"), - acrescenta Strelko.

Segundo suas palavras, adicionando a isto nos "Livros para leitura" para as classes iniciais não há narrativas da história da Ukraina como, sobre os heróis cossacos, heróis das lutas pela independência da Ukraina. A história da Ukraina entra na seção geral de "ciências sociais", e em vez do termo "nação ukrainiana, povo ukrainiano usa-se o termo "População da Ukraina" (nasselynia Ukrainy").

"Atualmente, nas classes iniciais, que estudam segundo antigos padrões, há o capítulo "Eu e Ukraina". Sob as novas normas, depois de alguns anos já não haverá este conteúdo", - diz a especialista.

No entanto,  o Ministério da Educação não concorda com o ponto de vista sobre o estado insatisfatório da educação patriótica no país. O departamento apela a outras atividades que contribuem para "educação patriótica" - como - "Zirnytsia"(estrela matutina ou vespertina; iluminação deslumbrante do horizonte ao nascer ou pôr do sol), "Jovem Guarda", comemorações da Vitória na Grande Guerra Patriótica (denominação que a Rússia dá à Segunda Guerra Mundial). 

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Criméia (República Autônoma na Ukraina)

Ukrainskyi Tyzhden ( Semana Ukrainiana), 14.09.2013

Na Criméia publicaram um manual para os alunos, no qual afirma-se que os tártaros eram cúmplices de nazistas durante a II Guerra Mundial.
Medzhylis ( órgão legislativo e representativo, nos países árabes e islâmicos, semelhante ao Parlamento) da Criméia pretende apelar às autoridades locais, acusando os autores na incitação de ódio étnico.

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Ideologia comunista.

Ukrainskyi Tyzhden (Semana Ukrainiana), 23.08.2013

"Os participantes da reunião dedicada ao "Dia da Europa" homenagearam as vítimas do stalinismo e nazismo, a fim de preservar a memória das vítimas de deportações e execuções em massa", em reunião realizada em Simferopol, e conclamaram para proibir a ideologia comunista, e também expulsar os comunistas do Parlamento ukrainiano. 
De acordo com o chefe do Medzhylis, da nação tártara da Criméia Zaire Smedlyaev, os atuais e os antigos comunistas são responsáveis pelo sofrimento e sacrifícios das nações tártara  da Criméia e ukrainiana. Em sua opinião, os comunistas criam obstáculos para a não recuperação dos direitos dos tártaros, integração européia e até hoje adotam leis anti-nacionais. 

A ação foi realizada sob a bandeira do Estado da Ukraina, bandeira nacional dos tártaros da Criméia e bandeira do UPA (Exército Insurgente Ukrainiano 1943-1953).

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Aquecimento das escolas em Chernihov (Ukraina)

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana)), 14.09.2013

Nas escolas da Província de Chernihov o aquecimento será com lenha por conta das crianças.
Os diretores receberam instrução para se prepararem à estação invernal porque o dinheiro do orçamento provavelmente não virá. 
"Os professores começaram coletar o dinheiro de pais de alunos para comprar carvão e lenha, segundo o deputado da província Yaroslav Demchekov.

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Com câncer na Ukraina - sem direito à vida?

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 03.08.2013
Blog de Pavlo Petrenko

De acordo com dados oficiais da OMS, o risco de adquirir câncer na Ukraina tem todo terceiro homem e toda quinta mulher. As instituições oncológicas na Ukraina, diariamente registram 470 novos casos de câncer, diariamente morrem, pelo menos 250 pessoas. É uma situação crítica. Esta situação exige urgente e eficaz reação por parte da principal estrutura do país, que responde pela saúde dos ukrainianos - Ministério da Saúde.

No entanto, na prática verifica-se que o Ministério da Saúde não é que não faz tudo o que é necessário para fornecer a melhor prevenção contra as doenças oncológicas mas, pelo contrário - realmente sabota o programa nacional de combate ao câncer. Explico com números reais.

Assim, de acordo com dados oficiais do registro nacional do câncer, a incidência aumenta em ritmo super-rápido - somente no ano passado foram diagnosticados 433 mil novas neoplasias, e isto - 3% mais que em 2011. Particularmente preocupante é o nível de mortalidade por câncer, que em 2012 cresceu em um terço e constitui 14% no total da mortalidade. No geral, no ano passado na Ukraina morreram de câncer 93 mil pessoas.

Por que é assim? Porque os doentes oncológicos simplesmente não são tratados! O Ministério da Saúde não teve capacidade de prover em tempo hábil a distribuição de medicamentos adquiridos. Como consequência, nas regiões de Vinnytsia, Zhytomyr, Kirovohrad e Khmelnytskyi aproximadamente 90% de remédios os pacientes de câncer precisaram adquirir por sua conta. Se somarmos a isso o fato de que esses medicamentos custam muito, então realmente têm chance de recuperação apenas aqueles que podem pagar. E o resultado, que em toda Ukraina, entre pessoas que adquiriram câncer em 2011, não sobreviveram nem um ano um terço de doentes.

Mais que isso, o Ministério da Saúde não é somente incapaz de garantir um tratamento adequado aos doentes com câncer, mas ainda lucra com a compra pública de medicamentos para os pacientes com câncer, adquirindo-os a preços que excedem os limites estabelecidos pelo Conselho de Ministros. Por exemplo, a droga Dotsetaktyn foi comprada a um preço de 1.350 UAH no valor total de 2.705.000 UAH. Mas, sendo a compra por atacado o preço deveria ter sido de 1.276,4 UAH ou 73,6, UAH menos o valor pago.

No total, apenas a compra de três medicamentos para tratamento de câncer do sangue - Dotsetaktyn, Leykofozyn, Elihard  o Ministério da Saúde poderia poupar e, posteriormente, gastar na compra de outras drogas no valor de 335.900 UAH.

E, apesar do fato de que o Ministério da Saúde conduz o monitoramento oficial de preços para um grupo específico de medicamentos do exterior, conheciam bem o seu valor real e, no entanto compraram o mais caro.

Por que isso acontece? A resposta é óbvia - o Ministério pró-governo não desdenha nada em prol de próprio enriquecimento, mesmo no caso de condenar doentes à morte. (Este tipo de tratamento é inviável para maioria dos ukrainianos. Nos jornais há sempre pedidos de ajuda para compra de remédios ou ajuda de tratamento da saúde. Nestes dias o pedido é para uma jornalista e um redator de um jornal ukrainiano do qual, frequentemente, faço traduções. São muito frequentes os pedidos para tratamento de crianças. - OK).

Tradução: Oksana Kowaltschuk

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

GEOPOLÍTICA DOS YANUKOVYCH

Geopolítica dos Yanukovych. Viktor conduz à Europa, Sasha para Rússia.

Blog da Tetiana Chornovol, 07.10.2013

Política ukrainiana, como bordado com ponto-cruz tem dois lados: o público e a inversão. A parte da frente é "blá blá" na televisão, decretos do governo, votações parlamentares. Inversão é o movimento das finanças.

No lado frontal Azarov (primeiro ministro) borda sobre "melhorias" do país, de lá nos sorri Viktor Yanukovych, mas do lado inverso vemos Sasha (Sasha é diminutivo de Oleksandr. O Sasha desta história é o filho de Yanukovych - OK).  O inverso é todo interligado político-economicamente, e ramificado em empresas em que desaparecem bilhões do orçamento do Estado, e em seguida estendem-se até um ponto no qual aglomeram-se num antro repugnante. Viramos o bordado para o lado da frente, sobre este antro. E o que está ali bordado? O muro de seis metros do "Myzhyhiria (Intermountain - palácio do presidente).

Então, quando você vê o lado frontal e o inverso, você entende melhor o que acontece no país.

Portanto, a autora decidiu mostrar aos leitores qual é o aspecto do novo curso do Partido das Regiões e de Yanukovych na União Européia. A página frontal pode ser vista no canal da TV "Inter".

Como a "Família libertava "Ukraina" dos ocupantes ocidentais

Sua presidência Viktor Yanukovych começou com demonstrações de hostilidade não apenas aos valores ocidentais, mas também aos investidores ocidentais. Certamente, não se trata de política pública, mas do lado inverso, que é repleta de histórias de como os "ocupantes" ocidentais eram abertamente saqueados e suas empresas transferidas para "Família".

E isto não é exagero. No final de 2011, apareceu um artigo no EUobserver, fonte informativa de Bruxelas, com um artigo sobre Ukraina. Cito: "Empresas britânicas e americanas apresentaram aos funcionários seniors da UE cerca de 50 casos de "invasão corporativa", no período do governo Yanukovych - uma prática em que as empresas, que têm relações no governo ukrainiano, arrebatavam empresas com capital ocidental". Então, nos bastidores políticos ressoou, que atrás deste contexto está "Sasha Yanukovych". Para verificar, a autora telefonou à embaixada dos EUA. Lá confirmaram a existência de problemas com investidores americanos.

Em seguida, a autora, para investigação, escolheu casualmente um escândalo e começou o trabalho. Revelou-se que era um ataque invasivo à grande loja de departamentos "Univermag Ukraina".  Objeto de valor aproximado de 60 milhões de dólares. Naquele momento a loja ainda pertencia ao banco estatal irlandês Irish Bank Resolution Corporation, mas os invasores já haviam colocado o seu gestor. Ficou claro que os investidores ocidentais já perderam.

O primeiro, que a autora observou - é que os usurpadores ukrainianos eram assessorados pelos advogados de Makiivka (Região do Presidente), que no passado trabalharam nas estruturas empresariais com Anatoli Mohyliov e Dmytro Vorona.

Estas pessoas pertenceram ao círculo próximo do já falecido Vasyl Dzharty, que foram apadrinhados por Yanukovych e entraram para o círculo estreito de pessoas que acalentam valores da "Família". O primeiro afirma a vontade de Yanukovych na Criméia, o segundo trabalhava no Ministério de Interior, supervisionava compras de leilão e, em seguida foi transferido pelo presidente para Vice-Ministro da Justiça. 

O segundo assunto que me chamou a atenção, é que esta equipe trabalhava sistematicamente. Em particular, eles levaram à bancarrota a empresa pública que explorava ouro "JSC "Zakarpattpolimetaly" (Metais do Transcarpathia) no interesse de empresa privada.

Febre de ouro do Yanukovych

Nas profundezas da Ukraina tem ouro? Tem um pouco no Transcarpathia. Ainda no início do ano 2000 o então presidente Leonid Kuchma ordenou estabelecer exploração própria de ouro na Ukraina. O Estado adquiriu a técnica e por alguns anos perfurava a terra, e assim toda a idéia se esgotou. A exploração do ouro tornou-se sem perspectivas? Ou talvez o contrário, havia perspectivas já que a empresa foi impulsionada para dívidas artificiais, para através da falência privatizar as minas. Pelo menos a Yanukovych apareceram os sintomas da "corrida do ouro".

Pois uma grande dívida do JSC "Zakarpattpolimetaly" diante de uma empresa privada de Virgin Islands Cengart Financial Inc foi formada em 2007, quando Viktor Yanukovych era primeiro-ministro. Esse "acordo" organizaram o então ministro do Meio Ambiente Vasyl Dzharty e o subordinado a ele o dirigente do National Joint Stock companhy "Nadra Ukrainy" Yeduard Stavytskyi. Em tempo, esses funcionários, ao mesmo tempo, organizavam a alienação do "Myzhyhiria".

Filha de Dzharty - face da Themis ukrainiana

E, finalmente, a autora elucidou, que a ocupação e saqueamento da empresa "Nadra Ukrainy" (Entranhas da Ukraina) foi legalizada pelo Tribunal Econômico de Kyiv. Neste tribunal trabalha a filha mais velha do falecido Dzharty Victória. Ela é vice-presidente do Tribunal Econômico e uma peça muito importante no sistema de alienação de um outro negócio cobiçado por Oleksandr Yanukovych. Porque o presidente do tribunal é responsabilidade e obrigações, e Dzharty é o poder real, pois ela é aquela auxiliar, que de acordo com as instruções assegura o abastecimento e a utilização dos selos do tribunal.

E, isto significa que, se um juiz do Tribunal Econômico de Kyiv em um caso concreto, não percebeu e não levou em conta os interesses de Sasha Yanukovych, Dzharty simplesmente não colocará o selo sobre a decisão do tribunal enquanto hão houver apelação.
Foi com tais métodos de trabalho da Sra. Dzharty que se defrontaram os advogados do investidor " Univermag Ukraina" . Exatamente por isso eles perderam "Univermag Ukraina" no tribunal. 

A história com "Univermag Ukraina" eloquentemente demonstrou ao Ocidente a completa subordinação do judiciário ukrainiano não apenas aos interesses políticos de Yanukovych, mas também aos interesses comerciais de seu filho Sasha.
Pois é na política pública que Yanukovych "borda" sobre a independência dos tribunais ukrainianos quando explica porque Yulia Tymoshenko foi presa. Mas, no lado inverso do bordado  nós vemos um caso concreto de como o tribunal ignorou a propriedade de investidores estrangeiros do caro objeto da capital, a grande loja de departamentos "Univermag Ukraina" apenas porque este objeto caiu no gosto de Oleksandr Yanukovych. Realmente, os advogados de Makiivka servem a seus interesses.

Esta foto vulgar a Themis ukrainiana colocou no Facebook, como favorita.

Relaxe, você está sendo roubado por um dentista

Quando a autora aclarou o papel da filha de Dzharty na história da "Univermag Ukraina" e acrescentou a isto a relação dos advogados de Makiivka, dúvidas não permaneceram - exatamente isto - a usurpação foi realizada pela "Família". E, uma vez que este caso foi uma escolha aleatória para investigação jornalística, então, de acordo com a teoria da probabilidade, os rumores nos corredores respondem à realidade - Sasha "seleciona" as empresas alheias e não recua àquelas, apoiadas pelo dinheiro ocidental.

Então, no final de 2011 a autora ligou aos advogados dos investidores estrangeiros, com as palavras: "Relaxem, seu cliente está sendo roubado por um dentista".

Passou um ano e esta informação foi confirmada nas páginas da edição irlandesa "Business New Europe".

Um fiozinho dos usurpadores das lojas "Univermag Ukraina" correu ao antro do "Myzhyhiria"

Os usurpadores da "Univermag Ukraina" ficaram conhecidos na Irlanda, durante o julgamento do ricaço Sean Quinn, acusado de lavagem de dinheiro.

Durante o julgamento Quinn explicava que não retirava dinheiro da loja "Univermag Ukraina", porque em 2011 perdeu o controle da empresa e "iluminou" toda a cadeia de mudança de propriedade. Descobriu-se que "Univermag Ukraina" passou inteiramente às empresas ukrainianas LLC "Zenit" e LLC "Elegant Invest". (LLC - Limited Liability company ou Sociedade de responsabilidade limitada).

E, oh, milagre!!! A empresa "Elegant Invest" revelou-se empresa afiliada com a empresa LLC "Tantalit", através do Fundo "Dominante". LLC "Tantalit" é, como sabido, proprietário nominal do "Myzhyhiria, dono do famoso clube "Honka", sobre o qual Viktor Yanukovych certa vez, com orgulho disse aos alemães "Eu o construí".

A ligação dos usurpadores das lojas "Univermag Ukraina"com a "Família" observa-se  através de Dmitry Nikiforov. Este senhor fundou LLC "Elegant Invest". Ele também fundou e dirigiu LLC ZNKIF "Dominanta". Durante a usurpação da "Univermag Ukraina" 94,4% das ações "Dominanta" estavam na posse da famosa empresa "Tantalit", proprietária nominal do "Myzhyhiria".

Depois desta informação alguém ainda tem dúvidas em interesses de quem os usurpadores apoderaram-se da "Univermag Ukraina"?

E a segunda empresa? LLC "Zenit" é interessante porque seu diretor é Artem Basmadzhan. Em 2009 ele encabeçava a empresa estatal "Zakarpattpolimetaly", e neste cargo jogava nos interesses da empresa privada, credora de usurpadas minas.

Então com isto também está tudo claro, se LLC "Zenit" encontrou-se relacionado com a empresa afiliada "Tantalit", e se com a falência das minas de ouro ocupam-se juristas que usurparam "Univermag Ukraina" é evidente que o verdadeiro proprietário desta empresa vive no "Myzhyhiria".

Mas, não é compreensível, por que é necessário minas de ouro à "Família"? Ukraina não é Klondike (região no território de Yukon, no norte-oeste do Canadá, famosa pela corrida do ouro em 1897) porque a mineração de ouro no Transcarpathia nunca dará tão mega rentabilidade, como os lucros nas compradas empresas estatais. Talvez a resposta esteja no campo da psicologia e idêntica resposta à pergunta: E, por quê os "novos russos" usavam no pescoço correntes de ouro pesando quilos?"

Outro Yanukovych?
Assim a história da "Univermag Ukraina", ilustra eloquentemente, como Yanukovych considerava o Ocidente, nos primeiros anos de sua presidência. "Família" não considerava necessário cobrir as usurpações nem com pequenina folha de figueira, mesmo do tipo "Kurchenko". (Recentemente apareceu do nada um moço com este sobrenome e que está adquirindo ativos e tornando-se cada vez mais rico. Um ilustre desconhecido a um ano atrás - OK). E isto, naturalmente, dificulta o caminho para Europa.

Ainda mais, ações semelhantes continuam. Recentemente, na embaixada de um dos mais influentes países da UE a este autor confirmaram que investidores estrangeiros continuam queixando-se de roubo. O embaixador não conseguiu explicar como tal fato ocorre, pois que isto é pouco coerente com a direção européia de Yanukovych.

Contudo, talvez a lógica é, que é apenas inércia - do tipo difícil de não engolir, quando o pedaço sozinho entra na boca. Porque no inverso, nos antros mais íntimos de interesses de negócios observam-se mudanças de concepção dos Yanukovychiv. Particularmente nos negócios familiares surgiram parceiros ocidentais.

Além do que, não se trata de quaisquer centros comerciais ou hotéis, mas de uma esfera fundamental - o sucesso deste negócio proporcionará a possibilidade de falar sobre certa independência energética da Ukraina, independência da Rússia.

Trata-se da atividade da empresa "Nadra-Olesko" que, juntamente com as empresas ocidentais Shell e Chevron vai desenvolver as jazidas do gás de xisto na Ukraina.

"Nadra-Olesko" é uma companhia da "Família".  É óbvio. Ela também está encabeçada por uma pessoa do clã do falecido Dzharty - Maksym Shyshlov. Este senhor foi útil nos trabalhos referentes às estruturas de negócios, das quais os fiozinhos esticam-se até "Tantalit", seguindo até o proprietário do "Myzhyhiria".

O mais engraçado é que Shyshlov é membro do mesmo grupo empresarial que usurpou do investidor estrangeiro, as grandes lojas "Univermag Ukraina". Seu sobrenome, inclusive, é lembrado na investigação irlandesa Business Irish New Europe.

E ainda, este mesmo Shyshlov trabalhava como contador do NAK "Nadra Ukrainy" (NAK - National Joint Stock Company), quando em 2007 ao balanço desta estrutura foi transferida a residência estatal "Myzhyhiria" para posterior privatização, de acordo com os interesses de Yanukovych.

Todos esses quebra-cabeças formam uma interessante imagem: aqueles mesmos gestores-advogados, que saqueavam o negócio ocidental, agora trabalham com parceiros ocidentais. E, tanto no primeiro, como no segundo caso, fazia-se e faz-se nos interesses da "Família".

Isto é lógico, pois Viktor Yanukovych não mudou nem um pouquinho. É o mesmo de sempre - tzar, que acumula exclusivamente para si. No entanto, pode-se enriquecer de diversos modos. E agora, nos negócios da "Família" o investidor não é somente vítima sem sorte, mas um parceiro, o qual a "Família" está pronta para colocar no seu campo, e compartilhar parte dos lucros da "boca".

E assim nós estamos indo para Europa.

No entanto para nossa realidade - mesmo assim. Não União Aduaneira - já é uma vitória.

Mas existe a questão, se definitivamente o Partido das Regiões e Viktor Yanukovych se voltaram em direção à Europa, ou é apenas um movimento tático. 

Antes de tirar conclusões, é necessário olhar para as relações comerciais da "Família" e Putin. Sobre isto na próxima seção. Mas, por enquanto anuncio um fato divertido: eu não vou romper o fiozinho, heróis da publicação sobre negócios "familiares" e de Putin, projetos de empresas serão relacionadas às mesmas pessoas, que brilharam na usurpação da Joint Company "Nadra Ukrainy".

E isto é geopolítica? É onívoro! E também geopolítica ukrainiana!

Tradução: Oksana Kowaltschuk

sábado, 19 de outubro de 2013

TRATAMENTO DE YULIA DEPENDE DE APROVAÇÃO DE LEI

Presidente permitirá a Tymoshenko fazer tratamento no exterior, mas somente após a aprovação de tal lei pelo Parlamento

Vysokyi Zamok ( Castelo Alto), 17.10.2013
Ivan Farion

Соратники і рідні Юлії Тимошенко упевнені, що зустрінуться з нею на волі до 18 листопада.

Finalmente houve uma certa clareza na solução do problema da Tymoshenko. Durante visita a Donetsk, Yanukovych disse aos repórteres que, atualmente na Ukraina, não há nenhuma lei que permita aos presos receber tratamento médico no exterior. "Mas assim que o Parlamento aprovar uma lei, eu a assinarei", - disse Yanukovych. Em outras palavras, transferiu a responsabilidade ao Parlamento, deu a compreender que de outro modo para solucionar a questão antes da cúpula de Vilnius, além do citado, não pretende fazer uso.

Depois de vagas declarações sobre a solução do problema, este é o primeiro sinal para ação dos partidos dominantes e da oposição. A oposição, já por várias vezes apresentou projetos de lei que possibilitariam solucionar a questão. Mas, como não recebiam a "benção" da Administração Presidencial eram bloqueados. Possivelmente, esta réplica presidencial fará com que mudem de posição? E o gelo derreta?

Embora não seja descartada uma opção pessimista. Ao não ser atingido o número necessário de votos, o proprietário da Bankova, impotente, abrirá os braços e dirá: "nada pode ser feito, foram esgotadas todas as possibilidades, eu não posso forçar o Legislativo, porque seria antidemocrático"

No entanto, a oposição deve esperar o melhor. Ela deve, mais uma vez, tentar achar uma solução de compromisso com os oponentes. O deputado independente Serhii Mishchenko (advogado por formação) já tem um projeto de lei que permitiria aos presos fazer tratamento da saúde no exterior. É só encaminhá-lo e, na primeira dezena de novembro poderá ser aprovado em segunda leitura, e assinado pelo presidente. 

Yaroslav Sukhyi - Partido das Regiões
"Se o Partido das Regiões votará a lei que permitirá a Tymoshenko fazer tratamento no exterior? Não sei. Pessoalmente, eu não vou apoiá-la. Fazer ajustes na lei para beneficiar uma pessoa - é errado.
Se o presidente Yanukovych pedir e disser: "precisa". Como sua pessoa de confiança, é claro, eu votarei. Mas a minha posição eu não mudo.

Taras Berezovets - analista
A tentativa de Yanukovych em transferir ao Parlamento a decisão do destino da Tymoshenko significa que ele quer muito obter a muito esperada Associação mas, será "espinhoso" o inevitável renascimento político da Tymoshenko após sua libertação da prisão. 
Na verdade, Yanukovych já se resignou com a necessidade de enviar Tymoshenko ao exterior, mas procura uma opção menos dolorida para si. Tudo se resolverá no último momento. Muito significará a conversa telefônica de Yanukovych com Merkel, que deve realizar-se nos próximos dias.

Viktor Nebozhenko, diretor do serviço sociológico "Barômetro ukrainiano".
O problema da Tymoshenko pode ser resolvido apenas de forma política. Assim como o criaram, caindo na armadilha graças ao conselho do ex-presidente Yushchenko, que disse a Yanukovych: se você quer viver tranquilo nos próximos cinco anos - ponha Tymoshenko na prisão. Não de acordo com normas legais Tymoshenko está na prisão, com a violação dessas normas, penso, Yanukovych decidirá sobre sua libertação.
Por que Yanukovych demora com a libertação da Tymoshenko? Por uma razão - porque ele precisa assumir responsabilidade. Mas ele quer governar o país, tomando decisões, sem responder por elas.
Quem pode assumir responsabilidade no caso da Tymoshenko? Três mulheres: Ministro da Justiça Lucash, Ministro da Proteção da Saúde Bohatyriova e Comissário do Conselho Superior dos Direitos Humanos Lutkovska. Elas podem assumir a responsabilidade política pelo trabalho sujo da extradição da Tymoshenko ao exterior. Sobre perdão nós não falamos - isto deve fazer o presidente. Mas ele não fará.

Tradução: Oksana Kowaltschuk

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

MISSÃO COX-KWASNIEWSKI PROLONGADA ATÉ MEADOS DE NOVEMBRO

Presidente do Parlamento Europeu: Missão Cox - Kwasniewski prolongada até meados de novembro.

Ukrainskyi Tyzhden (Semana Ukrainiana, 15.10.2013

Numa conferência de imprensa com os representantes da missão do Parlamento Europeu para Ukraina P. Cox e A. Kwasniewski, o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz declarou que a missão vai se estender até meados de novembro.

Cox e Kwasniewski apresentaram na reunião de chefes de grupos políticos o projeto de carta que eles prepararam com Yulia Tymoshenko, para ser entregue ao presidente Yanukovych, a fim de que ela possa ir a Alemanha para tratamento da saúde. 
Carta semelhante eles usaram para resolver o caso Lutsenko.

Tradução: Oksana Kowaltschuk

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

A EUROPA PROPÕE LIBERDADE A YULIA TYMOSHENKO

A Europa propõe dar liberdade a Tymoshenko, mas negar a possibilidade da presidência

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 16.10.2013

Europa propõe a Yanukovych aplicar a Yulia Tymoshenko "perdão parcial", pelo qual a ex-primeira-ministra receberá a liberdade, mas deverá pagar 200 milhões de dólares de multa e perder os direitos civis por três anos.

O deputado polonês, Marek Sivets, escreveu sobre isso em seu blog, comentando o relatório da Missão Cox-Kwasniewski no Parlamento Europeu.

"O perdão parcial significa redução da pena de prisão de sete anos para metade. Devido ao fato de que a ex-primeira-ministra já cumpriu mais da metade da pena reduzida há bases para sua liberdade condicional." - disse o deputado.

Tymoshenko deverá pagar a multa de 200 milhões de dólares e perderá seus direitos civis por três anos.

Segundo Sivets esta proposta provocou uma onda de debates no Parlamento Europeu.

Kwasniewski acredita que Ukraina deve compreender, que além desta opção Europa não vê solução para esta questão, mas a sua solução levará ao sucesso de Vilnius.

Segundo o comentário do vice-presidente do Partido Popular Europeu Jacek Sariush - Wolski: "Já não há tempo, e as chances da Ukraina para assinar o Acordo diminuem rapidamente. A UE não vai assinar o Acordo exclusivamente com base em pura retórica", - disse ele.

Parte da reforma foi implementada, mas a Ukraina deve entender, que sem a recusa à justiça seletiva em relação a Tymoshenko, o acordo de Associação não será assinado este ano", - concluiu o deputado Wolski.

Segundo o jornal "Kommersant - Ukraina" na administração do presidente, nos últimos dias, cada vez mais expressam a opinião de que antes da cúpula, Tymoshenko continuará a ser um problema não resolvido.

Diplomatas europeus concordam que, neste caso, o Acordo não será assinado - uma série de países, entre eles França, Suécia e Espanha, votarão contra a assinatura.

O encontro da Y. Tymoshenko com os embaixadores da UE Ian Tombinskyi e dos EUA Jeffrey Payietton durou três horas. Conversavam sobre o Acordo e as questões relacionadas com a situação da Tymoshenko. As informações serão apresentadas a suas direções.

O presidente da clínica alemã "Charité", Karl Max Aynhoypl, considera a cirurgia única chance da ex-primeira-ministra Yulia Tymoshenko para a recuperação. Ele fez esta declaração à publicação "Aerte Zeitung" "Depois de dois anos de dor nas costas e reincidência da hérnia de disco, a cirurgia, no nosso ponto de vista, é única chance para o sucesso do tratamento", - disse ele. Segundo suas palavras, na clínica Charité" estão prontos para realização de tal operação.

Tradução: Oksana Kowaltschuk