terça-feira, 19 de novembro de 2013

ÀQUELES QUE JULGAM QUE O HOLODOMOR "NÃO ERA GENOCÍDIO"

Istorychna Pravda (Verdade Histórica), 24.11.2011
Volodymyr Honskyi
Cantor-poeta, publicitário


Historiadores, juristas e simplesmente pessoas com bom senso e consciência frequentemente apresentavam argumentos convincentes em relação ao caráter genocida dos Holodomores ukrainianos, terrorismo e outras repressões soviéticas. Escrevia sobre isto também este autor.

Negar isto podem talvez bastardos espirituais ou diversionistas imperiais de diversos naipes, cargos e honorários. "E será que era possível enterrar todos esses seus milhões? E onde? - recorda-se um dos "cínicos contra argumentos" do jovem e promissor deputado-comunista-fiel descendente daqueles assassinos. 

"No cemitério das  ilusões fuziladas já não há espaços para sepulturas" - deseja-se responder a estes mutantes morais, que pecam sempre com novo assassinato, mas querem parecer mais santos que Papa de Roma.

No entanto, na diversidade das questões relativas ao genocídio a comunidade global sempre confronta-se com a pessoa, cuja autoridade é e será, talvez, não menor, do que aqui lembrado Papa.

Este é Raphael (Rafal) Lemkin - autor do conceito de genocídio, que formou-se a base de todos, internacionais e nacionais atos jurídicos.

Será que sabem os seguidores de Stalin, que um dos principais impulsionadores do trabalho abnegado deste Grande Humanista no campo da prevenção de destruição das nações era justamente a compreensão da destruição em massa dos ukrainianos, que mais tarde ele fundamentou como exemplo típico de genocídio?!

Rafal Lemkin nasceu em 1900 na região de Grodno. Nos anos 1920 estudou filologia e direito na Universidade de Lviv. Depois de defender sua tese de doutorado na Universidade de Heidelberg (Alemanha) Lemkin trabalhou como assistente de promotor em Beryzhany (Ukraina), em seguida, ensinou em Varsóvia. Como vemos, o futuro corifeu do direito internacional formava-se no seio ukrainiano das calamidades entre guerras.

Holodomor foi genocídio. Assim considerou o autor do termo "genocídio".

O termo "genocídio" amadureceu em Lemkin não imediatamente. Representando Polônia em várias conferências jurídicas internacionais, exatamente em 1933, o ano do Holodomor, ele propôs: considerar aqueles que causam danos às pessoas das comunidades, culpados de "barbarie", e aqueles, que destroem os valores culturais desta comunidade, -  em "vandalismo", deter estas pessoas, julgar e punir. 

A seguir Lemkin constantemente aprofunda sua investigação, e à base dos julgamentos do Tribunal de Nuremberg e da Convenção da ONU "Sobre a prevenção do crime de genocídio e punição por ele", aprovadas pela Assembléia Geral em 1948 foram introduzidos justamente as suas conclusões.

Em 1953, em Nova York, no auge de sua fama Lemkin proclama na conferência "Genocídio Soviético na Ukraina (Raphael Lemkin Papers, Manuscrit and Archives Division, The New York Public Library, Astor, Lenox and Tilden Foundations, Box 2, Folder 16).

"Aquilo, sobre o que eu quero dizer, - é, talvez, o exemplo clássico de genocídio soviético, sua mais longa e mais ampla experiência de russificação, ou seja - a destruição da nação ukrainiana", - anuncia seu pensamento Lemkin

Mas, na primeira frase ele indica que a política da URSS - é apenas continuação da política imperial da Rússia czarista:

"A destruição em massa dos povos e nações, que caracterizou o avanço da União Soviética à Europa, não é uma característica nova de sua política de expansão. Isto foi uma característica de longo período da política de Kremlin, à qual os atuais governantes da política de Kremlin tiveram amplos precedentes nas ações da Rússia czarista... Tais crimes imperiais, como o afogamento de 10 mil tártaros da Criméia por ordem de Catarina, a Grande (se sabia Lemkin sobre o afogamento em 1944? - V.H.),... extermínio pelo czar Mykola I dos líderes nacionais poloneses e católicos ukrainianos..."

E esta é muito honesta e atual condição, que todos compreendem, mas nem todos falam em voz alta. Porque se nós mesmos agora repetimos o memorizado "regime de Stalin, crimes de Stalin", nós determinamos apenas 25% da verdade. A expressão "crimes comunistas" é verdadeira apenas para 50%.

"Genocídios de Stalin". Eles eram muitos.

A raiz do mal e sua verdadeira razão, é que todos esses regimes e crimes eram e são imperiais! 
Em seguida Lemkin fundamenta, porque exatamente aos ukrainianos a sangrenta idéia imperial ataca mais. Ao lado do poder econômico e demográfico da Ukraina, ele acentua no principal problema para nazistas imperiais (e profetiza para nós):

" Enquanto Ukraina conserva sua unidade nacional, enquanto seu povo continua pensar sobre si como ukrainianos e demanda pela independência, ela representa uma grave ameaça para o coração da idéia soviética... Porque o ukrainiano não é e nunca foi um russo. Sua cultura, seu temperamento, seu idioma, sua religião - tudo é diferente... Ele se recusava da coletivização, aceitando melhor a deportação e até a morte. Por isso era especialmente importante adaptar o ukrainiano ao padrão de Procrusto*, padrão ideal do homem soviético".

Analisando a tecnologia do genocídio ukrainiano, Lemkin identifica quatro componentes
1. Destruição da inteligência ukrainiana - o cérebro da nação.
2. Destruição da igreja ukrainiana - "alma da Ukraina".
3. Holodomor - destruição dos criadores e acumuladores da cultura, idioma e tradições        
    ukrainianas.
4. Fragmentação da nação ukrainiana pelo caminho da povoação de estrangeiros na Ukraina     e, ao mesmo tempo pulverização de ukrainianos por toda Europa Oriental e Ásia para             destruir a unidade demográfica nacional.


Raphael Lemkin (em pé, primeiro da direita) entre os representantes dos países que assinaram a Convenção da ONU sobre a prevenção do genocídio e castigo por ele.

"1920, 1926 e novamente em 1930-33 professores, escritores, artistas, pensadores e líderes políticos foram eliminados, presos ou deportados... Apenas em 1931 foram exilados para Sibéria 51.713 intelectuais. Um semelhante destino encontraram, no mínimo, 114 poetas de destaque, escritores e artistas - mais destacados líderes culturais da nação. ... Pelo menos 75% dos intelectuais e profissionais da Ukraina Ocidental, Transcarpathia e Bukovyna foram brutalmente exterminados pelos russos" - revela os crimes imperialistas-nazistas o destacado humanista caracterizando o primeiro parágrafo de suas acusações.

Apropriadamente, de forma concisa e convincentemente Lemkin acusa o imperialismo comunista-nazista com argumentos sobre outro ponto de vista:

"Entre 1926 e 1932 foi liquidada a Igreja Ortodoxa Autocéfala Ukraina, seu metropolita (Lypkivskyi) e 10.000 sacerdotes. Em 1945 quando o governo soviético foi estabelecido na Ukraina Ocidental, destino semelhante encontrou a Igreja Católica Ukrainiana... Antes da liquidação desta Igreja lhe foi oferecida oportunidade de unir-se ao Patriarcado russo em Moscou - ferramenta política de Kremlin..."

Yanukovych: "Reconhecer Holodomor como genocídio é errado"

Regimes, reis, secretários gerais e outros mandatários passam, mas a guerra com a "alma da Ukraina", Igreja ukrainiana continua. O curto tempo de acesso aos arquivos ukrainianos revelou muitos documentos daquela época que podem ilustrar, completamente, também o estado atual desta guerra inverídica.

A destruição da Igreja ukrainiana, especialmente a tão atual fomentação de inimizade entre igrejas como foi segundo a Deliberação do Partido Comunista (bolchevique) de 13.02.1922: "Com a finalidade da intensificação da luta entre elas (Igreja Autocéfala Ortodoxa Ukrainiana e Igreja Ortodoxa Russa - VH) recusar-se do princípio da maioria,... não permitir questionamento de cidadãos" ( Arquivo Central do Estado das Associações de Comunidades Ukrainianas). 
E seguindo mais, você pode citar tais documentos com comandos "fortalecer a repressão", "desorganizar", "liquidar", etc., para execução da principal ainda ordem de Lenin "Quanto maior quantidade de representantes reacionários do clero (porque sempre houve e agora há "não reacionário", "nosso", "progressista" clero - VH) e burguesia reacionária nós pudermos fuzilar, tanto melhor".

"O terceiro gume de ataque soviético era dirigido contra os agricultores - grande massa de agricultores independentes, guardiões das tradições, folclore e música, língua nacional e literatura, espírito nacional da Ukraina. A arma que foi usada contra eles, é, talvez, a mais terrível de todas - enfraquecimento pela fome: Durante 1932-1933 cinco milhões de ukrainianos (a maioria de autores cita sete milhões e alguns dizem que chegou a dez milhões  - OK) morreram de fome e brutalidade", - escreve Lemkin, argumentando a terceira direção de suas acusações.

Como Holodomor mudou a consciência dos ukrainianos

Vale a pena destacar aqui a exata compreensão de Lemkin da razão da principal causa do Holodomor ukrainiano que ele reconheceu das declarações dos principais executores desse monstruoso crime: "Kossior** declarou no jornal "Izvestia" em 02.12.1933: o nacionalismo ukrainiano - é o principal perigo para nós". E erradicar esse terrível nacionalismo e estabelecer a uniformidade do Estado soviético, ofereceram como vítima os aldeões ukrainianos.

O quarto passo do genocídio ukrainiano, segundo Lemkin, foi o povoamento da Ukraina por pessoas de fora enquanto os ukrainianos eram deportados para além das fronteiras, para uma mudança radical na composição étnica da população.

"Deste modo seria destruída a unidade étnica. Entre 1926 e 1939, a proporção da população ukrainiana  diminuiu de 80% para 73%.
Como resultado da fome e da deportação, a população ukrainiana diminuiu em números absolutos de 23,2 a 19,6 milhões, enquanto a população não ukrainiana cresceu para 5,6 milhões.
Se levarmos em conta que Ukraina tinha o maior nível de crescimento da população na Europa, aproximadamente 800 mil por ano, é fácil de ver que a política russa atingiu seu objetivo".

Também, devo dizer que esta direção do genocídio nem sempre demonstram os "envergonhados" atuais pesquisadores. Mas foram encontrados até demais "maravilhosos documentos de arquivo, a fim de não falar sobre isso mais detalhado.

A deportação em massa de ukrainianos para regiões do leste da Rússia promulgava-se pela resolução do Politburo do Comitê Central da União do Partido Comunista (bolchevique) "Sobre medidas para erradicar as propriedades dos "kulaks" em regiões de completa coletivização" de 30.01.1930 e muitas "sublegais" instruções, comissões, etc.

Campanha de desapropriação. Assim acabavam de matar os camponeses ukrainianos

Já em 12.03.1930 no "Relatório sobre o andamento da deportação comunicava-se, que para além das fronteiras ukrainianas foram deportados 58.411 pessoas.

O professor Vasyl Marochko investigou que de 1929 a 1933, de acordo com este "projeto diabólico (portanto, não incluíndo outras categorias reprimidas) da Ukraina foram deportadas 200.000 famílias de lavradores, ou seja, cerca de um milhão de pessoas. 

Documento Nº 403 
Comunicado
Comitê de Reassentamento de Toda-União junto ao Comissariado da URSS sobre a deslocação de outros territórios do país.
29 de dezembro de 1933. Terminantemente secreto
Comando Superior GULAG OGPU ao camarada Berman

Publicada a lista sobre comboios com os transferidos a Ukraina, de territórios russos, em 28 de dezembro de 1933. 
De: Horkovsk, Ivanovsk, Províncias Central e Ocidental e Bielorrussia para as regiões ukrainianas: Odessa, Donetsk, Kharkiv e Dnipropetrovsk (Regiões com elevado número de simpatizantes pró Rússia até os dias atuais - OK) num total de 329 trens, 21.856 unidades agrícolas, 117.148 famílias, 14.879 cavalos, 21.896 vacas, 89.492 animais diversos.
Plano executado em 104,7%.

De 1933 a 1947  ainda foram transferidas 44.457 famílias (221.456 pessoas). Mas, justamente quando os ukrainianos, quase mortos pela fome, para salvar-se tentavam atravessar a fronteira em busca de alimentos, pela resolução do Politburo do Comitê Central nas fronteiras da URSS colocaram esquadrões de defesa que impossibilitaram sua entrada em Bielorrússia  e províncias russas. Eis o início do texto da longa resolução, com a qual os camponeses da Ukraina e Kuban (enfatizo: exatamente da Ukraina e Kuban!) ordena-se "não deixar entrar, expulsar, aprisionar", condenando à morte pela fome:

Em 22 de janeiro de 1933
Rostov-Don, Kharkiv, Voronezh, Smolensk, Stalingrado, Samara. 
Número 65/w

Ao Comitê Central vieram notícias que em Kuban e Ukraina teve início o êxodo de camponeses em massa "em busca de pão" para regiões centrais de terra vegetal, do Volga, região de Moscou, região oeste, Bielorrússia...

Representante das Repúblicas Socialistas Soviéticas V. M. Molotov
Secretário do Comitê Central do Partido Comunista J. Stalin.

Não gosto escrever sobre Holodomor, citar aqueles maus documentos, anotações, como também outros horrores da imperfeita natureza humana. Com atitude de respeito coloco-me perante a maioria dos russos, poloneses, alemães e todos aqueles que sabem respeitar a si mesmos.

Mas sempre vou lutar com aqueles que perderam a forma humana, continuam propagar a mentira e o mal, destroem a minha (ou qualquer outra) nação. E iludem submissos seguidores com esse mal.

Não sei se dirão um dia que o Grande Judeu Rafal Lemkin era um Grande Ukrainiano. Considerem que o autor já o disse.

Mas, certamente, até mesmo seus argumentos irrefutáveis não convencerão nossos tabachnyk ? (Tabachnyk - atual Ministro de Educação - simpatizante pró Rússia) ?

Não convencerão! E nós sabemos o porquê...

O autor é grato pela ajuda aos professores Roman Serbyn, Vasyl Marochko, candidata a Ciências Históricas Oleksandra Veselov, dirigente do Museu da Ocupação Soviética Roman Krutsek e outros benfeitores.

*Procrusto - personagem da mitologia grega. Era um bandido que vivia na serra de Elêusis. Em sua casa, havia uma cama de ferro, que tinha seu tamanho exato, para a qual convidava todos os viajantes a se deitarem. Se os hóspedes fossem demasiado altos, ele amputava o excesso de comprimento para ajustá-los à cama, e os que tinham pequena estatura eram esticados até atingirem o comprimento suficiente. Uma vítima nunca se ajustava exatamente ao tamanho da cama porque Procrusto, secretamente, tinha duas camas de tamanhos diferentes.
Procrusto representa a intolerância do homem em relação ao seu semelhante.

**Kossior - Comunista polonês foi um dos organizadores do Partido Comunista (bolchevique) na Ukraina. De 1928 a 1938 foi secretário geral do Comitê Central do Partido Comunista da Ukraina. Por sua iniciativa foram criados os fundos dos "kolkhozes" (fazendas coletivas) e no início de 1933 estes fundos foram excluídos, incluindo as semeaduras de acordo com a diretiva de Stalin e Molotov, e com apoio direto de Kossior ao plano de apropriação de alimentos, o que tornou-se um dos principais motivos da fome de 1932-1933 na Ukraina.
Kossior foi o organizador direto da política de genocídio físico e espiritual ukrainiano, que revelou-se na liquidação da "ukrainização", com apoio à russificação, organização da fome artificial, implantação do terror antiukrainiano, fabricação de inúmeros processos políticos e de extermínio em massa da inteligência ukrainiana. Foi durante o período de Kossior que foram submetidos a repressão ou levados ao suicídio vários líderes comunistas nacionais - Khvyliovyi, Skrypnyk, outros. Kossior foi aprisionado em 1939, acusado de pertencer à chamada "Organização Militar Polonesa" e fuzilado.

Tradução: Oksana Kowaltschuk

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

CANADÁ RECONHECE O HOLODOMOR UCRANIANO

SEMANA HOLODOMOR - 80 ANOS

Nesta semana promoveremos uma série de reportagens para homenagear as vítimas do maior carniceiro russo de todos os tempos. O tempo: 1932-1933. Tanto os ucranianos quanto a humanidade não podem jamais esquecer estas data quando foi cometido um dos maiores genocídios da história humana contra uma única nação: 7 milhões !

O Cossaco
 
Através da fome queriam destruir a identidade nacional

Premier Canadense
Em 24.11.2012

O primeiro-ministro Stephen Harper em seu discurso por ocasião do 79º aniversário do Holodomor exortou todos os canadenses para honrar a memória de milhões de ukrainianos mortos pelo bárbaro regime comunista dirigido por Stalin.

Isto é afirmado no comunicado divulgado no site do Primeiro - Ministro do Canadá.

"Este sábado eu convido todos os canadenses para honrar a memória de milhões de homens, mulheres e crianças - principalmente, trata-se de ukrainianos, mas também casaques e russos - que morreram durante a fome-genocídio de 1932-1933, perpetrado pelo bárbaro regime comunista de Joseph Stalin", - diz o chefe do governo canadense. Harper explica: "Enviando líderes políticos, religiosos e cientistas aos campos de concentração, privando impiedosamente famílias inocentes dos produtos agrícolas e da pecuária necessários para sobrevivência, os "soviéticos" aspiravam destruir a consciência nacional ukrainiana."

"Mas o espírito da nação ukrainiana é invencível. Seus filhos e filhas sobreviveram durante estes e outros tempos sombrios para levantar-se e derrubar os grilhões soviéticos, lutando pelos valores que honramos hoje: liberdade, democracia, direitos humanos e Estado de direito", diz o apelo.

De acordo com Harper, Canadá se orgulha por ter mais de um milhão de cidadãos de origem ukrainiana.

"Muitos deles perderam seus entes queridos durante este ato brutal de maldade e fome, - sublinhou o primeiro-ministro. - Nosso governo reconhece essas perdas. Em 2008 Canadá se tornou o primeiro país que reconheceu essa ignominiosa página na história da humanidade como ato de genocídio, e além disso, foi o primeiro país ocidental que reconheceu a independência da Ukraina. Dois anos atrás eu tive a honra de expressar o meu respeito às vítimas do Holodomor no Memorial e Museu de Kyiv".

O chefe do governo conclamou os cidadãos do Canadá para se unir aos ukrainianos canadenses durante os eventos em memória das vítimas do Holodomor em todo país, para lembrar aqueles que morreram nesse triste momento da história ukrainiana.

Tradução: Oksana Kowaltschuk

sábado, 16 de novembro de 2013

A UCRÂNIA E O FMI

Sem o dinheiro do FMI não haverá pensões, nem salários!

Vysokyi Zamok (Castelo Alto), 07.11.2013
Zinovia Voronovych

Колаж Ігоря НЕСТЮКА


Até o final do ano, mesmo para pagamentos prioritários faltam 18 bilhões de UAH.

O próximo inverno promete ser frio e faminto. De acordo com informações extra-oficiais, o presidente autorizou aumento significativo nas tarifas de gás para população. Além disso, o governo prepara uma série de regulamentos e leis que abolirão parte de benefícios sociais e benefícios para empresas. Tudo isto são recomendações do FMI e se não forem cumpridas - o FMI não dará dinheiro. Sendo que esta é a última esperança, porque no orçamento não há dinheiro suficiente para chegar até o próximo ano. De acordo com várias estimativas, para novembro e dezembro, no caixa do governo faltam de 10 a 18 bilhões de UAH  - para pagamento de salários dos funcionários e outros custos sociais.

"Nós necessitamos não somente a continuação da cooperação com o FMI. Nós necessitamos um empréstimo até o final do ano. Se não recebermos este empréstimo, o governo não poderá fechar este ano fiscal. E, os interesses de ukrainianos comuns precisarão ser sacrificados - diz o presidente do Comitê de Economistas Andrii Novak - O FMI empresta dinheiro apenas quando está certo da solvência do devedor. Então, o empréstimo virá, apenas quando eles estiverem certos que Ukraina poderá devolver o dinheiro com juros. Para isso eles analisam as maiores despesas do orçamento e exigem que os problemas sejam afastados. Na Ukraina o déficit está no fundo de pensões, "Naftogaz" e nos enormes custos sociais. Se o governo quer ou não, ele terá que satisfazer as exigências do FMI, pois com sua política nos anos anteriores levou a si mesmo para um beco econômico sem saída.

Principais problemas: Este ano o governo estabeleceu o crescimento do PIB em 3,5%. Então temos uma queda de 1,5%. E, porque o orçamento recebe menos do previsto surgem problemas com o pagamento dos salários. Muitos educadores já experimentaram salários atrasados, e aqueles trabalhadores que "arriscaram" ficar doentes já por alguns meses esperam pelo "seguro social" e, não se sabe se receberão antes do final do ano. 

A situação com pagamentos do orçamento ocorre todos os anos, tradicionalmente em novembro-dezembro. Este ano, os problemas iniciaram ainda em junho, diz o deputado membro da Comissão de Trabalho e Política Social Pavlo Rozenko. Já por vários meses não se paga a ajuda relacionada a gravidez e parto, subsídio de desemprego, licenças médicas, salários. As estatísticas oficiais escondem a verdadeira situação. Muitos funcionários públicos são enviados em licença às suas próprias custas. E isto não são casos isolados. Esperar alguma melhoria não vale a pena - as pessoas precisam estar preparadas aos atrasos de salários, e até pensões. E, com tudo isto, ainda começaram a falar sobre aumento de tarifas.

Segundo Oleksandr Okhrimenko, presidente do centro analítico ukrainiano: "Aumentar as tarifas para população não trará resultados. Aumentar o preço do gás sem a reconstrução do sistema de aquecimento e instalação de medidores não dará resultado. Deixar a taxa do dólar cair para 9 UAH é sem sentido. A taxa deve flutuar dentro de 2,5%  do curso oficial. E ela se encaixa nestes limites. Em geral, não estou inclinado para dramatizar a situação com o déficit orçamentário. Nós nunca temos dinheiro suficiente no final do ano. Farão uma remissão técnica - e pagarão todas as dívidas". - Concluiu Okhrimenko.

Mas gastarão o dinheiro do próximo ano! Então, se no ano passado faltou dinheiro em novembro-dezembro, este ano em setembro-outubro, no próximo ano os problemas começarão desde o verão.


Salo novamente entre nós

Vysokyi Zamok (Castelo Alto), 31.10.2013
Yulia Lishchenko, Omar Uzarashvili 

Em Lviv - mudança de governadores: demitido "procurador" Viktor Shemchuk, nomeado "policial" Oleh Salo. Para muito é um choque!

Фото Мирона МАСЛЮКА

Oleh Salo - primeiro a esquerda. Viktor Shemchuk - segundo da direita.

No dia 31.10.2013, o presidente nomeou para governador da Administração Estatal Regional de Lviv Oleh Salo. O anterior Viktor Shemchuk foi nomeado assessor presidencial.

A notícia soou como um raio num límpido céu. Todos ficaram chocados! Assim que surgiram as ordens de nomeação/exoneração no site oficial do Presidente, cerca das 14 horas, foi dada a posse ao novo governador.

Numa conversa com jornalista, praticamente na véspera, Viktor Shemchuk disse que gostaria permanecer em Lviv até as Olimpíadas de 2022. "Se eu puder trabalhar aqui até esta data, estarei feliz e orgulhoso". Ele permaneceu no cargo apenas oito meses. Seu governo, em geral, foi positivo. Ele não se envolveu em nenhum conflito ou escândalo público. Tinha bom relacionamento com os deputados e nem uma vez recebeu o voto de falta de "confiança" como seus antecessores. (A região de Lviv, na parte ocidental da Ukraina, é a região onde predomina uma população patriótica, que é pelo distanciamento do "grande irmão russo", onde viceja o idioma ukrainiano e cultivam-se, ainda, as antigas tradições. Consequentemente é a região de forte oposição ao governo Yanukovych - OK).

Ao ser convidado ao púlpito, a sala explodiu em aplausos. Embora Shemchuk tentasse sorrir, estava claro que se esforçava, que lhe doía... Agradeceu a todos pela colaboração - "a amigos e oponentes por encontrarem uma linguagem comum". Desejou a Oleh Salo bom trabalho e concluiu: "Desejo-lhe tudo de bom. Glória a Ukraina".

Oleh Salo não consegui iniciar seu discurso. Muitos gritavam: "Vergonha!" e "Como o senhor não se envergonha!" Finalmente, ele conseguiu dizer: "Eu sou desta província. - O meu problema é que aqui haja prosperidade, felicidade, paz e tranquilidade. Espero colaboração mútua. Nós vamos trabalhar com honestidade, imparcialidade e execução de tarefas no menor tempo possível. Que Deus os proteja!".

Algumas opiniões:

Yurii Lutsenko, ex-ministro do Interior: Esta designação é sinal de como Yanukovych planeja realizar as eleições presidenciais. O governo está ciente da impossibilidade de ganhar honestamente. Salo é especialista em lançar explosivos em jornal da oposição, na falsificação de resultados oficiais...

Anatoli Romaniuk, cientista político: Viktor Shemchuk foi um dos melhores governantes de Lviv - em termos de compreensão de problemas, capacidade de comunicação com diversos meios. Ele não se compara a outros governadores. Os resultados de seu trabalho mostraram que ele pode resolver problemas de importância nacional.

Querem a demissão de Oleh Salo

Vysokyi Zamok (Castelo Alto), 07.11.2013
Yulia Lishchenko

A oposição começou a coleta de assinaturas para inclusão na agenda do Conselho a questão da desconfiança ao novo governador.
Os líderes dos três partidos da oposição: "Pátria, "Svoboda" (Liberdade) e UDAR (Aliança Democrática Ukrainiana  pelas Reformas) emitiram uma declaração conjunta e iniciaram a coleta de assinaturas para inclusão na ordem do dia da sessão plenária do Conselho de Lviv à questão da desconfiança a Oleh Salo. Assinaram os líderes dos três partidos Arsenii Yatseniuk, Vitali Klychko e Oleh Tiahnybok.

Por quê os ukrainianos de Lviv não gostam de Oleh Salo

1. Quando ele era o principal miliciano de Lviv era assustador viver - à Irmandade estudantil jogaram uma granada, pelos folhetos e ações contra o presidente Kuchma os estudantes apanhavam, eram processados, das universidades exigiam ações contra eles.

2. Em fevereiro de 2005 contra Salo foram apresentadas duas questões criminais: pela transgressão do direito eleitoral e abuso da condição profissional. Foi anunciada busca internacional.

3. Desde o ano 2000 Salo mantinha amizade com o famoso criminoso russo, fundador do "Clube Russo" Máximo Kurochkin, ou Maks Bieshenei, o qual, em 2007 foi alvejado por um franco-atirador quando saía do Sviatoshynskyi Tribunal de Kyiv.

4. Em 2006 as questões contra Salo foram suspensas e ele candidatou-se ao Parlamento pelo bloco de Natália Vitrenko, financiado pelo criminoso russo Kurochkin.

5. De acordo com o general Moskal, em 2012, por ordem de Salo "Berkut" (polícia) tomou de assalto as cédulas eleitorais do distrito eleitoral Nº 132 em Mykolaiv onde vencia o empresário-agricultor Arkadii Kornatskyi (As eleições foram consideradas inválidas mas, Arkadii Kornatskyi chegou a sair do país por algum tempo porque temia por sua vida - OK)


Tradução: Oksana Kowaltschuk

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Últimas notícias sobre o Acordo de Associação

Notícias dos jornais "Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana) e Ukrainskyi Tyzhden (Semana Ukrainiana), de 13 a 15 de novembro de 2013


De acordo com o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, a decisão de prorrogar a missão foi aprovada por unanimidade  por todos os líderes dos grupos políticos.
A Conferência dos Presidentes decidiu, por unanimidade prorrogar a missão de Cox-Kwasniewski até a Cúpula de Vilnius para tentar encontrar uma solução." - disse ele na noite de 13 de novembro, em uma conferência de imprensa realizada após o término da leitura do relatório da missão na Conferência dos Presidentes.
Então, já no início da próxima semana a missão do Parlamento europeu retornará a Kyiv, como destacou Cox, não para interferir, mas para prestar assessoria e atuar como mediadores em possíveis negociações.

Neste dia, 13 de novembro o Parlamento ukrainiano não aproveitou a chance para aprovar três projetos de integração européia. Não houve votação.

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A oposição conclama os ukrainianos para um comício de apoio à assinatura do Acordo de Associação com a UE, no próximo dia 24. Isto é afirmado pelos partidos "Pátria", "Svoboda" (Liberdade) e  'UDAR" (Aliança Democrática Ukrainiana pelas Reformas).
 A oposição lembrou que a própria Tymoshenko, por várias vezes falou para não colocar o Acordo na dependência de seu destino pessoal futuro, não importa quão difícil possa ser ele.
A oposição lamenta a interrupção do Acordo. "É a inevitável volta ao passado, para o império neo-soviético chamado "União Aduaneira". Está fechada para nós e nossos filhos a porta da Europa civilizada".

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Oksana Khmyliovska: Yanukovych realiza um cenário cínico para acusar a UE na interrupção do Acordo de Associação. Se a UE, de acordo com as recomendações da missão do Parlamento Europeu (Cox-Kwasniewski) decidir se opôr à assinatura do Acordo, ele poderá, repentinamente, encontrar uma saída política ou legal, e libertar Tymoshenko, transferindo toda culpa para Europa. Este é o pensamento do cientista político Viktor Nebozhenko, dirigente do serviço sociológico "Barômetro Ukrainiano".

Mas, se mesmo no último dia Yanukovych não forçar os deputados para aprovar a lei que mudará o status da ex-primeira-ministra, a responsabilidade vai ser unicamente dele. A reunião extraordinária de hoje mostrou que o Partido das Regiões faz tudo para sabotar o processo de integração, e a oposição simplesmente não tem votos suficientes.

"O Conselho trabalha de acordo com a determinação de Yanukovych, e Europa tem consciência de que isto é um jogo. Então, provavelmente, a missão de Cox-Kwasniewski não alcançará resultado positivo nestes poucos dias de prorrogação.
Cox-Kwasniewski não farão cerimônia com Ukraina, porque eles tem responsabilidade perante o Parlamento Europeu. Mas isto não significa que Yanukovych  não será convidado, como o presidente da Armênia - a assinar a declaração habitual de amizade e cooperação entre as nações ukrainiana e européias", - disse Nebozhenko.

"E, no caso da Europa revogar a assinatura e Yanukovych "de repente" encontrar um meio político ou legal para libertar Tymoshenko, ele vai culpar a Europa. Esta opção já realiza o primeiro-ministro Mykola Azarov, que declara serem os políticos europeus culpados por Tymoshenko não estar em liberdade", -acrescentou o especialista.

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Lutsenko (o ex-preso político indultado pelo presidente. Por sinal, surgem pedidos a Yanukovych para que retire o indulto que consideram ilegal já que Lutsenko não pediu, pessoalmente, para ser indultado - OK) apoia os líderes da oposição e conclama o povo para sair à rua. Ele considera que esta é a única chance para evitar que Yanukovych e o Partido das Regiões roubem o futuro dos ukrainianos.

"Nós contamos com você! Ouço muitas palavras de ceticismo. Aos políticos, e a mim em particular, tem porque não gostar. Mas isso não é motivo para não fazer nada.
Tudo o que a mafia precisa - é a sua indiferença.
É possível enfurecer-se e agir. Então, 24 de novembro poderá ser o início da mudança".

"Nós contamos com você!"

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O governo joga sujo, sempre, em todas as ocasiões.
Em Dnipropetrovsk foi programada uma mesa redonda na Câmara dos cientistas, no dia 14, quinta-feira, com a participação do líder do movimento popular "Terceira República Popular" Yurii Lutsenko, sobre o tema da eurointegração da Ukraina.
A reunião não realizou-se porque a luz foi desligada.
Lutsenko prometeu que o encontro  será realizado em outro local. O dinheiro pago adiantado, pelas despesas, não será exigido porque a casa dos cientistas enfrenta dificuldades financeiras.
O movimento "Terceira República Popular" é financiado por três principais patrocinadores. Um deles é o ex-deputado Oleksandr Tretiakov, os outros dois são banqueiros, mas querem permanecer anônimos.

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A oposição concluiu o projeto de Lei em relação a Tymoshenko "com inclusão das observações do Partido das Regiões (os governistas não mais participam na elaboração dos projetos que podem favorecer Yulia Tymoshenko - OK).
Os representantes da oposição no grupo parlamentar de trabalhos na elaboração do projeto de lei quanto ao tratamento de prisioneiros no exterior realizaram uma reunião e finalizaram o projeto de lei Nº 3.599. Também incluíram as observações do perito científico e principal gestor do Parlamento.

Segundo Kozhemiakin foram considerados 90% das observações do perito. Deste modo o grupo decidiu todas as questões levantadas pela gestão da perícia científica. Também foram consideradas as observações "que foram feitas pelos representantes do Partido das Regiões, durante uma reunião do grupo de trabalho."
O projeto de lei prevê uma interpretação no cumprimento da pena. A pessoa que necessitar de tratamento no exterior se compromete, por escrito, voltar a Ukraina após finalizado o tratamento, no máximo em dez dias. O pagamento de tal tratamento será efetuado pela própria pessoa.
O projeto foi registrado no Parlamento sob o número 3.599-D.

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O presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso, pelo telefone, lembrou a Yanukovych sobre Vilnius. A conversa foi agendada.
Também deve haver uma conversa telefônica do Comissário da UE Stefan Füle com o primeiro-ministro da Ukraina Mykola Azarov. 
No caso do Parlamento ukrainiano decidir pelo "pacote de integração européia" Stefan Füle
visitará Ukraina no dia 21 de novembro.
Como se sabe, Kyiv ainda não cumpriu as condições da UE, especialmente em relação às reformas da promotoria, da lei eleitoral e a libertação da ex-primeira-ministra Tymoshenko.

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Andrii Kluiev, presidente de Segurança e Defesa Nacional assegurou à missão de Cox-Kwasniewski que a "questão Tymoshenko" será decidida na próxima semana.
Sobre isso escreve o influente jornal alemão "Die Frankfurter Allgemeine Zeitung"
"O Parlamento ukrainiano, em que o partido do presidente Viktor Yanukovych tem a maioria, pode aprovar a lei que permitiria a prisioneira Tymoshenko, que apresenta problemas com as costas, fazer tratamento no estrangeiro. Isto aconteceria já na próxima terça-feira", - escreve a edição.
"É, exatamente, em vista destas declarações, convence a edição, a missão Cox-Kwasniewski foi prolongada até a Cúpula de Vilnius.

Resumo e tradução: Oksana Kowaltschuk


sábado, 9 de novembro de 2013

UCRÂNIA x UNIÃO EUROPÉIA: Negociação ou enrolação?

Partido das Regiões prepara o fracasso do Acordo de Vilnius

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 08.11.2013
Mustafa Naiem


Pela 25ª vez vieram a Ukraina os representantes da UE Pat Cox e Alexander Kwasniewski. No dia 14 de novembro eles devem apresentar o relatório final de sua missão na Ukraina, cujo principal objetivo é a liberação de Yulia Tymoshenko. Em 18 de novembro deve acontecer a reunião do Conselho de Ministros da UE. Nesta ocasião deve ser dado o principal sinal aos participantes da Cimeira da Parceria Oriental quanto a assinatura do Acordo de Associação com Ukraina.

Na quinta-feira, 07 de novembro, Cox e Kwasniewski, recebidos pelo presidente, ficaram agradavelmente surpresos com os resultados das negociações.   Yanukovych lhes disse que aprecia a posição dos europeus e, espera apenas a decisão do Parlamento. E, ainda prometeu que, imediatamente, após a visita, telefonaria ao presidente do Parlamento V. Rybak e ao lider do Partido das Regiões A. Efremov, pedindo a rápida aprovação do necessário projeto.

Enquanto Cox e Kwasniewski admiravam-se com a "bondosa" receptividade de Yanukovych,  os líderes da oposição tentavam entrar em acordo quanto a aprovação do projeto de lei em relação a solução da questão Tymoshenko com o presidente do Parlamento V. Rybak e A Efremov.

Conversa franca

Quando Cox e Kwasniewski se reuniram com os representantes da oposição, felizes, anunciaram que faltava solucionar apenas alguns pormenores. Os oposicionistas tentaram lhes explicar que estavam sendo enganados, mas os europeus não podiam desacreditar das palavras do presidente Yanukovych. Então todos se dirigiram ao gabinete do presidente do Parlamento. Os oposicionistas novamente perguntaram a V. Rybak e A. Efremov, se realmente, em tão exíguo tempo, poderão aprovar o projeto referente ao tratamento da Yulia Tymoshenko.  Efremov respondeu que ainda não havia nenhum projeto de lei, porque o grupo de trabalho ainda não começou a apreciação e consolidação das opções existentes.

Cox e Kwasniewski ficaram surpresos e, mais uma vez reafirmaram que o prazo é curto, que a lei deve ser aceita até o dia 14 de novembro. Em resposta Efremov respondeu que a estas questões ele não pode responder, porque com tudo deve ocupar-se o constituído grupo de trabalho, e quando eles finalizarão o trabalho, ele não sabe.

Os europeus ficaram atônitos com tal resposta. "Como pode ser assim, - eles perguntaram, - nos prometiam em todos os encontros, que a questão já está quase resolvida e somente falta a palavra do Parlamento, mas aqui está tudo pronto?"

Seguiu-se uma longa discussão ente Kwasniewski e Efremov. No final, Kwasniewski disse que ele não acredita mais nas promessas, porque tudo depende da vontade política, que ele não percebe. Os europeus deixaram o edifício do Parlamento, como de costume - sem quaisquer comentários. (Segundo o jornal "Verdade Ukrainiana" estes acontecimentos foram relatados pelos líderes da oposição, participantes diretos - e, confirmados por mais duas pessoas presentes - OK)

O que espera Viktor Yanukovych

Por mais estranho que possa parecer, Yanukovych e sua equipe ainda esperam que conseguirão o Acordo de Associação sem a solução do caso Tymoshenko, o qual eles consideram capricho dos europeus. Que os europeus acreditarão na posterior libertação da Tymoshenko. E contam que a principal alavanca de pressão sobre os europeus é o medo dos europeus da influência russa na política externa da Ukraina.

Fracasso do Acordo

De fontes próximas ao governo, cada vez mais se ouve a idéia de que a conservação do status quo pode proporcionar mais vantagens a Kyiv que a assinatura do Acordo de Associação, além de ainda jogar a culpa da não assinatura na oposição e na própria Tymoshenko.

A não assinatura enfraquecerá substancialmente a pressão da Rússia sobre Ukraina e que qualquer cenário negativo em Vilnius ela considerará como vitória sua. No entanto, a não assinatura do contrato, de acordo com os regionais não significa uma ruptura de relações com UE, com a qual será possível continuar o jogo de esconde-esconde, mantendo a imagem de integração européia.

Outro aspecto - dinheiro necessário para cobrir o déficit marcante do orçamento ukrainiano, a interrupção do processo de integração quase certamente pavimentará o caminho para empréstimos a longo prazo e em condições favoráveis da Rússia, com a possibilidade de novas negociações para o preço do gás. Ao mesmo tempo, o Acordo de Associação não significa, automaticamente, recebimento de dinheiro do FMI, nem das estruturas da UE. Pelo menos é o que consideram na administração do presidente.

No entanto, Yanukovych ainda pode dar o último passo a UE. É necessária apenas uma votação, o que dará o sinal apropriado para todas as outras partes do sistema. Há a possibilidade de que, os europeus, mesmo cansados de constantes surtos poderão desviar-se dos prazos estabelecidos.

A única esperança, que ainda resta para os euro otimistas é um milagre

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Pela suspensão da Associação com UE respondem os políticos europeus

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 09.11.2013

A responsabilidade pelo eventual fracasso do Acordo de Associação entre Ukraina e UE estão políticas européias.
Sobre isto, em Donetsk, após uma reunião do Partido das Regiões declarou o primeiro-ministro Mykola Azarov e indagou: "E quem faz tudo pela assinatura?"

"Mas se alguém, isto se refere aos políticos europeus, terá coragem de colocar na balança o destino do país, e muito duvidosa exigência em relação a Tymoshenko, então assumirá a responsabilidade. E isto não será nossa responsabilidade... , não nossa", - declarou Azarov. 
E ainda acrescentou: "Presidente e governo fazem o melhor possível, para que o Acordo seja assinado.

(Mentiras e cinismo para enganar o povo - OK)


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A assinatura do Acordo de Associação entre Ukraina e UE pode não acontecer

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 09.11.2013

Yanukovych novamente, durante as duas últimas semanas, aconselhar-se-á com Putin sobre o futuro.

O encontro anterior foi em Sochi no dia 27 de outubro. No dia 25 de outubro, durante uma reunião dos países da CEI (Comunidade dos Estados Independentes: Rússia, Bielorrússia, Azerbaijão, Armênia, Cazaquistão, Quirguistão, Moldávia, Tadjiquistão e Uzbequistão. Ukraina, formalmente, é apenas país observador) Yanukovych propôs a criação de um permanente formato consultivo: "Ukraina - União Européia - União Aduaneira". Putin declarou que a adesão da Ukraina à UA, após assinatura de Associação com a UE se torna impossível. (Não é a primeira vez que Yanukovych expressa seu desejo às duas alianças, não é a primeira vez que Putin diz "Não!" - OK)


Tradução: Oksana Kowaltschuk

domingo, 3 de novembro de 2013

O DESCONHECIDO PRESIDENTE GEORGIANO


Vakhtang Kipiani
Ex-chefe da "Verdade Histórica", especialmente para "Semana Ukrainiana a partir de Tbilisi.
Em 29.10.2013

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Mikheil Saakashvili
Mikheil Nik'olozis dze Saak'ashvili ou simplesmente Mikheil Saakashvili, como é mais conhecido, é um político georgiano, e presidente daquele país desde 2004, tendo sido reeleito em 6 de janeiro de 2008, com 52,8% dos votos.
Nascimento: 21 de dezembro de 1967 (45 anos), Tbilisi, Geórgia
Mandatos presidenciais: 20 de janeiro de 2008 – 17 de novembro de 2013, 25 de janeiro de 2004 – 25 de novembro de 2007

Mikhel Saakashvili, um dos poucos presidentes democráticos europeus que conseguiram permanecer no cargo por tanto tempo, dez anos.
Ele se tornou presidente após a "Revolução das Rosas" e completa dois períodos de cinco anos no cargo do país, onde cada taxista se considera, no mínimo Talleyrand. Isto é um milagre político.

Nestes dias não há escassez de publicações sobre como e por que chegou ao final a "era Saakashvili". Surgiram muitos comentários. Uns dizem que a página Saakashvili está virada para sempre. Outros demonstram certeza, que para uma pessoa de 45 anos é muito cedo prescrever aposentadoria política. Parece que os últimos têm razão.

Últimos dias de Saakashvili

A poucos dias do término de seu mandato, o presidente convidou jornalistas à sua casa, uma pequena residência num bairro suburbano, onde viveu durante os últimos anos. Lá eles viram como a "cheta" (destacamento armado nos Balcãs) presidencial recolhe objetos, brinquedos, e até mesmo conservas em vidros de 3 litros, para levar à velha-nova residência na rua Barnova. Exatamente Onde Mikhel e Sandra viveram até 2003.

O ex-presidente demonstra claramente o curso de ação. Humildemente carrega caixas de papelão com roupas e livros, gaiola com coelhinho e promete viver no apartamento da vovó, no prestigioso bairro de "professores e intelectuais", chamado Vake. Seus vizinhos serão aqueles que teimosamente votaram contra ele e contra o seu partido nas recentes eleições. E, para terminar com o falatório, um outro terreno onde pretendia construir uma casa para aposentadoria, Saakashvili decidiu vender e, o dinheiro aplicar na construção da "biblioteca presidencial."

Dois meses atrás eu perguntei ao político com o que ele se ocupará quando deixar o palácio presidencial. Mikhel respondeu que permanecerá na política, porquanto tem muitos e ativos adeptos e ainda não aproveitado todo potencial e, em geral, exalava otimismo. Ele até disse que não era contra retornar ao governo, para prosseguir na reforma radical. Um seu amigo próximo, Giga Bokeria, que também finaliza os últimos dias como chefe do Conselho de Segurança da Geórgia, disse não ter dúvida de que Saakashvili permanecerá na política. Porque seu partido "Movimento Nacional Unido" foi capaz de sobreviver o ano sob repressão furiosa e conseguiu o dobro de votos do recente prognóstico dos sociólogos. (A um ano atrás foi eleito como primeiro ministro Bidzina Ivanishvili, cuja meta era, justamente, derrotar Saakashvili, um político pró-europeu.

A escolha de um presidente fraco

A eleição presidencial deste ano foi, significativamente, diferente de todas as anteriores. Primeiro, as modificações na Constituição transformaram Georgia em uma república parlamentar onde o órgão legislativo nomeia o primeiro-ministro. O presidente já não tem influência sobre as personalidades do poder e não pode dissolver o parlamento.  O ex-ministro da coordenação de reformas Kakha Bendukidze compara a autoridade do presidente georgiano ao presidente da Alemanha.

Em segundo lugar, a sociedade considerou as eleições de 27 de outubro como uma continuação e o acordo final, na questão da transferência de todo o poder de Saakashvili e seu partido nas mãos da coalizão "Sonho georgiano".

A palavra "coabitação", no vocabulário político georgiano tornou-se firme - imediatamente após as eleições parlamentares do ano passado, quando o bilionário russo-francês Ivanishvili recebeu o mandato dos eleitores para o poder, mas ao mesmo tempo uma figura bastante forte - e de jure e de fato - continuou como presidente.

Saakashvili tinha todo o direito constitucional de nomear os ministros da Defesa, do Interior e dos Negócios Estrangeiros. Mas, isto significaria guerra dentro das paredes do governo. Ele desistiu de seu direito de preencher todos os cargos com suas pessoas. Esperando, com isso, o respeito aos direitos da minoria oposicionista e ao próprio presidente - lider do "Movimento Nacional Unido".

Ivanishvili, embora francês no passado, não seguiu a política européia fina, como Mitterand e Chirac. Ele lançou aos centros de detenção muitos funcionários da equipe de Saakashvili, incluindo o Secretário Geral do partido do presidente Vano Merabishvili. Ao criador do milagre policial culparam em alguns episódios hilariantes. E, quando seus advogados rebatiam o ataque dos procuradores e o caso desmoronava, então lhe apresentavam nova acusação. Clássica do gênero - "havendo pessoa,  o processo encontrar-se-á".

Saakashvili tentando colocar na prática da política georgiana a coexistência de várias forças antagônicas falhou. Seus eleitores acusavam-no de que ele "entregou-se", permitiu "bandidos" no governo e "agentes russos". Os eleitores de Ivanishvili também estavam com raiva. Para eles Mikhel é um "tirano" e "criminoso", e nenhum acordo com ele pode haver.

Deste modo, os georgianos participaram das eleições com diferentes motivações. Bidzinistas - para liquidar o dualismo e entregar todo poder ao primeiro-ministro. Os partidários de Saakashvili - para provar que existem, apesar da repressão, e manter-se como principal partido de oposição do país. Todas as tarefas foram concluídas em 27 de outubro.

O fim da campanha eleitoral

A campanha pré-eleitoral de Tbilisi é pouco semelhante, por exemplo, à de Kyiv. Não há agitadores, nem tendas que se tornaram detalhe familiar do cenário político ukrainiano. Jornais e folhetos não se imprimem, com programas dos pretendentes e, portanto, não se jogam nas caixas dos correios, e não andam de porta em porta aos apartamentos. 
Há cartazes nas ruas, colados em longos "rosários" e propaganda na TV. Aqui depende tudo dos recursos captados. O blogger "Konstardiy" calculou - para obter 1% de votos David Bakradze, o candidato do partido Saakashvili gastou 7.506 lari (cerca de 4.500 dólares). O partido de Ivanishvili desembolsou mais de 69.300 lari. A agitação e propaganda de Burjanadze foi ainda mais cara: 1% para o presidente do Parlamento custou 98.855 laris.

Eram 23 candidatos registrados oficialmente. Um grupo não se preocupava em vencer, o importante é participar. A candidata mais conhecida na Ukraina - a ex-presidente do Parlamento, antigo membro de oposição durante a "Revolução das Rosas", em 2003, Burjanadze. Ela é considerada a principal fornecedora da política russa na Geórgia, uma espécie de Medvedchuk, que desempenha este papel na Ukraina. Mas é a pessoa mais carismática e capaz a riscos na participação em políticas públicas. Por muitos anos esteve na marginalidade mas, chegou o seu tempo. Parte da sociedade georgiana decepciona-se com o ídolo de ontem do "Sonho georgiano", mas sob nenhuma circunstância votará no partido de Saakashvili. Uma avaliação grosseira do eleitorado de Burjanadze, são "sovkê ( pessoas soviéticas mutiladas espiritualmente) saudosas do antigo regime. Elas, ingenuamente pensam, que além das montanhas do Cáucaso as amam e esperam. Que os russos estão dispostos a colocar os seus produtos agrários nos mercados, que o serviço de migração e a polícia vão vê-los como pessoas, e não como "vacas leiteiras" e que o bom Putin está pronto para auxiliá-las na restauração da integridade territorial de Sakartvelo (Este é o nome que os georgianos dão a seu país. Geórgia, nome adotado pelos europeus e americanos, vem de Djordjia, nome santo muito venerado neste país - OK). E que todos os problemas - é por causa do "estúpido Mishiko" (Mikhel Saakashvili).

Fundos enormes que do nada, pouco antes do início da eleição, apareceram em Burjanadze, e deram-lhe a oportunidade de ir a um sólido terceiro lugar - primeiramente nos rankings sociais, depois na eleição. Seus retratos estão em toda parte, nos ônibus amarelos da empresa ukrainiana "Bohdan" (muito populares em Tbilisi), em outdoors e vitrines.

David Bakradze - um pouco relutante candidato do ex- "partido do poder". Com a prisão do Vano Merabishvili, Saakashvili não teve um candidato carismático, bom de voto. Nas eleições primárias venceu Bakradze. Ele foi presidente do Comitê para integração européia, depois ministro de Regulação de Conflitos e das Relações Exteriores. Todos os pontos negativos do governo dos nacionalistas (Saakashvili) colocaram sobre ele.

Marhvelashvili - candidato de Ivanishvili (primeiro-ministro), o que deu possibilidade ao pouco conhecido professor de filosofia a ocupar a presidência. Ao Ministro da Educação, ao contrário de seus antecessores, não há o que mostrar a seus eleitores, de seus feitos pessoais. Ele não tem vôos nem quedas. Um ratinho cinza que acidentalmente encontrou-se num papel não peculiar a si - mas assim decidiu Bidzina Ivanishvili, e isto é suficiente.

No entanto, ao lado de Ivanishvili tem um candidato muito mais forte - 40 anos, carismático, fala inglês, orientado para UE e OTAN - ministro da Defesa, Irakli Alasania. Uma das poucas pessoas com princípios, do "Sonho Georgiano", lider do partido "Nossa Geórgia - Democratas Livres". Independente, com ótimos contatos em Washington e Bruxelas, ao contrário de seu chefe que após um ano no cargo de primeiro-ministro permaneceu desconhecido do mundo. Exatamente por isso ele não recebeu a bênção de Ivanishvili, e um ninguém Marhvelashvili - facilmente.

Comparecimento às urnas

46,6%. Tão baixa participação nunca houve. Apenas em duas regiões Guria e Racha Lechumi alcançaram 58,9%. Em Kveno Kartli menos de 38%. Seja como for, mas nesta situação o vencedor logo se tornou presidente da minoria.

Falsificação não houve. Quando o eleitor entrava, seu dedo polegar era iluminado com uma lanterna especial. Após o voto, neste dedo era colocada uma solução invisível. O voto duplo, mesmo com vários documentos, assim não funcionaria.

Mas, na região-berço do primeiro-ministro votaram 64,7%. Bidzina Ivanishvili, em princípio, é uma boa pessoa. Durante muitos anos ele pagou por seus compatriotas as despesas municipais (água, luz, serviços), educação nas universidades, presenteava com antenas, fertilizantes, roupas. Não só em palavras, mas em atos, era o "pai de família". Como, por exemplo, outro benfeitor - Leonid Chernovetsky (ukrainiano - ex-prefeito de Kyiv). O que os une é que, tendo considerável capital, não criavam nenhum emprego, preferindo distribuir esmolas aos necessitados.

Cultivar miseráveis marginalizados é muito fácil. E Ivanishvili obteve êxito. Mais de 94% de seus conterrâneos votaram pela continuação da distribuição de "esmolas". Isto também é (anti)record destas eleições.

Ao vencedor não julgam. Ao perdedor - frequentemente é possível.

George Marhvelashvili tornou-se presidente de Sakartvelo com 62% de votos. David Bakradze - 21,7% e Nino Burjanadze - 10,16%. Esta última não reconheceu os dados sociológicos e declarou desonestidade na contagem do total de votos. Mas, ela pode sentir-se um pouquinho feliz. De acordo com a legislação georgiana, o partido que recebe mais de 10% de votos recebe do orçamento um milhão de lari para sua atividade política. Então, a política pró-Rússia na Geórgia terá voz.

Bidzina Ivanishvili concentrou todo o poder em suas mãos. Agora não haverá ninguém para amortizar seus problemas e erros. O neófito Marhvelashvili estava feliz, mas ele sabe o seu lugar. Além disso, o oligarca promete demitir-se do ministério em poucas semanas para... controlar o governo a partir do terceiro setor. A impressão é que seus politólogos receberam a incumbência de enfraquecer a Geórgia. Os esforços para tal finalidade podem ser vistos a olho nu.
Ivanishvili lamentou os mais de 20% de votos dados a D. Bakradze. "Isto não é correto, eles também são cidadãos" - o europeu, provavelmente esqueceu sua nacionalidade francesa.

Em compensação Bakradze cumprimentou seu opositor e se ofereceu para trabalhar em conjunto pela Geórgia. Mikhel Saakashvili assim se expressou: "Estou profundamente convencido de que Geórgia está indo para Europa, o eleitor, fortemente, apoia este curso... Todos aqueles que não gostam do resultado das eleições, não devem desistir, cada recuo é temporário. Geórgia terá um futuro muito bom". Dignas palavras, mas a pergunta é - se está pronto o partido dos vencedores a parar as repressões que ameaçam esbarrar no atual chefe de Estado. Sininhos inquietantes já surgiram. A investigação sobre a morte do ex-chefe do Parlamento, uma das principais figuras da "Revolução das Rosas" Zurab Zhvania. Segundo a imprensa, é exatamente neste caso que tentarão fazer Saakashvili "culpado". A espera já não será longa.

Tradução: Oksana Kowaltschuk