quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

NOTÍCIAS DA UKRAINA - 09, 10 e 11 fev. /2014

Médicos do Euromaidan, do palanque, apelaram  para o presidente Viktor Yanukovych. Convidaram-no para vir ao Maidan e ficar de joelhos diante da nação. 
Assinaram este apelo médicos de Dnipropetrovsk, Kyiv, Kharkiv, Volyn, Lviv, Ternopil e até um da Austrália, que está ajudando no Maidan há duas semanas.
"Nós, médicos, que por várias semanas pegamos dispensa do nosso trabalho, sem remuneração, apelamos ao senhor, Viktor Yanukovych, porque ainda esperamos na sua compreensão e bom senso.
Nós ajudamos a milhares de pessoas doentes e sofridas, de diversos cantinhos da Ukraina, de Odessa a Chernihov, de Zakarpatia a Luhansk.
Não havia extremistas, nem terroristas no Maidan mas somente pessoas simples, boas e sinceras que vieram aqui pelo desejo de seu coração, defender Ukraina e lutar por um destino melhor, até a vitória.
Prezados ukrainianos! Heróis! Estamos com vocês, e a principal exigência que nós apoiamos é Ukraina sem Yanukovych. Ukraina com modificações e nova Constituição. Sim!
Viktor Yanukovych, se o senhor é mesmo uma pessoa crente, venha no palanque principal da Ukraina, coloque-se de joelhos diante das pessoas de toda Ukraina, peça-lhes desculpas e desista de seu cargo...

Uma carta com este apelo foi enviada à presidência.


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Aumenta o número de diplomatas ukrainianos que apoiam a declaração de apoio às aspirações dos compatriotas que estão lutando por um futuro melhor na Ukraina.
No dia 06 de fevereiro, aos 30 minutos, sob o site ukrdiplomat wordpress apareceram 101 assinaturas.

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Terceira manifestação na cidade de Odessa.


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A sede da resistência nacional anunciou novos destacamentos de autodefesa, que irão patrulhar todas as áreas de Kyiv, e também de outras regiões da Ukraina. "Porque eles seqüestram nossos militantes, torturam nossos patriotas, vestem os bandidos com uniformes policiais e soltam nas pessoas pacíficas como fizeram em Kharkiv e Dnipropetrovsk. Em Kyiv queimaram os carros - mataram e estupraram. Quem nos protegerá?"

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Em Sumy também houve manifestações nas ruas centrais.


Notícias dia 10.02.2014

Moskal, deputado, presidente da comissão parlamentar temporária do Parlamento, enviou ao Procurador-Geral Viktor Pshonka apelo quanto às ações ilegais do Berkut, de policiais e de ocupantes de cargos oficiais com ataques aos direitos humanos, liberdade, vida e saúde durante os eventos associados com ações maciças de protesto social e político. 
Moskal afirma que durante os distúrbios na rua Hrushevskyi "polícia amarrava pedaços de ferro às granadas de luz e som para ferir os manifestantes". E que, no período de 19 -23 de janeiro procuraram cuidados médicos mais de 1.000 manifestantes que sofreram lesões da unidade do Berkut e das forças internas durante as ações na rua Hrushevskyi.

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Notícias dia 11.02.2014

Os procuradores e tribunais receberam ordem para não liberar os reféns - ativistas acusados na organização de protestos em massa. Segundo o Facebook de Lesya Orobets, há informações que serão trazidos de volta para prisão, aqueles que estão sob prisão domiciliar. E, já foi recusada, pelo Tribunal de Recursos, a proteção a dois ativistas do Euromaidan a medida preventiva e permaneceu a custódia a Dmytro Poltavets e Vladislav Tsilytskyi. Ambos foram espancados brutalmente pelo Berkut durante a detenção.
Vladislav Tsilytskyi sofreu concussão cerebral, queixa-se de dores de cabeça, insônia e perda da visão do olho direito.

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Ainda são procurados 20 ativistas desaparecidos. "Euromaidan - SOS" procura 20 ativistas dos quais, até a noite de 10 de fevereiro os amigos e familiares não tinham conhecimento de seus paradeiros.

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Na região de Lviv queimaram o restaurante e a sauna de propriedade da família do deputado do partido "Liberdade", Ihor Kryvetskyi. O partido lembra que, anteriormente, o regime confiscou todos os bens do líder da organização de Vinnytsia, Oleksii Furman. 

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A instabilidade política na Ukraina e altíssimos preços em Londres não interferem aos ricaços ukrainianos comprar imóveis de luxo em Londres. Isto é evidenciado pela empresa imobiliária internacional "Knight Frank", especializada em imóveis de 1 (um) milhão de libras ou mais. A procura em 2013 aumentou apesar do crescimento dos preços.
Ukraina e Argentina estão em segundo lugar (67% no crescimento de consultas no ano) imediatamente após o Brasil (115%).

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O destacamento especial na Bósnia recusou bater nos manifestantes. Eles apoiam.


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Auto-defesa do Maidan - fenômeno único de organização social. Os membros desta estrutura estão nas barricadas do Maidan por 24 horas, guardam seu território e preparam-se para oferecer resistência no caso de tentativas de força.


Tradução, resumo: Oksana Kowaltschuk

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

APENAS OS EUA PODEM DETER PUTIN

Apenas os EUA podem deter Putin - ex assessor do presidente russo

Rádio Svoboda, 8.02.2014
Entrevista a jornalista Iryna Storhin (Apenas as respostas).

Reintegração da Ukraina é "a mais alta prioridade" para Vladimir Putin porquanto irá definir-lhe o status de "unificador das terras russas" e permitir-lhe "até o fim" a consolidação no governo - considera o ex-assessor de Putin, o analista russo Andrii Ilarionov. Putin não mudará seus planos por causa do Maidan, então ele vai com tudo, até à intervenção militar direta. 
Na opinião de Ilarionov apenas os EUA podem deter Putin, se eles quiserem.

Andrii Ilarionov
 
A principal questão é manter o controle e o poder na Ukraina sob Yanukovych e por outros líderes que consideram-se adequados por Moscou e Kremlin. Yanukovych não é o único, mas desde que ele é presidente, ele é o primeiro. Os outros são Medvedchuk e Kliuiev. A questão principal é como manter o poder, como dar conta do Maidan e como implementar os interesses de Kremlin na Ukraina.

Se no circuito de Putin há pessoas que entendem, que as ações de protesto na Ukraina - não são provocações do Ocidente contra Rússia, que os frequentadores do Maidan não são pagos pelos EUA, mas cidadãos que querem justiça, é duvidoso. Mas, mesmo que haja, isso não significa que eles encontrarão força, vontade e coragem para expressar suas opiniões. E, mesmo se tais pessoas se encontrarem, isto não afetaria a posição de Putin.

V. Putin é forte internamente, psicologicamente, e se ele decidiu algo, influenciá-lo é impossível. Principalmente nas questões primordiais.

Controlar Ukraina, ou parte dela, sem sombra de dúvida, é uma das questões prioritárias para Putin, e sobre esta questão ele não pretende dar a outrem prioridade. Ele tem uma visão clara do mundo, do que ele precisa da Ukraina, e de que maneira ele pretende fazê-lo. Portanto, todos os pontos de vista alternativos, ele percebe hostis ou traiçoeiros.

Planos de Putin para Ukraina

Permitirão aos dirigentes das regiões Leste e Sul da Ukraina procurar ajuda da Rússia contra nacionalistas, nazistas, fascistas, seguidores de Bandera, (Bandera foi um dos líderes do movimento insurgente ukrainiano anterior à II Guerra Mundial, tachado como se estivesse a serviço da Alemanha, sendo que, na realidade, lutava pela independência da Ukraina. Assim que os alemães chegaram, ele foi preso e enviado a Alemanha, onde foi assassinado por um agente russo, de nacionalidade ukrainiana -OK) os quais, supostamente, os ameaçam com privação do poder. Consideram-se quatro cenários: Primeiro - estabelecimento de controle total sobre Ukraina. Opção inicial, hoje sujeita a séria revisão porque a revolução ukrainiana dos últimos meses mostra que o ocidente , o centro e dez províncias seria muito caro controlar. Então, ao primeiro lugar ascendeu a segunda opção, que começa com a federalização da Ukraina.

Este é o slogan que ouvimos de todos os cantos nos canais estatais da Rússia, da boca de uma série de representantes do Partido das Regiões, comunistas e também da boca das autoridades da Ukraina oriental. Ele consiste na divisão de plenos poderes, dos órgãos centrais do governo aos órgãos regionais. E, na segunda etapa os plenos poderes também na esfera dos contatos externos.
Isto permitirá aos gestores do leste e sul da Ukraina procurar ajuda da Rússia contra os nacionalistas, nazistas, etc., os quais, supostamente, os ameaçam com privação do seu poder. E não precisa duvidar, que tal ajuda será fornecida. E, por qualquer caminho.

Repito, por qualquer caminho. Não se deve esquecer o cenário de Abkházia e Ossétia do Sul. Quanto a Sevastopol e Criméia, não há dúvida que tal pedido de ajuda será expresso.  Quanto a outras cidades: Odessa, Mykolaiev, Luhanks, Kharkiv, a questão é mais complicada mas aqui já se conduz o trabalho.

Kyiv será interessante somente, se houver luta por toda Ukraina. Ele, sem dúvida é um pedacinho encantador para Kremlin, como "a mãe das cidades russas". No entanto, no início, pode contentar-se com o arco que vai de Kharkiv, através de Luhansk e Donetsk, Kherson, Mykolaiev, Odessa, Criméia e Transnistria ou Prednistrovia.

http://epc-ukraina.ucoz.com/_nw/0/63646.jpg
Mapa das regiões ukrainianas

Não foi casualmente que citei Transnistria, pois nos planos de federalização da Ukraina e seu posterior desenvolvimento político, Transnistria, que, aparentemente já está esquecido por todos, não está esquecida pelos autores desses planos. Eles querem definir uma ponte de terra para contato direto da fronteira oriental da Ukraina ao Dniester, com passagem de controle sobre centros costeiros ukrainianos a grupos políticos pró-Rússia ou pró Kremlin.

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/4a/Europe_location_TIA.png
Localização da Transnistria
Transnistria, a partir dos séc. X e XI historicamente esteve sempre ligada à história da Ukraina, tendo feito parte do Estado poderoso e prestigiado na Europa, o Principado de Kyiv, que estabeleceu a base das identidades nacionais eslavas orientais, nos séculos subsequentes. 
Com a Revolução Russa a Transnistria foi incorporada à República Social Soviética da Ukraina (1919). Hoje esta região pertence, oficialmente, à Moldávia, embora tenha unilateralmente declarado sua independência em 1990. A região mantém-se, de fato, independente com o auxílio de forças russas. O Conselho da Europa considera a questão da Transnistria um "conflito congelado".

Depois disso o plano inicial de Putin pode ser considerado cumprido. Ele se tornará unificador "das terras russas" e, portanto, permanecerá neste novo estado até o final. O regime político na Rússia se tornará mais agressivo, chauvinista. O que acontecerá na Ukraina, penso eu, é compreensível.
 
O ocidente - é o elo mais fraco da defesa ukrainiana

Pelo menos nas palavras, durante a conferência sobre segurança, a atitude dos EUA mudou um pouco. Isto transpareceu no discurso do Sr. Kerri, quando ele, na presença do Sr. Lavrov e outros participantes declarou que a Ukraina precisa escolher com quem deve ficar: ou com a comunidade internacional, ou com um país. E ninguém tem dúvidas qual o país ele tinha em mente. Pelo menos, isto foi bem compreendido por Lavrov, que evadiu-se da sala e deu entrevista a jornalistas, dizendo que Kerri expressa agitação, o que é inaceitável a políticos sérios.

Lavrov pretendia deixar a conferência e voltar a Moscou. No entanto, de Moscou veio a ordem de voltar para sala e atentamente ouvir, que proposições mais virão do ocidente. O ocidente, em minha opinião não está pronto para ações sérias, além de declarações públicas. Este é o elo mais fraco da defesa ukrainiana.
Ninguém mais no mundo é capaz, de alguma forma, limitar as ações de Kremlin.

Na última década, V. Putin, deliberadamente, de forma consistente e com muita maestria conduz políticas antiamericanas. Este é um elemento fundamental de sua visão de mundo. Nos EUA, ele vê a única ameaça grave para a implementação da sua doutrina de política externa. Ninguém, além dos Estados Unidos é capaz de limitar, de alguma forma, as ações do atual Kremlin no cenário mundial.
Mas a administração dos EUA não demonstrou sua vontade de prosseguir uma política consistente, exceto em uma ou duas direções. Em todas as outras, geralmente concorda com a posição e políticas do Kremlin.
Yanukovych não tem chance de vitória. Então a única chance de preservar o poder - o uso da força.

No que diz respeito à ex-URSS, Putin conduz uma política de reintegração desses territórios em uma nova formação, que deve coincidir com as fronteiras do antigo império soviético. Para isto usam-se ferramentas econômicas, informativas, inteligência, operações especiais, recursos financeiros, controle dos representantes da linha pró-Kremlin em diversos países da ex-União Soviética. De vez em quando, um ou outro país encontra-se à beira de atenção. Hoje é Ukraina, e isto não é por acaso, porque Ukraina, atualmente, passa por uma grande crise econômica e política. Exatamente este período é selecionado como o mais favorável para implementação da campanha dos objetivos estratégicos da reintegração da totalidade da Ukraina, ou parte dela, à atual Rússia.
Putin não se recusa desta tarefa, e Glazyev atua no papel de agente informante, falando sobre esses planos.

Desde que nas eleições democráticas na Ukraina, se elas fossem realizadas agora, Yanukovych não teria chances. De acordo com as previsões mais positivas, ele obteria 20-25% de votos. Disto ele não precisa. Ele chegou ao poder para não perdê-lo. Então a única maneira para manter o poder é o uso da força, a força da qual ele é constantemente lembrado por Glazyev.

Yanukovych não será "governador" da Malorossia (Pequena Rússia - a parte da Ukraina, citada acima, que Rússia se contentaria a conquistar no início). Nesta situação ele não será nem governador, nem presidente. Seu único valor de significância para Kremlin consiste em que ele controle toda Ukraina, seja presidente da Ukraina. Se ele não conseguir manter-se neste cargo, ele não é necessário. Para governar Malorossia encontrarão outra pessoa.

A revolução ukrainiana não tem caráter que lhe atribuem os arquitetos do Kremlin. Não é continuação da guerra da NKVD com UPA (Exército Insurgente Ukrainiano - segunda guerra mundial), e que, quem crítica Yanukovych é injuriado como "nazista ou fascista". Confesso que por algum tempo eu também pensava assim. No entanto, a julgar pelo que está acontecendo na Ukraina, de acordo com o componente social do Maidan, onde há pessoas de Donetsk, Kharkiv, Dnipropetrovsk, Mariupol e Criméia é óbvio que a revolução ukrainiana não é o personagem que a ela atribuem os arquitetos de Kremlin.

Isto não é oposição do ocidente e centro contra o leste e sul. Talvez, no início parecia com a orientação da UE ou União Aduaneira. Mas, agora, Maidan mostrou que a sua essência - é revolução anticriminal.

As pessoas do leste e sul conheceram os meios criminosos muito mais que as pessoas do centro ou ocidente. Eles sabem bem o que representa o regime criminal que enraizou-se nas regiões leste e sul da Ukraina.

Em relação ao terror que iniciaram aos ativistas do Maidan, por parte de cidadãos da Ukraina - sem medo da palavra, é questão de vida ou morte.

Em Moscou criaram o Comitê de solidariedade com Maidan.

O Comitê de solidariedade com Maidan que criamos em Moscou tem como tarefa de informar a verdade aos russos o que, hoje, acontece na Ukraina.
Nossa associação é de pessoas que querem expressar seu apoio ao Maidan e todo o povo da Ukraina, em sua tentativa de criar um país livre de crimes, país democrático, país onde as escolhas políticas serão feitas pelo povo. Nossa principal tarefa é informar a verdade aos russos sobre o que está acontecendo na Ukraina. 
Nossa segunda tarefa - estabelecer contatos entre russos e ukrainianos normais. É a diplomacia pública. A terceira tarefa é ajudar Maidan, tanto com dinheiro, como com objetos, tendas, remédios. E, finalmente, a quarta tarefa - ações públicas para que a sociedade russa saiba, que Rússia não se limita com declarações falsas, forjadas por Kremlin e seus propagandistas. Há uma outra Rússia.

Nós expressamos nosso sincero respeito a Dmytro Bulatov e Ihor Lutsenko, e a todos que estão no Maidan, não apenas pela questão ukrainiana, também pela questão russa. Isto não é exagero.

Se o Maidan dispersarem, então nossos países por décadas encontrar-se-ão em crise. Se o Maidan vencer e conseguir alcançar a ser criado um sistema político livre, sem intervenção de criminosos e invasores, isto será um sinal forte que na Rússia, mais cedo ou mais tarde isto poderá acontecer também. Vitória do Maidan - é vitória da democracia, da liberdade, de sociedade aberta na Rússia. Um pouco mais tarde, mas será assim.

Para ajudar a vitória do Maidan é necessário criar um sistema de autodefesa de todos os participantes do Maidan. É necessário concentrar-se em duas áreas. Fortalecimento organizacional técnica, ideológica, quadros, materiais e dinheiro. É importante aprender com semanas anteriores pra que ninguém mais seja ferido.

O Maidan não pode dissolver-se sem vitória, sem nova Constituição, antes da eliminação da perseguição, antes da formação de um governo de transição que vai preparar as eleições antecipadas. Este é o trabalho do Maidan.
A outra direção é o Parlamento. Aqui Maidan deve formular exigências claras aos deputados para criação de uma nova maioria.

Tradução: Oksana Kowaltschuk

sábado, 8 de fevereiro de 2014

MIDIA GLOBAL SOBRE O ESCÂNDALO DIPLOMÁTICO

Mídia global sobre o escândalo diplomático: Kremlin semeia discórdia entre os países ocidentais ou procura uma nova "Guerra Fria".

Ukrainskyi Tyzhden (Semana Ukrainiana), 07.02.2014
Olga Vorozhbyt

O escândalo com a publicação de conversas privadas dos diplomatas americanos e europeus, que discutiam a situação na Ukraina, por um tempo tornou-se o principal tópico da mídia mundial. A maioria concorda, que ao "derrame" participou Rússia e veem nisto o desejo de irritar os países do Ocidente e minar a possibilidade de regulação da situação na Ukraina através da eleição de um novo governo de oposição.


A ocorrência simultânea de gravações diplomáticas de europeus e dos EUA, independentemente de sua origem e veracidade, foram, de acordo com a Reuters a fim de desacreditar as potencias ocidentais e para retratar a oposição ukrainiana como peões ocidentais e enraivecer entre si Bruxelas e Washington.

Rússia tem interesses próprios, para considerar as atividades do Ocidente na Ukraina como ingerência na política interna, e desvendando a gravação da conversa entre o embaixador dos EUA Jeffrey Payyett e secretário adjunto de Estado dos EUA Victoria Nuland esforça-se para semear mais tentativas de discórdia entre UE e EUA, - considera o jornal alemão Die Welt.

"A palavra com a letra "F" é um tabu na América. Pessoas com boas maneiras evitam-na. Agora, deliberadamente, a introduz contra UE o diplomata de alto escalão americano, e deve pedir desculpas por isso", - diz Die Welt.

"A conversa de Nuland com Payyett torna claro, com que intensidade o Ocidente, especialmente os EUA, ocupam-se com os acontecimentos atuais na Ukraina e o que eles pensam sobre os líderes da oposição", - escreve Die Welt.


Mais uma conclusão deste "vazamento" é que "não somente a NSA (National Security Agency) americana é capaz de escutar conversas supostamente confidenciais.

Este registro, de acordo com Die Welt, representa a inteligência russa. "Moscou tem interesse significativo, para considerar as atividades do Ocidente na Ukraina como interferência do Ocidente na política interna e ao mesmo tempo para espalhar mais um pouco de discórdia entre USA e UE", - considera a publicação.

"Tensas manobras russo-americanas ao redor da Ukraina agravaram-se na quinta-feira, quando o funcionário do Kremlin acusou Washington de "interferência grosseira nos assuntos da ex-república soviética, enquanto a administração Obama acusou Moscou em propagação da interceptação de conversa privada entre diplomatas americanos", - escreve The New York Times.

Segundo a publicação com o surgimento na internet desta gravação ficou clara a atitude americana à crise política na Ukraina, já que os dois diplomatas discutiram abertamente a provável composição do novo governo.

Os acontecimentos no dia anterior da abertura dos Jogos Olímpicos de inverno em Sochi enfatizam o confronto por influência aqui (na Ukraina - Redação), que se assemelham cada vez mais com aquilo, que havia nos tempos da "guerra fria", considera The New York Times.

"*F*ck the EU!, gíria do conselheiro Ragozin?", - sugere a edição polonesa TVP.info.

De acordo com o jornal, um dos primeiros que publicou esta conversa on-line era conselheiro do vice-primeiro-ministro da Rússia Dmitry Ragozin, Dmitry Loskutkov, mas os meios de comunicação russos, relatam que os diplomatas dos EUA discutem abertamente, quem da oposição ukrainiana se encaixa, e quem não, para o cargo de primeiro-ministro, evitando respostas negativas, que ocorrem durante uma conversa sobre possíveis ações da Rússia quanto a Kyiv.

O consultor Sênior para Europa deveria ter atenuado a decepção dos europeus com USA, em vez disso ela, parece ter alimentado esse sentimento de novo - considera Spiegel Online.

"Victoria Nuland - diplomata segundo todas as regras. Filha de um professor de medicina, foi secretária de imprensa da Secretária de Estado Hillary Clinton, e desde o ano passado tem sido principal conselheiro do presidente Obama. Mulher de 52 anos responde pelo serviço profissional e recentemente, com honra completou uma delicada turnê pela Europa relacionada ao pedido de desculpas por causa do escândalo pela escuta da NSA. Mas agora, ela cometeu uma gafe que pode agravar uma excedente carga a já tensas relações entre Europa e EUA", diz a publicação.

Se os russos realmente queriam a possibilidade de ajustar a situação na Ukraina através do estabelecimento de um governo de oposição transitória, então a conversa privada de Nuland é a anulação disso, na opinião dos especialistas, - escreve The Daily Beast.

Assim, como escreve a edição Toby Gate, o ex-especialista da Casa Branca em relação a Rússia, defendeu Nuland, observando que ela simplesmente admitiu, que UE é um obstáculo para o acordo na Ukraina.

Nuland "de forma abreviada manifestou o seu desapontamento com a inaptidão da UE de encontrar uma saída nesta situação, para encontrar uma solução", - declarou Gate no comentário da publicação.
"O que ela diz, é que, temos uma crise aqui e precisamos nos mover, e nós não podemos trabalhar com a UE, como de costume".

Tradução: Oksana Kowaltschuk

O BILHETE PARA OLIMPÍADA...

Antes porém... uma amostra da política de tratamento aos opositores do governo!



O bilhete para Olimpíada é só de ida?... Voltará Yanukovych de Sochi?

Ukrainskyi Tyzhden (Semana Ukrainiana), 06.02.2014
Roman Malko

O bilhete para Olimpíada é só de ida?... Voltará Yanukovych de Sochi?

Putin (E) e Yanukovych

O temporário silêncio na capital da Ukraina, está associado com temporária freada no processo de negociações entre governo e Maidan. Milagre não aconteceu. Nenhum resultado, nenhum passo significativo, nenhuma resolução positiva acenando com uma resolução positiva do conflito, não apareceu. Paz em breve na Ukraina não haverá. Aquela, com a qual todos se acostumaram, com estabilidade e "melhorias". O governo não necessita de paz, apesar de que, conduzir a guerra, ele não tem capacidade. Portanto, não haverá guerra num futuro próximo. Não uma guerra clássica, cantada nos manuais de história. Haverá uma outra paz e outra guerra, as quais acontecem a muito, porque aprenderam a conviver pacificamente uns com os outros. E se essa tendência continuar, a vitória não estará do lado do regime de ocupação. Ukraina mergulha num estado peculiar. Isto não é nem mesmo um poder dual. O governo, simplesmente não controla a maior parte dos processos que deveriam monitorar a sociedade, que há muito tempo colocou-lhe uma cruz percebendo que era apenas desperdício de tempo e nervos. Libertando um pequeno território simbólico e declarando-o livre do flagelo do poder dos bandidos, Maidan não só consegue resolver seus problemas, como modela quase uma comunidade perfeita, lenta e progressivamente  expandindo-a. Atualmente, mais no sentido espiritual que físico, mas é o suficiente. Porque é precedente. Porque, revela-se, quando o Estado não é capaz de influenciar a comunidade, então mais ordem e nível de coexistência é muito mais elevado e qualitativo. E este esquema muito bem mostra, o quanto é mais desenvolvida e superior a comunidade ukrainiana que as pessoas, que teimosamente se denominam como classe dominante, elite ou governo...

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Viktor Yanukovych durante quase quatro anos de presidência constantemente demonstrou sua excepcional capacidade de encontrar desculpas. Sempre algo impedia a realização de importantes visitas ou encontros. Entre as desculpas mais comuns - o mau tempo, doenças e mudanças na programação.

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O Parlamento Europeu exige do governo ukrainiano a imediata e incondicional libertação e reabilitação política de todos manifestantes e políticos detidos ilegalmente, incluindo Yulia Tymoshenko.

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No Maidan concluíram que a destruição dos dois restaurantes ontem, organizaram os mercenários do poder, desconhecidos, de uniforme parecido com o uniforme dos representantes da autodefesa do Maidan - é outra provocação do governo. Isto foi declarado pelo comandante da resistência nacional da Casa dos sindicatos - Stepan Kubiv.
Ele chama atenção para as imagens dessas pessoas na internet: regozijo, jactância, arrogância... Mas o principal é o calçado. Estas pessoas de tênis, calçado que não é usado nem pelos representantes da autodefesa, nem representantes de outros grupos, nem pessoas que vem ao Maidan. Os tênis confirmam, que isto é provocação realizada com auxílio dos "titushkas", - afirmou Kubiv.
"Desta forma, as autoridades deixam claro que querem levar a situação para o conflito e que são contra a solução pacífica da situação que nós propomos e na qual insta a comunidade internacional", - resumiu a oposição. (ver fotos)


Фото - Дмитро Фортунатов, Сегодня

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Polônia, guiando-se por motivos humanitários, convidou quatro cidadãos da Ukraina, feridos nos confrontos de Kyiv, em janeiro. "Hoje eles vieram ao nosso país", - diz o comunicado.
Polônia está pronta para receber mais feridos da Ukraina.
Lituânia foi o primeiro país que recebeu feridos ukrainianos. Hoje estão em tratamento três pessoas, incluindo Dmytro Bulatov.

Roupas quentes, sacos de dormir, camas dobráveis, material para curativos e outros itens coletados durante uma semana em várias cidades polonesas, apesar de terem cruzado a fronteira polono-ukrainiana, no Maidan não vieram, porque o Serviço de Alfândega da Ukraina bloqueou o contêiner.

Hoje, o Parlamento Europeu, por maioria, aprovou uma dura resolução sobre a situação na Ukraina, na qual os deputados apelaram para a preparação de sanções contra as autoridades ukrainianas, e também para o preparo de "apoio financeiro concreto" para Ukraina. 

Hoje, na Casa dos Sindicatos explodiu um pacote com doações no qual estava escrito: "remédios". Um ativista que foi atingido perdeu parte de um braço e dedos da outra mão.
O segundo ferido está ameaçado de perder um olho devido a uma queimadura térmica de 3º grau durante a abertura do pacote.

Na estrada de importância regional, em Rava-Ruska, por iniciativa da comunidade local criaram um outdoor com a foto de Mykhailo Havryliuk para homenageá-lo. M. Havreliuyk, protestante na rua Hrushevskyi foi despojado de suas roupas e humilhado pelo Berkut. No outdoor há esta inscrição: "A nação existe enquanto existem PESSOAS dispostas a defendê-la. Glória a Ukraina! Glória aos heróis!

http://www.youtube.com/watch?v=4_RFDbAsSCU


Tradução: Oksana Kowaltschuk

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

DONETSK VIVENCIA MITOS ASSUSTADORES

No cerco. Donetsk vivencia mitos assustadores.

Ukrainskyi Tyzhden ( Semana Ukrainiana), 03.02.2014
Denys Kazanskyi

Donetsk vivencia mitos. Mitos terríveis. E somente com sua ajuda o governo planeja manter o controle da região (uma notícia falsa sobre possível ataque externo aos órgãos da administração da cidade provocou pânico nos funcionários e em parte nos cidadãos - O Cossaco).


Donbass:  (Região industrial (carvão) que compreende Donetsk, sem o Mar de Azov, Luhansk e partes adjacentes - leste de Dnipropetrovsk e oeste de Rostov  na Rússia - OK)
 
 
Donbass vivenciou diversas situações:
- No início dos anos 1990, quando os mineiros ameaçaram marchar sobre Kyiv e bloquearam as estradas para exigir o pagamento de salários em atraso. 
- No final de 1990, quando o desemprego atingiu o pico e em desespero os mineiros enforcavam-se, ou ateavam fogo em si próprios devido a falta de dinheiro. Muitos foram trabalhar no exterior. 
- Confuso quando em 2004 Yanukovych perdeu as eleições e no leste aguardavam no que se transformará a Revolução Laranja. 
Mas ainda nunca o vimos (Donbass) assustado. Assustado até o pânico e loucura, como hoje, quando seus moradores erguem barricadas e estremecem devido a rumores sobre "bandeirovska avalanche" (bandeirovska - do nome Bandera, o qual é tachado pelos russos e russófilos ukrainianos como fascista - OK).

Falando francamente, eu não esperava ver Donbass assim. Excesso de discursos enfáticos ouviram-se dos tribunais locais, muitas vezes nos foi dito, que esta terra ninguém coloca de joelhos.

No entanto, a apenas uma bem plantada notícia inverídica sobre 700 combatentes, que viajam de ônibus a Donetsk para capturar o governo local, colocou a cidade de pernas pró ar. A notícia das próximas batalhas de rua com "depressivos ocupantes", transmitiu-se nas mensagens. Apareceram informações sobre possíveis ataques.

No entanto, não se limitaram às declarações. Atrás delas vieram ações esquizofrênicas. Em 27 de janeiro trouxeram para administração de Donetsk 10 ônibus de mineiros das empresas estatais, em capacetes laranjas, que vieram proteger o governo local das "bandeirovskas gangues". E agora adivinhem, o que pensaram os induzidos, pelas falsas notícias, os cidadãos, quando viram os ônibus com os mineiros no centro de Donetsk! A sensação de pânico desdobrou-se em toda extensão. As vovozinhas nas ruas cuspiam, enviavam maldições para o lado dos ônibus e apressavam-se para casa, "enquanto não começou".  Os transeuntes faziam, às janelas dos mineiros, gestos obscenos. Tudo envolveu-se em uma absurda confusão , no entanto voluntários para enfrentar a ameaça não se encontraram. Além da polícia, "titushkas" e mineiros, ao edifício do governo provincial ninguém se apresentou.

Os ônibus dos mineiros cercaram o prédio do governo de todos os lados, os mineiros saíram no frio, andaram um pouco e em coluna foram almoçar no café "Diálogo", que funciona no prédio do governo. Ao todo trouxeram à cidade cerca de mil pessoas. Então o transporte e a alimentação de todas estas pessoas constituiu aos organizadores uma certa quantia. À pergunta, quem custeou todo este espetáculo, ninguém respondeu claramente. O governador disse que a decisão sobre proteção do prédio administrativo de Donetsk aprovaram os sindicatos, que financiaram a viagem. Mas, claro, ninguém acreditou. No geral, a situação foi vista com cinismo, porque se os rumores sobre os ataques dos "combatentes armados" fossem verdadeiros, aos mineiros realmente teriam que proteger, com mãos limpas, os funcionários, desempenhando o papel de cerca viva.

Não acontecendo o confronto, eles congelaram um pouco na neve. Surgiu também a inconveniência a falta de banheiros - a neve entre as árvores do parque rapidamente amarelou.

Internamente (ou seja por trás dos mineiros) a administração era guardada pelos policiais do Ministério do Interior com escudos e capacetes. No início eles eram vistos bastante sérios, mas o ridículo que era visto rapidamente marcava sua qualidade combativa. No dia seguinte os policiais do prédio administrativo poderiam ser observados sonolentos nas cadeiras em posições, como se tivessem acabado de presenciar certa sessão tediosa e repugnante.

Para certeza dos residentes da província trouxeram, para que os protegessem, ainda os "titushkas" (Apelido dado aos moços de grande estatura que o governo recolhe no interior, especialmente nas regiões leste e sul - as mais russificadas, para provocarem brigas e espancar cidadãos pacíficos nas manifestações. São generosamente pagos pelo governo. Na presente situação recebem de 200 a 500 UAH por dia. Comparando com a aposentadoria de mais ou menos 1.000 UAH para quem trabalhou a vida toda... - OK), aos quais em Donbass batizaram com eufemismo "vigilantes populares". Os rapazes, no início colocaram-se no edifício do Centro de Iniciativas Legislativas, o qual, neste contexto ganhou um feriado não planejado. Da administração provincial aos "titushkas" traziam sanduíches e bebidas, enquanto  proibiram a entrada a jornalistas. Não demorou, o local ficou parecendo aterro de resíduos: pedaços de comida não consumida pelo chão, copos plásticos e bitucas de cigarros.

Claro, cada morador da cidade interpretava todos esses eventos à sua maneira. Uns estavam felizes que a administração encontrou seus protetores, outros riam da estupidez e covardia dos funcionários, e alguns realmente acreditaram que a administração foi invadida pelos extremistas.

Finalmente, quando a farsa atingiu o pico do absurdo, e os bandos de "fascistas" em Donetsk não apareceram, os funcionários da administração compreenderam: é necessário dizer algo sobre esta situação. E o secretário do Conselho Municipal Serhii Bohachov encontrou a saída. Em sua página no Facebook escreveu que os ônibus com pessoas suspeitas foram parados na fronteira da província pela polícia de trânsito. No caso, os nomes de policiais heróis que salvaram Donetsk da invasão, bem como os números das máquinas permaneceram em segredo. Obviamente, porque o tenso confronto com extremistas acontecia exclusivamente na imaginação dos gestores municipais.

Em compensação a imprensa lançou, por ocasião da suposta agressão, artigos absolutamente feéricos (que pertencem ao mundo das fadas), nos quais exaltava a proeza dos protetores do prédio da administração, que não permitiram a captura. Obviamente, agiam sob o princípio do conhecido jogo de futebol! "O jogo se esquece, o resultado permanece". Depois de um ano os detalhes do ataque fictício serão apagados da memória da maioria das pessoas comuns, mas orgulhar-se perante a vitória sobre o não existente mal será possível por um bom tempo.

No geral toda esta estranha história demonstrou com precisão apenas um fato: Donetsk vive sob mitos. Terríveis mitos. E apenas com sua ajuda o governo planeja conservar o controle da região. A tática permaneceu a mesma de 2004. 

Somente o medo, tecido pelos biombos, ainda permite ao clã de Donetsk manter-se à tona, que nunca deixa de explorar o imaginário implante "nós somos maus, mas eles são piores".

Um dia esse medo acabará. E então o clã não terá mais recursos.

Tradução: Oksana Kowaltschuk.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

HINO ESPIRITUAL DA UCRÂNIA

Oração pela Ukraina (Oh Deus, onipotente e único, Guarde para nós a Ukraina)

Escrito em 1885.
Música: Mykola Lysenko.
Letra: Oleksandr Konyskyi.



Coral nacional ukrainiano "H. Veryovka"

Oh Deus onipotente e único,
Para nós guarde a Ukraina,
Com raios da liberdade e luz
Ilumine-a oh Deus.

Com a luz da ciência e saber
A nós, filhos, ilumine
Em puro amor à Pátria
A nós, oh Deus, cresça

Rezamos, oh Deus único,
Guarde a Ukraina para nós,
Todas suas graças e generosidades
Ao nosso povo encaminha.

Dê-lhe liberdade, dê-lhe destino,
Dê-lhe um mundo bom, felicidades,
Dê-lhe, oh Deus, ao povo
E muitos, muitos anos.


Tradução: Oksana Kowaltschuk

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Lenin foi substituído pelo vaso sanitário de ouro. Símbolo da corrupção na Ucrânia

Ukrainskyi Tyzhden (Semana Ukrainiana), 03.02.2014

 

O sagrado lugar vazio não fica. Na Avenida Shevchenko no lugar da  estátua de Lênin destruída, instalaram um vaso sanitário de ouro.

 

A ação no centro da capital foi organizada por estudantes e a juventude em geral. Ela foi dedicada ao início da semana plenária do Supremo Conselho do Parlamento e aos deputados que regularmente aprovam leis antinacionais e anticonstitucionais, mas benéficas a si.

 
Não é segredo que o vaso sanitário de ouro associa-se na Ukraina com o atual presidente Viktor Yanukovych, que, dizem, instalou tal obra de arte em seu palácio no "Myzhyhiria". Portanto, tal arrogância pode, seguramente, ser considerada como alusão ao presidente. Como aceitará isto o próprio presidente, ainda não está claro. A atenção dele, agora, não é para isto...







 



Tradução: Oksana Kowaltschuk