quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

O mundo está chocado com a situação na Ukraina e apela à contenção.


Madrugada do dia 19

No centro de Kyiv "titushky" fuzilaram dois protestantes, avisa Serhii Morhunov. Nós estávamos parados e começamos recuar. Um dos atingidos estava na minha frente. Eu consegui me esconder atrás do carro. Não sei porque eles começaram atirar.


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Os lutadores do Berkut atacaram Maidan, mas a auto-defesa conseguiu conter o ataque.
Um truculento foi apreendido e lavado ao palco. Turchenov exigiu que não fosse aplicada força porque os prisioneiros devem ser tratados com dignidade.
No Maidan e ruas próximas desligaram a luz.

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O número de vítimas subiu para 20 mortos e aproximadamente 500 feridos, segundo o dirigente do Serviço Médico no Maidan. Mesmo Turchenov, no palco do Maidan teve o rosto ferido com estilhaços, mas ele está bem.

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O presidente Yanukovych esconde-se de Klychko, Yatseniuk e Tiahnebok.
Às 22h53min. a secretária de Klychko avisou que ele foi a Bankova. E que no encontro com o presidente estava Yatseniuk. Uma hora depois a secretária avisou que Yanukovych não havia recebido nem Yatseniuk nem Klychko e que, de tempo em tempo lhes dizem que já-já serão recebidos pelo presidente. Anteriormente Tiahnebok, que desejava permanecer no Maidan, também foi a Bankova porque o presidente disse que conversaria somente com os três . Que, de repente, isto não tenha sido uma cilada...

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Ternopil (Ukraina ocidental) está envolvida em protestos de massa. Os manifestantes, indignados, atearam fogo ao departamento da polícia da cidade, e invadiram a administração regional. Quebraram os vidros, para lá voam os coquetéis Molotov.
Enquanto isso, as pessoas desmantelaram o pavimento e viraram os carros dos aplicadores da lei. Retiraram os pneus e jogaram no fogo.
Inicialmente não deixavam os bombeiros entrar mas, quando o fogo chegou ao segundo andar, permitiram. 
Aos policiais que levavam para fora, obrigavam ficar de joelhos.
Oleksandr Aronets, em sua página no Facebook informa que também ocuparam a Procuradoria e queimam "todos os processos contra heróis ukrainianos".


Em Lviv atacaram a administração da polícia e em Rivne a base do Berkut.

Notícias do dia 18 de fevereiro

O presidente do Parlamento europeu Martin Schulz está preocupado com as mortes dos manifestantes em Kyiv e exorta as partes do conflito à contenção.
Por sua vez, o senador americano, Christopher Murphy apelou a Viktor Yanukovych mostrar moderação ao lidar com a situação política na Ukraina.

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Os truculentos (governistas) bateram nos membros da equipe do "Canal 5" em Kyiv. Foi espancado o jornalista Azad Safarov e o operador Serhii Klemenko. Quando os truculentos se aproximaram, Safarov declarou: "Eu sou jornalista", mas recebeu uma cassetada na mão que segurava o microfone. O microfone caiu e dividiu-se. O jornalista continuou apanhando com cassetete nos punhos e no rosto. Ao operador quebraram a Câmera e também espancaram com cassetetes.

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TSN (Serviço televisivo de notícias) relata, que durante os trabalhos no Parque Mariinskyi também apanharam. A operadora Alla Khotsinivska e o operador Artem quando, de repente, vieram os"titushky" e exigiram a câmera. Como os operadores negaram, então ambos apanharam. Os truculentos ficaram olhando. O oficial não reagiu ao pedido de socorro e, somente pararam de bater o operador quando um dos subordinados veio e disse que não precisava bater nos jornalistas, mas a câmera quebraram.

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Atiraram no jornalista do "Glavkom" Oleksii Byk. Segundo seu amigo não foi grave.

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Pela manhã, as forças do Ministério do Interior, próximo ao Parlamento, renovaram confrontos aplicando armas traumáticas, gás e granadas de luz e som.

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Uma das granadas de luz e som atingiu o foto-correspondente da "Reuters" Gleb Haranich, e os foto-correspondentes Maxim Trebukhov e Oleksandr Kozachenko padeceram nas mãos da proteção do escritório do Partido das Regiões. (A meu ver os ataques aos jornalistas realizam-se no intuito de danificar as câmaras para que nada comprometedor de suas atividades seja publicado na imprensa - OK).

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O ataque da Polícia ao Maidan, nesta tarde é inadmissível. Yanukovych mata quaisquer chance de diálogo para solução pacífica da crise na Ukraina, disse Steven Pifer, ex-embaixador dos EUA na Ukraina.

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O Canal 5 foi desligado em toda Ukraina. Agora apenas na internet, segundo declarou no Facebook Artem Ovdienko.

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Yatseniuk apela às autoridades para anunciar uma trégua, a fim de não inundar Ukraina com sangue.

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Kharkiv e Criméia anunciam mobilização para Kyiv. No comício noturno, tradicional em Kharkiv, próximo ao monumento a Shevchenko, realizou-se uma ação em memória das vítimas de Kyiv e foi declarada uma mobilização para Kyiv. 
"Estamos organizando grupos pequenos para não serem sujeitos a bloqueios. Irão também mulheres-médicas. Auxiliamos com dinheiro, remédios, alimentos.
O Euromaidan da Criméia também está se mobilizando.

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Os taxistas da capital dobraram os preços. A comunicação pela internet perdeu-se e eles recolhem os passageiros na rua. 
O metrô foi desligado pelo governo devido aos tumultos. Dada a situação está sendo encaminhado todo arsenal disponível de transporte público: ônibus, bondes e trolebus, mas não é suficiente.

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Às 20 horas os truculentos do Ministério iniciaram o ataque ao Maidan. Do lado da Praça Européia o Berkut e tropas internas alinhavam-se em posição de combate. Às suas costas vieram os canhões de água que regam as barricadas na rua Khryshchatek e os ativistas. Começaram quebrar as barricadas apesar de haver pessoas sobre elas. Usam granadas de luz e som.
Ao mesmo tempo vem as forças de segurança a partir do Palácio de Outubro que vão às barricadas da rua Instytutska. Ao Maidan vinham dois blindados mas, de acordo com o jornalista Svyatoslav Tseholka um foi queimado.

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Arbuzov prometeu a Stefan Füle, Comissário Europeu, que Berkut não vai usar armas.  O Comissário disse que vai orar para que as promessas sejam verdadeiras.

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Durante os acontecimentos do dia 18, em Kyiv morreram  9 pessoas: 7 civis e dois policiais, segundo Polícia Metropolitana.
Um no escritório do Partido das Regiões, sufocado pela fumaça, três na Casa dos Oficiais (dois devido a ferimentos de bala e um devido a ferimento de acidente), um no carro de emergência também devido a ferimento de bala, mais duas pessoas na rua Instytutska, de ataques cardíacos. Dois policiais devido a ferimentos de bala: um na ambulância, outro no hospital.

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Dois dos três falecidos na Casa dos Oficiais já foram identificados. Um deles tinha o certificado do Conselho de Horodensk (região de Ivano-Frankivsk, do Partido Liberdade" Serhii V. Didukh. Ele apresenta ferimento grave na cabeça e rosto mutilado.
O outro tinha uma carteira de motorista, Volodymyr Kishuk, nascido em 1956 na região Zaporozhye. Ele morreu de ferimento a bala na nuca. (Isso é execução!!! O Cossaco)
O terceiro não está identificado. Ele não tinha documentos.

Yanukovych responde pessoalmente pelos acontecimentos na Ukraina, declararam o embaixador dos EUA e o Ministro das Relações Exteriores da Polônia.

Tradução: Oksana Kowaltschuk

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

PEDRAS E PAUS CONTRA GRANADAS E BALAS REAIS

Que legitimidade pode ter um governo que autoriza matar o próprio povo?








OS PROTESTOS E OS MORTOS

SITUAÇÃO DO MAIDAN ÀS 18H (horário na Ucrânia)


BALANÇO PARCIAL DO DIA 18/02/2014
- Três mortos e dezenas de feridos -

No Parlamento a oposição obstruiu a tribuna porque a maioria recusou-se ao registro de suas iniciativas constitucionais. Os "Regionais" retiraram-se da sala de sessões, parte dos comunistas a oposição bloqueou. Segundo Herashchenko, isto significa que o governo não planeja negociar com oposição. Ela também declarou que o presidente do Parlamento, Volodymyr Rybak supostamente prometeu registrar o Ato Constitucional em meia hora. Segundo o deputado Donii, os regionais recolheram os cartões e não planejam votar nada nesta terça-feira.

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O coordenador da Equipe Médica do Maidan avisa, que nos três pontos médicos, neste momento, há 25 feridos. Não há feridos graves nos nossos pontos, porque estes são recolhidos imediatamente pelo "Serviço rápido". "Necessitamos de cirurgiões, anestesistas, enfermeiros para prestar assistência cirúrgica, porque as vítimas sofreram explosões de granadas e ferimentos a bala." 

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Milícia atirava de espingardas e jogava granadas nas pessoas, do alto dos telhados do prédio. Alguns manifestantes subiram e conseguiram tirar a polícia de lá, apesar da tentativa de atirar nos manifestantes de perto (clique no link para ver o video).





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Os manifestantes viram um jipe Mercedes AA 0005 RT do qual saíram muitos "titushky" (leões de chácara contratados pelo governo) com paus e cassetetes. Tentaram abordá-los mas os "titushky" começaram atirar neles de pistolas. O motorista retirou a numeração do carro e foi embora. 



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Durante os conflitos em Kyiv, no dia de hoje, 18 de fevereiro, já morreram 3 pessoas. Segundo Olga Bohomolets, médica, no prédio dos oficiais já morreram três pessoas e há dezenas de feridos graves. "Eles morreram porque não lhes foi prestada assistência oportuna. Aqui não deixam entrar a emergência, nem entrar, nem para sair. As pessoas morreram devido a graves ferimentos na cabeça e no coração". 



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O "Setor da Direita" conclama as pessoas com armas para vir ao Maidan. "Segundo informações há alta probabilidade de dispersão do Maidan com utilização de veículos blindados e armas de fogo. Em relação a isto convocamos todos os proprietários de armas de fogo para reunir-se no Maidan e formar grupos para proteção de pessoas dos lacaios do governo criminoso", diz o comunicado. 

Tradução: Oksana Kowaltschuk

 

BERKUT RETOMA MAIDAN (16h20min. - Horário de Kiev e 11h20min. horário do Brasil)




MAIDAN: RESULTADO DA BATALHA EM KIEV NO DIA 18/02/2014


ESTÁ EM CURSO A BATALHA DE KIEV

CONFLITOS NA UCRÂNIA NO DIA 18/02/2014 


Passado o prazo dado pelas autoridades para os manifestantes abandonarem as ruas de Kiev, a violência instalou-se na capital ucraniana.

RÚSSIA PRESSIONA A UCRÂNIA COM FATURAS DE GÁS EM ATRASO

Um dia depois de Putin receber Yanukovich, ministro russo diz que nova rodada da ajuda prometida em Dezembro está dependente do pagamento das contas de gás relativas a 2013.

 
Yanukovich encontrou-se com Putin em Sochi Alexei Nikolsky/RIA Novosti/Reuters

Ao mesmo tempo que denuncia as ingerências ocidentais na Ucrânia, a Rússia mantém a pressão sobre Kiev. Horas depois de um encontro entre os Presidentes dos dois países, de que nada se soube, o ministro das Finanças russo deu a entender que a próxima rodada da ajuda econômica anunciada em Dezembro só será desbloqueada quando o Governo ucraniano pagar o gás que importou em 2013.

Esta não é a primeira vez que Moscou usa o gás como instrumento para garantir a fidelidade da Ucrânia, que depende quase integralmente das importações russas – uma arma que se torna mais eficaz num momento em que a crise política agrava a já a difícil situação econômica do país.
Em Dezembro, o Presidente russo, Vladimir Putin, selou a reaproximação entre os dois países, anunciando a redução do preço do gás natural vendido a Kiev e a compra de 15 mil milhões de dólares em títulos da dívida ucraniana. Um acordo que, além de um balão de oxigênio à economia ucraniana, ajudou o Presidente Viktor Yanukovich a atenuar os protestos contra a sua decisão de não assinar o acordo de associação com a União Europeia, que previa montantes bem mais modestos.
Mas a contestação reacendeu-se em Janeiro, com a morte de militantes da oposição, e forçando o Presidente ucraniano a fazer concessões à oposição e levando à demissão do Governo, sem que tenha sido ainda decidido um sucessor.
Moscou tem dados sinais crescentes de impaciência – um assessor do Kremlin disse nesta quinta-feira que Yanukovich deveria “passar à ação” para pôr fim aos protestos – e anunciou que iria esperar por uma clarificação da situação política em Kiev antes de desbloquear mais fundos (até ao momento foram entregues apenas três mil milhões de dólares).
O assunto terá estado em cima da mesa no encontro entre Putin e Yanukovich, sexta-feira, à margem da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno, em Sochi, do qual não foram adiantados quaisquer pormenores. Mas já neste sábado, o ministro das Finanças russo assegurou que o Kremlin “está à espera que a Ucrânia regularize a sua fatura de gás, um montante que é elevado” para dar continuidade à ajuda.
As agências adiantam que, em atraso, estão os pagamentos relativos aos 12 meses de 2013, que deveriam ter sido pagos até ao final do mês passado, e a fatura de Janeiro, num montante que rondará os três mil milhões de dólares. “Vamos cumprir o que prometemos à Ucrânia, mas gostaríamos que o lado ucraniano também cumprisse as suas obrigações”, disse Anton Siluanov, acrescentando que Moscou tem dificuldade em perceber quem são os seus interlocutores em Kiev.
Fonte: www.publico.pt/

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

CALMARIA ANTES DA TEMPESTADE

Na Ukraina, calmaria antes da tempestade (imprensa internacional)

Rádio Svoboda, (Rádio Liberdade), 14.02.2014
Vasyl Zilhalo


Вулиця Грушевського, Київ, 23 січня 2014 року

A imprensa ocidental alerta, que na Ukraina hoje, quando o governo espera, e a frustração da nação com o Euromaidan aumenta, a situação é de "calmaria antes da tempestade ". Os observadores apontam que o "Setor da Direita", a força radical do Euromaidan, aproveitou a pausa para se preparar para uma ação decisiva. Também, segundo especialistas, nada de bom para Ukraina traz a chamada Frente Ukrainiana, os destacamentos formados pelo governo Yanukovych em Kharkiv e Dnipropetrovsk pelos apoiantes pró-russos, simpatizantes do Partido das Regiões, sócios de clubes esportivos, certos veteranos - "afegãos".
Esta força, segundo os analíticos, pode ser aproveitada pelo governo da Ukraina. Os especialistas ocidentais alertam a UE de que ela tem, provavelmente, a última chance na Ukraina, para não deixar Kremlin realizar aqui seus planos geopolíticos.

O alemão Bild relata que "pela primeira vez Merkel intervém diretamente no confronto." Trata-se do convite a Berlim, na terça-feira, a V. Klychko e A. Yatseniuk. O jornal dá algumas esperanças quanto a uma solução pacífica do confronto.

A polonesa Rzczpospolita observa que os mais ativos participantes do confronto na rua Hrushevskyi, o Setor da Direita", aproveitou a calmaria para preparação mais ativa e que o agravamento da crise financeira e econômica na Ukraina pode radicalizar os protestos. A oposição continua mostrar sua fraqueza, esperando pelo governo de Yanukovych. Enquanto no leste, ativamente agrupam-se forças pró-russas que são apoiadas por colegas russos do chamado clube pró-Putin "Lobos da noite".

Estes preparativos das forças pró-russas no leste da Ukraina, onde sente-se a influência de Moscou, podem, como escreve a edição analítica Stratfor, desempenhar um importante papel na próxima crise ukrainiana. 
Os especialistas americanos também advertem, que a criação em Kharkiv e Dnipropetrovsk da chamada "Frente Ukrainiana" visa reforçar a posição do governo Yanukovych contra a oposição do Euromaidan.

O influente especialista do Conselho Americano de Política Externa em Washington Stephen Blank adverte no The Wall Street Journal que UE tem hoje a última chance de defender a democracia e o futuro europeu da Ukraina, porque Kremlin vai ativar, após a Olimpíada de Sochi, sua interferência direta na Ukraina. A Europa deve atuar, com decisão e rapidez na ajuda de um novo governo reformador na Ukraina, e criação de pacote econômico e financeiro de ajuda ocidental a Kyiv. Isto auxiliará na estabilização da Ukraina, limitará a expansão russa e proporcionará o avanço do país ao Ocidente.

Tradução: Oksana Kowaltschuk

DESORDENS NA UCRÂNIA CRIAM PROBLEMAS NA INDUSTRIA MILITAR RUSSA E CHINESA

Vassili Kashi

China, Rússia, bandeira

A prolongada crise que reina na Ucrânia tornou evidente a fraqueza do Estado ucraniano. 

Mesmo se a administração do presidente ucraniano Viktor Yanukovych sobreviver a esta crise, a fraqueza continuará a existir, o que gera numerosos problemas, em particular, para as empresas russas e chinesas da indústria militar, que cooperam com as congêneres ucranianas.
Atualmente na Ucrânia existe o perigo real de intensificação de desordens internas, de destruição da infraestrutura e da repartição de bens do Estado. No caso de saída de Viktor Yanukovych, são possíveis também alterações imprevisíveis na política externa ucraniana.
Há pouco, foram publicados os textos das conversas telefônicas interceptadas entre a adjunta do secretário de Estado norte-americano Victoria Nuland e o embaixador americano na Ucrânia, Geoffrey Pyatt. Este documento torna evidente que os americanos participam diretamente da escolha da estrutura do futuro Governo na Ucrânia. É perfeitamente possível que, nestas novas condições, eles é que irão tomar a decisão final a respeito da política externa ucraniana.
Isto cria problemas complicados para as indústrias militares da Rússia e da China, que cooperam com as respectivas empresas ucranianas. Por exemplo, o parceiro-chave ucraniano para os russos e para os chineses é a empresa Motor Sich, o principal produtor de motores para os helicópteros de fabricação russa. Esta mesma empresa produz motores para aviões de treinamento e de transporte e para alguns tipos de drones e de mísseis.
O presidente da empresa, Viacheslav Boguslaiev, é uma destacada personalidade do Partido das Regiões, chefiado por Yanukovych. Na cidade de Zaporojie, onde está situada a empresa, a oposição não conseguiu tomar a sede da administração local. É possível que isso se deva à existência aí de uma grande empresa orientada para o mercado russo. No caso de mudança do poder, de saneamento do pessoal e de repartição dos bens, o destino da empresa pode ficar em questão. O roteiro pessimista é perfeitamente possível, pois os grandes saneamentos do pessoal e a apropriação de bens de grandes empresas já tiveram lugar depois da chamada “revolução laranja” de 2004. De referir que, naquela altura, as contradições entre os grupos políticos ucranianos não eram tão agudas como agora.
A crescente influência dos EUA pode fazer com que eles bloqueiem a exportação de alguns tipos de armamentos e de tecnologias militares da Ucrânia para a China, da mesma maneira que já fizeram em relação à União Europeia e a Israel.
Além dos motores da empresa Motor Sich, utilizados nos aviões chineses de treino e combate L-15, nos aviões russos Yak-130 e nos helicópteros Mi-17, – este último tipo de aeronave tem tido amplo uso na Rússia e na China, – podem ser afetadas também outras esferas da colaboração, por exemplo, os fornecimentos de motores diesel para os tanques MVT-2000, que a China produz para exportação. Existem também várias outras esferas de colaboração. Por exemplo, o fornecimento de máquinas para navios, de radares, da aparelhagem eletrônica utilizada na indústria militar, etc.
A Ucrânia era um importantíssimo centro de desenvolvimento da indústria militar e de tecnologias de ponta da URSS. Depois do desmoronamento da União Soviética, a produção de todos os tipos de armas estratégicas da Rússia dependia em grande parte do fornecimento de componentes ucranianos. Foram preciso vários anos para liquidar esta dependência. A indústria militar da Rússia reorganizou gradualmente o processo de cooperação de produção, diminuindo a sua dependência em relação à Ucrânia, mas este trabalho está longe da conclusão. Por exemplo, embora na região de Petersburgo fosse posta em funcionamento uma empresa própria de motores para helicópteros, o papel da empresa Motor Sich no fornecimento de componentes da indústria russa de helicópteros continua sendo muito importante.
A China também procura superar a dependência em relação ao fornecimento de motores diesel ucranianos de 1200 H.P., destinados aos tanques exportados. Mas, apesar da realização de testes bem-sucedidos do tanque MVT-3000, este trabalho ainda não está concluído. A nova crise política em Kiev faz que a Rússia e a China ponderem novamente os riscos relacionados com a colaboração técnico-militar com a Ucrânia. O mais provável é que Moscou e Beijing aumentem esforços a fim de superar a dependência em relação à indústria militar ucraniana.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

MOVIMENTO UCRANIANO NA ENCRUZILHADA

Ucrânia liberta da cadeia todos os manifestantes, oposição cede parcialmente

Muitos vão ser colocados em prisão domiciliar e as queixas só serão retiradas se as exigências das autoridades forem cumpridas até segunda-feira. Oposição vai agilizar ocupações e barricadas, mas promete manter o "controle" nas ruas.

 
 os opositores de Yanukovitch não vão sair totalmente dos edifícios públicos IURY KIRNICHNI/AFP

Os 234 manifestantes ucranianos que ainda estavam detidos por causa dos protestos dos últimos meses foram libertados nesta sexta-feira, mas muitos deles vão permanecer em prisão domiciliár até que a oposição cumpra as exigências do Governo de Viktor Yanukovitch.
O procurador-geral, Viktor Pshonka, anunciou que todas as queixas serão retiradas – ao abrigo da polêmica lei da anistia, aprovada em finais de Janeiro – se até segunda-feira os opositores de Yanukovitch desocuparem os edifícios públicos, como a Câmara Municipal de Kiev, e levantarem as barricadas que cortaram o trânsito na rua Hrushevskyi, que dá acesso ao Parlamento e à sede do Governo.
Depois do anúncio, Viktor Yanukovitch apelou à oposição que responda com cessões, mas não deixou de fazer referência a possível uso da força.
"Temos meios para pôr as pessoas na ordem, mas não queremos que os inocentes sofram. (…) Não quero a guerra; quero salvaguardar o Estado e retomar um desenvolvimento estável", disse o Presidente, numa comunicação televisiva.
"Apelamos à oposição para que faça também algumas concessões. Os apelos a uma luta sem perdão, à luta armada, são perigosos", afirmou.
Em nome da oposição, o ativista Andri Dzindzia, da organização não-governamental de defesa dos direitos humanos Road Control, disse que as exigências das autoridades irão ser cumpridas "parcialmente" .
"A ideia é que alguns manifestantes fiquem [na rua Hrushevskyi] para controlarem a rua. Não vamos sair de lá totalmente", disse. O mesmo ativista fez saber que alguns manifestantes irão também permanecer no edifício da Câmara Municipal de Kiev.
A saída da prisão dos últimos 234 manifestantes surge na sequência da lei da anistia aprovada em Janeiro pelo Parlamento. Para que os manifestantes detidos durante os protestos fossem libertados, os edifícios governamentais ocupados teriam de ser abandonados e as barricadas no centro de Kiev desmontadas nas duas semanas seguintes, um prazo que termina na próxima segunda-feira.
A oposição respondeu que a desocupação dos edifícios governamentais e da rua Hrushevskyi só aconteceria se fossem cumpridas três reivindicações: a aprovação de uma nova lei da anistia; uma revisão constitucional que reponha o texto de 2004; e a formação de um Governo interino ou da oposição. O fim das barricadas numa outra rua, a Kreshchatik, e a desocupação da Casa dos Sindicatos da Ucrânia ficariam dependentes da marcação de eleições presidenciais antecipadas.
Para domingo está marcada outra manifestação da oposição na Praça da Independência, no centro de Kiev.

Fonte: Público - Pt.

NENHUM PROGRESSO POLÍTICO NA UCRÂNIA

Aguardam-se precipitações na aparência de compostos inflamatórios

Ukrainskyi Tyzhden (Semana Ukrainiana), 13.02.2014
Yurii Makarov

Nada desagrega o exército como uma trégua. Já durante três semanas não voam em direção a Pechersk (região da administração estatal de Kyiv) fortes conclamações em nome do presidente dos Comissários do Povo, não queimam pneus, as administrações locais não são tomadas de assalto.


Em resposta à boa vontade da polícia, do Ministério Público e dos tribunais continuam aplicar a prática das repressões, o Parlamento sabota as menores concessões, e no Maidan colocam completamente perguntas naturais: com que diabos?

Na arena política, nenhum progresso, não é que não aconteça, nem mesmo não é previsto.

No monolítico acampamento do governo ainda esperam que, "sozinho se resolva". A liderança do Parlamento com o Partido das Regiões diz que o processo constitucional - assunto sério, até outono pode acabar. A lei sobre anistia é elaborada com tal astúcia, que prevê a liberação dos prédios governamentais e rua Hrushevskyi pela manhã e anistia à tarde. Enquanto Maidan já conhecendo os hábitos do adversário, não se ilude e exige a anistia pela manhã.

Na sede do governo, acreditam em vão, que o tempo está a seu favor. Os efeitos das "melhorias" ("melhorias" foi o que o governo Yanukovych prometeu ao país - OK) já respingaram na parte da rua que os manifestantes ainda não provocaram: a taxa de câmbio ainda não ultrapassou a marca psicológica de nove UAH por dólar, mas nos bancos já se formam fileiras dos que desejam retirar seus depósitos. A estratégia artificial da estabilidade já experimentou um aparente fiasco - com ajuda das infusões regulares do orçamento, que era praticada pelo governo atual (lembremos, que o pensionista Azarov por ela era responsável só nominalmente, porque todas as questões econômicas no Gabinete Ministerial, a mais de um ano usurpou o comando do hoje indicado temporariamente Serhii Arbusov). O Banco Nacional tenta impor restrições sobre operações, especialmente na moeda, isto é, como tradicionalmente opera segundo o princípio da vara. Por alguns dias, isto pode agir, mas o problema, como tal, não resolve: dinheiro, ao mesmo tempo para eleitorado, e para "Família" no estado não tem mais. Em proveito de quem, neste caso, os dirigentes farão a escolha, duvidar também não convém. Yanukovych acenou com a bandeira na tribuna olímpica (Sochi), mas o vizinho remoto na tribuna, por isto, nada lhe deu. A Rússia, supostamente, até o final da Olimpíada afastou-se da principal dor de seu satélite, limitando-se com a insinuação que não seria ruim pagar pelo gás.

Principalmente porque o rublo deles, parece que adoeceu também. O pulinho da hryvnia (UAH) é inevitável não há o que debater - elevará os preços da cesta básica. Também está claro que todos os problemas a liderança atual prescreverá ao Maidan e alguém lhe acreditará. Talvez, nos bastiões do poder do leste, especialmente entre os funcionários do orçamento, funcionários de empresas estatais, pensionistas, etc., gradualmente comece a sobriedade. No entanto, dada a velocidade geral dos processos mentais entre os defensores ardorosos dos regionais esperar isto vai ser preciso muito tempo. E o problema da oposição é necessário resolver hoje.

Euromaidan, por sua lógica interna procura e encontra os próximos passos para expandir e superar a estagnação. Antes de tudo é preciso suprir os grupos de autodefesa, aos quais não faltam questões práticas do cotidiano: além da exibição simbólica da força isto ainda é o mínimo para neutralizar os importados à capital ladrões de rua. Surgem relatos de patrulhas voluntárias nos maciços de Kyiv. Particularmente interessante foi a introdução da iniciativa para instalar, juntamente com os conselhos comunitários também os tribunais civis. Apesar do desempenho modesto, estas medidas contribuem, antes de tudo, porque no plano mental trouxe à vida dos ukrainianos o protesto: aperfeiçoamento dos vínculos horizontais, aumento de confiança de um ao outro, capacidade de agir independentemente nos interesses comuns sem apelação às inimigas agora instituições do Estado, isto é, crescimento de capital social.

Maidan foi e é um fator determinante nas negociações da oposição com Bankova. Sem a sua pressão diária, alguns líderes da minoria parlamentar, a muito tempo teriam concordado com concessões cosméticas do poder com acréscimo de pequenas gratificações pessoais. Mas os governantes também precisam compreender: seu principal motivo além da ganância existe, ainda, o medo. Os deputados-regionais sentem formigas no corpo do Big Boss, de suas, de modo algum ilusórias possibilidades de punir desertores "já hoje". O próprio Big Boss junto com seus consultores teme a perspectiva de perder seus haveres, talvez a liberdade. A nenhum dos figurantes no processo de negociação, como presentes, também os potenciais, ele não acredita e permanecerá até o fim. Talvez, com isto relacionam-se os rumores sobre a visita de um dos arquitetos da pirâmide, em sua forma atual à colônia Kachanivska. Considera-se, não se sabe porque, que a "protetora ukrainiana Nº 1" - única pessoa no país, cujas garantias o presidente pode aceitar. (Referência ao boato, segundo o qual, o presidente da administração presidencial Andrii Kliuiev teria ido conversar com Yulia Tymoshenko, prisioneira, que está no hospital em Kharkiv. A notícia foi veiculada vários dias, inclusive por edições pró-governamentais, até foto do avião que teria sido usado apareceu numa reportagem. Até que a própria Tymoshenko desmentisse a notícia -OK). No entanto, mesmo supondo que a evolução dos acontecimentos no estilo de Dumas (libertação, recuperação no campo político, lugar de destaque numa mesa redonda, promessas muito importantes, anistias de capitais e palácios), não é fato, que Maidan na sua constituição atual reconhecerá a nossa Joana d'Arc como líder e irá executar suas diretrizes.

Mais um herói do drama, que não pode ser ignorado - na verdade, o quarto (ou quinto, se contar o restrito nos direitos, em compensação muito eficaz Yurii Lutsenko) líder do oficial, "cênico" Maidan - Petró Poroshenko. Supostamente - mais uma porção de boatos - ele concordou em chefiar o parlamento, o que significaria um rearranjo da maioria e gradual saída do impasse. E também não é fato de que isto será abençoado por parte ativa dos rebeldes. Por exemplo, a ele podem lembrar a participação na criação do Partido das Regiões ou oportunismo de entrada temporária ao governo odiado. Na Bankova, em Poroshenko também não acreditam, compreendendo, que nestas circunstâncias, a cadeira do líder do Parlamento - é um caminho direto para a presidência, e dar adeus a um segundo mandato Yanukovych, psicologicamente não está preparado.

Sobre isto, em particular, testemunha seu consentimento para os debates, convite aos quais menosprezou Vitalii Klychko. No entanto, o campeão demonstrou reação verdadeiramente de boxeador: por favor, só após o afastamento (de Yanukovych). No entanto, a troca de golpes pode significar, que Yanukovych ainda vê em Vitalii Klychko um maravilhoso parceiro de treino, que poderá ser removido nas vésperas do jogo de quaisquer forças de um dependente do Pechersky Tribunal, sob pretexto de residência não permanente no país. Em outras palavras está no seu caprichoso, imaginário mundo pré-Maidan, teimosamente desconhecido às mudanças que ocorreram no país. Ele amorteceu no difícil processo de reconciliação com a realidade e todos os lados do conflito também amorteceram.

Mas, a prática dos últimos meses demonstra, que a arma no Maidan não fica ociosa por muito tempo. O gatilho pode ser acionado, por qualquer gesto descuidado, qualquer vilania simbólica, ou desculpa arrogante de Popov - Sivkovych, ou algo assim. Algo que afetará a dignidade de centenas de milhares de ukrainianos, envolvidos no processo real de voltar a sua dignidade. A julgar pelas conversas diárias, entrevistas, declarações públicas, milhares de pequenas ações dos manifestantes, cidadãos da Ukraina, que ainda a um mês atrás aceitavam a violência, como indesejável excesso, hoje já compreendem, que em contatos com as autoridades este é o único argumento eficaz. Portanto, a escalada é inevitável, e da próxima vez fazer voltar os ativistas aos quartéis, isto é, às barricadas, será muito mais difícil. Se alguém no Pechersk pensasse sobre isto ...

Tradução: Oksana Kowaltschuk

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

EM PROL DE SEUS INTERESSES

Ukrainskyi Tyzhden (Semana Ukrainiana), 09.02.2014

Os partidários da União Aduaneira do Partido das Regiões fortalecem seus laços com o Ocidente em prol de seus interesses. Deputados do Partido das Regiões, partido do governo, que mais ativamente conclamam aproximação com a Rússia e países da União Aduaneira - UA, no Parlamento constituem grupos interparlamentares, ou entram nos grupos já constituídos, para fortalecimento das relações com o Ocidente e o bloco OTAN em prol dos vistos simplificados a EUA e UE.
Sobre isto em seu artigo a ZN.UA escreveu o colunista Andrii Kapustin.

Os grupos interparlamentares, delegações permanentes e ou assembleias são convidados a reforçar as relações com outros países o que prevê intercâmbio ou troca de experiências com outros países e promove o nome Ukraina no exterior. Isto é, de acordo com a lógica, a cada país ou organização internacional deve ir o parlamentar que não nutre antagonismo a este país, ou organização.

Particularmente, o "regional" Oleh Tsariov encabeça o grupo parlamentar para as relações com a Síria.  Verdade, este eleito do povo, encabeça também o grupo da Eslováquia. Ao mesmo tempo ele inscreveu-se em mais 22 grupos, em que entram sete países da UE, Canadá, EUA - países que o "regional" acusava em interferência nos assuntos da Ukraina. No entanto, Tsariov não quer estreitamento de relações com os colegas dos parlamentos da Rússia, Bielorrússia e Cazaquistão (países da União Aduaneira).

Mais um fã ardoroso da União Aduaneira é Mykhailo Chechetov. Na relação de seus interesses políticos da União Aduaneira é representada apenas a Rússia. Seguem os inteiramente ideológicos adversários: França, Inglaterra, Áustria, Itália, Japão.

O autor da lei sobre anistia do Maidan, apelidada pela oposição "lei dos reféns", Yuri Miroshnechenko representa Ukraina na comissão de cooperação com a Federação Russa e assembleia interparlamentar com o Parlamento da Lituânia. E mais 27 grupos de países como EUA, Reino Unido, Alemanha Itália, França, Noruega e Grão-Ducado de Luxemburgo.

O grupo de cooperação interparlamentar com Áustria, no Parlamento inclui 51 deputados, dos quais 38 são do Partido das Regiões. O dirigente do grupo é o filho do ex-primeiro-ministro  Oleksii Azarov. Seu vice - irmão do presidente da administração presidencial Serhii Kliuiev. Secretária do grupo - Iryna Berezhna - presidente do Comitê do Orçamento do Parlamento e Yevhen Heller, filho do procurador geral Artem Pshonka, Vitali Khomytynnyk e já lembrados Tsariov e Chechetov.

No grupo de cooperação interparlamentar com a Alemanha, de 134 deputados do Parlamento 95 representam o Partido das Regiões e o Partido Comunista. Dois co-presidentes: presidente da comissão do orçamento Yevhen Heller e representante do presidente no parlamento Yurii Miroshnechenko. E mais Oleksii Azarov, Iryna Berezhna, Olena Bondarenko, irmão do governador de Kharkiv Dmytro Dobkin, Vladyslav Lukianov, coautor de "leis ditatoriais" Volodymyr Oliynik e o comunista Oleksandr Holub.

Ao grupo de cooperação interparlamentar com os EUA desejaram juntar-se 152 deputados ukrainianos, dos quais 89 representam o Partido das Regiões, encabeçam Bondarenko, Yevhen Heller, Vladyslav Lukianov, Yurii Miroshnechenko, Volodymyr Oliynik, Vitali Khomytynnyk, Oleh Tsariov, pai e filho Tabalovy. Verdade, as más línguas afirmam que a um número tão substancial de eleitos do povo não é tanto o desejo de compreender os conceitos básicos da democracia, como a obtenção de um visto para os EUA.

Mas, mais que todos "distingue-se" a delegação permanente da Ukraina à Assembléia Parlamentar da OTAN. De oito deputados - cinco representam o Partido das Regiões, incluindo o "notável" defensor de aproximação com a OTAN, o ex-ministro da defesa da Ukraina Oleksandr Kuzmuk. Mas hoje para OTAN, deve criar mais problemas o presidente da delegação permanente da Ukraina Volodymyr Oliynik.
(Para a Ukraina a associação com o ocidente é maléfica, não serve. Então, por que para eles, individualmente, é boa? - OK)

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Conclamam à greve geral
Rádio Svoboda, 13.02.2014

Em Kyiv realizaram uma marcha conclamando à greve nacional, o que anunciaram hoje durante uma hora, em diversas regiões da Ukraina. 
Durante a marcha os ativistas fizeram piquetes em duas administrações regionais, no centro de Kyiv (clique no link a seguir para visualizar o vídeo).


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Фото з зустрічі із Солонтаєм (до нападу).

Uma reunião pacífica , como podemos ver no vídeo e fotos, em um café em Donetsk. Era uma reunião com o líder do movimento "Força das pessoas", com o líder Oleksandr Solontai. Falavam sobre o futuro do país.
De repente entraram rapazes de grande estatura, os "titushky", protegidos pela polícia e caíram sobre os presentes, batendo neles, espalhando gás em todas as salas e quebrando móveis. Depois eles fugiram e os policiais começaram prender as pessoas. (ver vídeo)


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Vysokyi Zamok (Castelo Alto), 13.02.2014

"Bohdan" - um dos principais operadores no mercado automobilístico da Ukraina. Produz ônibus, caminhões e carros. Suas fábricas localizam-se em Lutsk, Tcherkassy e na Criméia.
  
A Corporação conclama as autoridades para cessar com a verificação contínua  de controladores e órgãos fiscais, conquanto isto leva à cessação das respectivas empresas e dispensa  de trabalhadores.

Isto foi afirmado em carta aberta da corporação ao presidente Viktor Yanukovych, Procurador-geral  Viktor Pshonka e o Primeiro-ministro Serhii Arbuzov.

De acordo com o recurso, as declarações sobre a promoção de desenvolvimento de negócios e melhorias do clima de investimento no país realmente acontece "réket" (Exigência criminal, que realiza-se pelo caminho da chantagem, ameaças e violência dos funcionários públicos.

Conduzir negócios na Ukraina podem, exclusivamente, as companhias dos "seus", diz o comunicado.

"Nós já testemunhamos absurdas inspeções estatais de controle veterinário às produções automobilísticas, agora esperamos novos, mais insolentes motivos para cessar atividades de fabricação tanto de aparelhos para pracinhas recreativas, quanto companhias de rede de serviços e distribuição", - avisam na corporação.

Como se observa, a economia do país entra em colapso, cresce o desemprego.

Companhias, que se esforçam operar em difíceis condições econômicas, operam nos limites e são submetidas às pressões das autoridades.

Tradução: Oksana Kowaltschuk