quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

UCRÂNIA: 04/12/2013

Vídeos de acontecimentos do dia 04.12.2013

Hoje, em Kyiv a situação, em comparação com os dias anteriores apresentou-se bem mais calma. Muitas pessoas continuam na cidade, mas não houve grandes manifestações. Muitas pessoas continuam detidas, várias hospitalizadas, só jornalistas houve cerca de 40 feridos.  E, mais ou menos 40 pessoas desaparecidas. Entre as desaparecidas, algumas podem ser aquelas que simplesmente saíram de suas cidades para participar de manifestações em outras cidades e "esqueceram" de telefonar para casa.


Vídeo de Kyiv, praça da Independência. Milhares de pessoas organizavam piquetes junto ao prédio do Ministério do Interior. Exigiam afastamento do Ministro Zakharchenko, dissolução do Berkut e punição aos culpados pelo derramamento de sangue. Jogaram ovos na fachada do prédio, depois voltaram para Praça da Independência.


Os estudantes fizeram piquetes em frente ao Ministério da Educação exigindo o fim da repressão pela participação no Euromaidan e o afastamento do Ministro da Educação Tabachnek.


Em Donetsk, (terra do presidente) houve manifestação  a favor do governo. Os jornalistas dizem que não havia mais de 5.000 pessoas. O partido das regiões afirma que eram 15.000. Trouxeram pessoas de diversas cidades da província. A ação realizou-se num dia de trabalho.

Tradução: Oksana Kowaltschuk 

SEGREDO DESVENDADO



Yanukovych foi para China pedir um auxílio técnico de 12,8 milhões de dólares

Ekonomichna Pravda (Verdade Econômica), 04,12,2013
Serhii Liamets


O regime ditatorial não tem dinheiro para pagamento dos funcionários. Falta dinheiro para escolas e hospitais. Recusando o Acordo de Associação Ukraina perdeu a possibilidade de receber dinheiro da UE e FMI. E Rússia também recusou auxiliar com dinheiro, apesar de que nas ações do governo ukrainiano aparece nitidamente o interesse de Kremlin.

O não demitido governo (o que exige a oposição) de Mykola Azarov continua conduzir conversações com UE, e com Rússia. De repente, darão algo.

Mas existe mais uma fonte de dinheiro - China. Exatamente para lá voou Yanukovych assim que entendeu, que Maidan não traz ameaça a seu governo.

Atualmente há dois grandes projetos chineses - agrícola e energético. Pelo primeiro, Ukraina recebeu dinheiro para fornecimento de alimentos ao país do Sol Nascente. Este projeto é supervisionado pelo ministro Mykola Prysiazhniuk, e no esquema por ele idealizado já surgem evidências de corrupção.


Pelo segundo projeto, Ukraina receberá dinheiro para transparência de usinas de energia térmica de gás para mistura de carvão. Realiza este projeto o vice-primeiro-ministro Yurii Boyko através de controlada por ele meio falida estrutura do "Naftogaz". Só o próprio fato de que Ukraina deve, de início, transferir para China 10% do montante recebido a título de seguro, fala sobre facilidades do projeto para nosso país. Mas há também brutais responsabilidades na compra de equipamentos chineses.

Há, ainda, vários outros projetos não realizados que encontram-se em vários estágios de conclusão. Por exemplo, um empréstimo de 3 bilhões de dólares para sistemas de irrigação na Ukraina. Desses 3 bilhões, 1,5 bilhão para equipamentos, e 1,5 bilhão em dinheiro. Supervisiona o projeto o mesmo Prysiazhniuk. Há fortes suspeitas, que o dinheiro recebido será pulverizado de modo cuidadoso, mas algo irá para remendo de "buracos" no orçamento.

As grandes quantidades de terras locadas aos chineses, que devem recolher-se em uma única unidade através de instrumentos do banco estatal. O governo, é claro, nega, que conspira vender sua terra natal.

Tudo isso - projetos multi-bilionários. Mas o poder não rejeita as pequenas - do ponto de vista do Estado - quantias.

Na "Verdade Econômica" há um documento disponível, com o qual Yanukovych voou para China. Isso é um pedido para fornecer-lhe uma assistência material irrevogável no valor de 80 bilhões de yans, o equivalente a cerca de 122,8 milhões de dólares.

Para o quê será esta ajuda? Talvez para preparação do Ano Novo. A finalidade do Acordo o projeto não cita. Provavelmente isso não tem importância. De acordo com o documento, a ajuda ofereceram os próprios chineses. Isto é estratégico e com sabedoria. Eles ganham milhões na Ukraina. Portanto a mísera - em comparação com os grandes projetos - ajuda ao regime ditatorial da longínqua Ukraina não sobrecarregará o orçamento do sol Nascente.

Tradução: Oksana Kowaltschuk 

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

YANUKOVYCH VIAJA PARA A CHINA

Enquanto a situação política na Ucrânia está efervescente, o presidente Yanukovych, sorrateiramente, viaja para a China, como se o seu país estivesse vivendo a mais perfeita normalidade política e institucional.
A seguir, as imagens do desembarque.




Прибуття Януковича в Китай. А в Києві - # Євромайдан

3 грудня 2013 року 23:02

Прибуття Януковича в Китай. А в Києві - #Євромайдан

Entrada Yanukovych na China. Em Kiev - # Yevromaydan
03 de dezembro de 2013 23:02

Entrada Yanukovych na China. Em Kiev - # Yevromaydan

Fonte: Castelo Alto. [http://www.wz.lviv.ua/video/2517]

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

ATAQUE A BANCOVA FOI ENCOMENDADO

Na internet apareceram evidencias da 'encomenda' do ataque à administração presidencial na rua Bankova.
Especificamente, no vídeo, jovens mascarados estavam, no inicio, entre a multidão, que tentava afastar os policiais, em seguida, ficaram ao lado dos agentes da lei. Berkut não reagia à sua presença.Também assim, facilmente, estas pessoas passaram pela força de segurança e voltaram para o meio da multidão.


Outro vídeo com os mesmos rapazes fez o operador do NTB (ntvru - TV russa) Oleksii Shatokhin


 

Neste vídeo você pode seguir como alguns moços ( mais fácil de focar o rapaz de jaqueta roxa e capacete preto) começam 'suavemente' afastar a Berkut (50 segundos) . Depois, a partir do 2° minuto, estes rapazes acenam para alguém, declaradamente para aproximar-se. E,  obviamente, lá sob a parede passaram além do Berkut . Em seguida não é possível vê-los por causa da fumaça .

Натисніть, щоб збільшити. Фото theatlantic.com

Foto, com flecha indicativa, clique sobre a foto para aumentar


Дмитро Корчинський на тракторі, який, невідомо звідки, взявся на Банковій. Фото з Facebook Нелі Пославської
Dmytro Korchynskyi no trator, que, não se sabe como apareceu na rua Bankova. Foto do Facebook de Neli Poslavska.

Como é sabido, em 30.11.13, aproximadamente às 4:00 horas da manhã, Berkut a força dispersou Maidan da Independência dos manifestantes que protestavam contra a não assinatura do acordo com a União Européia . 
Pelo auxiliar medico procuraram 35 pessoas das quais 7 foram hospitalizadas.
No dia 30 milhares de ucranianos organizaram- se e foram á Praça de Michael para expressar seu protesto contra brutal dispersão da manifestação pacifica. Em 1º de dezembro houve reunião da oposição com centenas de milhares de pessoas e depois, os manifestantes ocuparam o prédio da Administração de Kyiv, Casa dos Sindicatos e o antigo Palácio de Outubro .
Houve confronto entre os manifestantes e forças de segurança próximo a administração presidencial.
A 5 rapazes atacados por Berkut incriminam o ataque a administração presidencial.

Tradução: Oksana Kowaltschuk


UCRÂNIA: notícias de 03/12/2013

Azarov, primeiro-ministro, não conseguiu chegar ao prédio do governo por causa dos manifestantes. Eles exigem o afastamento dele e de todo o Ministério devido ao espancamento das pessoas idosas, inclusive jovens-crianças e idosos, conforme mostrado neste vídeo.


Azarov garante que nem ele, nem Yanukovych sabiam do espancamento, que não foram avisados sobre o plano de dispersar os manifestantes em 30 de novembro.

A pergunta que fica no ar é: Quem autorizou?

O Partido das Regiões não pretende votar pelo afastamento do Ministério. Assim, o impasse permanece suscitando futuras escaramuças.

Os Redatores.

UCRÂNIA: 03/12/2013

Rádio Svoboda (Rádio Liberdade), 03.12.2013, Kyiv

Os votos no Parlamento não foram suficientes para apoiar o projeto de resolução sobre a falta de confiança no Gabinete Ministerial. Os membros dos partidos da oposição votaram todos, mas são minoria. Um deputado do governo também votou a favor e somente 5 votaram contra. Os demais do partido do governo, bem como os demais partidos, se abstiveram. "Vamos exigir que Yanukovych assine decreto de afastamento do governo e anuncie eleições presidenciais e parlamentares", - disse Yatseniuk


Sob as paredes do Parlamento mais de dez mil manifestantes, e a cada minuto o número aumenta. Entre os manifestantes e o prédio do Parlamento separa o destacamento do Berkut e fileiras do exército. Não há nenhuma manifestação de força.
Os manifestantes gritam: Banda, fora!


Aqui são os apoiantes do governo em manifestação. São mais ou menos 400 pessoas. Mas, nem todos conseguem entrar porque a milícia e Berkut não deixam (Pelo jeito é medo pois sabem  o quanto faltam com respeito ao povo honesto e trabalhador - OK)


Os cinco machucados na rua Bankova estão hospitalizados num hospital especial, onde entra apenas a milícia. A moça que fala no vídeo é namorada de um deles e ela e parentes somente conseguiram saber que o rapaz estava neste local graças a um médico.


Imprensa mundial: Putin procura caos na Ukraina

As influentes publicações ocidentais pedem ao governo Yanukovych e à oposição chegar a um compromisso político. Os diplomatas da UE temem que a supressão do Euromaidan pode ser inevitável. Os especialistas também consideram, que o desenvolvimento da situação em Kyiv vai depender da efetividade das conversações da UE com o governo Yanukovych e da posição da Rússia. Os analistas abertamente alertam que, em caso de avanço do caos na Ukraina e ações inconstitucionais radicais nas ruas "Putin irá intervir na situação cada vez mais". Alguns especialistas não excluem a implantação de tropas russas na Criméia.

The Washington Post adverte - "Ukraina não necessita de mais uma revolução", mas um processo político pacífico, com respeito à Constituição. A publicação esclarece que o presidente Yanukovych, com a não assinatura do Acordo de Associação procurou evitar as sérias medidas de austeridade na economia, que o Ocidente propõe e os empréstimos do FMI, e resolver-se com fácil crédito da Rússia, também com a normalização do comércio com ela, para que isto lhe permitisse reeleger-se em 2015. Por isso o jornal diz que a revolução dos ukrainianos e a destituição de Yanukovych podem apenas produzir um caos de longo prazo. A insistência européia em padrões democráticos pode parecer vazia, e Putin, que considera esses protestos "negócio do ocidente" provavelmente vai começar a intervir mais ativamente. O jornal está convencido, que os protestos devem forçar o governo Yanukovych ao compromisso, anunciar nova data para assinatura do Acordo com UE. E, Bruxelas deve propor uma ajuda econômica a Ukraina, se Kyiv fizer acordo com FMI. The Washington Post aconselha a oposição a se preparar para as eleições em 2015, porque é sobre elas que poderá assegurar a justiça para os ukrainianos.

O influente Financial Times apela à UE punir os culpados pelo massacre dos manifestantes na Ukraina e mostrar ao governo de Kyiv, que Bruxelas congelará os ativos de todos os parceiros da violência contra manifestações pacíficas, e também não dar vistos para os criminosos. O jornal também considera, que a nação mostrou a Yanukovych, que crédito fácil da Rússia ele não receberá. "O compromisso com Moscou, seria uma traição aos princípios da UE, aprovados pela maioria dos ukrainianos". - escreve o jornal.

EUOserver de Bruxelas anuncia que "diplomatas da UE temem a iminente força ofensiva à resistência da nação ukrainiana. Alguns diplomatas não descartam, que as negociações do vice-primeiro-ministro Serhii Arbuzov, o qual espera um crédito de 10 bilhões de Bruxelas, podem conduzir à assinatura do Acordo de Associação com Kyiv já em março. Verdade, outros diplomatas temem deterioração da situação e tentativas do governo Yanukovych suprimir os protestos com força já nos próximos dias, e declarações do governo sobre observância das leis.

Presidente da Polônia, Bronislav Komoroski, escreve Rzeczpospolita, adverte Viktor Yanukovych, para que ele não permita derramamento de sangue

O analista de Kyiv, Volodymyr Fesenko disse à Nezavysimaia Gazeta" de Moscou, que não está descartada a introdução do estado de emergência na Ukraina mas o desenvolvimento dos acontecimentos de força pode levar a uma divisão no Estado da Ukraina e desatar as mãos de Putin para uma atividade militar, primeiramente na  Ukraina.

(Lembro aos senhores leitores, especialmente aos brasileiros: A parte leste e sul da Ukraina caiu sob o domínio russo ainda em 1654. Um artigo recente sobre Holodomor, fala que muitas aldeias ukrainianas ficaram vazias devido às mortes pela fome. Para estas aldeias a União Soviética trouxe populações russas. Também fala que a União Soviética deportava populações ukrainianas para regiões russas, geralmente distantes e, as aldeias ukrainianas, assim despovoadas, povoava com famílias russas. O resultado é este antagonismo entre grande parte de habitantes do leste e sul contra os ukrainianos de raiz. O próprio Yanukovych é do leste da Ukraina e seus antecedentes não eram ukrainianos - OK)

domingo, 1 de dezembro de 2013

UCRÂNIA: A SITUAÇÃO ASSUME PROPORÇÕES CRÍTICAS

Manifestação pacífica dos ukrainianos e provocações
Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 01.12.2012


A grandiosa participação de hoje foi condicionada pela sangrenta repressão contra Euromaidan na madrugada de sábado.
O número de participantes é difícil avaliar porque ocupam parte carroçável da Avenida Khmylnetskyi, do Parque Shevchenko, toda Avenida Khryshchatek e a Praça da Independência.

Sobre os acontecimentos mostrados nos vídeos.

Inna Bohoslovska, que anunciou sua retirada do Partido das Regiões, disse que a provocação na rua Bankova, junto a Administração Presidencial pode ser organizada pelo Partido das Regiões: "Eu tenho uma testemunha. É auxiliar de meu marido. Ele viu que estas pessoas hospedam-se no hotel Kyiv, e recebem 250 UAH por dia. Ela dará detalhes mais tarde.

Arsenii Yatseniuk: "A oposição ukrainiana não tem nada em comum com o espancamento próximo Administração presidencial. Nossa ação é pacífica. Todos "Titushky" (Este é o apelido dado aos moços de grande estatura que o governo recolhe no interior, especialmente nas regiões leste e sul - as mais russificadas, para provocarem brigas e espancar pacíficos cidadãos nas manifestações. São generosamente pagos pelo governo. Na presente situação recebem de 200 a 500 UAH por dia. Comparando com a aposentadoria de mais ou menos 1.000 UAH para quem trabalhou a vida toda... - OK) e provocações que lá se realizaram, foram preparadas exclusivamente por determinação do presidente e secretário do RNBO (Conselho de Segurança e Defesa Nacional) Kliuiev. Nós apelamos a Viktor Yanukovych não transgredir a lei e a Constituição. Nós temos direito a manifestação pacífica e nós realizamos esta reunião de acordo com a Constituição ukrainiana e suas leis. Quaisquer emprego de força provocará reação contrária. Portanto - sem estados extraordinários. Viktor Yanukovych, garanta a proteção da ordem cidadã e recolha seus "Titushkah", os quais o Senhor encaminhou para provocação na Bankova.

 Notícias anteriores

Canadá condena firmemente o uso da violência, pelas autoridades ukrainianas  contra manifestantes pacíficos declarou o Ministro das Relações Exteriores John Baird.  Esses manifestantes querem associação mais estreita com UE. Instamos o governo da Ukraina a respeitar e verdadeiramente proteger os direitos de seus cidadãos de expressar suas opiniões livremente, de acordo com os princípios da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa. Canadá fica com o povo da Ukraina para construir uma sociedade baseada na liberdade, democracia, direitos humanos e do Estado de Direito.

A praça Michael vieram dez embaixadores da UE e o chefe da Representação da UE na Ukraina Ian Tombinskyi.

Yatseniuk disse que Yanukovych prepara o exército. Tropas internas do Ministério do Interior implantadas na região de Kyiv estão em prontidão de combate.
Também as forças do Berkut estão sendo deslocadas das regiões orientais para Kyiv, segundo Yatseniuk. E mais, a todos os estabelecimentos de saúde de Kyiv foi dada a ordem para preparar as enfermarias para feridos graves e pessoas que sofrerem queimaduras.
A oposição ukrainiana não confirma ou nega alguns meios de comunicação sobre a chegada na Ukraina de aviões das forças especiais russas.
Yatseniuk disse não ter dados para confirmar ou negar esta informação, mas pensa que Yanukovych "fara tudo, especialmente a implantação de tropas russas no território da Ukraina".

Primeiro Ministro da Polônia Donald Tusk sobre as ações da milícia: "Nós vamos exigir explicações da Ukraina. Eu lembro bem as palavras do presidente Yanukovych que não haverá uso de força, que todos os protestantes que não cometerem nenhuma violação de leis podem se sentir seguros". "Nós exigiremos explicações sobre cidadãos poloneses que estiveram no Maidan da Independência e participaram de manifestações pacíficas, por quê foram espancados?" - acrescentou.

Saiu o terceiro
O deputado Rudkovskyi saiu do Partido das Regiões: "Como a maioria de meus compatriotas, eu considero que Ukraina - é Europa, por isso eu me envergonho dos eventos que ocorreram hoje na Praça da Independência...", disse ele.

Viktor Bondar, do Partido das Regiões (partido do governo) prevê que cerca de 20 deputados abandonarão o Partido das Regiões. "Nós estamos conversando e isto poderá ser anunciado na segunda-feira. O Parlamento poderá ter a maioria pró européia", - disse ele. Como já foi anunciado, também saíram do partido governista David Zhvania e Inna Bohoslovska.

A Lviv vem os ônibus das forças de segurança.Três ônibus com Berkut e milícia já estão na cidade.

Poetas, escritores e cantores conclamam os ukrainianos para defender o futuro. O poeta e escritor Serhii Zhadan diz: "Não podemos permanecer em silêncio e humildes ficar de lado, quando nos negam o direito de expressão. Não é nem a questão da assinatura do Acordo de Associação com UE. A questão é a necessidade de eliminar este governo. Todos nós precisamos dessas mudanças, e eu tenho certeza que poderemos realiza-la".

Em Ivano Franquivsk atacaram o ativista Máximo Kutsiuk. Os transeuntes chamaram a milícia. No hospital registraram cortes profundos nas pernas.

Yaroslav Kachynskyi, líder da oposição polonesa conclama todos os líderes europeus imediatamente enviar seus embaixadores a Ukraina. Também apelou ao Ministério das Relações Exteriores da Polônia Radoslav Sikorski, Carl Bildt da Suécia e membros da missão do Parlamento Europeu Aleksandr Kwasniewski e Pat Cox. 

Morreu Lesia Gongadze, mãe do jornalista assassinado Georgy Gongadze.
A cerimônia fúnebre acontece hoje, domingo, na Igreja da Transfiguração, rua Cracóvia, às 19:00 horas e na segunda-feira será realizada missa de réquiem. O enterro será no cemitério em Briukhovychakh.
Lembramos: Georgy Gongadze, filho de pai georgiano e mãe ukrainiana foi morto em 2004
e seu corpo foi encontrado sem a cabeça, na mata. Na  guerra civil na Geórgia ele foi ferido devido a explosão de uma mina. Em seu corpo permaneceram fragmentos devido a esta explosão e através desses fragmentos deu-se o reconhecimento. Isto aconteceu em 2000. 
Os executores da morte de Gongadze foram condenados somente em 2012. Porém os mandantes não. Todas as suspeitas recaem no então governo do ex-presidente Kuchma.

Os primeiros 5.000 moradores de Lviv chegaram a Kyiv.
Um comboio com 12 ônibus, meia centena de micro-ônibus e uma centena de carros vieram de Lviv para Kyiv. Saíram de Lviv cerca de 1:00 hora da noite. Vieram somente homens, mulheres e menores de idade não foram aceitos. Na estrada não houve quaisquer obstáculos nos postos de polícia. 
Os homens dormiram ou cantaram canções insurgentes.
Os organizadores do Conselho Regional de Lviv planejam enviar a Kyiv 10 mil cidadãos.

11:00 horas do dia 01.10.2013
As pessoas da Praça Michael, em coluna, dirigem-se ao Parque Taras Shevchenko. As pessoas afluem do interior.
Na Praça Michael instalaram um centro médico que já atendeu mais de 50 pessoas. Na maioria eles necessitam curativos e novas bandagens. Houve também muitas pessoas resfriadas. Há remédios suficientes, ontem, para essa finalidade coletaram 8.000 UAH. Os voluntários deste ponto clínico vão acompanhar as pessoas que se dirigem ao Parque Taras Shevchenko

Ontem, dia 30, não conseguiram encontrar seis pessoas que sofreram ataque no Euromaidan. São elas: Mykola Bondar, Pavlo Pavlov, Volodymyr Kraidan, Vasyl Uhryn, Volodymyr Preidun, Viacheslav Posnutnei.
Também sumiram objetos e documentos necessários para assistência jurídica.

Apelo do Reitor da Universidade de Kyiv Borys Hrinchenko, em 30.11.2013
"Sei, que amanhã qualquer um de nós poderá ser demitido do trabalho, colocado na prisão ou destruído. Eu não temo! Não temam vocês também. Para todos nós, assassinos e prisões não há suficientes. Comigo meus colegas e companheiros, conosco estudantes de nossa Universidade. Não há Europa sem Ukraina, não há Ukraina sem nação, não há nação sem liberdade" - expressou-se Viktor Ohneviuk, reitor da Universidade de Kyiv Borys Hrinchenko.

Tradução: Oksana Kowaltschuk

PRESIDENTE VOLTA A ATACAR

O presidente Yanukovych muda a tática, introduz jovens truculentos que se escondem por trás de máscaras negras e agridem com violência os manifestantes à favor da adesão à UE. Conta agora com duas forças de ataque.


Este vídeo mostra como os Golden Eagle da Administração Presidencial espancaram brutalmente um homem. As pessoas não resistem, mas mesmo assim são espancadas e feridas.

O autor deste vídeo foi baleado às 18h30min. de domingo, em frente à AP.

A SELVAGERIA


"Semana da Ucrânia", relata que seu jornalista Valery Burlakov foi ferido durante confrontos perto da administração presidencial:
"Uma das granadas zvukoshumovyh explodiu próximo aos seus pés, ferindo-o. Foi atendido na ambulância.


В одного з журналістів розірвалася в ногах граната з газом від міліції. Фото ‏@Dbnmjr на ЄвроМайдан


Олександр Перевозник постраждав під час розгону людей Беркутом на Банковій. Фото ЛігаБізнесІнформ

AMOSTRA COMO O POVO É ATACADO PELA BERKUT NA SEDE PRESIDENCIAL

UCRÂNIA: GOVERNO RECUA E POVO SE REÚNE EM PRAÇA PÚBLICA


As fotos que se seguem foram tiradas às 12h30min. (horário na Ucrânia). No Brasil 16h30min. (fuso de 4 horas).
Neste momento que estamos postando estas fotos são 15h15min. no Brasil e 19h15min. em Kiev, Capítal da Ucrânia.

O clima parece ser de calmaria. Notícias escritas serão dadas, ainda hoje. Estamos tendo muita dificuldade em obter informações em tempo real, pois as redes estão todas congestionadas e está difícil a comunicação com a Ucrânia.

Os Redatores.

Усі фото Дмитра Ларіна



Фото Артема Жавроцького

Фото Андрія Парубія

Майдан заповнений вщент. Фото Дмитра Ларіна

Fonte das imagens
(Verdade Ucraniana)

NOTÍCIA DO DIA 30/11/2013

 

Em Lviv "Berkut" se recusou a seguir as ordens Kyiv

30 de novembro de 2013 15:39
Lviv "Berkut" recusou-se a obedecer às ordens do centro de Kiev.

Lviv "Berkut" se recusou a seguir as ordens Kyiv

sábado, 30 de novembro de 2013

URGENTE !!! GRAVÍSSIMA A SITUAÇÃO NA UCRÂNIA

URGENTE ! URGENTE !! URGENTE !!!
Transmissão ao Vivo 
(mas que pode ser interrompida a qualquer momento)



Nesta madrugada os manifestantes que apoiam a adesão da Ucrânia à União Européia e que permaneceram de vigília em praça pública, foram selvagemente atacados pela polícia, os brutamontes denominados Berkut. Há feridos. Os jornais ucranianos que publicaram as notícias pela manhã, inexplicavelmente retiram-nas todas substituindo-as por outras que não retratam o que aconteceu na madrugada na Ucrânia.
O povo ucraniano ao saber do episódio voltou a ocupar em massa a principal praça da Capital em solidariedade às vítimas da violência registrada nesta madrugada.
Os líderes do protesto contra o governo dizem que as manifestações não podem ser tratadas desta forma e que irão resistir. A manifestação era pacífica, mas o governo pró-rússia ignorou o fato e autorizou o ataque de repressão. Resultado: Agrava-se a situação política na Ucrânia.

Redação do Blog.

Urgente. Dispersaram Maidan. Como isto aconteceu

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 30.11.2013

"A praça foi brutalmente esvaziada. Dezenas de feridos. Dezenas de detidos. Tal situação Ukraina ainda não viu", escreveu o deputado Andrii Shevchenko em seu Twitter.

O assalto ocorreu aproximadamente às 4:00 horas da manhã. Havia poucas pessoas na praça a noite. 

Após 11:00 horas libertaram 30 pessoas. Os feridos do Euromaidan estão na Praça  Michel na Catedral.

Yurii Lutsenko chama todos para comparecer no domingo, às 12:00 horas (Isto foi no sábado pela manhã mas, como podemos ver nas reportagens e fotos seguintes Kyiv já está cheia de gente agora, no sábado à tarde. O povo está indignado. Para o início das manifestações pacíficas houve pedido ao governo, o povo não infligiu nenhuma lei). Lutsenko disse: "Nós acordamos na Bielorrússia. Na Praça da Independência o pinheirinho é de sangue. Eu tenho um pedido aos moradores de Kyiv e visitantes: Ninguém se distraia na pista de patinagem ou sob a árvore de Natal - elas estão ensanguentadas. Que aí se distraia Yanukovych".

Carl Bildt, Ministro das Relações da Suécia: "Temo que Yanukovych optou pela política de repressão. Ainda espero que outras vozes falem. Perigo muito sério para Ukraina".

Pela manhã veio a notícia que o chefe da administração presidencial Serhii Livochkin renunciou. Sua esposa Zinaida Lihacheva declarou: "Toda pessoa que se sente ukrainiana não pode não reagir quando tal situação acontece no país. Eu mesma estive no Maidan para apoiar a Eurointegração. Após a dispersão brutal do Maidan o governo sentirá bloqueio e rejeição de todos os níveis!"

Tranquilo na Praça Michel. Manifestação improvisada.Vem muita gente. Trazem comida. Um senhor conta os terríveis fatos da noite: "A impressão é que a polícia recebeu luz verde. Eles batiam em todos, não desdenhando mulheres e idosos e até os transeuntes".

Ministro das Relações Exteriores da Polônia Radislau Sikorski: "Presidente Yanukovych subestimou e equivocou-se quanto ao Acordo de Associação e diante da nação ukrainiana".

Num vídeo das câmeras de vigilância vê-se que Berkut (um destacamento de forças especiais da polícia) mesmo terminando o dispersamento continuou batendo nas pessoas.

O reitor da Academia Teológica, no Mosteiro de Michel, aonde grande número de protestantes procurou abrigo do assalto a Euromaidan, Bispo Epifânio, diz que a polícia aprisiona e coloca algemas a todos que saem do Mosteiro. Ele pede ajuda aos deputados, imprensa, clero e crentes em geral. Aumenta o afluxo de pessoas ao mosteiro.

Vitali Klychko, líder do Partido UDAR, de oposição: "A oposição vai obstruir o trabalho do Parlamento e vai exigir a renúncia do presidente Yanukovych. Ao desenfreado regime de Yanukovych precisa colocar um final. O Parlamento estará bloqueado. Nós não daremos chance a este governo aprovar decisões antipopulares".

O Ministro do Interior disse que a dispersão dos manifestantes foi necessária para garantir a passagem de veículos para continuação dos trabalhos na preparação para os feriados do Ano Novo (Cinismo ilimitado. Já havia poucas pessoas pacíficas na praça-OK).

Svyatoslav Vakarchuk, cantor: "Não há nenhum argumento para justificar o uso de força contra civis! Não! Sob nenhuma circunstância!"

Atenção! Peço espalhar! de Vitalyi Umanets:

"Eu sou testemunha ocular do Euromaidan: As mulheres, neste momento, estavam no alto, os rapazes embaixo, em várias linhas, para protegê-las. As mulheres tremiam, mas encontraram forças para cantar, mesmo com voz trêmula, o hino da Ukraina, que neste momento lhes pareceu uma oração... Quando Berkut se aproximou, os rapazes lhe disseram que a ação era pacífica, permitida pelo Tribunal. Berkut ouviu em silêncio mas depois começou o ataque. Uns caíram sobre os outros. Batiam tanto, que se não fossem as roupas grossas de inverno, quebrariam todas as pessoas. Quando começaram perseguir os fugitivos, alguns acabaram em frente aos painéis de metal... E, atenção, os rapazes da milícia, não do Berkut, ajudaram as pessoas subir através da cerca. Os fugitivos lhes gritaram: Obrigado! Todos corriam em todas as direções. Berkut tentava alcançá-los e continuava a bater. Mesmo aqueles que sentaram nos bancos para descansar, na volta de um clube noturno, e não estavam envolvidos no Euromaidan, apanharam. Eu penso que entre os soldados das Forças Especiais, nesta noite, não havia ukrainianos".

Simon Smith, embaixador da Grã-Bretanha: "As pessoas escondem-se na Catedral de St. Michel. O ônibus do Berkut está na rua. Todos estão nervosos."

Berkut bloqueia as saídas do metrô para Euromaidan.

Na manhã de sábado os ukrainianos de Washington se reuniram em frente a Casa Branca em ato de solidariedade a Euromaidan. A petição contra sanções a Yanukovych já alcançou 100 mil assinaturas e está sujeita a uma resposta oficial da administração Obama.

Os ônibus do Berkut estão em todo centro de Kyiv, em todos os pontos principais. Todo Maidan está cercado.

O embaixador dos EUA Jeffrey Payyett em seu Twitter condenou a repressão do tranquilo Euromaidan: "Por enquanto trabalho para entender o que aconteceu, mas é claro que condenamos o uso da força contra a reunião pacífica. Depois direi mais".

No Maidan, depois da invasão viram duas pessoas desmaiadas no chão. Aonde elas foram parar - por enquanto não se sabe.

Yatseniuk foi aos detidos para lhes informar seus direitos. No comentário a Interfax ele disse que os planos não mudaram, domingo haverá outra reunião pacífica. Agora o principal é resgatar as pessoas que ainda estão no poder da milícia. O que aconteceu a noite quando Berkut, brutalmente, dispersou as pessoas significa o medo que Yanukovych tem de um movimento semelhante à Revolução Laranja (2004). Todos os participantes do Euromaidan (não os políticos) na sexta-feira, decidiram vir para um grande conselho no domingo, que o Acordo de Associação deverá ser assinado por um novo presidente, novo Parlamento e novo governo.

Na região de Shevchenkivsk há aproximadamente 30 pessoas machucadas, algumas com fraturas. Esperamos. após três horas elas serão libertadas. Vários deputados estão lá dentro.

A maioria dos feridos está sendo transferida aos três hospitais de Kyiv. Eles tem ferimentos na cabeça e hematomas nos braços. Entre os feridos há jornalistas.

Estas foram algumas das notícias da manhã de sábado - Oksana Kowaltschuk

YANUKOVYCH MALOGROU A CÚPULA DE VILNIUS

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 29.11.2013

Em Vilnius aconteceu a cerimônia de assinatura de acordos entre UE e países da Parceria Européia, no entanto, com Ukraina, nenhum acordo foi assinado.

Apesar do fato de que Yanukovych não assinou nenhum acordo, ele participou das fotos.




Nem mesmo a declaração de intenções foi assinada, porque o presidente Viktor Yanukovych quer continuar as conversações com UE com participação da Federação Russa.

Antes da assinatura Yanukovych não cumprimentou seus colegas, inclusive Angela Merkel, com a qual manteve conversação pela manhã. 

Ele foi colocado no canto, junto com os representantes da Bielorrússia. Com ele ninguém fala, disse em seu Twitter a jornalista Christina Berzynskyh, que encontrava-se em Vilnius.

Yanukovych queria assinar o Acordo por dinheiro.

Yanukovych confirmou as intenções da Ukraina para, em futuro próximo, assinar o Acordo e anunciou condições para uma maior cooperação. Ele falou sobre isso em seu discurso na reunião plenária da Cimeira.

"Eu confirmo as intenções da Ukraina para num futuro próximo assinar o Acordo de Associação. Faltam apenas alguns passos importantes".

"... para minimizar os efeitos negativos do período inicial. Isso requer nosso trabalho conjunto para o programa de assistência econômica para Ukraina, que nos permitirá fazer os preparativos para assinatura do Acordo".

"Ukraina precisa, da UE passos decisivos na questão do desenvolvimento e implementação do programa de assistência econômica e financeira utilizando todos os mecanismos e recursos disponíveis da instituição, como dos estados-membros da UE".

"Estas medidas, a nosso ver, seriam - primeiro: desbloqueio de programas de apoio orçamental setorial da UE, alocação de recursos de auxílio  macro-financeiro. Segundo: apoio efetivo das instituições financeiras internacionais, FMI e Banco Mundial. Terceiro: revisão das restrições comerciais da UE sobre itens de exportações ukrainianas, introduzidas ainda no século passado. Quarto: participação ativa da UE e das instituições financeiras internacionais na modernização de transporte do gás como elemento-chave da rede européia de energia... Quinto: À parte deste trabalho deve haver um plano de ações para eliminar as contradições e resolver os problemas do comércio da cooperação econômica com Rússia e outros membros da União Aduaneira, o que se relaciona com a criação de uma zona de livre comércio entre Ukraina e UE".

"Eu ficaria grato por seu apoio na questão do início de uma zona de criação de livre comércio entre Ukraina e União Européia. Nós estamos determinados a fazer todos os esforços para concluir este trabalho", concluiu Yanukovych.

Tradução: Oksana Kowaltschuk

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

UNIÃO EUROPÉIA: Manifestações e opiniões de políticos

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 26.11.2013

União Européia deixou possível a assinatura do Acordo de Associação com Ukraina no projeto atualizado, para o final da cimeira.
Isto significa que a União Européia ainda não descarta a possibilidade de que o presidente da Ukraina Viktor Yanukovych poderá mudar seu pensamento antes, ou mesmo durante a cúpula e decidir assinar o Acordo.

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O governo convidou os organizadores dos estudantes para uma reunião secreta. Os estudantes recusaram este tipo de reunião, mas estão prontos para dialogar com as autoridades publicamente, na presença de jornalistas.

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Putin quer discutir Associação com UE no formato Ukraina-UE-Rússia. A situação em torno de Kyiv precisa despolitizar e conduzir a discussão de acordo com a proposta do presidente da Ukraina Viktor Yanukovych, no formato trilateral Ukraina-UE-Rússia, segundo informa "Interfax.
Putin, também fez o seguinte pedido: Eu pediria aos nossos amigos de Bruxelas, meus bons amigos pessoais na Comissão Européia, para se abster de expressões duras. Que nós precisamos, para lhes agradar, estrangular ramos inteiros de nossa economia?" - declarou Putin.
Anteriormente Mykola Azarov (primeiro ministro) já havia anunciado que o presidente Yanukovych pretendia levantar a questão do formato trilateral na cúpula de Vilnius. A UE já declarou que o formato trilateral "não é saída" e eles não veem nenhum papel para terceiros países neste processo.

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No Parlamento Europeu alertaram autoridades ukrainianas sobre graves consequências em caso de uso de força contra os apoiantes da integração européia durante os protestos em massa.
O governo ukrainiano deve abster-se do uso da força contra os manifestantes que realizam protestos pacíficos na Praça Européia, contra a decisão do governo ukrainiano em não assinar o Acordo de Associação.
"Caso contrário as consequências serão graves", - alertou o Parlamento Europeu. Os parlamentares europeus manifestaram seu "mais forte apoio a muitos milhares de ukrainianos que estão vindo para o Euromaidan em Kyiv e em outras cidades da Ukraina, num frio intenso, protestando contra decisão do governo que os priva de seu futuro europeu".
E, novamente salientaram, que a porta da UE continua aberta para nação ukrainiana.

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"Isto não é um jogo, no qual Ukraina é o prêmio final. Isto é parceria entre UE e Ukraina. Vamos continuar trabalhando e estaremos em contato construtivo um com o outro", - disse Kosyanchych, porta voz de Catherine Ashton.
"Estamos em contato constante com a Rússia - nosso parceiro estratégico é nosso importante vizinho, e continuará a ser assim no futuro". E Kosyanchych concluiu dizendo que Rússia, de modo algum, será representada na cúpula da "Parceria Oriental", em Vilnius no dia 29 de novembro.

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Primeiro-ministro da Polônia Donald Tusk: "Europa não vai comprar Ukraina por dinheiro numa licitação, mas deixará para ela "porta aberta".
Sobre assinatura do acordo: "É difícil estar otimista na questão da assinatura do Acordo em Vilnius, mas é importante que haja um futuro desenvolvimento. E, mesmo que não haja um final esperado... isto não significa que podemos desistir. Os projetos europeus para Ukraina não podem parar". 
"Os ukrainianos devem entender, que tudo atrasou-se devido ao governo ukrainiano e presidente, mas Europa está pronta e não retarda o processo porque isto é importante para o futuro, possivelmente não tão distante", - disse Tusk.
"Se os líderes ukrainianos pensam que vão realizar um leilão, quem dará o maior tributo financeiro, então podem decepcionar-se, porque Europa - é investimento estratégico, de longo prazo. Não sei quem tem a informação sobre quanto Vladimir Putin dá a Viktor Yanukovych, mas não há dúvidas que há pressão da Rússia sobre Ukraina, e também certos meios econômico-políticos são fortes. O maior ativo da Ukraina é o seu povo. Se ele quiser, cedo ou tarde isso acontecera", - finalizou Tusk.

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União Européia propõe a Ukraina um auxílio muito maior que deu a Polônia após assinatura do Acordo no início dos anos noventa, segundo o eurodeputado e ex-comissário do governo polonês nos assuntos de integração européia Jacek Saryusz-Wolski.
Trata-se de 800 milhões a 1 (um) bilhão de euros por ano. Polônia recebia, no início, algumas dezenas, e no final 200 milhões de euros por ano", - disse ele.
"Além disso este acordo prevê uma maior abertura da economia, não somente em termos comerciais através do afastamento de berreiras tarifárias, mas também na harmonização das normas. No caso de aplicação das disposições deste documento, Ukraina teria 60-70% de legislatura econômica européia, Disse Wolski. 

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Yanukovych prometeu assinar o acordo com UE quando lhe agradarem as condições.

"O Acordo de Associação com UE será assinado quando as condições forem satisfatórias para ambas as partes", - disse Yanukovych em uma entrevista aos canais de TV ukrainiana.
"Quando o país for competitivo. Assim que alcançarmos um nível confortável, quando corresponder aos nossos interesses, quando nós acordarmos em condições normais, então nós vamos conversar sobre assinatura. Quando isto será, rápido, ou muito rápido, o tempo mostrará. Eu quero que seja o quanto antes", - declarou Yanukovych.
"Nós nos definimos. Não temos mais este questionamento".  
Yanukovych enfatizou, que para transição da economia ukrainiana para normas da economia européia são necessários não menos de 20 bilhões por ano, e no total até 2017, aproximadamente 160 bilhões de euros,. Isto não é adesão (assinatura do acordo) da Ukraina à União Européia. Ukraina não será anexada aos fundos europeus. Nós não estaremos lá", - disse o chefe de Estado. 
Ele ressaltou que durante um bom tempo Ukraina negociou em diferentes níveis com diferentes estruturas da UE em questões econômicas, comerciais, energéticas.
"Quaisquer negociações que nós realizamos, eram direcionadas para entrar em boa forma. Isto é, Ukraina, antes de tudo, deveria ter recursos econômicos suficientes para implementação deste acordo", - concluiu Yanukovych.

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(As manifestações continuam firmes e orientadas pacificamente. Algumas brigas ocorreram mas são casos isolados. Os manifestantes que vem do interior frequentemente são parados para averiguações. As informações são para que não entreguem os documentos porque aí os rodoviários ficam segurando por 2-3 horas. Acabam seguindo viagem. O governo não deu ordens mais rigorosas, não esperava tal oposição. O movimento é apartidário, os estudantes estão colaborando, e até conduzindo as manifestações, o que é grande e agradável surpresa. Mas nem todas as Faculdades colaboram dispensando-os. É bonito ver quando as senhoras de idade cantam antigas canções populares para milícia que procura desalojá-las de algum local.
Além da milícia, para reforço, o governo costuma trazer do interior jovens, de grande estatura, para assustar os manifestantes, que se prestam para tais ocasiões porque recebem bom pagamento. O governo poderá não ceder, mas deve estar com medo, a prova disto é que não está usando a agressividade que lhe é costumeira - OK).

Resumo e tradução: Oksana Kowaltschuk

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

POVO UCRANIANO APROVA RESOLUÇÃO EM PRAÇA PÚBLICA

Euromaidan(¹) aprova resolução: Yanukovych e governo à demissão, plena mobilização para protestos.

Domingo, 24.11.2013

No caso da não assinatura do Acordo de Associação com UE os organizadores do Euromaidan demandarão pelo impeachment do presidente Viktor Yanukovych pela traição do Estado e apelarão a todos os países democráticos do mundo para aplicarem sanções pessoais contra Yanukovych e membros de seu regime.

Isto é afirmado na resolução da Assembléia Popular, lida por Oleksandr Turchynov no Euromaidan em Kyiv.


Orientando-se nos termos do artigo 5º da Constituição da Ukraina, segundo o qual a única fonte de poder na Ukraina é a nação, nós, os reunidos na Praça Européia em Kyiv, aprovamos a decisão em exigir a renúncia do governo de Mykola Azarov pela traição dos interesses nacionais e aprovação da decisão de recusa do curso à integração européia. Também foi aprovada a decisão da exigência da realização em 27 de novembro de 2013 de uma sessão extraordinária do Parlamento para - terminantemente considerar e aprovar todas as indispensáveis leis para integração européia, incluindo o tratamento de prisioneiros no estrangeiro, e sobre o Ministério Público.

O apelo apropriado das três facções e as necessárias assinaturas já foram enviadas ao Parlamento.

"No caso da impossibilidade do Parlamento em aprovar as indispensáveis leis ou recusa da maioria parlamentar para votar nelas, exigir a dissolução do Parlamento e realizar eleições antecipadas", declarou Turchynov.

A resolução também exige de Viktor Yanukovych imediatamente cassar a decisão do Governo Azarov, parar com as repressões políticas, libertar Yulia Tymoshenko, restaurar o curso de integração européia e assinar o Acordo de Associação em Vilnius.

"No caso da recusa do presidente em cumprir suas obrigações constitucionais e não assinar o Acordo, buscar o impeachment do presidente Yanukovych por traição de Estado e apelar a todos os países democráticos para aplicar, imediatamente, sanções pessoais contra Yanukovych e representantes de seu regime corrupto", - diz a resolução.

A Assembléia Popular também aprovou a decisão de dirigir-se aos dirigentes da UE, e aos presidentes e governos dos seus 28 países-membros para não fecharem as portas da Ukraina à Europa, e criar condições para assinatura do Acordo de Associação depois da mudança do governo no país.

"Acompanhar e auxiliar a mobilização de todos os partidos e organizações da sociedade civil que se posicionam pela integração européia da Ukraina, para realizar ações de protesto para nossa vitória", - disse Turchynov.

"Nós cansamos de traições, decepções, pobreza e transgressão de leis. Nós queremos viver num país europeu, normal e civilizado, onde há liberdade de expressão, respeito a pessoa e seus direitos, onde todos são iguais perante a lei" - concluiu Turchynov.

(¹) Euromaidan - maidan é praça. Como nas manifestações em geral, e pelo Acordo de Associação com a UE, o povo se reúne nas praças, então deram o nome de Euromaidan ao presente movimento.


Tradução: Oksana Kowaltschuk