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17 Jan 2014 10:15 AM PST
O governo ucraniano ameaçou declarar ilegal a Igreja greco-católica
ucraniana por prestar serviços religiosos aos manifestantes opositores que
ocupam a praça central de Kiev. O ministério da Cultura enviou uma carta
ao arcebispo Sviatoslav Shevchuk, acusando a seus sacerdotes de «violar a
lei» ao prestar serviços religiosos fora dos templos. (AFP/InfoCatólica)
«A violação desta lei […]
The post Governo ucraniano ameaça tornar ilegal a Igreja Católica por celebrar missas para os opositores appeared first on IPCO - Instituto Plinio Corrêa de Oliveira. |
Seja bem-vindo! Este blog defende uma Ucrânia livre do comunismo e do jugo moscovita.
domingo, 19 de janeiro de 2014
LIBERDADE DE CULTO SOB AMEAÇA NA UCRÂNIA
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
NOVAS LEIS DATATORIAIS NA UCRÂNIA
Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 16.01.2014
O Partido das Regiões e o Partido Comunista votaram a favor da remoção da
responsabilidade dos membros do Berkut que espancaram as pessoas no período de
21 de novembro a 26 de dezembro de 2013.
Também liberaram da responsabilidade criminal: a obstrução a atividades
jornalísticas, o artigo 185 do Código Penal - roubo, destruição intencional ou
dano à propriedade, falso relato de ameaça a cidadãos, destruição ou danos de
propriedade do artigo 259, isenção de responsabilidade penal pelo bloqueio de
comunicação de transporte, captura de empresas de transporte, apropriação
indébita de veículos de transporte, perturbação grupal de ordem pública,
tumultos, ações que ameacem a ordem pública, apropriação de edifícios públicos,
resistência ao representante do governo, ao agente da lei, ameaça ou uso de
força ou atentado contra a vida do agente da aplicação da lei. Apreensão de
representante do governo como refém, abuso de poder ou autoridade, interferência
no judiciário, não execução da decisão judicial. Obstrução de testemunha, vítima
ou perito forçando-os ao não fornecimento de provas.
Também proibem-se comboios com mais de cinco carros sem coordenação com o
Ministério do Interior, punível com multa de quarenta a cinquenta rendimentos
mínimos livres de impostos, ou privação do direito de condução de veículos de um
a dois anos.
A participação em ações de massa com uso de máscara, capacete ou qualquer
outro meio de disfarce, será punível com multa ou prisão administrativa.
Calúnias (divulgação intencional de informações deliberadamente falsas que
desacreditam a honra e a dignidade de outra pessoa) que se espalham na Internet,
será punível com multa de cinquenta a trezentos rendimentos mínimos livres de
impostos ou trabalho comunitário de 150 a 240 horas, ou trabalho correcional por
um ano.
Pelo bloqueio de edifícios ou estruturas, que garantem atividades de órgãos
estatais ou associações comunitárias poderá haver aprisionamento de até cinco
anos.
Pela reunião ilegal, armazenamento ou divulgação de informações
confidenciais sobre o juiz ou membros de sua família, ofensa ou pressão sobre o
juiz, poderá ser aplicada multa de 300 a 500 rendimentos mínimos livres do
imposto de ou dois anos de aprisionamento. A pena máxima por ações similares ao
policial, ou sua família - detenção até seis meses.
***
A OSCE (Organização e Cooperação na Europa) espera que Yanukovych vete
estas leis ditatoriais. A representante para a Liberdade e meios de comunicação
Dunja Mijatovic expressou preocupação com as alterações legislativas na Ukraina,
incluindo o retorno de responsabilidade por difamação, o que ameaça a liberdade
de imprensa.
***
Carl Bildt, Ministro das Relações Exteriores
da Suécia: De acordo com o que vimos hoje em Kyiv, ficaram claras as construções
contra a democracia. E finalmente - contra a independência da
Ukraina".
***
Radoslaw Sikorski, Ministro das Relações Exteriores da Polônia disse que os
eventos no Parlamento ukrainiano são sinistros e perguntou se Ukraina decidiu
retirar-se do caminho europeu.
***
Linas Linkyavichyus, Ministro dos Negócios Estrangeiros da Lituânia:
Massacre dos músculos no Maidan ontem, votação precipitada no Parlamento hoje -
dificilmente são passos para o diálogo ou democracia na Ukraina.
***
Ukraina pode enterrar a liberdade de informação segundo Repórteres sem
Fronteiras. "O pacote de alterações à legislação reproduz algumas das
disposições mais repressivas da legislação russa".
***
Durante a aprovação do orçamento houve briga de deputados. Um deputado da
oposição teve o lábio partido. Ele teria reclamado do empurra-empurra que
prejudicou sua colega Maria Ionova.
Esta deputada, da oposição, sentiu-se mal e foi hospitalizada. Ela recebeu
um golpe na cabeça, desferido pelo deputado governista Volodymyr Malyshev.
O situacionista Yevhen Morozenko, segundo alguns queria votar por outro
colega o que lá é bem comum -OK) e foi atingido por um oposicionista. Já outros
dizem que ele foi machucado pelos próprios colegas.
O orçamento foi aprovado, sem exame ou discussão. Alegaram que não era
possível devido ao bloqueio da tribuna e perturbações pela oposição. (A oposição
é minoria).
***
Os médicos de Kyiv já se preparam para o caudal de feridos. No hospital de
Kyiv, nº 18.na Av. Shevchenko colocaram mais camas em todas as enfermarias e
mais seis no corredor.
O canal de TV-1 enviou para noite do dia 16 seis pessoas ao Maidan em vez
das duas habituais.
Resumo e tradução: Oksana Kowaltschuk
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
YANUKOVYCH E O SEU FEUDO
No cativeiro do "Myzhyhiria" Yanukovych transformou a vida de seus vizinhos em pesadelo.
Ukrainskyi tyzhden (Semana ukrainiana), 11.01.2014
Bohdan Butkevych
A
primeira coisa que faz um ditador consciente, se deseja governar por
muito tempo - é ganhar o carinho da parte dos habitantes do país,
geralmente pobres, que estão dispostos a vender seus direitos civis
pelas riquezas materiais. Segundo - construir seu palácio o mais longe
das pessoas, para ser mais fácil de guardá-lo e que ninguém espione a
sua vida luxuosa.
Os moradores locais do vizinho soberano não têm nenhum benefício. Mas, os problemas são incontáveis.
"Feod" Yanukovych
(Feod - Na Ukraina Ocidental, no período do feudalismo - a
terra e, às vezes o cargo e os benefícios que o vassalo recebia de seu
senhor por herança com a condição da execução de certas obrigações
(serviço militar, etc).
Quando o autor
deste texto, em 29 de dezembro ia, com um grupo de auto-admiradores, ao
"Myzhyhiria" pelo desvio do caminho, para tentar chegar à residência
presidencial sem ser percebido, tinha absoluta certeza que os moradores
locais estarão do lado do presidente ou, no mínimo, não se alegrarão com
a chegada de estranhos. Especialmente quando lembramos a dedicação das
aldeãs às suas "senhioras" nos patrimônios dos conhecidos feudais de
novos tempos, como Tetiana Zasukha e Mykhailo Poplavskyi. No entanto, a
realidade mostrou-se radicalmente deferente: os novos petrivchany
(habitantes da aldeia Novi Petrivtsi), muitos dos quais trabalham
diretamente para os meios de vida do "feod" Yanukovych, odeiam o
"garante". Nem mesmo a partir do ponto de vista político, embora desses
encontramos muitos. O fato é que os medos de V. Yanukovych transformaram
a vida diária quase um campo de concentração.
Yanukovych
aqui normalmente não é chamado pelo nome, aqui dizem "Ele". Soa quase
como "patrão", "pai". Pois assim é - saído da cidade de Yenakievo, de
Donbas, transformou a grande vila metropolitana, com longa história, em
próprio feudo. Mas, ao contrário de bom senhor feudal, ele não se
preocupa com seus subordinados, mas ignora-os, porque teme-os.
Paramos
próximo a excelente construção do Conselho, onde trabalha o odioso
presidente da aldeia Novi Petrivtsi Rodion Starenkyi, o qual, sempre
obedientemente corre ao tribunal pedindo a proibição de quaisquer ações
próximo a vivenda presidencial. Bilateralmente algumas bancas e
quiosques, dos quais rapidamente saem as vendedoras balzaquianas que,
vendo as bandeirinhas amarelo-azuis nas mãos dos manifestantes começam
encorajar: "Ah, vieram visitar Yanukovych. Correto, precisa enxotar esta
daninha do buraco. Verdade, ele já a alguns dias fugiu para os Cárpatos
- ouvimos seu helicóptero." No início eu não acreditava nos meus
ouvidos. Aproximo-me mais das mulheres, puxo conversa. Pergunto por que
elas não gostam de seu ilustre vizinho.
Uma das
mulheres emocionalmente conta, que quase não contratam moradores locais
para trabalhar no "Myzhyhiria" - todos são trazidos de outras cidades,
escolhidos pela segurança interna, porque, dizem eles, os locais
pertencem ao grupo de risco, portanto mão podem aproximar-se do "corpo".
Então os locais não tem nenhuma vantagem do vizinho soberano. Mas os
problemas são incontáveis, a principal - desde o momento da chegada de
V. Yanukovych é que, de fato, eles deixaram de ser senhores das próprias
casas. Portanto, com excelente boa vontade nos ajudavam encontrar as
não vigiadas passagens para a residência. É necessário reconhecer que
tais são mínimas, em todos os cantos tem polícia. Nas divisas, Berkut
com escudos já são familiares para os moradores. Travessas são
bloqueadas com ônibus e caminhões - verdadeira - guerra.
Desde
que "Ele" aqui se estabeleceu, não temos vida, - diz exaltado o
vendedor de quinquilharias. - Antes dele se tornar presidente, ainda era
sofrível. Depois, aqui acontece de tudo. Em meia aldeia abriram
valetas, para não poder chegar até ele. Permanentemente grupos de
policiais a noite estão nas ruas. A impressão é que vivemos num campo de
concentração. Da minha varanda vejo aquele muro com arame farpado.
Então nós brincamos, que para "ele", desde a juventude a paisagem é
familiar. (Alusão ao aprisionamento de Yanukovych, quando na juventude
foi sentenciado duas vezes por pequenos furtos. O vício progrediu - OK).
Não destacar-se
Quando
Berkut, pára o nosso pequeno comboio no caminho da residência
presidencial aproxima-se, imediatamente uma moradora local, mulher
simpática de mais ou menos quarenta anos, propõe ajuda. Pergunto se ela
gosta de viver próximo de tão importante homem. "E o que o senhor pensa -
é simplesmente horrível. À tardinha não se pode sair em paz nem para
comprar pão - milícia, ou outras pessoas de uniforme, imediatamente se
aproximam, perguntam aonde e por quê vamos, exigem ver o passaporte com
registro. Se você não apresentar, poderá ser detido bem próximo de seu
quintal. Enquanto os manifestantes ainda não vinham ao "Myzhyhiria",
eles ainda estavam em menor quantidade, mas agora são muitos, todos com
escudos".
Pergunto qual a sua
atitude pessoal do Maidan: "Minha irmã com o marido vivem lá. Eu também
vou de vez em quando. Seria bom expulsá-lo rapidamente" - diz apontando
ao "Myzhyhiria.
Ela
explica a uma parte de manifestantes, como é possível, através do
barranco, abrir caminho até próximo a residência de Yanukovych. Uma
parte conseguiu, mas a maioria das pessoas ficou em frente das forças
policiais do Berkut, na rua central de Novi Petrivtsi.
(algum
tempo atrás a jornalista Tetiana Chornovol conseguiu escalar o muro.
Foi detida andando dentro nos jardins. Na ocasião não a massacraram como
dias atrás, talvez porque seus artigos ainda não denunciavam tão
imensos roubos, como os mais recentes, ou porque não poderiam negar a
culpa -OK).
Os
policiais também surpreenderam. Claro, da comunicação recusavam-se, mas
em seus olhos havia incerteza. O motivo não era a não esperada tão
grande presença do número de manifestantes, mas também porque a milícia é
bastante cética na necessidade de tão rigorosas medidas de segurança da
"sagrada Pessoa do presidente". Através de nossas fontes soubemos que
para compor o quadro especial de proteção do "Myzhyhiria" escolhiam com
muita exigência, porém o desejo de proteger o espaço pessoal vazio do
cidadão Yanukovych, expondo-se a riscos, não é lá tão grande, ao
contrário de, por exemplo, de edifícios públicos. Em conversas
particulares muitos soldados zombam do "fiador" e não demonstram muita
vontade de deitar lá seus ossos, caso venha muitas pessoas. Também a
polícia está muito insatisfeita, em por mais de um mês bloquear todas as
ruas da aldeia, paralisando assim a sua vida, e diariamente ouvir
maldições dos moradores locais, que se tornaram reféns do medo que o
presidente tem de seu próprio povo.
No
geral, todos ficaram chocados de tão grande quantidade de pessoas,
aproximadamente 10 mil (a distância de Kyiv é de 25 km.) que vieram
fazer piquetes em frente a residência de Yanukovych. Os rostos dos
moradores expressavam agradável surpresa, que algo assim era possível.
Muitos temiam participar, mas sorriam aprovando atrás de suas cercas.
"Nós aqui ensinaram, que deve sempre haver silêncio, - disse o tio
bigodudo, que trabalha como guarda da casa de um colaborador de
Yanukovych. "Todos foram intimidados, porque o presidente mora aqui,
então a ordem e ficar quieto e não se destacar. Lembro como em 2010,
diziam a todos que residem na rua que "Ele" usa para chegar em sua
residência, que durante o cortejo ninguém olhasse, e Deus nos livrasse
de fotos. Ameaçavam, prometiam atirar ou entregar os transgressores aos
tribunais. Então as pessoas realmente têm medo, e "o" odeiam com alma.
Todos da aldeia que têm carro, foram listados e todos que têm
alguma
relação com a residência "dele", assinam uma declaração que proíbe a
divulgação. Nós gostaríamos protestar, mas o povo não está acostumado
fazê-lo". (Claro, o anterior regime soviético reprimia quaisquer
manifestação, enviando as pessoas ao degredo ou prisão. Yanukovych não
desaponta seus mestres. - OK).
No entanto ainda
há resistência. Antes da ida aos "Novi Petrivtsi", o autor deste texto
leu nas redes sociais muitas mensagens dos autóctones, que recusavam à
milícia, em suas casas, a possibilidade de uso da rede elétrica para o
aquecimento dos ônibus. E, até a vendedora da mercearia sorriu para mim
e, apesar de dois policiais na fila, disse: "Na próxima vez, que venham
centenas de milhares."
Tradução: Oksana Kowaltschuk.
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
MOSAICO DE VÍDEOS DO EUROMAIDAN
Caro Leitor:
São muitas as notícias sobre o Euromaidan o que torna praticamente impossível traduzi-las todas. Este blog optou por fazer chamadas curtas seguidas de vídeos, porém todos em língua ucraniana.
Àqueles que não dominam o idioma ucraniano as nossas desculpas.
O Cossaco.
Os três primeiros são vídeos da reunião do Maidan no dia 12/01/2014
http://www.radiosvoboda.org/media/video/25227686.html - Yatseniuk, Klychko, Tiahnebok
***
Manifestação em Dnipropetrovsk
Os
manifestantes conseguiram obrigar os policiais do Berkut a tirar as máscaras. Foram estes
os policiais que bateram em Lutsenko. Os manifestantes bloquearam a
passagem deles ao prédio do Tribunal e somente concordaram deixar passar se tirassem as máscaras.
Manifestação em Luhansk.
Em
Kharkiv algumas dezenas de jovens tentavam adentrar à Igreja de São
Demétrio onde, nos dias 11 e 12 deste mês, realizava-se o Fórum de todos
os Euromaidan. Surgiu empurra-empurra mas a milícia impôs ordem. Não
houve traumas, apenas foram detidos, pela milícia, 18 rapazes pela
perturbação da ordem.
Também desligaram a luz no Euromaidan de
Kharkiv. Isto aconteceu imediatamente após a homenagem, com um minuto
de silêncio, às 8 vítimas do incêndio do "Hartron", em 8 de janeiro.
Ocorreu um incêndio num prédio industrial de 5 andares. As pessoas, na
esperança de se manterem vivas saltavam das janelas diretamente para o
chão. Não havia toldos estendidos.
Estes
estão se preparando para manifestação próximo ao Myzhyhiria, em frente
não é possível porque a milícia está a postos. Já é segunda vez que eles
visitam Yanukovych, não podem fazer isto com mais frequência porque os
palácios presidenciais localizam-se a uns 25 quilômetros de Kyiv.
Euromaidan
fazendo a segunda "visita" a Yanukovych nos seus palácios. Parece que
pegaram um espião. Na placa diz: Atenção Propriedade de bandidos.
Em
seguida eles foram visitar, novamente Medvedchuk. Eram aproximadamente
200 carros. Medvedchuk é considerado por muitos, como principal ideólogo
da Associação da Ukraina com Rússia. Euromaidan mandou-o ir para
Rússia.
Os ukrainianos de Dnipropetrovsk fizeram manifestação contra os escritórios e empresas dos deputados do Partido das Regiões.
Tradução e resumo: Oksana Kowaltschuk
domingo, 12 de janeiro de 2014
LUTSENKO AGREDIDO PELA BERKUT
Ex-subordinados batem em Lutsenko e ativistas do Euromaidan.
Na noite de 10 para 11 janeiro, em Kiev, a polícia "Berkut" agrediu violentamente o ex-ministro do Interior, Yuriy Lutsenko e outros ativistas, incluindo três deputados e jornalistas.
A MOTIVAÇÃO
Um grupo de pessoas estava protestando
contra a condenação dos chamados “Terroristas de Vaselkiv” cujo julgamento
ocorreu na sexta-feira (dia 10) terminando no sábado (dia 11). Segundo as
evidências e muitos depoimentos a favor, eles não provocaram os atos pelos
quais estão sendo acusados. As provas contra eles foram plantadas.
Por esta razão as pessoas estavam
diante do tribunal protestando contra a condenação e para apaziguar os dois lados, Lutsenko foi
dialogar com seus ex-subordinados. O diálogo foi inútil e acabou recebendo de
oito a dez golpes de cassetetes na cabeça – o Berkut bate, preferencialmente,
na cabeça. Apanhou até cair desmaiado no asfalto. Lutsenko permanece
hospitalizado, seu estado ainda inspira cuidados.
Não foram divulgados os números
exatos de pessoas agredidas, mas estima-se que foram espancadas em torno de 20
pessoas, das quais 17 procuraram atendimento médico.
Lutsenko sendo encaminhado para o hospital
VEJA EM VÍDEO
VEJA EM VÍDEO
A TERNURA
OS DEPOIMENTOS
sábado, 11 de janeiro de 2014
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
O PROCEDIMENTO REVOLUCIONÁRIO PRECISA CULMINAR COM VITÓRIA!
Ukrainskyi Tyzhden (Semana Ukrainiana), 27.12.2013
Stepan Khmara
Precisamos
vencer, porque já não se trata, simplesmente, sobre eurointegração, ou
fraude nas eleições, - no âmago da questão agora foi colocada a
pergunta: existir ou não existir ao Estado ukrainiano, então significa
que a nação ukrainiana defende seu direito à vida. A condição essencial
para vitória e para preservação do Estado deve ser o afastamento
incondicional do governo e obrigação à responsabilidade criminal de
Viktor Yanukovych. Todo o restante pode tornar-se próximos desafios com
terríveis consequências.
Por que a prioridade
deve ser o afastamento de Yanukovych? Porque sem isso é impossível
desmantelar o atual sistema de governo, que é indivisível nas mãos de
Yanukovych e liderado por ele o antiukrainiano agrupamento
criminalmente-mafioso chamado "partido das regiões".
Este
grupo mafioso, com seu líder Yanukovych é a quinta coluna organizada
pelo imperialismo russo na Ukraina. Se alguém duvida, então eu lembro
como, consecutivamente, a liderança do império de Kremlin, imediatamente
após a eleição de Yanukovych, com suas mãos e de seus comparsas,
iniciou a realização ativa do desmantelamento do Estado ukrainiano e
construção de totalmente controlada por Moscou Malorússia(¹), camuflada,
por enquanto, sob símbolos ukrainianos e embalada com demagogia da
integração européia.
Imediatamente após a
eleição Yanukovych subordinou a si a Constituição, negou a existência de
genocídio do povo ukrainiano através da existência do Holodomor dos
anos 1932-33 criado pelos ocupantes de Moscou. Assinou os absolutamente
inconstitucionais acordos de Kharkiv. E, finalmente, tentou colocar
Ukraina no ridículo perante o mundo, arbitrariamente revertendo o vetor
de política externa de orientação pró-européia para subordinação
indisfarçável a Moscou. Realizava política de pessoal destinada para
russificação e destruição de Ensino e Ciência ukrainiana.
Em
consequência da política criminosa o SBU (Serviço de Proteção da
Ukraina) está completamente transformado em um ramo do FSB (Agência
sucessora da KGB). A permanência no cargo estratégico do Ministério da
Educação e Ciência de franco antiukrainiano-condutor de interesses de
Moscou na política humanitária-educacional - isto é um insolente desafio
para toda a comunidade ukrainiana. Como a introdução à ação aprovada de
forma fraudulenta, da lei sobre o referendo, como instrumento do
estabelecimento do regime policial no Estado e da lei sobre a política
linguística para russificação do país.
Tudo
isso atesta, que Yanukovych é o principal organizador, protetor e
participante direto dos esquemas de roubo ou corrupção predatória. E
mesmo agora Yanukovych é o principal culpado das ações terroristas
contra cidadãos pacíficos dos chamados protetores da lei, comporta-se
com insolência e arrogância, falsamente afirmando, que tudo será de
acordo com a lei, que a violência não será aplicada. Mas, ao mesmo tempo
os órgãos punitivos capturam e prendem ativistas de ações pacíficas, e
fabricam casos criminais. Surge a pergunta retórica: que diálogo pode-se
conduzir com a pessoa que colocou-se acima da Constituição e Leis
ukrainianas e está no serviço dos imperialistas russos, destruindo o
Estado ukrainiano, pisoteia os direitos e liberdades dos cidadãos
ukrainianos?
Yanukovych realizou uma série de
atos criminais, que apresentam sinais óbvios e traição ao Estado. Deste
modo ele perdeu a legitimidade e não tem direito de denominar-se
presidente da Ukraina! Portanto, não pode haver nenhum diálogo com o
destruidor do Estado ukrainiano. A nação revolucionária deve deitar a
Yanukovych o único ultimato: ele deve deixar a presidência. Se ele fizer
isto pacificamente, então poderá contar com circunstâncias atenuantes
no processo futuro.
Agora o mais importante é
intensificar a pressão contínua sobre o bando de Yanukovych e evitar o
arrefecimento da tensão revolucionária dos capituladores e espalhadores
do estado de pânico.
Quero tranquilizar os
alarmistas, que temem que Yanukovych assinará o acordo sobre "União
Aduaneira". Ele, mesmo sem a entrada formal nesta "união", o tempo todo
vende Ukraina.
Qualquer assinatura de
Yanukovych não terá qualquer força legal, porque ele perdeu sua
legitimidade como presidente. Ele a perdeu ainda em 2010, quando negou
que houvesse fome-genocídio do povo ukrainiano nos anos 1932-33.
Quero,
mais uma vez advertir que, se Yanukovych permanecer no cargo, então
tudo mais, até mesmo a demissão do governo nada significará. A
preservação do sistema continuará, mas em cenário muito pior. Os
políticos que limitam-se com exigência apenas da demissão do governo,
conscientemente ou inconscientemente excluem Yanukovych do golpe. E,
apesar de que o atual governo merece não apenas afastamento, mas muitos
ministros - responsabilidade criminal, Yanukovych, voluntariamente,
governo melhor não formará. Ele deve executar o ultimato do Maidan e
sancionar um novo governo interino, aprovado por Maidan.
Nossos
políticos oposicionistas devem urgentemente apelar aos países da União
Européia para imediatas sanções contra os altos funcionários da Ukraina.
As sanções devem ser eficazes: primeiramente é necessário prender as
contas financeiras, bens móveis e imóveis, ativos. Em primeiro lugar da
família Yanukovych, Azarov, Kliúiev e Akhmetov.
Nós
temos o direito de exigir apoio social real do Ocidente, porque a luta
atual do povo ukrainiano - em primeiro lugar é luta contra o
imperialismo russo, que age por meio da quinta coluna, inclusive por
meio do governo antiukrainiano e Yanukovych. Nossa luta - não é apenas
luta pela nossa liberdade, mas também pela segurança européia e
mundial.
Nós, não apenas uma vez encobrimos
Europa da agressão de hordas asiáticas, com nossos peitos, inclusive no
início do século passado nós salvamos a Europa da praga
moscovita-bolchevique aceitando o peso principal nos nossos ombros.
Europa indiferente e silenciosamente observava, mesmo durante a
fome-genocídio de 1932-1933.
Com indiferença e
sangue frio o mundo ocidental observava, como depois da II Guerra
Mundial a nação ukrainiana sangrou na luta desigual contra os invasores
comuno-moscovitas.
Hoje Europa e América têm
verdadeiras alavancas para parar a guerra não declarada do Kremlin
contra Ukraina (a propósito, as reservas cambiais da Rússia guardam-se
nos EUA, acima de 400 bilhões de dólares). E as poderosas empresas
multinacionais européias e americanas é possível derrubar os preços de
petróleo e gás, e então ao comando de Putin não sobraria tempo para
interessar-se pela Ukraina.
Queremos crer, que
desta vez será manifestada solidariedade eficaz com Ukraina, lembrando
que sem o Estado ukrainiano independente não haverá paz e segurança na
Europa.
Ukraina luta e espera apoio solidário e ativo do mundo livre!
P.S.
Quando este artigo já estava escrito, tornou-se conhecido que
Yanukovych cometeu grave crime contra o Estado da Ukraina: de fato
colocou aos pés de Putin a soberania da Ukraina, acrescentando ao número
anterior de crimes, o maior.
Ele deve ser
privado do poder indivisível, através da cassação do Parlamento da
mudança inconstitucional da Constituição do assim chamado Tribunal
Constitucional (através da pressão do Maidan sobre os deputados
regionais).
Apelo à oposição voltar-se para o
Tribunal Penal Internacional em Haia para investigação sobre crimes
cometidos pelo governo em 30 de novembro e primeiro de dezembro,
organizados por Yanukovych.
Stepan Khmara: prisioneiro político(URSS), Deputado da Ukraina em três legislaturas, Herói da Ukraina.
1
- Após a capitulação da Suécia na luta com Pedro I, da Rússia, em
08.07.1709, conhecida como Batalha de Poltava (Ukraina), as terras
ukrainianas voltaram ao nome original de "Pequena Rus" (ou simplesmente
Rus, o primeiro nome da Ukraina que foi usurpado pelos
ocupantes
moscovitas). Os russos passaram a denominar estas terras ukrainianas
ocupadas de Malorússia - que significa Pequena Rússia.
Tradução: Oksana Kowaltschuk
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Comemorações Natalinas no Maidan
Na Ucrânia se comemora o Natal no dia 6 de janeiro.
O Cossaco.
Vysokyi Zamok (Castelo Alto), 06.01.2014
Os ukrainianos comemoram o Natal segundo o Calendário Juliano.
No início da tarde vários sacerdotes leram orações no Maidan. A tarde apresenta-se bem chuvosa.
Na véspera, portanto no dia 6 de janeiro, o grande destaque é a ceia natalina, com participação de toda família, e observação de diversos ritos tradicionais. Após a ceia todos cantam canções natalinas, referentes ao nascimento do Menino Jesus.
A ceia compõe-se de 12 pratos tradicionais. Segundo os comandantes da Casa dos Sindicatos Stepan Kubiv e Serhii Averchenko, o menu festivo do Maidan, além de três receitas da "Kutia" (trigo em grão - prato indispensável), os manifestantes também poderão experimentar outras guloseimas como tortas, bolos, saladas e até sopa de cogumelos. Uma variedade da "kutia" é uma compota com mel e sementes de papoula, ou maçãs e peras, quando não havia trigo e as pessoas precisavam alimentar-se com o que conseguiam encontrar.
Os comandantes apresentaram o menu completo do Jantar de Gala do Maidan:
l - "Kutia" com arroz, mel e sementes de papoula.
2 - "Kutia" com trigo e nozes.
3 - "Kutia" em compota com mel e sementes de papoula.
4 - Donuts com geleia, sementes de papoula e passas.
5 - Pasteizinhos assados com batata ou arroz.
6 - Borshch.
7 - Caldeirada de legumes com cogumelos.
8 - Couve estufada com ervilhas.
9 - Sopa de cogumelos, receita dos Cárpatos.
10 - Salada russa com caranguejos.
11 - Colach ukrainiano (pão doce em forma de trança).
12 - Uzvar (compota de frutas).
Os alimentos serão servidos a partir das 17:00 horas.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
No Maidan, durante o dia de hoje, apresentam-se diversos grupos musicais, artistas e pessoas do povo com mensagens natalinas.
No vídeo teremos uma apresentação do "Vertep"(¹), adaptado à realidade atual e "koliadá"(²) dos deputados.
1 - "Vertep" - teatro de bonecos da antiguidade que retratava assuntos religiosos ou seculares. No presente caso foi adaptado à situação política da realidade ukrainiana.
2 - "Koliadá" - canções natalinas ukrainianas.
O governo "colabora" com o Natal dos ukrainianos.
No Maidan da Independência, parte das ruas Khryshchatek e Instytutska, onde deve acontecer o Te-Deum, desligaram a luz. Também nos edifícios: Palácio de Outubro, Conservatório, Casa da Federação dos Sindicatos e Correios.
Os manifestantes usam geradores de energia a gasolina para iluminar as barricadas na rua Instytutska e parte do acampamento.
Notícia publicada às 19h49min.
Tradução: Oksana Kowaltschuk
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
EUROMAIDAN: BALANÇO FÍSICO
Notícias do jornal Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana) e Vysokyi Zamok
(Castelo Alto), 26.12.2013.
Yanukovych, na reunião do Conselho do Partido das Regiões advertiu que não
permitirá ações radicais na Ukraina (As ações radicais partem dos apoiantes do
governo - OK)
- As repressões contra os ativistas do Euromaidan ocorrem em todo país.
As recentes:
- Em Rivne aproximadamente 100 jornalistas estão protestando por causa do
espancamento cruel da jornalista Tetiana Chornovil.
- O Congresso Mundial dos Ukrainianos está indignado com espancamento da
jornalista Tetiana Chornovol e do co-organizador do Euromaidan em Kharkiv Dmytro
Pylypets.
- O Partido Liberdade declara que DAI (Polícia de trânsito) prendeu dois
carros com mantimentos que dirigiam-se para Praça da Independência (provisões
para Euromaidan). Os policiais avisaram que a passagem era proibida e tentaram
subtrair as carteiras dos motoristas.
As anteriores:
Em 15/12, em Zhytomyr, os "titushky" locais espancaram o presidente local
do Partido Liberdade Viktor Brokariew.
Em 21/12 - Espancaram e atiraram em Volodymyr Moralov, advogado de Andrii
Dzyndzi (detido). Seu carro foi queimado.
- Alguém tentou organizar um acidente ao deputado e ativista do Euromaidan
de Kharkiv Ivan Varchenko afrouxando os parafusos nas rodas de seu carro, o que
ameaçava consequências fatais.
23/12 - Em Torez - Donetsk o deputado regional Vasyl Bondarenko e mais duas
pessoas chicotearam Oleh Halaziuk porque ele espalhou na cidade cartazes com
palavras de ordem contra Yanukovych.
- Em Zhytomer foi atacado, na entrada de sua casa, Dmytro Tkachuk,
presidente do centro "Aliança Democrática".
- Morreu, devido aos ferimentos recebidos, Pavlo Mazurenko, 41 anos. Por
palavras "Como é fastidioso o vosso Maidan", ele foi espancado com cassetetes
por três homens reforçados, de segurança, desconhecidos. ("Euromaidan" é o
protesto dos contra governo Yanukovych, os que são a favor denominam-se "Maidan"
- OK).
24/12 - Infligiram 12 facadas ao ativista do Euromaidan Dmytro Pylypytsia,
em Kharkiv.
- Queimaram os carros dos ativistas do Euromaidan Oleh Havrelko de Kerson,
Viktor Poshtar de Kyiv, Yaroslav Shafar de Uzhgorod, Evhen Burkut de
Odessa.
- Ataque ao participante de Euromaidan Serhii Kovalskyi de
Simferopol.
Espancamento da jornalista Tetiana
Chornovol

Pessoas desconhecidas espancaram Tetiana Chornovol: concussão cerebral,
nariz quebrado, forte sangramento e inúmeros hematomas. Tetiana escrevia artigos
denunciando o enriquecimento ilícito dos principais figurantes do governo,
inclusive Yanukovych. Sua última reportagem: "Aqui
vive o verdugo" - sobre Vitali Zakharchenko - Ministro dos Assuntos do
Exterior, e que usa helicóptero para chegar em sua residência. (Neste blog já
tem texto dela traduzido, bem como outros aguardando publicação -
OK).
A oposição pensa que o governo está
trabalhando no sentido da repressão generalizada contra os membros do
Euromaidan.
Na noite de 24 para 25 de dezembro, após suas
atividades jornalisticas, Tetiana voltava para sua casa na aldeia "Hora" (morro,
elevação, montanha) próximo de Kyiv. Ao sair da estrada principal notou que
estava sendo seguida. Conseguiu voltar e seguiu pela rodovia que vai ao
aeroporto Boryspil. Foi perseguida e bloqueada. Tentou fugir, mas foi
alcançada seu carro bloqueado, e brutalmente espancada
por dois brutamontes. Seu carro foi jogado na valeta. Deitada no asfalto foi
recolhida pela polícia rodoviária. De início tentaram atribuir o crime a
desordeiros, mas seus amigos e defensores protestaram e denunciaram homicídio. O
deputado Serhii Pashynskyi disse que o ataque relaciona-se com o serviço
especial do governo, no que foi seguido pelo Partido "Pátria". Chornovol vinha
sendo seguida e esta foi a vingança do governo contra o trabalho jornalístico
desenvolvido por ela. Milícia encobre o crime, ou é cúmplice.
Os ativistas da oposição copiaram as
informações do vídeo registrador que permaneceu no carro da Chornovol, e
conduziram sua própria investigação (contam com ajuda do ex-chefe da polícia
General Yarema).
Também os Repórteres sem Fronteira realizam
investigação própria. Há protestos de vários lideres mundiais.
A polícia está realizando investigação, por
enquanto nenhuma conclusão.
A reportagem da TV Record retratou fielmente
o corrido com Chornovol.
Os ativistas do Euromaidan colocaram pessoas
para permanecerem como guardas da residência de Tetiana Chornovol porque temem
que alguém poderá colocar fogo.
Resumo, tradução: Oksana
Kowaltschuk
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