sábado, 1 de fevereiro de 2014

MULHERES NO MAIDAN: DEPOIMENTOS QUE EMOCIONAM

Vysokyi Zamok (Castelo Alto), 30.01.2014
Inna Honcharuk

Entrevista com mulheres que, ombro a ombro com os homens defendem o futuro do país.

Gravaram-se na memória as palavras do experiente soldado herói-afegão, que agora defende o futuro da Ukraina no Maidan: "Quando eu estive no Afeganistão, vi de tudo: sangue, cadáveres, balas assobiando sobre a cabeça... Mas, então, tudo era diferente. Quando vi pela primeira vez barricadas da rua Hrushevskyi, como as jovens, lindas meninas, sob tiros e explosões de granadas picam o calçamento, e idosas vovozinhas carregam as pedras para os combatentes, chorei"...
Parece, Maidan não tem sexo - aqui homens e mulheres nos mesmos direitos lutam pelo futuro de seu país. Aqui ninguém tem medo, todos vivem pelo mesmo ideal e juntos vão para vitória...

A entrevista é com ativistas do Maidan, que, pondo de lado problemas femininos, vieram aqui, para lado a lado com os homens estar nas barricadas, preparar-lhes comida, medicá-los e simplesmente apoiá-los.

Foto 1: Laryssa Lutskevych, médica. Trabalhadora do serviço médico no Maidan, organizadora da clínica médica na Casa Ukrainiana em Kyiv.

O médico deve ser apolítico, mas agora ficar de lado é impossível. 
Eu vim ao Maidan, quando os animais de uniforme bateram nas crianças (Tratamento carinhoso, na verdade eram jovens) sob o monumento. No início vinha nas manifestações para, se necessário, ajudar as pessoas. Lá, onde há muitas pessoas, sempre deve haver um médico. Acabei na clínica médica no Prédio dos Sindicatos, depois - na brigada móvel da rua Hrushevskyi. Quando capturaram a Casa Ukrainiana, organizei lá a clínica médica. Era difícil, não fisicamente, como moralmente. A nós traziam feridos, com vários traumas, entre os quais havia muitos jovens. Lembro da menina do segundo ano que trouxeram da linha de frente. Ela, asmática, a cada dez minutos deve tomar medicação para respirar. Após os primeiros socorros - imediatamente correu para a linha da frente... Com os próprios olhos vi, como "berkutivtsi" (soldados do Berkut) depois de destroçar a clínica médica, arrastavam na neve o trabalhador da clínica...
Após acontecimentos da rua Hrushevskyi muitos dos nossos não aguentaram - abandonaram as posições. Fizeram bem: é necessário avaliar suas capacidades e força. Eu decidi que tenho forças e permaneço. Em 30 anos de medicina vi muita coisa - trabalhei na reanimação,  reanimador-neonatologista. Em situações perigosas, posso me dominar, porque sou extremista - ocupava-me com alpinismo. Meu lema: posso - significa - devo. E nossa vitória - apenas uma questão de tempo.

Foto 2: Inna Marchuk, 48 anos, vendedora-consultora de Vinnytsia

Finalmente decidi  vim, ver com meus olhos. Entrei na tenda de Starosambirshchyna, me receberam com chá - e lá fiquei. No início trabalhei na cozinha: fazia sanduíches, limpeza.  No trabalho tirei férias, às próprias custas. A liderança simpatiza com minha atividade no Maidan. Durmo aqui na tenda, na Casa dos Sindicatos, agora na Casa Ukrainiana. Meu marido não pode afastar-se do trabalho, ao filho eu mesma não permito. Estarei aqui até a vitória. Sem nós os homens não darão conta. Devidamente coordenado e organizado o movimento das mulheres pode dar melhores resultados que o "coquetel Molotov".

foto 3: Hanna Hohol, 76 anos, pensionista de Ivano-Frankivsk.

No Maidan estou desde os primeiros dias. Viajei para casa somente no Natal e Ano Novo. Quando mataram o moço na rua Hrushevskyi, voltei sozinha. No dia seguinte fui na rua Hrushevskyi. Quando Berkut começou pressionar nós começamos recuar. Com botas de feltro era difícil correr. Com dificuldade consegui correr e chegar até o prédio. Lá conseguiram esconder-se alguns rapazes espancados e com as pernas machucadas,  uma mulher cujas costas estavam cheias de buracos devido ao chumbo de caça. De repente alguém gritou que o Berkut se aproximava. Nós corremos, os jovens conseguiram escalar rapidamente a subida ao lado do Palácio de Outubro, mas eu não podia. Alguns rapazes me carregaram.
Meu coração dói pelos rapazes que morreram. Assim que vejo suas fotos ou imagem na TV, choro. Eu nada temo - morrer é só uma vez, duas não acontece. Pelo menos que Ukraina seja dos ukrainianos, não de bandidos. Claro, minha idade não permite ajudar com força, mas eu dou energia às pessoas que estão no Maidan. Eu ficarei aqui até o final.

Foto 4: Alina Serbin, 34 anos, professora no Centro de Desenvolvimento Infantil de Kyiv, coordenadora do movimento das mães no Maidan.

No Maidan, inicialmente trazia alimentos, medicamentos, amigas incentivava. Todo tempo livre do trabalho passava aqui. Depois da briga na rua Hrushevskyi, vim pela manhã, praticamente não saí daqui - para casa apenas para dormir. Sozinha educo meu filho de 12 anos - agora o vejo pela manhã, quando ainda dorme, e à noite, quando já dorme. Conversamos apenas pelo telefone. Não vou dizer que não sinto medo. A situação, em si, é perigosa, mas todos nós estamos com Deus. Nós, mulheres do Maidan, organizamos o movimento das mães. Andamos junto à fronteira da polícia. A nossa ação é pacífica. Quando chegamos perto dos escudos, muitos soldados colocam suas cabeças sobre eles  e abaixam os olhos. Nós pedimos para que passem para o lado da nação ukrainiana. 
Acredito no melhor. Estamos unidos num só corpo, como nunca antes.

Foto 5: Lesya Kornov, 35 anos, aldeia Dobrotvir, Lviv, empresária particular

No Maidan - voluntária na cozinha da Casa Ukrainiana.
Eu estou aqui com meu marido desde os primeiros dias. As crianças ficaram em casa com a vovozinha - 14 e 4 anos. Antes o maior vinha comigo, mas agora tenho medo. Quando era mais ou menos calmo, íamos para casa frequentemente - e retornávamos para Kyiv. Agora nós estamos aqui - até a vitória. Eu não me preocupo tanto com a eurointegração como com o governo bandido.
Trabalho na cozinha e na limpeza. Agradavelmente surpreenderam os habitantes de Kyiv - tão ativos: trazem produtos, pedem que aceitemos, ajudam.
Eu não tenho nenhum medo. O assustador é ficar em casa e assistir na TV o que acontece. Aqui não é assustador. O assustador é viver e saber, que os filhos vão viver no país dominado por bandidos.
Nem canseira não sinto - adrenalina ferve. Nós últimos três dias dormi apenas uma hora. Sentei, descansei alguns minutos - e ao trabalho. Eu estou aqui, o marido nas barricadas. Para casa, para os filhos - somente com a vitória.

Tradução: Oksana Kowaltschuk.

EUROMAIDAN: O DEPOIMENTO DE UMA MÃE DE SOLDADO

Mãe de um soldado comenta a situação.


A mãe diz que no início não queria ver seu filho nas forças internas porque havia notícias de muita corrupção. O filho quis e até viu possibilidade de poder estudar e crescer.
Ela é de Kirovohrad, veio a Kyiv para entender o que estava acontecendo, porque  lhe diziam que os soldados combatiam desordeiros, o próprio filho pensava que era assim. Mas, assistindo TV, ela começou perceber que não era bem assim. 
Conversando com seu filho, ele, no começo não aceitava opinião dela. Conversando com outras mães, também sentiu a revolta delas, porque elas, as mães, não querem seus filhos lutando contra seu povo.
Elas também almejam um país livre para todos, querem ter trabalho suficiente, boa comida e possibilidades de crescimento.
Quanto às condições físicas de sobrevivência, os soldados são expostos ao frio por muitas horas. Seu filho está com muita tosse, não consegue pronunciar 4 palavras seguidas, o filho de outra mãe já está cuspindo sangue...  (choro).  Os soldados dormem nos corredores, ficam sem banho por vários dias, cheiram mal, por 3 - 4 dias não conseguem ir ao banheiro, não fazem a barba.
Ela diz que não consegue ver TV e pensar, que por ordem de alguém seu filho poderá levantar a mão contra uma pessoa.
Ela incentiva outras mães para que venham a Kyiv e vejam a realidade. No Maidan todos sabem onde as mães se reúnem, é só perguntar. Já há um movimento de mães.
Ela não pensa que pode ser castigada, ou o filho, por contar o que acontece, porque ela está contando o que realmente é, o que ela viu acontecer.
Ela diria a Zakharchenko (Ministro dos Assuntos do Interior) que não lhe perdoará, nem ela, nem as outras mães, e nem a própria mãe dele poderá perdoá-lo. Depois que ela viu o que acontece, como achincalham de um lado das barricadas, e como morrem do outro, nem ela nem outras mães perdoarão.

(Deus guarde esta mãe e seu filho soldado, porque a pergunta do repórter, se ela não tem medo tem razão de ser, segundo outros exemplos - OK).

Tradução: Oksana Kowaltschuk

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

EUROMAIDAN SOBREVIVEU À NOITE DE MAIOR FRIO - 21 GRAUS NEGATIVOS

Algumas dezenas de manifestantes permanecem no ar gelado.  A maioria tenta se aquecer nas tendas, na Casa dos Sindicatos, na Câmara Municipal ou no Palácio de Outubro.

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Kwasniewski, ex-presidente da Polônia: "Na Ukraina começa a decadência do poder. Eu penso que a visita do presidente ao Conselho é porque ele teme, se a maioria ainda está do seu lado. Como perdeu votos no Partido das Regiões, foi disciplinar, assustar, chantagear. 
E isto não são apenas os oligarcas, mas também as instituições respeitáveis como o exército, a milícia, os tribunais. Pessoas que até recentemente executavam ordens do governo querem, no mínimo, a neutralidade. 
A desintegração é perigosa. Ela pode forçar Yanukovych ao cenário de força ou concessões.
Rússia já declarou que somente depois da formação do novo governo, ela poderá fornecer ajuda financeira. Isto significa que, se o governo for formado pela oposição, Rússia não ajudará. A UE deve encontrar recursos para apoiar Ukraina.
O novo primeiro-ministro poderia ser Petró Poroshenko, ele tem grande autoridade perante a oposição e, também poderia trabalhar com o Partido das Regiões. Mas, ao mesmo tempo ele cooperou com o Partido das Regiões, esteve até no governo Azarov", disse Kwasniewski, acrescentando que os ukrainianos devem resolver sozinhos.

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Em Kyiv, no Maidan começaram construir pequenas casas de madeira para que sejam os pontos de aquecimento.


Em Kyiv, durante a noite, segundo vários relatos, queimaram de 17 a 23 carros. Os ativistas dizem que os carros que foram queimados tem numeração de Lviv ou Ukraina Ocidental. O carro de Andrii Kharkhalis, produtor do canal de TV - CTB foi queimado. Ele tinha numeração de Lviv.
No Ministério do Interior dizem que, pelo nº 102, de diversas regiões de Kyiv comunicaram sobre incêndio de 17 carros. Apenas quatro não tinham registro de Kyiv.
Já o Serviço de Estado de situações emergenciais informou que 23 automóveis foram queimados ou danificados. 
Anteriormente apareceu na Internet a lista de carros que participaram do Automaidan ao "Myzhyhiria".
(O problema é que as pessoas moram, geralmente, em apartamentos pequenos. Nem sempre têm garagem - OK).

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Mulheres do Euromaidan - de meninas de escola às vovozinhas, fazem tudo o que a revolução necessita: ajudam construir barricadas, racham gelo nas ruas, trazem comida e chá aos ativistas, rezam para que haja paz.

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"Vocês não congelaram nos diversos Maidan e não perdiam seus melhores filhos, para que Yanukovych substitua o governo Azarov por outro corrupto". - diz a declaração de Yulia Tymoshenko.

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As balas de borracha apenas podem ser disparadas nas extremidades dos membros superiores e inferiores. Ex vice-ministro Gennady Moskal afirma que durante a dispersão dos protestos a polícia usou de meios especiais contrárias às diretrizes. Ele confirma que sabe os nomes dos funcionários do Ministério do Interior que torturavam os manifestantes detidos.

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O primeiro vice do ex primeiro-ministro, Serhii Arbuzov desempenhará as obrigações de primeiro-ministro até a indicação do novo primeiro-ministro e formação do governo. Várias pessoas já disseram que não haverá outra pessoa indicada e vai ficar assim como está.

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O assim chamado projeto de lei "Sobre reféns" aprovaram por meio de chantagem, trapaças e "knopkodavstva" (Não achei a tradução desta palavra. Ela significa que um deputado vota por si e mais pelos amigos do partido, ausentes, cujos botões ele consegue pressionar, o que é contrário à Constituição. O governo sabe, até incentiva, porque tal procedimento e sempre a seu favor. - OK)
A oposição diz que foi o mesmo cenário adotado em 16.01.2014 quando, usando coerção, fraude e trapaças, os regionais, comunistas e alguns independentes aprovaram a lei da anistia mas, na verdade "a lei dos reféns".

A oposição anuncia que "a responsabilidade pessoal pela violação das normas constitucionais tem Viktor Yanukovych. Ele, pessoalmente veio ao Parlamento, reuniu-se por um bom tempo com o seu partido e, através de chantagem e intimidação forçou seu partido que balança à beira da divisão, voltar à sala de sessões e realizar a aprovação da lei "sobre reféns", apesar da falta de votos".

"Hoje, todas as máscaras caíram e para todos ficou claro que o governo, em vez de uma solução pacífica para crise, e restauração do parlamentarismo, continua a escalada de conflitos e falsificação de leis" - dizem na oposição

No partido das Regiões saudaram a adoção sobre "anistia" e afirmaram que os líderes da oposição bloqueiam uma solução pacífica para o conflito".

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Ameaças de Yanukovych:
Rebak, o presidente do Parlamento, admite que Yanukovych falou na reunião do dia 29 ao Partido das Regiões que, no caso dos deputados não encontrarem solução para crise, ele terá que dissolver o Parlamento.
Anteriormente, muitos deputados do Partido das Regiões estavam dispostos a apoiar o projeto da oposição que propunha anistiar todos os detidos sem quaisquer condições.

Tradução: Oksana Kowaltschuk

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

REAPARECE O LÍDER DESAPARECIDO DO AUTOMAIDAN

O que se pode dizer de um governo que seqüestra e tortura com requintes de crueldade cidadãos ucranianos ?
É assim que agem os comunistas, não importa se ucranianos, russos, chineses ou qualquer outra nacionalidade. O método é exatamente o mesmo: implantação do regime de terror. Foi assim que em nome de uma ideologia psicopata, 149 milhões e quinhentas mil pessoas foram assassinadas no século XX porque não aceitaram amar o Grande Irmão.
Yanukovych, além de mafioso, quadrilheiro, ladrão e lambe botas dos russos, tal como cachorrinho de madame, revela igualmente a sua faceta de psicopata assassino !!!

O Cossaco.

Desaparecido líder do Automaidan Dmytro Bulatov apareceu

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 30.01.2014

Ele contou como foi torturado por seus sequestradores. 
Dmytro Bulatov desapareceu na noite de 22 de janeiro. Uma semana depois ele encontrou-se na aldeia Vyshenki em Boryspil, perto de Kyiv.

Щойно говорив з Дмитром Булатовим. Головне, живий! Усі ці дні його катували, різали, розпинали. Каже, росіяни. Деталі розповість сам, пізніше.
Усе тіло болить, з порізаного вуха ллється кров... Але духом сильний! На слова підтримки бадьоро відповів: Слава Україні! В тяжкий час я мріяв, що вирвуся  і ми з Вами, Анатолію Степановичу, сходимо разом на рибалку! Тепер напевно сходимо) Зараз син Олексій разом з другом з Автомайдану везуть Дмитра в надійне місце, надати допомогу.Побажаймо йому швидкого одужання!

#євромайдан
Como explicou o próprio ativista, desconhecidos batiam, torturavam, cortaram-lhe a orelha e até crucificavam - ele tem perfurações nas mãos.
Bulatov não sabe quem o roubou, mas observou que os homens conversavam com sotaque russo.

Depois de muitas torturas ele foi levado e jogado  fora do carro. Cruelmente espancado ia andando pela aldeia, batendo nas portas, quando finalmente um dos moradores deixou-o entrar.

Então Bulatov telefonou a seus amigos que o trouxeram para Kyiv.

Anatoli Hrytsenko:  "A pouco conversei com Bulatov. O principal, ele está vivo. Todos esses dias o torturavam e o mantinham no escuro, com olhos vendados. Todo seu corpo dói... A orelha cortada sangra bastante. Mas espiritualmente ele está bem. Às palavras de apoio, respondeu: "Glória a Ukraina! Nos dias difíceis eu sonhava fugir e ir à pescaria com você, Anatoli! Agora, com certeza, iremos".

Фото Олексія Гриценка
Bulatov (deitado) está na clínica "Borys" ao lado de Petró Poroshenko.

O marcante é que a aldeia Vyshenki encontra-se próximo da aldeia Gniden, onde acharam morto o ativista Yurii Verbytskyi e onde jogaram o raptado Ihor Lutsenko, que, felizmente, não foi torturado e voltou vivo.

Lembramos: no dia 23 Automaidan comunicou sobre o desaparecimento de um dos líderes deste movimento Dmytro Bulatov. Ofereciam-se prêmios em dinheiro por alguma notícia, mas não houve nenhuma.

Tradução: Oksana Kowaltschuk

NOTÍCIAS DA UCRÂNIA - 29 DE JANEIRO DE 2014

Ukrainskyi Tyzhden (Semana Ukrainiana)

Canadá impôs sanções de visto contra funcionários-chave do governo da Ukraina, devido ao uso da força contra os manifestantes.

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Durante os eventos do final de 2013 - início de 2014 aconteceram as mais extensas violações dos direitos humanos durante a independência ukrainiana. Esta foi a declaração dada numa entrevista coletiva pelo juiz do Tribunal Internacional para ex-Iugoslávia entre 2002-2005, e representante da Ukraina na Comissão do Conselho das Nações Unidas - ONU, dos direitos da pessoa durante dez anos, Volodymyr Vasylenko.
"Mesmo durante a União Soviética, quando toda sociedade esteve sob cruel tutela da KGB, de 1989 até a restauração da independência da Ukraina (24.08.2991) quando aconteciam manifestações e protestos de massa, o regime comunista não aplicou métodos tão agressivos e cruéis contra cidadãos da Ukraina e, portanto, não violou direitos humanos" - explicou Vasylenko.
Ele também declarou que o movimento de protestos na Ukraina durante os recentes eventos realizou-se de acordo com a Constituição da Ukraina e normas internacionais. Por isso resolveu criar uma Comissão para investigar as violações de direitos humanos, para "documentar e tipificar a prática criminosa do governo que originou as violações em massa dos direitos humanos.
Vasylenko acrescentou que a comissão vai "acompanhar as ações do governo, seja qual ele for".
O principal objetivo da Comissão é desenvolver uma estrutura legal que impeça ao máximo as violações dos direitos humanos na Ukraina.
Conforme relatado, no Parlamento Europeu já declararam que o Ocidente, em comum com os ukrainianos, deve investigar todos os crimes contra a humanidade.

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Pela participação nos eventos da rua Hrushevskyi já foram detidos 49 manifestantes.

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Elmar Brok, presidente da Comissão das Relações Exteriores do Parlamento Europeu: "Não há necessidade de negociações sobre anistia - basta libertar as pessoas". Ele fez esta declaração numa conferência de imprensa na representação da UE em Kyiv, nesta quarta-feira.

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Segundo Associação de transportes rodoviários internacionais da Ukraina, Rússia novamente cria barreiras para  exportações ukrainianas. Em 28 de janeiro houve mudanças no controle aduaneiro e desembaraço de mercadorias, que são exportadas da Ukraina para Federação Russa.

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Em quatro dias os voluntários levantaram fundos para prótese do jovem que perdeu o braço durante os conflitos na rua Hrushevskyi. Eles conseguiram 178.768 UAH, sendo que eram necessários de 130.000 a 160.000 UAH. Muitas pessoas também levam sua contribuição diretamente aos pais no hospital.
Um partido político propôs aos pais levar o rapaz à Alemanha, para colocar a prótese mais avançada que simula completamente a mão humana. Toda despesa será financiada pelo Partido.
Pagar as despesas do tratamento também propôs publicamente um empresário de Dnipropetrovsk.
Ajuda à  família também propôs a médica Olga Bohomolets, e outros.
No início Sasha vai usar uma prótese estética. Ele tem 18 anos e está no segundo ano do curso de Construção e Arquitetura da Universidade de Kyiv. Em 19 de janeiro ele, com amigos, foi ver o que estava acontecendo próximo ao Estádio Dínamo (rua Hrushevskyi), Em consequência de uma explosão, perdeu o braço direito.
(Este caso demonstra claramente a bondade do povo ukrainiano. Infelizmente, uma parte pequena, mas economicamente forte, incorporou as barbáries do comunismo e, sob o manto da ganância e hipocrisia mantém a população nos limites da miséria econômica e cultural, inclusive provocando a decadência moral, quando não atenta diretamente contra a vida das pessoas - OK)

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"Nós - os veteranos da guerra do Afeganistão, que dois meses vivemos como escudo vivo do Maidan, protegendo as pessoas e lutando pelos direitos e liberdades de cada cidadão ukrainiano. Em nossas fileiras há simpatizantes de diferentes partidos políticos, mas sabemos por experiência própria, o que é a vida e a morte, sabemos, que em situações críticas, antes de tudo, o importante é a vida humana, não bilhetes partidários".
"Nós representamos diversas regiões ukrainianas, de leste a oeste, do sul ao norte. Nós não queremos viver num país dividido".
"Nós temos objetivo: parar o derramamento de sangue e atos sádicos executados por órgãos policiais e bandidos não identificados aos quais o governo perdoa e protege. Exigimos o encerramento dos processos criminais contra os participantes das manifestações e liberação de todos os presos. Punição a todos os responsáveis pelo espancamento de cidadãos pacíficos".
"Consideramos que o ministro das Relações Internas Vitali Zakharchenko é politicamente responsável pelas ações sádicas de seus subordinados, portanto não tem direito pretender a nenhum cargo e deve ser responsabilizado criminalmente."
Eles, em sua opinião, consideram que tanto o governo quanto a oposição, podem desenvolver um mecanismo para saída da crise, que deve ser transparente e acessível ao público, inclusive aos representantes dos veteranos da guerra do Afeganistão.
"Nós nos comprometemos a acompanhar o processo e garantir as negociações", - diz o comunicado.

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Na reunião do Partido das Regiões, em 28 de janeiro, deputados do grupo de Rinat Akhmetov e Serhii Tihipko recusaram-se ao apoio do cenário de força para resolver a crise na Ukraina. São 78 deputados. O aviso é da deputada sem partido Inna Bohuslovska.  O grupo controlado por Kliuiev (chefe do gabinete do presidente) e mais alguns, tentaram pressionar. Em resposta, o representante do grupo controlado por Akhmetov, Sr. Voropaiev disse que estava encarregado fazer uma declaração em nome de 40 deputados, que eles se recusam a continuar assinando quaisquer documentos e votar quaisquer assuntos sem observação de procedimentos corretos"
Depois o grupo do Tihipko, 38 deputados, também fez esta declaração. (Pena que não adotaram este procedimento anteriormente - OK).

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Na região dos Cárpatos, em Ivano-Frankivsk, seis combatentes da unidade especial "Alfa" do SBU (Serviço de Segurança da Ukraina) assinaram pedidos para liberação. Isto eles fizeram porque sua chefia queria mandá-los para Kyiv para reprimir as manifestações.

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O governo utiliza todos os métodos para pressionar os cidadãos comuns. Em Rivne destroçaram a fábrica de margarina: destruíram a contabilidade, o caixa, o cofre, a documentação. 
Em Kirovohrad foram aprisionados dez ativistas do Maidan.

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Rússia não vai ajudar Ukraina até que um novo governo seja formado. Esta proposição fez Dmitry Medvedev. Ele disse que os acordos poderão ser cumpridos "somente quando entendermos qual será o curso econômico do novo governo, quem vai trabalhar lá, e quais as regras que serão seguidas. Putin concordou.

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Berkut foi legalizado e permitiram-lhe proteger as corporações. Entre outros a subdivisão tem permissão ao uso de dispositivos especiais, proibição ou restrição temporária ao acesso do público a alguns locais, empresas, etc., para garantir a ordem pública, proteção da vida e saúde, proteção da ordem pública em áreas de estadia temporária dos funcionários, garantia da ordem pública durante atividades comerciais.
A ordem determina o direito dos trabalhadores das forças especiais o uso da força, meios especiais e armas de fogo. As armas de fogo somente poderão ser usadas de acordo com os artigos 12 a 15 da lei "Sobre milícia".

Artigo 12: a arma somente poderá ser usada após aviso, exceto ameaça à vida dos cidadãos ou da milícia, incluindo um ataque em grupo ou armado. Não poderá ser usada às grávidas, idosos, deficientes ou crianças. O uso da força deverá ser aplicado para causar o mínimo de prejuízo ao violador ou pessoas próximas. a polícia deve prestar os primeiros socorros ao violador, o mais rápido possível ( O Berkut já usava de brutalidades, e chegou a matar antes dessa lei. Agora vai matar mais, porque será protegido oficialmente - OK).

Artigo 13: a lei estipula que o Berkut pode usar a força para impedir violações, ações contrárias às exigências da polícia com emprego de força, se outros métodos não derem resultado.

Artigo 14: declara que órgãos especiais podem recorrer ao uso de algemas, cassetetes de borracha, amarras, gás lacrimogêneo, dispositivos de luz e som para desvio de ações, dispositivos para abrir espaços e pontos de ônibus, canhões de água, veículos blindados, cães para: 
- Proteção de cidadãos e própria;
- Cessação de motins e violações grupais de ordem pública;
- Repelir ataques contra prédios, instalações, veículos de transporte, sua libertação em caso de captura;
- Detenção e escolta de pessoas se elas resistem ou podem fugir, ou prejudicar outros ou a si próprios;
- Parar a ocupação de terras e outras ações que podem levar a confrontos, ou ações que paralisem o transporte, meios de vida de assentamentos, paz pública, vida e saúde das pessoas;
- Cessar a resistência policial ou de outras pessoas durante a execução;
- Libertação de reféns.

Artigo 15: prevê o uso da arma de fogo para:
- Proteção de cidadãos de ataques que ameaçam a vida e saúde, libertação de reféns;
- Rechaço de ataques aos trabalhadores da milícia ou membros de suas famílias, se às suas vidas e saúde ameaça perigo;
- Rechaço aos ataques a objetos protegidos, comboios, moradias de cidadãos, espaços públicos e de cidadãos, empresas, sua libertação se capturados;
- Detenção da pessoa pega na prática de crime de fuga ou que ameaça com o uso da arma;
- Parar o transporte, se o motorista representa ameaça para vida e saúde de cidadãos ou policiais. Proíbe-se o uso de armas de fogo se houver grande número de pessoas que podem ser atingidas.

CANÇÃO DE APOIO AO MAIDAN



Tradução: Oksana Kowaltschuk




quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

A IMAGEM DO SÉCULO XXI


Foto impressionante: Padres ortodoxos se colocam na frente das tropas policiais no local dos confrontos entre militares e com manifestantes em Kiev, Ucrânia.

David contra Golias
 Enviada por Graça Salgueiro.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

PRIMEIRO-MINISTRO RENUNCIA

Ukraina - 28 de janeiro

Notícias da Ukrainska Prava (Verdade Ukrainiana)

Azarov, primeiro-ministro renunciou.
"A fim de criar mais oportunidades de compromisso social e político para uma solução pacífica do conflito, tomei a decisão pessoal de pedir ao presidente a aceitar minha demissão do cargo de primeiro-ministro" - disse em seu comunicado Azarov. (Na verdade ele trabalhou mais pela Rússia e por enriquecimento próprio, defendendo proposições antiukrainianas em geral -OK).


Segundo a Constituição, o presidente deve aceitar a demissão do primeiro-ministro e de todo o governo. Mas, o governo cuja demissão foi aceita pelo presidente, em seu nome deve desempenhar suas funções até o início dos trabalhos do gabinete recém-formado, mas não mais do que por 60 dias.

V. Klychko: "Azarov renuncia para salvar a própria face. O que acontece hoje nas ruas - é também o resultado do atual governo.
O vice-primeiro-ministro, banqueiro Arbuzov, que é da camarilha do presidente responderá pelo governo até a nomeação do sucessor de Azarov.

Atenção, Polícia financeira da Áustria. Empresas vienenses da nora de Azarov.

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 28.01.2014
Serhii Lyshchenko

A mentira do primeiro-ministro Mykola Azarov sobre o casamento gay nos despertou o interesse, com o que se ocupa sua família, que não temeu Sodoma e foi para a odiada Europa.

Em dezembro do ano passado, Azarov discursando no Antimaidan, perante uma massa adestrada, resolveu desmascarar a eurointegração. Ele declarou que uma das condições para introdução do regime sem vistos é a legalização do casamento gay na Ukraina.

"Eles, os chamados líderes da oposição apresentam-se e contam estórias - assinar o acordo e amanha, sem necessidade de vistos viajaremos para Europa. E quais são as condições, sabem? Nós devemos legalizar o casamento gay! Está pronta a nossa sociedade para isso?" - conclamava Mykola Azarov.


Na verdade, na relação de exigências da UE não há nenhuma menção sobre o casamento gay. contando estórias a seus eleitores - o discurso de Azarov transmitia-se no Primeiro Nacional - ele atingiu os limites do cinismo.

Então a mentira sobre o casamento gay completava-se com o fato de que a família do próprio Azarov, sem nenhuma admoestação legalizava-se na Áustria onde, de fato, a lei legalizou parcerias do mesmo sexo.

Alimentando seus eleitores com informações falsas, Azarov prefere evitar qualquer menção ao outro lado de sua vida familiar - as ruas tranquilas de Viena. Anteriormente o autor dessas linhas escreveu sobre o setor imobiliário do filho de Azarov na capital austríaca e sobre o apoio do orçamento da Ukraina à empresa austríaca de Azarov-filho.

Todos estes exemplos de dupla moral, nem o próprio Azarov, nem seu filho-deputado não comentaram. Os questionamentos sobre as raízes que eles estabeleceram em Viena, o primeiro-ministro igualmente ignorou tanto nas conferências de imprensa, como no Facebook.

Tendo em vista o agravamento da situação no país a "Verdade Ukrainiana" descobriu, que a família do atual primeiro-ministro da Ukraina tem para onde fugir - e isto não é para por Deus esquecido Slovyansk (cidade de Donbas, na província de Donetsk) que Azarov-filho representa no Parlamento, mas a bem alimentada e feliz Viena, onde eles possuem não apenas imóveis, mas uma extensa rede de negócios.

Muitos dos atuais governantes ukrainianos têm aplicações e negócios no exterior. (Eles não precisam da integração européia porque, de fato, já estão lá: seus filhos estudam lá, os pais passam as férias na Europa, EUA, ou onde lhes apraz, fazem os tratamentos de saúde na Europa. Ukraina para eles é o lugar onde eles são auxiliados por governantes corruptos, que lhes possibilitam e com eles auferem escorchantes lucros, às custas de uma população que trabalha por salários de semi-escravidão, e leis que, a favor do povo não funcionam - OK)

Portanto, o chefe do governo ukrainiano e líder do Partido das Regiões tem um único filho, Alexei Azarov, que é casado com Lilia Fathulina, agora Lilia Azarov - única nora de Mykola Azarov.

Sobre esta senhora não há informação oficial. Mas, este jornal conseguiu a autobiografia de Alexei Azarov, que ele forneceu à Comissão Eleitoral em 2012.
De acordo com documentos Lilia Azarov é "dona de casa", e em 2011 não teve nem um centavo de renda - seja na Ukraina ou no exterior.

Publicação do documento

Está é uma legenda para eleitores do Partido das Regiões.

E agora - o outro lado da história.
De acordo com o registro oficial de pessoas jurídicas a esposa de A. Azarov é proprietária de várias empresas no território do estado ocidental europeu.
Primeiro - é a empresa Publishing Delux Holding GmbH cuja atividade é publicação de jornais e revistas. "Verdade Ukrainiana" conseguiu um extrato sobre os proprietários da empresa e do último balanço. Então, a nora do primeiro-ministro é a dirigente e proprietária de 50% do capital desta empresa austríaca. A empresa foi fundada em agosto de 2011 pelo casal Alexandra e Stefan Burgesmeier, e sua vizinha no 18º distrito de Viena Lilia Azarov que ingressou na sociedade em 1 de março de 2012.

Ela tornou-se um dos diretores, mas também entrou com um capital social de mais de meio milhão de UAH - 50 mil Euros. Tendo em conta que dois meses antes - em 31 de dezembro não possuía nem um centavo.

Texto com contribuição dos sócios e endereço de Lilia Azarov em Viena

Lilia Azarov tornou-se praticamente salvadora da empresa Publishing Deluxe Holding GmbH - porque no final de 2011 a empresa tinha uma perda de 49 mil euros.
Interessante é o artigo "Recursos financeiros anexados" no balanço patrimonial, No final de
2011 constava 1 (um) milhão 206 mil euros, e no final de 2012 - 2 Milhões 114 mil euros. No entanto, este dinheiro não foi investido e no balanço ativo quase totalmente está registrado como capital de giro (Umlaufvermögen) na forma de dinheiro, reserva e apoio financeiro.

A empresa de Azarov publica na Austria uma revista com significativo título: "Viena Deluxe Magazine". Interessante, como a publicação se identifica: "Venna Deluxe Magazine" - revista brilhante de luxo, focada exclusivamente no estilo de vida de luxo e lazer. "Nosso objetivo é comunicação com grupo específico - pessoas com níveis muito elevados de riqueza".

Para publicação desta "super-luxuosa revista a empresa Publishing Deluxe Holding GmbH criou uma filial - Vienna Deluxe Magazine GmbH. Isso ocorreu simultâneo com a entrada de Lilia Azarov ao capital social da empresa-mãe.

Desde que a empresa Vienna Deluxe Magazine GmbH é 100 por cento de propriedade da empresa-mãe, respectivamente, a família do primeiro-ministro aí também controla 50% como está implícito no site da Vienna Deluxe Magazine. Revistas semelhantes para "os mais ricos"
também são publicadas na Costa Azul da França, em Courchevel, em Dubai, em St. Moritz, em Genebra, Zurique, Paris, Munique e África do Sul.

A empresa Publishing Deluxe Holding GmbH e suas congêneres Vienna Deluxe Magazine GmbH e Media Deluxe GmbH tem sede em Viena no endereço SingerstraBe 14/4. Isto é, no magnífico palácio Broymer.

 
Palácio Broymer

Nos mesmos locais é registrada a empresa Garda Handels und Beteiligungs GmbH que possui a empresa de Donetsk "Metalist" nos interesses da família Azarov - nora do primeiro-ministro trabalhava aqui como diretora no início de 2012, e a empresa recebia apoio financeiro do orçamento ukrainiano.

Mas a publicação de revistas para os mais ricos e a gestão de empresas que dominam fábricas ukrainianas - não é a única esfera de ocupação da esposa de A. Azarov em Viena. Ela também é a única proprietária da empresa P12 em Viena, no endereço: Parking 12/Top 12/ Top 8. O proprietário anterior da galeria era o jurista austríaco Frederick Bublé, o qual entra no Conselho de Observação da empresa austríaca... dos irmãos Kliuiev (são empresários ukrainianos riquíssimos, próximos do presidente - OK) "SLAV Handel, Vertretung und Beteiligung AG". Em dois anos a parte de Bublé de 100% caiu para zero, mas ele permanece na lista de líderes da galeria.

E agora - o mais interessante. Por "coincidência", no mesmo edifício da galeria dos Azarov localiza-se o escritório vienense de Liechtenstein P&A Corporate Trust, liderado por Reinhard Prokshen - está é a mesma pessoa de confiança, que até recentemente era a proprietária final da residência de Yanukovych "Myzhyhiria", e continua sendo principal acionista nos negócios solares dos irmãos Kliuiev.

 

Todas estas empresas nas últimas semanas caíram sob pontaria dos ativistas ukrainianos que fizeram piquetes aos escritórios dos Azarov e Kliuiev, e também iniciaram a privação de Proksha de sua licença advocatícia no território dos EUA. Além disso, com a vinda do novo ministro dos Assuntos do Exterior da Austria, lá começam receber com mais simpatia as informações sobre o dinheiro de seus fabulosos lucros, paralelamente pendurando os prejuízos em seus próprios eleitores.

P.S. Durante um mês, o deputado Alexei Azarov não respondeu a perguntas enviadas a ele quanto aos negócios austríacos de sua família. Da mesma forma o aparato do Parlamento recusou o fornecimento da última declaração de renda de Alexei Azarov por falta de sua permissão para divulgar tais informações.

Tradução: Oksana Kowaltschuk