quinta-feira, 20 de março de 2014

CRIMEIA, UMA ABSORÇÃO DEMASIADO RÁPIDA



Editorial


Direção Editorial 20/03/2014

Hoje, em Bruxelas, o Conselho Europeu tem pela frente uma difícil tarefa: a de pesar e decidir sanções a Moscou e medidas que atenuem a sua própria dependência energética da Rússia. O problema é que essa dependência é elevada (a UE paga 3,5 milhões de euros todos os meses à Gazprom russa) e não se atenua de um dia para o outro, ao contrário da russificação da Crimeia: ao mesmo tempo que soldados ucranianos eram obrigados a deixar as bases militares sob controlo russo, estavam já anunciados manuais escolares russos até final do mês para as escolas e um aumento das pensões de reforma para o nível das praticadas na Rússia. Tudo rápido, tudo sem oposição que rompa o silêncio, tudo de forma a tornar impossível um retrocesso. É certo que há retaliações econômicas e outras, tais como obrigatoriedade de vistos, mas a velocidade da absorção da Crimeia pela Rússia obriga o mundo a ter de viver com ela. Resta saber a que preço.

 Principais rotas dos gasodutos da Gazprom russa para a Europa

Crimeia liberta comandante da Marinha ucraniana

Angela Merkel diz que UE está preparada para aprovar sanções econômicas à Rússia no caso de um agravamento da crise.

Soldado ucraniano abandona uma base militar na Crimeia tomada pelas forças pró-russas Filippo Monteforte/AFP

O comandante da Marinha ucraniana na Crimeia, detido quarta-feira pelas forças pró-russas, foi libertado durante a noite, anunciou a Presidência ucraniana. A crise na região volta a ser debatida pelos líderes da União Europeia e a chanceler alemã, Angela Merkel, garante que estão preparados para uma terceira fase nas sanções contra a Rússia se houver "uma escalada na situação"
Sergei Gaiduk [Serhiy Hayduk] foi detido por militares – que por não terem distintivos são identificados como forças leais às novas autoridades pró-russas da Crimeia – durante a tomada das bases, onde durante as últimas semanas, viveram cercados algumas centenas de soldados ucranianos. Vestidos à civil, os militares deixaram as bases sem incidentes, mas testemunhas contam que o contra-almirante foi levado pelo que aparentavam ser forças especiais russas. Fontes no local contaram que Gaiduk [Hayduk] teria sido detido para responder pela autorização que deu aos homens sob o seu comando para abrirem fogo em caso de tomada das bases.
Ao início da noite, o Presidente interino da Ucrânia, Oleksandr Turchinov, ameaçou tomar “as medidas adequadas” se “o poder autoproclamado da Ucrânia” não libertasse Gaiduk [Hayduk] e outros dirigentes ucranianos que teriam sido entretanto detidos. Em Moscou, o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, instruiu também os responsáveis locais a libertarem todos os detidos, o que acabou por acontecer durante a noite.
O pai de um dos detidos, o deputado do parlamento autônomo Anatoli Gritsenko, anunciou que o grupo foi libertado junto à aldeia de Tchongar, num dos postos de controle criados nos últimos dias entre a Crimeia e o resto da Ucrânia, adianta a AFP.

Endurecimento de sanções
Com a tensão ao rubro – se não militar, pelo menos política – desde que Moscou oficializou a integração da península na federação russa, o Parlamento ucraniano votou nesta quinta-feira uma resolução comprometendo o país a bater-se pela “libertação da Crimeia por mais longa e dolorosa que seja essa batalha”. O diploma, votado por iniciativa de Turchinov, pede também à comunidade internacional “para não reconhecer a dita república da Crimeia e a sua anexação à Rússia”.
A União Europeia, que já se assumiu contra a anexação, volta a debater a crise, na cimeira de chefes de Estado e de Governo que começa nesta quinta-feira em Bruxelas. Horas antes do início do encontro, Merkel anunciou no Parlamento alemão que os Vinte e Oito vão alargar a lista de personalidades russas e ucranianas que serão abrangidas pelas sanções decretadas há duas semanas – a proibição de viajar para a Europa e o congelamento de bens que possam ter no espaço europeu.
A chanceler alemã assegura, no entanto, que “a cimeira europeia vai deixar claro que a UE está pronta para, a qualquer momento, passar à fase três das sanções se houver uma escalada na situação”. Um endurecimento, diz que, “passará sem dúvidas por sanções econômicas”.
Em Bruxelas para a cimeira, o primeiro-ministro interino ucraniano, Arseniy Yatseniuk, anunciou que Kiev decidiu “refletir demoradamente” antes de avançar com a ameaça de introduzir um sistema de vistos para os russos que queiram viajar para a Ucrânia. A proposta tinha sido votada pelo Conselho de Segurança Nacional e de Defesa, mas Yatseniuk diz que “é pouco provável” que a iniciativa tivesse impacto junto de Moscou mas poderia ter pesadas consequências para os habitantes do Leste e Sul da Ucrânia, com fortes ligações econômicas à Rússia e onde há uma significativa percentagem da população de etnia russa.

Leia também:
A FALTA DE RAZÃO HISTÓRICA PARA INVASÃO DA CRIMÉIA 
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MOSCOVITAS: USURPADORES HISTÓRICOS
http://noticiasdaucrania.blogspot.com.br/2014/02/moscovitas-usurpadores-historicos.html

BELICISMO RUSSO
http://noticiasdaucrania.blogspot.com.br/2014/03/belicismo-russo-bis.html

Assim você compreenderá o que acontece no Leste Europeu.

quarta-feira, 19 de março de 2014

O primeiro dia da Crimeia russa chegou em clima de tensão


Os soldados ucranianos na península abandonaram as bases, agora sob controlo russo. Kiev ripostou com a imposição de vistos para os cidadãos russos e abandono da Confederação de Estados Independentes.

 
Grupo de comandos pró-russos depois de tomarem a base militar de Novoozerne Filippo Monteforte/AFP
Dezenas de soldados ucranianos abandonavam as bases militares da Crimeia, onde se mantiveram cercados durante as últimas três semanas pelas forças pró-russas que desde então controlam a península no Mar Negro. Com roupa civil, transportavam os uniformes em sacos e saíam ordeiramente, sob o olhar atento dos milicianos armados, dando corpo à capitulação efetiva da Crimeia, desde terça-feira anexada à Rússia.

Logo de manhã, a base naval de Sebastopol, sede da Marinha ucraniana, foi tomada por cerca de 200 membros dos comandos pró-russos. Os soldados ucranianos que se encontravam no seu interior foram obrigados a sair.
Entre eles estava o comandante da Marinha, Serhiy Hayduk, que, segundo jornalistas no local, foi levado por agentes dos serviços secretos russos, o FSB. O líder das milícias pró-russas confirmou a detenção de Hayduk e o Ministério da Defesa admitiu desconhecer o seu paradeiro. O comandante foi levado para “interrogatório” por causa da autorização dada na terça-feira aos soldados ucranianos para usarem as armas de fogo, segundo a Kryminform, a agência noticiosa da Crimeia. Hayduk foi nomeado no início do mês para substituir o almirante Denis Berezovski, que jurou lealdade às novas autoridades pró-russas da Crimeia.
O Presidente interino, Oleksandr Turchinov, tinha dado um ultimato de três horas às autoridades da Crimeia para libertarem todos os “reféns”, incluindo Hayduk, afirmando estar disposto a tomar as "medidas adequadas" caso o prazo não fosse cumprindo, sem adiantar, contudo, que medidas seriam essas. Mas não há ainda notícia da libertação do chefe da Marinha ucraniana.
Outra base militar de Novoozerne, na parte ocidental da península, foi também alvo de ataque pelas forças pró-russas. O porta-voz do Ministério ucraniano da Defesa, Vladislav Seleznev, disse que a entrada das instalações foi forçada por um trator e que, de seguida, as milícias cessaram o seu avanço, perante os militares ucranianos armados, que acabaram igualmente por abandonar a base.
Em Kiev, o governo anunciava o envio imediato para a Crimeia do ministro interino da Defesa, Igor Teniuk, e do vice-primeiro-ministro, Vitali Yarema, para “terminar a escalada do conflito”. No entanto, os dois responsáveis foram impedidos de entrar na península, como já tinha avisado o primeiro-ministro regional, Sergei Aksionov.
O rumo da Crimeia parece já ser imparável. Na fachada da assembleia regional, as letras que identificavam o edifício já foram substituídas para dar conta da nova designação. O Governo russo aprovou a subida das pensões de reforma em linha com as prestações praticadas na Rússia e os primeiros passaportes russos para os “novos” cidadãos já foram emitidos, segundo informações do Serviço Federal de Migrações. Até ao fim do mês, os livros escolares vão ser substituídos por manuais russos e novos atlas “atualizados” serão distribuídos pelas escolas, de acordo com a rádio Europa Livre.
A “russificação” da península não deixa grande margem de manobra para o governo de Kiev, que colocou em curso um plano para fazer regressar os militares ucranianos e os seus familiares na Crimeia.
Mas a marcha acelerada das mudanças na península de dois milhões de habitantes tem trazido outros sinais inquietantes. As autoridades da Crimeia têm planos para retirar as terras que têm sido habitadas pela comunidade tártara e utilizá-las para “fins sociais”. Em declarações à agência russa RIA Novosti, o vice-primeiro-ministro, Rustam Temirgaliev, garantiu que o Governo está disponível para realocar outras terras para a comunidade.
Os tártaros – muçulmanos sunitas de origem turca que constituem 15% da população da Crimeia – têm-se mostrado apreensivos com o regresso do território ao domínio de Moscou. Medidas como a anunciada retirada das terras ecoam os traumas da deportação em massa ordenada por Joseph Stalin, em 1944, em que quase 200 mil tártaros foram enviados para a Ásia Central.

A falta de razão histórica para invasão da Crimeia



A fala do presidente Putin, nesta terça-feira, 18 de março de 2014, no Kremlin, em Moscou é discutível sob pontos de vista históricos e geopolíticos.

Numa história de mil anos, 127 anos, 40 anos, 5 anos de ocupações...são nada se tomados factualmente. Para se analisar a situação da Europa Central, no momento, é necessário ser mais conjuntural. Isto para não se validar crimes e aceitar como verdades situações momentâneas.

De maior potência e de maior território no final da idade média, a União das Duas Nações Polônia-Lituânia, iniciada em 1371 com o matrimônio da Rei da Polônia (Jadwiga - sim rei e não rainha) com o Duque Iaguelão da Lituânia se transformou em República Polônia-Lituânia em 1453.

Evoluiu para uma República Parlamentarista com Senado, Câmara de Deputados e eleição de reis (geralmente príncipes estrangeiros) em 1572. Culminou com a introdução da Constituição de 3 de maio de 1791 (a primeira da Europa) que derrubava o “Liberum Veto”.

O artigo da Lei acabou causando a criação da Confederação de Bar, onde um grupo de congressistas polacos se rebelou contra a queda do "liberum veto" existente desde 1572 e se aliou às potências estrangeiras para a ocupação da Polônia.

De 1793 a 1918, o Reino da Rússia, o Reino da Prússia (atual Alemanha) e o Império Austríaco ocuparam o território polaco e causaram as maiores atrocidades contra os povos da Polônia (polacos, rutenos, ciganos, judeus e tártaros).

Em ações conjuntas, os três invasores dizimaram grande parte da população polaca e introduziram nas terras colonos de suas respectivas nações.

O idioma polaco foi proibido nas três áreas invadidas; proibição dos padres polacos fazerem seus sermões e homilias em idioma polaco; despolonização dos nomes geográficos, ruas, praças e cidades; venda obrigatória das terras polacas para colonos estrangeiros, entre outras medidas, como a Kulturcamp preconizada por Von Bismarck, de eliminar qualquer traço da cultura polaca, substituindo pela cultura germânica; na parte ocupada pelos russos houve a imposição da fome e apreensão de toda colheita agrícola que era enviada para Moscou.

Com a derrota do Império Austríaco e germânico na primeira guerra mundial, a Polônia pode sair das trevas impostas pelos vizinhos poderosos e novamente hastear a bandeira branca e vermelha da águia branca e voltar a figurar no mapa do mundo.

Mas os comunistas que assumiram o poder na Rússia Monárquica em 1917, voltaram a invadir a Polônia e foram rechaçados por um exército polaco muito menor.

Em resposta às tentativas do presidente polaco Józef Pilsudski e do líder ruteno Symon Petliura de se criar um Estado para a Rutênia, os bolcheviques de Moscou se adiantaram e criaram em 1922, a República Socialista Soviética da Ucrânia, em território que havia sido da Polônia.

Os Rutenos que viviam há séculos na Polônia, viraram ucranianos comunistas e a Rutênia milenar se transformou na Ucrânia controlada por Moscou.

No final da Segunda Guerra Mundial, os líderes Ocidentais e a Rússia dividiram os territórios da Europa Central, sem ouvir a maior vítima da Guerra, a Polônia. O líder Soviético avançou mais sobre o território da Polônia, dando as terras para a Ucrânia Soviética. Comboios e mais comboios de polacos foram retirados de suas terras milenares do Leste e socados nos 312 mil Km quadrados de território que sobrou na divisão encetada por Stalin, Truman e Churchill na Reunião de Potsdam.

Os Estados Unidos então resolveu reconstruir os agressores alemães através do Plano Marshall e relegar à própria sorte a vitimada Polônia. Em troca, os Estados Unidos impuseram a permissão de instalar várias bases militares na Alemanha (Ocidental).

À Polônia destruída por alemães e soviéticos, restou lutar contra guerrilheiros ucranianos que invadiam o território destinado a Polônia, no intuito de aumentar o território da Ucrânia Soviética e assassinar mais polacos. Por 4 anos, a Polônia se viu sozinha e acossada por Stalin. Viu seu território ser invadido por civis russos que provocavam badernas e crimes.

Em 1949, da mesma forma que Putin fez agora na Crimeia, foi imposto um referendo aos polacos se desejavam ou não se tornarem comunistas como a Rússia.

As fraudes foram escandalosas pró-Rússia, como foi agora na Crimeia. Assim, mais uma vez a Polônia sofreu ocupação russa, agora de caráter comunista stalinista.

Como uma ilha católica apostólica romana na região, cercada por protestantes ao Norte, Oeste e Sul e por ortodoxos a Leste, a Polônia teve as portas de suas igrejas, por mando do comando soviético, em Moscou, fechadas.

Em 1953, o Cardeal Primaz da Polônia, Stefan Wiczynski foi preso pelas autoridades soviéticas. Foi libertado em 1956, quando as portas das igrejas foram abertas.

Não tomasse esta atitude, de liberação, os soviéticos teriam visto o comunismo acabar na Polônia, em 1956.

Os anos que se seguiram não foram fáceis para os polacos, levantes em 1960, 1963, 1968 e 1970 tornaram as relações Varsóvia-Moscou desastrosas.

Em 1981, foi preciso a instauração da Lei Marcial, para segundo o presidente polaco Jaruzelski impedir uma invasão do exército soviético, como havia acontecido na Tchecoslováquia e Hungria, uma década atrás.

Mas finalmente os operários dos estaleiros de Gdansk e os mineiros da minas de Katowice fizeram ruir o grande Império Soviético....e vários povos puderam se libertar de Moscou.

O chefe do Serviço Secreto Soviético assumiu o poder então na Rússia (vem se revezando no papel de primeiro-ministro e presidente) e vem tentando recompor o antigo Reino do Romanov e o Império dos Soviéticos.

Como estratégia tem levantado a ideia de defender povos de origem russa presentes nas repúblicas reinvadidas da Chechênia, das províncias da Geórgia (Ossétia do Norte e do Sul, e Abicássia). O oferecimento de cidadania e passaportes russos para todos os cidadãos de outras nações que nasceram no período soviético foi uma primeira medida.

A segunda medida foi invadir repúblicas e províncias estrangeiras com o véu de proteção.

Não foi nada mais do que isso, o que está acontecendo na Crimeia...e amanhã será Donestk e Kharkiv... e quem sabe num futuro não muito distante, Varsóvia... Isso para reconstituir não só Império Soviético de 1917 a 1989, mas também o Reino dos Romanov de 1793 a 1918.

Putin quer ser coroado Rei das Europa Central e do Leste.

Esse é o grande propósito, e o Ocidente como fez em 1793/95 e em 1949 vai deixar a Polônia relegada a sua própria sorte...

E pensar que os Estados Unidos receberam o maior contingente de imigrantes em sua história, não da Irlanda, ou da Inglaterra, mas justamente da Polônia, fossem católicos ou judeus. Foram os polacos judeus que transformaram Los Angeles em Hollywood.

A pergunta é: o que os Americanos descendentes de polacos católicos e de judeus têm feito ao longo do tempo para defender a Polônia?

O que a maioria dos cientistas americanos ganhadores do Prêmio Nobel (a maioria nascidos na Polônia) têm feito para defender a Polônia?

O que os israelenses descendentes de polacos judeus têm feito para defender a Polônia?

Texto:
*Ulisses Iarochinski
(mestre em cultura internacional e doutor em história pela Universidade Iaguielônica de Cracóvia)

Vladimir Ogryzko: "A Ucrânia tem o direito de retornar ao status nuclear"




Tyzhden [Semana] - Março 18, 2014

Olga Vorozhbit


Semana perguntou Vladimir Ogryzko, Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, em 2007-2009 o que a Ucrânia deveria fazer neste caso em que as garantias de segurança internacionais não cumprem as suas obrigações.

No seu blog você fala sobre a necessidade de "tomar medidas com vista à retirada do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares" e "o princípio da criação." Quais são elas?
- Este é um momento em que parece que não precisa dizer os detalhes; os passos nestes casos são formais e são conhecidos a todos os que estão familiarizados com o direito internacional e os procedimentos adequados, uma vez que envolvem a decisão política. A Ucrânia cumpriu as suas obrigações. Garantias - não. Assim, temos o direito moral e legal de retornar a esse estado e tomar medidas para se proteger.
A Ucrânia foi vítima de agressão insolente e anexação de parte do seu território, então é necessário chamar a atenção para a nossa situação crítica e para as garantias das obrigações. Se eles não reagem, a liderança da Ucrânia, em minha opinião, deve tomar uma decisão política e agir.

Não é arriscado rotacionar armas nucleares no país onde recentemente o poder era dos criminosos?
- Eu acho que de criminosos que estão começando a dizer adeus, então que venham a nós todos os outros governos e líderes que estão no auge de sua responsabilidade. Esta é realmente uma grande responsabilidade, mas acho que nós, como sociedade e como nação, alcançamos o entendimento e a capacidade de tomar as medidas apropriadas.