terça-feira, 8 de abril de 2014

Ucrânia: Operação militar em curso na cidade de Kharkiv

08/04 06:04 CET

Kiev desencadeou uma operação militar “antiterrorista” em Kharkiv. Foi assim que o ministro do Interior anunciou a operação na sua página Facebook esta manhã. 70 pessoas terão sido já detidas.

Kharkiv é uma das três cidades do Leste da Ucrânia onde manifestantes pro-Kremlin ocupam os edifícios administrativos exigindo um referendo para anexação à Rússia Washington acusa Moscou de “orquestrar” as manifestações pró-russas que levaram à tomada de vários edifícios oficiais nas localidades de Kharkiv, Luhansk e Donetsk. Nesta última cidade, os separatistas pró-russos decretaram uma “república soberana”. [De que adianta esse blá, blá, blá dos EUA? Ou a Ucrânia e o mundo Ocidental reagem efetivamente, ou Putin anexará à Rússia metade da Ucrânia e o Ocidente continuará no seu blá, blá, blá enervante. O Cossaco]

O governo ucraniano denuncia, por seu lado, um plano da Rússia para “invadir” o seu território.

Os Estados Unidos ameaçam com novas sanções contra a Rússia mas, ao mesmo tempo, o departamento de Estado norte-americano disse que os chefes da diplomacia dos dois países debateram a possibilidade de um “diálogo direto” no espaço de 10 dias entre Washington, Moscou, Kiev e Bruxelas para tentar solucionar a crise. [Quando será que o Ocidente vai aprender que não há diálogo com o russos? Esse povo não possui dilema moral e seus governantes são mentirosos, cínicos e dissimulados !!! - O Cossaco]

Copyright © 2014 euronews

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Rebeldes pró-russos proclamam a independência de Donetsk


Presidente interino da Ucrânia responsabiliza a Rússia pelas manobras secessionistas e promete mão dura contra "aqueles que pegarem em armas" contra Kiev.


Rebeldes separatistas pró-russos tomaram o quartel-general da polícia e ocuparam o edifício do governo regional de Donetsk, no Leste da Ucrânia, a partir do qual proclamaram a existência de uma nova “república popular” independente da capital Kiev e anunciaram a data para a realização de um referendo para “a criação de um novo Estado soberano”: o próximo dia 11 de Maio.

“A república popular de Donetsk será criada dentro dos limites administrativos da região. A decisão entrará em vigor depois da celebração do referendo”, anunciou, em russo, um dos líderes do autoproclamado Conselho Popular de Donetsk, dando como certo um desfecho semelhante ao da Crimeia, após o voto pela auto-determinação da cidade que é o coração industrial da Ucrânia – e onde uma parcela significativa da população defende a “Ucrânia unida”, segundo apontam as sondagens.

É a “segunda vaga” da ofensiva russa na Ucrânia, alertou o Presidente interino, Olexander Turchinov, referindo-se às manobras separatistas em Donetsk e ainda em Lugansk e Kharkov, na fronteira com a Rússia. Nas três cidades, as forças de segurança foram incapazes de conter os rebeldes e ativistas que assaltaram as sedes do poder de Kiev, apossando-se do arsenal disponível e içando a bandeira da Rússia, entre vivas ao Presidente Vladimir Putin.

Turchinov cancelou uma deslocação oficial à Lituânia para poder vigiar pessoalmente a “campanha” de resposta ao secessionismo e desmembramento da Ucrânia. “As leis antiterrorismo serão adotadas contra todos aqueles que pegarem em armas”, avisou o Presidente, acrescentando que na terça-feira o Parlamento vai debater penalizações mais duras para os indivíduos e as organizações políticas envolvidas em ações separatistas.

Antecipando a reação de Kiev, o “novo órgão de poder” de Donetsk pediu apoio a Moscou para resistir à “junta” que tomou conta do Governo ucraniano. “Em Kiev houve uma revolução e aqui também haverá. Não há qualquer possibilidade de marcha atrás”, previu o líder da “república” de Donetsk, Andrei Purgin, ao jornal espanhol El País.

Mas contrariando as expectativas dos ativistas pró-russos, as forças do regime não reagiram à ofensiva sobre os edifícios da administração local: a ordem vinda de Kiev foi para não recorrer à força e muito menos à violência contra os rebeldes. “Há um plano de desestabilização em marcha, para criar uma situação em que as tropas estrangeiras atravessem a fronteira e invadam o país. Este cenário foi escrito pela Federação da Rússia, mas não o vamos permitir”, explicou o primeiro-ministro ucraniano, Arseniy Yatsenyuk, que convocou uma reunião de emergência do executivo perante a escalada da tensão no Leste.

Moscou mantém cerca de 40 mil soldados russos estacionados a 30 quilômetros da fronteira, disponíveis para “defender por todos os meios” as populações russófilas das antigas repúblicas soviéticas que sejam alvo de agressão, reafirmou Vladimir Putin.

Em declarações à agência RIA Novosti, o vice-presidente da câmara alta do parlamento russo, Ilias Ukhmanov, distinguiu os acontecimentos em Donetsk dos eventos na Crimeia, anexada pela Rússia no mês passado. “A presente situação exige outro tipo de avaliação, que tenha em conta o contexto histórico, político e jurídico. Não podemos dizer automaticamente que é um reflexo do que se passou na Crimeia e em Sebastopol”, considerou. Para Ukhmanov, o desejo de autodeterminação da população de Donetsk é uma “reação natural” à política de Kiev que “não autoriza o desenvolvimento de línguas ou minorias nacionais ou outras religiões” e também um “sinal de que o atual regime deve promover uma reforma constitucional, se quer preservar a integridade territorial da Ucrânia”.
Nota do Editor do blog:
Se a Ucrânia continuar com esse comportamento covarde e frouxo, os russos tomarão toda a Ucrânia. É preciso falar menos a agir mais.
O Cossaco.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Ucrânia: Yatsenyuk teme a “ressurreição da União Soviética”

04/04 17:08 CET

A tensão entre Kiev e Moscou continua a subir.
Esta sexta-feira, o primeiro-ministro em exercício na Ucrânia, Arseniy Yatsenyuk, voltou a afirmar que o país nunca reconhecerá a anexação da Crimeia e alertou para a possível ressurreição da União Soviética.
O maior desastre deste século será a ressurreição da União Soviética – aquilo que Putin, quer, claramente. E este tipo de ideias perigosas tem o apoio da maioria da população russa”.
Estas declarações seguem-se às acusações sucessivas de que a Rússia e os agentes do FSB estiveram por detrás das ações dos snipers, que mataram uma centenas de pessoas durante a revolta na praça Maidan.
Moscou continua a negar estas acusações e insiste na necessidade de defender os cidadãos russófilos, que segundo Sergei Lavrov serão discriminados na Ucrânia:
“O maior obstáculo à solução da crise está dentro da Ucrânia. Este obstáculo é o fato de as autoridades ucranianas serem incapazes de respeitar completamente e em igualdade os direitos de todos os ucranianos sem exceção”, afirma o chefe da diplomacia russa, Sergei Lavrov.
Enquanto prossegue o braço-de-ferro politico-diplomático, a Rússia continua a separar as águas na Crimeia. Esta sexta-feira cerca de 200 cadetes da Academia Naval de Sebastopol deixaram a península.
Na semana passada tinham recebido uniformes russos e um ultimato para decidirem se queriam continuar a formação na Crimeia e servir a marinha russa ou deixar o território e partirem para a Ucrânia.

Copyright © 2014 euronews

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Rússia volta a aumentar preço do gás cobrado à Ucrânia

03/04 18:00 CET

Em plena crise entre Moscou e Kiev, a Rússia decidiu aumentar fortemente, pela segunda vez em três dias, o preço do gás vendido à Ucrânia.

Na sequência de um encontro com o primeiro-ministro Dmitri Medvedev, o diretor-geral do gigante russo Gazprom anunciou uma subida de 26 por cento. O preço dos mil metros cúbicos subirá assim para 354 euros, um dos mais elevados valores aplicados aos países europeus.

Consciente da crise econômica e da forte dependência do país vizinho, que cobre mais de metade das suas necessidades com o gás russo, Moscou instou também a Ucrânia a reembolsar o mais rápido possível a dívida energética, que atinge já os 1600 milhões de euros.

Copyright © 2014 euronews

Novas autoridades de Kiev acusam Rússia de envolvimento nas mortes de Fevereiro


(atualizado às )
Agentes dos serviços secretos de Moscou teriam participado no planejamento da repressão. Moscou reagiu dizendo que a alegação é contrariada por "numerosas provas". Polícia anti-motim de Yanukovych responsabilizada por assassínio de manifestantes.

 Manifestante com invólucros de balas, em Fevereiro SERGEI SUPINSKY/AFP

As novas autoridades ucranianas acusam os serviços secretos russos e o antigo Presidente, Viktor Yanukovych, de envolvimento direto nos disparos que, em Fevereiro, resultaram na morte de dezenas de manifestantes em Kiev, nos últimos dias do regime deposto.

"Agentes do FSB [serviços secretos russos] participaram no planejamento e na execução da alegada operação antiterrorista" contra os manifestantes, disse o atual chefe dos serviços de segurança da Ucrânia, Valentin Nalivaichenko, numa conferência de imprensa em que foram anunciados os resultados preliminares de um inquérito à morte de 76 pessoas, entre os dias 18 e 20 de Fevereiro. Durante os protestos que levaram à queda do regime foram mortas mais de cem pessoas.

Nalivaichenko disse que equipas do FSB estiveram em Dezembro e Janeiro nas instalações dos serviços de segurança do regime e que dois aviões transportaram da Rússia para a Ucrânia, a 20 de Fevereiro (um dos dias mais sangrentos da repressão), "toneladas" de explosivos e armamento.

As imputações das autoridades de Kiev motivaram uma reação do ministro russo dos Negócios Estrangeiros, que diz serem "contrariadas por numerosas provas". A investigação sobre a autoria dos disparos deve ser feita de modo "transparente", disse também Serguei Lavrov.

O serviço de imprensa do FSB tinha já comentado a acusação, desmentindo-a implicitamente, numa resposta à agência russa Ria Novosti: "Que essas declarações fiquem na consciência dos serviços de segurança ucranianos."

As acusações ucranianas surgem numa altura em que a Rússia anunciou que alguns dos batalhões que tem mantido concentrados junto à fronteira com a Ucrânia deverão regressar às suas bases. O governo de Moscou anunciou também esta quinta-feira que quer esclarecimentos da NATO sobre as suas atividades na região. A aliança atlântica prometeu, na sequência da anexação da Crimeia pela Rússia, reforçar a defesa dos países-membros mais próximos da Rússia.

Os resultados do inquérito preliminar aos disparos sobre manifestantes no centro de Kiev acusam atiradores da Berkut, a polícia anti-motim entretanto dissolvida, da autoria material dos disparos. A procuradoria ucraniana anunciou, também esta quinta-feira, a prisão de 12 dos elementos de uma das células, a chamada "Unidade Negra". Mas a operação de repressão ocorreu "sob a liderança directa" de Yanukovych, acrescentam.

Ao antigo Presidente, que a 21 de Fevereiro fugiu para a Rússia, é atribuída a autorização do uso de armas contra manifestantes. As novas autoridades emitiram mandados de captura contra Yanukovych e Oleksandr Yakimenko, antigo chefe dos serviços de segurança.

A maior parte dos manifestantes assassinados nos últimos dias do poder de Yanukovych foram mortos na rua Institutska, junto à Praça da Independência, conhecida como Maidan, local das grandes concentrações que se prolongaram por meses e levaram à queda do regime.

Segundo o ministro interino do Interior, Arsen Avakov, citado pela BBC, o inquérito determinou que, num dos episódios de repressão, oito manifestantes foram mortos por balas disparadas pela mesma metralhadora. E que uma unidade comandada por um major é suspeita da morte de, pelo menos, 17 pessoas. Mas tanto Avakov como Nalivaichenko disseram, segundo a AFP, não poder identificar sem margem de erro os autores dos disparos mortais.

Yanukovych tem negado as acusações de responsabilidade na morte de manifestantes. Numa entrevista televisiva divulgada na quarta-feira disse que os disparos foram feitos a partir de edifícios de Kiev controlados por opositores do seu governo. Na mesma linha, as autoridades de Moscou atribuem os disparos a movimentos nacionalistas ucranianos, nomeadamente ao grupo de extrema-direita Setor Direito. [Faz-me rir, senhor Yanukovych -  O Cossaco]

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Parlamento ucraniano aprova desarmamento de grupos radicais

01/04 22:05 CET

O Parlamento da Ucrânia aprovou o desarmamento dos grupos paramilitares que participaram na contestação que levou à queda de Yanukovych. Entre eles está o Praviy Sektor, que tem pedido a demissão do ministro do Interior, depois de uma figura proeminente do grupo ter sido assassinada durante uma perseguição policial.
Os militantes do grupo de extrema-direita entrevistados pela Euronews negam estar armados. “Armas? Eu não tenho armas. A situação é pacífica, mas se alguém se virar contra mim com uma arma, não terei outra escolha senão pegar numa”, afirmou um militante.
“Seria mais construtivo se o Governo e o Parlamento aprovassem uma nova lei para a legalização das armas nas mãos dos cidadãos, mas não é o momento de entregar as armas, por causa da guerra com a Rússia. Em tempo de paz devemos fazê-lo, mas em tempo de guerra é inapropriado”, disse Artem Skoropadskyi do Praviy Sektor.
Na segunda-feira à noite, o grupo radical foi responsabilizado por um tiroteio que ocorreu à porta de um restaurante a cem metros da Maidan. O incidente não teve, aparentemente, uma motivação política.
Copyright © 2014 euronews

Ucrânia: Tiroteio em Maidan faz três feridos

01/04 00:39 CET

Em Kiev, a polícia deteve o suspeito de um tiroteio que fez três feridos, em Maidan, esta noite.
O homem detido é membro de um grupo radical nacionalista, Praviy Sektor – Setor Direito -, na primeira linha da contestação pró-europeia.
O tiroteio ocorreu no exterior de um restaurante, a 100 metros da Praça da Independência. O atirador, ébrio, refugiou-se no hotel Dnipro – onde a o Praviy Sektor dispõe de uma sede -, entretanto cercado pela polícia de choque.
O homem entregou-se, ao fim de uma hora.
Copyright © 2014 euronews

terça-feira, 1 de abril de 2014

Ligeira baixa de tensão na crise ucraniana

01/04 04:28 CET

O conflito diminuiu um pouco depois do presidente russo , Vladimir Putin, ter ordenado a retirada parcial das tropas russas da fronteira ucraniana a pedido de Angela Merkel.

A Polônia e França participaram na Alemanha numa conferência internacional a fim de coordenar o apoio ao governo ucraniano.
Os ministros dos negócios estrangeiros reuniram-se na cidade alemã de Weimar onde discutiram reformas e assistência técnica e exortaram Moscou iniciar negociações diretas com Kiev para encontrarem uma solução para o conflito.
O ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Frank -Walter Steinmeier , disse ser inaceitável provocar conflitos como este na Europa no século 21.
“ Cem anos depois do início da 1 ª Guerra Mundial, 70 anos após o fim da Segunda e 25 anos após a Guerra Fria, não pode haver qualquer lugar neste século para correções de fronteira que podem evoluir para novos conflitos”.
Os Estados Unidos, no entanto mostram-se cautelosos e pedem que as informações sobre a retirada das tropas russas sejam verificadas.
A presença destes soldados – 20.000 de acordo com Washington – tem levantado temores de uma invasão da parte oriental da Ucrânia, e de língua russa , e uma repetição do cenário que levou à perda da Crimeia, no sul do país. O Primeiro-ministro russo , Dmitry Medvedev fez ontem uma visita à região. (Copyright © 2014 euronews)

Kiev paga mais por gás russo

01/04 11:32 CET


O gigante russo Gazprom aumentou em 40 por cento o preço do gás exportado para a Ucrânia.

Feitas as contas Kiev passa a pagar a partir de hoje 385,5 dólares por cada 1.000 metros cúbicos de gás importado depois de suprimido o desconto de 100 dólares acordado em dezembro de 2013 durante uma visita do ex-presidente ucraniano, Viktor Yanukovych, a Moscou. Mas o aumento pode não ficar por aqui. A Rússia admite acabar com uma outra redução acordada em abril de 2010 como contrapartida pela utilização da base naval de Sebastopol, na Crimeia, entretanto, anexada pela Rússia. Uma situação que a confirmar-se obrigaria a Ucrânia a pagar 480 dólares por cada 1.000 metros cúbicos de gás importado.
Um valor incomportável para Kiev. 
(Copyright © 2014 euronews)

segunda-feira, 31 de março de 2014

Ucrânia pode negociar se a Rússia deixar a Crimeia

31/03 18:34 CET

O candidato às eleições presidenciais ucranianas, Petro Poroshenko prestou homenagem, este domingo, aos mortos, durante os protestos em Maidan.
Foi a oportunidade para uma pequena caminhada, para reforçar a sua posição de favorito. As sondagens atribuem-lhe 25 por cento das intenções de votos.
Petro Poroshenko está pronto para negociar com a Rússia, mas há pré-condições:

“Estamos prontos para um compromisso significativo com a Rússia. Temos uma condição muito simples, a desocupação da Ucrânia para manter a soberania e integridade territorial da Ucrânia, para manter a independência da Ucrânia e, por isso, as forças russas devem sair da península da Crimeia. A Crimeia deve permanecer ucraniana e, se isso acontecer, estamos prontos para lhe dar uma autonomia significativa. Estamos prontos para dar um estatuto especial a Sebastopol, estamos prontos para conceder um regime especial de tributação a toda a Crimeia”, disse, numa entrevista à euronews.

Os militares ucranianos começaram a sair da península, na terça-feira passada. Poroshenko tinha alertado para a situação de insegurança das famílias dos militares ali estacionados e da população de origem tártara.

E sublinhou o seu compromisso com a integridade territorial da Ucrânia:

“Não aceitamos qualquer cenário federalista. Nós não aceitamos e lutamos contra qualquer movimento separatista. Lutamos para que a Ucrânia seja unida, forte, poderosa, economicamente sustentável e acho que teremos um primeiro resultado, muito em breve.”

Na semana passada, o FMI anunciou uma ajuda de 14 a 18 mil milhões de dólares a Kiev, mas três mil milhões podem chegar já, para evitar rupturas no tesouro.

Para isso, a Ucrânia terá de fazer reformas dolorosas.
“Esse programa de reformas deve ser feito, à medida das pessoas – disse o candidato, à euronews – caso contrário, as pessoas mais pobres não vão acreditar no programa de reformas do FMI. Agora vemos que o programa de reformas, mesmo sendo uma questão difícil, é apoiado pelo povo. Porque se trata de uma comunicação muito franca, muito direta, com as pessoas”.

Petro Poroshenko, conhecido como “o rei do chocolate”, com uma fortuna avaliada em 1,4 mil milhões de dólares, segundo a “Forbes”. A sua empresa figura na lista das 20 maiores do mundo, na indústria da confeitaria.

Copyright © 2014 euronews

Oleksandr Turchinov: “Não há razão para federalizar a Ucrânia”

31/03 17:13 CET

O presidente interino da Ucrânia e presidente do parlamento, Oleksandr Turchinov, assistiu esta segunda-feira, com o ministro ucraniano do Interior, ao exercício de treino da Guarda Nacional.
A ocasião para responder à sugestão russa de que a Ucrânia deveria tornar-se uma federação.

Turchinov disse em conferência de imprensa:
 
“O governo da Rússia deve resolver os problemas da federação russa, não os da Ucrânia. A Ucrânia tem o seu próprio governo, o seu próprio parlamento e os seus próprios cidadãos, que determinarão, por si próprios, o seu futuro. E agora não há qualquer razão para federalizar a Ucrânia.”

Neste corpo da Guarda Nacional há centenas de voluntários, que aprendem as artes militares para atuarem ao lado do exército:

“Aprendemos muito, muito do que precisávamos ter sabido há um mês, quando nos reuníamos em Maidan. Aprendemos a disparar, aprendemos a autodefesa.”

“Os jovens que estão aqui não vieram assinar um contrato com o exército: vieram apoiar a pátria, ajudar as tropas a reforçar as fronteiras e a estabelecer a ordem.”

A partir do próximo sábado, esta nova força criada após a queda do regime de Ianukovich, presta juramento ao serviço da Ucrânia, após três semanas de treino intensivo.

Alguns, no entanto, não querem seguir uma carreira militar. Participaram voluntariamente nesta formação para aprenderem a defender a pátria.

Copyright © 2014 euronews

domingo, 30 de março de 2014

Ucrânia: Petro Porochenko e Yulia Tymoshenko principais candidatos às eleições presidenciais

30/03 04:21 CET

Petro Porochenko e Yulia Tymoshenko são os principais candidatos às eleições presidenciais ucranianas previstas para 25 de maio.

Porochenko já foi ministro dos Negócios Estrangeiros, entre 2009 e 2010, e ministro da Economia, em 2012.
Com 48 anos, é apoiado por Vitali Klitschko, um dos responsáveis do movimento pró-europeu na Ucrânia, que anunciou sexta-feira a desistência da corrida presidencial.
Perante uma situação de agressão ao nosso país, as prioridades são preservar a soberania e integridade territorial da Ucrânia. Teremos também de trabalhar acerca da unidade do nosso país”, declarou Petro Porochenko.

Yulia Tymoshenko, de 53 anos, foi primeira-ministra e figura emblemática da Revolução Laranja.
Nas presidenciais de 2010 perdeu por margem mínima para Viktor Yanukovych.
No ano seguinte foi condenada a sete anos de prisão por abuso de poder. Foi libertada no dia 22 de fevereiro.
Se a Ucrânia me escolher para Presidente, não deixarei o agressor tomar um centímetro que seja de terra ucraniana, sem uma resposta conveniente”, afirmou Tymoshenko.

O Partido das Regiões, que já foi liderado pelo deposto Viktor Yanukovych, apresentou Mykhaylo Dobkin como seu candidato presidencial.
Com 44 anos, já foi governador da região de Kharkiv e apoiante do presidente deposto.
Como temos relações mais ou menos boas com a Europa e os Estados Unidos também ajudam, precisamos de restabelecer boas relações com a Federação Russa. Será o que eu farei”, disse Dobkin.

As eleições presidenciais surgem na sequência de uma crise política que colocou o país à beira da bancarrota e levou à anexação da república autônoma da Crimeia pela Rússia.

Copyright © 2014 euronews

sábado, 29 de março de 2014

Klitschko desiste da candidatura às presidenciais ucranianas


Ex-pugilista anuncia apoio ao milionário Petro Poroshenko, o "rei do chocolate" pró-ocidental.


Vitali Klitschko,ex-campeão mundial de pugilismo e um dos líderes da oposição durante os protestos populares em Kiev, retirou a sua candidatura às eleições presidenciais ucranianas e anunciou o seu apoio a Petro Poroshenko, um dos homens mais ricos do país.


“As forças democráticas devem apresentar um candidato único. Esse candidato deve ser quem tem mais apoio. Hoje, a meu ver, ele é Petro Porochenko”, disse Klitschko, que depois de pendurar as luvas formou o Udar (Murro), um partido populista pró-europeu, que fez da denúncia da corrupção a sua bandeira.

Os protestos contra a recusa do ex-Presidente Viktor Yanukovych em assinar um acordo de associação com a União Europeia deram-lhe protagonismo, mas não o suficiente para aparecer como o mais bem colocado nas sondagens para vencer as eleições de 25 de Maio. Um estudo do Instituto de Sociologia de Kiev, divulgado quarta-feira, atribuía ao antigo pugilista 9% das intenções de voto, bem atrás dos 25% conseguidos por Poroshenko.

File:Petro Poroshenko 2014 (cropped).jpg
Petro Poroshenko

Figura de consenso (foi ministro dos Negócios Estrangeiros do Presidente pró-europeu Viktor Yushenko, entre 2009 e 2010, e ministro da Economia de Yanukovych, em 2012), Poroshenko esteve desde o início ao lado dos manifestantes da Maidan. É também o sexto homem mais rico da Ucrânia, com uma fortuna avaliada em 1100 milhões de dólares, resultado de negócios nos media e no fabrico de chocolate – atividade que lhe vale na Ucrânia o cognome do “rei do chocolate”.

A saída de cena de Klitschko, que anunciou em alternativa a intenção de se candidatar à câmara de Kiev, coloca sob pressão a ex-primeira-ministra Yulia Tymochenko, que confirmou quinta-feira a intenção de candidatar-se à presidência. Apesar de ser a dirigente mais conhecida, dentro e fora do país, e do tempo que passou na prisão, as sondagens atribuem-lhe menos de 10% das intenções de voto, ainda assim o suficiente para forçar Poroshenko a uma segunda volta, numa votação em que se espera a fragmentação dos votos entre quase uma dezena de candidatos.

“A situação pede uma consolidação e uma união de esforços”, afirmou Klitschko num discurso aos militantes do seu partido, sublinhando que “isto só pode ser conseguido se não dividirmos os votos entre os candidatos democráticos”.

CANDIDATURA DE TYMOSHENKO

Primeiras reações do Maidan, de mídias sociais e políticos
Voz da América - Rádio Svoboda


Redator da "Verdade Ukrainiana" o conhecido jornalista investigativo ukrainiano Serhii Leshchenko em seu Facebook destacou que, no momento, os ukrainianos têm uma oportunidade única para recarregar este país. E, agora, devem vir pessoas com caráter moral intocável. Agora, com todo respeito, "não é a vez de Tymoshenko governar o país.
O jornalista apontou diretamente para os resultados de sua investigação, os quais indicam uma relação corrupta de Yulia Tymoshenko com o antigo primeiro-ministro da Ukraina Pavlo Lazarenko. "Eu tenho os mesmos documentos, que encontraram no Myzhyhiria - apenas lá trata-se de pagamentos de Tymoshenko para Lazarenko. Não é 100 UAH que ela lhe pagou, mas 100 milhões de dólares - no mínimo. Eu tenho um testamento em vídeo, de um agente do FBI que ela era aliada de Lazarenko e lhe pagava subornos. Eu tenho um pacote de comprovantes da Tymoshenko ao Lazarenko, e tenho confissões de parceiros de Tymoshenko, e também de seus subordinados diretores - tais como os "sem teto de Riga", como na história das torres de Boiko. E não convém dizer, que os negócios em 1990 não era possível fazer de modo diferente. Pagar subornos, como ocupar-se com negócios - é uma escolha livre de cada pessoa", - declarou o jornalista.
Eu não quero, que sobre o futuro presidente da Ukraina - país que passou por sangue - escrevam como pessoa com passado corrupto. Mas, se Tymoshenko se tornar presidente, eu vou escrever assim. "Que Tymoshenko seja livre, que ocupe-se com negócios, ou caridade, seja diretora do museu "Myzhyhiria", mas não presidente!
E, não precisa agora falar sobre "Contratodos". Eu nunca fui um deles. Maidan gerou milhares de líderes, que não vão governar pior que Tymoshenko. Que o presidente seja Parubii (deputado), Yarosh (líder do Setor Direito), que seja aquele garoto, que ontem pulou no palco e anunciou ultimato ao Zek, após o que Zek fugiu, mas não Tymoshenko (Zek é o qualificativo que designa um ex-prisioneiro. No caso a referência foi a Yanukovych, que na juventude foi preso por furtos. Pelo visto o vício vem de longe. E o grito mais frequente do Maidan "Zeka Het" significa "prisioneiro, fora!" - OK). 
Tradução: Oksana Kowaltschuk.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Autoridades ucranianas passam vistoria aos abrigos antibombas de Kiev


Nova liderança diz estar a preparar a segurança dos cidadãos devido à presença das tropas russas na fronteira. Radicais do Setor Direito [Praviy Sektor] manifestam-se junto ao Parlamento.

Setor Direito exige a demissão do ministro do Interior GENYA SAVILOV/AFP

As autoridades ucranianas realizaram esta sexta-feira uma inspeção aos abrigos antibombas de Kiev no momento em que os legisladores acusam a Rússia de estar a acirrar distúrbios na capital do país após terem anexado a península da Crimeia.

A nova liderança do país ficou com os nervos à flor da pele quando um grupo de ultra-radicais — que tiveram um papel importante na revolta que destitui o antigo Presidente Viktor Yanukovych — se manifestou à porta do Parlamento exigindo a demissão do ministro do Interior, Arsen Avakov.
"Eles [os russos] não conseguiram atear a chama do separatismo nas nossas regiões. Então agora tentam desestabilizar a situação no coração da Ucrânia", disse o Presidente interino, Oleksandr Turchynov.
Estima-se que dezenas de milhares de tropas russas estejam concentradas na fronteira, mas não há sinais de pretenderem atravessá-la. Em Moscou, o Presidente Vladimir Putin disse que a Rússia não pretende outras regiões da Ucrânia. Mas a Rússia irá usar todas as armas do seu arsenal econômico para castigar a viragem da Ucrânia para a Europa. [O que o presidente russo disse não significa nada, porque é um cínico, dissimulado e mentiroso congênito desprovido de qualquer dilema moral. O Cossaco]
Num passo pouco usual que adensou o clima de apreensão, as autoridades de Kiev anunciaram que vistoriaram 500 abrigos urbanos na capital de forma a assegurarem que funcionam, e que estão a trabalhar para a criação de um novo sistema de alarme. "Temos 526 instalações de defesa [abrigos] em Kiev. Hoje, as autoridades da cidade estão a garantir que estão em perfeitas condições técnicas e capazes de proteger a população", disse Volodimir Bondarenko, chefe da administração da cidade.
Os novos líderes ucranianos, que tomaram posse depois da deposição do Presidente pró-russo Viktor Yanukovych, que fugiu do país depois de três meses de contestação violenta, não esconderam o nervosismo quando membros do Setor Direito, um grupo radical, se manifestou junto ao Parlamento na quinta-feira e marcou novo protesto para esta sexta-feira.
O grupo ganhou visibilidade nos três meses da chamada revolta da Euromaidan, quando optou pelas táticas violentas contra a polícia de choque, lançando bombas incendiárias e tijolos. Na altura, os que eram líderes da oposição, não condenaram a violência, mas agora que estão no poder não podem aceitar as táticas com que o Setor Direito ajudou a derrubar Yanukovych.
Porém, Turchynov sugeriu na sexta-feira que o grupo pode estar sendo manipulado a partir de Moscou de forma a fragilizar a nova liderança e a desestabilizar o país num momento em que a Ucrânia tenta interiorizar a perda da Crimeia e recuperar da péssima gestão econômica do antigo Presidente.
O protesto do Setor Direito relaciona-se com a morte, esta semana, de Oleksandr Muzytchko, também conhecido como "Sashko Bilyi", que era um dos principais líderes do grupo. [ver http://noticiasdaucrania.blogspot.com.br/2014/03/curtas.html - segundo bloco]
O ministro do Interior disse que Muzichko foi morto por membros da força especial "Sokol" quando tentava fugir de um café na região ocidental de Rivne. Mas na sexta-feira o ministro disse uma coisa diferente e explicou que testes balísticos demonstraram que Muzichko se suicidou devido ao cerco da polícia. O Setor Direito considera que o seu ativista foi vítima de um "atentado" político realizado pela unidade de elite e exige a demissão de Avakov e o julgamento dos responsáveis por esta morte.
Turchynov comprometeu-se com uma investigação às causas da morte de Muzichko, mas pediu aos ucranianos que sejam solidários com a nova liderança. "Infelizmente, alguns cidadãos, conscientemente ou inconscientemente, realizaram uma ação de provocação à porta do Parlamento", disse o ministro. "Se as pessoas não concordam com o Parlamento está a fazer, têm as eleições como recurso. Esta linha de ação vai contra o nosso Estado e reforça a posição do agressor que está agora a concentrar as suas forças armadas nas fronteiras da Ucrânia", disse Turchynov.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Yulia Tymoshenko anuncia candidatura à Presidência da Ucrânia



Antiga primeira-ministra foi libertada em Fevereiro, no auge da revolução que levou ao afastamento do Presidente Viktor Yanukovych.

 
Yulia Tymoshenko ex primeira-ministra 

Yulia Tymoshenko, a figura mais emblemática da Revolução Laranja e ex primeira-ministra, anunciou nesta quinta-feira a sua candidatura à Presidência da República da Ucrânia.

"Nenhum dos políticos ucranianos que se preparam para ser candidatos à presidência se dá conta do alcance da anarquia e nem se dispõe a detê-la", disse Tymoshenko.
A ex primeira-ministra, que esteve presa dois anos e meio, convocou uma conferência de imprensa em Kiev para confirmar aquilo que já se esperava desde o momento em que foi libertada, há um mês, no auge da revolução que levou ao afastamento do Presidente Viktor Yanukovych.
Aos 53 anos de idade, Yulia Tymoshenko vai enfrentar nas eleições (marcadas para 25 de Maio) o antigo pugilista Vitali Klitschko, líder do partido Udar ["murro"] e um dos rostos da oposição a Viktor Yanukovych, que anunciou a sua candidatura em finais de Fevereiro.
Yulia Tymoskenko teve um papel fundamental na revolução de 2004-2005, após as acusações de fraude nas eleições presidenciais de 2004, ganhas por Viktor Yanukovych (então primeiro-ministro) numa segunda volta contra Viktor Yushenko, à época líder da oposição. Depois de vários protestos, o Supremo Tribunal da Ucrânia ordenou a repetição da segunda volta, em Dezembro de 2004, que deu a vitória a Yushenko.
Seis anos depois, em 2010, Viktor Yanukovych vencia as presidenciais, também à segunda volta, precisamente contra Yulia Tymoshenko, então primeira-ministra.
Nascida em Novembro de 1960 em Dnipropetrovsk, Yulia Tymoshenko foi a primeira mulher chefe de Governo da Ucrânia, tendo liderado o executivo em duas ocasiões – primeiro entre Janeiro de 2005 e Março de 2010, e depois entre Dezembro de 2007 e Março de 2010 (quase sempre sob a presidência de Viktor Yushenko, à exceção do último mês do segundo mandato, após a vitória nas eleições presidenciais de 2010 de Viktor Yanukovych).
Depois da derrota nas eleições de 2010, Yulia Tymoshenko foi alvo de várias acusações em tribunal, tendo sido condenada em finais de 2011 a sete anos de prisão por desvio de fundos e abuso de poder.
Os processos contra Yulia Tymoshenko foram vistos na União Europeia como uma perseguição política movida pelo campo de Viktor Yanukovych, pelo que a sua libertação foi considerada imprescindível para que a Ucrânia pudesse assinar um acordo de parceira com Bruxelas, em finais de Novembro do ano passado.

A IMPORTÂNCIA DE OLIGARCAS DA UCRÂNIA



Conjuntura

Análise
Após Ucrânia ganhar a independência da União Soviética, os ativos estatais foram privatizados, dando origem a uma poderosa classe de empresários conhecidos como oligarcas. Assim como na transição da Rússia para o capitalismo, a transição da Ucrânia permitiu que essas pessoas politicamente conectadas acumulassem enorme riqueza que eles adquiriram monopolizado ativos, incluindo metais, produtos químicos e indústrias de distribuição de energia, entre outros. Como resultado, o sistema político da Ucrânia ainda depende do patrocínio e apoio de oligarcas.

Na verdade, existem laços estreitos entre oligarcas da Ucrânia e da evolução da crise política do país. Isto foi ilustrado mais recentemente, em Donetsk, em 9 de março, quando o aspirante a presidente ucraniano Vitali Klitschko (o ex-boxeador) se reuniu com Rinat Akhmetov, o homem mais rico do país, para discutir a situação em curso. Figuras como Akhmetov, que detém uma posição dominante na produção de aço e carvão do país, e Dmitri Firtash, um jogador importante na indústria de energia e produtos químicos, têm sido importantes financiadores do Partido das Regiões do ex-presidente ucraniano, Viktor Yanukovych.

Notavelmente, a fidelidade dos oligarcas provou ser fluido. Eles estão mais preocupados com a preservação de seus interesses de negócios lucrativos em vez de perseguir uma linha ideológica ou política. Em alguns casos, eles têm apoiado partidos rivais para se certificar de que eles não seriam alvo em caso de uma reviravolta política.

O primeiro-ministro Arseniy Yatsenyuk e outros membros do governo interino chegaram a sair com os números, incluindo Akhmetov e Firtash, assegurando-lhes que as suas empresas não serão o alvo. Kiev foi mesmo nomeado oligarcas-chave, como Igor Kolomoisky, um magnata bancário e industrial, e industrial Sergei Taruta como governadores das regiões orientais de Dnipropetrovsk e Donetsk, respectivamente.

Desafio urgente do novo governo é manter a Ucrânia continente juntos. Leste da Ucrânia é crucial para isso - a região é um reduto de sentimento pró-Rússia e o principal sítio de oposição, depois de Criméia, ao governo apoiado pelo Ocidente e de tendência ocidental. Os oligarcas são fundamentais para manter o controle sobre a Ucrânia oriental, não só porque a produção industrial da Ucrânia está concentrada no leste - ancorando assim uma economia instável -, mas também porque muitos dos oligarcas têm uma relação mais forte e mais gerenciável com a Rússia do que o atual governo, que Moscou vê como ilegítimo.

quarta-feira, 26 de março de 2014

CURTAS

Crimeia: tártaros podem avançar com referendo

26/03 17:32 CET

Os tártaros da Crimeia admitem seguir o exemplo do governo pró-russo e avançar com um referendo.
O objetivo é definir uma posição na república autônoma da Ucrânia, entretanto, anexada por Moscou.
Boicotaram o referendo realizado a 16 de março, mas recusam ser marginalizados.
“Na Crimeia vivem 300 mil tártaros. A nossa comunidade é mais pequena do que a russa e a ucraniana, mas esta é a nossa terra. Ninguém nos perguntou, nem antes do referendo ou da invasão de tropas russas, como queremos viver e em que condições” refere Refat Chubarov, líder dos tártaros da Crimeia.
Deportados em massa da Ásia Central para a Crimeia durante a II Guerra Mundial, os tártaros representam cerca de 12 por cento da população da península.
A decisão de avançar ou não com a consulta popular deve ser tomada este sábado.

Copyright © 2014 euronews
 x-x-x-x-x-x-x

Ucrânia: Polícia mata líder ultranacionalista. ‘Pravy Sektor’ exige demissão do ministro do Interior

26/03 00:02 CET

A polícia ucraniana abateu, esta terça-feira, um líder da extrema-direita ultranacionalista durante uma operação para o capturar na cidade de Rivne, cerca de 200 km a nordeste de Lviv, na região ocidental da Ucrânia.
Conhecido pelo pseudónimo “Sashko Bilyi”, Oleksandr Muzytchko era um dos líderes do ‘Pravy Sektor’, o Setor Direita, que agora pede a cabeça do ministro da Administração Interna:
“Não podemos ficar em silêncio enquanto o ministro do Interior está a agir contra a revolução. É por isso que pedimos a demissão imediata do ministro Arsen Avakov. Também exigimos que o comandante das ‘Sokil’, as forças especiais da polícia e todos os responsáveis pelo assassinato sejam presos”, afirmou o líder do recém-formado partido ‘Pravy Sektor’. 

 
Conhecido pelo pseudónimo “Sashko Bilyi”, Oleksandr Muzytchko

As autoridades de Kiev afirmam que o líder da extrema-direita abriu fogo sobre a polícia que acabou por abate-lo. O ‘Pravy Sektor’ fala em assassinato:

“Se estavam presentes dezenas de polícias das forças especiais, acho que o poderiam ter capturado vivo e depois explicar quais foram os crimes que cometeu e de que grupo criminoso era membro. Mas parece que o feriram, prenderam e depois lhe deram um tiro no coração”, afirmou Ihor Mazur, membro do Setor Direita.

O tiroteio ocorreu segunda-feira à noite num café. Muzytchko era procurado por associação criminosa. O governo provisório de Kiev deixou um aviso:

“Chamo bandidos, a todos os que se disfarçam no meio do ‘Pravy Sektor’, do ‘Batkivschina’ ou do ‘Samooborona’. Os verdadeiros patriotas estão a defender as fronteiras da Ucrânia, não andam a assaltar empresas e a ocupar casas, como os bandidos, particularmente os que andam com espingardas não registradas”, afirmou o ministro interino do Interior, Arsen Avakov.

Na operação que acabou com a morte de Muzytchko, três alegados cúmplices deste líder ultranacionalista foram detidos e enviados para Kiev onde irão responder a acusações de banditismo.
Copyright © 2014 euronews

x-x-x-x-x

Ucrânia: Anunciada a dissolução da “Berkut”

26/02 12:07 CET

O ministro do Interior interino ucraniano, Arsen Avakov, anunciou esta terça-feira a dissolução do corpo da polícia antimotim “Berkut”.
Esta força policial foi utilizada na repressão das manifestações populares que levaram à queda do regime de Viktor Yanukovytch.
Durante a madrugada o ministro escreveu na sua página do Facebook:
“Os ‘Berkut’ não existem mais. Assinei o despacho N.º 144, de 25 de fevereiro de 2014, para a liquidação das unidades especiais da polícia de segurança pública ‘Berkut’”.
Arsen Avakov acrescentou ainda que hoje falará à imprensa para explicar a decisão.
No domingo o partido nacionalista Svoboda tinha apresentado um projeto de lei para dissolver o corpo da polícia de choque, ao qual é atribuída a maioria das mortes durante os sangrentos confrontos da semana passada em Kiev, em que morreram 82 pessoas mortos e cerca de 700 foram feridas.
Também conhecidos por “boinas vermelhas”, os “Berkut” foram criados em 1992 com base em forças especiais da polícia da Ucrânia soviética.

Copyright © 2014 euronews

x-x-x-x

Fuga de capitais da Rússia já ascende a 3% do PIB



Investidores internacionais e grandes depositantes russos estão a transferir o dinheiro do país. Vice-ministro da economia reconhece que o montante retirado até agora já ultrapassa o total de 2013.