Os cenários para a Ucrânia não mudaram. O que
mudou foi a transformação, agora real, desses cenários em realidade. Onde havia
a promessa de “libertar” outras zonas do país à semelhança do que sucedeu na
Crimeia (que já é factualmente russa), há agora atos de invasão que pretendem
concretizá-la; onde havia a “certeza” de dominar os avanços dos rebeldes
pró-russos, há agora uma visível frustração por tal plano ter falhado; e onde
se quis apelar à coesão surge, com cada vez maior nitidez, o fantasma da desintegração.
Face a tudo isto, brandindo os mesmo argumentos de antes, Rússia e Estados
Unidos voltam a falar em negociações multilaterais sem que se saiba bem o que é
já negociável. Isto porque a insegurança, no terreno, é cada vez maior e não se
vislumbra como unir um país com focos crescentes de secessão. Bem perto, a
Rússia exulta. Uma Ucrânia fraca é uma presa fácil. Não para invadir,
mas para subjugar. A começar pela economia.
Seja bem-vindo! Este blog defende uma Ucrânia livre do comunismo e do jugo moscovita.
terça-feira, 8 de abril de 2014
Ucrânia: Operação militar em curso na cidade de Kharkiv
08/04 06:04 CET
Kiev desencadeou uma operação militar
“antiterrorista” em Kharkiv. Foi assim que o ministro do Interior
anunciou a operação na sua página Facebook esta manhã. 70 pessoas terão
sido já detidas.
Kharkiv é uma das três cidades do Leste da Ucrânia onde manifestantes pro-Kremlin ocupam os edifícios administrativos exigindo um referendo para anexação à Rússia Washington acusa Moscou de “orquestrar” as manifestações pró-russas
que levaram à tomada de vários edifícios oficiais nas localidades de
Kharkiv, Luhansk e Donetsk. Nesta última cidade, os separatistas
pró-russos decretaram uma “república soberana”. [De que adianta esse blá, blá, blá dos EUA? Ou a Ucrânia e o mundo Ocidental reagem efetivamente, ou Putin anexará à Rússia metade da Ucrânia e o Ocidente continuará no seu blá, blá, blá enervante. O Cossaco]
O governo ucraniano denuncia, por seu lado, um plano da Rússia para “invadir” o seu território.
Os Estados Unidos ameaçam com novas sanções contra a Rússia mas, ao
mesmo tempo, o departamento de Estado norte-americano disse que os
chefes da diplomacia dos dois países debateram a possibilidade de um
“diálogo direto” no espaço de 10 dias entre Washington, Moscou, Kiev e
Bruxelas para tentar solucionar a crise. [Quando será que o Ocidente vai aprender que não há diálogo com o russos? Esse povo não possui dilema moral e seus governantes são mentirosos, cínicos e dissimulados !!! - O Cossaco]
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segunda-feira, 7 de abril de 2014
Rebeldes pró-russos proclamam a independência de Donetsk
Rita Siza
Presidente interino da Ucrânia responsabiliza a Rússia pelas
manobras secessionistas e promete mão dura contra "aqueles que pegarem
em armas" contra Kiev.
Rebeldes separatistas pró-russos tomaram o quartel-general da polícia
e ocuparam o edifício do governo regional de Donetsk, no Leste da
Ucrânia, a partir do qual proclamaram a existência de uma nova
“república popular” independente da capital Kiev e anunciaram a data
para a realização de um referendo para “a criação de um novo Estado
soberano”: o próximo dia 11 de Maio.
“A república popular de Donetsk será criada dentro
dos limites administrativos da região. A decisão entrará em vigor depois
da celebração do referendo”, anunciou, em russo, um dos líderes do
autoproclamado Conselho Popular de Donetsk, dando como certo um desfecho
semelhante ao da Crimeia, após o voto pela auto-determinação da cidade
que é o coração industrial da Ucrânia – e onde uma parcela significativa
da população defende a “Ucrânia unida”, segundo apontam as sondagens.
É
a “segunda vaga” da ofensiva russa na Ucrânia, alertou o Presidente
interino, Olexander Turchinov, referindo-se às manobras separatistas em
Donetsk e ainda em Lugansk e Kharkov, na fronteira com a Rússia. Nas
três cidades, as forças de segurança foram incapazes de conter os
rebeldes e ativistas que assaltaram as sedes do poder de Kiev,
apossando-se do arsenal disponível e içando a bandeira da Rússia, entre
vivas ao Presidente Vladimir Putin.
Turchinov cancelou uma
deslocação oficial à Lituânia para poder vigiar pessoalmente a
“campanha” de resposta ao secessionismo e desmembramento da Ucrânia. “As
leis antiterrorismo serão adotadas contra todos aqueles que pegarem em
armas”, avisou o Presidente, acrescentando que na terça-feira o
Parlamento vai debater penalizações mais duras para os indivíduos e as
organizações políticas envolvidas em ações separatistas.
Antecipando
a reação de Kiev, o “novo órgão de poder” de Donetsk pediu apoio a
Moscou para resistir à “junta” que tomou conta do Governo ucraniano.
“Em Kiev houve uma revolução e aqui também haverá. Não há qualquer
possibilidade de marcha atrás”, previu o líder da “república” de
Donetsk, Andrei Purgin, ao jornal espanhol El País.
Mas
contrariando as expectativas dos ativistas pró-russos, as forças do
regime não reagiram à ofensiva sobre os edifícios da administração
local: a ordem vinda de Kiev foi para não recorrer à força e muito menos
à violência contra os rebeldes. “Há um plano de desestabilização em
marcha, para criar uma situação em que as tropas estrangeiras atravessem
a fronteira e invadam o país. Este cenário foi escrito pela Federação
da Rússia, mas não o vamos permitir”, explicou o primeiro-ministro
ucraniano, Arseniy Yatsenyuk, que convocou uma reunião de emergência do
executivo perante a escalada da tensão no Leste.
Moscou mantém
cerca de 40 mil soldados russos estacionados a 30 quilômetros da
fronteira, disponíveis para “defender por todos os meios” as populações
russófilas das antigas repúblicas soviéticas que sejam alvo de agressão,
reafirmou Vladimir Putin.
Em declarações à agência RIA Novosti, o
vice-presidente da câmara alta do parlamento russo, Ilias Ukhmanov,
distinguiu os acontecimentos em Donetsk dos eventos na Crimeia, anexada
pela Rússia no mês passado. “A presente situação exige outro tipo de
avaliação, que tenha em conta o contexto histórico, político e jurídico.
Não podemos dizer automaticamente que é um reflexo do que se passou na
Crimeia e em Sebastopol”, considerou. Para Ukhmanov, o desejo de
autodeterminação da população de Donetsk é uma “reação natural” à
política de Kiev que “não autoriza o desenvolvimento de línguas ou
minorias nacionais ou outras religiões” e também um “sinal de que o
atual regime deve promover uma reforma constitucional, se quer
preservar a integridade territorial da Ucrânia”.
Nota do Editor do blog:
Se a Ucrânia continuar com esse comportamento covarde e frouxo, os russos tomarão toda a Ucrânia. É preciso falar menos a agir mais.
O Cossaco.
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Ucrânia: Yatsenyuk teme a “ressurreição da União Soviética”
04/04 17:08 CET
A tensão entre Kiev e Moscou continua a subir.
Esta sexta-feira, o primeiro-ministro em exercício na Ucrânia,
Arseniy Yatsenyuk, voltou a afirmar que o país nunca reconhecerá a
anexação da Crimeia e alertou para a possível ressurreição da União Soviética.
“O maior desastre deste século será a ressurreição da União Soviética
– aquilo que Putin, quer, claramente. E este tipo de ideias perigosas
tem o apoio da maioria da população russa”.
Estas declarações seguem-se às acusações sucessivas de que a Rússia e os agentes do FSB estiveram por detrás das ações dos snipers, que mataram uma centenas de pessoas durante a revolta na praça Maidan.
Moscou continua a negar estas acusações e insiste na necessidade de
defender os cidadãos russófilos, que segundo Sergei Lavrov serão
discriminados na Ucrânia:
“O maior obstáculo à solução da crise está dentro da Ucrânia. Este
obstáculo é o fato de as autoridades ucranianas serem incapazes de
respeitar completamente e em igualdade os direitos de todos os
ucranianos sem exceção”, afirma o chefe da diplomacia russa, Sergei
Lavrov.
Enquanto prossegue o braço-de-ferro politico-diplomático, a Rússia
continua a separar as águas na Crimeia. Esta sexta-feira cerca de 200
cadetes da Academia Naval de Sebastopol deixaram a península.
Na semana passada tinham recebido uniformes russos e um ultimato
para decidirem se queriam continuar a formação na Crimeia e servir a
marinha russa ou deixar o território e partirem para a Ucrânia.
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quinta-feira, 3 de abril de 2014
Rússia volta a aumentar preço do gás cobrado à Ucrânia
03/04 18:00 CET
Em plena crise entre Moscou e Kiev, a Rússia decidiu aumentar fortemente, pela segunda vez em três dias, o preço do gás vendido à Ucrânia.
Na sequência de um encontro com o primeiro-ministro Dmitri Medvedev,
o diretor-geral do gigante russo Gazprom anunciou uma subida de 26 por
cento. O preço dos mil metros cúbicos subirá assim para 354 euros, um
dos mais elevados valores aplicados aos países europeus.
Consciente da crise econômica e da forte dependência do país
vizinho, que cobre mais de metade das suas necessidades com o gás russo,
Moscou instou também a Ucrânia a reembolsar o mais rápido possível a
dívida energética, que atinge já os 1600 milhões de euros.
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Novas autoridades de Kiev acusam Rússia de envolvimento nas mortes de Fevereiro
João Manuel Rocha
(atualizado às )
Agentes dos serviços secretos de Moscou teriam participado no
planejamento da repressão. Moscou reagiu dizendo que a alegação é
contrariada por "numerosas provas". Polícia anti-motim de Yanukovych
responsabilizada por assassínio de manifestantes.
Manifestante com invólucros de balas, em Fevereiro SERGEI SUPINSKY/AFP
As novas autoridades ucranianas acusam os serviços secretos russos e o
antigo Presidente, Viktor Yanukovych, de envolvimento direto nos
disparos que, em Fevereiro, resultaram na morte de dezenas de
manifestantes em Kiev, nos últimos dias do regime deposto.
"Agentes do FSB [serviços secretos russos]
participaram no planejamento e na execução da alegada operação
antiterrorista" contra os manifestantes, disse o atual chefe dos
serviços de segurança da Ucrânia, Valentin Nalivaichenko, numa
conferência de imprensa em que foram anunciados os resultados
preliminares de um inquérito à morte de 76 pessoas, entre os dias 18 e
20 de Fevereiro. Durante os protestos que levaram à queda do regime
foram mortas mais de cem pessoas.
Nalivaichenko disse que equipas
do FSB estiveram em Dezembro e Janeiro nas instalações dos serviços de
segurança do regime e que dois aviões transportaram da Rússia para a
Ucrânia, a 20 de Fevereiro (um dos dias mais sangrentos da repressão),
"toneladas" de explosivos e armamento.
As imputações das
autoridades de Kiev motivaram uma reação do ministro russo dos Negócios
Estrangeiros, que diz serem "contrariadas por numerosas provas". A
investigação sobre a autoria dos disparos deve ser feita de modo
"transparente", disse também Serguei Lavrov.
O serviço de imprensa
do FSB tinha já comentado a acusação, desmentindo-a implicitamente,
numa resposta à agência russa Ria Novosti: "Que essas declarações fiquem
na consciência dos serviços de segurança ucranianos."
As
acusações ucranianas surgem numa altura em que a Rússia anunciou que
alguns dos batalhões que tem mantido concentrados junto à fronteira com a
Ucrânia deverão regressar às suas bases. O governo de Moscou anunciou
também esta quinta-feira que quer esclarecimentos da NATO sobre as suas
atividades na região. A aliança atlântica prometeu, na sequência da
anexação da Crimeia pela Rússia, reforçar a defesa dos países-membros
mais próximos da Rússia.
Os resultados do inquérito preliminar aos
disparos sobre manifestantes no centro de Kiev acusam atiradores da
Berkut, a polícia anti-motim entretanto dissolvida, da autoria material
dos disparos. A procuradoria ucraniana anunciou, também esta
quinta-feira, a prisão de 12 dos elementos de uma das células, a chamada
"Unidade Negra". Mas a operação de repressão ocorreu "sob a liderança
directa" de Yanukovych, acrescentam.
Ao antigo Presidente, que a
21 de Fevereiro fugiu para a Rússia, é atribuída a autorização do uso de
armas contra manifestantes. As novas autoridades emitiram mandados de
captura contra Yanukovych e Oleksandr Yakimenko, antigo chefe dos
serviços de segurança.
A maior parte dos manifestantes
assassinados nos últimos dias do poder de Yanukovych foram mortos na rua
Institutska, junto à Praça da Independência, conhecida como Maidan,
local das grandes concentrações que se prolongaram por meses e levaram à
queda do regime.
Segundo o ministro interino do Interior, Arsen
Avakov, citado pela BBC, o inquérito determinou que, num dos episódios
de repressão, oito manifestantes foram mortos por balas disparadas pela
mesma metralhadora. E que uma unidade comandada por um major é suspeita
da morte de, pelo menos, 17 pessoas. Mas tanto Avakov como Nalivaichenko
disseram, segundo a AFP, não poder identificar sem margem de erro os
autores dos disparos mortais.
Yanukovych tem negado as acusações
de responsabilidade na morte de manifestantes. Numa entrevista
televisiva divulgada na quarta-feira disse que os disparos foram feitos a
partir de edifícios de Kiev controlados por opositores do seu governo.
Na mesma linha, as autoridades de Moscou atribuem os disparos a
movimentos nacionalistas ucranianos, nomeadamente ao grupo de
extrema-direita Setor Direito. [Faz-me rir, senhor Yanukovych - O Cossaco]
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Parlamento ucraniano aprova desarmamento de grupos radicais
01/04 22:05 CET
O Parlamento da Ucrânia
aprovou o desarmamento dos grupos paramilitares que participaram na
contestação que levou à queda de Yanukovych. Entre eles está o Praviy
Sektor, que tem pedido a demissão do ministro do Interior, depois de uma
figura proeminente do grupo ter sido assassinada durante uma
perseguição policial.
Os militantes do grupo de extrema-direita entrevistados pela
Euronews negam estar armados. “Armas? Eu não tenho armas. A situação é
pacífica, mas se alguém se virar contra mim com uma arma, não terei
outra escolha senão pegar numa”, afirmou um militante.
“Seria mais construtivo se o Governo e o Parlamento aprovassem uma
nova lei para a legalização das armas nas mãos dos cidadãos, mas não é o
momento de entregar as armas, por causa da guerra com a Rússia. Em
tempo de paz devemos fazê-lo, mas em tempo de guerra é inapropriado”,
disse Artem Skoropadskyi do Praviy Sektor.
Na segunda-feira à noite, o grupo radical foi responsabilizado por
um tiroteio que ocorreu à porta de um restaurante a cem metros da
Maidan. O incidente não teve, aparentemente, uma motivação política.
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Ucrânia: Tiroteio em Maidan faz três feridos
01/04 00:39 CET
Em Kiev, a polícia deteve o suspeito de um tiroteio que fez três feridos, em Maidan, esta noite.
O homem detido é membro de um grupo radical nacionalista, Praviy
Sektor – Setor Direito -, na primeira linha da contestação pró-europeia.
O tiroteio ocorreu no exterior de um restaurante, a 100 metros da
Praça da Independência. O atirador, ébrio, refugiou-se no hotel Dnipro –
onde a o Praviy Sektor dispõe de uma sede -, entretanto cercado pela
polícia de choque.
O homem entregou-se, ao fim de uma hora.
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terça-feira, 1 de abril de 2014
Ligeira baixa de tensão na crise ucraniana
01/04 04:28 CET
O conflito diminuiu um pouco depois do
presidente russo , Vladimir Putin, ter ordenado a retirada parcial das
tropas russas da fronteira ucraniana a pedido de Angela Merkel.
A Polônia e França participaram na Alemanha numa conferência internacional a fim de coordenar o apoio ao governo ucraniano.
Os ministros dos negócios estrangeiros reuniram-se na cidade alemã
de Weimar onde discutiram reformas e assistência técnica e exortaram
Moscou iniciar negociações diretas com Kiev para encontrarem uma
solução para o conflito.
O ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Frank -Walter
Steinmeier , disse ser inaceitável provocar conflitos como este na
Europa no século 21.
“ Cem anos depois do início da 1 ª Guerra Mundial, 70 anos após o
fim da Segunda e 25 anos após a Guerra Fria, não pode haver qualquer
lugar neste século para correções de fronteira que podem evoluir para
novos conflitos”.
Os Estados Unidos, no entanto mostram-se cautelosos e pedem que as
informações sobre a retirada das tropas russas sejam verificadas.
A presença destes soldados – 20.000 de acordo com Washington – tem levantado temores de uma invasão da parte oriental da Ucrânia, e de língua russa , e uma repetição do cenário que levou à perda da Crimeia, no sul do país. O Primeiro-ministro russo , Dmitry Medvedev fez
ontem uma visita à região. (Copyright © 2014 euronews)
Kiev paga mais por gás russo
01/04 11:32 CET

Feitas as contas Kiev passa a pagar a partir de hoje 385,5 dólares por cada 1.000 metros cúbicos de gás importado depois de suprimido o desconto de 100 dólares acordado em dezembro de 2013 durante uma visita do ex-presidente ucraniano, Viktor Yanukovych, a Moscou. Mas o aumento pode não ficar por aqui. A Rússia admite acabar com uma outra redução acordada em abril de 2010 como contrapartida pela utilização da base naval de Sebastopol, na Crimeia, entretanto, anexada pela Rússia. Uma situação que a confirmar-se obrigaria a Ucrânia a pagar 480 dólares por cada 1.000 metros cúbicos de gás importado.
Um valor incomportável para Kiev.

O gigante russo Gazprom aumentou em 40 por cento o preço do gás exportado para a Ucrânia.
Feitas as contas Kiev passa a pagar a partir de hoje 385,5 dólares por cada 1.000 metros cúbicos de gás importado depois de suprimido o desconto de 100 dólares acordado em dezembro de 2013 durante uma visita do ex-presidente ucraniano, Viktor Yanukovych, a Moscou. Mas o aumento pode não ficar por aqui. A Rússia admite acabar com uma outra redução acordada em abril de 2010 como contrapartida pela utilização da base naval de Sebastopol, na Crimeia, entretanto, anexada pela Rússia. Uma situação que a confirmar-se obrigaria a Ucrânia a pagar 480 dólares por cada 1.000 metros cúbicos de gás importado.
Um valor incomportável para Kiev.
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segunda-feira, 31 de março de 2014
Ucrânia pode negociar se a Rússia deixar a Crimeia
31/03 18:34 CET
O candidato às eleições presidenciais
ucranianas, Petro Poroshenko prestou homenagem, este domingo, aos
mortos, durante os protestos em Maidan.
Foi a oportunidade para uma pequena caminhada, para reforçar a sua
posição de favorito. As sondagens atribuem-lhe 25 por cento das
intenções de votos.
Petro Poroshenko está pronto para negociar com a Rússia, mas há pré-condições:
“Estamos prontos para um compromisso significativo com a Rússia. Temos uma condição muito simples, a desocupação da Ucrânia
para manter a soberania e integridade territorial da Ucrânia, para
manter a independência da Ucrânia e, por isso, as forças russas devem
sair da península da Crimeia. A Crimeia deve permanecer ucraniana e, se
isso acontecer, estamos prontos para lhe dar uma autonomia
significativa. Estamos prontos para dar um estatuto especial a
Sebastopol, estamos prontos para conceder um regime especial de
tributação a toda a Crimeia”, disse, numa entrevista à euronews.
Os militares ucranianos começaram a sair da península, na
terça-feira passada. Poroshenko tinha alertado para a situação de
insegurança das famílias dos militares ali estacionados e da população
de origem tártara.
E sublinhou o seu compromisso com a integridade territorial da Ucrânia:
“Não aceitamos qualquer cenário federalista. Nós não aceitamos e
lutamos contra qualquer movimento separatista. Lutamos para que a
Ucrânia seja unida, forte, poderosa, economicamente sustentável e acho
que teremos um primeiro resultado, muito em breve.”
Na semana passada, o FMI anunciou uma
ajuda de 14 a 18 mil milhões de dólares a Kiev, mas três mil milhões
podem chegar já, para evitar rupturas no tesouro.
Para isso, a Ucrânia terá de fazer reformas dolorosas.
“Esse programa de reformas deve ser feito, à medida das pessoas –
disse o candidato, à euronews – caso contrário, as pessoas mais
pobres não vão acreditar no programa de reformas do FMI.
Agora vemos que o programa de reformas, mesmo sendo uma questão
difícil, é apoiado pelo povo. Porque se trata de uma comunicação muito
franca, muito direta, com as pessoas”.
Petro Poroshenko, conhecido como “o rei do chocolate”, com uma
fortuna avaliada em 1,4 mil milhões de dólares, segundo a “Forbes”. A
sua empresa figura na lista das 20 maiores do mundo, na indústria da
confeitaria.
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Oleksandr Turchinov: “Não há razão para federalizar a Ucrânia”
31/03 17:13 CET
O presidente interino da Ucrânia
e presidente do parlamento, Oleksandr Turchinov, assistiu esta
segunda-feira, com o ministro ucraniano do Interior, ao exercício de
treino da Guarda Nacional.
“O governo da Rússia
deve resolver os problemas da federação russa, não os da Ucrânia. A
Ucrânia tem o seu próprio governo, o seu próprio parlamento e os seus
próprios cidadãos, que determinarão, por si próprios, o seu futuro. E
agora não há qualquer razão para federalizar a Ucrânia.”
A ocasião para responder à sugestão russa de que a Ucrânia deveria tornar-se uma federação.
Turchinov disse em conferência de imprensa:
Neste corpo da Guarda Nacional há centenas de voluntários, que aprendem as artes militares para atuarem ao lado do exército:
“Aprendemos muito, muito do que precisávamos ter sabido há um mês,
quando nos reuníamos em Maidan. Aprendemos a disparar, aprendemos a
autodefesa.”
“Os jovens que estão aqui não vieram assinar um contrato com o
exército: vieram apoiar a pátria, ajudar as tropas a reforçar as
fronteiras e a estabelecer a ordem.”
A partir do próximo sábado, esta nova força criada após a queda do
regime de Ianukovich, presta juramento ao serviço da Ucrânia, após três
semanas de treino intensivo.
Alguns, no entanto, não querem seguir uma carreira militar.
Participaram voluntariamente nesta formação para aprenderem a defender a
pátria.
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domingo, 30 de março de 2014
Ucrânia: Petro Porochenko e Yulia Tymoshenko principais candidatos às eleições presidenciais
30/03 04:21 CET
Petro Porochenko e Yulia Tymoshenko são os principais candidatos às eleições presidenciais ucranianas previstas para 25 de maio.
Porochenko já foi ministro dos Negócios Estrangeiros, entre 2009 e 2010, e ministro da Economia, em 2012.
Com 48 anos, é apoiado por Vitali Klitschko, um dos responsáveis do movimento pró-europeu na Ucrânia, que anunciou sexta-feira a desistência da corrida presidencial.
“Perante uma situação de agressão ao nosso país, as prioridades são
preservar a soberania e integridade territorial da Ucrânia. Teremos
também de trabalhar acerca da unidade do nosso país”, declarou Petro
Porochenko.
Yulia Tymoshenko, de 53 anos, foi primeira-ministra e figura emblemática da Revolução Laranja.
Nas presidenciais de 2010 perdeu por margem mínima para Viktor Yanukovych.
No ano seguinte foi condenada a sete anos de prisão por abuso de poder. Foi libertada no dia 22 de fevereiro.
“Se a Ucrânia me escolher para Presidente, não deixarei o agressor
tomar um centímetro que seja de terra ucraniana, sem uma resposta
conveniente”, afirmou Tymoshenko.
O Partido das Regiões, que já foi liderado pelo deposto Viktor Yanukovych, apresentou Mykhaylo Dobkin como seu candidato presidencial.
Com 44 anos, já foi governador da região de Kharkiv e apoiante do presidente deposto.
“Como temos relações mais ou menos boas com a Europa e os Estados
Unidos também ajudam, precisamos de restabelecer boas relações com a
Federação Russa. Será o que eu farei”, disse Dobkin.
As eleições presidenciais surgem na sequência de uma crise política
que colocou o país à beira da bancarrota e levou à anexação da república autônoma da Crimeia pela Rússia.
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sábado, 29 de março de 2014
Klitschko desiste da candidatura às presidenciais ucranianas
PÚBLICO
Figura
de consenso (foi ministro dos Negócios Estrangeiros do Presidente
pró-europeu Viktor Yushenko, entre 2009 e 2010, e ministro da Economia
de Yanukovych, em 2012), Poroshenko esteve desde o início ao lado dos
manifestantes da Maidan. É também o sexto homem mais rico da Ucrânia,
com uma fortuna avaliada em 1100 milhões de dólares, resultado de
negócios nos media e no fabrico de chocolate – atividade que lhe vale
na Ucrânia o cognome do “rei do chocolate”.
Ex-pugilista anuncia apoio ao milionário Petro Poroshenko, o "rei do chocolate" pró-ocidental.
Vitali Klitschko,ex-campeão mundial de pugilismo e um dos
líderes da oposição durante os protestos populares em Kiev, retirou a
sua candidatura às eleições presidenciais ucranianas e anunciou o seu
apoio a Petro Poroshenko, um dos homens mais ricos do país.
“As forças democráticas devem apresentar um
candidato único. Esse candidato deve ser quem tem mais apoio. Hoje, a
meu ver, ele é Petro Porochenko”, disse Klitschko, que depois
de pendurar as luvas formou o Udar (Murro), um partido populista
pró-europeu, que fez da denúncia da corrupção a sua bandeira.
Os
protestos contra a recusa do ex-Presidente Viktor Yanukovych em assinar
um acordo de associação com a União Europeia deram-lhe protagonismo, mas
não o suficiente para aparecer como o mais bem colocado nas sondagens
para vencer as eleições de 25 de Maio. Um estudo do Instituto de
Sociologia de Kiev, divulgado quarta-feira, atribuía ao antigo pugilista
9% das intenções de voto, bem atrás dos 25% conseguidos por Poroshenko.
| Petro Poroshenko |
A saída de cena de
Klitschko, que anunciou em alternativa a intenção de se candidatar à
câmara de Kiev, coloca sob pressão a ex-primeira-ministra Yulia
Tymochenko, que confirmou quinta-feira a intenção de candidatar-se à
presidência. Apesar de ser a dirigente mais conhecida, dentro e fora do
país, e do tempo que passou na prisão, as sondagens atribuem-lhe menos
de 10% das intenções de voto, ainda assim o suficiente para forçar
Poroshenko a uma segunda volta, numa votação em que se espera a
fragmentação dos votos entre quase uma dezena de candidatos.
“A
situação pede uma consolidação e uma união de esforços”, afirmou
Klitschko num discurso aos militantes do seu partido, sublinhando que
“isto só pode ser conseguido se não dividirmos os votos entre os
candidatos democráticos”.
CANDIDATURA DE TYMOSHENKO
Primeiras reações do Maidan, de
mídias sociais e políticos
Voz da América - Rádio Svoboda

Redator da "Verdade Ukrainiana" o conhecido jornalista investigativo
ukrainiano Serhii Leshchenko em seu Facebook destacou que, no momento, os
ukrainianos têm uma oportunidade única para recarregar este país. E, agora,
devem vir pessoas com caráter moral intocável. Agora, com todo respeito, "não é
a vez de Tymoshenko governar o país.
O jornalista apontou diretamente para os resultados de sua investigação, os
quais indicam uma relação corrupta de Yulia Tymoshenko com o antigo
primeiro-ministro da Ukraina Pavlo Lazarenko. "Eu tenho os mesmos documentos, que encontraram no Myzhyhiria - apenas
lá trata-se de pagamentos de Tymoshenko para Lazarenko. Não é 100 UAH que ela
lhe pagou, mas 100 milhões de dólares - no mínimo. Eu tenho um testamento em
vídeo, de um agente do FBI que ela era aliada de Lazarenko e lhe pagava
subornos. Eu tenho um pacote de comprovantes da Tymoshenko ao Lazarenko, e tenho
confissões de parceiros de Tymoshenko, e também de seus subordinados diretores -
tais como os "sem teto de Riga", como na história das torres de Boiko. E não
convém dizer, que os negócios em 1990 não era possível fazer de modo diferente.
Pagar subornos, como ocupar-se com negócios - é uma escolha livre de cada
pessoa", - declarou o jornalista.
Eu não quero, que sobre o futuro presidente da Ukraina - país que passou
por sangue - escrevam como pessoa com passado corrupto. Mas, se Tymoshenko se
tornar presidente, eu vou escrever assim. "Que Tymoshenko seja livre, que
ocupe-se com negócios, ou caridade, seja diretora do museu "Myzhyhiria", mas não
presidente!
E, não precisa agora falar sobre "Contratodos". Eu nunca fui um deles.
Maidan gerou milhares de líderes, que não vão governar pior que Tymoshenko. Que
o presidente seja Parubii (deputado), Yarosh (líder do Setor Direito), que seja aquele garoto, que ontem pulou no palco
e anunciou ultimato ao Zek, após o que Zek fugiu, mas não Tymoshenko (Zek é o
qualificativo que designa um ex-prisioneiro. No caso a referência foi a
Yanukovych, que na juventude foi preso por furtos. Pelo visto o vício vem de
longe. E o grito mais frequente do Maidan "Zeka Het" significa "prisioneiro,
fora!" - OK).
Tradução: Oksana Kowaltschuk.
sexta-feira, 28 de março de 2014
Autoridades ucranianas passam vistoria aos abrigos antibombas de Kiev
Reuters
Setor Direito exige a demissão do ministro do Interior GENYA SAVILOV/AFP
Nova liderança diz estar a preparar a segurança dos cidadãos
devido à presença das tropas russas na fronteira. Radicais do Setor
Direito [Praviy Sektor] manifestam-se junto ao Parlamento.
As autoridades ucranianas realizaram esta sexta-feira uma inspeção
aos abrigos antibombas de Kiev no momento em que os legisladores acusam a
Rússia de estar a acirrar distúrbios na capital do país após terem
anexado a península da Crimeia.
A nova liderança do país ficou com os nervos à flor
da pele quando um grupo de ultra-radicais — que tiveram um papel
importante na revolta que destitui o antigo Presidente Viktor Yanukovych
— se manifestou à porta do Parlamento exigindo a demissão do ministro
do Interior, Arsen Avakov.
"Eles [os russos] não conseguiram atear
a chama do separatismo nas nossas regiões. Então agora tentam
desestabilizar a situação no coração da Ucrânia", disse o Presidente
interino, Oleksandr Turchynov.
Estima-se que dezenas de milhares
de tropas russas estejam concentradas na fronteira, mas não há sinais de
pretenderem atravessá-la. Em Moscou, o Presidente Vladimir Putin disse
que a Rússia não pretende outras regiões da Ucrânia. Mas a Rússia irá
usar todas as armas do seu arsenal econômico para castigar a viragem da
Ucrânia para a Europa. [O que o presidente russo disse não significa nada, porque é um cínico, dissimulado e mentiroso congênito desprovido de qualquer dilema moral. O Cossaco]
Num passo pouco usual que adensou o clima
de apreensão, as autoridades de Kiev anunciaram que vistoriaram 500
abrigos urbanos na capital de forma a assegurarem que funcionam, e que
estão a trabalhar para a criação de um novo sistema de alarme. "Temos
526 instalações de defesa [abrigos] em Kiev. Hoje, as autoridades da
cidade estão a garantir que estão em perfeitas condições técnicas e
capazes de proteger a população", disse Volodimir Bondarenko, chefe da
administração da cidade.
Os novos líderes ucranianos, que tomaram
posse depois da deposição do Presidente pró-russo Viktor Yanukovych, que
fugiu do país depois de três meses de contestação violenta, não
esconderam o nervosismo quando membros do Setor Direito, um grupo radical, se manifestou junto ao Parlamento na quinta-feira e
marcou novo protesto para esta sexta-feira.
O grupo ganhou
visibilidade nos três meses da chamada revolta da Euromaidan, quando
optou pelas táticas violentas contra a polícia de choque, lançando
bombas incendiárias e tijolos. Na altura, os que eram líderes da
oposição, não condenaram a violência, mas agora que estão no poder não
podem aceitar as táticas com que o Setor Direito ajudou a derrubar Yanukovych.
Porém, Turchynov sugeriu na sexta-feira que o grupo
pode estar sendo manipulado a partir de Moscou de forma a fragilizar a
nova liderança e a desestabilizar o país num momento em que a Ucrânia
tenta interiorizar a perda da Crimeia e recuperar da péssima gestão
econômica do antigo Presidente.
O protesto do Setor Direito
relaciona-se com a morte, esta semana, de Oleksandr Muzytchko, também
conhecido como "Sashko Bilyi", que era um dos principais líderes do grupo. [ver http://noticiasdaucrania.blogspot.com.br/2014/03/curtas.html - segundo bloco]
O
ministro do Interior disse que Muzichko foi morto por membros da força
especial "Sokol" quando tentava fugir de um café na região ocidental de
Rivne. Mas na sexta-feira o ministro disse uma coisa diferente e
explicou que testes balísticos demonstraram que Muzichko se suicidou
devido ao cerco da polícia. O Setor Direito considera que o seu
ativista foi vítima de um "atentado" político realizado pela unidade de
elite e exige a demissão de Avakov e o julgamento dos responsáveis por
esta morte.
Turchynov comprometeu-se com uma investigação às
causas da morte de Muzichko, mas pediu aos ucranianos que sejam
solidários com a nova liderança. "Infelizmente, alguns cidadãos,
conscientemente ou inconscientemente, realizaram uma ação de provocação
à porta do Parlamento", disse o ministro. "Se as pessoas não concordam
com o Parlamento está a fazer, têm as eleições como recurso. Esta linha
de ação vai contra o nosso Estado e reforça a posição do agressor que
está agora a concentrar as suas forças armadas nas fronteiras da
Ucrânia", disse Turchynov.
quinta-feira, 27 de março de 2014
Yulia Tymoshenko anuncia candidatura à Presidência da Ucrânia
PÚBLICO
Antiga primeira-ministra foi libertada em Fevereiro, no auge da
revolução que levou ao afastamento do Presidente Viktor Yanukovych.

Yulia Tymoshenko ex primeira-ministra
Yulia Tymoshenko, a figura mais emblemática da Revolução Laranja e ex primeira-ministra, anunciou nesta quinta-feira a sua candidatura à
Presidência da República da Ucrânia.
"Nenhum dos políticos ucranianos que se preparam
para ser candidatos à presidência se dá conta do alcance da anarquia e
nem se dispõe a detê-la", disse Tymoshenko.
A ex primeira-ministra, que esteve presa dois anos e meio, convocou uma conferência de imprensa em Kiev para confirmar aquilo que já se esperava desde o momento em que foi libertada, há um mês, no auge da revolução que levou ao afastamento do Presidente Viktor Yanukovych.
Aos
53 anos de idade, Yulia Tymoshenko vai enfrentar nas eleições (marcadas
para 25 de Maio) o antigo pugilista Vitali Klitschko, líder do partido
Udar ["murro"] e um dos rostos da oposição a Viktor Yanukovych, que anunciou a sua candidatura em finais de Fevereiro.
Yulia
Tymoskenko teve um papel fundamental na revolução de 2004-2005, após as
acusações de fraude nas eleições presidenciais de 2004, ganhas por
Viktor Yanukovych (então primeiro-ministro) numa segunda volta contra
Viktor Yushenko, à época líder da oposição. Depois de vários protestos, o
Supremo Tribunal da Ucrânia ordenou a repetição da segunda volta, em
Dezembro de 2004, que deu a vitória a Yushenko.
Seis
anos depois, em 2010, Viktor Yanukovych vencia as presidenciais, também
à segunda volta, precisamente contra Yulia Tymoshenko, então
primeira-ministra.
Nascida em Novembro de 1960 em Dnipropetrovsk, Yulia Tymoshenko foi a primeira mulher chefe de Governo da Ucrânia,
tendo liderado o executivo em duas ocasiões – primeiro entre Janeiro de
2005 e Março de 2010, e depois entre Dezembro de 2007 e Março de 2010
(quase sempre sob a presidência de Viktor Yushenko, à exceção do último
mês do segundo mandato, após a vitória nas eleições presidenciais de
2010 de Viktor Yanukovych).
Depois da derrota nas eleições de
2010, Yulia Tymoshenko foi alvo de várias acusações em tribunal, tendo
sido condenada em finais de 2011 a sete anos de prisão por desvio de
fundos e abuso de poder.
Os processos contra Yulia Tymoshenko
foram vistos na União Europeia como uma perseguição política movida pelo
campo de Viktor Yanukovych, pelo que a sua libertação foi considerada imprescindível para que a Ucrânia pudesse assinar um acordo de parceira com Bruxelas, em finais de Novembro do ano passado.
A IMPORTÂNCIA DE OLIGARCAS DA UCRÂNIA
Conjuntura
Análise
Após Ucrânia ganhar a independência da União Soviética, os ativos estatais
foram privatizados, dando origem a uma poderosa classe de empresários
conhecidos como oligarcas. Assim como na transição da Rússia para o
capitalismo, a transição da Ucrânia permitiu que essas pessoas politicamente
conectadas acumulassem enorme riqueza que eles adquiriram monopolizado ativos,
incluindo metais, produtos químicos e indústrias de distribuição de energia,
entre outros. Como resultado, o sistema político da Ucrânia ainda depende do
patrocínio e apoio de oligarcas.
Na verdade, existem laços estreitos entre oligarcas da Ucrânia e da
evolução da crise política do país. Isto foi ilustrado mais recentemente, em
Donetsk, em 9 de março, quando o aspirante a presidente ucraniano Vitali
Klitschko (o ex-boxeador) se reuniu com Rinat Akhmetov, o homem mais rico do
país, para discutir a situação em curso. Figuras como Akhmetov, que detém uma
posição dominante na produção de aço e carvão do país, e Dmitri Firtash, um
jogador importante na indústria de energia e produtos químicos, têm sido
importantes financiadores do Partido das Regiões do ex-presidente ucraniano,
Viktor Yanukovych.
Notavelmente, a fidelidade dos oligarcas provou ser fluido. Eles estão mais
preocupados com a preservação de seus interesses de negócios lucrativos em vez
de perseguir uma linha ideológica ou política. Em alguns casos, eles têm
apoiado partidos rivais para se certificar de que eles não seriam alvo em caso
de uma reviravolta política.
O primeiro-ministro Arseniy Yatsenyuk e outros membros do governo interino
chegaram a sair com os números, incluindo Akhmetov e Firtash, assegurando-lhes
que as suas empresas não serão o alvo. Kiev foi mesmo nomeado oligarcas-chave,
como Igor Kolomoisky, um magnata bancário e industrial, e industrial Sergei
Taruta como governadores das regiões orientais de Dnipropetrovsk e Donetsk,
respectivamente.
Desafio urgente do novo governo é manter a Ucrânia continente juntos. Leste
da Ucrânia é crucial para isso - a região é um reduto de sentimento pró-Rússia e
o principal sítio de oposição, depois de Criméia, ao governo apoiado pelo Ocidente
e de tendência ocidental. Os oligarcas são fundamentais para manter o controle
sobre a Ucrânia oriental, não só porque a produção industrial da Ucrânia está
concentrada no leste - ancorando assim uma economia instável -, mas também
porque muitos dos oligarcas têm uma relação mais forte e mais gerenciável com a
Rússia do que o atual governo, que Moscou vê como ilegítimo.
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