sábado, 12 de abril de 2014

Imagens da OTAN mostram Exército russo pronto a intervir junto à fronteira com a Ucrânia

(atualizado às )
As fotografias deram origem a uma discussão sobre a neutralidade de Kiev, que o Kremlin quer consagrada na lei ucraniana.




A crise da Ucrânia ressuscitou a retórica e os métodos de propaganda da Guerra Fria, fazendo lembrar aos dois velhos antagonistas que ainda são “os melhores inimigos”, como comentou à Reuters uma fonte diplomática de Bruxelas.

Ontem, o secretário-geral da OTAN, Anders Fogh Rasmussen, defendeu que a Aliança deve responder às movimentações russas junto à fronteira ucraniana adotando “medidas suplementares”, como a deslocação de tropas para zonas estratégicas e a realização de exercícios militares. Em resposta, Moscou acusou a OTAN de manipular a informação ao divulgar imagens antigas para provocar uma reação.

O conjunto de fotografias divulgado mostra uma grande e recente concentração de meios de combate russos junto à fronteira da Ucrânia. As imagens, que foram tiradas pela empresa privada DigitalGlobe entre 22 de Março e 2 de Abril, revelam claramente aviões de combate, helicópteros, peças de artilharia e infantaria e equipamento adequado a tropas especiais. Na análise dos comandos da Aliança Atlântica, explicada em conferência de imprensa em Bruxelas, trata-se de equipamento pronto a usar, como estão prontos a entrar em ação os cerca de 40 mil homens que o Governo de Moscou estacionou na região junto à fronteira do Leste da Ucrânia.

Segundo os militares da OTAN, algumas das zonas onde agora está este exército russo, estavam vazias ou praticamente vazias em Fevereiro — a base aérea de Buturlinovka, que estava praticamente desocupada, agora alberga dezenas de caças; Belgorod, que também estava quase deserta em Fevereiro, tem agora 20 helicópteros e fontes citadas pela BBCB diziam que por ser a base mais próxima da fronteira (50km) poderá ser dali que partirá uma invasão, caso este venha a acontecer.

“Trata-se de uma força significativa e pronta para avançar”, disse à BBC o brigadeiro Gary Deakin, que dirige o centro de operações de crise da OTAN em Mons, na Bélgica. “Tem capacidade para se deslocar rapidamente para dentro da Ucrânia mal receba ordens.” As imagens, disseram as fontes, indicam que se trata de uma força ofensiva e não de tropas em “exercício” como defende Moscou.

O Governo russo reagiu à divulgação das imagens e às explicações sobre elas dizendo que as fotografias datam do Verão de 2013, quando foram realizadas manobras na zona. Os russos estão a mentir, responderam os generais da OTAN que , ao fim da manhã de ontem, divulgaram outras fotografias com mais detalhes para “que fique claro que as afirmações dos responsáveis russos são totalmente falsas”.

Rasmussen disse que a OTAN deve responder com mais veemência à ameaça russa. O reforço do patrulhamento aéreo nos Estados bálticos, o envio de aviões-radar Awacs para a Polônia e Romênia e o reforço da vigilância naval no mar do Norte não chegam, na opinião de Rasmussen. “Penso que temos de tomar medidas suplementares e, de acordo com as recomendações das nossas autoridades militares, vamos discutir o assunto nos próximos dias e semanas.” “A reflexão [da próxima semana] poderá incluir uma evolução dos nosso planos de Defesa, o reforço dos exercícios e o deslocamento apropriado [de tropas]”, acrescentou o secretário-geral da OTAN que, porém, esclareceu que a Aliança Atlântica não tem sobre a mesa uma “opção militar”. “A OTAN defende e protege os seus aliados e adotaremos as medidas necessárias - e legítimas perante a instabilidade criada pelas ações da Rússia — que assegurem que essa defesa coletiva seja eficiente.”

Num discurso em tom de Guerra Fria deve procurar-se uma frase chave que explique o que o secretário-geral quis dizer. A frase pode ser esta: “evolução dos planos de Defesa”. Pode ter sido ela a levar o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, a introduzir a questão da neutralidade da Ucrânia na troca de acusações de ontem.

A Rússia, disse Lavrov, quer que a Ucrânia se mantenha um país neutro e quer garantias legais de que será assim. Em 2010, o Presidente destituído da Ucrânia — mas que Moscou ainda considera legitimo — promulgou uma lei que excluía a possibilidade de o país entrar na OTAN e reafirmava a neutralidade deste território que faz parte da linha de neutrais que separa a Rússia da OTAN. O Kremlin receia que o novo poder em Kiev ceda à pressão do Ocidente e quebre esse pacto.

Governo ucraniano convoca conselho de segurança nacional e diz que há troca de tiros no Leste

Rebeldes pró-russos avançam no leste da Ucrânia e Ministro do Interior promete "tolerância zero" contra terroristas armados. Rússia desmente estar por trás das manobras no Leste.

 
 Rebeldes pró-russos ocuparam esquadra em Slaviansk AFP/ANATOLIY STEPANOV 

Os rebeldes separatistas que reclamam a auto-determinação de Donetsk, no leste da Ucrânia, intensificaram a sua campanha contra o Governo de Kiev e alargaram a sua área de “atuação” para além dos limites daquela cidade que serve de capital à região industrial do país. Envergando uniformes militares e armados com granadas e armas de fogo, cerca de 20 militantes pró-russos tomaram uma esquadra de polícia em Slaviansk, e subiram a parada para a resposta do ministério do Interior – que de imediato enviou tropas especiais para a região.

O Presidente interino, Olexander Turchinov, convocou uma reunião urgente do conselho de segurança nacional para discutir a resposta do Governo à escalada da tensão, e o ministro do Interior, Arsen Avakov prometeu uma ação rápida e eficaz para “repelir os terroristas” que ameaçam a integridade territorial da Ucrânia. Depois de uma semana acantonados no edifício do governo regional de Donetsk, os “ativistas” russófilos – que as autoridades ucranianas e aliados ocidentais dizem ser agentes desestabilizadores apoiados por Moscou – começaram a expandir as suas frentes de luta contra o novo governo ucraniano.

Avakov denunciou a existência de vários focos de confrontos e ataques dos secessionistas no leste do país, que classificou como uma “agressão” fomentada pela Rússia – uma acusação desmentida pelo ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, num telefonema ao seu homólogo ucraniano. O ministro do Interior indicou uma “reação muito dura e severa” das forças ucranianas às investidas dos “provocadores” e “terroristas armados”. “Para esses é tolerância zero”, escreveu numa mensagem de Facebook em que dava conta de troca de tiros entre os grupos armados e a polícia na cidade de Kramatorsk.

No entanto, o Governo está fortemente condicionado pela ameaça de intervenção da Rússia em caso de repressão ou violência contra a população russófila. Esse foi o pretexto para a ofensiva de Moscou na Crimeia, em Fevereiro: com cerca de 40 mil soldados russos estacionados a duas horas da fronteira, os dirigentes ucranianos não podem arriscar a repetição da História.

Na sexta-feira, o primeiro-ministro, Arseniy Yatsenyuk, procurou acalmar os líderes do movimento secessionista com promessas de uma maior autonomia regional. Em conversações em Donetsk, o líder interino garantiu que estava disposto a promover uma reforma constitucional para transferir várias competências de Kiev e a negociar uma solução pacífica para o impasse no Leste.

Mas a sua visita à região não parece ter surtido qualquer efeito. Os rebeldes não desarmaram e este sábado forçaram a demissão do chefe da polícia regional de Donetsk, abrindo mais uma brecha na autoridade do Estado. “Em cumprimento das vossas exigências, afasto-me do cargo”, cedeu Kostiantin Pozhidaiev, perante uma multidão concentrada em frente do quartel-general da cidade. No edifício, como em muitos outros imóveis regionais, já não voa a bandeira da Ucrânia: agora, são as cores da Rússia, vermelho, branco e azul, ou as tarjas laranja e pretas adoptadas pelos separatistas, que se vêem nas janelas.

Além dos grandes centros urbanos de Donetsk, Lugansk e Kharkov, e também de Slaviansk (que fica a cerca de 150 quilômetros da fronteira com a Rússia), os rebeldes pró-russos começam a avançar para outras localidades, complicando a tarefa das forças destacadas pelo Governo. Em declarações à BBC, Alexander Gnezdilov, o porta-voz dos activistas que declaram a autonomia da “república popular” de Donetsk, esclareceu que os militantes que se dirigiram para Slaviansk constituem um “grupo independente” solidário com o protesto contra o Governo de Kiev.

Segundo dizia a Reuters, os rebeldes que ocuparam a esquadra de Slaviansk recolheram todo o arsenal de mais de 400 armas ali disponível, distribuindo-o pelos seus apoiantes, e contaram também com a colaboração de residentes locais que ergueram barricadas com pneus e organizaram checkpoints nas estradas para tentar travar o acesso do Exército à cidade.

Um militante entrevistado pela Associated Press, que se identificou apenas como Sergei, explicou que a razão pela qual decidira pegar em armas era para proteger a região dos “nacionalistas radicais e da junta que tomou o poder em Kiev”. “Só temos uma exigência, que é a realização de um referendo para a anexação à Rússia. Não queremos ser escravos da América e do Ocidente”, afirmou.

Entretanto em Kiev, o Governo interino informou que a empresa estatal Naftogaz suspendeu os seus pagamentos à Rússia, e preveniu a Europa para eventuais “problemas” de abastecimento de gás natural. A decisão resulta da subida do preço praticado pela russa Gazprom: com a queda do Presidente Viktor Yanukovych, a Rússia acabou com os subsídios que mantinham em baixa as faturas dos consumidores ucranianos.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

STALIN, O TIRANO VERMELHO

Este psicopata, Stalin, é o segundo maior genocida da história da humanidade em todos os tempos. O primeiro é Mao Tsé-tung.
Este vídeo serve para mostrar a índole [temper] russa. Um povo cínico, dissimulado, desprovido de dilema moral. Não esqueçam: Quem determina o sucesso de um espetáculo, dantesco ou não, é o público.
O Cossaco.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Ucrânia: Governo lança ultimato de 48 horas aos separatistas

09/04 13:31 CET

O governo de Kiev lançou um ultimato aos separatistas que ocupam edifícios públicos nas cidades russófilas do leste da Ucrânia.
“A questão ficará resolvida em 48 horas, ou pela via política ou pela força”.

A situação mais tensa vive-se na cidade de Luhansk. Os últimos ocupantes do edifício dos serviços de segurança já saíram do imóvel, mas as barricadas na rua foram reforçadas e os ativistas prepararam-se para lutar por um referendo sobre a anexação da cidade à Rússia.
Um manifestante lança um apelo:
“Esta é a nossa última oportunidade. Kharkiv está perdida, Donetsk está perdida, Mykolaiv já foi perdida há muito tempo, Odessa está quase perdida. Nós somos a última esperança para toda a Ucrânia”.

Nas outras cidades em que eclodiram os movimentos separatistas após a anexação da Crimeia, a situação está agora mais calma, embora alguns edifícios oficiais estejam ainda ocupados.

Em Donetsk, a sede do governo regional ainda está ocupada, mas o edifício dos serviços de segurança já foi retomado pelas autoridades.

A população da cidade está dividida:
“Queremos liberdade, queremos a nossa república de Donetsk para nos ligarmos a quem quiser unir-se a nós”, afirma uma cidadã.

Outra, defende:
“Queremos que Donetsk seja ucraniana. Amamos a nossa Ucrânia”.

O governo interino da Ucrânia continua a acusar a Rússia de tentar desmembrar o país. Moscou nega as acusações.

Os serviços secretos ucranianos divulgaram, no site oficial, que detiveram uma cidadã russa envolvida em confrontos na Ucrânia e acusam-na de espionagem.

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A ESTRATÉGIA IMPERIALISTA E DEMONÍACA DA RÚSSIA.



"No mundo das idéias abstratas, o único que em geral os doutrinários conservadores e tradicionalistas conhecem, Putin deve ser louvado por sua resistência às "políticas de gênero". Mas louvor e censura são apenas expressões de um estado de ânimo subjetivo. Não creio ter o direito de manter os leitores atentos aos caprichos da minha alminha. Imagino que eles esperem de mim alguma ciência, alguma análise da realidade objetiva. E, na realidade objetiva, a virada conservadora de Putin, coexistindo com a reabilitação de Stálin e a ocupação da Criméia, é apenas uma peça no complicado esquema estratégico eurasiano. Para Putin como para o seu guru Alexandre Duguin, a moral religiosa tradicional só vale porque é um elemento de propaganda anti-ocidental entre outros. No século XIX a Rússia já prometia salvar o mundo da corrupção ocidental. O eurasianismo bebe nessa fonte como bebe no marxismo, no nazismo, no islamismo etc. etc.

É realmente absurdo que os jornais paguem a seus articulistas para que digam o que estão sentindo. Página de opinião, hoje em dia, parece grupo de psicoterapia. Eu me sentiria um palhaço se escrevesse um artigo só para dizer se gosto ou não gosto do Vladimir Putin. Aliás não me sinto nem capaz de gostar ou não gostar de pessoas que não dão a mínima para a minha opinião. 

Dostoiévski acertou em tudo quanto profetizou de ruim, nada de bom. Seus temores realizaram-se, suas esperanças falharam. Refiro-me às esperanças quanto à Rússia como guia espiritual da humanidade. Nenhum povo, nação ou entidade qualquer recebeu a missão divina de salvar o mundo. Nem a Igreja tem esse mandato. Ela está aí para levar ao céu as almas individuais que quiserem ir. Não povos, nações, o planeta ou a espécie humana. Todos os salvadores do mundo são ladrões e farsantes. Nem Jesus prometeu salvar o mundo, e sim salvar DO mundo as almas dos eleitos." (Olavo de Carvalho)

Putin não invadirá a Ucrânia, fará pior


Comentário


Depois de se apoderar da Crimeia, Moscou empurra a Ucrânia para o caos. Não vai invadir nem anexar o Leste e Sul do país. A política tradicional russa é manter uma Ucrânia fraca e, se necessário, "ingovernável" de forma a assegurar a sua dependência. Neste momento, o objetivo parece mais preciso: desorganizar e dividir a Ucrânia, de forma a impedir as eleições de 25 de Maio que, calcula Vladimir Putin, legitimariam um poder político hostil e pró-ocidental. Que acontecerá se o Leste e o Sul boicotarem as eleições?

Moscou tem a sua alternativa: impor referendos regionais que consagrariam um sistema federal e a autonomia das regiões, inclusive em política externa, "balcanizando" a Ucrânia. Pretende acentuar a polarização entre Leste e Oeste e convencer os ucranianos de que o seu modelo federal será a solução mais realista e "pacífica". Putin sabe que americanos e europeus têm escassos meios para anular a ofensiva política russa.

O que aconteceu em Donestk, Kharkov ou Lugansk não teve uma dimensão de massas. É um sinal. Seguir-se-ão meses de crescente tensão. Os EUA e a UE acusam Moscou de desestabilizar a Ucrânia e de orquestrar as manifestações pró-russas. Moscou intima Kiev a não usar a força no Leste sob risco de desencadear uma "guerra civil".

Putin tentará estrangular a economia ucraniana com a subida do preço do gás (um aumento de 80%) enquanto os investidores estrangeiros deixaram de ter vontade de correr para Kiev. O país está à beira da bancarrota.

O nacionalismo ucraniano — e anti-russo — afirmou-se nos últimos meses mas não em todo o país, que continua a ser extraordinariamente frágil. Pareceu emergir uma nova elite social, mas não teve ainda tradução política. A classe dirigente é a mesma de antes — uma oligarquia corrupta — e as instituições não funcionam. Após a perda da Crimeia, o governo teve de recorrer a oligarcas para controlar o Leste do país. Hoje, é Rinat Akhmetov, o maior dos oligarcas, que está a tentar "apagar o fogo" em Donetsk.

Em termos econômicos e militares Moscou está em inferioridade perante Washington. Mas tem tropas na fronteira, enquanto os americanos estão "longe" e os europeus "desarmados". Kiev não tem a cobertura da NATO. A "vantagem" de Moscou é ter muito a mais a perder na Ucrânia dos que os ocidentais, o que incentiva Putin a correr riscos mesmo perante sanções pesadas — o que está longe de ser garantido. A Ucrânia é vital para o seu grande projeto estratégico — a construção da União Euro-Asiática. É, ainda, um "estado-tampão" perante a NATO e a influência da UE.

Vários analistas denunciam agora "a incultura política e a superficialidade da moderna diplomacia ocidental" que não soube antecipar a reação russa e festejou a destituição de Viktor Yanukovych no dia seguinte à assinatura do compromisso de 21 de Fevereiro, subscrito por Yanukovych e pela oposição e "testemunhado" pelos ministros do Negócios Estrangeiros da França, Alemanha e Polônia e por um enviado de Moscou.

"Por que é que América não compreende Putin?" — pergunta a historiadora e ex-sovietóloga americana Angela Stent, outrora conselheira no Departamento de Estado. Porque deixou de pensar a Rússia em termos históricos e "os especialistas de democracia e economia" enviados para Moscou nos anos 1990 pensavam em quadros estranhos à realidade russa. Depois, os think tanks voltaram-se para China e para o mundo árabe. Por isso, tal como Merkel, a América não percebe o mundo em que vive Putin.

Morrer por Kiev?
Ao incentivar a "mudança de regime" em Kiev, a UE assumiu a responsabilidade de ajudar a reconstruir a Ucrânia, política e economicamente. Cumprirá ou poderá cumprir? A Polônia e a Suécia lideram a política de intervenção e ajuda maciça. E a Alemanha ou a França?

"A chanceler Merkel tem de adotar uma atitude de firmeza e sem ambiguidade perante a Rússia e isto significa pesadas sanções", escreve Judy Dempsey, do think tank Carnegie Europe. "Não será tarefa fácil. Na opinião pública alemã há um consenso de que a Ucrânia é difícil e talvez não valha a pena defendê-la." Os países europeus não estão a agir em conjunto "porque pensam que o esforço não vale a pena".

O americano Walter Russell Mead convida Washington a optar entre "voltar as costas" à Ucrânia, o que significará "um amargo fracasso ocidental" ou lançar-se numa "dispendiosa, difícil e talvez condenada operação de nation-building", que Putin tem meios para anular.

A prazo, a política de "confronto estratégico" de Moscou perante o Ocidente vai sair-lhe muito cara porque bloqueará a modernização da Rússia, observa o analista russo Dmitri Trenin, que prevê um conflito por muitos anos.

Concorda Dempsey: "A Europa, e mais tarde a Rússia, vão pagar um alto preço."

Primeira reunião entre Rússia, EUA, Ucrânia e UE anunciada para a próxima semana

Considerações preliminares:
É preciso considerar nas análises que se faz sobre os acontecimentos na Ucrânia que este país foi e continua sendo dominado pelos russos e seu regime comunista nos últimos 93 anos. Neste ínterim, a Rússia invadiu a Ucrânia, impôs o seu povo e seu regime psicopata e agora se julga no direito de propriedade de um país que nunca foi seu. Se os russófonos que vivem na Ucrânia, se locupletam de suas riquezas adoram tanto a Rússia, porque não vão morar lá? É só atravessar a fronteira, tal com fizeram nas últimas nove décadas.
O Cossaco.

Angela Merkel acusa Moscou de "não estar a contribuir para o desanuviamento da tensão". [Putin e os russos estão rindo de suas acusações. Trata-se de um governo e povo em simbiose, sem dilema moral algum, cínico, dissimulado e psicopata - O Cossaco]

Manifestantes [leia-se parasitas invasores] pró-russos concentrados à porta da sede do governo regional Alexander Khudoteply/AFP 


As trocas de palavras continuam inflamadas e nas cidades ucranianas do Leste não está a afastada a hipótese de novos confrontos, mas no horizonte surgiu uma hipótese de desanuviamento com o anúncio de que os chefes da diplomacia da Rússia, Estados Unidos, Ucrânia e União Europeia se vão reunir na próxima semana para discutir aquela que se transformou na crise mais grave na Europa desde o fim da Guerra Fria.

A ideia do encontro foi lançada pelo secretário de Estado norte-americano, John Kerry, num telefonema, segunda-feira, com o homólogo russo, adianta a Reuters. Sergei Lavrov terá aceitado a sugestão, apesar de insistir que o convite fosse alargado a representantes das regiões russófonas, onde cresce o descontentamento com o governo interino da Ucrânia, dominado pelos partidos pró-europeus.

Mas a exigência russa não foi mencionada pelo gabinete de Catherine Ashton, representante para a política externa da UE, quando terça-feira à noite confirmou que a reunião a quatro se realizará na próxima semana, ainda sem data certa nem local marcado. Será o primeiro encontro a este nível desde que, em Fevereiro, o ex-Presidente ucraniano Viktor Yanukovych fugiu de Kiev, deixando caminho livre à oposição que durante meses contestou nas ruas a sua decisão de não assinar um acordo de associação com a União Europeia (UE), e desde que a região autônoma da Crimeia foi anexada pela Rússia.

Já depois deste anúncio, a chanceler alemã acusou a Rússia de “lamentavelmente não estar, em muitas áreas, a contribuir para o desanuviamento da tensão”. Angela Merkel tem sido desde o início da crise a interlocutora do Presidente russo, Vladimir Putin, mas também uma das dirigentes europeias mais críticas da atuação de Moscou.

Num discurso ao Parlamento, nesta quarta-feira, a chanceler garantiu que a UE “vai continuar a fazer o que tem feito”. “Por um lado vamos manter o diálogo, mas ao mesmo tempo vamos deixar claro de que, no nosso ponto de vista, a Ucrânia tem direito a decidir o caminho do seu desenvolvimento. É esta a nossa exigência.” [O ponto de vista da Chanceler alemã não fará diferença alguma para Putin - O Cossaco].

Em Washington, numa comissão do Senado, Kerry acusou também Moscou de ter enviado “agentes e provocadores” para as três cidades do Leste onde, na véspera, manifestantes pró-russos tomaram edifícios públicos. [Acusou? E daí, o que isso resolve? Putin irá tremer de medo porque foi acusado? Irá perder o sono? Faz-me rir, senhor Kerry - O Cossaco]

A todas as acusações a Rússia responde que não tem planos para invadir a Ucrânia, mas insiste que o governo interino ucraniano não está a responder às preocupações das populações do Leste, onde a maioria fala russo [retorne às considerações preliminares - O Cossaco] e a economia está dependente do país vizinho. Por isso, Moscou assegura a sua determinação em defender as populações de origem russa na região, o que deixa em aberto a possibilidade de intervenção num caso de incidentes na Ucrânia.

Um cenário que não está neste momento descartado, tanto mais que Kiev tem vindo a endurecer o tom em relação aos manifestantes que ocupam edifícios da administração nas cidades Donetsk e Lugansk. Depois de na véspera os ter apelidado de “criminosos e terroristas”, o ministro do Interior, Arsen Avakov, afirmou nesta quarta-feira que a situação nas duas cidades será resolvida nas próximas “48 horas”. “Há duas opções – negociações ou a força. Aos que querem diálogo, propomos negociações e uma solução política. Para a minoria que quer guerra, a resposta das autoridades ucranianas será dura”, avisou. [Ações imediatas já deveriam ter sido tomadas tão logo se formou o governo provisório. Permitiram que o fogo se alastrasse e agora querem combater o incêndio com canequinhas - O Cossaco]

terça-feira, 8 de abril de 2014

Ucrânia, os cenários que já são realidade

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Os cenários para a Ucrânia não mudaram. O que mudou foi a transformação, agora real, desses cenários em realidade. Onde havia a promessa de “libertar” outras zonas do país à semelhança do que sucedeu na Crimeia (que já é factualmente russa), há agora atos de invasão que pretendem concretizá-la; onde havia a “certeza” de dominar os avanços dos rebeldes pró-russos, há agora uma visível frustração por tal plano ter falhado; e onde se quis apelar à coesão surge, com cada vez maior nitidez, o fantasma da desintegração. Face a tudo isto, brandindo os mesmo argumentos de antes, Rússia e Estados Unidos voltam a falar em negociações multilaterais sem que se saiba bem o que é já negociável. Isto porque a insegurança, no terreno, é cada vez maior e não se vislumbra como unir um país com focos crescentes de secessão. Bem perto, a Rússia exulta. Uma Ucrânia fraca é uma presa fácil. Não para invadir, mas para subjugar. A começar pela economia.

Ucrânia: Operação militar em curso na cidade de Kharkiv

08/04 06:04 CET

Kiev desencadeou uma operação militar “antiterrorista” em Kharkiv. Foi assim que o ministro do Interior anunciou a operação na sua página Facebook esta manhã. 70 pessoas terão sido já detidas.

Kharkiv é uma das três cidades do Leste da Ucrânia onde manifestantes pro-Kremlin ocupam os edifícios administrativos exigindo um referendo para anexação à Rússia Washington acusa Moscou de “orquestrar” as manifestações pró-russas que levaram à tomada de vários edifícios oficiais nas localidades de Kharkiv, Luhansk e Donetsk. Nesta última cidade, os separatistas pró-russos decretaram uma “república soberana”. [De que adianta esse blá, blá, blá dos EUA? Ou a Ucrânia e o mundo Ocidental reagem efetivamente, ou Putin anexará à Rússia metade da Ucrânia e o Ocidente continuará no seu blá, blá, blá enervante. O Cossaco]

O governo ucraniano denuncia, por seu lado, um plano da Rússia para “invadir” o seu território.

Os Estados Unidos ameaçam com novas sanções contra a Rússia mas, ao mesmo tempo, o departamento de Estado norte-americano disse que os chefes da diplomacia dos dois países debateram a possibilidade de um “diálogo direto” no espaço de 10 dias entre Washington, Moscou, Kiev e Bruxelas para tentar solucionar a crise. [Quando será que o Ocidente vai aprender que não há diálogo com o russos? Esse povo não possui dilema moral e seus governantes são mentirosos, cínicos e dissimulados !!! - O Cossaco]

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segunda-feira, 7 de abril de 2014

Rebeldes pró-russos proclamam a independência de Donetsk


Presidente interino da Ucrânia responsabiliza a Rússia pelas manobras secessionistas e promete mão dura contra "aqueles que pegarem em armas" contra Kiev.


Rebeldes separatistas pró-russos tomaram o quartel-general da polícia e ocuparam o edifício do governo regional de Donetsk, no Leste da Ucrânia, a partir do qual proclamaram a existência de uma nova “república popular” independente da capital Kiev e anunciaram a data para a realização de um referendo para “a criação de um novo Estado soberano”: o próximo dia 11 de Maio.

“A república popular de Donetsk será criada dentro dos limites administrativos da região. A decisão entrará em vigor depois da celebração do referendo”, anunciou, em russo, um dos líderes do autoproclamado Conselho Popular de Donetsk, dando como certo um desfecho semelhante ao da Crimeia, após o voto pela auto-determinação da cidade que é o coração industrial da Ucrânia – e onde uma parcela significativa da população defende a “Ucrânia unida”, segundo apontam as sondagens.

É a “segunda vaga” da ofensiva russa na Ucrânia, alertou o Presidente interino, Olexander Turchinov, referindo-se às manobras separatistas em Donetsk e ainda em Lugansk e Kharkov, na fronteira com a Rússia. Nas três cidades, as forças de segurança foram incapazes de conter os rebeldes e ativistas que assaltaram as sedes do poder de Kiev, apossando-se do arsenal disponível e içando a bandeira da Rússia, entre vivas ao Presidente Vladimir Putin.

Turchinov cancelou uma deslocação oficial à Lituânia para poder vigiar pessoalmente a “campanha” de resposta ao secessionismo e desmembramento da Ucrânia. “As leis antiterrorismo serão adotadas contra todos aqueles que pegarem em armas”, avisou o Presidente, acrescentando que na terça-feira o Parlamento vai debater penalizações mais duras para os indivíduos e as organizações políticas envolvidas em ações separatistas.

Antecipando a reação de Kiev, o “novo órgão de poder” de Donetsk pediu apoio a Moscou para resistir à “junta” que tomou conta do Governo ucraniano. “Em Kiev houve uma revolução e aqui também haverá. Não há qualquer possibilidade de marcha atrás”, previu o líder da “república” de Donetsk, Andrei Purgin, ao jornal espanhol El País.

Mas contrariando as expectativas dos ativistas pró-russos, as forças do regime não reagiram à ofensiva sobre os edifícios da administração local: a ordem vinda de Kiev foi para não recorrer à força e muito menos à violência contra os rebeldes. “Há um plano de desestabilização em marcha, para criar uma situação em que as tropas estrangeiras atravessem a fronteira e invadam o país. Este cenário foi escrito pela Federação da Rússia, mas não o vamos permitir”, explicou o primeiro-ministro ucraniano, Arseniy Yatsenyuk, que convocou uma reunião de emergência do executivo perante a escalada da tensão no Leste.

Moscou mantém cerca de 40 mil soldados russos estacionados a 30 quilômetros da fronteira, disponíveis para “defender por todos os meios” as populações russófilas das antigas repúblicas soviéticas que sejam alvo de agressão, reafirmou Vladimir Putin.

Em declarações à agência RIA Novosti, o vice-presidente da câmara alta do parlamento russo, Ilias Ukhmanov, distinguiu os acontecimentos em Donetsk dos eventos na Crimeia, anexada pela Rússia no mês passado. “A presente situação exige outro tipo de avaliação, que tenha em conta o contexto histórico, político e jurídico. Não podemos dizer automaticamente que é um reflexo do que se passou na Crimeia e em Sebastopol”, considerou. Para Ukhmanov, o desejo de autodeterminação da população de Donetsk é uma “reação natural” à política de Kiev que “não autoriza o desenvolvimento de línguas ou minorias nacionais ou outras religiões” e também um “sinal de que o atual regime deve promover uma reforma constitucional, se quer preservar a integridade territorial da Ucrânia”.
Nota do Editor do blog:
Se a Ucrânia continuar com esse comportamento covarde e frouxo, os russos tomarão toda a Ucrânia. É preciso falar menos a agir mais.
O Cossaco.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Ucrânia: Yatsenyuk teme a “ressurreição da União Soviética”

04/04 17:08 CET

A tensão entre Kiev e Moscou continua a subir.
Esta sexta-feira, o primeiro-ministro em exercício na Ucrânia, Arseniy Yatsenyuk, voltou a afirmar que o país nunca reconhecerá a anexação da Crimeia e alertou para a possível ressurreição da União Soviética.
O maior desastre deste século será a ressurreição da União Soviética – aquilo que Putin, quer, claramente. E este tipo de ideias perigosas tem o apoio da maioria da população russa”.
Estas declarações seguem-se às acusações sucessivas de que a Rússia e os agentes do FSB estiveram por detrás das ações dos snipers, que mataram uma centenas de pessoas durante a revolta na praça Maidan.
Moscou continua a negar estas acusações e insiste na necessidade de defender os cidadãos russófilos, que segundo Sergei Lavrov serão discriminados na Ucrânia:
“O maior obstáculo à solução da crise está dentro da Ucrânia. Este obstáculo é o fato de as autoridades ucranianas serem incapazes de respeitar completamente e em igualdade os direitos de todos os ucranianos sem exceção”, afirma o chefe da diplomacia russa, Sergei Lavrov.
Enquanto prossegue o braço-de-ferro politico-diplomático, a Rússia continua a separar as águas na Crimeia. Esta sexta-feira cerca de 200 cadetes da Academia Naval de Sebastopol deixaram a península.
Na semana passada tinham recebido uniformes russos e um ultimato para decidirem se queriam continuar a formação na Crimeia e servir a marinha russa ou deixar o território e partirem para a Ucrânia.

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quinta-feira, 3 de abril de 2014

Rússia volta a aumentar preço do gás cobrado à Ucrânia

03/04 18:00 CET

Em plena crise entre Moscou e Kiev, a Rússia decidiu aumentar fortemente, pela segunda vez em três dias, o preço do gás vendido à Ucrânia.

Na sequência de um encontro com o primeiro-ministro Dmitri Medvedev, o diretor-geral do gigante russo Gazprom anunciou uma subida de 26 por cento. O preço dos mil metros cúbicos subirá assim para 354 euros, um dos mais elevados valores aplicados aos países europeus.

Consciente da crise econômica e da forte dependência do país vizinho, que cobre mais de metade das suas necessidades com o gás russo, Moscou instou também a Ucrânia a reembolsar o mais rápido possível a dívida energética, que atinge já os 1600 milhões de euros.

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Novas autoridades de Kiev acusam Rússia de envolvimento nas mortes de Fevereiro


(atualizado às )
Agentes dos serviços secretos de Moscou teriam participado no planejamento da repressão. Moscou reagiu dizendo que a alegação é contrariada por "numerosas provas". Polícia anti-motim de Yanukovych responsabilizada por assassínio de manifestantes.

 Manifestante com invólucros de balas, em Fevereiro SERGEI SUPINSKY/AFP

As novas autoridades ucranianas acusam os serviços secretos russos e o antigo Presidente, Viktor Yanukovych, de envolvimento direto nos disparos que, em Fevereiro, resultaram na morte de dezenas de manifestantes em Kiev, nos últimos dias do regime deposto.

"Agentes do FSB [serviços secretos russos] participaram no planejamento e na execução da alegada operação antiterrorista" contra os manifestantes, disse o atual chefe dos serviços de segurança da Ucrânia, Valentin Nalivaichenko, numa conferência de imprensa em que foram anunciados os resultados preliminares de um inquérito à morte de 76 pessoas, entre os dias 18 e 20 de Fevereiro. Durante os protestos que levaram à queda do regime foram mortas mais de cem pessoas.

Nalivaichenko disse que equipas do FSB estiveram em Dezembro e Janeiro nas instalações dos serviços de segurança do regime e que dois aviões transportaram da Rússia para a Ucrânia, a 20 de Fevereiro (um dos dias mais sangrentos da repressão), "toneladas" de explosivos e armamento.

As imputações das autoridades de Kiev motivaram uma reação do ministro russo dos Negócios Estrangeiros, que diz serem "contrariadas por numerosas provas". A investigação sobre a autoria dos disparos deve ser feita de modo "transparente", disse também Serguei Lavrov.

O serviço de imprensa do FSB tinha já comentado a acusação, desmentindo-a implicitamente, numa resposta à agência russa Ria Novosti: "Que essas declarações fiquem na consciência dos serviços de segurança ucranianos."

As acusações ucranianas surgem numa altura em que a Rússia anunciou que alguns dos batalhões que tem mantido concentrados junto à fronteira com a Ucrânia deverão regressar às suas bases. O governo de Moscou anunciou também esta quinta-feira que quer esclarecimentos da NATO sobre as suas atividades na região. A aliança atlântica prometeu, na sequência da anexação da Crimeia pela Rússia, reforçar a defesa dos países-membros mais próximos da Rússia.

Os resultados do inquérito preliminar aos disparos sobre manifestantes no centro de Kiev acusam atiradores da Berkut, a polícia anti-motim entretanto dissolvida, da autoria material dos disparos. A procuradoria ucraniana anunciou, também esta quinta-feira, a prisão de 12 dos elementos de uma das células, a chamada "Unidade Negra". Mas a operação de repressão ocorreu "sob a liderança directa" de Yanukovych, acrescentam.

Ao antigo Presidente, que a 21 de Fevereiro fugiu para a Rússia, é atribuída a autorização do uso de armas contra manifestantes. As novas autoridades emitiram mandados de captura contra Yanukovych e Oleksandr Yakimenko, antigo chefe dos serviços de segurança.

A maior parte dos manifestantes assassinados nos últimos dias do poder de Yanukovych foram mortos na rua Institutska, junto à Praça da Independência, conhecida como Maidan, local das grandes concentrações que se prolongaram por meses e levaram à queda do regime.

Segundo o ministro interino do Interior, Arsen Avakov, citado pela BBC, o inquérito determinou que, num dos episódios de repressão, oito manifestantes foram mortos por balas disparadas pela mesma metralhadora. E que uma unidade comandada por um major é suspeita da morte de, pelo menos, 17 pessoas. Mas tanto Avakov como Nalivaichenko disseram, segundo a AFP, não poder identificar sem margem de erro os autores dos disparos mortais.

Yanukovych tem negado as acusações de responsabilidade na morte de manifestantes. Numa entrevista televisiva divulgada na quarta-feira disse que os disparos foram feitos a partir de edifícios de Kiev controlados por opositores do seu governo. Na mesma linha, as autoridades de Moscou atribuem os disparos a movimentos nacionalistas ucranianos, nomeadamente ao grupo de extrema-direita Setor Direito. [Faz-me rir, senhor Yanukovych -  O Cossaco]

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Parlamento ucraniano aprova desarmamento de grupos radicais

01/04 22:05 CET

O Parlamento da Ucrânia aprovou o desarmamento dos grupos paramilitares que participaram na contestação que levou à queda de Yanukovych. Entre eles está o Praviy Sektor, que tem pedido a demissão do ministro do Interior, depois de uma figura proeminente do grupo ter sido assassinada durante uma perseguição policial.
Os militantes do grupo de extrema-direita entrevistados pela Euronews negam estar armados. “Armas? Eu não tenho armas. A situação é pacífica, mas se alguém se virar contra mim com uma arma, não terei outra escolha senão pegar numa”, afirmou um militante.
“Seria mais construtivo se o Governo e o Parlamento aprovassem uma nova lei para a legalização das armas nas mãos dos cidadãos, mas não é o momento de entregar as armas, por causa da guerra com a Rússia. Em tempo de paz devemos fazê-lo, mas em tempo de guerra é inapropriado”, disse Artem Skoropadskyi do Praviy Sektor.
Na segunda-feira à noite, o grupo radical foi responsabilizado por um tiroteio que ocorreu à porta de um restaurante a cem metros da Maidan. O incidente não teve, aparentemente, uma motivação política.
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Ucrânia: Tiroteio em Maidan faz três feridos

01/04 00:39 CET

Em Kiev, a polícia deteve o suspeito de um tiroteio que fez três feridos, em Maidan, esta noite.
O homem detido é membro de um grupo radical nacionalista, Praviy Sektor – Setor Direito -, na primeira linha da contestação pró-europeia.
O tiroteio ocorreu no exterior de um restaurante, a 100 metros da Praça da Independência. O atirador, ébrio, refugiou-se no hotel Dnipro – onde a o Praviy Sektor dispõe de uma sede -, entretanto cercado pela polícia de choque.
O homem entregou-se, ao fim de uma hora.
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terça-feira, 1 de abril de 2014

Ligeira baixa de tensão na crise ucraniana

01/04 04:28 CET

O conflito diminuiu um pouco depois do presidente russo , Vladimir Putin, ter ordenado a retirada parcial das tropas russas da fronteira ucraniana a pedido de Angela Merkel.

A Polônia e França participaram na Alemanha numa conferência internacional a fim de coordenar o apoio ao governo ucraniano.
Os ministros dos negócios estrangeiros reuniram-se na cidade alemã de Weimar onde discutiram reformas e assistência técnica e exortaram Moscou iniciar negociações diretas com Kiev para encontrarem uma solução para o conflito.
O ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Frank -Walter Steinmeier , disse ser inaceitável provocar conflitos como este na Europa no século 21.
“ Cem anos depois do início da 1 ª Guerra Mundial, 70 anos após o fim da Segunda e 25 anos após a Guerra Fria, não pode haver qualquer lugar neste século para correções de fronteira que podem evoluir para novos conflitos”.
Os Estados Unidos, no entanto mostram-se cautelosos e pedem que as informações sobre a retirada das tropas russas sejam verificadas.
A presença destes soldados – 20.000 de acordo com Washington – tem levantado temores de uma invasão da parte oriental da Ucrânia, e de língua russa , e uma repetição do cenário que levou à perda da Crimeia, no sul do país. O Primeiro-ministro russo , Dmitry Medvedev fez ontem uma visita à região. (Copyright © 2014 euronews)

Kiev paga mais por gás russo

01/04 11:32 CET


O gigante russo Gazprom aumentou em 40 por cento o preço do gás exportado para a Ucrânia.

Feitas as contas Kiev passa a pagar a partir de hoje 385,5 dólares por cada 1.000 metros cúbicos de gás importado depois de suprimido o desconto de 100 dólares acordado em dezembro de 2013 durante uma visita do ex-presidente ucraniano, Viktor Yanukovych, a Moscou. Mas o aumento pode não ficar por aqui. A Rússia admite acabar com uma outra redução acordada em abril de 2010 como contrapartida pela utilização da base naval de Sebastopol, na Crimeia, entretanto, anexada pela Rússia. Uma situação que a confirmar-se obrigaria a Ucrânia a pagar 480 dólares por cada 1.000 metros cúbicos de gás importado.
Um valor incomportável para Kiev. 
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segunda-feira, 31 de março de 2014

Ucrânia pode negociar se a Rússia deixar a Crimeia

31/03 18:34 CET

O candidato às eleições presidenciais ucranianas, Petro Poroshenko prestou homenagem, este domingo, aos mortos, durante os protestos em Maidan.
Foi a oportunidade para uma pequena caminhada, para reforçar a sua posição de favorito. As sondagens atribuem-lhe 25 por cento das intenções de votos.
Petro Poroshenko está pronto para negociar com a Rússia, mas há pré-condições:

“Estamos prontos para um compromisso significativo com a Rússia. Temos uma condição muito simples, a desocupação da Ucrânia para manter a soberania e integridade territorial da Ucrânia, para manter a independência da Ucrânia e, por isso, as forças russas devem sair da península da Crimeia. A Crimeia deve permanecer ucraniana e, se isso acontecer, estamos prontos para lhe dar uma autonomia significativa. Estamos prontos para dar um estatuto especial a Sebastopol, estamos prontos para conceder um regime especial de tributação a toda a Crimeia”, disse, numa entrevista à euronews.

Os militares ucranianos começaram a sair da península, na terça-feira passada. Poroshenko tinha alertado para a situação de insegurança das famílias dos militares ali estacionados e da população de origem tártara.

E sublinhou o seu compromisso com a integridade territorial da Ucrânia:

“Não aceitamos qualquer cenário federalista. Nós não aceitamos e lutamos contra qualquer movimento separatista. Lutamos para que a Ucrânia seja unida, forte, poderosa, economicamente sustentável e acho que teremos um primeiro resultado, muito em breve.”

Na semana passada, o FMI anunciou uma ajuda de 14 a 18 mil milhões de dólares a Kiev, mas três mil milhões podem chegar já, para evitar rupturas no tesouro.

Para isso, a Ucrânia terá de fazer reformas dolorosas.
“Esse programa de reformas deve ser feito, à medida das pessoas – disse o candidato, à euronews – caso contrário, as pessoas mais pobres não vão acreditar no programa de reformas do FMI. Agora vemos que o programa de reformas, mesmo sendo uma questão difícil, é apoiado pelo povo. Porque se trata de uma comunicação muito franca, muito direta, com as pessoas”.

Petro Poroshenko, conhecido como “o rei do chocolate”, com uma fortuna avaliada em 1,4 mil milhões de dólares, segundo a “Forbes”. A sua empresa figura na lista das 20 maiores do mundo, na indústria da confeitaria.

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