Vladimir
Denshchikov é um artista da Ucrânia. Ele cria esses ícones religiosos
utilizando fios de linho. Milhões de nós são feitos manualmente pelo artista
durante meses de trabalho árduo. Ele tem praticado esta técnica por mais de 30
anos. Leva 3-9 meses para criar um ícone. Nascido em 01 de julho de 1952 em
Kiev, Vladimir Denshchikov foi graduado pela Universidade Kiev. No teatro
tornou-se ator. Trilhou seu caminho até chegar a ser diretor artístico do
Simferopol Crimea Maxim Gorky Academic russo Drama Theater e desde 2007 ele vem
ensinando a atuar e dirigir no Instituto Simferopol da Cultura. Completamente,
uma impressionante carreira profissional ! Mas esse artista nacional da Ucrânia
é conhecido principalmente por seu hobby único - formando ícones religiosos
incrivelmente detalhados, desde os fios de linho, usando uma técnica chamada
"macramé".
Somente
os rostos e mãos dos santos em ícones do Denshchikov são pintados sobre tela,
todo o resto é feito de milhões de nós de linho. O artista não utiliza as
ferramentas como agulhas ou crochets para fazer os nós, todos os padrões e os
detalhes são feitos diretamente com a mão. O material utilizado para essas
obras incríveis é criado pelo próprio artista. Ele pega um pedaço de pano de
linho puro (um tecido associado com a Fé Ortodoxa), absorve-o em água e o
trabalha, uma corda de cada vez. Ele usa fios de linho entre 0,5 e 2 metros de
comprimento, executando o trabalho entre 3 e 6 meses, em um único ícone de 40 ×
50 cm. Pode soar como um longo tempo, mas não podemos esquecer que podem chegar
a ter até nove milhões de nós minúsculos e cada um feito à mão. (ref: por Spooky)
Em
2007, Vladimir Denshchikov sofreu um derrame antes de uma estreia teatral o que
o levou a passar para um emprego de professor no Instituto Simferopol da
Cultura. Enquanto se recuperava desta terrível condição, o artista continuou a
trabalhar em um ícone para a igreja de aldeia Malorechenskoye. Enquanto ele
lutava para tecer pequenos nós, sentiu a mão parcialmente paralisada se movendo
cada vez mais livremente, como se Deus estivesse guiando-a Ele mesmo. O artista
teve uma recuperação milagrosa e continua até hoje a criar maravilhosas obras
de arte em macrame.
Acidente em Chernobyl completa 28 anos com homenagens às vítimas.
Organizações prestaram solidariedade aos mais de 200 mil mortos no acidente ocorrido em 26 de abril de 1986.
"O elemento mais perigoso que saiu do reator de Chernobyl, não foi o césio, não foi o plutônio: foi a MENTIRA RUSSA".
A explosão no quarto reator da central provocou a morte imediata de um número pessoas jamais revelados verdadeiramente. Para a atmosfera foram liberados níveis de
radioatividade, equivalentes a 500 bombas atômicas como a que foi
lançada sobre Hiroshima. Passados 28 anos é, ainda, difícil avaliar a verdadeira dimensão da catástrofe. Estima-se que entre 200 e 300 mil pessoas tenham morrido. Muitas nos anos
seguintes à tragédia, vítimas de cancer. O acidente nuclear de Chernobyl
continua, ainda, hoje a matar, mas o mundo já se esqueceu da tragédia e as homenagens reduzem-se a dezenas de pessoas, com certeza testemunhas ou parentes sobreviventes das vítimas.
Presidente anunciou que Forças Armadas estão em “alerta total”
para prevenir eventual invasão. Pró-russos reforçam posições em mais uma
cidade do Leste. Comemorações da vitória sobre o nazismo, a 9 de Maio,
pode dar origem a novos focos de tensão.
A Ucrânia colocou as Forças Armadas em “estado de alerta total”, para
o caso de uma invasão russa que continua a dar como provável, mas
assumiu a incapacidade para recuperar, pelo menos no imediato, o
controle das zonas sublevadas do Leste do país, onde o poder do Governo
interino de Kiev não para de ser desafiado.
“Mais uma vez volto a falar do perigo real de a
Federação Russa começar uma guerra terrestre contra a Ucrânia”, afirmou
esta quarta-feira o Presidente interino, Oleksander Turchinov, num
encontro com governadores regionais, em Kiev. “As nossas Forças Armadas
foram colocadas em estado de prontidão.”
Citado pela agência
Interfax-Ucrânia, Turchivov assumiu também o que se tornou claro nas
últimas semanas – que as forças ucranianas têm sido impotentes para
acabar com a sublevação nas regiões de Donetsk e Lugansk. E fixou como
objetivo “número um” evitar que a insurreição no Leste do país, onde
mais de uma dezena de cidades são já controladas por separatistas
pró-russos, alastre “às regiões de Kharkov e Odessa”.
“Quero dizer
com franqueza que neste momento as estruturas de segurança não são
capazes de rapidamente retomarem o controlo das regiões de Donetsk e
Lugansk”, declarou. O Presidente interino disse que as forças de
segurança têm sido incapazes de “proteger os cidadãos” e acusou unidades
de polícia de “ajudarem ou cooperarem com grupos terroristas” –
designação dada pelo Governo de Kiev aos militantes pró-russos que
controlam há semanas edifícios públicos em mais de uma dezena de
cidades.
Turchinov tinha já denunciado na terça-feira a “inação” e
“traição” da maior parte da polícia do Leste e exigido a demissão dos
comandos de Lugansk e Donetsk. Nesse dia, pró-russos invadiram o
edifício da administração regional de Lugansk e içaram a bandeira da
Rússia, sem oposição da polícia. Mais tarde ocuparam o gabinete do
procurador regional, as instalações da televisão e a sede da polícia.
Nesta quarta-feira, os separatistas continuaram a reforçar as suas
posições. Segundo a Reuters, homens mascarados envergando uniformes
militares ocuparam a câmara e as instalações da polícia em Horlivka.
A
aproximação da simbólica data de 9 de Maio, em que tanto na Rússia como
na Ucrânia se comemora a vitória sobre a Alemanha nazista, em 1945, é mais
um fator de tensão, como já se começou a perceber. Os serviços de
segurança ucranianos anunciaram esta quarta-feira ter descoberto um
plano “de criminosos” para realizar um atentado num monumento em
Mikolaiev, tradicional lugar de romagem de antigos combatentes.
Em
Slaviansk, os pró-russos mantêm sequestrados, desde sexta-feira, sete
observadores da OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na
Europa) que pretendem trocar por pró-russos detidos pelas autoridades de
Kiev. Os contatos prosseguem e o comitê de ministros da organização
protestou esta quarta-feira e pediu a “libertação imediata”. Mas até ao
fim da tarde não havia novidades sobre os observadores internacionais.
Apelo do Presidente interino da Ucrânia, Presidente da Verkhovna Rada da Ucrânia Oleksandr Turchynov aos compatriotas
29 Abril, 19:35
Caros compatriotas! Os acontecimentos no leste do nosso país evidenciaram a inação,
desamparo e, às vezes, a traição criminosa dos funcionários dos órgãos
de aplicação da lei nas regiões de Donetsk e Lugansk. Esta é uma das principais causas da baixa eficiência e pouca
utilidade das ações das agências policiais ucranianas em combate ao
terrorismo. É difícil admitir, mas isto é a verdade. A grande maioria dos
policiais no Oriente não é capaz de cumprir as suas obrigações de
proteger os nossos cidadãos. Em Donetsk e Lugansk já estão nomeados novos chefes do Serviço de
Segurança da Ucrânia. Foi realizada a substituição completa da chefia
das forças especiais "Alpha". Eu exijo também que o Ministro do Interior demita os chefes dos
departamentos regionais nas regiões de Lugansk e Donetsk. Serão
demitidos todos os representantes dos órgãos locais de aplicação da lei
que não são capazes de exercer as suas funções profissionais. Os
chamados "policiais" que traíram a Ucrânia e começaram a colaborar com
os terroristas serão responsabilizados perante a lei. A situação nas regiões de Donetsk e Lugansk mostrou que não temos
outra opção além de realizar a renovação completa da polícia e do
Serviço de Segurança da Ucrânia no leste do país. Aquelas unidades que
se renderam sem resistência aos terroristas, que são incapazes de
proteger a vida e a segurança das pessoas e tomar as medidas eficazes
para impedir a ameaça terrorista, devem ser totalmente renovadas. Para criar a composição renovada e eficaz das unidades do Ministério
do Interior e do Serviço de Segurança da Ucrânia, precisamos de ajuda
dos patriotas ucranianos, especialmente daqueles que vivem no leste da
Ucrânia. Trata-se, sobretudo, das regiões de Donetsk e Lugansk. Esta sua decisão é essencial para o país, para restaurar a segurança
dos cidadãos e tomar as medidas eficazes para impedir a ameaça
terrorista. Este é o passo que nos permitirá a proteger o país neste
momento difícil. No escritório central do Ministério do Interior e do Serviço de
Segurança da Ucrânia estabelecemos as "linhas quentes" para matricula
dos voluntários, a princípio trata-se daqueles que tem a experiência de
serviço na polícia e nas Forças Armadas da Ucrânia. Se, nestas regiões, as forças de segurança sejam incapazes de
trabalhar, precisamos as renovar e garantir a capacidade de executar as
tarefas de proteção da ordem. Creio que podemos juntos proteger o país!
Merkel manifestou "profunda preocupação" a Putin. Ministro russo
da Defesa disponível para conversações “imparciais e construtivas”.
Obama fala com aliados europeus sobre possíveis sanções.
Yatsenyuk pediu unidade internacional contra a Rússia Andrew Kravchenko/Reuters
O primeiro-ministro ucraniano, Arseniy Yatsenyuk, acusou a Rússia de
querer lançar “uma terceira guerra mundial” e apelou à comunidade
internacional para “se unir contra a agressão”.
“As tentativas de agressão do exército russo sobre o
território ucraniano levarão a um conflito no território da Europa. O
mundo não esqueceu a II Guerra Mundial e a Rússia quer lançar uma
terceira”, disse numa reunião do conselho de ministros.
“O apoio
da Rússia aos terroristas da Ucrânia é um crime internacional e apelamos
à comunidade internacional para se unir contra a agressão russa”, disse Yatsenyuk
As tropas russas que estão a fazer exercícios junto à
Ucrânia aproximaram-se até um quilômetro da fronteira mas não a
ultrapassaram, segundo o ministro ucraniano da Defesa, citado pela
agência Interfax-Ucrânia.
Depois de, na quinta-feira, forças
ucranianas terem avançado sobre posições de grupos pró-russos que ocupam
cidades no Leste do país, e de notícias sobre a morte de “até cinco”
separatistas, perto da cidade de Slaviansk, a Rússia iniciou manobras
militares junto à fronteira, depois de o Presidente Vladimir Putin ter
dito que a ação do governo de Kiev terá “consequências”.
Mais
tarde, a Ucrânia pediu à Rússia para, no âmbito dos acordos da
Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), explicar –
no prazo de 48 horas – as movimentações militares fronteiriças.
Já
nesta sexta-feira, Merkel manifestou telefonicamente a Putin, sua
“grande preocupação”. A chanceler “disse esperar do governo russo que
manifeste claramente a sua aprovação do acordo de Genebra e que se
empenhe na sua aplicação”, disse o porta-voz do governo alemão, Steffen
Seibert. [Essa chanceleer alemã é uma piada de mau gosto! "...manifestou telefonicamente a Putin sua 'grande preocupação' " !?! Isso é o mesmo que dizer ao vampiro que o banco de sangue está diminuindo!!! Argh - O Cossaco]
O acordo de Genebra, estabelecido na semana passada entre
a Rússia, EUA, União Europeia e Ucrânia prevê o desarmamento de “todos
os grupos ilegais” que atuam na Ucrânia e a desocupação de edifícios
públicos tomados por pró-russos. [Desde quando os russos cumpriram algum acordo que não fosse do interesse próprio? - O Cossaco]
O ministro russo da Defesa,
Serguei Shoigu, manifestou entretanto disponibilidade para conversações
“imparciais e construtivas” com os EUA para estabilizar a situação na
Ucrânia. ["Imparciais e construtivas" para os russos significa: vocês concordam com tudo que nós queremos e está tudo bem. - O Cossaco]
Um responsável ucraniano
disse que o avanço militar de quinta-feira se destinou a bloquear
Slaviansk e a impedir o envio de reforços para os separatistas
pró-russos que controlam a cidade.
Já esta sexta-feira, o governo de
Kiev anunciou que um helicóptero militar foi atingido no solo por
disparos de um lança-foguetes e se incendiou, provocando ferimentos no
piloto, num aeródromo de Kramatorsk, perto de Slaviansk. Residentes na
zona disseram ter ouvido tiros e três explosões.
Pouco antes deste anúncio, o Ministério da Defesa acusou também
forças separatistas de terem disparado contra um avião militar que
sobrevoava a cidade de Slaviansk.
Forças pró-russas mantêm posições em várias cidades do Leste Baz Ratner/Reuters
O Presidente interino ucraniano anunciou o relançamento da “operação
antiterrorista” no Leste da Ucrânia, justificando o fim da trégua
decretada durante a Páscoa com a morte de um político do seu próprio
partido em Slaviansk.
Num comunicado
divulgado nesta terça-feira à noite, Oleksandr Turchinov afirma que
foram descobertos dois corpos “brutalmente torturados” nos arredores da
cidade, controlada há mais de uma semana por forças pró-russas.
Um
dos corpos, explica o texto, pertence a Volodimir Ribak, um membro do
partido Pátria, a formação liderada pela antiga primeira-ministra Yulia
Tymochenko, ao qual pertencem também o próprio Presidente e o
primeiro-ministro interino da Ucrânia.
“Estes crimes foram
cometidos com o total apoio e indulgência da Federação Russa”, acusa
Turchinov, revelando ter dado ordens aos serviços de segurança “para que
relancem e executem medidas efetivas antiterroristas, com o objetivo
de proteger os cidadãos ucranianos que vivem no Leste do país destes
terroristas”.
Esta operação foi lançada depois de grupos
separatistas pró-russos terem atacado e ocupado edifícios governamentais
e esquadras em dezenas de cidades do Leste da Ucrânia. Foi interrompida
em antecipação da Páscoa ortodoxa.
Pouco antes deste anúncio, o
Ministério da Defesa acusou também forças separatistas de terem
disparado contra um avião militar que sobrevoava a cidade de Slaviansk. O
aparelho, um Antonov An-30, foi atingido por várias balas mas conseguiu pousar em segurança, adiantou a mesma fonte.
Ucrânia: leste calmo enquanto Kiev anuncia operação antiterrorista
15/04 13:03 CET
Ativistas pró-Rússia permaneciam
barricados esta manhã nos edifícios da administração em Slaviansk e
outras localidades do leste da Ucrânia.
Apesar da aparente calma, as tensões na região permanecem elevadas.
Em Kiev, o presidente interino, Oleksander Turchinov, afirma que está em curso uma operação antiterrorista.
“Esta manhã teve início uma operação anti-terrorista a leste da
região de Donetsk. O objetivo desta ação, volto a sublinhar, é proteger
os cidadãos da Ucrânia do terror, impedir a criminalidade e quaisquer
tentativas de dividir o país”, anunciou o presidente falando no
parlamento em Kiev.
Na segunda-feira, ativistas pró-Rússia tomaram de assalto mais edifícios públicos no leste da Ucrânia.
Em Horlivka, o assalto a uma esquadra da polícia coincidiu com o fim
do prazo dado por Kiev aos ativistas pró-Rússia para abandonarem os
locais públicos ocupados.
Alta tensão no Leste da Ucrânia face a incerteza sobre operação militar para desalojar separatistas
15/04 03:36 CET
Passado o ultimato do governo, centenas
de ucranianos manifestaram-se na praça Maidan de Kiev para exigir uma
ação vigorosa contra os militantes pró-russos que controlam cada vez
mais edifícios oficiais no Leste do país.
O governo ucraniano disse no domingo ter lançado uma “operação
antiterrorista de grande envergadura” contra os separatistas, mas o
Exército não lançou qualquer ação militar, mesmo depois de passado o
prazo estabelecido pelo presidente interino.
Ainda assim, forças especiais ucranianas estão mobilizadas a
escassos 70 quilômetros da cidade de Slaviansk, símbolo das recentes
tensões e onde os militantes pró-russos controlam um grande número de
acessos, bem como os edifícios da polícia, dos serviços de segurança e
da administração local.
Os presidentes russo e norte-americano debateram por telefone a situação tensa no Leste da Ucrânia. Vladimir Putin
reiterou que as acusações de ingerência de Moscou são “especulações
sem fundamento”, enquanto Barack Obama afirmou que “as ações da Rússia não são coerentes nem favoráveis” a uma solução diplomática para a crise.
No terreno, o correspondente da euronews, Sergio Cantone, diz que “a
maioria da população na região de Donetsk sente-se refém das
circunstâncias. Quase todos os edifícios oficiais estão ocupados por uma
minoria consistente, enquanto a maioria silenciosa parece estar a viver
de forma passiva os acontecimentos”.
As pessoas, na Praça de Maidan, no centro de Kiev, reagem de forma diversa, à investida russa, no sul e leste do país;
Há quem deseje uma resposta musculada do governo, contra os separatistas, apoiados por Moscou.
Peritos de defesa ucranianos dizem que a resposta militar devia ter
acontecido mais cedo. Ninguém parou os separatistas no início, por
incompetência, ou falta de vontade política.
Um jovem diz que o Governo espera pela ajuda externa:
“Isto é uma agressão, não há dúvida. O cenário da Crimeia
está a repetir-se. Esperamos pela reação da comunidade internacional,
que tem de nos ajudar. As autoridades esperam ajuda militar, mas temos
de depender apenas de nós próprios”.
Outra habitante de Kiev admite que os ucranianos têm de defender o território ucraniano, com armas:
“O nosso governo perdeu a Crimeia, porque fomos muito tolerantes,
com o que estava a acontecer, acreditávamos numa solução pacífica. É por
isso que eu acho que temos de ser mais rigorosos e defendermos, mesmo
com armas, a nossa terra ucraniana”.
Finalmente, ainda há quem acredite na via diplomática:
“Em primeiro lugar, é necessário tentar resolver as questões
diplomaticamente e depois ficar na defensiva. E se não houver qualquer
solução diplomática? Tudo tem de ser feito para encontrá-la. O mundo
inteiro irá participar, toda a nação tem que participar para que esse
problema possa ser resolvido, sem derramamento de sangue”.
O tempo começa a escassear, para a diplomacia. As atenções
centram-se agora nas negociações multilaterais que começam na
quinta-feira, em Genebra.
Não
são os "pró-Rússia" que estão promovendo os conflitos no Leste da
Ucrânia. São agentes russos infiltrados que se passam por nativos da
região que promovem o caos e a desordem na Ucrânia visando
desestabilizar o governo provisório, boicotar as eleições e promover o
retorno do "rato de esgoto" fujão (Plano A) ou a federalização (Plano B)
do país para dominá-lo e dividí-lo mantendo partes sob suas garras.
O Cossaco.
PÚBLICO (actualizado às )
Presidente ucraniano em exercício, Oleksander Turchinov, fala pela
primeira vez em possibilidade de referendo sobre o estatuto do país.
Novas autoridades de Kiev têm recusado qualquer ideia de
"federalização".
Pró-russos em Slaviansk, no domingo Gleb Garanich/Reuters
Um ultimato que o Governo da Ucrânia deu aos separatistas pró-russos
para deporem as armas e acabarem com a ocupação de edifícios públicos
chegou ao fim na manhã desta segunda-feira sem que, pelo menos na cidade
de Slaviansk, tivesse sido cumprido. Ao contrário, há notícias de
ações de pró-russos onde ainda não tinham ocorrido. Ao mesmo tempo,
pela primeira vez, as novas autoridades de Moscou admitem um referendo
ao estatuto do país.
Em Horlivka, a última grande cidade da região de
Donetsk onde pró-russos ainda não tinham saído à rua, manifestantes
invadiram na manhã desta segunda-feira o edifício da câmara e a sede da
polícia. Foram lançados cocktais-molotov e ouviram-se explosões.
Mas
em Slaviansk, onde no domingo ocorreram confrontos, apesar do ultimato
que o Presidente ucraniano em exercício, Oleksander Turchinov, tinha
fixado, um correspondente da Reuters disse que a bandeira da Rússia
flutuava na sede da polícia, um dos três edifícios tomados por
pró-russos, e que homens armados estavam a reforçar barricadas com sacos
de areia levantadas em seu redor. Um caminhão parecia estar a transportar
pneus para reforçar essas barreiras.
Turchinov estabeleceu um
prazo até às 6h00 TMG desta segunda-feira
para que os edifícios fossem desocupados e os pró-russos depusessem as
armas, sob pena de uma ação de segurança em larga escala que envolveria
o Exército. Turchinov acusa a Rússia de inspirar e organizar as
rebeliões no Leste do país. “Não vamos permitir que a Rússia repita o
cenário da Crimeia”, disse. (Sim, só com palavras? Os russos estão rindo dessas ameaças vazias e inóquas - O Cossaco).
Já esta segunda-feira falou no
Parlamento sobre a possibilidade de organizar um "referendo nacional"
sobre o estatuto do país. "Não somos contra a realização de um referendo
em todo o país que, se o Parlamento assim o decidir, poderia decorrer
ao mesmo tempo que a eleição presidencial", a 25 de Maio, disse num
reunião com líderes de grupos políticos. (O
referendo é o que os russos querem, e o governo provisório vai
promovê-lo? É o mesmo que entregar a Ucrânia a Rússia !!! Os 90 anos de
comunismo sob o tacão da Rússia não foram o suficientes??? - O Cossaco)
"Estou certo de que a
maioria dos ucranianos se pronunciariam por uma Ucrânia indivisível,
independente, democrática e unidade", declarou também. Turchinov não
explicou a questão do referendo. As novas autoridades de Kiev tinham até
agora recusado qualquer ideia de "federalização".
Separatistas do
Leste do país, entre os quais grupos armados, reclamam referendos locais
sobre uma ligação à Rússia ou uma "federalização" da Ucrânia. A Rússia
também defende uma "federalização" como forma de garantir os "legítimos
interesses dos russófonos do Leste e do Sul da Ucrânia.
No domingo, o Governo de Kiev lançou uma “operação antiterrorista
de larga escala” contra os militantes armados que ocuparam quartéis da
polícia e outros edifícios públicos em vários pontos do Leste da
Ucrânia, o que deu origem a violentos confrontos em cidades como
Slaviansk, Donetsk ou Kharkov — por onde alastra a rebelião separatista
pró-russa.
As trocas de tiros entre as forças especiais ucranianas
e as milícias separatistas provocaram baixas de ambos os lados. Além de
um número indeterminado de feridos, estão confirmadas as mortes de um
oficial das forças especiais ucranianas e de um elemento das milícias
pró-Rússia. A Rússia reagiu dizendo ao Governo de Kiev para cessar "a
guerra contra o seu próprio povo” e pedindo a reunião do Conselho de
Segurança das Nações Unidas. (Se os russos
estão tão compadecidos pelo seu povo, porque não recolhem esse "povo"
para o seu território? O lugar de russos é na Rússia e não na Ucrânia
!!! - O Cossaco).
Aumentam receios de um confronto As
autoridades de Moscou consideram “criminoso” o eventual recurso à
força contra os pró-russos. (Sim, e o que os russos fizeram na Crimeia não é "criminoso" ??? Cínicos!!! Dissimulados!!! - O Cossaco) No domingo à noite, o Ministério dos
Negócios Estrangeiros da Rússia emitiu uma nota em que classificava a
mobilização da tropa contra os rebeldes separatistas como “ordem
criminal” e dizia que era o Ocidente que tinha agora “a responsabilidade
de evitar uma guerra civil na Ucrânia”.
No Conselho de Segurança,
que se reuniu de emergência na noite de domingo, a Rússia foi acusada
de promover a instabilidade no Leste da Ucrânia. Na que foi a décima
reunião dedicada à crise na Ucrânia, desde
que no final do ano passado
começaram os protestos que levaram à queda do Presidente Viktor
Yanukovych, ficou claro o isolamento da Rússia. Nem a China, que apelou
"à via diplomática", esteve ao seu lado.
Os países ocidentais
acusaram as autoridades de Moscou de promoverem a desestabilização do
Leste da Ucrânia com uma estratégia semelhante à usada na Crimeia. O
embaixador do Reino Unido nas Nações Unidas, Mark Lyall Grant, disse que
a Rússia concentrou entre 35 mil a 40 mil soldados junto à fronteira
ucraniana, a juntar aos 25 mil que diz estarem deslocados na Crimeia —
controlada pelas autoridades de Moscou desde o mês passado. A Rússia
anunciou, nesta segunda-feira, o lançamento com êxito de um míssil
balístico intercontinental RS-24 equipado com uma ogiva múltipla.
A reunião de urgência do Conselho de Segurança das Nações Unidas a pedido da Rússia não ofereceu qualquer resolução para a crise na Ucrânia.
Os países ocidentais acusaram Moscou de repetir a estratégia
utilizada na Crimeia, organizando a ocupação de edifícios oficiais no
Leste ucraniano.
O embaixador britânico nas Nações Unidas denunciou a “postura
agressiva” do Kremlin. Mark Lyall Grant disse que “as imagens de
satélite mostram que existem entre 35 e 40 mil soldados russos perto da
fronteira com a Ucrânia,
equipados com aviões de combate, tanques, artilharia e unidades de
apoio logístico, para além dos 25 mil soldados ilegalmente estacionados
na Crimeia”.
O representante russo, por seu lado, voltou a negar a influência do
seu país nos acontecimentos e disse que cabe ao Ocidente agir para
“evitar uma guerra civil na Ucrânia”.
Vitaly Churkin afirmou que “foram feitas muitas acusações incorretas
contra a Rússia: que os russos querem desestabilizar ou derrubar a
Ucrânia; mas por que razão é que não responderam ao apelo [de Moscou]
quando a crise começou, para lançar o diálogo para ajudar a Ucrânia a
encontrar uma saída para a crise política e econômico que se
desenrolava”.
Sem poupar palavras nas acusações, o representante ucraniano disse
que o que se está a passar no Leste do país é “uma operação terrorista
em larga escala, orquestrada pela Rússia”.
Apoiantes pró-Kiev e pró-Rússia envolveram-se em confrontos em Kharkiv no leste da Ucrânia.
Imagens de vídeo amador partilhadas através das redes sociais
mostram apoiantes de Moscou a agredirem simpatizantes do novo governo
em Kiev.
As agressões aconteceram à entrada de uma estação de metro após duas manifestações que decorreram simultaneamente.
Testemunhos citados por agências de notícias referem que
simpatizantes pró-Rússia teriam penetrado à força no interior de
edifícios da administração pública em Kharkiv.
As autoridades policiais referem pelo menos meia centena de feridos.
Igualmente este domingo, em Zaporizhzhya no leste da Ucrânia, cerca
de três milhares de manifestantes pró-europeus mediram forças com
simpatizantes pró-Moscou.
Kiev já lançou uma operação com forças especiais para recuperar o controle das áreas sob domínio dos simpatizantes pró-Rússia.
Militares ucranianos lançaram este
domingo uma operação para retomarem o controle de edifícios públicos
ocupados por ativistas pró-Rússia no leste do país.
A localidade de Slaviansk é um dos pontos fulcrais das operações.
Informações dão conta de mortos e feridos de ambos os lados.
Há pelo menos um morto a lamentar entre as forças de segurança ucranianas assim como vários feridos.
O ministro ucraniano do interior, Arsen Avakov, aconselhou a população a permanecer dentro de casa.
Um grupo de mulheres que se encontrava com os ativistas pró-Rússia
foi evacuada momentos antes do início das operações das forças
ucranianas.
As fotografias deram origem a uma discussão sobre a neutralidade de Kiev, que o Kremlin quer consagrada na lei ucraniana.
A crise da Ucrânia ressuscitou a retórica e os métodos de propaganda
da Guerra Fria, fazendo lembrar aos dois velhos antagonistas que ainda
são “os melhores inimigos”, como comentou à Reuters uma fonte
diplomática de Bruxelas.
Ontem, o
secretário-geral da OTAN, Anders Fogh Rasmussen, defendeu que a Aliança
deve responder às movimentações russas junto à fronteira ucraniana
adotando “medidas suplementares”, como a deslocação de tropas para
zonas estratégicas e a realização de exercícios militares. Em resposta,
Moscou acusou a OTAN de manipular a informação ao divulgar imagens
antigas para provocar uma reação.
O conjunto de
fotografias divulgado mostra uma grande e recente concentração de meios
de combate russos junto à fronteira da Ucrânia. As imagens, que foram
tiradas pela empresa privada DigitalGlobe entre 22 de Março e 2 de
Abril, revelam claramente aviões de combate, helicópteros, peças de
artilharia e infantaria e equipamento adequado a tropas especiais. Na
análise dos comandos da Aliança Atlântica, explicada em conferência de
imprensa em Bruxelas, trata-se de equipamento pronto a usar, como estão
prontos a entrar em ação os cerca de 40 mil homens que o Governo de
Moscou estacionou na região junto à fronteira do Leste da Ucrânia.
Segundo
os militares da OTAN, algumas das zonas onde agora está este exército
russo, estavam vazias ou praticamente vazias em Fevereiro — a base aérea
de Buturlinovka, que estava praticamente desocupada, agora alberga
dezenas de caças; Belgorod, que também estava quase deserta em
Fevereiro, tem agora 20 helicópteros e fontes citadas pela BBCB diziam
que por ser a base mais próxima da fronteira (50km) poderá ser dali que
partirá uma invasão, caso este venha a acontecer.
“Trata-se de uma
força significativa e pronta para avançar”, disse à BBC o brigadeiro
Gary Deakin, que dirige o centro de operações de crise da OTAN em Mons,
na Bélgica. “Tem capacidade para se deslocar rapidamente para dentro da
Ucrânia mal receba ordens.” As imagens, disseram as fontes, indicam que
se trata de uma força ofensiva e não de tropas em “exercício” como
defende Moscou.
O Governo russo reagiu à divulgação das imagens e
às explicações sobre elas dizendo que as fotografias datam do Verão de
2013, quando foram realizadas manobras na zona. Os russos estão a
mentir, responderam os generais da OTAN que , ao fim da manhã de ontem,
divulgaram outras fotografias com mais detalhes para “que fique claro
que as afirmações dos responsáveis russos são totalmente falsas”.
Rasmussen
disse que a OTAN deve responder com mais veemência à ameaça russa. O
reforço do patrulhamento aéreo nos Estados bálticos, o envio de
aviões-radar Awacs para a Polônia e Romênia e o reforço da vigilância
naval no mar do Norte não chegam, na opinião de Rasmussen. “Penso que
temos de tomar medidas suplementares e, de acordo com as recomendações
das nossas autoridades militares, vamos discutir o assunto nos próximos
dias e semanas.” “A reflexão [da próxima semana] poderá incluir uma
evolução dos nosso planos de Defesa, o reforço dos exercícios e o
deslocamento apropriado [de tropas]”, acrescentou o secretário-geral da OTAN que, porém, esclareceu que a Aliança Atlântica não tem sobre a mesa
uma “opção militar”. “A OTAN defende e protege os seus aliados e
adotaremos as medidas necessárias - e legítimas perante a instabilidade
criada pelas ações da Rússia — que assegurem que essa defesa coletiva
seja eficiente.”
Num discurso em tom de Guerra Fria deve
procurar-se uma frase chave que explique o que o secretário-geral quis
dizer. A frase pode ser esta: “evolução dos planos de Defesa”. Pode ter
sido ela a levar o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei
Lavrov, a introduzir a questão da neutralidade da Ucrânia na troca de
acusações de ontem.
A Rússia, disse Lavrov, quer que a Ucrânia se
mantenha um país neutro e quer garantias legais de que será assim. Em
2010, o Presidente destituído da Ucrânia — mas que Moscou ainda
considera legitimo — promulgou uma lei que excluía a possibilidade de o
país entrar na OTAN e reafirmava a neutralidade deste território que
faz parte da linha de neutrais que separa a Rússia da OTAN. O Kremlin
receia que o novo poder em Kiev ceda à pressão do Ocidente e quebre esse
pacto.
Rebeldes pró-russos avançam no leste da Ucrânia e Ministro do
Interior promete "tolerância zero" contra terroristas armados. Rússia
desmente estar por trás das manobras no Leste.
Rebeldes pró-russos ocuparam esquadra em Slaviansk AFP/ANATOLIY STEPANOV
Os rebeldes separatistas que reclamam a auto-determinação de Donetsk,
no leste da Ucrânia, intensificaram a sua campanha contra o Governo de
Kiev e alargaram a sua área de “atuação” para além dos limites daquela
cidade que serve de capital à região industrial do país. Envergando
uniformes militares e armados com granadas e armas de fogo, cerca de 20
militantes pró-russos tomaram uma esquadra de polícia em Slaviansk, e
subiram a parada para a resposta do ministério do Interior – que de
imediato enviou tropas especiais para a região.
O Presidente interino, Olexander Turchinov, convocou
uma reunião urgente do conselho de segurança nacional para discutir a
resposta do Governo à escalada da tensão, e o ministro do Interior,
Arsen Avakov prometeu uma ação rápida e eficaz para “repelir os
terroristas” que ameaçam a integridade territorial da Ucrânia. Depois de
uma semana acantonados no edifício do governo regional de Donetsk, os
“ativistas” russófilos – que as autoridades ucranianas e aliados
ocidentais dizem ser agentes desestabilizadores apoiados por Moscou –
começaram a expandir as suas frentes de luta contra o novo governo
ucraniano.
Avakov denunciou a existência de vários focos de
confrontos e ataques dos secessionistas no leste do país, que
classificou como uma “agressão” fomentada pela Rússia – uma acusação
desmentida pelo ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov,
num telefonema ao seu homólogo ucraniano. O ministro do Interior
indicou uma “reação muito dura e severa” das forças ucranianas às
investidas dos “provocadores” e “terroristas armados”. “Para esses é
tolerância zero”, escreveu numa mensagem de Facebook em que dava conta
de troca de tiros entre os grupos armados e a polícia na cidade de
Kramatorsk.
No entanto, o Governo está fortemente condicionado
pela ameaça de intervenção da Rússia em caso de repressão ou violência
contra a população russófila. Esse foi o pretexto para a ofensiva de
Moscou na Crimeia, em Fevereiro: com cerca de 40 mil soldados russos
estacionados a duas horas da fronteira, os dirigentes ucranianos não
podem arriscar a repetição da História.
Na sexta-feira, o
primeiro-ministro, Arseniy Yatsenyuk, procurou acalmar os líderes do
movimento secessionista com promessas de uma maior autonomia regional.
Em conversações em Donetsk, o líder interino garantiu que estava
disposto a promover uma reforma constitucional para transferir várias
competências de Kiev e a negociar uma solução pacífica para o impasse no
Leste.
Mas a sua visita à região não parece ter surtido qualquer
efeito. Os rebeldes não desarmaram e este sábado forçaram a demissão do
chefe da polícia regional de Donetsk, abrindo mais uma brecha na
autoridade do Estado. “Em cumprimento das vossas exigências, afasto-me
do cargo”, cedeu Kostiantin Pozhidaiev, perante uma multidão concentrada
em frente do quartel-general da cidade. No edifício, como em muitos
outros imóveis regionais, já não voa a bandeira da Ucrânia: agora, são
as cores da Rússia, vermelho, branco e azul, ou as tarjas laranja e
pretas adoptadas pelos separatistas, que se vêem nas janelas.
Além
dos grandes centros urbanos de Donetsk, Lugansk e Kharkov, e também de
Slaviansk (que fica a cerca de 150 quilômetros da fronteira com a
Rússia), os rebeldes pró-russos começam a avançar para outras
localidades, complicando a tarefa das forças destacadas pelo Governo. Em
declarações à BBC, Alexander Gnezdilov, o porta-voz dos activistas que
declaram a autonomia da “república popular” de Donetsk, esclareceu que
os militantes que se dirigiram para Slaviansk constituem um “grupo
independente” solidário com o protesto contra o Governo de Kiev.
Segundo
dizia a Reuters, os rebeldes que ocuparam a esquadra de Slaviansk
recolheram todo o arsenal de mais de 400 armas ali disponível,
distribuindo-o pelos seus apoiantes, e contaram também com a colaboração
de residentes locais que ergueram barricadas com pneus e organizaram checkpoints nas estradas para tentar travar o acesso do Exército à cidade.
Um
militante entrevistado pela Associated Press, que se identificou apenas
como Sergei, explicou que a razão pela qual decidira pegar em armas era
para proteger a região dos “nacionalistas radicais e da junta que tomou
o poder em Kiev”. “Só temos uma exigência, que é a realização de um
referendo para a anexação à Rússia. Não queremos ser escravos da América
e do Ocidente”, afirmou.
Entretanto em Kiev, o Governo interino
informou que a empresa estatal Naftogaz suspendeu os seus pagamentos à
Rússia, e preveniu a Europa para eventuais “problemas” de abastecimento
de gás natural. A decisão resulta da subida do preço praticado pela
russa Gazprom: com a queda do Presidente Viktor Yanukovych, a Rússia
acabou com os subsídios que mantinham em baixa as faturas dos
consumidores ucranianos.
Este psicopata, Stalin, é o segundo maior genocida da história da humanidade em todos os tempos. O primeiro é Mao Tsé-tung. Este vídeo serve para mostrar a índole [temper] russa. Um povo cínico, dissimulado, desprovido de dilema moral. Não esqueçam: Quem determina o sucesso de um espetáculo, dantesco ou não, é o público.
O governo de Kiev lançou um ultimato aos separatistas que ocupam edifícios públicos nas cidades russófilas do leste da Ucrânia.
“A questão ficará resolvida em 48 horas, ou pela via política ou pela força”.
A situação mais tensa vive-se na cidade de Luhansk. Os últimos
ocupantes do edifício dos serviços de segurança já saíram do imóvel, mas
as barricadas na rua foram reforçadas e os ativistas prepararam-se para
lutar por um referendo sobre a anexação da cidade à Rússia.
Um manifestante lança um apelo:
“Esta é a nossa última oportunidade. Kharkiv está perdida, Donetsk está
perdida, Mykolaiv já foi perdida há muito tempo, Odessa está quase
perdida. Nós somos a última esperança para toda a Ucrânia”.
Nas outras cidades em que eclodiram os movimentos separatistas após a
anexação da Crimeia, a situação está agora mais calma, embora alguns
edifícios oficiais estejam ainda ocupados.
Em Donetsk, a sede do governo regional ainda está ocupada, mas o
edifício dos serviços de segurança já foi retomado pelas autoridades.
A população da cidade está dividida:
“Queremos liberdade, queremos a nossa república de Donetsk para nos ligarmos a quem quiser unir-se a nós”, afirma uma cidadã.
Outra, defende:
“Queremos que Donetsk seja ucraniana. Amamos a nossa Ucrânia”.
O governo interino da Ucrânia continua a acusar a Rússia de tentar desmembrar o país. Moscou nega as acusações.
Os serviços secretos ucranianos divulgaram, no site oficial, que
detiveram uma cidadã russa envolvida em confrontos na Ucrânia e
acusam-na de espionagem.
"No mundo das idéias abstratas, o único que em geral os doutrinários
conservadores e tradicionalistas conhecem, Putin deve ser louvado por
sua resistência às "políticas de gênero". Mas louvor e censura são
apenas expressões de um estado de ânimo subjetivo. Não creio ter o
direito de manter os leitores atentos aos caprichos da minha alminha.
Imagino que eles esperem de mim alguma ciência, alguma análise da
realidade objetiva. E, na realidade
objetiva, a virada conservadora de Putin, coexistindo com a reabilitação
de Stálin e a ocupação da Criméia, é apenas uma peça no complicado
esquema estratégico eurasiano. Para Putin como para o seu guru Alexandre
Duguin, a moral religiosa tradicional só vale porque é um elemento de
propaganda anti-ocidental entre outros. No século XIX a Rússia já
prometia salvar o mundo da corrupção ocidental. O eurasianismo bebe
nessa fonte como bebe no marxismo, no nazismo, no islamismo etc. etc.
É realmente absurdo que os jornais paguem a seus articulistas para que
digam o que estão sentindo. Página de opinião, hoje em dia, parece grupo
de psicoterapia. Eu me sentiria um palhaço se escrevesse um artigo só
para dizer se gosto ou não gosto do Vladimir Putin. Aliás não me sinto
nem capaz de gostar ou não gostar de pessoas que não dão a mínima para a
minha opinião.
Dostoiévski acertou em tudo quanto profetizou de
ruim, nada de bom. Seus temores realizaram-se, suas esperanças
falharam. Refiro-me às esperanças quanto à Rússia como guia espiritual
da humanidade. Nenhum povo, nação ou entidade qualquer recebeu a missão
divina de salvar o mundo. Nem a Igreja tem esse mandato. Ela está aí
para levar ao céu as almas individuais que quiserem ir. Não povos,
nações, o planeta ou a espécie humana. Todos os salvadores do mundo são
ladrões e farsantes. Nem Jesus prometeu salvar o mundo, e sim salvar DO
mundo as almas dos eleitos." (Olavo de Carvalho)
Depois de se apoderar da Crimeia, Moscou empurra a Ucrânia para o
caos. Não vai invadir nem anexar o Leste e Sul do país. A política
tradicional russa é manter uma Ucrânia fraca e, se necessário,
"ingovernável" de forma a assegurar a sua dependência. Neste momento, o
objetivo parece mais preciso: desorganizar e dividir a Ucrânia, de
forma a impedir as eleições de 25 de Maio que, calcula Vladimir Putin,
legitimariam um poder político hostil e pró-ocidental. Que acontecerá se
o Leste e o Sul boicotarem as eleições?
Moscou tem a sua alternativa: impor referendos
regionais que consagrariam um sistema federal e a autonomia das regiões,
inclusive em política externa, "balcanizando" a Ucrânia. Pretende
acentuar a polarização entre Leste e Oeste e convencer os ucranianos de
que o seu modelo federal será a solução mais realista e "pacífica".
Putin sabe que americanos e europeus têm escassos meios para anular a
ofensiva política russa.
O que aconteceu em Donestk, Kharkov ou
Lugansk não teve uma dimensão de massas. É um sinal. Seguir-se-ão meses
de crescente tensão. Os EUA e a UE acusam Moscou de desestabilizar a
Ucrânia e de orquestrar as manifestações pró-russas. Moscou intima Kiev
a não usar a força no Leste sob risco de desencadear uma "guerra
civil".
Putin tentará estrangular a economia ucraniana com a
subida do preço do gás (um aumento de 80%) enquanto os investidores
estrangeiros deixaram de ter vontade de correr para Kiev. O país está à
beira da bancarrota.
O nacionalismo ucraniano — e anti-russo —
afirmou-se nos últimos meses mas não em todo o país, que continua a ser
extraordinariamente frágil. Pareceu emergir uma nova elite social, mas
não teve ainda tradução política. A classe dirigente é a mesma de antes —
uma oligarquia corrupta — e as instituições não funcionam. Após a perda
da Crimeia, o governo teve de recorrer a oligarcas para controlar o
Leste do país. Hoje, é Rinat Akhmetov, o maior dos oligarcas, que está a
tentar "apagar o fogo" em Donetsk.
Em termos econômicos e
militares Moscou está em inferioridade perante Washington. Mas tem
tropas na fronteira, enquanto os americanos estão "longe" e os europeus
"desarmados". Kiev não tem a cobertura da NATO. A "vantagem" de Moscou é
ter muito a mais a perder na Ucrânia dos que os ocidentais, o que
incentiva Putin a correr riscos mesmo perante sanções pesadas — o que
está longe de ser garantido. A Ucrânia é vital para o seu grande
projeto estratégico — a construção da União Euro-Asiática. É, ainda, um
"estado-tampão" perante a NATO e a influência da UE.
Vários
analistas denunciam agora "a incultura política e a superficialidade da
moderna diplomacia ocidental" que não soube antecipar a reação russa e
festejou a destituição de Viktor Yanukovych no dia seguinte à assinatura
do compromisso de 21 de Fevereiro, subscrito por Yanukovych e pela
oposição e "testemunhado" pelos ministros do Negócios Estrangeiros da
França, Alemanha e Polônia e por um enviado de Moscou.
"Por que é
que América não compreende Putin?" — pergunta a historiadora e
ex-sovietóloga americana Angela Stent, outrora conselheira no
Departamento de Estado. Porque deixou de pensar a Rússia em termos
históricos e "os especialistas de democracia e economia" enviados para
Moscou nos anos 1990 pensavam em quadros estranhos à realidade russa.
Depois, os think tanks voltaram-se para China e para o mundo árabe. Por
isso, tal como Merkel, a América não percebe o mundo em que vive Putin.
Morrer por Kiev? Ao
incentivar a "mudança de regime" em Kiev, a UE assumiu a
responsabilidade de ajudar a reconstruir a Ucrânia, política e
economicamente. Cumprirá ou poderá cumprir? A Polônia e a Suécia lideram
a política de intervenção e ajuda maciça. E a Alemanha ou a França?
"A
chanceler Merkel tem de adotar uma atitude de firmeza e sem
ambiguidade perante a Rússia e isto significa pesadas sanções", escreve
Judy Dempsey, do think tank Carnegie Europe. "Não será tarefa fácil. Na
opinião pública alemã há um consenso de que a Ucrânia é difícil e talvez
não valha a pena defendê-la." Os países europeus não estão a agir em
conjunto "porque pensam que o esforço não vale a pena".
O
americano Walter Russell Mead convida Washington a optar entre "voltar
as costas" à Ucrânia, o que significará "um amargo fracasso ocidental"
ou lançar-se numa "dispendiosa, difícil e talvez condenada operação de
nation-building", que Putin tem meios para anular.
A prazo, a
política de "confronto estratégico" de Moscou perante o Ocidente vai
sair-lhe muito cara porque bloqueará a modernização da Rússia, observa o
analista russo Dmitri Trenin, que prevê um conflito por muitos anos.
Concorda Dempsey: "A Europa, e mais tarde a Rússia, vão pagar um alto preço."