quinta-feira, 1 de maio de 2014

VLADIMIR DENSHCHIKOV: Um artista ucraniano



Vladimir Denshchikov
Remessa de Berenice
Prof – Manaus-AM

Vladimir Denshchikov é um artista da Ucrânia. Ele cria esses ícones religiosos utilizando fios de linho. Milhões de nós são feitos manualmente pelo artista durante meses de trabalho árduo. Ele tem praticado esta técnica por mais de 30 anos. Leva 3-9 meses para criar um ícone. Nascido em 01 de julho de 1952 em Kiev, Vladimir Denshchikov foi graduado pela Universidade Kiev. No teatro tornou-se ator. Trilhou seu caminho até chegar a ser diretor artístico do Simferopol Crimea Maxim Gorky Academic russo Drama Theater e desde 2007 ele vem ensinando a atuar e dirigir no Instituto Simferopol da Cultura. Completamente, uma impressionante carreira profissional ! Mas esse artista nacional da Ucrânia é conhecido principalmente por seu hobby único - formando ícones religiosos incrivelmente detalhados, desde os fios de linho, usando uma técnica chamada "macramé".
Somente os rostos e mãos dos santos em ícones do Denshchikov são pintados sobre tela, todo o resto é feito de milhões de nós de linho. O artista não utiliza as ferramentas como agulhas ou crochets para fazer os nós, todos os padrões e os detalhes são feitos diretamente com a mão. O material utilizado para essas obras incríveis é criado pelo próprio artista. Ele pega um pedaço de pano de linho puro (um tecido associado com a Fé Ortodoxa), absorve-o em água e o trabalha, uma corda de cada vez. Ele usa fios de linho entre 0,5 e 2 metros de comprimento, executando o trabalho entre 3 e 6 meses, em um único ícone de 40 × 50 cm. Pode soar como um longo tempo, mas não podemos esquecer que podem chegar a ter até nove milhões de nós minúsculos e cada um feito à mão. (ref: por Spooky)



Em 2007, Vladimir Denshchikov sofreu um derrame antes de uma estreia teatral o que o levou a passar para um emprego de professor no Instituto Simferopol da Cultura. Enquanto se recuperava desta terrível condição, o artista continuou a trabalhar em um ícone para a igreja de aldeia Malorechenskoye. Enquanto ele lutava para tecer pequenos nós, sentiu a mão parcialmente paralisada se movendo cada vez mais livremente, como se Deus estivesse guiando-a Ele mesmo. O artista teve uma recuperação milagrosa e continua até hoje a criar maravilhosas obras de arte em macrame.













All images rights reserved © Vladimir Denshchikov
 

Passaram 28 anos sobre acidente nuclear de Chernobyl


 
Acidente em Chernobyl completa 28 anos com homenagens às vítimas.

Organizações prestaram solidariedade aos mais de 200 mil mortos no acidente ocorrido em 26 de abril de 1986.


"O elemento mais perigoso que saiu do reator de Chernobyl, não foi o césio, não foi o plutônio: foi a MENTIRA RUSSA".

A explosão no quarto reator da central provocou a morte imediata de um número pessoas jamais revelados verdadeiramente.
Para a atmosfera foram liberados níveis de radioatividade, equivalentes a 500 bombas atômicas como a que foi lançada sobre Hiroshima.
Passados 28 anos é, ainda, difícil avaliar a verdadeira dimensão da catástrofe.
Estima-se que entre 200 e 300 mil pessoas tenham morrido. Muitas nos anos seguintes à tragédia, vítimas de cancer. O acidente nuclear de Chernobyl continua, ainda, hoje a matar, mas o mundo já se esqueceu da tragédia e as homenagens reduzem-se a dezenas de pessoas, com certeza testemunhas ou parentes sobreviventes das vítimas.

Ucrânia assume incapacidade para recuperar controle das zonas sublevadas

(atualizado às )
Presidente anunciou que Forças Armadas estão em “alerta total” para prevenir eventual invasão. Pró-russos reforçam posições em mais uma cidade do Leste. Comemorações da vitória sobre o nazismo, a 9 de Maio, pode dar origem a novos focos de tensão.

A Ucrânia colocou as Forças Armadas em “estado de alerta total”, para o caso de uma invasão russa que continua a dar como provável, mas assumiu a incapacidade para recuperar, pelo menos no imediato, o controle das zonas sublevadas do Leste do país, onde o poder do Governo interino de Kiev não para de ser desafiado.
Mais uma vez volto a falar do perigo real de a Federação Russa começar uma guerra terrestre contra a Ucrânia”, afirmou esta quarta-feira o Presidente interino, Oleksander Turchinov, num encontro com governadores regionais, em Kiev. “As nossas Forças Armadas foram colocadas em estado de prontidão.”

Citado pela agência Interfax-Ucrânia, Turchivov assumiu também o que se tornou claro  nas últimas semanas  – que as forças ucranianas têm sido impotentes para acabar com a sublevação nas regiões de Donetsk e Lugansk. E fixou como objetivo “número um” evitar que a insurreição no Leste do país, onde mais de uma dezena de cidades são já controladas por separatistas pró-russos, alastre “às regiões de Kharkov e Odessa”.
Quero dizer com franqueza que neste momento as estruturas de segurança não são capazes de rapidamente retomarem o controlo das regiões de Donetsk e Lugansk”, declarou. O Presidente interino disse que as forças de segurança têm sido incapazes de “proteger os cidadãos” e acusou unidades de polícia de “ajudarem ou cooperarem com grupos terroristas” – designação dada pelo Governo de Kiev aos militantes pró-russos que controlam há semanas edifícios públicos em mais de uma dezena de cidades.

Turchinov tinha já denunciado na terça-feira a “inação” e “traição” da maior parte da polícia do Leste e exigido a demissão dos comandos de Lugansk e Donetsk. Nesse dia, pró-russos invadiram o edifício da administração regional de Lugansk e içaram a bandeira da Rússia, sem oposição da polícia. Mais tarde ocuparam o gabinete do procurador regional, as instalações da televisão e a sede da polícia. Nesta quarta-feira, os separatistas continuaram a reforçar as suas posições. Segundo a Reuters, homens mascarados envergando uniformes militares ocuparam a câmara e as instalações da polícia em Horlivka.

A aproximação da simbólica data de 9 de Maio, em que tanto na Rússia como na Ucrânia se comemora a vitória sobre a Alemanha nazista, em 1945, é mais um fator de tensão, como já se começou a perceber. Os serviços de segurança ucranianos anunciaram esta quarta-feira ter descoberto um plano “de criminosos” para realizar um atentado num monumento em Mikolaiev, tradicional lugar de romagem de antigos combatentes.

Em Slaviansk, os pró-russos mantêm sequestrados, desde sexta-feira, sete observadores da OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa) que pretendem trocar por pró-russos detidos pelas autoridades de Kiev. Os contatos prosseguem e o comitê de ministros da organização protestou esta quarta-feira e pediu a “libertação imediata”. Mas até ao fim da tarde não havia novidades sobre os observadores internacionais.

Apelo do Presidente interino da Ucrânia, Presidente da Verkhovna Rada da Ucrânia Oleksandr Turchynov aos compatriotas

29 Abril, 19:35

Caros compatriotas!
Os acontecimentos no leste do nosso país evidenciaram a inação, desamparo e, às vezes, a traição criminosa dos funcionários dos órgãos de aplicação da lei nas regiões de Donetsk e Lugansk.
Esta é uma das principais causas da baixa eficiência e pouca utilidade das ações das agências policiais ucranianas em combate ao terrorismo.
É difícil admitir, mas isto é a verdade. A grande maioria dos policiais no Oriente não é capaz de cumprir as suas obrigações de proteger os nossos cidadãos.
Em Donetsk e Lugansk já estão nomeados novos chefes do Serviço de Segurança da Ucrânia. Foi realizada a substituição completa da chefia das forças especiais "Alpha".
Eu exijo também que o Ministro do Interior demita os chefes dos departamentos regionais nas regiões de Lugansk e Donetsk. Serão demitidos todos os representantes dos órgãos locais de aplicação da lei que não são capazes de exercer as suas funções profissionais. Os chamados "policiais" que traíram a Ucrânia e começaram a colaborar com os terroristas serão responsabilizados perante a lei.
A situação nas regiões de Donetsk e Lugansk mostrou que não temos outra opção além de realizar a renovação completa da polícia e do Serviço de Segurança da Ucrânia no leste do país. Aquelas unidades que se renderam sem resistência aos terroristas, que são incapazes de proteger a vida e a segurança das pessoas e tomar as medidas eficazes para impedir a ameaça terrorista, devem ser totalmente renovadas.
Para criar a composição renovada e eficaz das unidades do Ministério do Interior e do Serviço de Segurança da Ucrânia, precisamos de ajuda dos patriotas ucranianos, especialmente daqueles que vivem no leste da Ucrânia. Trata-se, sobretudo, das regiões de Donetsk e Lugansk.
Esta sua decisão é essencial para o país, para restaurar a segurança dos cidadãos e tomar as medidas eficazes para impedir a ameaça terrorista. Este é o passo que nos permitirá a proteger o país neste momento difícil.
No escritório central do Ministério do Interior e do Serviço de Segurança da Ucrânia estabelecemos as "linhas quentes" para matricula dos voluntários, a princípio trata-se daqueles que tem a experiência de serviço na polícia e nas Forças Armadas da Ucrânia.
Se, nestas regiões, as forças de segurança sejam incapazes de trabalhar, precisamos as renovar e garantir a capacidade de executar as tarefas de proteção da ordem.
Creio que podemos juntos proteger o país!

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Primeiro-ministro ucraniano acusa Rússia de querer III Guerra Mundial

Merkel manifestou "profunda preocupação" a Putin. Ministro russo da Defesa disponível para conversações “imparciais e construtivas”. Obama fala com aliados europeus sobre possíveis sanções.

 
 Yatsenyuk pediu unidade internacional contra a Rússia Andrew Kravchenko/Reuters 

O primeiro-ministro ucraniano, Arseniy Yatsenyuk, acusou a Rússia de querer lançar “uma terceira guerra mundial” e apelou à comunidade internacional para “se unir contra a agressão”.
“As tentativas de agressão do exército russo sobre o território ucraniano levarão a um conflito no território da Europa. O mundo não esqueceu a II Guerra Mundial e a Rússia quer lançar uma terceira”, disse numa reunião do conselho de ministros.
“O apoio da Rússia aos terroristas da Ucrânia é um crime internacional e apelamos à comunidade internacional para se unir contra a agressão russa”, disse Yatsenyuk
As tropas russas que estão a fazer exercícios junto à Ucrânia aproximaram-se até um quilômetro da fronteira mas não a ultrapassaram, segundo o ministro ucraniano da Defesa, citado pela agência Interfax-Ucrânia.
Depois de, na quinta-feira, forças ucranianas terem avançado sobre posições de grupos pró-russos que ocupam cidades no Leste do país, e de notícias sobre a morte de “até cinco” separatistas, perto da cidade de Slaviansk, a Rússia iniciou manobras militares junto à fronteira, depois de o Presidente Vladimir Putin ter dito que a ação do governo de Kiev terá “consequências”.
Mais tarde, a Ucrânia pediu à Rússia para, no âmbito dos acordos da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), explicar – no prazo  de  48 horas – as movimentações militares fronteiriças.
Já nesta sexta-feira, Merkel manifestou telefonicamente a Putin, sua “grande preocupação”. A chanceler “disse esperar do governo russo que manifeste claramente a sua aprovação do acordo de Genebra e que se empenhe na sua aplicação”, disse o porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert. [Essa chanceleer alemã é uma piada de mau gosto! "...manifestou telefonicamente a Putin sua 'grande preocupação' " !?! Isso é o mesmo que dizer ao vampiro que o banco de sangue está diminuindo!!! Argh - O Cossaco]
O acordo de Genebra, estabelecido na semana passada entre a Rússia, EUA, União Europeia e Ucrânia prevê o desarmamento de “todos os grupos ilegais” que atuam na Ucrânia e a desocupação de edifícios públicos tomados por pró-russos. [Desde quando os russos cumpriram algum acordo que não fosse do interesse próprio? - O Cossaco]
O ministro russo da Defesa, Serguei Shoigu, manifestou entretanto disponibilidade para conversações “imparciais e construtivas” com os EUA para estabilizar a situação na Ucrânia. ["Imparciais e construtivas" para os russos significa: vocês concordam com tudo que nós queremos e está tudo bem. - O Cossaco]

Um responsável ucraniano disse que o avanço militar de quinta-feira se destinou a bloquear Slaviansk e a impedir o envio de reforços para os separatistas pró-russos que controlam a cidade.  

Já esta sexta-feira, o governo de Kiev anunciou que um helicóptero militar foi atingido no solo por disparos de um lança-foguetes e se incendiou, provocando ferimentos no piloto, num aeródromo de Kramatorsk, perto de Slaviansk. Residentes na zona disseram ter ouvido tiros e três explosões.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Kiev relança operação “antiterrorista” após descoberta de corpos “brutalmente torturados”

Pouco antes deste anúncio, o Ministério da Defesa acusou também forças separatistas de terem disparado contra um avião militar que sobrevoava a cidade de Slaviansk.

 
 Forças pró-russas mantêm posições em várias cidades do Leste Baz Ratner/Reuters
 
O Presidente interino ucraniano anunciou o relançamento da “operação antiterrorista” no Leste da Ucrânia, justificando o fim da trégua decretada durante a Páscoa com a morte de um político do seu próprio partido em Slaviansk.
Num comunicado divulgado nesta terça-feira à noite, Oleksandr Turchinov afirma que foram descobertos dois corpos “brutalmente torturados” nos arredores da cidade, controlada há mais de uma semana por forças pró-russas.
Um dos corpos, explica o texto, pertence a Volodimir Ribak, um membro do partido Pátria, a formação liderada pela antiga primeira-ministra Yulia Tymochenko, ao qual pertencem também o próprio Presidente e o primeiro-ministro interino da Ucrânia.

“Estes crimes foram cometidos com o total apoio e indulgência da Federação Russa”, acusa Turchinov, revelando ter dado ordens aos serviços de segurança “para que relancem e executem medidas efetivas antiterroristas, com o objetivo de proteger os cidadãos ucranianos que vivem no Leste do país destes terroristas”.

Esta operação foi lançada depois de grupos separatistas pró-russos terem atacado e ocupado edifícios governamentais e esquadras em dezenas de cidades do Leste da Ucrânia. Foi interrompida em antecipação da Páscoa ortodoxa.

Pouco antes deste anúncio, o Ministério da Defesa acusou também forças separatistas de terem disparado contra um avião militar que sobrevoava a cidade de Slaviansk. O aparelho, um Antonov An-30, foi atingido por várias balas mas conseguiu pousar em segurança, adiantou a mesma fonte.

terça-feira, 15 de abril de 2014

UCRÂNIA: CURTAS [15/04/2014]

Ucrânia: leste calmo enquanto Kiev anuncia operação antiterrorista

15/04 13:03 CET

Ativistas pró-Rússia permaneciam barricados esta manhã nos edifícios da administração em Slaviansk e outras localidades do leste da Ucrânia.
Apesar da aparente calma, as tensões na região permanecem elevadas.
Em Kiev, o presidente interino, Oleksander Turchinov, afirma que está em curso uma operação antiterrorista.

“Esta manhã teve início uma operação anti-terrorista a leste da região de Donetsk. O objetivo desta ação, volto a sublinhar, é proteger os cidadãos da Ucrânia do terror, impedir a criminalidade e quaisquer tentativas de dividir o país”, anunciou o presidente falando no parlamento em Kiev.

Na segunda-feira, ativistas pró-Rússia tomaram de assalto mais edifícios públicos no leste da Ucrânia.
Em Horlivka, o assalto a uma esquadra da polícia coincidiu com o fim do prazo dado por Kiev aos ativistas pró-Rússia para abandonarem os locais públicos ocupados.
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Alta tensão no Leste da Ucrânia face a incerteza sobre operação militar para desalojar separatistas

15/04 03:36 CET

Passado o ultimato do governo, centenas de ucranianos manifestaram-se na praça Maidan de Kiev para exigir uma ação vigorosa contra os militantes pró-russos que controlam cada vez mais edifícios oficiais no Leste do país.
O governo ucraniano disse no domingo ter lançado uma “operação antiterrorista de grande envergadura” contra os separatistas, mas o Exército não lançou qualquer ação militar, mesmo depois de passado o prazo estabelecido pelo presidente interino.
Ainda assim, forças especiais ucranianas estão mobilizadas a escassos 70 quilômetros da cidade de Slaviansk, símbolo das recentes tensões e onde os militantes pró-russos controlam um grande número de acessos, bem como os edifícios da polícia, dos serviços de segurança e da administração local.

Os presidentes russo e norte-americano debateram por telefone a situação tensa no Leste da Ucrânia. Vladimir Putin reiterou que as acusações de ingerência de Moscou são “especulações sem fundamento”, enquanto Barack Obama afirmou que “as ações da Rússia não são coerentes nem favoráveis” a uma solução diplomática para a crise.

No terreno, o correspondente da euronews, Sergio Cantone, diz que “a maioria da população na região de Donetsk sente-se refém das circunstâncias. Quase todos os edifícios oficiais estão ocupados por uma minoria consistente, enquanto a maioria silenciosa parece estar a viver de forma passiva os acontecimentos”.
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Habitantes de Kiev querem mais força e diplomacia

14/04 20:55 CET
As pessoas, na Praça de Maidan, no centro de Kiev, reagem de forma diversa, à investida russa, no sul e leste do país;
Há quem deseje uma resposta musculada do governo, contra os separatistas, apoiados por Moscou.

Peritos de defesa ucranianos dizem que a resposta militar devia ter acontecido mais cedo. Ninguém parou os separatistas no início, por incompetência, ou falta de vontade política.

Um jovem diz que o Governo espera pela ajuda externa:
“Isto é uma agressão, não há dúvida. O cenário da Crimeia está a repetir-se. Esperamos pela reação da comunidade internacional, que tem de nos ajudar. As autoridades esperam ajuda militar, mas temos de depender apenas de nós próprios”.

Outra habitante de Kiev admite que os ucranianos têm de defender o território ucraniano, com armas:
“O nosso governo perdeu a Crimeia, porque fomos muito tolerantes, com o que estava a acontecer, acreditávamos numa solução pacífica. É por isso que eu acho que temos de ser mais rigorosos e defendermos, mesmo com armas, a nossa terra ucraniana”.

Finalmente, ainda há quem acredite na via diplomática:
“Em primeiro lugar, é necessário tentar resolver as questões diplomaticamente e depois ficar na defensiva. E se não houver qualquer solução diplomática? Tudo tem de ser feito para encontrá-la. O mundo inteiro irá participar, toda a nação tem que participar para que esse problema possa ser resolvido, sem derramamento de sangue”.

O tempo começa a escassear, para a diplomacia. As atenções centram-se agora nas negociações multilaterais que começam na quinta-feira, em Genebra.
Até lá, é uma corrida contra o tempo.
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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Ultimato ucraniano ignorado por pró-russos, invadida câmara de mais uma cidade

Caro Leitor:
Não são os "pró-Rússia" que estão promovendo os conflitos no Leste da Ucrânia. São agentes russos infiltrados que se passam por nativos da região que promovem o caos e a desordem na Ucrânia visando desestabilizar o governo provisório, boicotar as eleições e promover o retorno do "rato de esgoto" fujão (Plano A) ou a federalização (Plano B) do país para dominá-lo e dividí-lo mantendo partes sob suas garras.

O Cossaco.

(actualizado às )
Presidente ucraniano em exercício, Oleksander Turchinov, fala pela primeira vez em possibilidade de referendo sobre o estatuto do país. Novas autoridades de Kiev têm recusado qualquer ideia de "federalização".

Pró-russos em Slaviansk, no domingo Gleb Garanich/Reuters  

Um ultimato que o Governo da Ucrânia deu aos separatistas pró-russos para deporem as armas e acabarem com a ocupação de edifícios públicos chegou ao fim na manhã desta segunda-feira sem que, pelo menos na cidade de Slaviansk, tivesse sido cumprido. Ao contrário, há notícias de ações de pró-russos onde ainda não tinham ocorrido. Ao mesmo tempo, pela primeira vez, as novas autoridades de Moscou admitem um referendo ao estatuto do país.

Em Horlivka, a última grande cidade da região de Donetsk onde pró-russos ainda não tinham saído à rua, manifestantes invadiram na manhã desta segunda-feira o edifício da câmara e a sede da polícia. Foram  lançados cocktais-molotov e ouviram-se explosões.
Mas em Slaviansk, onde no domingo ocorreram confrontos, apesar do ultimato que o Presidente ucraniano em exercício, Oleksander Turchinov,  tinha fixado, um correspondente da Reuters disse que a bandeira da Rússia flutuava na sede da polícia, um dos três edifícios tomados por pró-russos, e que homens armados estavam a reforçar barricadas com sacos de areia levantadas em seu redor. Um caminhão parecia estar a transportar pneus para reforçar essas barreiras.   
Turchinov estabeleceu um prazo até às 6h00 TMG desta segunda-feira  para que os edifícios fossem desocupados e os pró-russos depusessem as armas, sob pena de uma ação de segurança em larga escala que envolveria o Exército. Turchinov acusa a Rússia de inspirar e organizar as rebeliões no Leste do país. “Não vamos permitir que a Rússia repita o cenário da Crimeia”, disse. (Sim, só com palavras? Os russos estão rindo dessas ameaças vazias e inóquas - O Cossaco).
Já esta segunda-feira falou no Parlamento sobre a possibilidade de organizar um "referendo nacional" sobre o estatuto do país. "Não somos contra a realização de um referendo em todo o país que, se o Parlamento assim o decidir, poderia decorrer ao mesmo tempo que a eleição presidencial", a 25 de Maio, disse num reunião com líderes de grupos políticos. (O referendo é o que os russos querem, e o governo provisório vai promovê-lo? É o mesmo que entregar a Ucrânia a Rússia !!! Os 90 anos de comunismo sob o tacão da Rússia não foram o suficientes??? - O Cossaco)
"Estou certo de que a maioria dos ucranianos se pronunciariam por uma Ucrânia indivisível, independente, democrática e unidade", declarou também. Turchinov não explicou a questão do referendo. As novas autoridades de Kiev tinham até agora recusado qualquer ideia de "federalização".
Separatistas do Leste do país, entre os quais grupos armados, reclamam referendos locais sobre uma ligação à Rússia ou uma "federalização" da Ucrânia. A Rússia também defende uma "federalização" como forma de garantir os "legítimos interesses dos russófonos do Leste e do Sul da Ucrânia.
No domingo, o Governo de Kiev lançou uma “operação antiterrorista de larga escala” contra os militantes armados que ocuparam quartéis da polícia e outros edifícios públicos em vários pontos do Leste da Ucrânia, o que deu origem a violentos confrontos em cidades como Slaviansk, Donetsk ou Kharkov — por onde alastra a rebelião separatista pró-russa.
As trocas de tiros entre as forças especiais ucranianas e as milícias separatistas provocaram baixas de ambos os lados. Além de um número indeterminado de feridos, estão confirmadas as mortes de um oficial das forças especiais ucranianas e de um elemento das milícias pró-Rússia. A Rússia reagiu dizendo ao Governo de Kiev para cessar "a guerra contra o seu  próprio povo” e pedindo a reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas. (Se os russos estão tão compadecidos pelo seu povo, porque não recolhem esse "povo" para o seu território? O lugar de russos é na Rússia e não na Ucrânia !!! - O Cossaco).

Aumentam receios de um confronto
As autoridades de Moscou consideram “criminoso” o eventual recurso à força contra os pró-russos. (Sim, e o que os russos fizeram na Crimeia não é "criminoso" ??? Cínicos!!! Dissimulados!!! - O Cossaco) No domingo à noite, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia emitiu uma nota em que classificava a mobilização da tropa contra os rebeldes separatistas como “ordem criminal” e dizia que era o Ocidente que tinha agora “a responsabilidade de evitar uma guerra civil na Ucrânia”.
No Conselho de Segurança, que se reuniu de emergência na noite de domingo, a Rússia foi acusada de promover a instabilidade no Leste da Ucrânia. Na que foi a décima reunião dedicada à crise na Ucrânia, desde que no final do ano passado começaram os protestos que levaram à queda do Presidente Viktor Yanukovych, ficou claro o isolamento da Rússia. Nem a China, que apelou "à via diplomática", esteve ao seu lado.
Os países ocidentais acusaram as autoridades de Moscou de promoverem a desestabilização do Leste da Ucrânia com uma estratégia semelhante à usada na Crimeia. O embaixador do Reino Unido nas Nações Unidas, Mark Lyall Grant, disse que a Rússia concentrou entre 35 mil a 40 mil soldados junto à fronteira ucraniana, a juntar aos 25 mil que diz estarem deslocados na Crimeia — controlada pelas autoridades de Moscou desde o mês passado. A Rússia anunciou,  nesta segunda-feira, o lançamento com êxito de um míssil balístico intercontinental RS-24 equipado com uma ogiva múltipla.

Ucrânia: troca de acusações no Conselho de Segurança da ONU

14/04 05:23 CET

A reunião de urgência do Conselho de Segurança das Nações Unidas a pedido da Rússia não ofereceu qualquer resolução para a crise na Ucrânia.
Os países ocidentais acusaram Moscou de repetir a estratégia utilizada na Crimeia, organizando a ocupação de edifícios oficiais no Leste ucraniano.
O embaixador britânico nas Nações Unidas denunciou a “postura agressiva” do Kremlin. Mark Lyall Grant disse que “as imagens de satélite mostram que existem entre 35 e 40 mil soldados russos perto da fronteira com a Ucrânia, equipados com aviões de combate, tanques, artilharia e unidades de apoio logístico, para além dos 25 mil soldados ilegalmente estacionados na Crimeia”.
O representante russo, por seu lado, voltou a negar a influência do seu país nos acontecimentos e disse que cabe ao Ocidente agir para “evitar uma guerra civil na Ucrânia”.
Vitaly Churkin afirmou que “foram feitas muitas acusações incorretas contra a Rússia: que os russos querem desestabilizar ou derrubar a Ucrânia; mas por que razão é que não responderam ao apelo [de Moscou] quando a crise começou, para lançar o diálogo para ajudar a Ucrânia a encontrar uma saída para a crise política e econômico que se desenrolava”.
Sem poupar palavras nas acusações, o representante ucraniano disse que o que se está a passar no Leste do país é “uma operação terrorista em larga escala, orquestrada pela Rússia”.

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domingo, 13 de abril de 2014

Ucrânia: feridos graves em Kharkiv

13/04 18:15 CET

Apoiantes pró-Kiev e pró-Rússia envolveram-se em confrontos em Kharkiv no leste da Ucrânia.

Imagens de vídeo amador partilhadas através das redes sociais mostram apoiantes de Moscou a agredirem simpatizantes do novo governo em Kiev.

As agressões aconteceram à entrada de uma estação de metro após duas manifestações que decorreram simultaneamente.

Testemunhos citados por agências de notícias referem que simpatizantes pró-Rússia teriam penetrado à força no interior de edifícios da administração pública em Kharkiv.

As autoridades policiais referem pelo menos meia centena de feridos.

Igualmente este domingo, em Zaporizhzhya no leste da Ucrânia, cerca de três milhares de manifestantes pró-europeus mediram forças com simpatizantes pró-Moscou.

Kiev já lançou uma operação com forças especiais para recuperar o controle das áreas sob domínio dos simpatizantes pró-Rússia.

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Ucrânia: forças governamentais lançam ofensiva antiterrorista

13/04 12:00 CET

Militares ucranianos lançaram este domingo uma operação para retomarem o controle de edifícios públicos ocupados por ativistas pró-Rússia no leste do país.
A localidade de Slaviansk é um dos pontos fulcrais das operações.
Informações dão conta de mortos e feridos de ambos os lados.
Há pelo menos um morto a lamentar entre as forças de segurança ucranianas assim como vários feridos.
O ministro ucraniano do interior, Arsen Avakov, aconselhou a população a permanecer dentro de casa.
Um grupo de mulheres que se encontrava com os ativistas pró-Rússia foi evacuada momentos antes do início das operações das forças ucranianas.

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sábado, 12 de abril de 2014

Imagens da OTAN mostram Exército russo pronto a intervir junto à fronteira com a Ucrânia

(atualizado às )
As fotografias deram origem a uma discussão sobre a neutralidade de Kiev, que o Kremlin quer consagrada na lei ucraniana.




A crise da Ucrânia ressuscitou a retórica e os métodos de propaganda da Guerra Fria, fazendo lembrar aos dois velhos antagonistas que ainda são “os melhores inimigos”, como comentou à Reuters uma fonte diplomática de Bruxelas.

Ontem, o secretário-geral da OTAN, Anders Fogh Rasmussen, defendeu que a Aliança deve responder às movimentações russas junto à fronteira ucraniana adotando “medidas suplementares”, como a deslocação de tropas para zonas estratégicas e a realização de exercícios militares. Em resposta, Moscou acusou a OTAN de manipular a informação ao divulgar imagens antigas para provocar uma reação.

O conjunto de fotografias divulgado mostra uma grande e recente concentração de meios de combate russos junto à fronteira da Ucrânia. As imagens, que foram tiradas pela empresa privada DigitalGlobe entre 22 de Março e 2 de Abril, revelam claramente aviões de combate, helicópteros, peças de artilharia e infantaria e equipamento adequado a tropas especiais. Na análise dos comandos da Aliança Atlântica, explicada em conferência de imprensa em Bruxelas, trata-se de equipamento pronto a usar, como estão prontos a entrar em ação os cerca de 40 mil homens que o Governo de Moscou estacionou na região junto à fronteira do Leste da Ucrânia.

Segundo os militares da OTAN, algumas das zonas onde agora está este exército russo, estavam vazias ou praticamente vazias em Fevereiro — a base aérea de Buturlinovka, que estava praticamente desocupada, agora alberga dezenas de caças; Belgorod, que também estava quase deserta em Fevereiro, tem agora 20 helicópteros e fontes citadas pela BBCB diziam que por ser a base mais próxima da fronteira (50km) poderá ser dali que partirá uma invasão, caso este venha a acontecer.

“Trata-se de uma força significativa e pronta para avançar”, disse à BBC o brigadeiro Gary Deakin, que dirige o centro de operações de crise da OTAN em Mons, na Bélgica. “Tem capacidade para se deslocar rapidamente para dentro da Ucrânia mal receba ordens.” As imagens, disseram as fontes, indicam que se trata de uma força ofensiva e não de tropas em “exercício” como defende Moscou.

O Governo russo reagiu à divulgação das imagens e às explicações sobre elas dizendo que as fotografias datam do Verão de 2013, quando foram realizadas manobras na zona. Os russos estão a mentir, responderam os generais da OTAN que , ao fim da manhã de ontem, divulgaram outras fotografias com mais detalhes para “que fique claro que as afirmações dos responsáveis russos são totalmente falsas”.

Rasmussen disse que a OTAN deve responder com mais veemência à ameaça russa. O reforço do patrulhamento aéreo nos Estados bálticos, o envio de aviões-radar Awacs para a Polônia e Romênia e o reforço da vigilância naval no mar do Norte não chegam, na opinião de Rasmussen. “Penso que temos de tomar medidas suplementares e, de acordo com as recomendações das nossas autoridades militares, vamos discutir o assunto nos próximos dias e semanas.” “A reflexão [da próxima semana] poderá incluir uma evolução dos nosso planos de Defesa, o reforço dos exercícios e o deslocamento apropriado [de tropas]”, acrescentou o secretário-geral da OTAN que, porém, esclareceu que a Aliança Atlântica não tem sobre a mesa uma “opção militar”. “A OTAN defende e protege os seus aliados e adotaremos as medidas necessárias - e legítimas perante a instabilidade criada pelas ações da Rússia — que assegurem que essa defesa coletiva seja eficiente.”

Num discurso em tom de Guerra Fria deve procurar-se uma frase chave que explique o que o secretário-geral quis dizer. A frase pode ser esta: “evolução dos planos de Defesa”. Pode ter sido ela a levar o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, a introduzir a questão da neutralidade da Ucrânia na troca de acusações de ontem.

A Rússia, disse Lavrov, quer que a Ucrânia se mantenha um país neutro e quer garantias legais de que será assim. Em 2010, o Presidente destituído da Ucrânia — mas que Moscou ainda considera legitimo — promulgou uma lei que excluía a possibilidade de o país entrar na OTAN e reafirmava a neutralidade deste território que faz parte da linha de neutrais que separa a Rússia da OTAN. O Kremlin receia que o novo poder em Kiev ceda à pressão do Ocidente e quebre esse pacto.