Documentário sobre a imigração
ucraniana no Paraná
Este documentário mostra a saga de um povo, suas agruras, seu trabalho, suas esperanças e, sobretudo, a profunda fé em Deus que sempre norteou o povo ucraniano.
Constituído de quatro episódios. Cada episódio contém dois blocos. Portanto, são oito blocos no total que compõem todo o documentário. Para acessar os blocos, basta dar um duplo clique no link que aparece após cada ementa do episódio e depois assistir os dois blocos dentro do episódio.
O primeiro episódio da
série Made In Ucrânia, editada do documentário de mesmo nome, com direção e
roteiro de Guto Pasko, faz um resgate histórico da imigração ucraniana no
Paraná, que por mais de um século mantém vivas as tradições e costumes desse
povo. O documentário trata da dificuldade econômica, da dominação política, da
fé, da luta, dos sonhos, da esperança e se preocupa em fazer um retrato da
bravura desse povo que, com todas as dificuldades, jamais se entrega.
Com roteiro e direção de
Guto Pasko, o segundo episódio da série Made in Ucrânia apresenta um pouco mais
sobre a vinda dos ucranianos para o Brasil e o recomeço da vida após a Guerra.
Neste episódio do documentário de Guto Pasko
um pouco mais da história da Ucrânia e das tradições que ainda são mantidas
pelos imigrantes que vivem no Paraná. O encontro emocionante de uma família que
foi dividida pela Guerra, quando alguns membros fugiram para o Brasil.
A exibição do último episódio do documentário
que, por meio de depoimentos reconta a trajetória de um povo, completa o
resgate histórico proposto. A apresentação de um panorama sobre a Ucrânia e os
principais acontecimentos políticos que marcaram a história do país e
evidenciam que, mesmo um século depois, a situação econômica e política não
mudou muito e os ciclos imigratórios continuam.
O Governo português escolheu o seu comissário a pensar no seu interesse interno.
1. Entre a série de episódios para a escolha
do próximo comissário português (Carlos Moedas irá para Bruxelas), e a crise da
Ucrânia, que a Europa não viu chegar, a escolha pareceu-me inicialmente muito
difícil. Depois, percebi que não era preciso escolher. São as várias dimensões
em que hoje se reflete o destino da União Europeia, que é também o nosso
destino.
Comecemos pela
Ucrânia. O que está em jogo começa a pôr em causa a segurança europeia. Depende
de uma questão fulcral: como
lidar com Vladimir Putin, uma pergunta a que a Europa teve sempre
dificuldade em responder. Compreende-se. Nunca conseguiu construir uma política
comum para o relacionamento com a Rússia. Cada um olhava para Moscou na
perspectiva do seu interesse próprio. As coisas mudaram radicalmente na última
semana. E puderam mudar, graças a uma mudança fundamental que ocorreu em
Berlim. Não vale a pena repetir até que ponto a Alemanha tem interesses
econômicos com a Rússia, representando mais de um terço das trocas comerciais
entre a União e o seu grande vizinho de Leste. Continua às voltas com o seu
papel de liderança europeia – os analistas chamam-lhe “potência hegemônica
relutante”. A chanceler levou tempo a perceber, mas acabou por chegar lá. Como
disse o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, “é a segurança europeia que
está em causa”. E isso pode valer bastante mais do que a economia. Merkel já avisou os alemães que
haverá um preço a pagar. Em muito pouco tempo, Berlim passou a defender
sanções que se dirigem aos principais setores da economia e que terão um
impacto profundo. A gota que fez transbordar o copo foi a tragédia do avião da
Malásia. Berlim ainda ficou à espera da resposta de Putin, que se fez tardar,
alimentando a esperança de alguma abertura. Não foi assim. Putin decidiu-se por uma
fuga para a frente. Fornece
material cada vez mais pesado aos combatentes pró-russos (e provavelmente
soldados), quer impedir o acesso aos destroços do avião. Merkel, que
mantém uma linha de comunicação com o Kremlin, entendeu que os dois falavam
linguagens absolutamente diferentes. “Ele
não vive no nosso mundo” foi uma das primeiras coisas que disse a Obama
quando o conflito rebentou. Hoje percebe-se que é um conflito em moldes que a
Europa já se tinha esquecido de que podiam vir alguma vez a acontecer. Putin pode facilmente manter uma
guerra intermitente na Ucrânia, desestabilizando toda a região e desafiando
diretamente os Estados Unidos e a Europa. Pode encontrar (inventar é
mais o seu gênero) um pretexto para desestabilizar países como os bálticos. As
sanções podem ajudar alguma coisa? Os russos, ao contrário dos europeus,
conseguem suportar grandes sacrifícios, mas não todos os sacrifícios. Os amigos
oligarcas de Putin querem continuar a ser oligarcas. A ameaça energética pode
resultar aqui e ali, mas tem um efeito de boomerang.
A Europa é o maior cliente da energia russa e aquele que paga mais caro e a
horas. A proibição de venda de tecnologia de ponta para o setor energético e
para a defesa fará estragos. A proibição dos bancos russos estatais de acesso
aos mercados financeiros europeus não é fácil de resolver. O risco, como diz a
chanceler, é Putin não
viver no nosso mundo. E o risco ainda maior é a Europa não perceber que
esse mundo em que ele vive pode ser o mundo de amanhã. A imprensa britânica
noticiou que a chanceler estava a negociar secretamente com Putin para chegar a
um acordo que lhe salvasse a face. A de Putin, naturalmente. São boas notícias,
porque agora o fará numa posição muito mais forte.
2. Recuemos agora
para a boa e velha Europa, que também mudou muito nos últimos tempos. A escolha
da nova Comissão está a sofrer as consequências dessa mudança. Primeiro, os
Governos perderam o controle da escolha do sucessor de Barroso quase sem se
darem por isso. O Parlamento Europeu, que está fascinado com o novo poder que o
Tratado de Lisboa lhe dá, quer manter um controlo apertado sobre a composição
da Comissão. Juncker sabe disso e está desesperado com a desatenção dos
Governos. Precisa de uma Comissão que ajude a restituir-lhe a força que foi
perdendo. Os nomes que tem na mesa não chegam para cumprir um dos critérios do
PE: o equilíbrio entre homens e mulheres. Provavelmente, vai ter de pedir a
alguns Governos que lhe mandem outra pessoa. O problema é que, como sabemos
pela nossa própria experiência, esta escolha obedece mais a critérios políticos
internos do que europeus, complicando cada vez mais a tarefa. O Tratado de
Lisboa diz que os Governos “dão sugestões de nomes”, mas a “seleção” cabe ao
presidente. Juncker pode ter aqui alguma margem de manobra junto dos Governos.
A questão mais lamentável é que, nesta habitual mercearia, ninguém se lembra de
olhar lá para fora, para a Ucrânia ou para o Médio Oriente, limitando-se a
discutir se o novo chefe da diplomacia europeia é mulher ou homem, socialista
ou conservador, mas nunca a sua capacidade de transformar este cargo numa coisa
a sério.
Um ‘exército de assassinos’ e ciberguerreiros da contrainformação é a arma secreta de Putin, diz “Foreign Policy”
‘Exército de assassinos’ e ciberguerreiros da contrainformação
é arma secreta de Putin
A reputada revista “Foreign Policy”
abordou um tema assustador. Segundo ela, a crise da Ucrânia vem
revelando que o GRU, o aparelho de inteligência militar da Rússia,
formou um ‘exército de assassinos’ que constitui a arma secreta de
Putin.
O GRU (Glavnoe Razvedyvatelnoe Upravlenie) já está agindo como
“importante instrumento de política externa, dilacerando um país com
apenas um punhado de agentes e um monte de armas”, escreveu.
O GRU está mostrando ao mundo como a Rússia pretende combater suas
futuras guerras misturando violência cirúrgica, subversão, negação
sistemática dos atos praticados e golpes desferidos nas sombras.
O GRU constituiu outrora o maior sistema de serviços secretos baseado em
embaixadas, redes de agentes disfarçados e nove brigadas de ‘forças
especiais’ conhecidas como Spetsnaz, ou “destacamentos para fins especiais”, frequentemente inconfessáveis.
Porém, desde que o presidente Vladimir Putin assumiu a direção do
Serviço Federal de Segurança (FSB), herdeiro da KGB, os objetivos e
métodos foram atualizados para a era das ciberguerras e dos conflitos
geopolíticos.
A anexação da Crimeia constituiu o primeiro triunfo da nova GRU. Ela
estudou a região, mensurou as forças ucranianas no local, espionou suas
comunicações e apoiou os “homenzinhos verdes” que velozmente se
apossaram dos pontos estratégicos da península até se revelarem soldados
da Rússia. Muitos deles vinham da antiga Spetsnaz.
A maioria dos insurgentes do leste ucraniano é ucraniana ou “turistas
bélicos” russos. Mas isto é só o contingente de base: os homens chave
que encorajam a rebelião, passam os mercenários pela fronteira e
fornecem as armas vindas de Moscou são agentes do GRU.
Igor Girkin, ou 'Igor Strelkov'.
Agente do GRU russo comanda a defesa de Donetsk
O autodenominado Ministro de Defesa da República separatista do Povo de
Donetsk, Igor Strelkov, cujo nome real é Igor Girkin, é oficial na ativa
ou na reserva do GRU. É ele quem dirige essa “república popular” e mais
ninguém.
A União Europeia já identificou Strelkov, ou Girkin, e o incluiu na
lista dos nomes objeto de retaliações. Mas ele não parece ter-se
incomodado muito com elas.
Segundo “Foreign Policy”, quando o “Batalhão Vostok” apareceu no leste ucraniano, ficou evidente que o GRU tinha completado sua metamorfose.
O “Batalhão Vostok”, na sua versão atual, está composto por combatentes
chechenos, armados com equipamentos uniformes e dotados de transportes
blindados. Reúne também ex-terroristas, desertores de guerrilhas e de
gangues criminosas.
O “Vostok” não externou muito interesse em lutar contra o exército de
Kiev. Ele visou garantir a autoridade de Moscou sobre a região e
evidenciou a nova estratégia de Moscou: uma guerra “não-linear”, ou
“híbrida”, tocada na base da violência, da desinformação, de pressões
políticas e econômicas, além de operações bélicas camufladas, em lugar
de uma ofensiva regular ou previsível.
Não é apenas uma “guerra híbrida” adaptada à Ucrânia, mas é o plano de Moscou para atingir seus adversários no dia de hoje por toda parte no mundo.
O comandante geral da GRU explicou a um obscuro jornal militar russo que
a nova guerra envolve “um largo uso da política, da economia, da
informação, do humanitarismo e outras manobras não-militares ...
completadas por recursos bélicos com um caráter encoberto”, sem excluir o
uso das “forças especiais” dos assassinos da Spetsnaz.
O conflito será combatido por espiões, comandos, hackers, ‘joguetes’ e
mercenários. Quer dizer – escreve “Foreign Policy” – o tipo de operações
para os quais são treinadas as ‘forças especiais’ inclui o assassinato,
a sabotagem, e desnorteamento do adversário.
Passado de Putin nos serviços secretos, pesou na opção
A NATO e o Ocidente não têm uma resposta eficaz contra esta estratégia
na aparência caótica ou confusionista, mas que se está revelando muito
danosa.
A NATO é uma aliança militar construída contra uma agressão aberta ou
uma guerra declarada. Mas foi incapaz de responder a ofensivas como o
ciberataque contra a Estônia de 2007.
A ideia de uma ofensiva de tanques passando por cima das fronteiras
ficou superada por um novo tipo de guerra que combina subterfúgios,
aliando-se com grupos dissidentes dentro do adversário visado, além de
dissimuladas intervenções letais das Spetsnaz.
A NATO é mais forte em termos estritamente militares, mas se a Rússia
consegue abrir fraturas políticas no Ocidente, executar ações usando
grupos combatentes locais e atingir indivíduos e instalações, então não
interessa saber quem tem mais tanques ou melhores jatos.
Esse é o tipo de guerra que o GRU está preparado para fazer, conclui a
revista. E o conflito na Ucrânia parece confirmar essa conclusão.
O Ministério
dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia informou que um grupo de terroristas do
chamado "FSC", hoje (26) por volta das 17h15min. sequestrou do
orfanato de Lugansk 60 órfãos que precisam de acompanhamento médico constante.
Os
terroristas separatistas tentam levar as crianças para a Federação Russa em
dois ônibus. A médica-chefe é mantida como refém.
O MFA da
Ucrânia enviou uma nota para a Federação Russa contendo exigência categórica
para impedir a exportação ilegal de órfãos ucranianos para a Rússia.
Para obter
à atenção dos países estrangeiros e organizações internacionais divulgou a
seguinte declaração sobre este crime:
"Apelamos à comunidade internacional para
exercer todos os esforços possíveis, incluindo medidas para colocar mais
pressão sobre a Federação Russa, a fim de forçar a libertação imediata dos órfãos
ucranianos e não torná-los reféns de suas atividades criminosas e histeria
anti-ucraniana", diz a declaração.
Fonte:
Jornal “Castelo Alto”.
Poroshenko assina lei de
nova mobilização
O Presidente da Ucrânia assinou a “Lei Poroshenko número
1595-VII para a mobilização parcial" A Lei entrará em vigor na data de sua publicação.
A mensagem correspondente foi publicada no site do presidente.
Pressão sobre Moscou para alterar a sua política sobre a Ucrânia
deve passar por sanções de grande alcance econômico. Russos dizem que
cooperação na luta contra o terrorismo e o crime organizado fica
comprometida.
A União Europeia (UE) acrescentou este sábado 15 pessoas e 18
entidades à sua lista de visados por sanções à Rússia, por causa da
Ucrânia. O número pode aumentar nos próximos dias. Mas pior é o que está
na forja: sanções de uma envergadura sem precedentes contra os setores
financeiro, energético e das indústrias de defesa.
Tudo somado, as medidas que estão a ser preparadas
mergulhariam a Rússia numa profunda recessão, segundo um estudo da
Comissão Européia a que o diário espanhol El País teve acesso.
Até
aqui, a UE não chegou a acordo sobre a adoção de sanções mais graves
do que as até agora aprovadas – congelamento de bens e proibição de
viajar no espaço da UE. Mas o queda, há dez dias, de um Boeing 777 no
Leste da Ucrânia, com 298 pessoas a bordo, presumivelmente abatido por
separatistas pró-russos – e o entendimento de que a resposta de Moscou é
insuficiente – estão a contribuir para uma aproximação de posições
sobre a necessidade de medidas mais duras.
Os embaixadores dos 28
países da união reúnem-se na terça-feira em Bruxelas para se
pronunciarem sobre um pacote de sanções que, segundo a AFP, limitaria o
acesso russo a mercados financeiros, armamento, tecnologias no domínio
energético e bens susceptíveis de "dupla utilização" – militar como
civil.
O jornal britânico Financial Times noticiou que o
pacote de sanções adicionais que está a ser preparado segue de perto um
documento anteriormente distribuído aos diplomatas europeus, o qual
previa, por exemplo, a proibição de compra de acções ou obrigações de
bancos russos e restrições à venda de equipamento e tecnologia
mencionadas pela agência noticiosa.
Os passos no sentido de um
endurecimento das sanções europeias estão já a ser dados. A Comissão
preparou um documento com propostas, cuja decisão final cabe aos estados
membros. O seu presidente, Durão Barroso, referiu-se às medidas
previstas como “eficazes, bem orientadas e equilibradas”.
O
presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, escreveu na
sexta-feira aos líderes dos governos da UE uma carta, citada pela AFP,
na qual defende uma decisão que, afirma, “terá consequências importantes
na economia russa e afectará moderadamente as economias europeias”. A
esperança de muitos governos da UE é que as sanções obriguem Moscou a
alterar a sua política para a Ucrânia, diminuindo a tensão na Europa.
As
sanções em preparação procuram compatibilizar a pressão sobre a Rússia
com a salvaguarda da coesão da UE e a preservação possível dos seus
interesses. É esse o entendimento a retirar da provável adoção do
princípio de não-retroatividade, que dará à França margem de manobra
para manter a venda à Rússia das fragatas Mistral que está a construir.
No campo energético, a restrição de venda de “tecnologias sensíveis” ao
setor petrolífero, e não ao do gás, destina-se a “garantir a segurança
energética da UE” – assume Van Rompuy.
No estudo citado pelo El País
calcula-se que a “nova geração” de sanções provocaria uma queda de 1,5
pontos percentuais do Produto Interno Bruto russo em 2014 e de 4,8 em
2015. O resultado, acrescenta o jornal, seria uma profunda recessão
porque o efeito das novas medidas somar-se-ia à fuga de capitais – a que
na sexta-feira o banco central russo voltou a tentar pôr termo, com uma
subida das taxas de juro para 8% – ou às fortes quebras da bolsa, que
desde o início do ano caiu 7%.
“Entusiasmo” terrorista Com
os nomes divulgados este sábado, a lista de visados pelo congelamento
de bens e proibição de viajar no espaço europeu – sanções que a UE tem
vindo a adoptar contra quem apoiou “ativamente a anexação da Criméia”
ou a “desestabilização do Leste da Ucrânia” – tem agora 87 pessoas e 20
entidades, russas e ucranianas.
A lista passou a incluir os chefes
dos serviços de segurança, FSB, Nikolai Bortnikov; o chefe dos serviços
de informações externas, Mikhail Fradkov; o secretário do Conselho de
Segurança, Nikolai Patrouchev, antigo chefe do FSB; ou o presidente
tchecheno, Ramzan Kadirov. Dela fazem também parte líderes e grupos
separatistas pró-russos e empresas com sede na Crimeia.
A reacção
russa foi imediata e dura. O Ministério dos Negócios Estrangeiros acusou
a UE de pôr em perigo a cooperação no domínio da segurança e minar
desse modo a luta contra o terrorismo e o crime organizado. Um
comunicado citado pela Reuters menciona elementos dessa cooperação que
poderão ser postos em causa: “o combate à proliferação de armas de
destruição maciça, terrorismo, crime organizado e outros desafios e
perigos”. “Estamos certos de que essas decisões serão aceites com
entusiasmo pelo terrorismo global”, acrescenta.
Combatentes [leia-se mercenários - por que usam máscara?] russos numa das áreas em que caíram destroços do avião, em Grabovo, na província de Donetsk
O governo da Ucrânia acusa os revolucionários pró-rússia de levarem os corpos
para Donetsk e de destruir provas.
As
equipes da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE)
já chegaram à área do desastre, mas os combatentes pró-russos não facilitaram o seu acesso aos vários locais por onde estão espalhados os destroços do voo MH17 e os corpos das 298 pessoas que seguiam a bordo.
Assim que chegaram ao local, as equipes da OSCE foram impedidas de ver
os destroços, mas pouco depois a agência Reuters afirmava que alguns
deles tinham recebido autorização para investigar apenas um dos locais.
Segundo a mesma agência, os revolucionários disseram aos elementos
da OSCE que iriam informá-los sobre o resultado das suas próprias
investigações.
Preliminar: A imprensa mundial insiste em denominar de "separatistas pró-russos" a população que vive no Leste da Ucrânia. Não são separatistas pró-russos, são MERCENÁRIOS TERRORISTASRUSSOS que já atuaram na Chechênia, no Afeganistão e na Georgia onde promoveram revoluções terroristas para manter a hegemonia comunista russa e objetivam fazê-lo também na Ucrânia. Portanto, trata-se de mercenários a soldo da Rússia de Putin colocados dentro do território ucraniano, fortemente armados, para promover a desestabilização do país tal como tem feito ao longo dos últimos 97 anos. (ler A VERDADE NO LESTE DA UCRÂNIA )
O Cossaco.
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O governo da Ucrânia continua a assegurar que a queda do avião das linhas áreas da Malásia na quinta-feira, que provocou 298 mortos, foi motivada por um "complexo de mísseis antiaéreos" utilizado pelos mercenários terroristas russos.
"A parte ucraniana tem todos os motivos para considerar que neste caso se trata sobre um abate premeditado do avião civil pelo complexo de mísseis antiaéreos russos".
Os responsáveis ucranianos asseguram que algumas horas após o "ato terrorista", os serviços de segurança do país receberam e divulgaram "as provas irrefutáveis de que o avião foi abatido pelos terroristas pró-russos e pelas armas russas", numa alusão a gravações de conservas telefônicas e vídeos entretanto em circulação na Internet."É importante de realçar que durante o período de realização da Operação Antiterrorista (acrônimo em ucraniano - ATO) as Forças Armadas da Ucrânia não têm usado os complexos de mísseis antiaéreos. No momento da catástrofe não havia aviões de caça das Forças Armadas da Ucrânia no espaço aéreo. O avião Boing-777 foi atingido fora da zona de ação dos meios terrestres da defesa antiaérea das Forças Armadas da Ucrânia", sublinha o texto.
"Este caso provou finalmente que esta destabilização, implantada em Donbas pelo Kremlin, não está provocada pelos processos políticos mas pelo terrorismo estatal que é uma grande ameaça à paz e segurança internacionais", sustenta o documento.
Após exprimir condolências aos familiares das vítimas, na sua maioria de nacionalidade holandesa, a embaixada ucraniana recorda que o Presidente do país, Petro Poroshenko, ordenou no imediato a formação de uma comissão de investigação estatal, para além das medidas do governo para investigar as causas da catástrofe e prestar assistência às vítimas, incluindo a emissão urgente de vistos para os familiares que pretendam deslocar-se à Ucrânia.
Assim, os corpos das vítimas estão a ser transferidos para a cidade de Kharkiv, enquanto foi imposto o encerramento total do espaço aéreo nas regiões de de Donetsk, Lugansk e Kharkiv.
O texto assinala ainda que pelo fato de o avião se ter despenhado "na zona que hoje está sob controle dos agrupamentos terroristas, apoiados pela Federação da Rússia", o governo da Ucrânia "toma todas as medidas para chegar a um acordo com os grupos armados ilegais (acrônimo em ucraniano - NZF) e para obter o pleno acesso ao local da catástrofe a fim de realizar identificação e repatriação dos corpos das vítimas ao país de origem".
Mercenários e separatistas imploram ajuda de Moscou, que chega a conta-gotas
Manifestação separatists em Donetsk foi marcada pela ausência de populares
As tropas do governo ucraniano estão avançando num movimento de pinça
pelo norte e pelo sul, e perto de cortar o fluxo de armas que tanto as
milícias estrangeiras quanto as separatistas receberam até agora do
outro lado da fronteira com a Rússia, informou “The Wall Street
Journal”, reproduzido pelo blog “Ukrainian Diaspora”.
Por causa disso, os mercenários pró-russos estariam enviando repetidos
apelos a Moscou, solicitando auxílio militar. Mas o Kremlin mostra-se
reticente em enviar tropas do exército russo identificadas como tais,
como sucedeu na Crimeia.
O Kremlin não quer mais sanções econômicas por parte de Ocidente. Na
verdade, estas foram uma resposta fraquíssima diante da imensidade da
agressão ao Direito Internacional e à soberania da Ucrânia.
Porém, a fraqueza da estrutura econômica e militar da “nova URSS” é tão
grande, que pífias represálias lhe causam sensíveis problemas.
Isso explicaria por que Moscou infiltra a conta-gotas combatentes e
armas na Ucrânia, segundo a opinião de diplomatas mencionados pelo “The
Wall Street Journal”.
Porta-vozes ucranianos e americanos dizem que a Rússia enviou nas
últimas semanas mercenários e armas através da fronteira. Tanques russos
foram fotografados. Mas a Rússia sempre desmente o que faz.
Soldados ucranianos em campo de trenamento perto de Kiev.
Eles estariam cercando o surto separatista
e desconectando-o da fonte de fornecimentos: a Rússia
Segundo o “The Wall Street Journal”, Líderes separatistas declararam que
não têm homens nem armas para resistir à ofensiva militar ucraniana.
Após recuperar o controle do grande porto de Mariupol, as forças
ucranianas avançavam rumo as periferias de Lugansk, capital da região
mais encravada na vizinha Rússia.
O presidente russo Vladimir Putin pediu, e obteve logo e servilmente, à
Duma a anulação da licença para invadir a Ucrânia. Pareceria que ele
tenta compor a situação com o novo presidente do país invadido. Mas, já
tantas vezes ele acenou fazer o contrário do que depois fez, que a
conjectura aguarda confirmação.
Por sua vez, o presidente ucraniano Petro Poroshenko anunciou um
cessar-fogo unilateral, que visaria dar margem à desmobilização e
anistia dos rebeldes. Belo propósito, caso se tratasse de dissidentes
sinceros. Mas o que se pode esperar dos mercenários estrangeiros?
Igor Strelkov, comandante rebelde, declarou num vídeo postado pelo jornal russo Komsomolskaya Pravda: “Eles estão cortando sistematicamente as regiões rebeldes da fronteira com a Rússia”. E acrescentou que o operativo ucraniano avança pelo sul e pelo norte a uma velocidade de nove milhas por dia.
Denis Pushilin, líder da autoproclamada República Popular de Donetsk, viajou a Moscou procurando socorro. “Nós nos voltamos para a Federação Russa à procura de auxílio”, disse em conferencia de imprensa em Moscou. “Infelizmente, nossos oponentes são superiores a nós em todas as partes da frente de combate”, acrescentou.
Separatistas em tanque russo rumo a Donetsk.
Eles pedem auxilio mas esse chega insuficiente da Rússia
Pushilin teve encontros em Moscou com personalidades de alto nível,
inclusive com Vladislav Surkov e Sergei Glazyev, conselheiros de Putin.
Alexander Dugin, ideólogo do Kremlin e estreito aliado dos separatistas,
lamentou num post no Facebook que Putin esteja “arrastando os pés”.
Yevhen Perebyinis, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores de Kiev, disse:
“Nós não estamos esperando nada de positivo por parte do lado russo.
Eles deixaram absolutamente claro que não pretendem parar suas
atividades, e a única coisa que pode detê-los é reforçar as sanções”.
Os líderes europeus falam há meses destas sanções, mas até agora não aplicaram nenhuma com força decisiva.
Porém, quando a Rússia suspendeu o fornecimento de gás à Ucrânia, o
Ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier,
comentou que a decisão representou um significativa marcha-à-ré nas
negociações.
“Estamos longe de uma solução política da crise”, disse Steinmeier, à agência Reuters.
O governo ucraniano abriu hoje um procedimento judicial
para proibir o Partido Comunista, acusado de apoiar o separatismo pró-russo no
leste do país, anunciou o ministro da Justiça, Pavlo Petrenko, numa conferência
de imprensa.
16:07
- 08 de Julho de 2014 | Por Lusa O
Partido Comunista da Ucrânia (PCU), que assumiu abertamente uma posição
pró-russa, elegeu 23 deputados dos 450 que compõem o parlamento
ucraniano.
Desde
o início dos confrontos com forças pró-russas, em março, as autoridades
ucranianas acusaram repetidamente as estruturas locais do PCU de colaborarem
ativamente com os separatistas.
"Baseando-me
numa quantidade importante de provas de atividades ilegais do PCU, tomei a
decisão de dirigir ao tribunal administrativo regional um pedido de proibição do
Partido Comunista", disse o ministro.
O
pedido já foi registado, mas não foi até ao momento apontada uma data para uma
decisão.
O
movimento separatista no leste da Ucrânia desencadeou-se após a destituição do
presidente ucraniano Viktor Yanukovych, considerado pró-russo, com os rebeldes
separatistas a recusarem reconhecer as novas autoridades pró-ocidentais no poder
em Kiev.
No leste da Ucrânia, continuam os combates do exército ucraniano contra os mercenários russos.
Esta quinta-feira os combates para recuperar o controle das regiões de Donetsk e Lugansk concentram-se em Karlivka, a vinte quilômetros da cidade de Donetsk.
Oconflito armadoentre as forças governamentaise os mercenários russos provocou, em três meses, a morte de 478 civis e cerca de mil e quatrocentos feridos, anunciou esta quinta-feira o ministério da Saúde ucraniano.
Nas operações contra os mercenários e rebeldes, desde abril, foram mortos 173 militares e feridos 446.
Entretanto o ministério dos negócios estrangeiros ucraniano exige a libertação da piloto Nadia Savchenko, acusando as autoridades russas de terem sequestrado a oficial ucraniana, violando as leis internacionais.
Nadia Savchenko foi capturada mercenários russos em Lugansk, em meados de junho. Depois disso desapareceu, até que foi divulgado o seu paradeiro, detida na prisão russa de Voronezh.
A Rússia acusa a militar ucraniana de cumplicidade na morte de dois jornalistas russos no leste da Ucrânia, no mês passado. Nadia Savchenko integrava o batalhão que combatia mercenários russos em Lugansk no dia quando um ataque provocou a morte de dois repórteres de uma emissora de TV russa, Igor Kornelyuk e Anton Voloshin.
A necessidade de armamento pesado para enfrentar os mercenários russos, está a forçar as autoridades ucranianas a apostar na produção e na reparação das unidades de combate destruídas.
Na fábrica de tanques de Zytormir, foi incrementada a produção de veículos anfíbios de combate e o serviço de reparações, em apoio às operações anti-terroristas em curso no leste da Ucrânia.
Serhiy Butenko, diretor da unidade de Zytomir, disse que os conflitos trouxeram novas exigências a esta fabrica de equipamento pesado de combate:
“Face à situação no leste do país, vamos aumentar em 200 por cento os nossos planos de produção. No ano passado, foram produzidos só quatro tanques para as forças armadas ucranianas. Este ano pretendemos produzir 140 tanques.”
Os confrontos têm danificado muitos veículos, que necessitam de reparação.
O primeiro lote de veículos de combate renovados estará à disposição do exército em fins de julho. Vão ser utilizados no leste da Ucrânia, em operações anti-terroristas.
O governo ucraniano denunciou em junho o envio pela Rússia, aos mercenários russos do leste da Ucrânia, de tanques e armamento pesado que incluía lançadores múltiplos de rockets.
A fábrica de Zytomir é conhecida pela produção dos tanques t-64, o modelo soviético ainda hoje utilizado.
A segurança na Europa devia ser prioridade, porque o impacto da
crise ucraniana vai muito para além das suas próprias fronteiras.
“A segurança e a paz não são dados adquiridos… Os exércitos não se improvisam. Preparam-se”
Cavaco Silva, Presidente da República
1.
A globalização gerou a nova desordem internacional, caracterizada pelo
aumento de conflitualidade, com subversão das hierarquias do sistema
mundial e disfunções nos equilíbrios entre poderes e centros de decisão.
E a instabilidade na segurança dos Estados pode afectar o interesse
nacional.
A crise na Ucrânia é uma questão de segurança decisiva
em termos europeus e mundiais. A União Europeia (UE) fez uma péssima
gestão política a favor de um tratado de associação, que foi um factor
de divisão, explorado pela Rússia por ver nessa opção uma iniciativa
para deteriorar a influência de Moscou.
O novo Presidente
ucraniano, Poroshenko, oligarca milionário e negociador pragmático –
pertenceu ao Partido das Regiões (Leste) –, terá de gerir a politização
de relações a leste e a ocidente.
A política externa russa definiu
prioridades nas relações com a “vizinhança próxima”. A concepção do
arriscado eurasianismo de Dugin na reemergência da Rússia – como
potência revisionista e nacionalista – visa a ampliação da sua área de
influência no espaço pós-soviético e a reconstrução do “império russo”.
O
erro histórico do Ocidente foi ignorar a Rússia com o estatuto de
grande potência que se quer afirmar, e a geografia lhe confere, ao agir
pela geopolítica mantendo a independência estratégica ao nível nuclear.
A
doutrina Putin leva a induzir que a Rússia deverá seguir uma estratégia
para manter a Ucrânia num regime não alinhado com o Ocidente – sem
hostilizar a população de origem russa – na sua área de influência, para
que funcione como “zona tampão,” garantindo a sua fronteira de
segurança.
O conflito da Ucrânia exigia a diplomacia de Kissinger –
sem mediatização e ignorância –, não apoucando para afastar o
imprevisto da irracionalidade. O estadista defendia não aproximar a NATO
[OTAN] das fronteiras russas e o Ocidente compreender a relação histórica
entre a Rússia e Ucrânia.
Putin, conhecido por “homem espelho”,
utiliza as ideias dos interlocutores a seu favor. E as sanções não
contribuem para o desanuviamento, mas apenas para a radicalização do
conflito.
Putin cometeu graves erros: avaliação sobre a coesão –
ainda que relativa – entre a UE e EUA; e as ameaças de intervenção em
defesa da minoria russa, o que alimentou as ambições separatistas no
Leste e Sul da Ucrânia. Os confrontos armados eram inevitáveis com
previsível escalada em guerra civil (balcanização).
A secessão da
península da Crimeia – que acabou por ser absorvida – era uma parte do
plano para a Rússia controlar a esquadra do mar Negro, que lhe assegura a
única saída para o Mediterrâneo.
Aquele precedente foi também
utilizado na desestabilização do Leste da Ucrânia, para reconstrução da
“Nova Rússia” que garante 15% do PIB do país, mantendo a fragilidade
económica e a fragmentação política, conseguindo assim a integração
daquela região conhecida por “Donbass”.
A proximidade geográfica e
a porosidade das fronteiras permitem operações irregulares
sofisticadas, infiltrando forças especiais para apoiar as milícias
pró-russas, numa atitude de Moscovo de aparente cooperação com Kiev,
enquanto assegura a gradual subversão (Salami Tactics). Dividir para conquistar!
Para
ultrapassar as vulnerabilidades das Forças Armadas (FA) ucranianas, foi
contratada a empresa americana de segurança privada Academi, que está a
combater as milícias pró-russas. Os polacos – inimigos históricos dos
russos – estão perigosamente muito activos.
2. A UE passou a ser
ela própria a crise, produtora de crises como a da Ucrânia, com
contradições insanáveis e clivagens na geografia dos povos, que conduz à
desconfiança e rejeição do projecto de unidade europeia, traduzido no
resultado das eleições.
Com as elites europeias burocratas sem
pensamento político e sem visão de futuro – com os “interesses comuns”
deslaçados ou inexistentes –, não é viável um conceito estratégico para
um novo paradigma de desenvolvimento e segurança da UE, mobilizador só
por estadistas de superior estatuto.
Num marco também para a União Europeia, Petro Poroshenko
assinou hoje [27] o compromisso com a UE, tal como a Geórgia e Moldávia em
Bruxelas.
“A Ucrânia assume compromissos de reformas muito sérios mas
é um documento de responsabilidade conjunta. Por isso, no espírito da
associação política, nós também esperamos que a União Europeia faça um
esforço para apoiar a nossa escolha soberana e proteja a independência
da Ucrânia”, afirmou o presidente ucraniano.
Arseniy Yatsenyuk: Ucrânia passou pela etapa de reanimação. Temos de prosseguir para reabilitação
25 Junho, 13:49
O primeiro-ministro da Ucrânia Arseniy Yatsenyuk instruiu os
membros do Governo apresentarem a sua visão de "pacote de reabilitação"
para cada setor, e considera necessário introduzir o cargo de
Vice-Primeiro-Ministro para a Integração Europeia, foi dito na reunião
do Gabinete dos Ministros (Governo) da Ucrânia, na quarta-feira (25 de
junho).
Arseniy Yatsenyuk enfatizou que a Ucrânia passou pela “etapa de
reanimação” - a primeira fase que permitiu impedir a moratória: "Agora
temos que prosseguir para a reabilitação - tanto econômica como
política".
Ele observou a situação difícil da Ucrânia: "bilhões de hryvnas que
não foram previstas no orçamento, estão sendo financiados para garantir a
integridade territorial do Estado Ucraniano. Contra nós está sendo
conduzida uma guerra real, do novo tipo. Esta é a guerra – eles atiram,
matam, aterrorizam, destroem, intimidam. Eles tentam destruir o Estado
Ucraniano e a independência ucraniana. Contra nós está sendo conduzida a
guerra de informação – no interior do país e no exterior, a guerra para
qual a parte russa gasta bilhões. Contra nós está sendo conduzida a
guerra econômica, em que, sem qualquer fundamento, eles alegam que
fecharão os mercados".
"Portanto, a responsabilidade é a minha principal exigência para o
Governo e os chefes das administrações locais. Apenas através da
responsabilidade é possível obter a confiança das pessoas. E só através
da confiança de pessoas é possível realizar reformas. Porque a reforma
não é texto escrito por funcionário público, mas é a energia de milhões
de pessoas destinada pata alcançar o objetivo", - disse o Chefe do
Governo.
"Começamos a viver economicamente de uma maneira nova. Os desafios
sempre são umas oportunidades, e as oportunidades sempre são um avanço e
progresso. Vamos aproveitar essas oportunidades", - enfatizou ele.
Arseniy Yatsenyuk lembrou que em cada ministério será criado um cargo
de vice-ministro para a Integração Europeia. Foi anunciado o concurso
para estes cargos.
O Chefe do Governo também reiterou que considera necessário
introduzir no Gabinete dos Ministros um cargo de Vice-Primeiro-Ministro
para a Integração Europeia, que chefiará o Departamento dos assuntos da
Integração com a UE.
Constituição será alterada - o Presidente inicia uma descentralização do poder
25 Junho, 13:45
Amanhã na Verkhovna Rada (Parlamento) da Ucrânia será
registrado um projeto da lei sobre a alteração da Constituição em
relação à descentralização do poder. O projeto também será enviado para a
Comissão de Veneza do Conselho da Europa, disse no seu discurso no Dia
do Diálogo com os representantes dos governos locais e autoridades
públicas o Presidente da Ucrânia Petro Poroshenko.
"Nós queremos mudar as autoridades locais, mais próximas às pessoas,
concedendo os poderes reais à autogovernação, que o sistema de governo
local nunca sabiam na história da Ucrânia", - sublinhou o Chefe de
Estado.
"Este é um elemento-chave do plano de paz do Presidente, estas são as
coisas com as quais, inclusive, iremos para Donbass", - acrescentou
Petro Poroshenko.
O Chefe de Estado ressaltou que o projeto da lei sobre alterações da
Constituição prevê a eliminação das administrações regionais e
distritais e a introdução dos cargos de representantes do Presidente.
Também é prevista a criação dos comitês executivos dos conselhos locais,
aos quais caberão as funções principais da governação nos locais.
"Nos locais ficará uma parte significativa dos impostos recolhidos no
território de tal órgão da governação local ", - disse Petro
Poroshenko.
O Chefe de Estado sublinhou que a descentralização prevê a ampliação
dos poderes das comunidades locais, particularmente nos assuntos da
memória histórica, tradições culturais e política linguística.
"Mas a única língua oficial da Ucrânia era, é e será a língua ucraniana", - enfatizou o Presidente.
O Presidente expressou a esperança de que a Verkhovna Rada
(Parlamento) já na próxima semana for capaz de aprovar na primeira
leitura o projeto da lei sobre a alteração a Constituição.