terça-feira, 5 de agosto de 2014

"VALORES FAMILIARES" DE PUTIN INCLUEM ASSASSINATO, diz neto de antigo presidente do PC dos EUA

 O advogado Sergei Magnitsky foi sequestrado e assassinado porque denunciou esquema de corrupção no Kremlin.
O empresário Bill Browder, que dirige na Rússia o fundo de investimento Hermitage Capital Management, declarou no programa “60 Minutes” da TV CBS que:
“o regime russo é um regime criminoso. Estamos lidando com um país nuclear dirigido por uma gangue de bandidos como a Máfia”.

Browder concedeu uma entrevista a Cliff Kincaid, diretor do Accuracy in Media Center for Investigative Journalism (Centro de Jornalismo Investigativo de ‘Acuidade na Mídia’), grupo independente sediado em Bethesda, Maryland, EUA.

Accuracy in Media analisa a objetividade das notícias veiculadas nos órgãos do macrocapitalismo publicitário e a veracidade das declarações publicadas.

Na entrevista, Browder manifestou seu espanto com o engano de certos conservadores que acreditam que Vladimir Putin seja um defensor dos valores familiares.
Se você quer falar de valores familiares, vai falar com a família Magnitsky sobre o que aconteceu com sua família em consequência da maldade de Vladimir Putin”, disse.

De fato, Sergei Magnitsky, advogado da firma de Browder na Rússia, foi sequestrado e assassinado pelas autoridades em 2009. Ele tinha revelado um esquema de corrupção no Kremlin que desviou um total de $230 milhões de dólares.

Browder disse que muita gente acha que Putin é bom porque “ignora o fato de que ele é um frio assassino que mata por dinheiro...”

O avô de Browder foi chefe do Partido Comunista dos EUA e o neto quis investir na Rússia assim que acreditou ter uma oportunidade.

Sergueï Leonidovich Magnitski:
seu assassinato pelos 'serviços' do Kremlin ainda faz falar Ocidente.
Porém, ficou estarrecido quando o caso de Magnitsky evidenciou de modo concreto como Putin e seu grupo de ex-policiais da KGB estavam saqueando o país e consolidando seu poder.

Segundo Browder, Putin age na base de um “princípio da Máfia”: “tirar o máximo de dinheiro possível do Estado e ficar no poder segurando esse dinheiro”.

A invasão da Ucrânia soou como alerta de que não se pode confiar no Kremlin. Moscou havia assinado um acordo para garantir a integridade territorial do país que agora está invadindo.

Na Ucrânia, Putin tinha um semelhante no presidente filo-comunista Viktor Yanukovych, que praticava os mesmos abusos e vivia nos mesmos luxos espalhafatosos e crapulosos.

Browder concorda que o estilo soviético de controle e da desinformação fazem parte do plano.

Como Putin controla a maioria das fontes de informação dentro da Rússia e a Internet ainda é relativamente livre, as pessoas se perguntam o que ele vai fazer para controlá-la, acrescentou o empresário.

A respeito das afirmações de que a fortuna de Putin atingiria algo como 70 bilhões de dólares, Browder apenas responde: “Ouvi números maiores do que estes”.

William 'Bill' F. Browder, em Davos 2011. Neto de presidente do Partido Comunista dos EUA não quer voltar a Russia pois teme ser assassinado.
William 'Bill' F. Browder, em Davos 2011.
Neto de presidente do Partido Comunista dos EUA
não quer retornar à Rússia pois teme ser assassinado.
Enquanto investidor na Rússia, Browder participava regularmente dos encontros do U.S.-Russia Forum, em Washington e Moscou.

Mas como Browder começou a criticar os desmandos do Kremlin, foi expulso do país em 2005, seus escritórios foram devassados em 2007, e seu advogado Magnitsky desapareceu em 2008, sendo assassinado em 2009.

Browder disse conversar com muitos homens de negócios no Foro Econômico de Davos, na Suíça, e que o 90% deles não pretendem investir mais na Rússia porque temem que lhes aconteça o mesmo.

Não faz sentido investir na Rússia quando há a possibilidade real de acabar morto. Não há direito de propriedade, não há direitos legais, não há regras”, explicou.
As pessoas não estão bem informadas sobre o que acontece na Rússia e agem com base no que elas querem que a Rússia seja em lugar do que ela realmente é. Infelizmente, a verdade sobre a Rússia é muitíssimo ruim”, acrescentou.

O Congresso americano aprovou a Sergei Magnitsky Rule of Law Accountability Act em 2012, uma lei que faz represálias econômicas e de vistos contra os agentes envolvidos no caso de Magnitsky ou acusados de abusos contra os direitos das pessoas.

Mas a lei precisa ser implementada, e isso não é do gosto do presidente Obama, muito mais próximo de seu colega Vladimir Putin do que parece à primeira vista.

Fonte: Flagelo Russo.

Populações em fuga com intensificação dos combates entre as forças ucranianas e os rebeldes

Agência das Nações Unidas para os Refugiados alerta para o êxodo provocado pelo conflito, que pode deixar quase um milhão de desalojados.

 Uma mulher em fuga depois de deixar a sua casa em Grabovo BULENT KILIC/AFP


Os combates entre as forças do Exército nacional ucraniano e os rebeldes separatistas pró-russos intensificaram-se esta terça-feira na região Leste do país, fazendo antecipar uma nova vaga de refugiados. A insurreição separatista, que dura há mais de quatro meses, já levou cerca de 730 mil pessoas a abandonar a Ucrânia e procurar abrigo do outro lado da fronteira, em território russo — onde continua concentrado um largo contigente de tropas de Moscou em exercícios militares.
Os números relativos aos desalojados pelo conflito na Ucrânia foram avançados pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), que manifestou a sua preocupação com o êxodo populacional e com as condições que estes refugiados estão a enfrentar e nas quais estão a sobreviver. “As pessoas que estão a cruzar a fronteira não são turistas, são famílias em fuga. Grande parte passa a fronteira a pé, com poucos pertences em sacos plásticos. Estão totalmente desprotegidos e desamparados”, salientou Vincent Cochetel, o diretor para a Europa daquela agência internacional.
 
Os serviços de imigração russos confirmaram a entrega de 168 mil pedidos para a autorização de residência de cidadãos ucranianos desde o início do ano. Mas além dos ucranianos que escolheram fugir para a Rússia, os responsáveis da ONU referiram a existência de mais 117 mil pessoas que abandonaram as suas residências nas zonas de Donetsk e Lugansk em direção a outras cidades ucranianas: um movimento migratório interno que cresce diariamente, com pelo menos mais 1200 refugiados a fugir do teatro de guerra a cada 24 horas.
 
Desde Abril, a rebelião separatista provocou a morte de mais de 1100 pessoas: soldados ucranianos, combatentes pró-russos e civis, atualizou o comissariado da ONU para os Direitos Humanos.
 
Os confrontos entre as tropas nacionais e os rebeldes separatistas prosseguiram esta terça-feira com ataques aéreos e ofensivas terrestres. Segundo informou o Governo de Kiev, o Exército teve 26 enfrentamentos diretos com as forças pró-russas em 24 horas — que causaram a morte de três soldados e 46 feridos — e realizou várias missões aéreas que atingiram posições rebeldes e armazéns de equipamento militar.
 
O Governo ucraniano denunciou ainda como uma “provocação” a realização de exercícios bélicos pelo Exército da Rússia na região de fronteira. Num comunicado conjunto do ministério da Defesa e dos Negócios Estrangeiros, Kiev exprimiu o seu “alarme” pela presença de um largo contingente militar, que inclui pelo menos uma centena de aviões de combate, junto à fronteira, e exigiu a imediata retirada das forças russas. “A Ucrânia considera que o prolongamento destas manobras sem precedentes junto à fronteira constitui uma provocação”, sublinhou o porta-voz do ministério da Defesa, Andrii Lisenko.
 
Fontes militares citadas pela Reuters acusaram a Força Aérea russa de violação do espaço aéreo da Ucrânia, referindo a presença de drones e aviões de guerra do país vizinho no seu território. As mesmas fontes explicaram ainda que os combates tinham forçado 311 soldados e agentes alfandegários ucranianos a cruzar a fronteira para o lado da Rússia na segunda-feira: ontem, no regresso ao país, os homens (que estavam desarmados) foram recebidos a tiro pelos separatistas, que controlam a cidade de Horlivka, a cerca de 100 quilômetros da fronteira.
 
Apesar da resistência dos rebeldes, o Exército da Ucrânia reclamou ganhos importantes no terreno. As tropas nacionais encontram-se agora em posição de avançar para as cidades de Donetsk e Lugansk, disse Andri Lisenko, prometendo "libertar essas cidades” de separatistas. A BBC reporta fortes combates, com tiroteios e explosões na área suburbana de Donetsk, que está parcialmente às escuras depois de várias subestações elétricas terem sido atingidas por morteiros. Segundo fontes municipais, as hostilidades, que começaram por volta das 17h locais, já provocaram a morte de dois civis.

domingo, 3 de agosto de 2014

MADE IN UCRÂNIA

Documentário sobre a imigração ucraniana no Paraná

Este documentário mostra a saga de um povo, suas agruras, seu trabalho, suas esperanças e, sobretudo, a profunda fé em Deus que sempre norteou o povo ucraniano.
 
Constituído de quatro episódios. Cada episódio contém dois blocos. Portanto, são oito blocos no total que compõem todo o documentário. Para acessar os blocos, basta dar um duplo clique no link que aparece após cada ementa do episódio e depois assistir os dois blocos dentro do episódio.
 
O Cossaco.
 


O primeiro episódio da série Made In Ucrânia, editada do documentário de mesmo nome, com direção e roteiro de Guto Pasko, faz um resgate histórico da imigração ucraniana no Paraná, que por mais de um século mantém vivas as tradições e costumes desse povo. O documentário trata da dificuldade econômica, da dominação política, da fé, da luta, dos sonhos, da esperança e se preocupa em fazer um retrato da bravura desse povo que, com todas as dificuldades, jamais se entrega.


 

 


Com roteiro e direção de Guto Pasko, o segundo episódio da série Made in Ucrânia apresenta um pouco mais sobre a vinda dos ucranianos para o Brasil e o recomeço da vida após a Guerra.


 

 


Neste episódio do documentário de Guto Pasko um pouco mais da história da Ucrânia e das tradições que ainda são mantidas pelos imigrantes que vivem no Paraná. O encontro emocionante de uma família que foi dividida pela Guerra, quando alguns membros fugiram para o Brasil.


 

 


A exibição do último episódio do documentário que, por meio de depoimentos reconta a trajetória de um povo, completa o resgate histórico proposto. A apresentação de um panorama sobre a Ucrânia e os principais acontecimentos políticos que marcaram a história do país e evidenciam que, mesmo um século depois, a situação econômica e política não mudou muito e os ciclos imigratórios continuam.

sábado, 2 de agosto de 2014

OPINIÃO

O Governo português escolheu o seu comissário a pensar no seu interesse interno.
1. Entre a série de episódios para a escolha do próximo comissário português (Carlos Moedas irá para Bruxelas), e a crise da Ucrânia, que a Europa não viu chegar, a escolha pareceu-me inicialmente muito difícil. Depois, percebi que não era preciso escolher. São as várias dimensões em que hoje se reflete o destino da União Europeia, que é também o nosso destino.
Comecemos pela Ucrânia. O que está em jogo começa a pôr em causa a segurança europeia. Depende de uma questão fulcral: como lidar com Vladimir Putin, uma pergunta a que a Europa teve sempre dificuldade em responder. Compreende-se. Nunca conseguiu construir uma política comum para o relacionamento com a Rússia. Cada um olhava para Moscou na perspectiva do seu interesse próprio. As coisas mudaram radicalmente na última semana. E puderam mudar, graças a uma mudança fundamental que ocorreu em Berlim. Não vale a pena repetir até que ponto a Alemanha tem interesses econômicos com a Rússia, representando mais de um terço das trocas comerciais entre a União e o seu grande vizinho de Leste. Continua às voltas com o seu papel de liderança europeia – os analistas chamam-lhe “potência hegemônica relutante”. A chanceler levou tempo a perceber, mas acabou por chegar lá. Como disse o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, “é a segurança europeia que está em causa”. E isso pode valer bastante mais do que a economia. Merkel já avisou os alemães que haverá um preço a pagar. Em muito pouco tempo, Berlim passou a defender sanções que se dirigem aos principais setores da economia e que terão um impacto profundo. A gota que fez transbordar o copo foi a tragédia do avião da Malásia. Berlim ainda ficou à espera da resposta de Putin, que se fez tardar, alimentando a esperança de alguma abertura. Não foi assim. Putin decidiu-se por uma fuga para a frente. Fornece material cada vez mais pesado aos combatentes pró-russos (e provavelmente soldados), quer impedir o acesso aos destroços do avião. Merkel, que mantém uma linha de comunicação com o Kremlin, entendeu que os dois falavam linguagens absolutamente diferentes. “Ele não vive no nosso mundo” foi uma das primeiras coisas que disse a Obama quando o conflito rebentou. Hoje percebe-se que é um conflito em moldes que a Europa já se tinha esquecido de que podiam vir alguma vez a acontecer. Putin pode facilmente manter uma guerra intermitente na Ucrânia, desestabilizando toda a região e desafiando diretamente os Estados Unidos e a Europa. Pode encontrar (inventar é mais o seu gênero) um pretexto para desestabilizar países como os bálticos. As sanções podem ajudar alguma coisa? Os russos, ao contrário dos europeus, conseguem suportar grandes sacrifícios, mas não todos os sacrifícios. Os amigos oligarcas de Putin querem continuar a ser oligarcas. A ameaça energética pode resultar aqui e ali, mas tem um efeito de boomerang. A Europa é o maior cliente da energia russa e aquele que paga mais caro e a horas. A proibição de venda de tecnologia de ponta para o setor energético e para a defesa fará estragos. A proibição dos bancos russos estatais de acesso aos mercados financeiros europeus não é fácil de resolver. O risco, como diz a chanceler, é Putin não viver no nosso mundo. E o risco ainda maior é a Europa não perceber que esse mundo em que ele vive pode ser o mundo de amanhã. A imprensa britânica noticiou que a chanceler estava a negociar secretamente com Putin para chegar a um acordo que lhe salvasse a face. A de Putin, naturalmente. São boas notícias, porque agora o fará numa posição muito mais forte.
2. Recuemos agora para a boa e velha Europa, que também mudou muito nos últimos tempos. A escolha da nova Comissão está a sofrer as consequências dessa mudança. Primeiro, os Governos perderam o controle da escolha do sucessor de Barroso quase sem se darem por isso. O Parlamento Europeu, que está fascinado com o novo poder que o Tratado de Lisboa lhe dá, quer manter um controlo apertado sobre a composição da Comissão. Juncker sabe disso e está desesperado com a desatenção dos Governos. Precisa de uma Comissão que ajude a restituir-lhe a força que foi perdendo. Os nomes que tem na mesa não chegam para cumprir um dos critérios do PE: o equilíbrio entre homens e mulheres. Provavelmente, vai ter de pedir a alguns Governos que lhe mandem outra pessoa. O problema é que, como sabemos pela nossa própria experiência, esta escolha obedece mais a critérios políticos internos do que europeus, complicando cada vez mais a tarefa. O Tratado de Lisboa diz que os Governos “dão sugestões de nomes”, mas a “seleção” cabe ao presidente. Juncker pode ter aqui alguma margem de manobra junto dos Governos. A questão mais lamentável é que, nesta habitual mercearia, ninguém se lembra de olhar lá para fora, para a Ucrânia ou para o Médio Oriente, limitando-se a discutir se o novo chefe da diplomacia europeia é mulher ou homem, socialista ou conservador, mas nunca a sua capacidade de transformar este cargo numa coisa a sério.

domingo, 27 de julho de 2014

PUTIN FORMA UM EXÉRCITO DE ASSASSINOS

Um ‘exército de assassinos’ e ciberguerreiros da contrainformação é a arma secreta de Putin, diz “Foreign Policy”

‘Exército de assassinos’ e ciberguerreiros da contrainformação é arma secreta de Putin
‘Exército de assassinos’ e ciberguerreiros da contrainformação
é arma secreta de Putin
A reputada revista “Foreign Policy” abordou um tema assustador. Segundo ela, a crise da Ucrânia vem revelando que o GRU, o aparelho de inteligência militar da Rússia, formou um ‘exército de assassinos’ que constitui a arma secreta de Putin.
O GRU (Glavnoe Razvedyvatelnoe Upravlenie) já está agindo como “importante instrumento de política externa, dilacerando um país com apenas um punhado de agentes e um monte de armas”, escreveu.
O GRU está mostrando ao mundo como a Rússia pretende combater suas futuras guerras misturando violência cirúrgica, subversão, negação sistemática dos atos praticados e golpes desferidos nas sombras.
O GRU constituiu outrora o maior sistema de serviços secretos baseado em embaixadas, redes de agentes disfarçados e nove brigadas de ‘forças especiais’ conhecidas como Spetsnaz, ou “destacamentos para fins especiais”, frequentemente inconfessáveis.
Porém, desde que o presidente Vladimir Putin assumiu a direção do Serviço Federal de Segurança (FSB), herdeiro da KGB, os objetivos e métodos foram atualizados para a era das ciberguerras e dos conflitos geopolíticos.
A anexação da Crimeia constituiu o primeiro triunfo da nova GRU. Ela estudou a região, mensurou as forças ucranianas no local, espionou suas comunicações e apoiou os “homenzinhos verdes” que velozmente se apossaram dos pontos estratégicos da península até se revelarem soldados da Rússia. Muitos deles vinham da antiga Spetsnaz.
A maioria dos insurgentes do leste ucraniano é ucraniana ou “turistas bélicos” russos. Mas isto é só o contingente de base: os homens chave que encorajam a rebelião, passam os mercenários pela fronteira e fornecem as armas vindas de Moscou são agentes do GRU.


Igor Girkin, ou 'Igor Strelkov'.  Agente do GRU russo comanda a defesa de Donetsk
Igor Girkin, ou 'Igor Strelkov'.
Agente do GRU russo comanda a defesa de Donetsk
O autodenominado Ministro de Defesa da República separatista do Povo de Donetsk, Igor Strelkov, cujo nome real é Igor Girkin, é oficial na ativa ou na reserva do GRU. É ele quem dirige essa “república popular” e mais ninguém.

A União Europeia já identificou Strelkov, ou Girkin, e o incluiu na lista dos nomes objeto de retaliações. Mas ele não parece ter-se incomodado muito com elas.

Segundo “Foreign Policy”, quando o “Batalhão Vostok” apareceu no leste ucraniano, ficou evidente que o GRU tinha completado sua metamorfose.

O “Batalhão Vostok”, na sua versão atual, está composto por combatentes chechenos, armados com equipamentos uniformes e dotados de transportes blindados. Reúne também ex-terroristas, desertores de guerrilhas e de gangues criminosas.

O “Vostok” não externou muito interesse em lutar contra o exército de Kiev. Ele visou garantir a autoridade de Moscou sobre a região e evidenciou a nova estratégia de Moscou: uma guerra “não-linear”, ou “híbrida”, tocada na base da violência, da desinformação, de pressões políticas e econômicas, além de operações bélicas camufladas, em lugar de uma ofensiva regular ou previsível.

Não é apenas uma “guerra híbrida” adaptada à Ucrânia, mas é o plano de Moscou para atingir seus adversários no dia de hoje por toda parte no mundo.


O comandante geral da GRU explicou a um obscuro jornal militar russo que a nova guerra envolve “um largo uso da política, da economia, da informação, do humanitarismo e outras manobras não-militares ... completadas por recursos bélicos com um caráter encoberto”, sem excluir o uso das “forças especiais” dos assassinos da Spetsnaz.
O conflito será combatido por espiões, comandos, hackers, ‘joguetes’ e mercenários. Quer dizer – escreve “Foreign Policy” – o tipo de operações para os quais são treinadas as ‘forças especiais’ inclui o assassinato, a sabotagem, e desnorteamento do adversário.

Passado de Putin nos serviços secretos, pesou na opção
Passado de Putin nos serviços secretos, pesou na opção
A NATO e o Ocidente não têm uma resposta eficaz contra esta estratégia na aparência caótica ou confusionista, mas que se está revelando muito danosa.
A NATO é uma aliança militar construída contra uma agressão aberta ou uma guerra declarada. Mas foi incapaz de responder a ofensivas como o ciberataque contra a Estônia de 2007.



A ideia de uma ofensiva de tanques passando por cima das fronteiras ficou superada por um novo tipo de guerra que combina subterfúgios, aliando-se com grupos dissidentes dentro do adversário visado, além de dissimuladas intervenções letais das Spetsnaz.

A NATO é mais forte em termos estritamente militares, mas se a Rússia consegue abrir fraturas políticas no Ocidente, executar ações usando grupos combatentes locais e atingir indivíduos e instalações, então não interessa saber quem tem mais tanques ou melhores jatos.

Esse é o tipo de guerra que o GRU está preparado para fazer, conclui a revista. E o conflito na Ucrânia parece confirmar essa conclusão.

sábado, 26 de julho de 2014

UCRÂNIA: ÚLTIMAS NOTÍCIAS

TERRORISTAS RUSSOS SEQÜESTRAM CRIANÇAS NA UCRÂNIA
26 de julho de 2014 20h58min. [Horário ucraniano]

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia informou que um grupo de terroristas do chamado "FSC", hoje (26) por volta das 17h15min. sequestrou do orfanato de Lugansk 60 órfãos que precisam de acompanhamento médico constante.
Os terroristas separatistas tentam levar as crianças para a Federação Russa em dois ônibus. A médica-chefe é mantida como refém.
O MFA da Ucrânia enviou uma nota para a Federação Russa contendo exigência categórica para impedir a exportação ilegal de órfãos ucranianos para a Rússia.
Para obter à atenção dos países estrangeiros e organizações internacionais divulgou a seguinte declaração sobre este crime:

"Apelamos à comunidade internacional para exercer todos os esforços possíveis, incluindo medidas para colocar mais pressão sobre a Federação Russa, a fim de forçar a libertação imediata dos órfãos ucranianos e não torná-los reféns de suas atividades criminosas e histeria anti-ucraniana", diz a declaração.

Fonte: Jornal “Castelo Alto”.

Poroshenko assina lei de nova mobilização


O Presidente da Ucrânia assinou a “Lei Poroshenko número 1595-VII para a mobilização parcial" A Lei entrará em vigor na data de sua publicação.
A mensagem correspondente foi publicada no site do presidente. 

Fonte: Jornal "Castelo Alto".

UE prepara sanções sem precedentes que podem mergulhar a Rússia na recessão


Pressão sobre Moscou para alterar a sua política sobre a Ucrânia deve passar por sanções de grande alcance econômico. Russos dizem que cooperação na luta contra o terrorismo e o crime organizado fica comprometida.
 
A União Europeia (UE) acrescentou este sábado 15 pessoas e 18 entidades à sua lista de visados por sanções à Rússia, por causa da Ucrânia. O número pode aumentar nos próximos dias. Mas pior é o que está na forja: sanções de uma envergadura sem precedentes contra os setores financeiro, energético e das indústrias de defesa.
Tudo somado, as medidas que estão a ser preparadas mergulhariam a Rússia numa profunda recessão, segundo um estudo da Comissão Européia a que o diário espanhol El País teve acesso.
Até aqui, a UE não chegou a acordo sobre a adoção de sanções mais graves do que as até agora aprovadas – congelamento de bens e proibição de viajar no espaço da UE. Mas o queda, há dez dias, de um Boeing 777 no Leste da Ucrânia, com 298 pessoas a bordo, presumivelmente abatido por separatistas pró-russos – e o entendimento de que a resposta de Moscou é insuficiente – estão a contribuir para uma aproximação de posições sobre a necessidade de medidas mais duras.
Os embaixadores dos 28 países da união reúnem-se na terça-feira em Bruxelas para se pronunciarem sobre um pacote de sanções que, segundo a AFP, limitaria o acesso russo a mercados financeiros, armamento, tecnologias no domínio energético e bens susceptíveis de "dupla utilização" – militar como civil.
O jornal britânico Financial Times noticiou que o pacote de sanções adicionais que está a ser preparado segue de perto um documento anteriormente distribuído aos diplomatas europeus, o qual previa, por exemplo, a proibição de compra de acções ou obrigações de bancos russos e restrições à venda de equipamento e tecnologia mencionadas pela agência noticiosa.
Os passos no sentido de um endurecimento das sanções europeias estão já a ser dados. A Comissão preparou um documento com propostas, cuja decisão final cabe aos estados membros. O seu presidente, Durão Barroso, referiu-se às medidas previstas como “eficazes, bem orientadas e equilibradas”.   
O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, escreveu na sexta-feira aos líderes dos governos da UE uma carta, citada pela AFP, na qual defende uma decisão que, afirma, “terá consequências importantes na economia russa e afectará moderadamente as economias europeias”. A esperança de muitos governos da UE é que as sanções obriguem Moscou a alterar a sua política para a Ucrânia, diminuindo a tensão na Europa.
As sanções em preparação procuram compatibilizar a pressão sobre a Rússia com a salvaguarda da coesão da UE e a preservação possível dos seus interesses. É esse o entendimento a retirar da provável adoção do princípio de não-retroatividade, que dará à França margem de manobra para manter a venda à Rússia das fragatas Mistral que está a construir. No campo energético, a restrição de venda de “tecnologias sensíveis” ao setor petrolífero, e não ao do gás, destina-se a “garantir a segurança energética da UE” – assume Van Rompuy.
No estudo citado pelo El País calcula-se que a “nova geração” de sanções provocaria uma queda de 1,5 pontos percentuais do Produto Interno Bruto russo em 2014 e de 4,8 em 2015. O resultado, acrescenta o jornal, seria uma profunda recessão porque o efeito das novas medidas somar-se-ia à fuga de capitais – a que na sexta-feira o banco central russo voltou a tentar pôr termo, com uma subida das taxas de juro para 8% – ou às fortes quebras da bolsa, que desde o início do ano caiu 7%.
 
“Entusiasmo” terrorista
Com os nomes divulgados este sábado, a lista de visados pelo congelamento de bens e proibição de viajar no espaço europeu – sanções que a UE tem vindo a adoptar contra quem apoiou “ativamente a anexação da Criméia” ou a “desestabilização do Leste da Ucrânia” – tem agora 87 pessoas e 20 entidades, russas e ucranianas.
A lista passou a incluir os chefes dos serviços de segurança, FSB, Nikolai Bortnikov; o chefe dos serviços de informações externas, Mikhail Fradkov; o secretário do Conselho de Segurança, Nikolai Patrouchev, antigo chefe do FSB; ou o presidente tchecheno, Ramzan Kadirov. Dela fazem também parte líderes e grupos separatistas pró-russos e empresas com sede na Crimeia.
A reacção russa foi imediata e dura. O Ministério dos Negócios Estrangeiros acusou a UE de pôr em perigo a cooperação no domínio da segurança e minar desse modo a luta contra o terrorismo e o crime organizado. Um comunicado citado pela Reuters menciona elementos dessa cooperação que poderão ser postos em causa: “o combate à proliferação de armas de destruição maciça, terrorismo, crime organizado e outros desafios e perigos”. “Estamos certos de que essas decisões serão aceites com entusiasmo pelo terrorismo global”, acrescenta.
 
Fonte: publico.pt

sábado, 19 de julho de 2014

VÔO MH17






Combatentes [leia-se mercenários - por que usam máscara?] russos numa das áreas em que caíram destroços do avião, em Grabovo, na província de Donetsk

O governo da Ucrânia acusa os revolucionários pró-rússia de levarem os corpos para Donetsk e de destruir provas. 

As equipes da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) já chegaram à área do desastre, mas os combatentes pró-russos não facilitaram o seu acesso aos vários locais por onde estão espalhados os destroços do voo MH17 e os corpos das 298 pessoas que seguiam a bordo.

Assim que chegaram ao local, as equipes da OSCE foram impedidas de ver os destroços, mas pouco depois a agência Reuters afirmava que alguns deles tinham recebido autorização para investigar apenas um dos locais. Segundo a mesma agência, os revolucionários disseram aos elementos da OSCE que iriam informá-los sobre o resultado das suas próprias investigações.


Para os ucranianos

sexta-feira, 18 de julho de 2014

A QUEDA DO VÔO MH17

Preliminar: A imprensa mundial insiste em denominar de "separatistas pró-russos" a população que vive no Leste da Ucrânia. Não são separatistas pró-russos, são MERCENÁRIOS TERRORISTAS RUSSOS que já atuaram na Chechênia, no Afeganistão e na Georgia onde promoveram revoluções terroristas para manter a hegemonia comunista russa e objetivam fazê-lo também na Ucrânia. Portanto, trata-se de mercenários a soldo da Rússia de Putin colocados dentro do território ucraniano, fortemente armados, para promover a desestabilização do país tal como tem feito ao longo dos últimos 97 anos. (ler A VERDADE NO LESTE DA UCRÂNIA )
O Cossaco.
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O governo da Ucrânia continua a assegurar que a queda do avião das linhas áreas da Malásia na quinta-feira, que provocou 298 mortos, foi motivada por um "complexo de mísseis antiaéreos" utilizado pelos mercenários terroristas russos.

Ucrânia insiste que queda do voo MH17 foi por mísseis antiaéreos

"A parte ucraniana tem todos os motivos para considerar que neste caso se trata sobre um abate premeditado do avião civil pelo complexo de mísseis antiaéreos russos".

Os responsáveis ucranianos asseguram que algumas horas após o "ato terrorista", os serviços de segurança do país receberam e divulgaram "as provas irrefutáveis de que o avião foi abatido pelos terroristas pró-russos e pelas armas russas", numa alusão a gravações de conservas telefônicas e vídeos entretanto em circulação na Internet."É importante de realçar que durante o período de realização da Operação Antiterrorista (acrônimo em ucraniano - ATO) as Forças Armadas da Ucrânia não têm usado os complexos de mísseis antiaéreos. No momento da catástrofe não havia aviões de caça das Forças Armadas da Ucrânia no espaço aéreo. O avião Boing-777 foi atingido fora da zona de ação dos meios terrestres da defesa antiaérea das Forças Armadas da Ucrânia", sublinha o texto.
"Este caso provou finalmente que esta destabilização, implantada em Donbas pelo Kremlin, não está provocada pelos processos políticos mas pelo terrorismo estatal que é uma grande ameaça à paz e segurança internacionais", sustenta o documento.
Após exprimir condolências aos familiares das vítimas, na sua maioria de nacionalidade holandesa, a embaixada ucraniana recorda que o Presidente do país, Petro Poroshenko, ordenou no imediato a formação de uma comissão de investigação estatal, para além das medidas do governo para investigar as causas da catástrofe e prestar assistência às vítimas, incluindo a emissão urgente de vistos para os familiares que pretendam deslocar-se à Ucrânia.
Assim, os corpos das vítimas estão a ser transferidos para a cidade de Kharkiv, enquanto foi imposto o encerramento total do espaço aéreo nas regiões de de Donetsk, Lugansk e Kharkiv.
O texto assinala ainda que pelo fato de o avião se ter despenhado "na zona que hoje está sob controle dos agrupamentos terroristas, apoiados pela Federação da Rússia", o governo da Ucrânia "toma todas as medidas para chegar a um acordo com os grupos armados ilegais (acrônimo em ucraniano - NZF) e para obter o pleno acesso ao local da catástrofe a fim de realizar identificação e repatriação dos corpos das vítimas ao país de origem".

quinta-feira, 17 de julho de 2014

MERCENÁRIOS RUSSOS NA UCRÂNIA

Mercenários e separatistas imploram ajuda de Moscou,
que chega a conta-gotas

Manifestação separatists em Donetsk foi marcada pela ausência de populares
Manifestação separatists em Donetsk foi marcada pela ausência de populares

As tropas do governo ucraniano estão avançando num movimento de pinça pelo norte e pelo sul, e perto de cortar o fluxo de armas que tanto as milícias estrangeiras quanto as separatistas receberam até agora do outro lado da fronteira com a Rússia, informou “The Wall Street Journal”, reproduzido pelo blog “Ukrainian Diaspora”

Por causa disso, os mercenários pró-russos estariam enviando repetidos apelos a Moscou, solicitando auxílio militar. Mas o Kremlin mostra-se reticente em enviar tropas do exército russo identificadas como tais, como sucedeu na Crimeia.

O Kremlin não quer mais sanções econômicas por parte de Ocidente. Na verdade, estas foram uma resposta fraquíssima diante da imensidade da agressão ao Direito Internacional e à soberania da Ucrânia.

Porém, a fraqueza da estrutura econômica e militar da “nova URSS” é tão grande, que pífias represálias lhe causam sensíveis problemas.

Isso explicaria por que Moscou infiltra a conta-gotas combatentes e armas na Ucrânia, segundo a opinião de diplomatas mencionados pelo “The Wall Street Journal”.

Porta-vozes ucranianos e americanos dizem que a Rússia enviou nas últimas semanas mercenários e armas através da fronteira. Tanques russos foram fotografados. Mas a Rússia sempre desmente o que faz.

Soldados ucranianos em campo de trenamento perto de Kiev. Eles estariam cercando o surto separatista e desconectando-o da fonte de fornecimentos: a Rússia
Soldados ucranianos em campo de trenamento perto de Kiev.
Eles estariam cercando o surto separatista
e desconectando-o da fonte de fornecimentos: a Rússia
Segundo o “The Wall Street Journal”, Líderes separatistas declararam que não têm homens nem armas para resistir à ofensiva militar ucraniana.

Após recuperar o controle do grande porto de Mariupol, as forças ucranianas avançavam rumo as periferias de Lugansk, capital da região mais encravada na vizinha Rússia.

O presidente russo Vladimir Putin pediu, e obteve logo e servilmente, à Duma a anulação da licença para invadir a Ucrânia. Pareceria que ele tenta compor a situação com o novo presidente do país invadido. Mas, já tantas vezes ele acenou fazer o contrário do que depois fez, que a conjectura aguarda confirmação.
Por sua vez, o presidente ucraniano Petro Poroshenko anunciou um cessar-fogo unilateral, que visaria dar margem à desmobilização e anistia dos rebeldes. Belo propósito, caso se tratasse de dissidentes sinceros. Mas o que se pode esperar dos mercenários estrangeiros?

Igor Strelkov, comandante rebelde, declarou num vídeo postado pelo jornal russo Komsomolskaya Pravda: “Eles estão cortando sistematicamente as regiões rebeldes da fronteira com a Rússia”. E acrescentou que o operativo ucraniano avança pelo sul e pelo norte a uma velocidade de nove milhas por dia.

Denis Pushilin, líder da autoproclamada República Popular de Donetsk, viajou a Moscou procurando socorro. “Nós nos voltamos para a Federação Russa à procura de auxílio”, disse em conferencia de imprensa em Moscou. “Infelizmente, nossos oponentes são superiores a nós em todas as partes da frente de combate”, acrescentou.
Separatistas em tanque russo rumo a Donetsk. Eles pedem auxilio mas esse chega insuficiente da Rússia
Separatistas em tanque russo rumo a Donetsk.
Eles pedem auxilio mas esse chega insuficiente da Rússia
Pushilin teve encontros em Moscou com personalidades de alto nível, inclusive com Vladislav Surkov e Sergei Glazyev, conselheiros de Putin.

Alexander Dugin, ideólogo do Kremlin e estreito aliado dos separatistas, lamentou num post no Facebook que Putin esteja “arrastando os pés”.

Yevhen Perebyinis, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores de Kiev, disse:

“Nós não estamos esperando nada de positivo por parte do lado russo. Eles deixaram absolutamente claro que não pretendem parar suas atividades, e a única coisa que pode detê-los é reforçar as sanções”.

Os líderes europeus falam há meses destas sanções, mas até agora não aplicaram nenhuma com força decisiva.

Porém, quando a Rússia suspendeu o fornecimento de gás à Ucrânia, o Ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, comentou que a decisão representou um significativa marcha-à-ré nas negociações.

“Estamos longe de uma solução política da crise”, disse Steinmeier, à agência Reuters.

Fonte: Flagelo russo.
Louis Dufaur

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Justiça Ucrânia: Governo quer proibir o Partido Comunista

O governo ucraniano abriu hoje um procedimento judicial para proibir o Partido Comunista, acusado de apoiar o separatismo pró-russo no leste do país, anunciou o ministro da Justiça, Pavlo Petrenko, numa conferência de imprensa.


quinta-feira, 10 de julho de 2014

Governo ucraniano procura recuperar Donetsk e exige libertação de Nadia Savchenko

No leste da Ucrânia, continuam os combates do exército ucraniano contra os mercenários russos.

Esta quinta-feira os combates para recuperar o controle das regiões de Donetsk e Lugansk concentram-se em Karlivka, a vinte quilômetros da cidade de Donetsk.

O conflito armado entre as forças governamentais e os mercenários russos provocou, em três meses, a morte de 478 civis e cerca de mil e quatrocentos feridos, anunciou esta quinta-feira o ministério da Saúde ucraniano.

Nas operações contra os mercenários e rebeldes, desde abril, foram mortos 173 militares e feridos 446.
Entretanto o ministério dos negócios estrangeiros ucraniano exige a libertação da piloto Nadia Savchenko, acusando as autoridades russas de terem sequestrado a oficial ucraniana, violando as leis internacionais.
Nadia Savchenko foi capturada mercenários russos em Lugansk, em meados de junho. Depois disso desapareceu, até que foi divulgado o seu paradeiro, detida na prisão russa de Voronezh.
A Rússia acusa a militar ucraniana de cumplicidade na morte de dois jornalistas russos no leste da Ucrânia, no mês passado. Nadia Savchenko integrava o batalhão que combatia mercenários russos em Lugansk no dia quando um ataque provocou a morte de dois repórteres de uma emissora de TV russa, Igor Kornelyuk e Anton Voloshin.
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