Algumas pérolas sobre o regime mais demoníaco criado na face da terra: o comunismo. O nazismo foi jardim de infância diante dele.
Leiam o que Putin disse num de seus pronunciamentos:
“É preciso reconhecer que o colapso da União Soviética foi a maior catástrofe geopolítica do século”(Vladimir Putin)
Ele deseja ressuscitar a antiga União Soviética e boa parte dos países ocidentais de viés comunista o apoiam nisso. Verão o que um urso consegue fazer quando cravar suas garras nas costelas dos simpatizantes ocidentais. Irão vomitar comunismo por todos os poros. Quem viver, verá.
Agora leiam o que um padre ucraniano disse a respeito do “regime ternura” na década de 1940:
Arcebispo de Lviv a Pio XII: “Este regime só se explica como caso de possessão diabólica coletiva".
Uma alta autoridade eclesiástica parece oferecer-nos uma explicação indireta para o fato. Trata-se de Mons. André Sheptyskyj, Arcebispo de Lviv e Patriarca de Halich, líder da Igreja Católica na Ucrânia durante as perseguições de Lênin e Stalin. No início da II Guerra Mundial, escreveu ele à Santa Sé:
“Este regime só pode se explicar como um caso de possessão diabólica coletiva”. E pediu ao Papa que sugerisse a todos os sacerdotes e religiosos do mundo que “exorcizassem a Rússia soviética”.
Mons. Sheptyskyj faleceu em 1944. Seu processo de beatificação está em andamento.
A crueldade inumana da seita socialo-comunista e a desproporção entre seus satânicos feitos e os êxitos que alcançou são de molde a confirmar a impressionante declaração do heróico Prelado ucraniano.
Fonte: Pe. Alfredo Sáenz S.J., “De la Rusia de Vladimir al hombre nuevo soviético”, Ediciones Gladius, Buenos Aires, 1989, pp. 438-439.
Nota:
Lviv (em ucraniano Львів, em polaco Lwów; em alemão: Lemberg; em português: Leópolis) é uma cidade do oeste da Ucrânia. Localiza-se no oeste do país.
Finalmente, leiam com atenção este conceito profundamente revelador da natureza esquerdista:
O esquerdista é um psicopata por natureza
O termo “psicopata” utilizado para definição de esquerdistas tem sua razão de ser. Confiram em qualquer tratado de psicopatologia (por exemplo, Gabriel Deshaies, Psychopathologie Générale, Paris, P. U. F.), e verão que a estrutura do tempo no marxismo é idêntica à da temporalidade mórbida nos delírios de um paranóico: aquilo que não aconteceu, que simplesmente se supõe venha a acontecer, torna-se o critério da realidade do acontecido.
Marinha russa recebe poderoso navio de ataque entre incompreensíveis aplausos da ‘direita’
O 'Vladivostok' amanhã poderá ser apontado contra a França e contra o Ocidente.
Numa decisão mais do que imprudente e hoje vivamente criticada na Europa, o então presidente Nicolas Sarkozy vendeu à Rússia dois navios anfíbios de ataque, úteis como porta-helicópteros e dotados da melhor tecnologia, que a Rússia sonhava ter mas não conseguiria desenvolver.
Pertencentes à classe Mistral, os dois navios deslocam mais de 21.000 toneladas e podem transportar 16 helicópteros de ataque, 70 veículos militares – entre os quais 13 tanques pesados Leclerc e quatro lanchas de desembarque.
O primeiro navio acabou de ser armado nos estaleiros de Saint-Nazaire e seu batismo já está anunciado pela na marinha russa: chamar-se-á ‘Vladivostok’. O segundo receberá o nome de ‘Sebastopol’, uma evocação da Criméia, criminosa e ilegalmente anexada pela Rússia.
A Rússia precisa com urgência tecnologias de guerra modernas para desafiar Ocidente.
O navio-escola russo ‘Smolniy’ levou ao estaleiro os 400 marinheiros que serão treinados para dirigir um navio superior aos da marinha russa, que ainda ostentam com arrogância os símbolos soviéticos.
Cidadãos simpatizantes da Ucrânia, país que continua sendo agredido por agentes de Moscou, manifestaram contra a entrega desse formidável navio ao inimigo da pátria e também da França, no cais onde está ancorado o futuro ‘Vladivostok’.
Os manifestantes arvoravam bandeiras da Ucrânia e da França e cartazes com dizeres como: “Hollande, não à formação dos 400 assassinos de Putin”, e “Hollande, a honra da França vale mais que os Mistral”.
“Exortamos o governo francês a não entregar altas tecnologias militares ao mais poderoso agressor da Europa”, exigiu Nathalie Pasternak, presidente do Comitê Representante da Comunidade Ucraniana da França, que convocou a manifestação, segundo o jornal de Paris “Libération”.
Outros países europeus e os próprios EUA externaram seu desacordo com a entrega desses equipamentos bélicos no momento em que a Rússia viola de modo imoral a lei internacional.
Mas o governo socialista francês, engajado em reformas anticristãs, imorais e antifamiliares, apoia naturalmente seu símile russo. Então o processo de transferência continua, apesar do espantoso massacre de civis no voo da Malaysia Airlines.
Um fato, contudo, encheu de pasmo os admiradores da inteligência e da racionalidade que impregnam a cultura francesa.
Simpatizantes da Ucrânia protestam contra entrega do poderoso navio diante do estaleiro.
A secção de Loire-Atlantique (onde fica o estaleiro) do Front National, partido que faz do patriotismo sua bandeira principal, emitiu comunicado saudando a chegada dos marinheiros russos que amanhã poderão estar apontando esses navios contra a própria França!
“O Front National de Loire-Atlantique dá as boas-vindas aos 400 marinheiros russos que chegarão a Saint-Nazaire para aprender a usar o porta-helicópteros ‘Vladivostok”, disse.
“Para o Front National de Loire-Atlantique, a chegada a um feliz termo deste contrato, apesar da pressão de potências estrangeiras – leia-se EUA e países europeus, além da Ucrânia –, é algo de extremamente positivo para o estaleiro STX, a cidade de Saint-Nazaire e a política exterior francesa”, acrescentou o comunicado citado pelo jornal “Ouest France”.
Como se o tratado Ribbentrop-Molotov ainda estivesse em plena vigência!
Arcebispo católico exorta soldados ucranianos a combater com Cristo pela pátria
Metropolita (arcebispo) greco-católico de Lviv, D. Ihor Voznyak.
O Metropolita (arcebispo) greco-católico de Lviv, D. Ihor Voznyak, deu a conhecer uma carta de apoio aos militares ucranianos em serviço ativo, na qual ele sublinha:
“Nós testemunhamos o advento de uma nova geração de heróis, prestes a sacrificar suas vidas e a esquecer todo conforto e sossego, heróis que são os primeiros a responder ao clamor de ajuda vindo de sua terra.
“Estou me dirigindo a vós, bravos defensores de nossa nação! Para muitos ucranianos, vossa fortaleza, vossa paciência e vossa prudência têm sido um modelo de como se deve amar o próprio país, de como não fugir aos deveres para com ele, e de como orgulhar-se da própria história, de sua origem, e preparar-lhe um futuro resplandecente...
“Estou vendo com entusiasmo como vós, a mais jovem geração de ucranianos, se transformou para todo o nosso povo em verdadeiro rochedo, que não será quebrado pelo medo, pela intimidação e pelas ameaças.
Soldados católicos ucranianos durante ato religioso.
“Eu vos agradeço por vosso coração valente, cheio de ternura para com Deus e desejo de paz, que não foi envenenado pelo ódio, pelos maus-tratos ou por vilões estrangeiros.
“Acredito que vossa ação mostrará a todo o mundo que o povo da Ucrânia não está de joelhos e nunca permitirá ser acorrentado como escravo.
“E vós, tendo Cristo como companhia, vencereis a agressão e o furor, pelo bem da liberdade e dos valores morais que são a base do nosso vitorioso futuro comum.”
A carta do Metropolita de Lviv aos soldados ucranianos foi publicada pelo serviço de imprensa da arquidiocese greco-católica de Lviv e divulgada pelo RISU – Serviço de Informação Religiosa da Ucrânia.
Bastião dos separatistas está totalmente cercado pelo exército
ucraniano e é alvo de bombardeamentos diários. Ambos os lados impõem
condições para declarar um cessar-fogo.
É debaixo de terra que se está mais seguro em Donetsk nas últimas
semanas. A cidade no coração da região do Donbass, no Leste da Ucrânia,
tem sido bombardeada diariamente à medida que o exército ucraniano
aperta ao cerco aos separatistas pró-russos que a controlam. Já se fala
em crise humanitária, mas até o sofrimento das populações está a ser
utilizado como arma no conflito ucraniano.
De uma cidade com
cerca de um milhão de habitantes terão fugido 300 mil pessoas nos
últimos meses, desde que começaram as batalhas entre o exército leal a
Kiev e as milícias separatistas pró-russas. Nos últimos dias é em Donetsk que se têm concentrado as hostilidades e os correspondentes descrevem uma cidade vazia e uma população assustada e farta de guerra.
“Temos
medo do exército ucraniano, que está a disparar contra a cidade, e dos
rebeldes (…) que roubam e matam civis”, dizia à BBC Dmitry Andronov,
residente em Donetsk.
A ofensiva “anti-terrorista” do exército,
como é designada pelo governo de Kiev, tem vindo a ganhar terreno nas
últimas semanas e com a conquista da cidade de Krasniy Luch – localizada
entre Lugansk e Donetsk, os dois bastiões separatistas, - conseguiu
isolar as posições rebeldes. Neste momento, as milícias estão confinadas
a estas duas cidades, totalmente cercadas pelo exército.
A
situação de Donetsk piorou consideravelmente nos últimos dois dias, com
bombardeios sucessivos. No domingo, uma maternidade no centro da
cidade foi atingida por uma explosão. As pacientes e os recém-nascidos
foram levados para uma cave, onde até se deu um parto, presenciado por
uma jornalista da AFP. No sábado, uma pessoa morreu e dezoito ficaram
feridas depois de um míssil ter atingido um bloco de apartamentos,
revelou o porta-voz do conselho da cidade, Maxim Rovinsky, acrescentando
que a situação “está a piorar de hora para hora”. Desde meados de Abril
que o conflito no Leste da Ucrânia já provocou mais de 1500 mortos.
O
agravamento dos confrontos levou mesmo os rebeldes a mostrar
disponibilidade para declararem um cessar-fogo, em virtude da
“catástrofe humanitária no Donbass”, nas palavras do líder da
auto-proclamada República Popular de Donetsk, Aleksandr Zakharchenko.
Como
tem sido comum no conflito na Ucrânia, também aqui há novo impasse, com
ambas as partes sem disposição de ceder um milímetro que seja. O
porta-voz do exército, Andrei Lysenko, defendeu que o cessar-fogo
implica “medidas práticas e não palavras” e exigiu que os rebeldes
“mostrem bandeiras brancas e deponham as armas”. Como resposta, os
líderes rebeldes recuaram e afirmaram que “enquanto o exército ucraniano
continuar a ação militar, não poderá haver cessar-fogo”.
A troca
de argumentos é replicada ao nível internacional. O presidente
ucraniano, Petro Poroshenko, mostrou-se disponível para aceitar ajuda
humanitária para o Leste do país, mas colocou uma série de condições. A
missão terá de ser “internacional, sem qualquer escolta militar” e terá
de “passar pelos postos fronteiriços controlados pelas forças
ucranianas”, expôs o governante, depois de uma conversa telefônica com a
chanceler alemã, Angela Merkel.
A Rússia levou na última semana ao Conselho de Segurança da ONU uma proposta para conduzir uma missão humanitária no Leste da Ucrânia.
Washington recusou de imediato o projeto, justificando com os receios
de que a medida fosse uma forma encoberta de invasão do território
ucraniano e deixou o aviso de que qualquer incursão russa será
considerada “injustificada, ilegal e inaceitável”.
Na Casa Rosada: “a Argentina é hoje o principal sócio estratégico da Rússia”
De visita à Argentina, o presidente Vladimir Putin surpreendeu com declarações vazias de verdade.
“A Argentina é hoje o principal sócio estratégico da Rússia na América Latina, na ONU e no G20. Nossas abordagens das principais questões da política internacional são parecidas ou coincidentes”, disse segundo o jornal portenho “Clarín”.
As lisonjeiras palavras foram recolhidas pela agência de noticias de Cuba, Prensa Latina, antes de o líder do Kremlin embarcar para a Argentina e o Brasil, onde participou da reunião do BRICS – Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul.
Em Cuba, o presidente russo perdoou uma dívida impagável de 10 bilhões de dólares da ilha prisão com a ex-URSS, sinal mais do que amistoso.
Seu giro latino-americano aconteceu em meio a tensões com os EUA e a União Europeia. E concluiu coincidindo com a derrubada do avião da Malaysia Airlines por um míssil de fabricação soviética manipulado por aliados de Putin ou tal vez por oficiais russos em território ucraniano.
Em Havana, o chefe russo depositou flores no cemitério dos militares soviéticos engajados em operações na ilha-prisão. Encontrou também Fidel Castro, noticiou o jornal portenho “La Nación”.
Antes de partir de Moscou, Putin disse que seu objetivo era aumentar as inversões russas na América Latina, criando “alianças plenas, tecnológicas” em setores como petróleo, gás, hidroelétricas e energia nuclear, construção de aviões e biofarmacêutico.
Não falou de onde tiraria dinheiro para essas inversões, num momento em que os capitais fogem espavoridos de Moscou, nem das tecnologias energéticas, que dependem vitalmente das empresas europeias.
Não falou sequer dos aviões a serem construídos, quando se sabe que na Rússia eles caem regularmente, a ponto de as companhias de aviação russas terem substituído a quase totalidade das aeronaves de fabricação nacional por americanas ou europeias.
Na Argentina, do mesmo modo que haveria de fazer depois no Brasil, assinou dezenas de tratados, inclusive sobre geração de energia nuclear, de acordo com o “Moscow Times”.
Rosatom, a companhia estatal russa de energia atômica, deve se engajar na construção de partes da nova central nuclear argentina Atucha III.
A presidente Cristina Fernandez, que paralisou o programa nuclear argentino, disse que seu país “é um líder na América Latina em geração de energia nuclear” talvez se referindo a feitos de governos anteriores.
A Argentina possui uma das maiores jazidas de gás e petróleo de xisto do mundo, mas poucas empresas querem investir no setor, pela ojeriza anticapitalista do regime nacionalista argentino.
O nacionalismo de Kirchner se derreteu diante do antigo coronel da KGB, a quem ofereceu uma participação na exploração da imensa jazida de Vaca Muerta, na província de Neuquén.
Prato servido para o chefe do Kremlin que deseja instalar agentes no coração do continente sul-americano.
O megacrime do MH17 deu um fecho preocupante à viagem
Além do formidável desinteresse do público argentino pela presença de um líder pouco comunicativo e desconhecido no país, 150 membros da comunidade ucraniana na Argentina estenderam enormes faixas de protesto diante da Casa Rosada.
Eles denunciavam a anexação ilegal e brutal da Crimeia e o apoio bélico aos separatistas do leste da Ucrânia.
No fim da viagem, Putin podia gabar-se de uma safra de apoios simpáticos ou não críticos de líderes populistas sul-americanos e do BRICS à posição da Rússia no conflito ucraniano.
Na Argentina e no Brasil, Putin também coletou numerosas manifestações de solidariedade em sua ofensiva diplomática contra os EUA e a Grã-Bretanha.
Putin nada disse sobre o “casamento” homossexual legalizado na Argentina e ilegalizado em seu país.
Militantes da agenda homossexual reclamaram em Buenos Aires, mas a solidariedade nacionalista-bolchevista anti-EUA passou por cima e o presidente russo não teve dificuldade em deixar de lado os jogos de palavras “moralizadores”.
Em pleno voo de retorno, estourou o crime do avião da Malaysia Airlines...
O empresário Bill Browder, que dirige na Rússia o fundo de investimento
Hermitage Capital Management, declarou no programa “60 Minutes” da TV
CBS que:
“o regime russo é um regime criminoso. Estamos lidando com um país nuclear dirigido por uma gangue de bandidos como a Máfia”.
Browder concedeu uma entrevista a Cliff Kincaid, diretor do Accuracy in Media Center for Investigative Journalism (Centro de Jornalismo Investigativo de ‘Acuidade na Mídia’), grupo independente sediado em Bethesda, Maryland, EUA. Accuracy in Media
analisa a objetividade das notícias veiculadas nos órgãos do
macrocapitalismo publicitário e a veracidade das declarações publicadas.
Na entrevista, Browder manifestou seu espanto com o engano de certos
conservadores que acreditam que Vladimir Putin seja um defensor dos
valores familiares.
“Se você quer falar de valores familiares, vai falar com a família Magnitsky sobre o que aconteceu com sua família em consequência da maldade de Vladimir Putin”, disse.
De fato, Sergei Magnitsky, advogado da firma de Browder na Rússia, foi
sequestrado e assassinado pelas autoridades em 2009. Ele tinha revelado
um esquema de corrupção no Kremlin que desviou um total de $230 milhões
de dólares.
Browder disse que muita gente acha que Putin é bom porque “ignora o fato de que ele é um frio assassino que mata por dinheiro...”
O avô de Browder foi chefe do Partido Comunista dos EUA e o neto quis
investir na Rússia assim que acreditou ter uma oportunidade.
Sergueï Leonidovich Magnitski:
seu assassinato pelos 'serviços' do Kremlin ainda faz falar Ocidente.
Porém, ficou estarrecido quando o caso de Magnitsky evidenciou de modo
concreto como Putin e seu grupo de ex-policiais da KGB estavam saqueando
o país e consolidando seu poder.
Segundo Browder, Putin age na base de um “princípio da Máfia”: “tirar o
máximo de dinheiro possível do Estado e ficar no poder segurando esse
dinheiro”.
A invasão da Ucrânia soou como alerta de que não se pode confiar no
Kremlin. Moscou havia assinado um acordo para garantir a integridade
territorial do país que agora está invadindo.
Na Ucrânia, Putin tinha um semelhante no presidente filo-comunista
Viktor Yanukovych, que praticava os mesmos abusos e vivia nos mesmos
luxos espalhafatosos e crapulosos.
Browder concorda que o estilo soviético de controle e da desinformação fazem parte do plano.
Como Putin controla a maioria das fontes de informação dentro da Rússia e
a Internet ainda é relativamente livre, as pessoas se perguntam o que
ele vai fazer para controlá-la, acrescentou o empresário.
A respeito das afirmações de que a fortuna de Putin atingiria algo como
70 bilhões de dólares, Browder apenas responde: “Ouvi números maiores do
que estes”.
William 'Bill' F. Browder, em Davos 2011.
Neto de presidente do Partido Comunista dos EUA
não quer retornar à Rússia pois teme ser assassinado.
Enquanto investidor na Rússia, Browder participava regularmente dos encontros do U.S.-Russia Forum, em Washington e Moscou.
Mas como Browder começou a criticar os desmandos do Kremlin, foi expulso
do país em 2005, seus escritórios foram devassados em 2007, e seu
advogado Magnitsky desapareceu em 2008, sendo assassinado em 2009.
Browder disse conversar com muitos homens de negócios no Foro Econômico
de Davos, na Suíça, e que o 90% deles não pretendem investir mais na
Rússia porque temem que lhes aconteça o mesmo.
“Não faz sentido investir na Rússia quando há a possibilidade real de acabar morto.Não há direito de propriedade, não há direitos legais, não há regras”, explicou. “As pessoas não estão bem informadas sobre o que acontece na Rússia e
agem com base no que elas querem que a Rússia seja em lugar do que ela
realmente é. Infelizmente, a verdade sobre a Rússia é muitíssimo ruim”, acrescentou.
O Congresso americano aprovou a Sergei Magnitsky Rule of Law Accountability Act em
2012, uma lei que faz represálias econômicas e de vistos contra os
agentes envolvidos no caso de Magnitsky ou acusados de abusos contra os
direitos das pessoas.
Mas a lei precisa ser implementada, e isso não é do gosto do presidente
Obama, muito mais próximo de seu colega Vladimir Putin do que parece à
primeira vista.
Agência das Nações Unidas para os Refugiados alerta para o êxodo
provocado pelo conflito, que pode deixar quase um milhão de desalojados.
Uma mulher em fuga depois de deixar a sua casa em Grabovo BULENT KILIC/AFP
Os combates entre as forças do Exército nacional ucraniano e os
rebeldes separatistas pró-russos intensificaram-se esta terça-feira na
região Leste do país, fazendo antecipar uma nova vaga de refugiados. A
insurreição separatista, que dura há mais de quatro meses, já levou
cerca de 730 mil pessoas a abandonar a Ucrânia e procurar abrigo do
outro lado da fronteira, em território russo — onde continua concentrado
um largo contigente de tropas de Moscou em exercícios militares.
Os
números relativos aos desalojados pelo conflito na Ucrânia foram
avançados pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados
(ACNUR), que manifestou a sua preocupação com o êxodo populacional e com
as condições que estes refugiados estão a enfrentar e nas quais estão a
sobreviver. “As pessoas que estão a cruzar a fronteira não são
turistas, são famílias em fuga. Grande parte passa a fronteira a pé, com
poucos pertences em sacos plásticos. Estão totalmente desprotegidos e
desamparados”, salientou Vincent Cochetel, o diretor para a Europa
daquela agência internacional.
Os
serviços de imigração russos confirmaram a entrega de 168 mil pedidos
para a autorização de residência de cidadãos ucranianos desde o início
do ano. Mas além dos ucranianos que escolheram fugir para a Rússia, os
responsáveis da ONU referiram a existência de mais 117 mil pessoas que
abandonaram as suas residências nas zonas de Donetsk e Lugansk em
direção a outras cidades ucranianas: um movimento migratório interno
que cresce diariamente, com pelo menos mais 1200 refugiados a fugir do
teatro de guerra a cada 24 horas.
Desde
Abril, a rebelião separatista provocou a morte de mais de 1100 pessoas:
soldados ucranianos, combatentes pró-russos e civis, atualizou o
comissariado da ONU para os Direitos Humanos.
Os
confrontos entre as tropas nacionais e os rebeldes separatistas
prosseguiram esta terça-feira com ataques aéreos e ofensivas terrestres.
Segundo informou o Governo de Kiev, o Exército teve 26 enfrentamentos
diretos com as forças pró-russas em 24 horas — que causaram a morte de
três soldados e 46 feridos — e realizou várias missões aéreas que
atingiram posições rebeldes e armazéns de equipamento militar.
O
Governo ucraniano denunciou ainda como uma “provocação” a realização de
exercícios bélicos pelo Exército da Rússia na região de fronteira. Num
comunicado conjunto do ministério da Defesa e dos Negócios Estrangeiros,
Kiev exprimiu o seu “alarme” pela presença de um largo contingente
militar, que inclui pelo menos uma centena de aviões de combate, junto à
fronteira, e exigiu a imediata retirada das forças russas. “A Ucrânia
considera que o prolongamento destas manobras sem precedentes junto à
fronteira constitui uma provocação”, sublinhou o porta-voz do ministério
da Defesa, Andrii Lisenko.
Fontes
militares citadas pela Reuters acusaram a Força Aérea russa de violação
do espaço aéreo da Ucrânia, referindo a presença de drones e aviões de
guerra do país vizinho no seu território. As mesmas fontes explicaram
ainda que os combates tinham forçado 311 soldados e agentes
alfandegários ucranianos a cruzar a fronteira para o lado da Rússia na
segunda-feira: ontem, no regresso ao país, os homens (que estavam
desarmados) foram recebidos a tiro pelos separatistas, que controlam a
cidade de Horlivka, a cerca de 100 quilômetros da fronteira.
Apesar
da resistência dos rebeldes, o Exército da Ucrânia reclamou ganhos
importantes no terreno. As tropas nacionais encontram-se agora em
posição de avançar para as cidades de Donetsk e Lugansk, disse Andri
Lisenko, prometendo "libertar essas cidades” de separatistas. A BBC
reporta fortes combates, com tiroteios e explosões na área suburbana de
Donetsk, que está parcialmente às escuras depois de várias subestações
elétricas terem sido atingidas por morteiros. Segundo fontes
municipais, as hostilidades, que começaram por volta das 17h locais, já
provocaram a morte de dois civis.
Documentário sobre a imigração
ucraniana no Paraná
Este documentário mostra a saga de um povo, suas agruras, seu trabalho, suas esperanças e, sobretudo, a profunda fé em Deus que sempre norteou o povo ucraniano.
Constituído de quatro episódios. Cada episódio contém dois blocos. Portanto, são oito blocos no total que compõem todo o documentário. Para acessar os blocos, basta dar um duplo clique no link que aparece após cada ementa do episódio e depois assistir os dois blocos dentro do episódio.
O primeiro episódio da
série Made In Ucrânia, editada do documentário de mesmo nome, com direção e
roteiro de Guto Pasko, faz um resgate histórico da imigração ucraniana no
Paraná, que por mais de um século mantém vivas as tradições e costumes desse
povo. O documentário trata da dificuldade econômica, da dominação política, da
fé, da luta, dos sonhos, da esperança e se preocupa em fazer um retrato da
bravura desse povo que, com todas as dificuldades, jamais se entrega.
Com roteiro e direção de
Guto Pasko, o segundo episódio da série Made in Ucrânia apresenta um pouco mais
sobre a vinda dos ucranianos para o Brasil e o recomeço da vida após a Guerra.
Neste episódio do documentário de Guto Pasko
um pouco mais da história da Ucrânia e das tradições que ainda são mantidas
pelos imigrantes que vivem no Paraná. O encontro emocionante de uma família que
foi dividida pela Guerra, quando alguns membros fugiram para o Brasil.
A exibição do último episódio do documentário
que, por meio de depoimentos reconta a trajetória de um povo, completa o
resgate histórico proposto. A apresentação de um panorama sobre a Ucrânia e os
principais acontecimentos políticos que marcaram a história do país e
evidenciam que, mesmo um século depois, a situação econômica e política não
mudou muito e os ciclos imigratórios continuam.
O Governo português escolheu o seu comissário a pensar no seu interesse interno.
1. Entre a série de episódios para a escolha
do próximo comissário português (Carlos Moedas irá para Bruxelas), e a crise da
Ucrânia, que a Europa não viu chegar, a escolha pareceu-me inicialmente muito
difícil. Depois, percebi que não era preciso escolher. São as várias dimensões
em que hoje se reflete o destino da União Europeia, que é também o nosso
destino.
Comecemos pela
Ucrânia. O que está em jogo começa a pôr em causa a segurança europeia. Depende
de uma questão fulcral: como
lidar com Vladimir Putin, uma pergunta a que a Europa teve sempre
dificuldade em responder. Compreende-se. Nunca conseguiu construir uma política
comum para o relacionamento com a Rússia. Cada um olhava para Moscou na
perspectiva do seu interesse próprio. As coisas mudaram radicalmente na última
semana. E puderam mudar, graças a uma mudança fundamental que ocorreu em
Berlim. Não vale a pena repetir até que ponto a Alemanha tem interesses
econômicos com a Rússia, representando mais de um terço das trocas comerciais
entre a União e o seu grande vizinho de Leste. Continua às voltas com o seu
papel de liderança europeia – os analistas chamam-lhe “potência hegemônica
relutante”. A chanceler levou tempo a perceber, mas acabou por chegar lá. Como
disse o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, “é a segurança europeia que
está em causa”. E isso pode valer bastante mais do que a economia. Merkel já avisou os alemães que
haverá um preço a pagar. Em muito pouco tempo, Berlim passou a defender
sanções que se dirigem aos principais setores da economia e que terão um
impacto profundo. A gota que fez transbordar o copo foi a tragédia do avião da
Malásia. Berlim ainda ficou à espera da resposta de Putin, que se fez tardar,
alimentando a esperança de alguma abertura. Não foi assim. Putin decidiu-se por uma
fuga para a frente. Fornece
material cada vez mais pesado aos combatentes pró-russos (e provavelmente
soldados), quer impedir o acesso aos destroços do avião. Merkel, que
mantém uma linha de comunicação com o Kremlin, entendeu que os dois falavam
linguagens absolutamente diferentes. “Ele
não vive no nosso mundo” foi uma das primeiras coisas que disse a Obama
quando o conflito rebentou. Hoje percebe-se que é um conflito em moldes que a
Europa já se tinha esquecido de que podiam vir alguma vez a acontecer. Putin pode facilmente manter uma
guerra intermitente na Ucrânia, desestabilizando toda a região e desafiando
diretamente os Estados Unidos e a Europa. Pode encontrar (inventar é
mais o seu gênero) um pretexto para desestabilizar países como os bálticos. As
sanções podem ajudar alguma coisa? Os russos, ao contrário dos europeus,
conseguem suportar grandes sacrifícios, mas não todos os sacrifícios. Os amigos
oligarcas de Putin querem continuar a ser oligarcas. A ameaça energética pode
resultar aqui e ali, mas tem um efeito de boomerang.
A Europa é o maior cliente da energia russa e aquele que paga mais caro e a
horas. A proibição de venda de tecnologia de ponta para o setor energético e
para a defesa fará estragos. A proibição dos bancos russos estatais de acesso
aos mercados financeiros europeus não é fácil de resolver. O risco, como diz a
chanceler, é Putin não
viver no nosso mundo. E o risco ainda maior é a Europa não perceber que
esse mundo em que ele vive pode ser o mundo de amanhã. A imprensa britânica
noticiou que a chanceler estava a negociar secretamente com Putin para chegar a
um acordo que lhe salvasse a face. A de Putin, naturalmente. São boas notícias,
porque agora o fará numa posição muito mais forte.
2. Recuemos agora
para a boa e velha Europa, que também mudou muito nos últimos tempos. A escolha
da nova Comissão está a sofrer as consequências dessa mudança. Primeiro, os
Governos perderam o controle da escolha do sucessor de Barroso quase sem se
darem por isso. O Parlamento Europeu, que está fascinado com o novo poder que o
Tratado de Lisboa lhe dá, quer manter um controlo apertado sobre a composição
da Comissão. Juncker sabe disso e está desesperado com a desatenção dos
Governos. Precisa de uma Comissão que ajude a restituir-lhe a força que foi
perdendo. Os nomes que tem na mesa não chegam para cumprir um dos critérios do
PE: o equilíbrio entre homens e mulheres. Provavelmente, vai ter de pedir a
alguns Governos que lhe mandem outra pessoa. O problema é que, como sabemos
pela nossa própria experiência, esta escolha obedece mais a critérios políticos
internos do que europeus, complicando cada vez mais a tarefa. O Tratado de
Lisboa diz que os Governos “dão sugestões de nomes”, mas a “seleção” cabe ao
presidente. Juncker pode ter aqui alguma margem de manobra junto dos Governos.
A questão mais lamentável é que, nesta habitual mercearia, ninguém se lembra de
olhar lá para fora, para a Ucrânia ou para o Médio Oriente, limitando-se a
discutir se o novo chefe da diplomacia europeia é mulher ou homem, socialista
ou conservador, mas nunca a sua capacidade de transformar este cargo numa coisa
a sério.
Um ‘exército de assassinos’ e ciberguerreiros da contrainformação é a arma secreta de Putin, diz “Foreign Policy”
‘Exército de assassinos’ e ciberguerreiros da contrainformação
é arma secreta de Putin
A reputada revista “Foreign Policy”
abordou um tema assustador. Segundo ela, a crise da Ucrânia vem
revelando que o GRU, o aparelho de inteligência militar da Rússia,
formou um ‘exército de assassinos’ que constitui a arma secreta de
Putin.
O GRU (Glavnoe Razvedyvatelnoe Upravlenie) já está agindo como
“importante instrumento de política externa, dilacerando um país com
apenas um punhado de agentes e um monte de armas”, escreveu.
O GRU está mostrando ao mundo como a Rússia pretende combater suas
futuras guerras misturando violência cirúrgica, subversão, negação
sistemática dos atos praticados e golpes desferidos nas sombras.
O GRU constituiu outrora o maior sistema de serviços secretos baseado em
embaixadas, redes de agentes disfarçados e nove brigadas de ‘forças
especiais’ conhecidas como Spetsnaz, ou “destacamentos para fins especiais”, frequentemente inconfessáveis.
Porém, desde que o presidente Vladimir Putin assumiu a direção do
Serviço Federal de Segurança (FSB), herdeiro da KGB, os objetivos e
métodos foram atualizados para a era das ciberguerras e dos conflitos
geopolíticos.
A anexação da Crimeia constituiu o primeiro triunfo da nova GRU. Ela
estudou a região, mensurou as forças ucranianas no local, espionou suas
comunicações e apoiou os “homenzinhos verdes” que velozmente se
apossaram dos pontos estratégicos da península até se revelarem soldados
da Rússia. Muitos deles vinham da antiga Spetsnaz.
A maioria dos insurgentes do leste ucraniano é ucraniana ou “turistas
bélicos” russos. Mas isto é só o contingente de base: os homens chave
que encorajam a rebelião, passam os mercenários pela fronteira e
fornecem as armas vindas de Moscou são agentes do GRU.
Igor Girkin, ou 'Igor Strelkov'.
Agente do GRU russo comanda a defesa de Donetsk
O autodenominado Ministro de Defesa da República separatista do Povo de
Donetsk, Igor Strelkov, cujo nome real é Igor Girkin, é oficial na ativa
ou na reserva do GRU. É ele quem dirige essa “república popular” e mais
ninguém.
A União Europeia já identificou Strelkov, ou Girkin, e o incluiu na
lista dos nomes objeto de retaliações. Mas ele não parece ter-se
incomodado muito com elas.
Segundo “Foreign Policy”, quando o “Batalhão Vostok” apareceu no leste ucraniano, ficou evidente que o GRU tinha completado sua metamorfose.
O “Batalhão Vostok”, na sua versão atual, está composto por combatentes
chechenos, armados com equipamentos uniformes e dotados de transportes
blindados. Reúne também ex-terroristas, desertores de guerrilhas e de
gangues criminosas.
O “Vostok” não externou muito interesse em lutar contra o exército de
Kiev. Ele visou garantir a autoridade de Moscou sobre a região e
evidenciou a nova estratégia de Moscou: uma guerra “não-linear”, ou
“híbrida”, tocada na base da violência, da desinformação, de pressões
políticas e econômicas, além de operações bélicas camufladas, em lugar
de uma ofensiva regular ou previsível.
Não é apenas uma “guerra híbrida” adaptada à Ucrânia, mas é o plano de Moscou para atingir seus adversários no dia de hoje por toda parte no mundo.
O comandante geral da GRU explicou a um obscuro jornal militar russo que
a nova guerra envolve “um largo uso da política, da economia, da
informação, do humanitarismo e outras manobras não-militares ...
completadas por recursos bélicos com um caráter encoberto”, sem excluir o
uso das “forças especiais” dos assassinos da Spetsnaz.
O conflito será combatido por espiões, comandos, hackers, ‘joguetes’ e
mercenários. Quer dizer – escreve “Foreign Policy” – o tipo de operações
para os quais são treinadas as ‘forças especiais’ inclui o assassinato,
a sabotagem, e desnorteamento do adversário.
Passado de Putin nos serviços secretos, pesou na opção
A NATO e o Ocidente não têm uma resposta eficaz contra esta estratégia
na aparência caótica ou confusionista, mas que se está revelando muito
danosa.
A NATO é uma aliança militar construída contra uma agressão aberta ou
uma guerra declarada. Mas foi incapaz de responder a ofensivas como o
ciberataque contra a Estônia de 2007.
A ideia de uma ofensiva de tanques passando por cima das fronteiras
ficou superada por um novo tipo de guerra que combina subterfúgios,
aliando-se com grupos dissidentes dentro do adversário visado, além de
dissimuladas intervenções letais das Spetsnaz.
A NATO é mais forte em termos estritamente militares, mas se a Rússia
consegue abrir fraturas políticas no Ocidente, executar ações usando
grupos combatentes locais e atingir indivíduos e instalações, então não
interessa saber quem tem mais tanques ou melhores jatos.
Esse é o tipo de guerra que o GRU está preparado para fazer, conclui a
revista. E o conflito na Ucrânia parece confirmar essa conclusão.
O Ministério
dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia informou que um grupo de terroristas do
chamado "FSC", hoje (26) por volta das 17h15min. sequestrou do
orfanato de Lugansk 60 órfãos que precisam de acompanhamento médico constante.
Os
terroristas separatistas tentam levar as crianças para a Federação Russa em
dois ônibus. A médica-chefe é mantida como refém.
O MFA da
Ucrânia enviou uma nota para a Federação Russa contendo exigência categórica
para impedir a exportação ilegal de órfãos ucranianos para a Rússia.
Para obter
à atenção dos países estrangeiros e organizações internacionais divulgou a
seguinte declaração sobre este crime:
"Apelamos à comunidade internacional para
exercer todos os esforços possíveis, incluindo medidas para colocar mais
pressão sobre a Federação Russa, a fim de forçar a libertação imediata dos órfãos
ucranianos e não torná-los reféns de suas atividades criminosas e histeria
anti-ucraniana", diz a declaração.
Fonte:
Jornal “Castelo Alto”.
Poroshenko assina lei de
nova mobilização
O Presidente da Ucrânia assinou a “Lei Poroshenko número
1595-VII para a mobilização parcial" A Lei entrará em vigor na data de sua publicação.
A mensagem correspondente foi publicada no site do presidente.
Pressão sobre Moscou para alterar a sua política sobre a Ucrânia
deve passar por sanções de grande alcance econômico. Russos dizem que
cooperação na luta contra o terrorismo e o crime organizado fica
comprometida.
A União Europeia (UE) acrescentou este sábado 15 pessoas e 18
entidades à sua lista de visados por sanções à Rússia, por causa da
Ucrânia. O número pode aumentar nos próximos dias. Mas pior é o que está
na forja: sanções de uma envergadura sem precedentes contra os setores
financeiro, energético e das indústrias de defesa.
Tudo somado, as medidas que estão a ser preparadas
mergulhariam a Rússia numa profunda recessão, segundo um estudo da
Comissão Européia a que o diário espanhol El País teve acesso.
Até
aqui, a UE não chegou a acordo sobre a adoção de sanções mais graves
do que as até agora aprovadas – congelamento de bens e proibição de
viajar no espaço da UE. Mas o queda, há dez dias, de um Boeing 777 no
Leste da Ucrânia, com 298 pessoas a bordo, presumivelmente abatido por
separatistas pró-russos – e o entendimento de que a resposta de Moscou é
insuficiente – estão a contribuir para uma aproximação de posições
sobre a necessidade de medidas mais duras.
Os embaixadores dos 28
países da união reúnem-se na terça-feira em Bruxelas para se
pronunciarem sobre um pacote de sanções que, segundo a AFP, limitaria o
acesso russo a mercados financeiros, armamento, tecnologias no domínio
energético e bens susceptíveis de "dupla utilização" – militar como
civil.
O jornal britânico Financial Times noticiou que o
pacote de sanções adicionais que está a ser preparado segue de perto um
documento anteriormente distribuído aos diplomatas europeus, o qual
previa, por exemplo, a proibição de compra de acções ou obrigações de
bancos russos e restrições à venda de equipamento e tecnologia
mencionadas pela agência noticiosa.
Os passos no sentido de um
endurecimento das sanções europeias estão já a ser dados. A Comissão
preparou um documento com propostas, cuja decisão final cabe aos estados
membros. O seu presidente, Durão Barroso, referiu-se às medidas
previstas como “eficazes, bem orientadas e equilibradas”.
O
presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, escreveu na
sexta-feira aos líderes dos governos da UE uma carta, citada pela AFP,
na qual defende uma decisão que, afirma, “terá consequências importantes
na economia russa e afectará moderadamente as economias europeias”. A
esperança de muitos governos da UE é que as sanções obriguem Moscou a
alterar a sua política para a Ucrânia, diminuindo a tensão na Europa.
As
sanções em preparação procuram compatibilizar a pressão sobre a Rússia
com a salvaguarda da coesão da UE e a preservação possível dos seus
interesses. É esse o entendimento a retirar da provável adoção do
princípio de não-retroatividade, que dará à França margem de manobra
para manter a venda à Rússia das fragatas Mistral que está a construir.
No campo energético, a restrição de venda de “tecnologias sensíveis” ao
setor petrolífero, e não ao do gás, destina-se a “garantir a segurança
energética da UE” – assume Van Rompuy.
No estudo citado pelo El País
calcula-se que a “nova geração” de sanções provocaria uma queda de 1,5
pontos percentuais do Produto Interno Bruto russo em 2014 e de 4,8 em
2015. O resultado, acrescenta o jornal, seria uma profunda recessão
porque o efeito das novas medidas somar-se-ia à fuga de capitais – a que
na sexta-feira o banco central russo voltou a tentar pôr termo, com uma
subida das taxas de juro para 8% – ou às fortes quebras da bolsa, que
desde o início do ano caiu 7%.
“Entusiasmo” terrorista Com
os nomes divulgados este sábado, a lista de visados pelo congelamento
de bens e proibição de viajar no espaço europeu – sanções que a UE tem
vindo a adoptar contra quem apoiou “ativamente a anexação da Criméia”
ou a “desestabilização do Leste da Ucrânia” – tem agora 87 pessoas e 20
entidades, russas e ucranianas.
A lista passou a incluir os chefes
dos serviços de segurança, FSB, Nikolai Bortnikov; o chefe dos serviços
de informações externas, Mikhail Fradkov; o secretário do Conselho de
Segurança, Nikolai Patrouchev, antigo chefe do FSB; ou o presidente
tchecheno, Ramzan Kadirov. Dela fazem também parte líderes e grupos
separatistas pró-russos e empresas com sede na Crimeia.
A reacção
russa foi imediata e dura. O Ministério dos Negócios Estrangeiros acusou
a UE de pôr em perigo a cooperação no domínio da segurança e minar
desse modo a luta contra o terrorismo e o crime organizado. Um
comunicado citado pela Reuters menciona elementos dessa cooperação que
poderão ser postos em causa: “o combate à proliferação de armas de
destruição maciça, terrorismo, crime organizado e outros desafios e
perigos”. “Estamos certos de que essas decisões serão aceites com
entusiasmo pelo terrorismo global”, acrescenta.
Combatentes [leia-se mercenários - por que usam máscara?] russos numa das áreas em que caíram destroços do avião, em Grabovo, na província de Donetsk
O governo da Ucrânia acusa os revolucionários pró-rússia de levarem os corpos
para Donetsk e de destruir provas.
As
equipes da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE)
já chegaram à área do desastre, mas os combatentes pró-russos não facilitaram o seu acesso aos vários locais por onde estão espalhados os destroços do voo MH17 e os corpos das 298 pessoas que seguiam a bordo.
Assim que chegaram ao local, as equipes da OSCE foram impedidas de ver
os destroços, mas pouco depois a agência Reuters afirmava que alguns
deles tinham recebido autorização para investigar apenas um dos locais.
Segundo a mesma agência, os revolucionários disseram aos elementos
da OSCE que iriam informá-los sobre o resultado das suas próprias
investigações.