sexta-feira, 14 de novembro de 2014

RESGATANDO A VERDADE: O QUE É "MUNDO RUSSO"?

Postado originalmente neste blog em 05.03.2011
Repostado em: 14/11/2014
O Editor.
O que é “Рускій мір”? - ("Mundo russo")?
 Ihor Losyev
Quem hoje vai determinar o valor do "Mundo russo?" Evidentemente, isso só pode acontecer na Rússia, e somente no Patriarcado de Moscou e algumas outras estruturas como a Administração presidencial, o FSB (Serviço Federal de Segurança), SVR (Serviço de Inteligência Externa), GRU (Direção Principal de Inteligência) etc.
A civilização russa na verdade tem certas características que a impedem assemelhar-se à Europa ou Ásia, porque tem traços de Bizâncio, considerados por muitos russos cultos, até hoje, como matriz original de sua cultura e história.
Bizâncio, como sabemos, era um Estado ideocrático onde a ideologia era fundamental nas decisões, muito mais importante do que a vida real. Os aspectos simbólicos dominavam a pragmasticidade. A ideologia era o sustentáculo, mas o chefe de Estado tinha a palavra final em todas as disputas ideológicas. Rússia herdou inteiramente essa primazia da ideologia bizantina sobre a vida, especialmente quando o Estado, na pessoa de seu líder, e sua igreja oficial, se apresenta como principal e único ideólogo, que não aceita concorrência e, na melhor das hipóteses poderá apenas aceitar a existência de concorrentes puramente marginais.
Os "Tzares" russos tinham precedência em relação aos metropolitas e patriarcas da igreja russa, o que inteiramente inseria-se no esquema bizantino do "cesarepapismo" (reciprocidade entre o governo do imperador e igreja em Bizâncio, quando, de fato, o imperador também era o presidente da igreja - O.K.). Era o "Tzar" moscovita que decidia quem estava com a razão, neste ou naquele conflito ideológico. Depois de Pedro I, quando os russos tomaram conhecimento que existe um outro mundo ocidental, com tendências seculares (divisão da existência social em duas esferas de igualdade de direitos - laica e espiritual), a igreja, como co-autora da autoridade "tzarista" no reino ideológico foi deslocada para segundo plano, o que, principalmente, foi acusado pela cassação do Patriarcado de Moscou e sua substituição por Santíssimo Sínodo sob o controle total do Estado. Isto privou, por determinado tempo, o já império de Petersburgo da ideologia ortodoxa imperial da anterior totalidade. Por isso, no início do século XIX foi formulada uma nova e fundamental ideologia de sincretismo religioso - estatal: "ortodoxia, monarquia (absoluta), povo. (Seu autor foi o Ministro do Ensino conde Uvarov).
Depois de 1917, no bolchevismo, a totalidade da ideologização na vida da Rússia vermelha alcançou a esfera mais ampla. A versão russificada do marxismo assumiu a missão de esclarecertudo para a vida dos súditos do império comunista. Essa ideologia fundamentava cada passo não apenas no interior do país, mas também todas as ações da URSS no mundo. Todo líder do partido comunista deveria ser também seu maior teórico, que "criativamente fomenta o marxismo-leninismo". Os lideres menores também deviam ser ideólogos de menor calibre e, portanto, obrigatoriamente, tinham consigo um livro, não escrito por eles, ou pelo menos uma coleção de textos de seus discursos ou apresentações públicas, sobre o marxismo. O poder político da URSS era impossível sem a auréola ideológica, sem participação da "ideocracia de tradições sagradas". No entanto, na União Soviética o centro ideológico devia ser único, sem permissão para nenhum centrismo político. Precisamente a ideologia, ao lado da violência por parte dos funcionários específicos, e da enorme máquina burocrática mantinha o império comunista, de etnias extraordinariamente diversas, da segregação.
Orfandade ideológica do pós-comunismo russo
Após 1991 tornou-se claro que a Federação Russa tendo mísseis, funcionários específicos, nafta e gás, não tinha um sistema totalmente ideológico que justificasse este Estado e sua aspiração para uma desenfreada expansão externa, em primeira etapa, entre os limites territoriais da antiga URSS. A presença do caos ideológico, divergência de opiniões, concorrência de idéias, que é norma numa comunidade democrática, essencial para uma formação cadenciada de idéias e consenso, assustava os russos (e não somente os governantes). Isso era absolutamente insólito, pois em toda sua história secular, Rússia viveu não mais que 20-30 anos de liberdade ideológica. E estes poucos anos consideravam-se em historiografia, na maioria dos casos, como ruína.
Aos russos parecia, e parece que a liberdade espiritual é extraordinariamente perigosa e pode conduzir à desintegração da Rússia, como aconteceu com a União Soviética.
Bóris Iéltsin exigia dos políticos e cientistas conceberem a idéia nacional russa. Era necessária a mais alta sanção ideológica para todas as etapas práticas do Estado russo para criação do próprio neo-império, potente centro de força na arena mundial. O que poderia vir a ser fundamental para tal complexo ideológico? Certamente não faliu a idéia comunista. Nem o nacionalismo russo na aparência genuína, porque ele criava problemas nos territórios nacionais da própria Rússia, não mencionando os Estados vizinhos.
Muito perspectiva se apresentou a global e nacionalista idéia do "Mundo russo". Ela deve ser nacionalista para os russos étnicos e supranacional para os não russos. Como maior propagandista desta idéia projetou-se o Patriarca de Moscou.

Ações de conquista do Patriarca Cirilo
 

Putin (C) Patriarca Cirilo (D)
Segundo o pensamento do líder da Igreja Ortodoxa russa, anunciado na IV Assembléia do "Mundo russo", o "Mundo russo" é uma civilização única, não é ocidental nem oriental, e se contrapõe a todas as outras na ideologia, mentalidade e ética. São estes três elementos que persistem pela fronteira invisível entre ele e outros "mundos". Entretanto, geograficamente e historicamente este "mundo" prende-se não a outros territórios étnicos russos, mas a Kyiv e Dnipró. É como se fosse justamente aí, há mil anos, no pensamento de Cirilo que tivesse nascido este "Mundo russo". É a tentativa de imposição da atual rede de idéias político-culturais russas a Ukraina atual convertendo-a em robô de subsistema do sistema russo. Nesta ideologia neo-imperial tudo se constrói no subsolo de todo o sistema de mitos históricos.
O Patriarca de Moscou, não obstante dados históricos, novamente produz o quadro do nascimento da Rússia... nas margens do Dnipró.
E o esquema virtual-globalista do "Mundo russo" é propenso a dissolver completamente a Ukraina e tudo o que é ukrainiano (como a Bielorrússia e tudo o que é bielorrusso) na imensidão russa. Ele novamente, como nos tempos do império russo e URSS identifica a idéia "ruskyi" e "rosiyskyi", "Rus" e "Rússia"¹. Entretanto faz certa cortesia para o lado ukrainiano para entrar em acordo, porque atualmente a identificação no estilo Karamzin (historiador russo, 1766-1826) parece muito cômica.
 
Nikita Khrushchov
Neste "Mundo russo" a Igreja Ortodoxa russa deve distinguir-se com a peculiaridade de policial ideológico e carcereiro que não reconhece fronteiras. Neste papel, de acordo com Cirilo, a sua igreja tem a sanção diretamente de Deus. Em outras palavras trata-se de uma estrutura "escolhida por Deus" que atribuía a si o direito de dispor do destino histórico de outros povos e países. Particularmente causa impressão a frase do dirigente da Igreja Ortodoxa russa do Patriarcado de Moscou (ROC-MP): Nós definimos o que é bom ou ruim com base em valores do "Mundo russo". Isso lembra bem as palavras de Lênin no Terceiro Congresso do Komsomol russo: "É moral tudo o que serve à causa do proletariado". Mas então, como agora, a pergunta é: quem define exatamente o que serve, e o que - não? Primeiramente isso definia Lênin, depois Stalin, depois Nikita Khrushchov, e depois Leonid IlyichBrezhnev.
 
Leonid Ilych Brezhnev
Quem hoje vai determinar o valor do "Mundo russo?" Evidentemente, isso só pode acontecer na Rússia e somente no Patriarcado de Moscou e algumas outras estruturas como a Administração presidencial, o FSB (Serviço Federal de Segurança), SVR (Serviço de Inteligência Externa), GRU (Direção Principal de Inteligência) etc. Mas o hierarca da igreja e bispo cristão, se ele serve a Cristo, não a César (ou quer ser o próprio César) não deveria assumir os valores ideológico-geopolíticos, e sim os valores do Evangelho.
Aqui nós vemos tentativas de criar uma superestrutura russa com rígido controle político e ideológico dos Estados recentemente independentes da antiga União Soviética, e se levar sorte, até mesmo sobre os Estados da península dos Bálcãs. É o desejo ideológico-político sobre os países vizinhos, e esta sede de dominância não conseguem ocultar as doces palavras do Patriarca Cirilo. As diligências do Patriarca mais uma vez convencem: Rússia absolutamente não pensa em se tornar democrática, ela pretende permanecer autoritária e despótica. E todas as declarações sobre "democracia e soberania" destinam-se apenas para enganar a opinião pública mundial. A perspectiva de criação do "Mundo russo" obriga lembrar os 70 anos de formação do "povo soviético", e seu resultado final.
(¹) "Rus" - antigo nome da Ukraina, do qual Rússia se apoderou, transformando-o em Rússia. Ver o artigo anterior: Gênese da Ucrânia). "ruskyi" - natural da "Rus" "rosiyskyi" - natural da Rússia.

Tradução: Oksana Kowaltschuk
Fotoformatação: A.Oliynik

terça-feira, 11 de novembro de 2014

RESGATANDO A VERDADE: CONHEÇA A GÊNESE DA UCRÂNIA

GÊNESE DA UCRÂNIA

Postado originalmente em: 24/02/2011
Respostado em: 11/11/2014

Mapa da Ukraina
RUS – UKRAINA
A história do povo ukrainiano começa há muitos séculos.
Na margem direita do rio Desna, em Chernihov, foram encontrados em cavernas de pedra e ossos, diversos objetos: buris, facas, pontas, artefatos de ossos e chifres, estatuetas femininas e de animais, braceletes de osso e outros. Nestas cavernas havia buracos cheios de carvão de osso e cinzas, que remetem a 20 mil anos atrás.

Em épocas menos remotas o território ukrainiano foi habitado por citas, godos, hunos e outros povos. No entanto, o ponto de partida para a formação do Estado e da cultura ukrainiana considera-se a Idade Média.
Foi a partir de 980 que Keiv, fundada no final do século V teve grande desenvolvimento e influência na região. Era sede de seus monarcas. Em 988 toda Nação denominava-se “Kyivska Rus”¹. Foi batizada na fé cristã pelo monarca Volodymyr. O batismo foi nas águas do rio Dnipró.

No século XI tornou-se uma das principais cidades do mundo civilizado e uma das cidades mais prósperas da Europa. Contava com cerca de 400 igrejas e a primeira biblioteca. Possuía cerca de 50 mil habitantes.
Kamil Delamarr, membro da Câmara do II Império², em seu memorial intitulado “Un peuple evropeen… diz aos franceses que os Moscovitas [nome verdadeiro dos russos - O Cossaco] e “Rusyny” ou “Ruski” - são dois povos completamente diversos.

“Rusyny” ou “”Rutyny”, anteriormente tinham o nome de “Rusyny” e “Ruski” (Russiens et Russes) foram dominados e, no século XVIII os Moscovitas (assim conhecidos até então) apropriaram-se de seu nome, para legitimar, “evidente direito” de dominar esta nação. Desta maneira “Ruski” e “Moscovitas” hoje parecem sinônimos, quando, na verdade estes nomes e estas nações são radicalmente diversos.

Essa mistura deu a possibilidade aos moscovitas atribuir a si a história dos “Rusynos”. Mas a história não deve esquecer, que até Pedro I (1672-1725) que reinou de 1682 até 1725, diz Delamarr, aquela nação, que hoje chamamos Russa, chamava-se Moscovita, e sua terra Moscovia.

No final do século XVII, todos na França e Europa sabiam bem dessa distinção. A mudança aconteceu exclusivamente por motivo de que o governo de Petersburgo (ex-capital da Rússia) trabalhou mais de século para, confundir o verdadeiro significado destes nomes, e assim conseguir completa dominação.

G. Pivtorak, membro da Academia Nacional de Ciências da Ukraina, doutor de Filologia, professor, e historiador, escreve: 
"Na maior parte do território da Moscóvia, as pessoas comuns não se identificavam com nenhum grupo étnico e não possuíam um etnônimo, denominavam-se apenas como “cristãos”. O nome dos camponeses na língua russa não vem do local de sua vivência como na Ukraina e Bielorrússia. Moscou, primeiramente como uma pequena aldeia, é mencionada somente em 1147 e este nome foi atribuído a todo o país. Seus governantes chamavam-se príncipes, depois - grão-duques, mais tarde - reis. “Tzar” em russo. O povo em geral, pessoas de Moscou."

A denominação “Moscou”, Moskovyya” “Moskovskeie Governo” eram nomes oficiais. Assim eram chamados em toda Europa, países do Leste, Turquia, Arábia e outras nações. E os habitantes de Moscou denominavam-se “Moscovitas”.

Os ukrainianos, desde o século XV chamam seus vizinhos do leste e nordeste de moscovitas, e seu país Moscovia. Como vemos o processo de formação da nação russa concebia-se longe de Kyiv e toda sociedade primitiva original da Rus - Médio Dnipró, não tem nenhuma relação com ela.

O nome “Ukraina” aparece pela primeira vez em 1187, em histórias dos anos passados. Provavelmente a origem da palavra “Ukraina” vem da antiga palavra eslava “krai” que significa parte, segmento ou território, que pertence a tribo ou raça.

O nome “Ukraina” foi oficialmente reconhecido em 09/02/1918 pela Rússia Soviética, Alemanha, Austro-Hungria, Bulgária, Turquia. E o nome “ukrainets” (ukcrainiano) reconhecido como único e nacional, ao invés dos antigos: “ruskói”, “rusenskói”, “poludnevo-ruskói”, “rusko-ukrainskói”, “ukrainsko-ruskói, “maloruskói”, “malorosiyskói”, em 18/03/1921.

Depois da independência, 24/08/1921, o termo “Rus-Ukraina” é reconhecido tanto no meio científico como pela cultura em geral. Muitos intelectuais ukrainianos acalentam a esperança de que, quando não mais existir mais nenhuma ameaça de dominação por parte da Rússia, o nome histórico e imortal será novamente adotado.

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1) Kyivska, de Kyiv; Rus - Русь, em ukrainiano. O sinal “ь” depois da letra “c” é um sinal de abrandamento. A pronúncia é, digamos assim, mais macia.
A letra “y”, no alfabeto cirílico (ucrainiano) tem o som do nosso “u”. Não confundir com a letra cirílica “и” que é pronunciada com o som igual a “ê”. Ex: Володимир = Volodymyr (Volodêmêr).
O nome “Ukraina” lemos com hiato: U-kra-i-na.
2) … 22/05/1868 enviou aos Membros do Parlamento uma petição para introduzir na França os estudos das línguas eslavas, inclusive a ucrainiana. Ele sublinhou a unidade da Nação ukrainiana de Kuban até Hungria, e publicou o mapa das nações eslavas, o qual o governo de Petersburgo procurava localizar e destruía.
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Pesquisa: Internet
Autora: Oksana Kowaltschuk
Fotoformatação: A. Oliynik

sábado, 8 de novembro de 2014

KIRIL E PUTIN: A DUPLA DO MAL


SU-35: não é presente para um líder religioso piedoso.  Mas sim para um agente do serviço secreto.
SU-35: não é presente para um líder religioso piedoso.
Mas sim para um agente do serviço secreto.
O patriarca Kiril, líder da igreja cismática “ortodoxa” de Moscou, ganhou um jato de guerra SU-35. O caríssimo presente lhe foi dado, teoricamente, pelos operários da fábrica que produz esse engenho de morte.

O líder religioso tinha ido abençoar a fábrica militar e os operários, segundo informou o site oficial de sua igreja, citado pela agência Reuters

Segundo a Reuters, outra é a verdadeira causa do custosíssimo e extravagante presente.

O presidente Putin está usando intensivamente a imagem do chefe cismático para estimular o povo a se esforçar mais pela política imperialista militar que promove.

E como Kiril está se comportando bem no serviço que presta ao amo do Kremlin, está sendo bem pago.

“A Rússia não pode ser vassala”, teria pregado Kiril aos operários, segundo a agência estatal RIA Novosti. “Porque a Rússia não é só um país, mas toda uma civilização com um milênio de história, uma mistura cultural de enorme poder”, teria dito esse patriarca e ex-agente da sinistra KGB, onde ficou conhecido como agente “Mikhailov”. Cfr. Wikipedia)

Ele incitou os operários a trabalharem mais e melhor, “com o objetivo de nos permitir viver uma vida soberana, e para isso devemos, se necessário, ser capazes de defender a nossa pátria”.

As palavras chegaram no momento em que Vladimir Putin promove a guerra contra a Ucrânia a sua invasão.

O alinhamento do patriarcado de Moscou com as vontades supremas de Putin visa reescravizar os países que jaziam outrora sob a bota da União Soviética. E, para isso, a “igreja ortodoxa russa” é um instrumento necessário para lograr 165 milhões de russos e povos de antigas repúblicas soviéticas.

Kiril é uma peça importante na montagem putiniana de uma rede planetária de "companheiros de viagem".
Kiril é uma peça importante na montagem putiniana
de uma rede planetária de "companheiros de viagem".
Para os críticos, a Igreja Ortodoxa Russa age como um ministério de Putin, inclusive em áreas não religiosas como as Relações Exteriores, fornecendo garantias ‘morais’ e ‘religiosas’ aos golpes do chefe do Kremlin.

Kiril perdeu a fidelidade da grande maioria dos seguidores do patriarcado de Moscou na Ucrânia após a autocriação do patriarcado de Kiev, o qual se cindiu do de Moscou com a independência da Ucrânia.

Após a guerra do Kremlin contra a soberania ucraniana, dezenas de paróquias que outrora obedeciam a Moscou estão passando para o patriarcado de Kiev.

A soldadesca que alimenta a rebelião do leste ucraniano vem sendo denunciada repetidamente por representantes de várias confissões do clero local. A causa são as violências e os crimes praticados para forçar a população a aderir ao mal visto patriarcado de Moscou.

Fonte: Flagelo russo.

Ucrânia acusa Rússia de nova incursão militar no país

Caro Leitor:
Fazer "acordo" com a Rússia é o mesmo que fazer acordo com o vampiro, dar-lhe a chave do banco de sangue e esperar que ele não o beba.
O Editor.

Ucrânia acusa Rússia de nova incursão militar no país

Kiev denunciou, esta sexta-feira, uma nova incursão militar russa em território ucraniano, nas regiões separatistas do leste do país. Isto, passada menos de uma semana das eleições de domingo nas regiões rebeldes – escrutínio considerado ilegítimo pelo Ocidente.
A Nato [OTAN] refere um aumento de tropas russas na fronteira com a Ucrânia, sem confirmar, contudo, a violação territorial, enquanto a Rússia continua a negar armar os separatistas. [As armas em poder dos mercenários russos, a soldo da rússia e que combatem na Ucrânia, devem ter sido trazidas de Marte ou de Plutão por alguma força estranha e invisível. O governo russo nunca faz nada e sempre nega tudo; e o pior: mentem como cães sarnentos que são, desde 1917. Eles se consideram "deuses" do mundo, os únicos ungidos, os demais povos é que não prestam, por isso precisam ser reformados ao seu molde - O Cossaco]
Mas Andriy Lysenko, o porta-voz do Conselho de Defesa e Segurança da Ucrânia, é perentório: “Na quinta-feira, entre o território russo e a cidade de Krasny Luch, na região de Luhansk, observámos o movimento de equipamento militar, composto por 32 tanques, 16 canhões de artilharia D30 e 30 caminhões militares Kamaz com munições e combatentes.”
Esta sexta-feira, 150 pessoas assistiram aos funerais dos dois adolescentes mortos quarta-feira, quando a escola que frequentavam, em Donetsk, foi atingida por um bombardeamento.

“A Ucrânia não está a matar cães. A Ucrânia está a matar pessoas! Porque é que toda a gente se cala? Porque é que ninguém nos vê? Porque é que as nossas crianças têm de morrer? Porque é que temos de rezar?”, interroga-se uma professora dos dois jovens mortos.
Com ambas as partes a acusarem-se mutuamente de violações do cessar-fogo, acordado em setembro, na Bielorrússia, as últimas 24 horas foram as mais sangrentas, com cinco soldados mortos e 31 pessoas feridas, 15 das quais, civis. [Qualquer acordo com o governo russo é letra morta, eles assinam qualquer coisa, sabendo de antemão que não irão cumprir e depois cínica e hipocritamente posam de inocentes - O Cossaco]

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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Governo de Kiev denuncia entrada de material militar e soldados russos no Leste da Ucrânia


Na quarta-feira os separatistas tinham dito que Kiev relançara a ofensiva militar na região.

Uma casa destruída em Donetsk, onde os combates se reacenderam DIMITAR DILKOFF/AFP 








Os separatistas do Leste da Ucrânia não desmentiram ou confirmaram a notícia de que, nesta sexta-feira, um contigente de armas e homens russos entraram no seu território. "A deslocação de militares e mercenários da Rússia para a frente [de guerra] no Leste continua", disse o porta-voz do Exército ucraniano, Andriï Lissenko.
Segundo o porta-voz, "32 carros [blindados], 16 lança obuses e 30 caminhões militares Kamaz" oriundos da Rússia entraram na Ucrânia, assim como "soldados", e dirigiram-se para Krasny Loutch, na região de Lougansk. Três dos caminhões, prosseguiu esta fonte, citada pela AFP, transportavam estações de radar.


O conflito no Leste da Ucrânia agravou-se na última semana, depois da realização de eleições no Leste separatista — foram eleitos os órgãos representativos das autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, o que foi considerado ilegal pelo Governo de Kiev, pela União Europeia e pelos Estados Unidos, mas reconhecido como legítimo pelas autoridades de Moscou.

Na sequências das eleições, o Governo ucraniano anunciou um bloqueio ao Leste e o congelamento dos apoios estatais à região. Foram criados postos de controle de passaportes junto à "fronteira".
Nas últimas 24 horas, 30 pessoas — pelo menos 15 delas civis — morreram nos combates entre as forças separatistas e as de Kiev. Em Donetsk travavam-se combates em várias regiões e junto ao aeroporto, que ambas as partes querem controlar.

O Governo de Kiev não anunciou o regresso oficial à ofensiva militar no Leste — a 5 de Setembro foi acordado um cessar-fogo que nunca foi cumprido mas que diminuiu a extensão dos combates —, mas na quarta-feira os líderes do Leste denunciaram que o Exército ucraniano tinha lançado uma nova ofensiva. Esta informação também não foi confirmada ou desmentida por Kiev.

A escalada da tensão no Leste da Ucrânia deverá ser abordada no domingo em Pequim pelos chefes da diplomacia russa, Serguei Levrov, e americana, John Kerry, durante os encontros preparativos para o fórum econômico da Ásia-Pacífico, que se realiza na capital chinesa.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

A ESTRATÉGIA RUSSA SOBRE OS RESCALDOS DA URSS

Letônia resiste às chantagens 
e intimidações da Rússia

Fonte: Flagelo russo.
A Letônia confirmou o governo da primeira ministra Laimdota Straujuma
A Letônia confirmou o governo 
da primeira ministra Laimdota Straujuma

Após sucessivas ameaças da Rússia e a invasão da Ucrânia, a Letônia teme pelo seu futuro. Ela tem apenas 2 milhões de habitantes, 27% dos quais são etnicamente russos.

Muitos são oficiais soviéticos aposentados, que decidiram permanecer no país com suas famílias após o colapso da URSS, segundo informa “The Washington Post”. 

O Kremlin está anunciando à Letônia, em tom de agressão, que "defenderá" esses russos étnicos em seu território custe o que custar.

O pretexto é bem conhecido, já funcionou na Crimeia e está funcionando à toda no leste ucraniano.

Um alto diplomata russo foi até a capital letã para alertar contra as “consequências desastrosas” que se abateriam sobre a pequenina nação se acontecesse alguma forma de “discriminação” contra a minoria russa.

Mas a Letônia é membro da OTAN e mantém um contingente proporcionalmente grande de tropas dos EUA. 

“A Rússia e Putin acalentam um interesse geopolítico nos territórios ex-soviéticos”, disse o ministro de Defesa letão Raimonds Vejonis. “A Rússia esta tentando usar a minoria russófona como um instrumento para promover agressivamente seus objetivos”.

Perto de um terço da população fala o russo como sua língua primeira, e 13% dos russófonos não possuem cidadania letã. Além do mais, o governo letão se viu obrigado a bloquear o noticiário das TVs russas, que cobriam os eventos na Ucrânia com o evidente objetivo de minar a estabilidade social da Letônia.

Esse país já sofreu sucessivos ciberataques russos, e o Kremlin estimula as queixas dos russófonos.

O delicado equilíbrio se complica ainda mais pelo fato de o prefeito de Riga, a capital do país, ser representante do partido russófono e manifestar seu mau humor com a política pró-ocidental e pró-OTAN do governo nacional.

Também o Patriarca de Moscou, Kirill, chefe do cisma russo, que conta com numerosos seguidores na Letônia, aproveita o pretexto religioso para desordenar internamente esse pequeno país.

Tropas americanas em manobras na Letônia
Tropas americanas em manobras na Letônia
Nas eleições gerais de outubro (2014), o partido russófilo Harmonia permaneceu como o maior do país, ocupando 24 cadeiras das 100 do Legislativo. 

Contudo, devido ao conflito ucraniano, ele sofreu uma forte queda de sete cadeiras, pois detinha 31.

Isso não obstante, a coalizão governamental presidida pelo primeiro ministro Laimdota Straujuma garantiu o governo do país com 61 cadeiras e 58,8% dos votos, informou o site da Bloomberg. 

A OTAN e os EUA concordaram em reforçar sua presença militar no país, que se sente desprotegido. 

Por sua vez, a Rússia não duvidou na retaliação: sequestrou em território da Letônia um agente do serviço de segurança deste país e o levou para a Rússia. 

Simultaneamente, a Lituânia apresentou queixa pelo sequestro de um barco pesqueiro de bandeira lituana em águas internacionais. A Rússia alegou que o tripulante estava em território russo e que o barco estava pescando caranguejos ilegalmente.

Janis Urbanovics, presidente do partido putinista Harmonia, reivindicou a missão de formar um governo, apesar de ser incapaz, segundo toda evidência, de reunir o mínimo de deputados necessários para viabilizá-lo, segundo a AFP. 

Mas seu gesto sinaliza o intuito de provocar atritos úteis aos agressivos planos do amo do Kremlin.

sábado, 1 de novembro de 2014

UCRÂNIA: a dura realidade do inverno

Apesar do acordo do gás obtido em Bruxelas, o frio marca a realidade no terreno e a solução adivinha-se tardia face a um Inverno antecipado, que já se faz sentir.
Os habitantes da capital ucraniana enfrentam há vários dias temperaturas noturnas abaixo dos zero graus centígrados.
Num bloco de apartamentos de Kiev, Sergiy Popov, explica o desconforto que sente na sua própria residência:
“Quando chego a casa ao fim do dia e ainda ninguém acendeu nenhuma forma de calor, seja o aquecedor elétrico ou o fogão da cozinha, é muito duro estar no apartamento. Chego a ter medo de despir a roupa, porque podemos sentir realmente este frio.”
No leste da Ucrânia, devastado pelos confrontos entre Exército e separatistas pró-russos, a situação é ainda pior. Tetos destruídos, janelas partidas e edifícios inteiros próximos das ruínas não oferecem qualquer esperança face à chegada da estação fria, como explica Anastasia Gushchina, uma residente de Donetsk:
“O edifício inteiro vai sucumbir ao peso da neve, se não for reparado antes do Inverno. Neve e gelo, vão fazer ruir tudo”.


Fonte: euronews

domingo, 26 de outubro de 2014

MARCAS DO COMUNISMO VÃO SENDO EXTIRPADAS DA UCRÂNIA - FASCINORA LENIN VAI ABAIXO

Lenine de ponta cabeça em Kharkiv, fronteira com a Rússia.
Lenine de ponta cabeça em Kharkiv, fronteira com a Rússia.

Tratou-se de de um gesto altamente simbólico.


E altamente polêmico contra o comunismo instalado com alguns disfarces no Kremlin.

Aconteceu em Kharkiv, a segunda maior cidade ucraniana (1,5 milhão de habitantes) , segundo informou a revista francesa “L’Express”

E, além do mais, na própria fronteira com a Rússia, a 740 quilômetros de Moscou.

Numa noite de domingo, a maior estátua de Vladimir Lenine (1870-1924) na Ucrânia foi jogada de ponta cabeça, em meio à alegria geral. Lenine é um dos símbolos do comunismo culpado de milhões de mortes no país.

A maioria da população da região de Kharkiv é de língua russa, mas não quer saber da Rússia, talvez pelo fato de morar perto dela e conhecer bem o miserável regime de vida que padecem seus habitantes.

Jovens completam a destruição da maior estátua de Lenine na Ucrânia
Jovens completam a destruição da maior estátua de Lenine na Ucrânia
Resultado: o povo optou resolutamente pela Ucrânia e pelo governo de Kiev, apesar das tentativas infrutíferas de agentes putinistas de promover o separatismo e até de invadir a sede do governo regional, de onde foram logo postos para fora.

A prefeitura local não desejava a derrubada da estátua do criminoso Lenine. Tinha sobradas razões para isso, pois achava que equivaleria a puxar o bigode da fera vizinha, que já invadiu o leste do país. E mantinha um policiamento regular para evitar a consumação do desejo popular.

Mas a juventude ucraniana professa uma destemida repulsa pelo açougueiro de milhões de seus antepassados. E numa noite tranquila de outono, aproveitando ou o descanso ou a simpatia dos policiais, operários com maçaricos racharam a base da monstruosa estátua de bronze de 8,50 metros de altura.

O resto foi uma imensa festa, com a multidão puxando a corda e o monstruoso símbolo do crime igualitário caindo de ponta cabeça em meio à alegria geral.

Cruzeiro foi montado no pedestal da demolida estátua de Lenine em Kharkiv.
Cruzeiro foi montado no pedestal
da demolida estátua de Lenine em Kharkiv.
Dançou-se, cantou-se, alguns levaram seus martelinhos para dar a sua contribuição e levar seu pedacinho como lembrança. O contentamento foi indescritível. As autoridades mandaram a estátua para o ferro velho, porém alguns até ofereceram pela Internet um fragmento do símbolo odiado. 

Em seu lugar foi erigido um grande Cruzeiro, para maior escárnio de Vladimir Putin. 

O fato não foi pioneiro. A derrubada de estátuas de Lenine – espalhadas às centenas pelo comunismo em território ucraniano – virou notícia rotineira. Pouco antes, na cidade vizinha de Khirvik, uma estátua menor de Lenine foi serrada ao meio. 

O Ministro de Interior ucraniano, Arsene Avakov, comentou no Facebook: “Lenine? Deixai-o cair. Desde que não fira ninguém. Desde que esse lixo de ídolo comunista não aumente ainda mais o número das vítimas”.

O inquérito por vandalismo, aberto como exige a lei, foi fechado logo depois. Um jovem teria se machucado sem gravidade nos festejos populares.

Fonte: Flagelo russo.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

RÚSSIA UTILIZA MERCENÁRIOS NO LESTE DA UCRÂNIA

Congresso do Conselho da Europa reconheceu a agressão militar e apoio aos separatistas na Rússia

16 de outubro de 2014 15:11
Congresso do Conselho da Europa aprovou uma resolução sobre "o problema do separatismo na Ucrânia e nos países vizinhos."
Congresso do Conselho da Europa reconheceu a agressão militar e apoio aos separatistas na Rússia
O documento foi aprovado por uma maioria esmagadora. 71 delegados votaram a favor e 22 contra.
Resolução estabelece o reconhecimento oficial que houve intervenção militar, no caso da Rússia, na Ucrânia.
"O Congresso condena qualquer forma de invasão do leste da Ucrânia, bem como todas as outras formas de pressão sobre os seus vizinhos" - diz o documento.
"A Segurança do Continente foi seriamente ameaçada devido a violações dos princípios das normas internacionais pela Rússia. O separatismo armado, que é apoiado por mercenários e tropas estrangeiras, é contrário a tudo o que o Congresso apoiou", - observou também na resolução.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Ucrânia: Manifesto frente ao Parlamento

14/10 15:22 CET

 
A situação é tensa no Conselho, ouvido explosões
Cerca de 8 mil manifestantes, de acordo com as autoridades, a maioria militantes e simpatizantes dos partido “Liberdade” (Svoboda) e “Setor de Direita” (Pravy Sektor) reuniram-se para exigir o reconhecimento dos membros do grupo de defesa ucraniano da Segunda Guerra Mundial “Exército Insurgente da Ucrânia” (EIU) como heróis nacionais.
O partido liberdade negou qualquer envolvimento na manifestação.
O EIU ficou conhecido por ter combatido os soviéticos e conotado, de acordo com algumas fontes, com o colaboracionismo nazista.
No parlamento, onde constavam votações sobre o tema e outras leis, incluindo a nomeação do novo ministro da Defesa, a sessão foi encerrada.
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CONSELHO NOMEOU UM NOVO MINISTRO DA DEFESA

Parlamento nomeou  ministro da Defesa, Stephen Poltorak.
14 out 2014 10:45

 
Conselho nomeou um novo ministro da Defesa
Dos 293 deputados da Verkhovna Rada, 245 deputados votaram a favor de Stephen Poltorak para exercer o cargo de Ministro de Defesa da Ucrânia.
Após a votação, Stephen Poltorak prestou o juramento de fidelidade para o povo da Ucrânia.
Fonte: Verdade Ucraniana.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

RÚSSIA SUBSTITUI SUAS TROPAS NO LESTE DA UCRÂNIA POR NOVOS TERRORISTAS




Rússia substitui divisões de suas tropas na Ucrânia por novos terroristas

9 de outubro de 2014 15:25

 

Soldados russos estacionados na fronteira da Ucrânia com a Rússia, no Leste da Ucrânia, estão sendo substituídos por novos terroristas "DNR" e "FSC" treinados nos campos da Agência Central de Inteligência Russa na região de Rostov.

A informação foi transmitida em entrevista coletiva pelo porta-voz do Conselho Nacional de Segurança Ucraniano, Andrei Lysenko (foto).
Lysenko disse que a Rússia irá substituir suas tropas regulares por terroristas. 

"Temos informações de que a Rússia continua a fornecer armas a terroristas que são preparados em seus acampamentos militares. Eles irão substituir as unidades regulares das Forças Armadas Russas", disse Lysenko.

Ele também disse que a intensidade dos ataques durante a trégua tem diminuído, mas ainda estão lá.
"Para um completo cessar-fogo será preciso remover os terroristas e gangues que atacam nossas unidades em Donetsk e aeroporto Debalcevo", disse ele.

Fonte: Jornal Castelo Alto.

VICE-SECRETÁRIA DE ESTADO DOS EUA VISITA A UCRÂNIA

Vice-secretária de Estado dos EUA visita Ucrânia e deixa recados a Poroshenko e a Putin

08/10 15:29 CET
Em visita à Ucrânia, a Vice-secretária de Estado norte-americana, pressionou o país para que tome as rédeas e consiga a pacificação do seu território através da definição clara de fronteiras. Defendendo a posição norte-americana, Victoria Nuland, afirmou que a Ucrânia tem de voltar a controlar a fronteira leste do país.
Nuland afirmou ainda que a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa só pode fazer o seu trabalho, corretamente, na Ucrânia, se estiverem criadas condições as de paz:
“A OSCE é uma missão civil de observação, não é uma missão militar. Portanto, só pode funcionar em condições de paz. É assim que tem trabalhado nas áreas de estatuto especial, onde há paz, mas onde são mais necessários, onde os tiroteios continuam, eles não podem trabalhar e é por isso que insistimos, com o Presidente Poroshenko, na importância de um cessar-fogo total, particularmente, no aeroporto de Donetsk, Debaltseve, Schasttya e insistimos também na importância de dar atenção à fronteira internacional, a fronteira entre a Ucrânia e a Rússia.”
A diplomata norte-americana acrescentou ainda que o seu país já deu 10 milhões dólares em equipamentos para apoiar a guarda fronteiriça ucraniana.
“O equipamento será entregue, amanhã, na região onde decorre a operação antiterrorista, Donbas. Além disso, até ao final de 2014, os Estados Unidos da América vão disponibilizar, aos soldados ucranianos, mais 50 veículos blindados e milhares de coletes à prova de bala “, adianta a correspondente da euronews na Ucrânia, Maria Korenyuk.
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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

PUTIN ESTÁ ENFURECIDO

Putin cria “gulag virtual” e extingue liberdade em blogs e redes sociais

 
A partir de 1° de agosto de 2014, todos os blogs da Rússia com mais três mil visualizações – quantidade acima do muito pouco – passarão a ser controlados estritamente pelo Kremlin, noticiou o jornal portenho “Clarín”. 

Controles análogos já existiam, afogando os grandes meios de comunicação e caindo agora sobre quase todas as publicações online.

A denominada “Lei sobre os blogueiros” inclui uma série de reformas no Código Administrativo, na lei de Informação e na lei de Comunicações.

A nova legislação obriga os administradores/proprietários de um endereço virtual a fornecer informações sobre seus usuários às autoridades da “nova URSS”.

As redes sociais deverão conservar durante seis meses os dados de seus membros em servidores dentro da Rússia, ao alcance da polícia política.

Alguns servidores deixaram de publicar estatísticas ou rankings dos blogs ou sites, ou impuseram um limite máximo de 2.500 visitantes diários. Mas o governo já dispõe de mecanismos para contabilizar as visitas.

O “gulag virtual”, que vinha funcionando há tempo com discrição, agora é oficial.

Hugh Williamson, da Human Rights Watch, disse à BBC que a lei é “mais uma etapa da mão dura da Rússia contra a liberdade de expressão”.


A FSB (foto) é a herdeira da KGB


“A Internet foi a última ilha de liberdade de expressão na Rússia e com essas regulamentações draconianas ficou debaixo do tacão do governo”, acrescentou.

A liberdade de expressão, de que tanto se abusou para promover o mal e a imoralidade, agora é esmagada pela imoralidade suprema do totalitarismo de Vladimir Putin, paradoxalmente apresentado por ingênuos ou cúmplices como campeão da moralidade.

Em agosto, mais um decreto obrigou os cidadãos russos a fornecer seu número de passaporte ou de RG ao se conectarem com uma rede Wi-Fi, noticiou o site “
20minutes”.

O decreto apenas alarga lei existente, estabelecendo que “o acesso aos serviços de comunicação e de troca de dados ligados a uma conexão Internet só será permitido pelo servidor após identificação do usuário”.

O fornecedor de acesso à Internet deverá recolher o nome completo, os dados do passaporte, e estocar as informações transmitidas durante seis meses, além de registrar e guardar o tempo de conexão do usuário que fica quase como um “suspeito” para o sistema repressivo.
O decreto causou indignação. “É verdadeiramente nefasto”, escreveu em seu blog o opositor do Kremlin, Alexeï Navalny.

“Um verdadeiro Big Brother está nascendo sob os nossos olhos (…), um sistema que sabe quem escreveu o quê, quando e onde”, acrescentou.


Bancos de dados na mão do governo russo
Bancos de dados na mão do governo russo.

Uma espionagem que lança uma inquietante sombra sobre a privacidade e a intimidade dos cidadãos e que nem foi sonhada na época de Lenine e Stalin.

O governo tentou justificar o atropelo com argumentos contraditórios e manifestamente falsos. A prefeitura de Moscou disse que só funcionaria nas conexões dos Correios, mas ninguém acreditou.

O Ministério das Comunicações arguiu que o objetivo é lutar contra o terrorismo.

Ai, porém, de quem critique a Vladimir Putin, ou do ucraniano que defenda sua mãe pátria. Bem pode receber uma visita dos órgãos de segurança antiterroristas.

O mesmo Ministério disse que as redes privadas não seriam atingidas, mas logo acrescentou que todos os usuários deverão preencher um formulário especial com informações da identidade antes acessarem a Internet.

O fornecedor também poderá obter essas informações “interrogando as autoridades competentes”, esclareceu o Ministério.

O que equivale a dizer que as “autoridades competentes” já têm esses dados. Teme-se que o “gulag virtual” declare “inexistente” este ou aquele usuário, seguindo esquemas de silenciamento orwellianos.


Fonte: Flagelo russo.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

RUSSOS PROTESTAM CONTRA PUTIN E FAZEM PASSEATA PELA PAZ NA UCRÂNIA

domingo, 28 de setembro de 2014


Moscovitas bradam: “Putin, chega de mentiras!”


Dezenas de milhares de russos protestaram em Moscou  contra a guerra na Ucrânia e contra as mentiras de Putin
Dezenas de milhares de russos protestaram em Moscou
contra a guerra na Ucrânia e contra as mentiras de Putin

No domingo, 21 de setembro, dezenas de milhares de cidadãos russos participaram de uma passeata no centro de Moscou, pela paz na Ucrânia e contra o papel do Kremlin na guerra que abala o leste ucraniano, segundo informou o site francês 20minutes.fr. 


O grande cortejo incluía figuras da oposição, e muitos levavam bandeiras ucranianas enquanto bradavam slogans como “Não à guerra na Ucrânia” e “Parem com as mentiras de Putin”, constatou um jornalista da agência France Press – AFP.

Tratou-se da primeira manifestação maciça contra a guerra. Guerra essa que a mídia oficial nega que Putin esteja conduzindo.

As fraudes da informação oficial – única existente na Rússia, uma vez que a Internet acaba de perder a sua liberdade – foram denunciadas na “Marcha pela Paz”.

Dela participaram “dezenas de milhares” de pessoas segundo Sergueï Davidis, um dos organizadores, e apenas 5.000 segundo a polícia. 



“Estou persuadido de que a guerra foi provocada por Putin”, desabafou Vladimir Kachitsine, 44, que participou de cadeira de rodas. “Eu quero que Putin pare de se meter nos assuntos internos da Ucrânia”, acrescentou.
“Putin significa a guerra, ele é o chefe do partido da guerra”, defendeu o opositor Boris Nemtsov.

“Sou russo. Tenho vergonha de que Putin seja meu presidente”
“Sou russo. Tenho vergonha de que Putin seja meu presidente”

“Ele retrocederá se vir que somos numerosos, porque ele teme a seus próprios cidadãos, só o povo russo pode barrar o caminho de Putin”, disse o antigo vice-primeiro ministro de Boris Yeltsin, citado pela agência Reuters

“Esta guerra é uma loucura e um crime contra a Ucrânia, contra os habitantes do Donbass e contra os russos”, sublinhou Igor Iasine, 34.

Os promotores da passeata pediram às autoridades russas o fim da “política agressiva e irresponsável” na Ucrânia, que, segundo eles, conduz a Rússia ao isolamento, à desordem econômica e ao agravamento das “tendências fascistas”. “Essa política já custou a vida de milhares de ucranianos e de russos”, escreveram eles no Facebook.

A polícia de Moscou exibiu uma intimidatória presença em volta do cortejo anti-Putin, de acordo com jornalistas da Reuters.

Algumas dezenas de simpatizantes do restaurador da “URSS 2.0” tentaram uma contramanifestação simultânea em apoio à rebelião pró-russa, agitando bandeiras da “Nova Rússia” e da “Republica Popular de Donetsk” separatista.

Em São Petersburgo, mais de 1.000 pessoas participaram de análoga “Marcha pela Paz”, a qual, entretanto, foi proibida pelas autoridades.

Apesar do crescente mal-estar da maioria da população pacífica da Rússia diante do número de seus soldados mortos e feridos, as pesquisas – costumeiramente manipuladas pelo regime – anunciaram que Putin atingiu recordes de popularidade desde o início da repudiada guerra. 

Acredite quem quiser, ou puder.

Fonte: Flagelo Russo.