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30 Jul 2017 01:30 AM PDT
Separatistas
pró-russos no leste da Ucrânia proclamaram um novo Estado denominado Malorossía,
que significa “Rússia Menor”, mas que de fato é o primeiro passo de um processo
que visa engolir quase todo o território da Ucrânia e até parte da
Moldávia!
O líder pró-russo Alexander Zajarchenko explicou que o
novo Estado se aglutinará em volta das autoproclamadas repúblicas de Donetsk e
Lugansk. Sua Constituição será votada em referendo e a capital será a cidade de
Donetsk, informou “El Mundo” de Madri.
Esses dois
territórios sublevados pelo influxo de Moscou já tinham aprovado a secessão num
referendo em que os eleitores votavam mirados por fuzis e cujos resultados foram
contestados. No dia seguinte os “vencedores” pediram a integração na Federação
Russa.
Mas Vladimir Putin não ousou sequer reconhecer a independência
desses secessionistas. Seu plano era mais sibilino.
Ele pretendia usar
os revoltosos que já estavam sob seu controle para exigir imediatas concessões
do governo ucraniano legítimo de Kiev.
Mais na frente, ele esperava
usá-los como alavanca para engolir a Ucrânia inteira. Mas a intriga não
conseguiu quebrar o patriotismo ucraniano e ficou paralisada.
Agora
renova a tentativa com a proposta desta atreira Malorossía. “Será um Estado
sucessor da Ucrânia”, confessou Alexander Timofeev, membro do governo da
autoproclamada República Popular de Donetsk.
Os separatistas controlam só
uma parte das regiões de Lugansk e Donetsk, mas pretendem ser os donos absolutos
desses Oblasts (Estados).
Alegam que “o governo da Ucrânia
demonstrou ser um Estado falido”, sem se preocupar que nas regiões usurpadas os
separatistas nem fornecem os serviços básicos à população.
O mapa da
Malorossía vem mudando, mas inclui territórios nunca alcançados pelos
separatistas. Chegam até a Moldávia, engolindo a grande cidade ucraniana de
Odessa e todo a costa do mar Negro.
O presidente ucraniano, Petro
Poroshenko, relembrou que os separatistas são meras “marionetes da Rússia”.
Balazs Jarabik, investigador do Centro Carnegie, afirma ser
evidente que “os separatistas não poderiam sobreviver sem ajuda russa”.
Durante o conflito, os separatistas apelaram à Rússia para que essa os salvasse
anexando seus territórios.
É bem o que Putin gostaria como início
de conversa. Mas a astúcia lhe sugeriu cuidar-se. Inventou a “Novorrosía” e
tentou forjar uma guerra civil que não foi acompanhada pela população.
Foi então obrigado a engajar pesadamente tropas russas e invadir os
territórios “separatistas”, sofrendo graves perdas e desprestigiando a causa da
guerra aos olhos da opinião pública russa.
A conhecida escritora Anne
Applebaum, que está publicando o livro A fome vermelha, sobre a
história da Ucrânia, acredita que a “Rússia está por trás”.
Ela
mostra que desde os tempos da URSS, Moscou costuma “criar estados 'fake'
(falsos) baseados em territórios ocupados pela própria Rússia para
desestabilizar outros países” que ela quer engolir.
O Kremlin tomou distâncias, mas
“para inglês ver”. Pois Leonid Kalashnikov, criatura do regime e presidente do
Comitê da Duma para a Comunidade de Estados Independentes, defende que a criação
da Malorossía é “inevitável”.
Simultaneamente, o Kremlin intensificou as violações das linhas de fogo acertadas nos acordos de Minsk, estimulando ataques militares dos separatistas armados por ele.
Kurt Volker, ex-embaixador
dos EUA perante a OTAN e encarregado das negociações de paz na Ucrânia,
responsabilizou a Rússia pela retomada das violências no leste ucraniano.
Segundo ele, atualmente as partes estão se matando numa “verdadeira
guerra” que nada tem de um “conflito congelado”, como a Rússia e seus
companheiros de viagem fazem crer, noticiou a agência Reuters.
Na cidade de Kramatorsk, 700 km ao sudeste de Kiev, Kurt Volker anunciou que recomendará a Washington um maior engajamento no processo de paz. Os recentes combates na região do Donbass deixaram 12 mortos numa semana. Berlim e Paris exigiram respeito dos acordos de cessar-fogo de Minsk de 2015.
Esses estão sendo regularmente violados e
é patente que a Rússia e seus acólitos não pretendem cumpri-los. No máximo,
explorá-los para tirar vantagens.
A tensão se
estendeu até a Geórgia, no Cáucaso, onde o presidente Giorgi Margvelashvili e
seu homólogo da Ucrânia, Petro Poroshenko, criaram um Alto Conselho
Bilateral.
Esse visa “a liberdade dos territórios ocupados” pela Rússia
em ambos os países e promover “a integração total na OTAN e na União Europeia”,
noticiou a UOL.
Poroshenko qualificou os povos
ucraniano e georgiano de “vítimas da agressão da Rússia”. E agradeceu aos
voluntários georgianos que combatem contra os separatistas pró-Rússia no leste
da Ucrânia “pelo convencimento que dessa forma também lutam pela
Geórgia”.
“Apesar de termos duas regiões ocupadas (pela Rússia), estamos
orientados para a cooperação e a amizade”, acrescentou o presidente georgiano
Margvelashvili.
Ele se referia às autoproclamadas repúblicas de Abecásia
e Ossétia do Sul, que o Kremlin considera Estados independentes após engoli-los
pela força das armas na guerra russo-georgiana de 2008.
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Seja bem-vindo! Este blog defende uma Ucrânia livre do comunismo e do jugo moscovita.
segunda-feira, 21 de agosto de 2017
KREMLIN TENTA SE APOSSAR DA UCRÂNIA
UCRÂNIA COLOCA LÊNIN NO LIXO
Estátuas de Lênin vão parar em lixões e depósitos
Por Luis Dufaur
O
fotógrafo suíço Niels Ackermann palmeou a Ucrânia durante três anos juntamente
com o jornalista francês Sébastien Gobert de “Libération”.
Eles foram
registrar que fim tiveram as inumeráveis estátuas de Lenine hoje desaparecidas
dos locais públicos.
A cabeça do monumento Dinipropetrovsk foi doada ao Museu Histórico Nacional, mas acabou posta de lado.
Sabia-se que elas
haviam sido derrubadas durante o reerguimento do povo ucraniano contra o
domínio russo representado pelo regime de Yanukovych (2010-2014).
Mas essa atitude em
face das estátuas do tirano acentuou-se ainda mais após aplicação da lei de
“desovietização”, de maio de 2015.
Pareceu uma viagem
aos porões artísticos do inferno. Os resultados ficaram compilados no álbum “Procurando
Lenine” (Looking for Lenin, ed. Noir sur
Blanc, Montricher, Suíça, 2017, 176 p.).
Mas o álbum acabou
mexendo em algo que ia além do registro fotográfico.
Ele permitiu narrar de modo diferente a
história recente da Ucrânia, as relações de força ditatorial contra o povo, as
decepções dos iludidos com o comunismo e as nostalgias da era soviética que
ainda subsistem como fantasmas de uma casa assombrada.
O fotógrafo ficou pasmo ao constatar
que cada ucraniano tem alguma coisa a contar sobre Lenine e a ação comunista
com que ele tentou esmagar o país, massacrando milhões, expropriando as
propriedades particulares, fechando a Igreja Católica e tentando fazer desaparecer
por completo a alma, a cultura e a identidade nacional ucraniana.
Mães
de família, professores, policiais, políticos, operários, camponeses, todos têm
uma história de dor para contar, até o momento em que não mais havia na sua
aldeia uma estátua do assassino de massa russo.
Os ucranianos
deixaram bem claro o que pensavam da emblemática estátua do ditador em Kiev
Niels
conta que as derrubadas de imagens de Lenine começaram antes mesmo da queda de
Yanukovich. Uma delas chegou a ser jogada por terra na Ucrânia ocidental antes
da extinção da URSS.
A
primeira onda de desmantelamentos do odiado líder comunista se deu na década de
1990.
Após
a Declaração de Independência da Ucrânia – em 24 de agosto de 1991, a qual foi
ratificada em plebiscito por 90% da população –, em quatro ou cinco anos foi
suprimida a metade das 5.500 estátuas que a URSS havia espalhado por tudo
quanto é canto.
Em
8 de dezembro de 2013 começou em Kiev a leninopad [“queda dos Lenines”],
quando uma estátua principal do tirano comunista, no centro da capital, foi
desatarraxada e estraçalhada, caracterizando o início da revolução libertadora.
O
povo se jogou encima dela e a estilhaçou com golpes de marreta, picas e paus,
com uma ferocidade que fez lembrar os alemães derrubando o Muro de Berlim.
Não
era uma revanche contra o homem Lenine, mas contra o regime que ele fundou e a
estátua encarnou, contra o passado soviético e a política atual de Putin,
explicou o fotógrafo.
Um
site anunciava uma a uma as localidades em que “os Lenines” iam sendo
arrancados, e a onda crescia em velocidade.
Das
aldeias e regiões rurais até as grandes cidades, todos corriam para se livrarem
daqueles demônios de pedra ou aço, enquanto as forças policiais mudavam de
posição e acompanhavam o movimento patriótico.
A
terceira fase foi a da descomunistização oficial, iniciada em maio de 2015.
Além dos “Lenines”, todos os símbolos comunistas – nomes de cidades e de ruas,
estátuas de outros líderes comunistas – foram sendo suprimidos e, sempre que
possível, recuperados os antigos nomes.
Pichada e abandonada
em Slovyansk
O
mapa dos “Lenines” execrados recobre todo o território ucraniano.
Um
jovem de Kharkiv, segunda maior cidade do país, descreve o que sentiam inúmeros
corações: “Eu me tornei homem naquela tarde, fazendo cair a Lenine”.
Nas
cidades do Leste, os separatistas pagos por Moscou ainda se reúnem ao pé de sua
estátua.
Para
os habitantes de Kharkiv, derrubar o símbolo do mal foi uma questão de guerra
ou de paz. Para os jovens, foi como arrancar as próprias raízes do mal,
destruindo seu insolente monumento como condição para uma ordem pacífica.
Os
restos das estátuas – recobertos de grafites, com as cores ucranianas e
increpações a Putin, com quem eles são identificados – acabaram em barracões,
lixões públicos, galpões abandonados, ou com algum nostálgico marxista.
No
momento da revolução libertadora, os ucranianos se regozijaram liquidando o
símbolo de todos os horrores, a encarnação da política estrangeira putinista.
terça-feira, 18 de julho de 2017
ASSASSINOS DISFARÇADOS A SERVIÇO DE PUTIN NA UCRÂNIA
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Posted:
18 Jun 2017 05:20 AM PDT
Um homem alto e elegante, de terno escuro, falando com sotaque francês se apresentou a políticos de Kiev como “Alex Werner”, jornalista do bem conhecido “Le Monde” de Paris, segundo reportagem do “The New York Times”. “Era calmo e confiante”, lembrou Amina Okuyeva que quase foi morta por ele. O marido de Amina ficou famoso na Ucrânia como voluntário checheno na guerra contra os separatistas no leste do país e “Werner” procurou entrevistá-la várias vezes. Até que a entrevista marcada virou aterrorizante tiroteio. “Werner” de fato era um assassino checheno enviado da Rússia para matar o herói dos ucranianos. Artur Denisultanov-Kurmakayev era seu verdadeiro nome e fora enviado para matar Amina Okuyeva e seu marido, Adam Osmayev. Mas o crime ficou frustrado porque Amina estava armada. Em 2006, o governo russo legalizou os assassinatos praticados no exterior contra adversários que o Kremlin rotula de ameaça terrorista, retomando uma prática da era soviética. Denisultanov-Kurmakayev se instalou um ano em Kiev, misturando-se com políticos e ativistas anti-Rússia. Mas Amina desconfiava: ele carregava um notebook que quase não usava; seus ternos eram caros demais. O pedido de entrevista foi comum: “a imprensa nos pedia entrevistas com frequência”, explicou ela. “A mídia adora escrever sobre nós”. Amina e seu marido Osmayev, são conhecidos na Ucrânia.
Depois da revolução anti-russa ucraniana em 2014, Osmayev foi comandante do batalhão de chechenos Dzhokhar Dudayev que lutava contra os separatistas pro-russos. O casal sabia que era visado. “Putin está pessoalmente interessado em livrar-se de nós”, explicou Amina. O suposto “Werner” propôs ir até a embaixada da França e disse que tinha um presente para o casal enviado pelos diretores do “Le Monde”. Na rua pediu parar o carro para fazer a entrevista no banco e lhes entregar o presente embrulhado em belo pacote vermelho. Enquanto o assassino dizia “este é o seu presente” puxou uma arma de fogo e disparou. O tiro feriu Osmayev que lutou com o atacante e apanhou sua arma. Amina carregava uma pistola e atirou quatro vezes em Denisultanov-Kurmakayev que ficou gravemente ferido, mas salvou-se. A tentativa de assassinato praticada por agentes russas não é nova. É até relativamente frequente. Essa foi a terceira vez que uma figura de notoriedade sofreu em Kiev um atentado de morte planejado desde a Rússia. O ex-legislador russo exilado na Ucrânia, Denis Voronenkov, foi baleado em março na rua diante do hotel Premier Palace em Kiev. Foi salvo pelo guarda-costas que abateu o matador. Em 2016, um carro-bomba foi jogado contra o jornalista Pavel Sheremet no centro da capital. O Ministério do Interior e legisladores da Ucrânia culparam o serviço de inteligência russo pelo crime contra Osmayev e Amina. “Temos a prova de que a Rússia está cometendo atos terroristas em outros países”, disse o deputado Anton Gerashenko. “Ele poderá contar quem o mandou para cá e por que”, disse.
Ele delatou que seu chefe na Rússia tem uma lista de 300 inimigos a ser mortos. Também alegou que não quis cometer o homicídio e se entregou à polícia austríaca para ser protegido da vingança de seus chefes russos pelo fato de não executar a ordem. Umar Israilov, o dissidente que ele tinha ido matar em Viena foi abatido a tiros por desconhecidos numa rua da capital austríaca dois meses depois. Esses procedimentos altamente imorais e friamente calculados no Kremlin já produziram outras vítimas infelizmente celebrizadas pelo seu extermínio. Muito famoso foi o caso do ex-espião russo Alexander Litvinenko assassinado em Londres com polônio-210 como em crimes precedentes. |
domingo, 12 de março de 2017
SANSÕES DOS EUA CONTRA KREMLIN CONTINUAM
Após a eleição de Donald Trump, os milicianos pró-russos que ocupam o leste ucraniano recrudesceram as provocações e há mortes quase diariamente.
Mas, de fato, a nova embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, declarou no Conselho de Segurança que as sanções contra o Kremlin ficam de pé “até que a Rússia devolva o controle da península (da Crimeia) à Ucrânia”, noticiou a AFP.
A embaixadora deplorou que sua primeira intervenção no Conselho de Segurança tenha disso para “condenar as ações agressivas da Rússia”.
“Nós queremos melhores relações com a Rússia. Porém, a situação critica no leste da Ucrânia pede uma condenação forte e clara das manobras russas.
“Enquanto a Rússia e os separatistas que ela sustenta não respeitarem a soberania e o território da Ucrânia, esta crise vai prosseguir”, acrescentou.
A embaixadora deplorou que sua primeira intervenção no Conselho de Segurança tenha disso para “condenar as ações agressivas da Rússia”.
“Nós queremos melhores relações com a Rússia. Porém, a situação critica no leste da Ucrânia pede uma condenação forte e clara das manobras russas.
“Enquanto a Rússia e os separatistas que ela sustenta não respeitarem a soberania e o território da Ucrânia, esta crise vai prosseguir”, acrescentou.
domingo, 20 de novembro de 2016
BEM-AVENTURADA JOSAFATA - 20/11
BEM-AVENTURADA
JOSAFATA MIGUELINA HORDASHEVSKA
1869-1919
Co-Fundadora da
Congregação das Irmãs Servas de Maria Imaculada.
Beatificada pelo
Papa João Paulo II, em 27 de junho de 2001, em Lviv, Ucrânia.
Nasceu em 20 de
novembro de 1869 em Lviv, Ucrânia.
Em 27 de agosto
de 1892, junto com o Padre Jeremias Lomnytsky, OSBM e o Padre Cirilo Seletsky,
fundou a Congregação das Irmãs Servas de Maria Imaculada, primeira de vida
ativa na Igreja Greco-Católica Ucraniana.
Ela dedicou a
sua vida inteiramente em prol da Congregação, rezando, trabalhando, sofrendo e
formando as primeiras irmãs; foi a alma e o pulso da Congregação. Exercia a sua
missão com muito amor e dedicação vivendo em contínua união com Cristo.
Ensina-nos com o seu exemplo a encarnar a fé na vida, harmonizando a oração com
o serviço ao Senhor e aos irmãos.
Sob seus cuidado
e zelo, a família religiosa cresceu vertiginosamente estendendo-se até o Canadá
(1902), Sérbia (1906) e Brasil (1911). Hoje está presente em 16 países.
Em 7 de abril de
1919 Josafata faleceu, como havia previsto, deixando o seguinte legado às suas
irmãs:
“Sede
santas”. Deveis ser luz viva para o povo que vive na escuridão”.
“Deveis
formar o coração do povo e servir lá onde há maior necessidade”.
Irmã Josafata é
um exemplo de verdadeira vida cristã dedicada a Deus e ao próximo. Ela está
pronta para ajudar a todos que pedem a sua intercessão diante do Senhor. Em
nossas necessidade, portanto, recorramos a ela confiante com a certeza de
sermos atendidos.
Glória
a Deus! Honra a Maria! A nós Paz!
ORAÇÃO
PELA INTERCESSÃO DA BEM-AVENTURADA JOSAFATA
Ó bem-aventurada
Josafata, que viveste com total entrega a vossa consagração como Serva de Maria
Imaculada. Ensinai-nos, conforme o vosso exemplo, a depositar a nossa confiança
unicamente em Deus.
Ouvi a nossa
prece e rogai à santíssima Trindade conceder-nos a graça, que tão ardentemente
pedimos para a glória de Deus. Amém.
Pai Nosso, Ave
Maria, Glória.
Bem-aventurada
Josafata, rogai por nós!
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
HOLODOMOR: UCRÂNIA (1932-2016) - 84 ANOS !
No dia 22 de novembro pranteia-se na Ucrânia, pelos ucranianos legítimos, as 7 milhões de almas que pereceram de FOME nos anos de 1932-1933, produto da INSANIDADE de um dos maiores PSICOPATAS e ASSASSINOS da história humana: josef stalin (nascido iossif vissarionovitch djugashvilli), mil vezes maldito!
O HOLODOMOR UCRANIANO, foi a mais trágica experiência humana jamais vivida por outra nação do Orbe: MORTE COLETIVA PELA FOME.
O Cossaco.
sábado, 5 de novembro de 2016
segunda-feira, 31 de outubro de 2016
UCRÂNIA: Um exemplo para a Humanidade
Centenas de moradores no distrito Dolinsky de joelhos receberam um herói de guerra. Foi sepultado em Stepan Wuhan em 28 de setembro, em sua aldeia natal de Teixos. Soldado de 44 anos morreu na fronteira da Rússia, defendendo a Ucrânia da Invasão dos Mercenários de Putin.
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
MODELO SOCIALISTA
![]() |
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs |
Nos milhares de aldeias ucranianas, desertas e em ruínas, perto de grandes cidades como Kharkiv, Kiev e Odesa, ainda parece se ouvir os uivos da fome, escreveu o jornalistaJeffrey D. Stephaniuk, da agência Euromaidanpress, de quem extraímos as citações deste post.
Nessas aldeias ecoa, no silêncio, o brado lancinante doHolodomor, o genocídio pela fome ordenado por Stalin para extinguir os proprietários rurais e todo um povo que não se vergava à utopia socialista.
Os camponeses e suas famílias não estão mais ali para contar: morreram aos milhões ou fugiram até caírem exaustos numa estação ferroviária onde ninguém os auxiliava.
Aqueles, como foi o caso de alguns mestres de escola, que tentavam atender famílias e crianças que agonizavam extenuadas foram presos pelos agentes comunistas e exilados na Sibéria – de onde poucos voltaram – pelo crime de espalhar rumores a respeito de uma fome que oficialmente não existia.
Não existia por decreto de Stalin, que a tinha ordenado.
O inexplicável silêncio no Ocidente cooperou para o genocídio
Mas, esta é a curiosidade macabra, o decreto de silenciamento vigorou também no Ocidente, onde admiradores declarados ou velados de Stalin manifestavam ceticismo diante dos relatos, fotos e filmes que evidenciavam essas mortes atrozes de milhões.
Esse viés pró-Stalin se manifestava até nos púlpitos religiosos, inclusive católicos.
Como pode ter isso acontecido? Como foi possível que democratas, liberais, humanitários, líderes políticos cristãos e até eclesiásticos insuspeitos de comunismo cooperassem tão eficazmente no abafamento desse genocídio?
Aliás, em certo sentido, eles continuam cooperando, silenciando ainda hoje os efeitos assassinos do flagelo comunista contra os quais Nossa Senhora em Fátima quis advertir os homens.
Sobre essa espantosa cumplicidade ocidental e seus efeitos no III milênio, veja o clarividente manifesto do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira: Comunismo e anticomunismo na orla do III milênio: uma análise da situação no mundo e no Brasil
O biógrafo Ian Hunter citou um alto eclesiástico anglicano da Inglaterra que elogiava Stalin pela sua “determinação e gentil generosidade”.
Malcolm Muggeridge, que passou oito meses na URSS entre 1932-33, não encontrava palavras para descrever a fome na Ucrânia resultante da coletivização das terras e a luta de classe contra os proprietários, “por causa do indescritível horror e a magnitude” do fato.
À Ucrânia poderiam se aplicar as Lamentações de Jeremias quando falam da fome em Jerusalém no ano 586 a.C.
O mais doloroso subproduto dessa desgraça foi o canibalismo que chorou o profeta:
“8. Het. Agora, seus rostos ficaram mais sombrios do que a fuligem; pelas ruas, são irreconhecíveis. A pele se lhes colou aos ossos, e qual madeira ressecou-se.
9. Tet. As vítimas do gladio são mais felizes do que as da fome, que lentamente se esgotam pela falta dos produtos da terra.
10. Iod. Mãos de mulheres, cheias de ternura, cozinharam os filhos, a fim de servirem de alimento” (Lamentações, 4, 8-10)
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| Geografia da grande fome comunista de 1932-1933 |
Para muitos, a fome era um castigo que mereciam por terem apoiado os comunistas nos anos precedentes. Muitos acharam que os comunistas agiram como látego de Deus.
Miron Dolot descreve em outro livro o povo clamando a Deus contra o furor de Satanás que se abatia sobre ele.
Prelúdio da descristianização do “período pós-conciliar”?
A transição para o ateísmo nas cidades e no campo tinha se iniciado anos antes. As cruzes haviam sido derrubadas e em seu lugar ondeavam bandeiras vermelhas. Os altares foram removidos dos santuários.
Outrora, nas casas, aos pés de um ícone os camponeses colocavam um pão “como símbolo da generosidade de Deus”, escreve Miron Dolot em“Execution By Hunger”.
Mas, sob o socialismo, instalou-se o desespero nas casas, onde se morria silenciosamente de fome. Foi uma brutal transformação dos meios de produção, que passaram das mãos de particulares para as do Estado por ordem de Stalin.
Antes da fome, as aldeias começaram a se proclamar ateias e banir os clérigos. Pilhas de Bíblias e de ícones foram queimadas em público. O Natal passou a ser um dia de trabalho e os sinos foram fundidos para favorecer a industrialização.
Até que chegou a fome.
As cerimônias religiosas cessaram. O Natal de 1933 foi o primeiro a não ser mais celebrado. Depois não houve festa de Páscoa na primavera. Não havia mais locais de culto e nem mesmo clero.
Por volta de 1933, o sistema de espionagem da polícia secreta e das ligas da juventude comunista havia desintegrado o senso da comunidade. O povo se trancava nas casas para aguardar a morte.
Os recintos sagrados vinham sendo transformados em teatros ou museus do ateísmo. Nas aldeias, as igrejas viraram locais de reunião do Partido Comunista. Os ícones e as pinturas mais veneradas foram substituídos por imagens do Partido Comunista e de seus líderes.
As orações foram substituídas por cânticos de ódio, e nos estandartes expostos nas igrejas lia-se: “a religião é o ópio do povo”. E, ainda, “é impossível construir um assentamento coletivo onde há uma igreja”, ou “em vez dos sinos, gozemos o ruído dos tratores”.
As igrejas convertidas em depósitos ficavam, durante os tempos da fome, cheias de grãos protegidos por guardas armados, numa blasfema paródia do morticínio de massa: outrora elas eram a casa do Santíssimo Sacramento, visível na Santa Eucaristia, que alimentava espiritualmente os fiéis que comungavam.
Ironicamente, o trigo, produzido com as próprias mãos e com o qual se confeccionava a hóstia que seria oferecida a Deus no sacrifício incruento da Missa, havia sido confiscado e guardado nos templos por agentes marxistas, para que os camponeses morressem sem alimento.
Ateização por meio da reforma agrária
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| Enterro dos restos das vítimas pela fome e repressão de 1946-47 achados na estação 'Pidzamche' em Lviv |
Até o Holodomor, a família camponesa ucraniana típica concebia grande número de filhos. Ela passou a ser acusada de “inimigo de classe” por gerar tantos súditos.
As crianças que sobreviveram ficaram órfãs, pois os pais haviam se sacrificado por elas. Mas acabaram se alistando em gangues que pilhavam as cidades. Como o comunismo desejava formar um tipo humano novo, quis transformá-las no homem soviético.
Myroslav Shkandrij, em Fiction by formula: the worker in early Soviet Ukrainian prose, descreve o novo tipo humano como “um ser reduzido pelo Partido a um estado de desorganização e desmoralização”, que poderia ser modelado como massa para gerar um homem conforme aos ideais socialistas.
O Cristianismo ensina que o homem foi feito à imagem e semelhança de Deus e foi redimido por Cristo. A coletivização socialista da agricultura visou destruir essa ideia, corporificada no proprietário.
Por isso, os antigos proprietários – inclusive os menores – foram violentamente excomungados do mundo novo do socialismo, sem ter um lugar na Terra aonde ir.
O dono da terra passou a ser apresentado como um opressor do proletariado pobre e marginalizado.
O fazendeiro estava do lado errado da equação marxista por se encontrar espiritual e juridicamente relacionado com a terra através da propriedade privada.
Todos os crimes da reforma agrária faziam sentido porque impulsionavam a transição do capitalismo para o socialismo e o comunismo.
Aldeias inteiras foram condenadas à morte pela fome por se negarem a entrar nessa evolução progressista.
Deve-se sublinhar que nas regiões – maioritárias, aliás – atingidas pelo flagelo russo-marxista do Holodomor, predominava a religião dita “ortodoxa”, um cisma do catolicismo.
O clero “ortodoxo”, em vez de pregar contra o monstro marxista, “virou a casaca” e se tornou um vil colaborador do carrasco socialista.
O grande clamor aos Céus pedindo a vingança divina
O único grande clamor pela nação chacinada proveio da parte ocidental da Ucrânia, onde predominavam os católicos, cujos bispos lançaram um lancinante apelo ao mundo.
O heroico metropolita greco-católico de Lviv, Andrei Sheptytsky,
impulsionou o vibrante apelo.
Em julho de 1933, a hierarquia católica ucraniana de Halychyna [Galícia, ocidente da Ucrânia] fez esse apelo.
Ele foi publicado primeiro no jornal “Pravda” (“A Verdade”) XII nº 30, do dia 30 de julho de 1933. Ele foi reproduzido posteriormente no livro do bispo Ivan Buchko First Victims of Communism: White Book on the Religious Persecution in Ukraine, publicado em Roma, em 1953.
O apelo dos bispos católicos ucranianos descreve as atrocidades que aconteciam no leste de seu país sob a bota bolchevista.
“Agora vemos as consequências do regime comunista: a cada dia elas se tornam mais aterradoras. A visão desses crimes horroriza a natureza humana e gela o sangue. (...)
“Protestamos diante do mundo inteiro contra a perseguição de crianças, pobres, doentes e inocentes. Por outro lado, citamos os perseguidores diante do Tribunal de Deus Todo-poderoso.
“O sangue dos trabalhadores famintos e escravizados tinge a terra da Ucrânia e clama aos Céus pedindo vingança, e o pranto das vítimas consumidas pela forme chega até Deus no Céu.
“Imploramos aos cristãos de todo o mundo, a todos aqueles que acreditam em Deus, e especialmente aos nossos compatriotas, a se unirem ao nosso protesto para tornar nossa grave denúncia conhecida até nos cantos mais remotos da terra.
“Pedimos às emissoras de rádio retransmitir nossa voz pelo mundo todo; talvez ela chegue até os empobrecidos e desolados lares que gemem na fome sob a perseguição.
“Então, pelo menos tendo conhecimento de que estão sendo lembrados, de que há pessoas que têm piedade de seus irmãos em terras remotas, eles se sintam confortados pelas suas orações e encontrem uma consolação em meio a indizíveis sofrimentos e à morte iminente.
“Para todos vós, sofredores, famintos, moribundos, nós imploramos a Nosso Senhor Misericordioso e Nosso Salvador Jesus Cristo:
“Aceitai esses sofrimentos em reparação por vossos pecados e pelos pecados do mundo, repetindo com Nosso Senhor: ‘Pai nosso que estas no Céu. Que vossa vontade seja feita’.
“Aceitar voluntariamente a morte pelas mãos de Deus é um oferecimento que, unido ao sacrifício de Cristo, vos conduzirá ao Paraíso e atrairá a salvação para todo o povo. Depositemos nossas esperanças no Senhor.
“Dado em Lviv, na festa de Santa Olga, julho de 1933.”
Assinam: o metropolita Andrés Sheptytskyi; Dom Gregório Khomyshyn, bispo de Stanyslaviv; Dom Josafá Kotsylovskyi, bispo de Peremyshy; Dom Gregório Lakota, bispo auxiliar de Peremyshyl; Dom Niceta Budka, bispo titular de Patara; Dom João Buchko, bispo auxiliar de Lviv, e Dom João Latyshevskyi, bispo auxiliar de Stanyslaviv.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
TÁRTAROS BLOQUEIAM A CRIMÉIA
domingo, 25 de outubro de 2015
Tártaros bloqueiam economicamente a Criméia
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Membros do povo tártaro que residiam na península invadida pela Rússia estão bloqueando as estradas que conectam a Crimeia à Ucrânia e por onde chegam grandes volumes de produtos indispensáveis para a região.
Os tártaros querem chamar a atenção para a discriminação e o acosso de que eles estão sendo objeto na península pelo invasor russo, noticiou o jornal “The Telegraph”, de Londres.
Centenas de tártaros, em certos casos apoiados por grupos de milicianos ucranianos, cortam as artérias vitais com blocos de cimento e tornam mais lenta a passagem dos caminhões nas autoestradas.
“Nosso objetivo é o fim da ocupação da Crimeia e a restauração da integridade territorial da Ucrânia”, explicou Refat Chubarov, um dos líderes da comunidade dos tártaros da Criméia.
Grandes colunas de caminhões se formaram de ambos os lados da fronteira. Não há indicação sobre o fim desse bloqueio.
Embora anexada ilegalmente pela Rússia, a Crimeia depende da Ucrânia em matéria alimentar e energética.
A Rússia, que mal consegue se sustentar a si própria, jogou em grave aperto a população do território invadido e não lhe fornece todos os recursos básicos indispensáveis.
Os tártaros constituem um povo completamente diverso do ucraniano.
Eles não são de origem eslava, mas mongol, professam o maometanismo, falam uma língua de tronco turco, e se instalaram na região em séculos passados, durante as invasões mongóis.
Eles foram objeto de cruéis perseguições étnicas a partir dos anos 40 do século passado. Stalin os deportou em massa para a Ásia Central, acusando-os de colaboração com os nazistas na II Guerra Mundial.
Um número incontável deles faleceu nessa criminosa forma de repressão ideológica, étnica e cultural.
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| Protesto dos tártaros contra Putin, Istambul. |
Os tártaros não suportaram o socialismo soviético. E logo após a queda da URSS voltaram para as suas terras.
Eles eram cerca de 300 mil quando Putin irrompeu na península.
Os tártaros preferem de longe pertencer à Ucrânia que à atual Rússia, que se lhes afigura uma genuína prolongação da era stalinista.
Quando Moscou se apropriou pela violência da Crimeia, passou a tirar vingança hostilizando a população de origem tártara e de religião não “ortodoxa”.
Acredita-se que após a ilegítima anexação, entre 10.000 e 15.000 tártaros se refugiaram em território sob o controle ucraniano, e dois de seus mais importantes líderes vivem em exílio efetivo na Ucrânia.
Tártaros da Crimeia e guardas ucranianos cortam a fronteira na região de Kherson. O risco de represálias e de invasão russa não está descartado.
Fonte: Flagelo Russo
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