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Posted:
02 Sep 2018 08:17 PM PDT
A jornalista
holandesa Jeanne Smits foi durante 14 anos gerente e diretora do jornal
“Présent”, diário porta-voz do partido Front National de Jean Marie Le Pen e
continuadores.
Nesse longo período privou com os representantes da “extrema direita” francesa que hoje são cortejados e até financiados pela Rússia de Vladimir Putin. Conhecendo-os de perto, constatou que não eram bem como diziam ser e estavam trabalhados por um servilismo alarmante em relação aos ideólogos do dono do Kremlin. Agora, diante da tempestade de escândalos no pontificado do Papa Francisco I relativa às uniões maritais ilegítimas e LGBT, Jeanne publicou uma consideração original em seu site Reinformation.tv ligando os referidos escândalos às advertências trágicas de Nossa Senhora em Fátima e à expansão dos “erros da Rússia”. De início, ela sublinha não ser mera coincidência que o Testemunho do ex-nuncio em Washington, Mons. Carlo Maria Viganò, fora assinado no dia 22 de agosto, festa tradicional do Coração Imaculado de Maria, cujo triunfo final foi prometido por Nossa Senhora em Fátima. A data da festa mudou em tempos recentes, mas, diz Smits, a magnitude da tragédia que vive a Igreja dificilmente pode ser avaliada objetivamente sem levar em conta os anúncios da Virgem em Portugal. A rede homossexual denunciada por Mons. Viganò e o pedido de renúncia do Papa Francisco se esse quiser ser coerente consigo, instalou uma crise de gravidade sem igual. A extensão e capilaridade da rede de corrupção moral e LGBT denunciada torna difícil pensar numa solução ignorando a mensagem de Fátima. Como imaginar a purificação da Igreja militante, parte visível do Corpo Místico de Cristo, sem um auxílio especial de Nossa Senhora?
A estrela que figura no hábito de Nossa Senhora de Fátima, segundo o Pe. Linus Clovis, especialista de mariologia e da mensagem de Fátima – citado por Jeanne Smits – evoca a bíblica reina Ester. Essa foi a prefigura de Nossa Senhora que salvou o povo eleito da extinção física. A estrela ensina que Nossa Senhora esmagará a crise e seu principal instigador: a serpente infernal. A Igreja já enfrentou muitas crises e saiu vitoriosa. Mas nunca se viu uma “mudança de paradigma” como vemos hoje justificando perversões da moral natural e católica. E promovida por um poderoso lobby homossexual instalado no Vaticano e no episcopado! O Papa Paulo VI falou da infiltração da “fumaça de Satanás” na Igreja através de fissuras na casa de Deus. Hoje esse vapor fétido entra torrencialmente vindo de abismos de uma profundidade inimaginável onde reina o diabo, constata a jornalista. E acrescenta: o Cardeal holandês Willem Jacobus Eijk, arcebispo de Utrecht vendo a dimensão da crise não hesitou em aplicar a nossos dias o artigo 675 do Catecismo da Igreja Católica: Segundo a experiente jornalista, essa perspectiva apocalíptica põe no centro dos eventos atuais a advertência de Fátima não levada a sério sobre o papel que teriam os “erros da Rússia”. Esses estão sendo o flagelo da Igreja que não se penitenciou dos maus costumes que já se desenvolviam em 1917. Hoje não é preciso dizer até onde chegaram. E dentro da Igreja!
Para Jeanne Smits, um dos aspectos
misteriosos é a difusão entre as direitas de uma imensa mentira que ela
denunciou profusamente.
Essa mentira gerada nos laboratórios da guerra psicológica moscovita pretende apresentar a Rússia como não sendo mais o flagelo denunciado por Nossa Senhora. Pelo contrário, espalha que a Rússia é o “ultimo baluarte do cristianismo e derradeira defensora da moral tradicional diante da agenda LGBT, do relativismo moral e do progressismo teológico que tomou conta de Ocidente”. A crise eclesiástica que eclodiu serve ao Kremlin para acusar o Papado de ser a “prostituta de Babilônia” de que fala o Apocalipse. Já Lutero explorou o mesmo embuste. E os escândalos atuais servem como pretextos, poderosos mas insinceros. A sorrateira propaganda putinista acrescenta que a Rússia sob o impulso do homem formado na KGB e admirador de Stalin se teria “convertido” trazendo uma nova fórmula de salvação para o cristianismo. Katehon, o think tank russso onde se cozinham essas montagens é financiado por Konstantin Malofeev, conselheiro de total confiança de Vladimir Putin. O mesmo Konstantin Malofeev que visita as direitas ocidentais prometendo irriga-las com dinheiro! E um filósofo gnóstico, Alexander Dugin, é o maior dos pensadores dessa central de falsificações. Em 2017, Katehon anunciava a próxima “queda da Igreja Católica Romana” e a instalação da Igreja Ortodoxa Russa, ou Patriarcado de Moscou, à testa do cristianismo universal. O truque propagandístico deturpa as profecias de Fátima e de La Salette, e confunde a Igreja Católica com a rede teológica-homossexual que se infiltrou nela pelo menos desde o Concilio Vaticano II.
Assim, Moscou visaria enganar os católicos
desgostosos com a nauseabunda crise eclesiástica em curso e tentaria
atrai-los para a área de influência do Patriarcado de Moscou.
A propaganda de Katehon diz ser ecumênica e pancristã. Mas exige que os católicos renunciem a converter os cismáticos russos que tendem, como na Ucrânia, a abandonar os erros e desordens do Patriarcado de Moscou e aderir aos ritos orientais católicos. O Papa Francisco e a Ostpolitik vaticana têm aceitado essa pretensão em repetidas ocasiões. É a mais completa inversão da verdade. Mas a Igreja está construída sobre a rocha de Pedro, e “as portas do inferno não prevalecerão sobre Ela”, ainda quando o poder de Satanás pareça senhor do mundo. Nossa Senhora em Fátima advertiu que esta provação universal haveria de vir se os homens não se corrigiam e se não abandonavam os costumes perversos. Para evita-la os homens deviam fazer penitência. Essa sim seria uma esplêndida “mudança de paradigma” portadora de ubérrimos frutos de paz e ordem social e religioso. Mas Francisco I promove uma “mudança de paradigma” em sentido oposto! Nossa Senhora acenou com uma perseguicao sem igual contra a Igreja. E hoje a estamos vendo. Não apenas ataques do exterior, como os do Islã e do laicismo. Essas não são as piores formas de perseguição.
O tremendo é quanto o
ataque procede do interior da Igreja e é executado por mãos sagradas do mais
alto nível.
Realiza-se assim a advertência da mensagem de Fátima de que o Papado teria muito a sofrer. E essa dor está sendo infligida quiçá até pelas iniciativas do Pontífice – quod Deus advertat! Os erros da Rússia, o imenso flagelo anunciado por Nossa Senhora em Fátima, se abatem dessa forma sobre o corpo da Cristandade desferido por mãos sagradas. Poucos atentam para essa dimensão religiosa decisiva da hora atual. E o Kremlin se regozija. Mas nada nem ninguém conseguirá vencer Àquela que é ‘mais poderosa que um exército em ordem de batalha’, como diz bela e ufanamente o Oficio de Nossa Senhora. Aquela que prometeu na Cova da Iria que “Por fim, meu Imaculado Coração triunfará”. |
Seja bem-vindo! Este blog defende uma Ucrânia livre do comunismo e do jugo moscovita.
terça-feira, 4 de setembro de 2018
TEMPESTADE DE ESCÂNDALOS
segunda-feira, 20 de agosto de 2018
PARLAMENTO SUSPENDE VOTAÇÃO
LESTE DA UCRÂNIA: Parlamento suspende votação de três leis
anti-patrióticas
Os
protestos no interior e no exterior do parlamento ucraniano obrigaram ao
cancelamento da votação de três leis sobre o processo de paz nas regiões “separatistas”
de Donetsk e Lugansk.
As
propostas rejeitadas pelo Parlamento ucraniano previam a extensão do estatuto
especial das duas áreas por mais um ano.
À luz dos supostos acordos de paz que seriam assinados
por Kiev, permitiria o envio de forças de paz da ONU para a região. A proposta
foi, no entanto, vivamente contestada pelos partidos e setores nacionalistas da
população que consideram a medida como um reconhecimento da autonomia das duas
regiões invadidas, a revelia, pela Rússia belicista com a introdução de
mercenários e fornecimento de armas, tanques e bombardeios aéreos descaracterizados,
para dar uma falsa impressão ao mundo que se trata de um movimento espontâneo pró-russo
desencadeado pela região em conflito.
quinta-feira, 16 de agosto de 2018
A VERDADEIRA FACE DO PAPA FRANCISCO
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Posted:
24 Jun 2018 01:30 AM PDT
Palavras
republicadas pelo conceituado vaticanista de Roma Sandro Magister deixaram
católicos consternados porque vindas da Santa Sé! Sem dúvida, um episódio a mais
do misterioso processo de autodemolição da Igreja apontado pelo Papa Paulo
VI.
Magister as recopiou em seu site Settimo Cielo com a manchete “Na Ucrânia, entre ortodoxos e católicos, Francisco tomou partido por Moscou”. As palavras foram pronunciadas pelo Papa Francisco saudando a delegação do Patriarcado de Moscou acolhida em audiência no dia 30 de maio (2018). Elas deviam permanecer no sigilo. Porém de tal maneira encheram de regozijo os
representantes da igreja cismática
russa administrada por agentes da ex-KGB, que eles as reproduziram em seu site
oficial.
O
‘Patriarcado de Moscou’ não é uma instituição eclesiástica canonicamente
constituída. Esse rótulo apareceu sob o Tsar Teodoro I, filho de Ivã IV o
Terrível, em 1589.
Naquele ano, o metropolita de Moscou passou a se autodenominar “Patriarca da cidade do Tsar, Moscou, a nova Roma, e de toda a Rússia”. Dessa maneira visou agradar os déspotas temporais que instituíram Moscou como capital com esses títulos. Essa ficção foi suprimida pelo Tsar Pedro I o Grande em 1721 que ansiava europeizar a Rússia. Por isso, o factício ‘Patriarcado de Moscou’ ficou morto e enterrado durante mais de dois séculos.
Porém sua existência nadou na confusão. Nas chacinas da guerra civil que sucedeu à revolução de Lenine o número de sacerdotes diocesanos cismáticos caiu de 50.960 para 5.665. Por volta de 90.000 monges foram massacrados pelos comunistas ficando apenas algumas centenas. Das 40.500 igrejas e 25.000 capelas que possuía o clero cismático sobraram apenas 4.255 devastadas pelo ódio da ditadura dos sovietes contra tudo que falava de religião. O ‘Patriarcado’ protestou contra a imensidade dos crimes e destruições antirreligiosas. Como punição, em 5 de maio de 1922 Tikon foi encarcerado. Mas foi liberado logo, em 1923, após prometer que “a partir de agora não sou um inimigo do poder soviético”. Tikon morreu em 1925, quiçá envenenado, e do ‘Patriarcado’ ficou uma sombra. Durante a Segunda Guerra Mundial, Stalin precisava motivar o povo a combater numa guerra muito mortífera e impopular. Então, o ditador soviético reinstituiu o espúrio ‘Patriarcado’ em 1943 em troca de sua colaboração com o poder comunista e apoio a seu engajamento na guerra mundial. O ‘Patriarcado de Moscou’ serviu a propaganda do regime fazendo-o aparecer tolerante com a religião diante das nações estrangeiras, sobre tudo os EUA. Stalin precisou também do ‘Patriarcado’ para submeter às comunidades cristãs e outros 'patriarcados' cismáticos nos países e territórios anexados ou ocupados pela União Soviética no conflito mundial. Desde então, o ‘Patriarcado’ subsistiu como instrumento de consolidação do socialismo soviético. Ele foi o agente da URSS para a perseguição do rito greco-católico ucraniano, confiscando todos seus bens com o falso pretexto de que todo o clero católico tinha aderido ao 'Patriarcado'. Cfr. Wikipedia, verbete Igreja Ortodoxa Russa Tendo o ‘Patriarcado de Moscou’ publicado o comprometedor conteúdo da audiência pontifícia acima referida, a sala de imprensa da Santa Sé no dia 2 de junho tirou do segredo a transcrição textual do discurso. O ocultamento tampouco podia durar porque a pagina web Rome Reports já tinha espalhado vídeo com as passagens centrais das palavras do Papa (vide vídeo embaixo em inglês e espanhol). A euforia russa foi compreensível, à luz segundo Magister, “do modo que Francisco abraçou as teses do patriarcado de Moscou e, pelo contrário, condenou com palavras muito ásperas as posições da Igreja greco-católica ucraniana”. Rito que, aliás, vive sob as ameaças constantes dos chefes do Patriarcado-FSB (ex-KGB) moscovita.
A delegação pretensamente religiosa da nova-URSS estava liderada por seu “ministro de Assuntos Exteriores”, o metropolita Hilarion de Volokolamsk, preferido do momento pelo Patriarca Kirill, por sua vez preferido do momento de Vladimir Putin. Disse Francisco I: “diante dos Senhores, quero confirmar — de modo especial diante de ti, querido irmão, e diante de todos vocês — que a Igreja Católica jamais permitirá que desde suas fileiras nasça uma atitude de divisão. Jamais permitiremos fazer isso, não quero”. O temor de os católicos conquistarem o coração dos russos frustrados com a corrupta e insincera cúpula do Patriarcado moscovita, levou os cismáticos a forjarem a mentira de que a Igreja Católica trabalha para dividi-los e lhes arrancar os fiéis. O Pontífice prosseguiu: “Em Moscou — na Rússia — só há um patriarcado: o de vocês. Nós não teremos outro”. A posição soa como uma punhalada para os católicos ucranianos de rito grego que consideram com legítimas razões que seu pastor, Dom Sviatoslav Shevchuk, arcebispo-mor de Kiev, é a cabeça desse rito em toda a Rússia. “Quando algum fiel católico, continuou Francisco I, seja leigo, sacerdote ou bispo, assume a bandeira dos uniatas [termo depreciativo para designar os fiéis ucranianos que retornaram à Igreja Católica], que já não tem vigência, porque se acabou, para mim é uma dor”.
favor do “uniatismo” no sermão da beatificação de São Josafá, grande apóstolo da reunificação: “Por meio de vós, meus ucranianos, eu espero converter o Oriente”, disse. (Cfr. Miroslav Zabunka e Leonid Rudnytzky, The Ukrainian Catholic Church, 1945-1975, St Sophia Association, Philadelphia, 1976, p.9.) Para Magister, o discurso de Francisco pode parecer cifrado, mas se entende perfeitamente olhando os fatos. Dizendo que não pretende criar “patriarcado” católico algum por fora do ‘Patriarcado de Moscou’, ele não pensa na Rússia, mas na Ucrânia, onde a Igreja greco-católica tem 4 milhões de fiéis e aspira há muito tempo a ser erigida em legítimo Patriarcado. Esse Patriarcado foi e continua sendo o desejo de seus mais devotados filhos da Igreja e heroicos líderes resistentes ao comunismo. Na Ucrânia sob a ditadura da União Soviética todas as denominações cristãs foram escravizadas pela força comunista ao ‘Patriarcado de Moscou’ que oficiou como braço da perseguição. Após a queda da União Soviética os católicos saíram das catacumbas muito diminuídos em número – por volta de 300.000 – mas logo se recompuseram, hoje totalizam mais de quatro milhões e progridem velozmente. Uma legião de mártires do comunismo abençoa desde o Céu. Em sentido contrário, os cismáticos se desintegraram. O chefe máximo do ‘Patriarcado de Moscou’ na Ucrânia, metropolita Filarete, se autoproclamou ‘Patriarca de Kiev’ com uma conotação nacionalista muito anti-russa. Os agentes da FSB representantes do ‘Patriarcado de Moscou’ excomungaram e amaldiçoaram a nova concorrência que logo ficou maioritária. Também se definiu por fora do ‘Patriarcado’ moscovita a Igreja Ortodoxa Ucraniana Autocéfala, liderada pelo metropolita Metódio. As divisões, excomunhões, maldições e novas alianças entre líderes cismáticos se multiplicam todos os anos dando lugar a contínuos rearranjos e novos cismas dentro dos velhos. Nessa anarquia, o governo de Kiev quer unificar pelo menos as maiores denominações cismáticas sob a égide de Bartolomeu, cismático patriarca ecumênico de Constantinopla reduzido à mínima expressão.
Mas, as tentativas, apoiadas também pela Ostpolitik vaticana, se revelam como que impossíveis. E o ‘Patriarcado de Moscou’ perderia sua influencia política na Ucrânia, aliás em contínua diminuição. Segundo Magister, o maior inimigo dessa conciliação entre os turbulentos cismáticos é o próprio Vladimir Putin, que em relação à Ucrânia só pensa em guerra e quer ver todos os cristãos sob sua bota. E ele quer mandar na galáxia cismática como já fez Stalin! A maior cólera dos dirigentes do patriarcado moscovita putinista provém do medo, aliás fundado nos fatos, de o povo se converter à Igreja de rito greco-católico, única ordenada e fecunda em graças e obras de caridade. Esse grande retorno ao catolicismo que implicaria em abrir as portas da salvação para muitos milhões de almas, é o “uniatismo” que o papa Francisco condenou sem meios termos ante a delegação de Moscou. Em síntese, para os ortodoxos-FSB (ex-KGB), o “uniatismo” é quanto há de mais intolerável: significa que blocos cismáticos voltem a obedecer ao Vigário de Cristo, sucessor de São Pedro, o Papa de Roma, e fujam do controle do sistema putinista. E foi contra o arcebispo-mor dos greco-católicos, Dom Sviatoslav Shevchuk, de 48 anos, que o Pontífice dirigiu precisamente, sem mencionar o nome, as palavras mais duras do discurso de 30 de maio, lhe ordenando “não se imiscuir nas questões internas” do cisma russo sub-repticiamente comunista, observou Magister. O Papa se distanciou dele da mesma maneira que abandonou a Ucrânia por ocasião da agressão russa à Crimeia e ao leste do país. Com os cismáticos quer ser amigo de todos – escreve Magister – mas suas preferências vão pelo patriarca russo, funcionário de Vladimir Putin.
Especialmente, de nada servirão as manobras diplomáticas, ainda que promovidas por altos órgãos eclesiásticos, contra a promessa da conversão do mundo eslavo feita por Nossa Senhora em Fátima. Não está longe o dia em que se tornará radiosa realidade a antevisão do Papa Urbano VIII na beatificação do grande São Josafá: “Por meio de vós, meus ucranianos, eu espero converter o Oriente”. |
sábado, 11 de agosto de 2018
CONSTRUÇÃO NAVAL DA UCRÂNIA
CORVETAS CLASSE TAMANDARÉ – A Proposta da Ucrânia
Neste artigo é apresentada a proposta da Ucrânia com o Projeto 58300 da UKRIMASH

Arte do Projeto 58300 da UKRIMASH, apresentado na proposta das Corvetas Classe Tamandaré.
No dia, 18 de junho de 2018, o Comando da Marinha do Brasil (MB) anunciou a conclusão da segunda etapa do processo de licitação para a construção de quatro Corvetas Classe “Tamandaré” (CCT). Das 21 empresas cadastradas na primeira etapa, apenas 9 apresentaram suas propostas(ver matéria link) .
Uma notícia inesperada, mas muito importante para os observadores e especialistas militares foi a participação neste projeto da empresa que representa a indústria de Defesa e construção naval da Ucrânia – empresa estatal “UKRINMASH”. Menos de 3 semanas após a apresentação, a proposta da “UKRINMASH” foi considerada pelos especialistas como uma SUPEROFERTA, pelas razões que são expostas ao longo deste artigo.
Cabe destacar alguns fatos relevantes sobre a indústria da construção naval militar ucraniana.
Mais de 70% de todos os navios da Marinha soviética com deslocamento superior a 3.000 toneladas foram construídos nos estaleiros da cidade Mykolaiv, incluindo todos os cruzadores porta-aviões das classes “Kiev” e “Kuznetzov”, os cruzadores de mísseis da Classe “Slava” (ou “Project 1164 – Atlant”), navios de desembarque de doca, contratorpedeiros, fragatas, corvetas e submarinos. A alta complexidade desses projetos já permite, por si só, dar uma ideia do imenso conhecimento e capacidade tecnológicos acumulados pela Ucrânia na área de construção naval, notadamente no período em que ainda pertencia à então União Soviética.
Somente o complexo de estaleiros de Mykolaiv foi responsável pela construção de 11 cruzadores de mísseis guiados, com porte superior a 11.000 toneladas, em menos de 9 anos, uma marca que possibilita aquilatar o enorme potencial do referido complexo, superior, em termos físicos, a todo o conglomerado de construção naval da Hyundai, localizado em Ulsan, na Coreia do Sul.
Apesar da existência de um conflito territorial com o vizinho do norte, a Ucrânia está expandindo ativamente sua capacidade de produção, sendo um parceiro de confiança para muitos países estrangeiros no que se refere à cooperação técnico-militar. Um exemplo dessa cooperação ativa internacional é a recente divulgação, no início de julho 2018, da intenção de estabelecimento de uma parceria, na modalidade “joint venture”, entre a empresa indiana “Bharat Heavy Electricas Ltd” e a empresa ucraniana “Zorya-Mashproekt” (https://www.ibtimes.co.in/bhel-tie-ukrainian-zorya-refurbishing-warship-turbines-774240), para reparo e manutenção de turbinas a gás produzidas na Ucrânia, instaladas em 22 navios militares da Marinha da Índia.
Além disso, está previsto o início das negociações entre o Comando da Marinha indiana e empresas da indústria de defesa da Ucrânia para o reparo, complexa manutenção e modernização parcial do porta-aviões “Vikramaditya” que, também, foi construído na Ucrânia, em Mykolaiv.
A projeto 58300 Amazônia da “UKRINMASH”.
Para atender à solicitação da MB, a empresa ofereceu seu projeto “Navio de Propriedade Intelectual de Proponente – NAPIP”, denominado Projeto 58300 “Amazonia”, elaborado com base no “Projeto 58250” da Corveta Nacional da Ucrânia, que foi adaptado pela empresa estatal “State Research and Design Shipbuilding Center – SRDSC ” (que é o escritório de projeto do complexo naval de Mykolaiv) de modo a atender aos requisitos estabelecidos na “Request for Proposal – RFP”, da MB.
Em particular, foram parcialmente modificados e adaptados parte do armamento, dos sistemas de navegação, detecção e de Guerra Eletrônica para considerar equipamentos de fabricação das principais empresas europeias. O projeto atende integralmente a todos os requisitos técnicos requeridos pela MB.
Uma notícia inesperada, mas muito importante para os observadores e especialistas militares foi a participação neste projeto da empresa que representa a indústria de Defesa e construção naval da Ucrânia – empresa estatal “UKRINMASH”. Menos de 3 semanas após a apresentação, a proposta da “UKRINMASH” foi considerada pelos especialistas como uma SUPEROFERTA, pelas razões que são expostas ao longo deste artigo.
Cabe destacar alguns fatos relevantes sobre a indústria da construção naval militar ucraniana.
Mais de 70% de todos os navios da Marinha soviética com deslocamento superior a 3.000 toneladas foram construídos nos estaleiros da cidade Mykolaiv, incluindo todos os cruzadores porta-aviões das classes “Kiev” e “Kuznetzov”, os cruzadores de mísseis da Classe “Slava” (ou “Project 1164 – Atlant”), navios de desembarque de doca, contratorpedeiros, fragatas, corvetas e submarinos. A alta complexidade desses projetos já permite, por si só, dar uma ideia do imenso conhecimento e capacidade tecnológicos acumulados pela Ucrânia na área de construção naval, notadamente no período em que ainda pertencia à então União Soviética.
Somente o complexo de estaleiros de Mykolaiv foi responsável pela construção de 11 cruzadores de mísseis guiados, com porte superior a 11.000 toneladas, em menos de 9 anos, uma marca que possibilita aquilatar o enorme potencial do referido complexo, superior, em termos físicos, a todo o conglomerado de construção naval da Hyundai, localizado em Ulsan, na Coreia do Sul.
Apesar da existência de um conflito territorial com o vizinho do norte, a Ucrânia está expandindo ativamente sua capacidade de produção, sendo um parceiro de confiança para muitos países estrangeiros no que se refere à cooperação técnico-militar. Um exemplo dessa cooperação ativa internacional é a recente divulgação, no início de julho 2018, da intenção de estabelecimento de uma parceria, na modalidade “joint venture”, entre a empresa indiana “Bharat Heavy Electricas Ltd” e a empresa ucraniana “Zorya-Mashproekt” (https://www.ibtimes.co.in/bhel-tie-ukrainian-zorya-refurbishing-warship-turbines-774240), para reparo e manutenção de turbinas a gás produzidas na Ucrânia, instaladas em 22 navios militares da Marinha da Índia.
Além disso, está previsto o início das negociações entre o Comando da Marinha indiana e empresas da indústria de defesa da Ucrânia para o reparo, complexa manutenção e modernização parcial do porta-aviões “Vikramaditya” que, também, foi construído na Ucrânia, em Mykolaiv.
A projeto 58300 Amazônia da “UKRINMASH”.
Para atender à solicitação da MB, a empresa ofereceu seu projeto “Navio de Propriedade Intelectual de Proponente – NAPIP”, denominado Projeto 58300 “Amazonia”, elaborado com base no “Projeto 58250” da Corveta Nacional da Ucrânia, que foi adaptado pela empresa estatal “State Research and Design Shipbuilding Center – SRDSC ” (que é o escritório de projeto do complexo naval de Mykolaiv) de modo a atender aos requisitos estabelecidos na “Request for Proposal – RFP”, da MB.
Em particular, foram parcialmente modificados e adaptados parte do armamento, dos sistemas de navegação, detecção e de Guerra Eletrônica para considerar equipamentos de fabricação das principais empresas europeias. O projeto atende integralmente a todos os requisitos técnicos requeridos pela MB.

Arte do Projeto 58300
| Características Projeto 58300 Básicas | |
| Comprimento | 112,0 m |
| Largura | 13,50 m |
| Calado | 3,50 m |
| Deslocamento Máx | 2650 t |
| Resistência(Endurance): | 30 dias |
| Complemento: | 110 |
| Propulsão / Velocidade: | |
| Propulsão: | CODOG |
| Velocidade máx: | não menos 30 nós |
| Alcance: | não menos 4000 NM a 14 nós |
| Sensores e Comunicação: |
| 3D Radar de vigilância de longo alcance de ar/superfície |
| 3D Radar de vigilância de alcance médio de ar/superfície |
| Targeting radar sobre horizonte de longo alcance |
| CMS |
| Sistema de controle de fogo por radar óptico |
| Sistema de controle de fogo por radar optoeletrónico |
| Sonar montado no casco eSonar de arrasto rebocado |
| ESM/ECM/OECM |
| Radar de navegação |
| Intagrated bridge system |
| Armamento |
| 2?4 SSM lançadores |
| SAM sistema de medio alcance |
| Canhão 76 mm |
| Canhões 2?1 35 mm |
| 2?3 324 mm lançadores de torpedos |
| 2?12.7 mm metralhadoras |
| Chaff decoy lançadores |
| Helicóptero multiusoaté 11 t |
A Ucrânia aposta nos componentes associados à Compensação Comercial (“offset”) e à Transferência de Tecnologia que fazem diferença.
Ao contrário de outros participantes, a Ucrânia, em vez de buscar parceria com um estaleiro privado brasileiro com todos os problemas fiscais e trabalhistas inerentes à crise na indústria de construção naval da atualidade, foi a única a propor que a construção da série completa dos quatro navios se desse em um estaleiro militar, utilizando as instalações do Arsenal da Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ), que serão devidamente adaptadas e modernizadas, dentro do programa de “offset” ? para a construção.
Além de concentrar todas as atividades de construção nas instalações da MB, a “UKRINMASH” oferece o envolvimento de uma ampla gama de fornecedores nacionais em todas as fases de construção, proporcionando às unidades que serão construídas um elevado índice de conteúdo local, fator muito importante para o fomento e desenvolvimento da indústria nacional, com a consequente geração de empregos diretos e indiretos. Adicionalmente, a utilização de parte das instalações do AMRJ pela “UKRINMASH”, por meio de “leasing”, propiciará à MB reduzir seus custos, fazendo com que, indiretamente, o valor final dos navios seja menor, representando, portanto, economia extra de recursos financeiros.
A esses aspectos somam-se, ainda, os inerentes ganhos logísticos e financeiros por conta da facilidade de acompanhamento e fiscalização técnico-gerencial de toda a construção por parte da MB, em instalações de sua própria estrutura organizacional, localizadas no centro do Rio de Janeiro, região que concentra a maior parte do corpo técnico que estará envolvido nesse importante programa.
Ao final do programa, a “UKRINMASH” entregará à MB um conjunto completo de documentos do “Projeto 58300”, de sua propriedade intelectual, possibilitando à MB realizar, autonomamente, em sua própria base industrial, o gerenciamento do ciclo de vida útil desses navios, incluindo reparos, manutenções e modernizações futuras, podendo, inclusive, caso oportunamente decidido, vir a construir unidades adicionais, sem depender do consentimento de terceiros. Independentemente dessa autonomia, a MB poderá, ainda, em casos específicos e sempre que necessário, reforçar suas equipes com consultores especialistas da “UKRINMASH”.
Entretanto, a par do excelente projeto que está sendo ofertado, a Proposta de Plano de Compensação (“Offset”), inclui ? além das compensações priorizadas pela MB na RFP, relativas à modernização de sistemas e equipamentos da Corveta da Classe “Barroso” e do AMRJ, à instalação de treinadores do Sistema de Gerenciamento de Combate (“Combat Management System – CMS”) das novas Corvetas em três Centros da MB, e à instalação de novas facilidades no Centro de Manutenção de Sistemas ?, as seguintes ofertas:
1 - Construção no Brasil de um Centro de serviços para reparo e manutenção de turbinas a gás da empresa “Zorya-Mashproekt” que serão instaladas nas novas corvetas e poderão, futuramente, dotar outras unidades da MB, com a correspondente transferência de conhecimentos científicos e tecnológicos. Esse novo Centro poderá ser a solução para o problema histórico da MB com as manutenções de suas turbinas, tradicionalmente realizadas fora do país, a elevados custos e com grande imobilização dos meios envolvidos.
2 - Fornecimento de 5 diques flutuantes, a serem construídos na Ucrânia e transportados para o Brasil, com variadas capacidades de docagem (2 até 3.500 toneladas; 2 de até 8.500 toneladas e 1 de até 25.000 toneladas), que representará expressiva contribuição para o aumento da capacidade de reparo e manutenção de navios de porte variado, podendo ser posicionados nas instalações industriais que forem mais convenientes à MB, seja no AMRJ, seja em outras Bases Navais fora do Rio de Janeiro.
3 - Transferência para a MB do cruzador de mísseis de “Projeto 1164” (“Atlant”), que será restaurado e desmilitarizado na Ucrânia para posterior entrega no Rio de Janeiro. De acordo com a decisão da Marinha quanto ao emprego do navio e sua nova configuração, esse importante meio naval será modernizado por especialistas ucranianos, já em solo brasileiro, com a implementação de um novo conjunto de documentos de projeto a ser desenvolvido pelo SRDSC, que incluirá modernos sistemas de combate e armamento, de comunicações, de navegação, dentre outros, a critério da MB. É importante notar que o cruzador permanece em água doce, sendo submetido a um programa contínuo de armazenamento e preservação em acordo com normas e procedimentos específicos.
O cruzador do “Projeto 1164” é único e é improvável que oferta similar seja feita por qualquer outro proponente.
Transferência de Tecnologia
Finalmente, a proposta da “UKRINMASH” oferece ainda Transferências de Tecnologia, nos moldes requeridos pela MB, para o Sistema de Gerenciamento de Combate (CMS, na sigla em inglês), sendo oferecido o sistema “TACTICOS”, avançado desenvolvimento do grupo francês THALES; e para o Sistema Integrado de Gerenciamento da Plataforma (IPMS, na sigla em inglês), produzido pela gigante industrial “Zorya-Mashproekt”, responsável pelo desenvolvimento de sistemas de turbinas a gás e equipamentos associados, além de outros importantes sistemas do navio.
Assim, a Ucrânia como uma das melhores e mais tradicionais escolas do mundo na construção naval, consagrada projetista de meios navais de alta complexidade, apresenta, em sua singular proposta, a possibilidade de o Brasil combinar sua experiência com as mais avançadas tecnologias de armamento, navegação, comunicações e sistemas de controle, e implementar integralmente o projeto nas instalações industriais do AMRJ.
Finalmente, resta a questão: o Brasil, representado por sua Força Naval, ousaria avançar no nível de qualidade de suas armas sob condições de preço mais favoráveis, selecionando uma proposta de alto nível de complexidade tecnológica e de extraordinária abordagem?

Navio padrão do Projeto 1164 .
terça-feira, 7 de agosto de 2018
UMA GUERRA ESQUECIDA PELO MUNDO
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Posted:
05 Aug 2018 01:30 AM PDT
A menos de 200 km de Rostov, palco do primeiro jogo do Brasil na Copa da Rússia, os torcedores não sabiam, mas estava se desenrolando um sanguinário drama silenciado pela mídia russa.
Mais de cem mil soldados ucranianos, russos, separatistas e
voluntários de vários continentes se engalfinhavam furiosamente.
O
Exército ucraniano quer recuperar seu território ocupado parcialmente por
milícias armadas e sustentadas pela invasora Rússia.
“Essa guerra não
acaba nunca, todo dia alguém está morrendo”, dizia Sasha num deprimente
cemitério na periferia de Donetsk, com os olhos vermelhos pelo choro contido e
pela vodca.
Os dados foram colhidos numa extensa e rica reportagem do
jornalista da “Folha de S.Paulo” Yan Boechat, e que foi
objeto de uma série de programas TV divulgada pela Band.
Boechat diz que
esta é a “última guerra da Europa”.
Desejamos que acabe logo e não seja o início de algo pior. Já são quatro anos de batalhas, com mais de 10 mil mortos e zero perspectiva de solução, observou o jornalista. Desde abril de 2014, atiçados por Moscou, milicianos rebeldes das províncias de Donetsk e Lugansk na fronteira com a Rússia declararam a independência. Eles aspiram a serem absorvidos pela “nova-Rússia”, como a Crimeia invadida ilegalmente pelas tropas de Putin. As forças em guerra estão entrincheiradas em uma linha imaginária que corta o leste do país de norte a sul por quase 500 km.
Cerca de 600 mil pessoas, entre as quais 100 mil crianças e muitos idosos, não têm aonde ir e residem num raio de até 15 km das áreas de combate, em prédios muitas vezes em ruínas. A economia praticamente regional entrou em colapso. A Ucrânia iniciou um processo de aproximação com a União Europeia e quer se integrar na Otan (a aliança militar ocidental) mas Putin advertiu que não tolerará, podendo ser esse o estopim de um conflito continental. Na pequena Zaitseve, descreve Boechat na “Folha”, as ruas estão sempre vazias: quando alguém sai de casa, não para. Quanto menor o tempo ao ar livre, menor a chance de perder a vida.
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quinta-feira, 28 de junho de 2018
DIA DA CONSTITUIÇÃO DA UCRÂNIA - 28 DE JUNHO
28/06 - DIA DA CONSTITUIÇÃO
DA UCRÂNIA
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| Bandeira da Ucrânia |
Em 28 de junho, na
Ucrânia é celebrado o feriado nacional – Dia da Constituição da Ucrânia. Neste
dia no ano 1996, a Verkhovna Rada (o Parlamento) da Ucrânia aprovou uma nova
Lei no país – primeira Сonstituição do Estado moderno ucraniano.
A Constituição
aprovada consolidou as bases legais da Ucrânia independente, sua soberania e
integridade territorial. O documento levou em conta a experiência histórica do
povo ucraniano bem como as melhores tradições mundiais.
Hoje, no dia do 22º
aniversário da vigente Lei da Ucrânia, é importante lembrar, que o nosso país
tem a história do constitucionalismo muito mais antiga, contribuindo
significativamente no desenvolvimento dos processos constitucionais do mundo.
A marca mais distinta
foi feita no século ХVIII por Pylyp Órlyk, o Hétman da Ucrânia (Chefe do
Estado).
"Os Pactos e
Constituições das Leis e Liberdades do Exército de Zaporizhzhia" (1710)
são considerados como a primeira Constituição do Estado ucraniano (chamado
naquela época Zaporizhzhia – o Estado de Cozakos).
A Constituição do
Pylyp Órlyk foi concordante com as tendências do desenvolvimento do então
pensamento político europeu (em particular, afirmando a separação entre igreja
e governo secular), superando a teoria e prática política européia em alguns
aspectos, dando a preferência aos princípios do constitucionalismo em vez da
idéia do absolutismo que foi predominante na Europa.
Outra etapa de
construção do Estado constitucional foi a adoção, em 29 de abril de 1918, pelo
Conselho Central da Lei Fundamental da República Popular da Ucrânia (RPU)
chamada "Estatuto do sistema de governo, direitos e liberdade da
RPU", bem como a aprovação, em 13 de novembro daquele ano, da Constituição
Provisória da República Oeste Ucraniana. No entanto, os trágicos acontecimentos
daquela época impediram a aplicação das disposições destes documentos.
Vale destacar que a
Constituição da RPU foi baseada em padrões democráticos que são agora
reconhecidos internacionalmente como os princípios fundamentais de construção
de estado. O documento fixava a soberania do povo como a principal fonte de
poder, a integridade territorial, e os direitos culturais das minorias
nacionais.
O papel importante
foi atribuído à governação local e ao princípio da separação dos poderes. É
importante ressaltar que a Constituição define a igualdade de todos os
cidadãos, independentemente da idade, raça, religião e gênero, consolidando os
direitos humanos e liberdades fundamentais, abdicando-se de aplicação da pena de
morte.
Devido a esta rica
herança constitucional, o trabalho sobre a criação da Lei Fundamental do nosso
país foi iniciado imediatamente ao proclamar a Declaração da Independência da
Ucrânia, em 1991, envolvendo melhores especialistas do mundo e profissionais
locais, e tendo como êxito a aprovação da Constituição da Ucrânia pelo
Parlamento, em junho de 1996.
A Constituição da
Ucrânia de 1996, além de consolidar os princípios fundamentais da democracia,
independência, direitos humanos e liberdades fundamentais, determina que a
política externa da Ucrânia é destinada a assegurar os seus interesses
nacionais e sua segurança, mantendo a cooperação pacífica e mutuamente benéfica
com a comunidade internacional com base em princípios e normas do direito internacional
universalmente reconhecidos.
A adoção da Lei foi
um ponto de partida da nova era na história da Ucrânia, o que garantiu a
estabilização da situação sócio-política e sócio-econômica do país.
quarta-feira, 27 de junho de 2018
PROMOTOR MILITAR DA UCRÂNIA VATICINA
Promotor militar da Ucrânia prevê surgimento de um novo Pinochet no país
© Sputnik / Stringer
A situação na Ucrânia pode levar à chegada de um novo Augusto Pinochet ao poder, declarou o promotor militar principal do país, Anatoly Matios, em entrevista ao Insider.
Segundo Matios, no país há cerca de 400 mil armas não contabilizadas que entraram nas regiões ucranianas a partir da zona de operações militares em Donbass. Entre as armas estão incluídas pistolas, metralhadoras, granadas e lançadores de granadas.
Com tantas armas, os ucranianos podem criar uma "terceira força" e colocar no poder qualquer político mais ou menos conhecido.
Augusto Pinochet foi um líder militar chileno. Ele chegou ao poder como resultado do golpe militar em 1973, quando o governo socialista do presidente Salvador Allende foi derrubado.
O golpe não foi apenas um motim, mas uma operação militar bem planejada, no centro da qual esteve um ataque combinado realizado com o uso da artilharia, aviação e infantaria. Depois do derrube do governo, foi formada uma junta militar.
Opinião do Administrador do Blog:
Se o possível Pinochet ucraniano fizer pela Ucrânia o que Augusto Pinochet fez pelo Chile, que seja bem-vindo, desde que não seja RUSSO !
Não deixe de assistir ao filme "COLHEITA AMARGA"
Não deixe de assistir ao filme "COLHEITA AMARGA"
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