quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

A RÚSSIA NÃO SE IMPORTA COM AS VIDAS HUMANAS

 

Avanço russo na Ucrânia é mais lento do que na campanha mais sangrenta da I Guerra Mundial

CNN, Brad Lendon

1,2 milhões de baixas russas na Ucrânia superam em muito todos os seus conflitos desde a Segunda Guerra Mundial

Cerca de 1,2 milhões de soldados russos foram mortos, feridos ou dados como desaparecidos desde o início da invasão da Ucrânia, há quase quatro anos. Segundo um novo relatório de um importante centro de reflexão internacional, trata-se de uma taxa de baixas para uma grande potência militar sem precedentes desde a Segunda Guerra Mundial.

Este enorme custo humano traduziu-se em ganhos territoriais relativamente reduzidos no campo de batalha: de acordo com o Center for Strategic and International Studies (CSIS), a Rússia aumentou a área de território ucraniano sob o seu controlo em apenas 12% desde 2022.

O documento coloca em causa a tese, prevalecente em muitos círculos, incluindo na Casa Branca, de que uma vitória russa na Ucrânia é inevitável e está iminente.

"A Rússia está em vantagem", afirmou o Presidente dos EUA, Donald Trump, numa entrevista ao Político no mês passado. "São muito maiores. São muito mais fortes... A certa altura, o tamanho vencerá."

Contudo, o relatório do CSIS defende que a Ucrânia mantém uma vantagem significativa enquanto força defensiva.

A estratégia de "defesa em profundidade" de Kiev, utilizando trincheiras, obstáculos antitanque, minas e outras barreiras, juntamente com drones e artilharia, frustrou as tentativas russas de obter ganhos significativos, refere o documento. Entretanto, as baixas no campo de batalha favorecem a Ucrânia num rácio de 2,5 ou dois para um.

Nem a Rússia nem a Ucrânia divulgam números detalhados sobre as suas baixas em combate.

O relatório estima que as baixas ucranianas (mortos, feridos e desaparecidos) se situem entre os 500 mil e os 600 mil, em comparação com os 1,2 milhões da Rússia. No que toca a mortes em combate, a Rússia registou entre 275 mil e 325 mil, contra as 100 mil a 140 mil da Ucrânia.

"Os dados sugerem que a Rússia dificilmente está a ganhar", escrevem os autores.


Nota do BLOG: Vale a pena trocar vidas humanas por um pedaço de território para quem tem um dos maiores territórios do mundo? (Anatoli Oliynik, 29-01-2026) 

UMA INVASÃO INSANA

Um estudo do Center for Strategic and International Studies, em Washington, estima que o número de militares russos e ucranianos mortos, feridos ou desaparecidos pode chegar a 2 milhões até a primavera do Hemisfério Norte.


As baixas somadas já se aproximam de 1,8 milhão, com cerca de 1,2 milhão do lado russo e 600 mil do lado ucraniano. Mesmo com esse custo humano, os ganhos territoriais são limitados, enquanto Rússia, Ucrânia e Estados Unidos ensaiam novas rodadas de negociações de paz.



Correção na informação da repórter: A invasão russa na Ucrânia começou em 2014 com a invasão da Criméia e não em 2022 conforme a repórter noticia.

P.S. A Rússia não quer nenhum acordo de Paz. O que ela quer, é a capitulação da Ucrânia. Isso não vai acontecer. A Ucrânia vai lutar até o último homem.

Na realidade a Paz nesta INVASÃO RUSSA, não se trata de guerra, só vai acontecer no dia que a Rússia perder o que eles chamam de guerra.

Anatoli Oliynik, 29-01-2026


DECLÍNIO RUSSO

Declínio Russo na Moldávia: Fracasso Estratégico Pós-Ucrânia

A guerra na Ucrânia expôs as fragilidades da influência russa no antigo espaço soviético, com a Moldávia emergindo como exemplo claro de perda de controle de Moscou,  mais um fracasso da estratégia russa que justificava a invasão ucraniana para evitar perda de influência no Leste Europeu. 

Em janeiro de 2026, o governo moldavo iniciou o processo legal para sair da Comunidade dos Estados Independentes (CEI), denunciando acordos pós-soviéticos e confirmando seu rompimento definitivo com a Rússia.

 Essa decisão, somada às negociações de adesão à União Europeia (abertas em 2024, com meta para 2030), sinaliza o fracasso total da estratégia russa de manter satélites na região, perdendo após a invasão da Ucrânia mais um país para o Ocidente.

Transnístria: Enclave em Colapso Isolado. A autoproclamada Transnístria, região separatista pró-Rússia na margem leste do rio Dniester, tornou-se um ponto de fraqueza estratégica para Moscou. Com cerca de 1.500 soldados russos estacionados para "manutenção da paz" desde 1992, o enclave depende de gás russo fornecido como "ajuda humanitária", mas enfrenta cortes frequentes e fronteiras fechadas com a Ucrânia. 

Sem conexão terrestre com a Rússia, devido ao conflito ucraniano, a Transnístria perdeu relevância, operando como estado falido com moeda própria e símbolos soviéticos preservados.

Saída da CEI e Rumos Pró-Ocidente 

A Moldávia, sob a presidente Maia Sandu, prioriza integração europeia, com reformas alinhadas à UE e declarações explícitas contra interferências russas. A denúncia dos pactos da CEI, admitida como legítima até por Moscou, reflete o esgotamento da pressão russa, distraída pela guerra. Negociações para UE e OTAN avançam apesar de sabotagens, consolidando a reorientação geopolítica de Chișinău. Unificação com Romênia: Proteção Hipotética? Sandu afirmou que votaria sim em referendo por unificação com a Romênia, membro da UE e OTAN , caso ameaçada de invasão russa, revelando aversão profunda à política de Moscou. Embora especulativa e rejeitada oficialmente por Bucareste, que prefere adesão soberana moldava à UE, a ideia destaca o desespero ante a debilidade russa para defender seu enclave. População dividida, mas tendência pró-Ocidente prevalece. Esse cenário reforça a narrativa de queda russa e resiliência regional, como discutimos anteriormente sobre Ucrânia: uma das preocupações centrais de Moscou era perder influência no Leste – justificativa explícita para a invasão , mas o resultado é o oposto, com proxies isolados e nações virando-se inexoravelmente para o Ocidente.

A Transnístria pode ser o próximo dominó a cair. 

Por Tarás Antonio Dilay

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

A RÚSSIA REALIZA ATAQUES À POPULAÇÃO CIVIL NA UCRÂNIA

 

Desde o início da temporada de aquecimento, a Federação Russa realizou 256 ataques ao setor de energia da Ucrânia

  •  15.01.2026, 11:21
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A Rússia tem atacado sistematicamente a infraestrutura energética ucraniana desde o início da temporada de aquecimento. O Serviço de Segurança da Ucrânia documentou centenas de ataques que apresentam sinais de crimes contra a humanidade

Фото: ДСНС України
Foto: Serviço de Emergência do Estado da Ucrânia

O Serviço de Segurança da Ucrânia coletou evidências que confirmam que os ataques da Rússia à infraestrutura energética são uma política direcionada e consistente do Kremlin, com o objetivo de destruir a população civil.

Desde o início da temporada de aquecimento, a SSU registrou 256 ataques aéreos a instalações de energia e sistemas de fornecimento de calor. Desde outubro de 2025, as tropas russas atacaram propositalmente 11 usinas hidrelétricas e 45 maiores usinas termelétricas da Ucrânia.

Além disso, o inimigo lançou 49 ataques contra usinas termelétricas e 151 ataques contra subestações elétricas em diferentes regiões do país. Todos os ataques foram de natureza combinada e realizados usando dezenas de drones e mísseis.

A maior parte dos bombardeios foi registrada em Kiev e na região de Kiev, assim como nas regiões de Kharkiv, Odesa, Dnipropetrovsk, Sumy, Mykolaiv e Chernihiv. Para ataques, a Federação Russa utilizou mísseis balísticos e de cruzeiro "Iskander", "Kalibr", Kh-101, Kh-69 e drones do tipo "Geran".

O bombardeio durante o período de uma forte onda de frio causou grandes apagões de eletricidade, aquecimento e abastecimento de água, deixando milhões de ucranianos sem condições básicas de vida.

A SSU qualifica a destruição sistêmica do sistema energético ucraniano como crimes contra a humanidade sob o Artigo 442-1 do Código Penal da Ucrânia. Esses crimes são de natureza internacional e envolvem responsabilidade tanto em tribunais ucranianos quanto estrangeiros.

Os investigadores da SSU estão trabalhando nos locais de cada ataque, coletando provas para que todos os envolvidos nesses crimes sejam punidos.