N O T I C I A S da U C R Â N I A
Seja bem-vindo! Este blog defende uma Ucrânia livre do comunismo e do jugo moscovita.
terça-feira, 12 de maio de 2026
RUSSIA, UCRÂNIA E AS SOMBRAS DA UNIÃO SOVIÉTICA
SOCIEDADE
Rússia, Ucrânia e
as sombras da União Soviética
Vladimir Putin, Rússia e Ucrânia em 2022; Nikita Kruschov, União
Soviética e Hungria em 1956: qualquer semelhança… talvez não seja mera
coincidência. Leia uma interessante análise da guerra atual à luz da história
recente da humanidade
Tradução: Equipe Christo Nihil
Praeponere, 4 de Março de 2022
[Este
texto não é de autoria do Padre Paulo Ricardo; foi escrito por Paul Kengor e
traduzido por nossa equipe para esta publicação.]
As pessoas têm me pedido para analisar, em termos de perspectiva
histórica, a gravidade do que Vladimir Putin e suas tropas russas estão fazendo
agora na Ucrânia. Trata-se de algo sem precedentes? Há algum paralelo na
história recente da Rússia?
Na história recente da Rússia não. A Rússia moderna é uma Rússia
pós-Guerra Fria, produto outrora esperançoso do colapso da União das Repúblicas
Socialistas Soviéticas (URSS) em dezembro de 1991. Essa desintegração soviética
foi pedida por todas as “repúblicas” da União Soviética, inclusive a Ucrânia,
que declarou sua independência do monstrengo Estado-pai antes daquele dezembro.
Em dezembro de 2021, eu poderia ter escrito uma matéria para o National
Catholic Register celebrando o 30º aniversário do fim da URSS, com a Ucrânia
celebrando alegremente seu 30º ano de liberdade. A independência da Ucrânia foi
celebrada pelo Papa João Paulo II em 2001. Na ocasião, eu escrevi aqui [no Register]
sobre o assunto, observando a terrível descrição que o Papa eslavo fez daquela
terra “regada pelo sangue dos mártires”.
Neste exato momento, a Ucrânia está sendo martirizada uma vez mais. E de
novo os perseguidores marcham de Moscou.
Em termos de história russa moderna, o crime de Putin contra a
humanidade não tem paralelo. No estágio global pós-Guerra Fria, talvez a
comparação mais próxima seja a invasão do Kuwait por Saddam Hussein em 1990,
mas mesmo ela acabou antes de a URSS ser extinta. De fato, tanto Mikhail
Gorbatchov quanto Boris Iéltsin condenaram a agressão do Iraque e apoiaram a
união da comunidade internacional, sob o presidente George H. W. Bush, para
retirar as tropas iraquianas do Kuwait na primavera de 1991.
No que diz respeito à Rússia, ou — talvez eu deva dizer — “Moscou” ou o
Kremlin, a atual invasão à Ucrânia evoca memórias do Exército Vermelho
invadindo o Afeganistão, em dezembro de 1979; da chamada “Primavera de Praga”,
na Thecoslováquia, em 1968; e, sobretudo, da invasão soviética à Hungria, em
outubro e novembro de 1956.
Se estamos à procura de paralelos, sinto muito em dizer que a Ucrânia
em 2022 faz lembrar muito a Hungria em 1956, e essa não é uma perspectiva
nada agradável.
Era 23 de outubro de 1956, festa de São João de Capistrano. Nascido em
Capistrano, na Itália, em 1385, filho de um cavaleiro alemão que vivia na
cidade, João estudou Direito e terminou entrando na comunidade franciscana. Foi
para a Hungria, onde se tornou conhecido como João Capistrano. No ano de 1456,
conduzindo uma enorme cruzada contra os turcos otomanos, João marchou à frente
de um exército de 70 mil cristãos húngaros, assegurando uma vitória monumental
na grande Batalha de Belgrado. Três meses depois, ele morreu em Ilok, na
Croácia.
São João não hesitou jamais em se colocar no centro do combate contra
invasores e opressores que martirizaram muitos fiéis húngaros. Em 1956, 500.º
aniversário de sua morte e formidável vitória — e nada menos que dia de sua
festa —, os sucessores de São João tiveram de enfrentar novas forças invasoras.
Desta vez, da União Soviética. Foi o primeiro dia da Revolução Húngara.
O povo húngaro se reuniu naquele outubro de 1956 em Budapeste para pôr
abaixo uma estátua gigante de Stálin. Era o maior monumento a ele no mundo, e
sua localização tinha um significado profundo. Ele estava no lugar do Regnum
Marianum, uma igreja cujo nome em latim invocava a realeza da Mãe de Jesus.
A belíssima igreja foi construída em 1931. Em agosto de 1951, os comunistas
depredaram a igreja pedra por pedra. Em seu lugar erigiu-se um enorme edifício
a Stálin, cujos pés de bronze, segundo a lenda, estavam situados precisamente
onde repousava o altar da igreja. Só a cabeça inflada de Stálin era do tamanho
de cinco húngaros.
Naquele outubro, uma enorme multidão se juntou ao redor da base da
estátua cantando: “Vamos pôr isso abaixo!” Duas dúzias de caminhões apareceram.
As pessoas pegaram em cabos, cordas e maçaricos. E a escultura veio abaixo.
A vitória contra o Kremlin, no entanto, teria curta duração. Sentindo
esse grito por independência, o sucessor de Stálin, Nikita Kruschov, enviou o
Exército Vermelho. O regime ordenou um esmagamento imediato das massas
húngaras, indo direto à capital do país. Bem rapidamente, milhares de
guerreiros pela liberdade estavam mortos.
O Vaticano respondeu depressa, com o Papa Pio XII — a quem os capangas
de Stálin uma década antes chamaram “o Papa de Hitler” —, emitindo uma
declaração, Datis Nuperrime, com um subtítulo afiado: “Encíclica sobre o
uso cruel de força na Hungria”. Foi publicada em 5 de novembro e dirigia-se aos
“Veneráveis Irmãos, Patriarcas, Primados, Arcebispos, Bispos e outros
Ordinários locais em paz e comunhão com a Sé Apostólica”.
Não muito diferente do Papa Francisco convocando o mundo inteiro para
rezar pela paz na Ucrânia em 2022, o Papa Pio XII pedia por “um novo dia de
paz, com base na justiça e na liberdade, para o nobre povo da Hungria”.
Mas as orações não pararam o Kremlin em 1956, assim como não o pararam
em 2022.
Muitas pessoas na Hungria enfrentaram, depois disso, uma terrível
perseguição — inclusive um sacerdote húngaro, o [Venerável] Arcebispo József
Mindszenty, cujo mau tratamento recebido não foi para ele nenhuma surpresa.
Afinal, esse parecia ser há muito o seu destino. Em 21 de fevereiro de 1946,
ele recebeu o barrete cardinalício do Papa Pio XII. “Recebei o barrete
vermelho”, disse o Papa ao prelado, “pelo qual deveis mostrar-vos dispostos a
morrer, derramando com bravura o próprio sangue, para exaltação do Santíssimo
Salvador”. Tendo colocado a biretta vermelha sobre a cabeça do Arcebispo
Mindszenty, Pio XII olhou para os outros cardeais e profetizou: “Entre os 32
[aqui presentes], tu serás o primeiro a sofrer o martírio, de cujo
símbolo é esta cor vermelha” [i].
Não demorou muito. Pouco tempo depois de ter voltado para casa, os
comunistas assediaram, agrediram, torturaram e encarceraram o Cardeal
Mindszenty. Ele passou os oito anos seguintes em um confinamento solitário que
quase o levou à morte.
A Revolução de 1956 todavia o libertou. O prelado foi solto por forças
rebeldes, ainda que os comunistas tivessem retomado rapidamente o controle do
governo. Ao invés de abandonar seu povo, o Cardeal Mindszenty passou a morar na
embaixada dos Estados Unidos em Budapeste, recusando-se a deixar seu país. Ele
viveu na embaixada por 15 anos, oferecendo sua angústia como um mártir vivo da
fé cristã sob o regime comunista. O Arcebispo [e também Venerável] Fulton Sheen
chamou-lhe “o mártir ‘seco’ da Hungria” [ii].
Em todo caso, assim como fizeram com o [igualmente Venerável] Papa Pio
XII, o Kremlin tachava esses clérigos católicos de “nazistas”, “simpatizantes
de Hitler” e “fascistas”.
O presidente Vladimir Putin em reunião por videoconferência com o presidente chinês Xi Jinping no Kremlin, em Moscou. Imagem: Alexei Nikolsky/Sputnik/AFP.
A atual campanha do Kremlin na Ucrânia parece assombrosamente similar.
Putin e seus propagandistas têm acusado a Ucrânia e seu presidente judeu de
serem pró-nazismo, uma acusação completamente ridícula à qual ninguém dá
crédito. Eles deram início à invasão sob o pretexto de “desnazificar” a
Ucrânia. Eles estão mais uma vez usando o argumentum ad Hitlerum.
Algumas coisas não mudam nunca.
As grandes mentiras de Putin fazem lembrar as que foram contadas ao povo
da Hungria em 1956 pelo líder da KGB — Iúri Andropov (o qual se tornaria, mais
tarde, ninguém menos que o superior de Vladimir Putin na KGB). Vale lembrar
também que foi Andropov quem aprovou a tentativa de assassinato do Papa João
Paulo II pelo Kremlin.
Estranhamente, a atual situação da Ucrânia também faz lembrar a Hungria
no potencial de enviar milhões de cidadãos para o Ocidente como refugiados. Foi
precisamente o que aconteceu na Hungria em 1956, e parece estar acontecendo de
novo agora, em 2022.
Pior de tudo: o ataque do Kremlin tem o potencial de provocar um elevado
número de mortes. Até o presente, ninguém sabe realmente quantas pessoas foram
mortas na invasão de 1956. Sabemos apenas que foram muitos milhares, talvez
dezenas de milhares. Tratou-se de uma tragédia sangrenta.
Podemos apenas esperar e rezar para que uma sorte semelhante não recaia sobre o povo ucraniano em 2022.
Notas
[i]
As palavras “Recebei o barrete
vermelho…” fazem parte da fórmula de imposição do chapéu rubro. O rito sofreu
alterações depois de Pio XII, mas sua essência permanece ainda hoje: Ad
laudem omnipotentis Dei et Apostolicae Sedis ornamentum, accipite biretum
rubrum, Cardinalatus dignitatis insigne, per quod significatur usque ad
sanguinis effusionem pro incremento christianae fidei, pace et quiete populi
Dei, libertate et diffusione Sanctae Romanae Ecclesiae vos ipsos intrepidos
exhibere debere. “Para glória do Deus todo-poderoso e honra da Sé
Apostólica, recebei o barrete vermelho, sinal da dignidade do cardinalato, pelo
qual deveis mostrar-vos intrépidos [a defender] até a efusão do sangue o
incremento da fé cristã, a paz e tranquilidade do povo de Deus e a liberdade e
difusão da Santa Igreja Romana” (Cappella Papale. Concistoro Ordinario Pubblico
presieduto dal Santo Padre Benedetto XVI per la creazione di nuovi cardinali.
Basilica Vaticana, 18 feb. 2012, p. 25, trad. port. nossa) (N.T.).
[ii] Aqui o termo dry, que traduzimos
literalmente como “seco”, tem o sentido de “desadornado”, “sem galas” (N.T.).
O APOIO DA DIÁSPORA À UCRÂNIA
O APOIO DA DIÁSPORA À UCRÂNIA
Palestra por: Engene Czolij
Tradução: Mariano Czaikowski
Palestra Virtual de
Eugene Czolij – advogado, ex-presidente do Congresso Mundial dos Ucranianos
2008-2018, Presidente da Organização Ucrânia 2050 e Consul Honorário da Ucrânia
em Montreal – Canada. Organizada pela Representação Central Ucraniana
Brasileira no dia 19 de novembro de 2021.
Em primeiro lugar, gostaria
de parabenizar Sua Eminência Bispo Volodymyr Kovbych, Sua Eminência Bispo Myron
Mazur, Cônsul Honorário da Ucrânia em Curitiba Marian Tchaikovsky, Professor
Clodogil Fabiano Ribeiro Dos Santos e Vice-Presidente Regional da Ucrânia e
Vice-Presidente da Central e da Ucrânia Vice-presidente e Sociedade Central de
Educação da República Argentina de Yuri Danylyshyn.
Também gostaria de
parabenizar o Vice-Presidente do Congresso Mundial dos Ucranianos e o
Presidente da Representação Central Ucraniano-Brasileira, Vitório Sorotiuk,
e agradeço sinceramente a organização deste evento.
Também parabenizo a
comunidade ucraniana no Brasil pelo 130º aniversário da imigração ucraniana ao
Brasil.
Recordo com prazer as minhas
três viagens ao Brasil como Presidente do Congresso Mundial de Ucranianos,
nomeadamente em 2009 quando estive em Curitiba, União da Vitória, Prudentópolis
e na aldeia de Dorizon (perto de Malet) em 2011 e 2017, quando estive em
Curitiba. O principal organizador das minhas viagens ao Brasil foi Vitorio
Sorotiuk, a quem agradeço mais uma vez.
Gostaria de parabenizar a
todos, em particular ao Presidente da Representação Central
Ucraniano-Brasileira Vitório Sorotiuk, por um notável feito, a
saber, em 5 de outubro de 2021, a Câmara Municipal de Prudentópolis decidiu por
unanimidade que o ucraniano é a língua co-oficial do município
de Prudentópolis.
Este ano, os ucranianos e
nossos amigos de todo o mundo celebraram o 30º aniversário da restauração da
independência da Ucrânia, que é, sem dúvida, um dos eventos geopolíticos mais
importantes do século XX, o que o ex-presidente dos EUA Ronald Reagan
corretamente chamou de fim do "império do mal" e permitiu ao
povo ucraniano sair do colonialismo e entrar no círculo dos povos livres do mundo.
A proclamação da
independência restaurada da Ucrânia também foi muito útil para a diáspora
ucraniana, pois o Ocidente agora reconhece que os ucranianos na diáspora têm
raízes em um país chamado Ucrânia, e não em algum território desconhecido que
faz parte da Áustria-Hungria, Polônia, Romênia , ou a União Soviética.
Por sua vez, a diáspora
ucraniana também contribuiu para esta grande história de sucesso, apoiando
ativamente a nação ucraniana e seus lutadores pela liberdade e, assim,
defendendo a independência da Ucrânia e estabelecendo um Estado ucraniano.
Para os céticos de tal
afirmação, primeiro gostaria de lembrá-los de informações estatísticas
extremamente convincentes.
Durante o período de
agressão russa de 6 anos entre 2015 e 2020, o Fundo Monetário Internacional
concedeu empréstimos à Ucrânia no valor de 12 bilhões de dólares americanos.
Para efeito de comparação,
de acordo com o Banco Mundial, para o mesmo período de 6 anos, entre 2015 e
2020, ucranianos que vivem fora da Ucrânia, incluindo trabalhadores migrantes
ucranianos que sustentam suas famílias em casa, foram transferidos para o
sistema financeiro da Ucrânia 74 bilhões de dólares americanos.
Durante a difícil agressão
russa e a pandemia COVID-19 apenas em 2020, o Fundo Monetário Internacional
concedeu US $ 2,1 bilhões em empréstimos à Ucrânia, enquanto a diáspora
ucraniana transferiu quase US $ 14 bilhões.
Além disso, a diáspora
ucraniana, liderada pelo Congresso Mundial de Ucranianos, deu uma contribuição
significativa para:
● reconhecimento pela
comunidade internacional da restauração da independência da Ucrânia;
● a compra de instalações
para a Embaixada e residência do Embaixador da Ucrânia no Canadá, para os
Consulados Gerais da Ucrânia em Nova York e Chicago e para a Missão Permanente
da Ucrânia nas Nações Unidas em Nova York;
● garantir o apoio da
Ucrânia por parte dos estados ocidentais e da comunidade internacional, que
forneceu assistência econômica, técnica, militar e humanitária à Ucrânia, bem
como impôs e manteve sanções direcionadas contra a Rússia por violar a
integridade territorial da Ucrânia;
● levantar a questão dos
prisioneiros políticos ucranianos e reféns mantidos pelas autoridades russas em
vários fóruns internacionais e pedir a sua libertação, bem como enfatizar as
violações graves dos direitos humanos, nacionais e religiosos e das liberdades
dos ucranianos e dos tártaros da Crimeia nos territórios ocupados ilegalmente
territórios da Crimeia e no leste da Ucrânia, bem como na Rússia;
● combater a desinformação
russa, que visa retratar a Ucrânia como um país falido, e disseminar
informações verdadeiras sobre a Ucrânia, incluindo seu progresso na reforma e
modernização;
● em apoio às aspirações da
Ucrânia de integração europeia e eventual adesão à União Europeia, incluindo:
(1) assinatura, ratificação e implementação do Acordo de Associação UE-Ucrânia;
e (2) a introdução de um regime de isenção de visto para a Ucrânia no espaço
Schengen. Como resultado dessas conquistas de integração europeia, a União
Europeia é atualmente o maior parceiro comercial da Ucrânia. O volume do
comércio entre a Ucrânia e a União Europeia em 2020 é quase 41% do volume total
do comércio da Ucrânia com o mundo;
● em apoio ao curso
euro-atlântico da Ucrânia e sua eventual adesão à OTAN;
● auxiliar no fornecimento
do Tomos na autocefalia da Igreja Ortodoxa da Ucrânia;
● em reconhecimento do
Holodomor como genocídio do povo ucraniano, que agora foi oficialmente cometido
por mais de 15 países; e
● observar as eleições
presidenciais e parlamentares na Ucrânia.
Como alguém pensa que isso é
um exagero da contribuição de ações coordenadas da diáspora na defesa e
desenvolvimento do estado ucraniano - quero chamar a atenção para como a
própria Rússia, país agressor da Ucrânia, avalia tal contribuição do ucraniano
diáspora liderada pelo Congresso Mundial de Ucranianos (CMU).
Em 11 de julho de 2019, a
Procuradoria-Geral da Rússia decidiu declarar indesejáveis as atividades do
Congresso Mundial de Ucranianos no território da Federação Russa.
Em 17 de julho de 2019, o
Ministério da Justiça russo incluiu o CMU em sua lista de organizações
não governamentais internacionais estrangeiras cujas atividades são
consideradas indesejáveis no território da Federação Russa.
Em 9 de outubro de 2019, o CMU entrou com uma ação judicial contra o Gabinete do Procurador-Geral e o
Ministério da Justiça da Rússia no Tribunal Distrital de Tver em Moscou.
Em 11 de março de 2020, o
Tribunal Distrital de Tver de Moscou referiu-se a uma carta do Serviço de
Segurança Federal da Rússia (ou FSB) afirmando que "as atividades do
Congresso Mundial de Ucranianos são destrutivas e ameaçam os alicerces da ordem
constitucional e da segurança da Federação Russa. "O tribunal, portanto,
decidiu rejeitar a reclamação do CMU e declarou que os seguintes
exemplos de atividades do CMU eram suficientes para justificar a
decisão do Gabinete do Procurador-Geral:
1) promoção de iniciativas
políticas anti-russas para devolver a Crimeia à Ucrânia, fortalecendo as
sanções contra a Rússia, conduzindo uma campanha para revisar a "história
comum da Rússia e da Ucrânia" e minando a Ortodoxia canônica na Ucrânia;
2) O presidente do CMU conduziu 147 viagens internacionais a 51 países de 2013 a 2018, onde
ocorreram cerca de 1.500 reuniões bilaterais, durante as quais ele chamou o
negócio principal do CMU - proteger a integridade territorial da
Ucrânia da agressão russa e apelar a uma ação eficaz. com a ocupação da Crimeia
e parte do leste da Ucrânia, incluindo a prestação de assistência militar, bem
como o reforço das sanções contra a Federação Russa e a suspensão da construção
do gasoduto Nord Stream-2;
3) levantar em 2018 nos
eventos da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, o Fórum Econômico
Mundial em Davos, a Comissão Europeia, as Nações Unidas e outras plataformas
internacionais a questão da agressão russa, ocupação da Crimeia, Nord Stream 2
e a necessidade de sanções contra a Rússia; e
4) iniciar a ação global
"Cartão Vermelho para Putin" durante a Copa do Mundo FIFA 2018, que
teve como objetivo pressionar as autoridades russas.
Como resultado, todos os
tribunais de apelação e cassação da Rússia rejeitaram as queixas do CMU e consideraram o Tribunal Distrital de Tver de Moscou legal e razoável.
Assim, todos os tribunais da Rússia concordaram que tais "atividades do
Congresso Mundial dos Ucranianos são destrutivas e representam uma ameaça aos
fundamentos da ordem constitucional e da segurança da Federação Russa".
Todos estes fatos e
estatísticas devem, antes de mais nada, nos fazer sentir que a diáspora
ucraniana é uma parte integrante do povo ucraniano, que a diáspora ucraniana
pode realmente e concretamente ajudar na construção do Estado ucraniano e que a
diáspora ucraniana realmente o fez no últimos 30 anos desde a independência da
Ucrânia.
Todos esses fatos e
estatísticas devem nos encorajar a ser ainda mais sacrificiais com nosso tempo
e finanças para ajudar ainda mais o povo ucraniano nestes tempos difíceis,
porque a Rússia - embora reconhecesse a independência da Ucrânia pelo nome -
nunca aceitou a realidade geopolítica que surgiu. como resultado da restauração
da independência da Ucrânia.
É por isso que a Rússia
invadiu a Crimeia em fevereiro de 2014, e logo depois - no leste da Ucrânia.
Desde então, a Rússia tem travado uma guerra híbrida contínua contra a Ucrânia
com o objetivo claro de recuperar o controle dela.
Esta agressão militar já
destruiu cruelmente pessoas e propriedades.
Nos últimos sete anos de
agressão russa, mais de 14.000 pessoas foram mortas e mais de 30.000 feridas,
incluindo civis e soldados ucranianos, apenas nos oblastos ocupados de Donetsk
e Luhansk, e mais de 1,5 milhão de deslocados internos estão atualmente na
Ucrânia.
Infelizmente, enquanto o
Ocidente apóia a Ucrânia e condena as violações flagrantes da ordem mundial
pela Rússia, os líderes ocidentais ainda não sabem que o plano de Putin vai
muito além da Crimeia e das regiões de Donetsk e Luhansk, e visa a
independência da Ucrânia para recriar um novo e ameaçador império russo.
Portanto, devemos pedir de
forma conjunta e convincente à comunidade internacional que ajude efetivamente
a Ucrânia a restaurar e proteger totalmente a sua integridade territorial - não
apenas para a Ucrânia - mas também para a comunidade internacional, porque uma
Ucrânia independente e territorialmente integrada com plena participação na
OTAN e a União Europeia, é a melhor garantia de paz e estabilidade no mundo.
Em particular, neste momento
crítico, a diáspora ucraniana, incluindo a comunidade ucraniana no Brasil, deve
continuar seu trabalho de defesa de direitos para que a comunidade
internacional possa tomar medidas concretas para:
(1) A OTAN forneceu à
Ucrânia um Plano de Ação para a Adesão à OTAN;
(2) a Rússia não poderia
contornar a Ucrânia no fornecimento de gás à Europa e continuar a usar o gás
como arma política contra o Ocidente; e
(3) A Rússia foi proibida de
usar o sistema de pagamento SWIFT, a menos que desocupasse a Ucrânia dentro de
um determinado período de tempo estabelecido pelo Ocidente.
Seis anos atrás, em 3 de
novembro de 2015, durante seu depoimento perante o Subcomitê de Cooperação para
a Segurança Europeia e Regional do Comitê de Relações Exteriores do Senado dos
Estados Unidos,
O ex-subsecretário de Estado
adjunto dos Estados Unidos Benjamin Zif disse sobre os incríveis esforços do
Kremlin para semear incerteza, confusão e suspeita e questionar nossas verdades
mais básicas:
"O Kremlin está
patrocinando o esforço com um sofisticado aparato de propaganda de US $ 1,4
bilhão por ano em seu território e no exterior, que estima chegar a 600 milhões
de pessoas em 130 países, em 30 idiomas. O governo russo também está
financiando centros de pesquisa e organizações em países vizinhos para ajudar a
atingir seus objetivos de espalhar falsas narrativas do Kremlin; a imagem do
Ocidente como ameaça; e minando a confiança na mídia independente, bem como nas
instituições e valores ocidentais ".
Diante disso, um desafio
extremamente importante para a comunidade internacional é aumentar a
conscientização sobre essa desinformação entre as autoridades, a sociedade
civil e a população em geral dos países ocidentais.
A este respeito, a Ucrânia e
os seus 20 milhões de diáspora ucranianos devem envidar todos os esforços para
conter essa desinformação e, assim, garantir que a comunidade internacional
forme a sua opinião e tome decisões sobre a Ucrânia e a diáspora ucraniana com
base em informações verdadeiras.
Atualmente, esta é
provavelmente uma das tarefas mais importantes da diáspora ucraniana no combate
à agressão híbrida russa contra a Ucrânia.
Além disso, a diáspora
ucraniana tem a oportunidade e os meios para combater de fato essa
desinformação em vários fóruns e redes sociais, a começar pela maior rede do
Facebook, que foi usada por 2,89 bilhões de usuários no segundo trimestre de
2021.
Portanto, aproveito a
oportunidade para agradecer a todos os participantes deste evento que já
aderiram à Missão Permanente de Monitoramento da Mídia Internacional da ONG
"Ucrânia-2050" para combater a desinformação contra a Ucrânia e a
diáspora ucraniana. Hoje, a missão conta com 166 membros de 56 países,
incluindo o Brasil, que monitoram em 42 idiomas de forma voluntária e combatem
a desinformação.
Também convido sinceramente
a todos a se juntarem à nossa missão e ajudar concreta e diariamente a Ucrânia
a lutar contra a agressão híbrida russa e a afirmar ainda mais sua condição de
Estado.
Muito obrigado pela atenção!
Eugene Czolij
19 de novembro de 2021
segunda-feira, 11 de maio de 2026
UMA HISTÓRIA DA UCRÂNIA
UMA HISTÓRIA DA UCRANIA
― Cronologia ―
|
História Mundial: 45.000 a.C. |
Os humanos chegam ao sul da Europa. |
|
45.000 – 43.000 a.C. |
Os caçadores de mamutes do
Neandertal constroem seus povoamentos na Ucrânia |
|
4500 – 3000 a.C. |
Tribos do Neolítico, da cultura cucuteni-tripiliana,
produtores de estátuas de barro e cerâmica colorida, chamam as terras entre o
Danúbio e Dniepre a sua casa. |
|
Ca. 3500 a.C. |
Os humanos entre o Rio Danúbio e
Dniepre domesticam o cavalo. |
|
História Mundial: 3500 a.C. |
Os Sumérios migram para a Mesopotâmia |
|
1300 – 750 a.C. |
O reino dos Cimérios, a terra de
origem da personagem de ficção Conan, o Bárbaro, estabelece-se nas estepes
Pônticas do Sul da Ucrânia. |
|
750- 500 a.C. |
Colônias mercantis gregas
estabelecem-se na costa Norte do Mar Negro; os gregos imaginam que figuras
místicas como (as mulheres guerreiras) Amazonas ocupam as estepes do Norte da
Ucrânia. |
|
750 – 250 a.C. |
Cavaleiros Citas expulsam os
Cimérios. |
|
História Mundial: 853 a.C. |
Fundação lendária de Roma. |
|
512 a.C. |
Dario, o Grande, da Pércia marcha sobre as estepes Pônticas numa
tentativa vã de derrotar o exército dos Citas. |
|
C. 485 – 425 a.C. |
Vida e tempos de Heródoto, que
descreveu a Cítia e classificou a sua população como pertencente a vários
estratos, incluindo os Citas Reais e os Citas Agricultores, a população
estabelecida na fronteira entre a floresta e a estepe. |
|
250. a.C. – 250 d.C. |
Os Sármatas tiram aos Citas o
controle das estepes. |
|
1 – 100 |
Os Romanos estabeleceram a sua
presença nas colônias gregas; Estrabão identifica o rio Don como a fronteira
oriental da Europa, deixando os atuais territórios ucranianos no lado europeu
da divisão Europa-Ásia. |
|
História Mundial: c. 30 |
Jesus entra em Jerusalém |
|
250 – 375 |
Os Godos derrotam os Sármatas e
controlam o território da Ucrânia. |
|
375 – 650 |
Período das migrações: Hunos,
Ávaros e Protobúlgaros avançam pelas estepes Pônticas. |
|
C. 551 |
O historiador Jordanes localiza
tribos eslavas de Esclavenos e Antes entre o Danúbio e o Dniepre; no início
do século, os Antes ficam conhecidos por atacarem o Império Romano. |
|
650 – 900 |
O Canato de Khazar recolhe tributos
das tribos eslavas na Ucrânia. |
|
História Mundial: 800 |
Carlos Magno é coroado o imperador do Romanos. |
|
838 |
Primeira menção aos viquingues Rus
em fontes ocidentais. |
|
860 |
Primeiro ataque Rus a
Constantinopla a partir das costas do Mar Negro. |
|
950 |
O Imperador Bizantino, Constantino
VII Porfirogênito, descreve relações comerciais com a Rus e a rota do
Dniepre-Mar Negro, utilizado tanto para comércio como para a guerra. |
|
971 |
O Imperador João Tzimisces
encontra-se com o príncipe Sviatolav de Kyiv no Danúbio para negociar tréguas
entre Bizâncio e a Rus. |
|
987 – 989 |
O príncipe Volodymyr de Kyiv [filho de Sviatoslav] sitia a
fortaleza bizantina de Quersoneso, na Criméia; casa com Ana, irmã do
imperador Basílio II de Bizâncio, e aceita o cristianismo para si e para o
seu reino. |
|
1037 |
O Príncipe Yarolav, O Sábio, completa a construção da
Catedral de Santa Sofia, sede dos metropolitas da Rus e local da primeira
biblioteca. |
|
História Mundial: 1054 |
Roma e Constantinopla dividem a Igreja Cristã |
|
1054 |
A morte do Príncipe Yaroslav, O Sábio, apelidado pelos historiadores
de “sogro da Europa”, devido aos casamentos das suas filhas com membros das
dinastias reinantes europeias, sinaliza
o início da desintegração da Rus de Kyiv. |
|
1113 - 1125 |
O Príncipe Volodymyr Monómaco
restaura temporariamente a união da Rus de Kyiv e promove a escrita da Crônica dos Anos Passados, a principal
fonte narrativa sobre a história da Ucrânia medieval. |
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1187 – 1189 |
Um cronista de Kyiv usa pela
primeira vez a palavra “Ucrânia” para descrever a estepe fronteiriça de
Pereiaslav, a leste, até à galícia, a oeste. |
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História Mundial: 1215 |
A Magna Carta é assinada pelo Rei João, de Inglaterra |
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1238 - 1264 |
O Príncipe Danylo da
Galícia-Volínia, que recebeu uma coroa do Papa, controla a maioria dos
territórios ucranianos, atirando a Horda Dourada, no Leste, contra os reinos
polaco e húngaro, no Oeste; funda a cidade de Lviv. |
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1240 |
Kyiv cai nas mãos dos exércitos
mongóis e a Ucrânia encontra-se dentro da esfera de influência da Horda
Dourada. |
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1241 – 1261 |
A Transcarpátia cai sob o controle
dos reis da Hungria. |
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1299 – 1325 |
Metropolita da Rus muda de Kyiv,
devastada pelos mongóis, para Vladimir, no rio Kliazma, e depois para Moscovo;
estabelecendo outro Metropolitano na Galícia. |
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1340 – 1392 |
O outrora poderoso principado da
Galícia-Volínia divide-se, a Galícia para a Polônia e a Volínia, juntamente
com a região do Dniepre, para os príncipes lituanos. |
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História Mundial: 1347 |
A Peste Negra assola a Europa. |
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1362 |
Exércitos lituanos e Rus contestam
o domínio dos khans da Horda
Dourada sobre as estepes ucranianas na Batalha de Syni Vody; a maior parte da
das terras ucranianas passa a fazer parte do Grão-Ducado da Lituânia. |
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1386 |
O príncipe Jogelão da Lituânia casa
com a rainha Edviges da Polônia, iniciando a conversão das elites lituanas ao
catolicismo e a unificação gradual do reino da Polônia e do Grão-Ducado da
Lituânia. |
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1430 – 1434 |
As elites Rus (ucranianas e
bielorrusas) do Grão-Ducado da Lituânia insurgem-se contra as políticas
discriminatórias dos governantes católicos (do Grão-Ducado da Lituânia). |
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1449 – 1478 |
O Canato da Criméia torna-se
independente da Horda Dourada, mas cai sob o controle do Império Otomano. |
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1492 |
Primeira referência aos cossacos
ucranianos em fontes históricas. |
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1514 |
O Príncipe Kostiantyn Ostrozky
[príncipe ruteno e magnata do Grão-Ducado da Lituânia] derrota o exército
moscovita na Batalha de Orsha na disputa entre a Lituânia e a Moscóvia pelas
antigas terras da Rus de Kyiv. |
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História Mundial: 1517 - 1569 |
Martinho Lutero publica as Noventa
e Cinco Teses. |
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1569 |
A “União de Lublin”, entre o Reino
da Polônia e o Grão-Ducado da Lituânia, cria a Comunidade Polaco-Lituana, na
qual a Polônia estabelece jurisdição sobre a Ucrânia e a Lituânia mantém o
seu domínio sobre a Bielorrússia, criando a primeira fronteira administrativa
entre as duas terras eslavas orientais. |
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1581 |
É publicada em Ostroh [cidade da Ucrânia] a primeira
tradução completa da Bíblia em língua eclesiástica eslava. |
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1590 – 1638 |
A era dos motins cossacos
estabelecesse os cossacos como uma força militar formidável e uma ordem
social distinta. |
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1596 |
A União de Brest coloca parte do
metropolitanato ortodoxo de Kyiv sob a jurisdição de Roma, dividindo os
Uniatas (mais tarde católicos gregos) dos ortodoxos até os dias de hoje. |
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1632 – 1646 |
O metropolita Peter Mohyla, cria o
Colégio Kyivan (futura Academia Kyiv Mohyla), reorganiza a sua igreja segundo
as linhas da Reforma Católica e preside à redação da primeira Confissão de Fé
Ortodoxa. |
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1639 |
O engenheiro e cartógrafo francês
Guillaume Levasseut de Beauplan faz o seu primeiro mapa da Ucrânia,
refletindo a crescente colonização das estepes fronteiriças. |
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História Mundial: 1648 |
A Paz de Vestefália estabelece uma nova ordem internacional. |
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1648 |
O oficial cossaco Bohdan
Khmelnytsky lança uma revolta contra a Comunidade Polaco-Lituana que leva a
expulsão dos proprietários de terras polacos, a massacres de judeus e à
criação de um Estado cossaco conhecido como hetmanato. |
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1654 |
Oficiais cossacos reconhecem a
suserania dos czares de Moscovo, levando a um longo confronto entre Moscovo e
Varsóvia pelo controle da Ucrânia. |
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1667 |
A “Trégua de Andrusovo” divide a
Ucrânia ao longo do Dniepre entre Moscovo e a Polônia, levando a uma revolta
cossaca contra ambos os poderes, liderados pelo hétman Pedro Doroshenko. |
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1672 – 1699 |
Os Otomanos controlam a margem
direita da Ucrânia. |
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1674 |
Monges do Mosteiro das Grutas de Kyiv
publicam a Sinopse, um teto
histórico que define Kyiv como o centro da monarquia e nação russas,
defendendo a unidade religiosa, dinástica e etnonacional dos eslavos
orientais face às ameaças da Polônia e do Império Otomano. |
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1685 |
O metropolitanato de Kyiv é
transferido da jurisdição do patriarca de Constantinopla para a do patriarca
de Moscovo. |
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1708 |
Revoltado pelo ataque russo aos
direitos dos Cossacos, o hétman Ivan Mazepa lidera uma revolta contra Pedro I
e apoia o exército de Carlos XII da Suécia. |
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1709 |
A Batalha de Poltava traz a vitória
ao exército russo, levando a abolição do cargo de hétman e à redução da
autonomia do hetmanato. |
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História Mundial: 1721 |
O Tratado de Paz de Nystad faz da Rússia uma potência europeia. |
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1727 - 1734 |
Restauração temporária do cargo de
hétman com Danylo Apostol. |
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Década de 1740 |
O Rabi Israel bem Eliezer, mais
conhecido como Baal Shem Tov, reúne os seus estudantes e seguidores na cidade
de Medzhybizt, na Polônia, e inicia o ensino do Hassidismo. [um movimento religioso que orienta seus
seguidores para uma vida de fervor, de alegria entusiástica]. |
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1764 - 1780 |
Fim do hetmanato como parte das
reformas centralizadoras de Catarina II da Rússia. |
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1768 |
A Confederação de Bar, da nobreza
polaca, e a revolta dos camponeses Haidamaky, são acompanhadas por massacre
de uniatas e judeus na margem direita da Ucrânia. |
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1775 |
Fim do hetmanato Cossaco do Dniepre
inferior, após a Guerra Russo-Turca de 1768-1774, da qual o Império Russo sai
vitorioso. |
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1783 |
A Rússia anexa a Criméia. |
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História Mundial: 1789 |
Começa a Revolução Francesa. |
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1772 - 1795 |
As divisões da Polônia colocam a
Galícia sob o controle dos Habsburgo e a margem direita da Ucrânia e da
Volínia sob o controle do Império Russo. |
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1791 |
Catarina II cria o Pale of Settlement (zona para os
judeus), proibindo os antigos judeus polacos e lituanos de se mudarem para o
centro da Rússia; a Ucrânia torna-se parte desta zona. |
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1792 |
O Império Russo ganha outra guerra
contra os Otomanos e consolida o controle sobre o Sul da Ucrânia. |
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1798 |
O nobre Ivan Kotliarevsky, de
Poltava, publica a Eneida, a
primeira obra poética em ucraniano moderno, inaugurando a literatura
ucraniana moderna. |
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1812 |
Cossacos ucranianos lutam nas
fileiras do exército imperial russo contra Napoleão. [lutaram a favor do lado errado] |
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1818 |
É publicada a primeira gramática da
língua ucraniana. |
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1819 |
A cidade de Odessa, em rápido
crescimento, torna-se um porto livre, atraindo novos negócios e novo colonos. |
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1830 |
A revolta polaca conduz a uma
disputa entre os proprietários de terras polacos e o governo russo pela
lealdade dos camponeses ucranianos. |
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1834 |
P Czar Nicolau I cria a
Universidade de Kyiv, iniciam-se esforços para transformar a cidade num
baluarte da identidade imperial russa. |
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1840 |
Tarás Shevchenko, artista, poeta e,
na opinião de muitos, o pai da nação ucraniana, publica Kobzar. |
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1847 |
Mycola Kostomarov esboça o primeiro
programa político do movimento ucraniano nascente. “Os livros da gênese do
povo ucraniano”, onde apela à criação de uma Federação Eslava com a Ucrânia
no centro. |
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História Mundial: 1848 |
Revoluções de 1848 |
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1848 |
A Primavera das Nações abala o
Império dos Habsburgo, provocando a mobilização dos movimentos nacionais
polaco e ucraniano; os ucranianos unem-se em torno do Conselho Supremo da
Rutênia; as autoridades imperiais decidem emancipar os servos. |
|
Década de 1850 |
Começa a exploração petrolífera na
Galícia, transformando a região de Drohobych num dos campos petrolíferos mais
produtivos do mundo. |
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1854 |
Forças britânicas, francesas e
otomanas chegam à Criméia para cercarem Sevastopol e construírem o primeiro caminho
de ferro no território da Ucrânia, de Balaclava a Sevastopol; a Rússia perde
a Guerra da Criméia e a sua frota no Mar Negro. |
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História Mundial: 1861 |
Começa a Guerra Civil Americana. |
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1861 |
A emancipação dos servos do Império
Russo e as reformas liberais de Alexandre II transformaram a paisagem
econômica, social e cultural da Ucrânia. |
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1863 |
Alarmado com a nova insurreição
polaca e com a possibilidade de uma cisão dentro da “nacionalidade única
russa”, o ministro russo do Interior, Petr Valuev, introduz a proibição de
publicações em língua ucraniana. |
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1870 |
O empresário galês John Hughes
chega ao Sul da Ucrânia para instalar a metalurgia, iniciando o
desenvolvimento da bacia industrial de Donetsk e inaugurando a migração de
mão de obra russa para a Ucrânia. [aqui
começa a invasão russa no Leste da Ucrânia] |
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1876 |
O decreto Ems Ukase, assinado pelo
Imperador Alexandre II, introduz mais restrições ao uso da língua ucraniana;
Mikhailo Drahomanov, um jovem professor de história na Universidade de Kyiv,
emigra para a Suíça, onde lança as bases ideológicas do liberalismo e do
socialismo ucranianos. |
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Década de 1890 |
O desejo de possuir terras leva ao
aumento da emigração dos camponeses ucranianos da Áustria-Hungria para os
Estados Unidos e Canadá e dos da Ucrânia governada pela Rússia para o Norte
do Cáucaso e Extremo Oriente Russo. |
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1900 |
Mycola Mikhnovski, um advogado de
Kharkiv, formula a idéia da independência política da Ucrânia; idéias
semelhantes são manifestadas na Galícia. |
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1905 |
A revolução no Império Russo põe
fim às proibições da utilização da língua ucraniana e permite a criação de
partidos políticos legais; um movimento revolucionário conduz a ascensão do
nacionalismo russo e dos pogroms
(ataques violentos) antijudeus; Sholem Aleichem deixa Kyiv a vai para Nova
Iorque. |
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História Mundial: 1914 |
Começa a Primeira Guerra Mundial. |
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1914 |
O início da Primeira Guerra Mundial
transforma a Ucrânia num campo de batalha entre o Império Russo, a
Áustria-Hungria e a Alemanha. |
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1917 |
O colapso da monarquia russa abre
as portas à criação de um Estado ucraniano, um processo liderado pelos
socialistas no Rada Central, o parlamento revolucionário da Ucrânia. |
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1918-1920 |
Os governos ucranianos em partes da
Ucrânia governados pela Rússia e pela Áustria declaram a independência, mas
perdem a guerra para os seus vizinhos mais poderosos, a Rússia bolchevique e
a República Polaca recentemente estabelecida. |
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Década de 1920 |
Comunismo nacional na Ucrânia
soviética. |
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1921 – 1923 |
Os territórios ucranianos são
divididos entre a Rússia soviética, a Polônia, a Romênia e a Checoslováquia. |
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1927 – 1929 |
As autoridades bolcheviques
introduzem a industrialização, a coletivização e a revolução cultural em
larga escala, políticas destinadas a fazerem a transformação comunista da
economia e da sociedade. |
|
História Mundial: 1929 |
Sexta-Feira Negra inicia a Grande Depressão. |
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1932 – 1933 |
Perto de 4 milhões de pessoas
morrem na Ucrânia em consequência da fome provocada por ações humanas, hoje
conhecidas como Holodomor. |
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1934 |
Membros da Organização dos
Nacionalistas Ucranianos assassinam o ministro do Interior polaco, Bronislaw
Pieracki, manifestando a crescente insatisfação da sociedade ucraniana com o
domínio polaco e com o poder crescente do nacionalismo radical. |
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1937 |
As purgas estalinistas, que
enviaram milhões para o Gulag e colocaram centenas de milhares no corredor da
morte, atingem o se auge. |
|
História Mundial: 1939 |
Começa a Segunda Guerra Mundial |
|
1939 |
O Pacto Molotov-Ribbentrop leva à
ocupação soviética da Volínia e da Galícia, anteriormente polacas, e de
Bucovina, anteriormente romena; a Transcarpátia checa, onde ativistas
ucranianos declaram uma independência de curta duração, para a pertencer à
Hungria. |
|
1941 |
A invasão nazi da União Soviética resulta
na ocupação da Ucrânia pela Alemanha e Romênia, transformando-a num dos
principais campos de morte do Holocausto e custando a vida de milhões de
ucranianos de todas as origens étnicas. |
|
1943 |
O regresso soviético à Ucrânia traz
de volta o domínio comunista e inicia uma guerra prolongada entre as forças
de segurança soviéticas e os guerrilheiros nacionalistas ucranianos na
Ucrânia Ocidental. |
|
1944 |
Os Tártaros da Criméia são
deportados da Criméia para a Ásia Central depois de acusados de colaboração
com os alemães. |
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1945 |
A Conferência de Ialta confere
legitimidade internacional à nova fronteira entre a Polônia e a Ucrânia,
deixando Lviv do lado ucraniano, e torna possível a adesão da Ucrânia às Nações
Unidas; mais tarde, neste ano, a Transcarpátia é anexada à Ucrânia soviética
enquanto Moscovo intimida praga para que se resigne. |
|
1946 |
Fim forçado da Igreja Católica
Grega Ucraniana. Cujos líderes são acusados de seguirem as políticas
anticomunistas do Vaticano e de manterem ligações com os nacionalistas
clandestinos. |
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História Mundial: 1948 |
Começa a Guerra Fria. |
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1953 |
A morte de Estaline [Stalin] põe
fim às crescentes campanhas antissemitas e à perseguição de figuras culturais
ucranianas por alegados desvios nacionalistas. |
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1954 |
Nikita Khrushchev orquestra a
transferência da Criméia da Rússia para a Ucrânia, para facilitar a
recuperação econômica da península, que depende do território ucraniano para
abastecimento. |
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1956 |
Início da desestalinização e
surgimento da elite do partido ucraniano como parceiro da liderança russa na
gestão da União Soviética. |
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1964 |
A saída de Nikita Khrushchev conduz
ao fim das concessões ideológicas e culturais do regime, iniciando um
regresso parcial às normas políticas do estalinismo. |
|
Década de 1970 |
A era da estagnação, caracterizada
por um abrandamento do crescimento econômico e pela acumulação de problemas
sociais. |
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1975 – 1981 |
O Ato Final da Conferência de
Helsínquia encoraja os dissidentes ucranianos a organizarem-se em defesa dos
direitos humanos; o KGB prende membros do Grupo de Helsínquia. |
|
1985 |
Mikhail Gorbachev chega ao poder e
lança reformas destinadas a melhorarem o sistema político e econômico
soviético. |
|
1986 |
O desastre nuclear de Chernobyl
levanta questões sobre responsabilidade das autoridades centrais pela
catástrofe ecológica e leva a formação do Partido Verde, o primeiro partido
político de massas na Ucrânia soviética. |
|
1990 |
As primeiras eleições competitivas
para o parlamento ucraniano resultam na formação de uma oposição parlamentar
e na declaração da soberania da república, ainda parte da URSS. |
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História Mundial: 1991 |
Cai a União Soviética. |
|
1991 |
Após um golpe de Estado falhado em
Moscovo, a Ucrânia lidera a saída da união das outras repúblicas soviéticas,
dando um golpe fatal à URSS no referendo de independência de 1 de dezembro. |
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1994 |
São dadas garantias russas,
americanas e britânicas em relação à soberania e integridade territorial da
Ucrânia após a transferência para a Rússia de ogivas nucleares herdadas da
União Soviética. [este foi o maior erro
da Ucrânia]. |
|
1996 |
A nova constituição garante as
liberdades democráticas e divide o poder entre o gabinete presidencial e o
parlamento, que passa a ser um ator importante na política da Ucrânia. |
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1997 |
A Rússia e a Ucrânia assinam um
acordo sobre fronteiras reconhecendo a soberania ucraniana sobre a Criméia e
arrendando a base naval de Sevastopol à Rússia. |
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2004 |
A Revolução Laranja democrática,
alimentada pela rejeição generalizada da corrupção governamental e da
interferência russa no processo eleitoral, leva ao poder o governo
pró-reforma e pró-ocidente do Presidente Viktor Yushenko. |
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2008 – 2009 |
A Ucrânia declara o seu desejo de
aderir à União Européia, candidata-se ao Plano de Ação para a Adesão a NATO e
adere ao Programa de Parceria Oriental da União Européia. |
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2013 |
A Rússia inicia uma guerra
comercial com a Ucrânia, forçando o governo do Presidente Viktor Yanukovych [corrupto e pró-Rússia] a recuar da
assinatura de um acordo de associação com a União Européia, o que desencadeia
protestos em massa que se tornam conhecidos como “EuroMaidan” e “Revolução da
Dignidade”. |
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2014 |
À medida que os protestos nas ruas
de Kyiv se tornam violentos, o parlamento ucraniano remove o Presidente
Yanukovych do cargo, enquanto a Rússia lança uma guerra híbrida contra a
Ucrânia, assumindo o controle da Península da Criméia e enviando suas tropas
a mantimentos para a região do Donbass. |
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2015 |
O conflito russo-ucraniano dá
origem à crise mais grave nas relações Leste-Oeste desde o fim da
Guerra-Fria. |






