segunda-feira, 28 de junho de 2021

28 DE JUNHO: DIA DA CONSTITUIÇÃO DA UCRÂNIA

 

HOJE NA UCRÂNIA É O DIA DA CONSTITUIÇÃO.


A Constituição da Ucrânia é a Lei Básica do Estado da Ucrânia. Adotado em 28 de junho de 1996 na 5ª sessão da Verkhovna Rada da Ucrânia. A Constituição da Ucrânia entrou em vigor no dia da sua adoção. Em memória da adoção da Constituição na Ucrânia, um feriado nacional é celebrado anualmente - o Dia da Constituição da Ucrânia.

Preambulo


A Verkhovna Rada da Ucrânia em nome do povo ucraniano - cidadãos ucranianos de todas as nacionalidades, expressando a vontade soberana do povo, com base na história centenária do Estado ucraniano e com base na nação ucraniana, o direito de todos Povo ucraniano à autodeterminação, zelando pelo fortalecimento da harmonia civil na Ucrânia e reafirmando a identidade europeia do povo ucraniano e a irreversibilidade do curso europeu e euro-atlântico da Ucrânia, esforçando-se para desenvolver e fortalecer um processo democrático, social, jurídico estado, ciente da responsabilidade para com Deus, consciência, passado, presente e futuro O Ato de Proclamação da Independência da Ucrânia de 24 de agosto de 1991, aprovado por voto popular em 1º de dezembro de 1991, adota esta Constituição - a Lei Básica da Ucrânia.

Mas a Ucrânia reclama ser a pátria da primeira constituição européia em 1710.  A Constituição de Pylyp Orlyk é um acordo de Hetman do Exército Zaporizhzhya. A  constituição de Orlyk  definiu os direitos e responsabilidades de todos membros do Exército. Concluído em 1710. Aprovado pelo Rei Carlos XII da Suécia. Escrito em latim e ucraniano antigo. É composto por um preâmbulo e 16 artigos. Segundo historiadores ucranianos, é uma das primeiras constituições europeias dos tempos modernos. Não entrou em vigor porque foi escrita no exílio. Já previa a moderna separação dos poderes entre executivo, legislativo e judiciário.

Créditos: Vitório Sautchuk.

terça-feira, 18 de maio de 2021

DEPORTAÇÃO DOS TÁRTAROS DA CRIMÉIA - 18/05/1944

 DIA DA MÉMORIA DA DEPORTAÇÃO DOS TÁRTAROS DA CRIMÉIA


A data de 18 de maio é o dia da memória da deportação dos Tártaros da Criméia que teve lugar no ano de 1944. A ação conduzida na noite de 17 à 18 de maio de 1944 pelo Ministério da Defesa Soviético e pelo NKVD resultou em deportação de perto de 200 mil tártaros da Crimeia sob ordens de Stalin.

Em preparação essa data de memória, em 14 de maio de 2021, os membros do Comitê de Direitos Humanos do Congresso Mundial Ucraniano (UWC) se reuniram com a liderança Mejlis do Povo Tártaro da Crimeia - Chefe do Mejlis Refat Chubarov e membros do Mejlis Riza Shevkiyev e Gayana Yüksel. A reunião também contou com a presença de Mustafa Dzhemilev, líder nacional dos tártaros da Crimeia. O UWC foi representado pelo Presidente do Comitê de Direitos Humanos do UWC, Borys Wrzesnewskyj, e pelos membros do Comitê - Chefe do Escritório de Representação do UWC I Ucrânia Serhiy Kasyanchuk e o Conselheiro Político do UWC Tymish Martynenko.

Durante a reunião, as partes discutiram a cooperação entre o Congresso Mundial Ucraniano e Mejlis e a coordenação de esforços para proteger os direitos humanos na Crimeia ocupada, em particular, os direitos de certos indivíduos, perseguidos pelas autoridades de ocupação russas, presos políticos e o povo tártaro da Crimeia.
As partes também discutiram a cooperação em termos da iniciativa da Ucrânia para estabelecer a Plataforma da Crimeia - um formato de negociação internacional que visa alcançar a desocupação da Península da Crimeia por meios diplomáticos e políticos.

Hoje, as ações dos ocupantes russos na Crimeia são um exemplo das piores e mais brutais violações dos direitos humanos no continente europeu. Isto, em primeiro lugar, aplica-se aos representantes das comunidades tártaras da Crimeia e da Ucrânia, que são perseguidos por motivos nacionais e religiosos e pelas suas convicções. Essas violações só podem ser encerradas com a união de forças e a união da comunidade internacional contra o agressor.

GENOCÍDIO DO POVO TÁRTARO

Segundo dados, 191.400 pessoas foram deportadas da Crimeia nos primeiros dois dias da operação de deportação em 1944, enquanto 5.989 foram acusadas de cooperar com a Alemanha nazi e outros "elementos anti-soviéticos" foram detidos e enviados para os gulag, campos de trabalho soviéticos.

Os Tártaros da Crimeia foram deportados para áreas inóspitas da Sibéria, Ural e Ásia Central, onde ficaram sem documentos e em condições de toque de recolher, sem o direito de viajar e até mesmo para procurar famílias perdidas durante a deportação.

As condições difíceis de vida em assentamentos especiais, complicados ainda mais pelo clima desacostumado, doenças infecciosas e falta do serviço médico provocaram doenças e a morte em massa. De acordo com o Movimento Nacional dos Tártaros da Crimeia, durante os primeiros 4 anos da deportação morreram 46,2% das pessoas.

No ano 1956 o Partido Comunista condenou abertamente a política de deportações, em 1967 foram revogadas as acusações de traição, e em 1974 - a proibição de voltar aos seus antigos lugares de residência na Crimeia, e em 1989 foram declarados ilegais e criminosos todos os atos de repressão contra os povos submetidos ao deslocamento forçado.

Em 2019 o Parlamento da Ucrânia reconheceu como genocídio a deportação dos tártaros da Crimeia e os Mejlis, assembleia popular dos tártaros da Crimeia fez uma carta que enviou à Organização das Nações Unidas (ONU) para que os países membros que a integram reconheçam também o genocídio.

A REPRESSÃO AOS TARTAROS PELO REGIME DESPÓTICO DE VLADIMIR PUTIN

Desde a ilegal ocupação da Criméia em 2014 pelo regime despótico de Vladimir Putin os tártaros voltaram a sofrer o regime de perseguição política.

A maioria dos tártaros não reconheceu a anexação em 2014 e continua sem aceitar a ocupação russa agora" afirmou Efe Narian Dzhelial, representante da minoria tártara na península, à imprensa. Dzhelial afirmou que os tártaros, que representam pouco mais de 10% da população da Crimeia, boicotaram desde então todas as eleições realizadas na península, entre elas as presidenciais, nas quais o chefe do Kremlin, Vladimir Putin, foi reeleito há um ano.

O líder histórico dos tártaros, Mustafa Dzhemilev, exilado em Kyiv, acredita que seu povo está pior com Putin do que durante a União Soviética. "Desde 2014 não se vê nenhuma melhoria na situação do meu povo e também não esperamos avanços. Os tártaros são discriminados. As autoridades locais se limitam a recorrer ao terror e à repressão", denuncia Dzhemilev.

BELICISMO RUSSO
 
Fora dos continentes europeu-asiático, poucos são os que sabem como são os russos. Um povo belicista, dominador, cruel e sangüinário. Mesmo tendo o território mais extenso do mundo (17.075.400 Km2), nunca se satisfaz. Está sempre a busca de novas dominações, sejam elas territoriais, psicológicas ou ideológicas. A cronologia apresentada a seguir, demonstra e comprova a assertiva.
 

CRONOLOGIA DO BELICISMO RUSSO: UM POVO VORAZ, DOMINADOR E IMPERIALISTA

 
Período Histórico
 
1471 - 1496
- Guerra contra Novhorod-Siversky

1499
- marcha para Ural.

1500 - 1503
- Guerra contra Lituânia.

1512
- Guerra contra Polônia

1550
- Guerra contra o Khan de Kazan

1550
- Segunda guerra contra Kazan

1556
- Guerra contra Astrakhan

1557
- Guerra contra Criméia

1558 - 1563
- Guerra contra Linflandia (?)

1579
- Guerra contra Polônia

1581
- Marcha para Sibéria

1590 - 1595
- Guerra contra Suécia

1598
- Guerra contra Khan da Sibéria - Kutchma

1600
- Marcha ao rio Ob na Sibéria

1608 - 1618
- Guerra contra Polônia

1610 - 1617
- Guerra contra Suécia

1632 - 1634
- Guerra contra Polônia

1637
- Guerra contra Azov

1643 - 1652
- Guerra contra China

1654 - 1667
- Guerra contra Polônia, início da ocupação da Ucrânia

1656 - 1661
- Guerra contra Suécia

1668 - 1669
- Guerra contra Pérsia - Iran

1671
- marcha para Astrakhan

1676 - 1681
- Guerra contra Turquia, Criméia, Moldova (Moldávia)

1687
- guerra contra Criméia

1689
- marcha para Criméia

1695
- Marcha para Azov

1695 - 1697
- Marcha para Kamtchatka

1700 - 1721
- Guerra contra Suécia, início do extermínio do Hetmanato.

1711
- Guerra contra Turquia

1722 - 1724
- Guerra contra Pérsia - Iran

1733 - 1739
- Guerra contra Polônia

1735 - 1739
- Guerra contra Turquia, Criméia, Moldava

1741
- Guerra contra Polônia

1741 - 1743
- Guerra contra Suécia

1756 - 1762
- Guerra contra Alemanha

1764
- Catarina II liquida o país dos Hetmane

1768 - 1774
- Guerra contra Turquia e Moldava

1787 - 1792
- Guerra contra Turquia e Moldava. Ocupação da Criméia

1788 - 1790
- Guerra contra Suécia

1792
- Guerra contra Polônia

1794
- Guerra contra Polônia

1769
- Guerra contra Pérsia - Iran

1799
- guerra contra a França

1800
- Guerra contra a Inglaterra

1804 - 1807
- Guerra contra França

1805 - 1812
- Guerra contra Turquia e Moldava

1806
- Marcha para Sakhalin

1808 - 1809
- Guerra contra Suécia

1812 - 1814
- Guerra contra Suécia

1812 - 1814
- Guerra contra França

1813
- Guerra contra Geórgia

1820
- Marcha para Kazaquistão

1826 - 1828
- Guerra contra Pérsia - Iran

1828 - 1829
- Guerra contra Turquia, Moldava, Valakhia

1833
- Marcha contra Constantinopla

1839
- Marcha para Khiva (?)

1843 - 1859
- Guerra contra Chechênia, Daguistão, Tcherkacia

1847
- Marcha para Cazaquistão

1850
- Marcha para KoshKurgan

1853
- Marcha para Ak-Metsheth (?)

1853 - 1856
- Guerra contra Turquia, França e Inglaterra , na Criméia

1850 - 1856
- Marcha para Kokand

1865
- Ocupação de Tashkend

1866 - 1868
- Marcha para Bukhar

1868
- Ocupação de Samarkand

1873 - 1875
- Marcha para Khiva

1877 - 1878
- Guerra contra Turquia

1880 - 1881
- Marcha para Turkmenistan

1884 - 1885
- Marcha para Afeganistão

1901
- Ocupação da Manchúria

1904 - 1905
- Guerra contra Japão

1914 - 1917
- Guerra contra Alemanha, Austro - Hungria, Bulgária e Turquia

1917
- Guerra contra a Finlândia

1918
- Guerra contra a Ucrânia

1918
- Marcha para Lituânia, Letônia e Estônia

1919
- Marcha para Bielorrússia

1919 - 1921
- Guerra contra Ucrânia

1920 - 1921
- Ocupação da Geórgia, Birmânia e Azerbaijão

1939
- Guerra contra Polônia

1939 - 1940
- Guerra contra Finlândia

1939
-Ocupação das terras ocidentais ucranianas

1940
- Ocupação da Bessarábia e sul da Bucovina

1941 - 1945
- Guerra contra Alemanha

1941
- Ocupação militar da Pérsia - Iran

1944
- Ocupação da República de Tubinsk

1994
- Deportação dos Tártaros da Criméia

1945
- Marcha para Japão

1956
- Marcha para Hungria

1968
- Marcha para Tchecoslováquia

1979 - 1990
- Guerra em Afeganistão

1992
- Guerra em Moldava

1991 - 1994
- Guerra em Ossétia do Sul e Abhkazia, contra Geórgia

1992 - 1996
- Guerra em Tadgiguistão

1994 - 2000
- Guerra em Chechênia

2008
- Guerra contra Geórgia

2014
- Invasão da Criméia
 
 
QUEM SERÁ O PRÓXIMO ???

Fonte: Jornal ucraniano virtual "Vessokiy Zamok" - http://www.wz.lviv.ua/
 
Decididamente este povo não gosta de paz. São 95 guerras ou conflitos militares em 537 anos. É muita coisa.
 
Nota: É possível que alguns países, regiões ou localidades se defrontem com a dificuldade de transliteração do ucraniano para o português.



segunda-feira, 26 de abril de 2021

DESASTRE DE CHERNOBYL: 35 ANOS

 35º aniversário do desastre de Chernobyl



Em 26 de abril de 1986, uma tragédia de magnitude indescritível ocorreu na usina nuclear de Chernobyl, no norte da Ucrânia. À 1h23min, uma explosão na usina arrancou o telhado de concreto do Reator 4, lançando grandes quantidades de partículas radioativas tóxicas na atmosfera. Além das tentativas imediatas dos trabalhadores da Chernobyl de apagar o incêndio causado pela explosão, não houve reação oficial do governo a esta catástrofe - nenhum anúncio foi feito, nenhum aviso foi dado - nada que mostrasse a menor preocupação para a população da Ucrânia ou para a comunidade global em geral. Em um ato deliberado do que só pode ser visto como negligência e desprezo pela segurança de milhões, as autoridades soviéticas permaneceram em silêncio.

Nesse ínterim, o povo da Ucrânia desconhecia completamente o perigo iminente para as suas vidas. As autoridades soviéticas não iniciaram as evacuações da área circundante de Chernobyl até 36 horas após a explosão. Só depois que grandes quantidades de radioatividade foram detectadas em partes da Europa e depois que especialistas escandinavos determinaram que a fonte era a Ucrânia, o Kremlin se apresentou para anunciar que havia ocorrido um acidente em Chernobyl e que Moscou estava cuidando da situação. A reação deles dificilmente foi apropriada para a magnitude da situação. E, como tal, cinco dias após a catástrofe, milhares de cidadãos desavisados, muitos deles crianças, desfilaram nas ruas de Kiev, a apenas 60 milhas ao sul de Chernobyl, em comemoração ao Primeiro de Maio, alheios ao perigo silencioso e invisível que se infiltrou sua cidade.

O Brasil e a solidariedade com as vítimas de Chernobyl.

 A comunidade ucraniana no Brasil não ficou alheia aos acontecimentos. Na gestão de Jose Welgacz como Presidente da Representação Central Ucraniano Brasileira, entre os anos de 1990 e 2001 vieram ao Brasil para tratamento médico 15 crianças ucranianas vítimas da radiação de Chornobyl. As crianças ficaram alojadas em casas de desce descendentes de ucranianos e foram tratadas no Hospital Evangélico por iniciativa do ex-deputado André Zacharow. Nos anos seguintes a Representação Central Ucraniano Brasileira realizou trabalho de parceria com o Hospital de Clinicas da UFPR e foram treinados 10 médicos e enfermeiras ucranianas para a realização de transplantes de medula óssea sob a direção do Dr. Ricardo Pasquini. Com a aquisição da técnica da UFPR os médicos ucranianos no retorno passaram a realizar os transplantes de medula óssea na Ucrânia. 

A Ucrânia e a desnuclearização. 

 Um dos reflexos do acidente de Chernobyl foi a importante participação da delegação da Ucrânia na Conferencia sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento no Rio de Janeiro em 1992 que contou com a presença do presidente do parlamento Ucraniano Alexandr Moroz, do Ministro do Meio Ambiente Yuri Tcherbak e do Deputado que havia presidido a comissão de investigação do acidente Volodymyr Iavoriskiy. Textos da resolução final da Conferencia refletem as reflexões mundiais sobre o acidente. 

 E, em 5 de dezembro de 1994, é assinado o Memorando de Budapeste onde a Ucrânia que era a terceira potência nuclear do planeta abandona o uso de armas nucleares. O memorando de Budapeste sobre Garantias de Segurança é um acordo político assinado em Budapeste, Hungria, em 5 de dezembro de 1994, oferecendo garantias de segurança por seus signatários com relação à adesão da Ucrânia ao Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares. O Memorando foi originalmente assinado por três potências nucleares: a Federação Russa, os Estados Unidos e o Reino Unido. China e França mais tarde deram declarações individuais de garantia também. 

O memorando inclui garantias de segurança contra ameaças ou uso da força contra a integridade territorial ou a independência política da Ucrânia, assim como as da Bielorrússia e do Cazaquistão. Como resultado, a Ucrânia cedeu o terceiro maior arsenal de armas nucleares do mundo entre 1994 e 1996.  

Durante a Crise da Crimeia de 2014, os Estados Unidos afirmaram que o envolvimento russo é em violação das suas obrigações para com a Ucrânia no âmbito do Memorando de Budapeste, e em clara violação da soberania e da integridade territorial da Ucrânia.

Laboratório de Pesquisas e Turismo.

 Hoje na região protegida no raio de 30 km do entorno desenvolveu-se a flora e a fauna que é objeto de acompanhamento científico e pesquisas. 

Atualmente, os turistas são transportados para a área por cerca de duas dezenas de agências de viagens de Kyiv, várias operadoras da Polônia e de outros países. Também existe turismo ilegal, onde guias levam estrangeiros por algumas centenas de dólares para aldeias abandonadas em Pripyat.

Existem muitos locais exclusivos na área: a própria usina nuclear de Chernobyl com um novo abrigo acima do 4º reator e enormes torres de resfriamento, a estação de radar de arco horizontal "Duga", dezenas de antigas vilas com cemitérios abandonados e uma igreja na aldeia de Krasno, a estação ferroviária Yaniv e, de fato, a lenda - o epicentro do mito turístico de Chernobyl.

           Em 2019, a zona de Chernobyl foi visitada por mais de 120 mil turistas. Esse número tinha todas as chances de ultrapassar 200 mil em 2020, se não fosse o coronavírus.

Crédito: Vitório Sauchuk

domingo, 11 de abril de 2021

UCRÂNIA - HOMENAGEM À MEMÓRIA DAS VÍTIMAS DOS CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO NAZISTA EM LVIV

 


"O Dia Internacional pela Libertação dos Prisioneiros do Campo Nazista em 11 de abril é uma lembrança da história do grande sofrimento de milhões de pessoas. Afinal, durante a Segunda Guerra Mundial, 18 milhões de pessoas passaram pelos campos de extermínio. Entre eles estavam ucranianos, cujas vidas foram interrompidas pelo arame farpado do infernal "Stalag".

Para manter prisioneiros em Lviv em 1941, os alemães alocaram 30 hectares de terra no coração da cidade, na Cidadela. Todo o território do campo, assim como as quatro torres, foram cercados por arame farpado e novos prisioneiros eram trazidos para cá todos os dias.

De acordo com testemunhas oculares, os prisioneiros foram conduzidos em colunas ou trazidos para a Cidadela em caminhões. Por fome, as pessoas comiam toda a grama do acampamento, roíam velhas acácias. Havia tantos prisioneiros no campo que dormiam agachados.

Em 1941-44, mais de 140.000 pessoas de várias nacionalidades morreram aqui.

A guerra gera crueldade e ódio, e as vítimas e reféns do mal tornam-se inocentes. Os fatos da história são uma lição importante para o futuro. É tão importante nunca repetir crimes terríveis contra a humanidade novamente."


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

150 ANOS DE NASCIMENTO DE LYSIA

LYSIA UKRAINKA. COMEMORA-SE HOJE [25 DE FEV.] OS 150 ANOS DE SEU NASCIMENTO.
(Em ucraniano: Леся Українка) Nascida Larysa Petrivna Kosach-Kvitka (ucraniano: Лариса Петрівна Косач-Квітка) (25 de fevereiro1871 / 1 de agosto de 1913).  Lysia Ukrainka é uma das principais escritoras da literatura ucraniana conhecida por seus poemas e peças teatrais. Ela também foi uma ativista política, civil e feminista ativa .


SE TODO MEU SANGUE

Se todo meu sangue escorresse assim

como estas palavras! Se a vida passasse

como a luz vespertina que desaparece

desapercebida....Pois quem colocou

a mim como a guarda no pranto e ruina?

E quem obrigou a aliviar os que vivem

No caleidoscópio da dor, da alegria?

Quem foi que plantou no meu peito o orgulho?

Quem me fez empunhar a espada cortante?

Quem, ostentando a sagrada auriflama

de cantos e sonhos e a mente rebelde

deu origem a ordem suprema: “Não largues tua arma,

não cedas, não caias, não canses jamais!”?

Por que eu obedeço o estranho mandato, 

não ouso deixar esse campo de honra 

ou sobre a espada cair com meu corpo?

O que não permite dizer simplesmente:

“Eu cedo. Destino, tu és o mais forte!”

Por que, ao lembrar as humildes palavras,

aperto meu gládio invisível no punho

e gritos guerreiros ressoam no peito? ....

 

«Якби вся кров моя уплинула отак…»

Леся Українка


Якби вся кров моя уплинула отак,

як сі слова! Якби моє життя

так зникло непримітно, як зникає

вечірнє світло!.. Хто мене поставив

сторожею серед руїн і смутку?

Хто наложив на мене обов’язок

будити мертвих, тішити живих

калейдоскопом радощів і горя?

Хто гордощі вложив мені у серце?

Хто дав мені одваги меч двусічний?


Хто кликав брать святую орифламу

пісень, і мрій, і непокірних дум?

Хто наказав мені: не кидай зброї,

не відступай, не падай, не томись?

Чому ж я мушу слухати наказу?

Чому втекти не смію з поля честі

або на власний меч грудьми упасти?

Що ж не дає мені промовить просто:

«Так, доле, ти міцніша, я корюся!»

Чому на спогад сих покірних слів

рука стискає невидиму зброю,

а в серці крики бойові лунають?..

Кімполунг, 6.06.1901

Примітки

Подається за виданням: Леся Українка. Зібрання творів у 12 тт. – К. : Наукова думка, 1975 р., т. 1, с. 195.

Вперше надруковано в ЛНВ, 1901, т. 15, кн. 9.

Автограф – Інститут літератури ім. Т. Г. Шевченка НАНУ, ф. 2, № 700.

Датується за автографом.


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sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

22 DE JANEIRO - DIA DA REUNIFICAÇÃO DA UCRÂNIA

O Dia da Unidade da Ucrânia é um feriado celebrado anualmente em 22 de janeiro. Nesse dia, foi proclamado o Ato de Reunificação da República Popular da Ucrânia e da República Popular da Ucrânia Ocidental em 1919.




História do Dia da Unidade

A nível oficial, o Dia da Unidade da Ucrânia começou a ser celebrado em 1999. O decreto do presidente da Ucrânia № 42/99 foi adotado em 21 de janeiro de 1999, relata o RBC.

"Dado o grande significado político e histórico da unificação da República Popular da Ucrânia e da República Popular da Ucrânia Ocidental para a formação de um único estado conciliar", diz o documento.

Vale lembrar que este dia também comemora outro acontecimento ocorrido em 22 de janeiro de 1918 - a adoção da IV Universal da UCR, que proclamava a independência da UPR.

No entanto, em 30 de dezembro de 2011, este feriado deixou de ser oficial na Ucrânia, pois foi abolido pelo presidente Viktor Yanukovych, mas em 2014, o próximo presidente da Ucrânia devolveu o Dia da Reunificação ao status de feriado oficial.

O significado do Dia da Unidade

Este é um feriado que simboliza a unidade das terras ucranianas. Este é um dos feriados mais importantes para a Ucrânia, já que este dia marca o Dia da Unidade e a primeira declaração de independência da Ucrânia.

Tradições do Dia da Unidade

Neste dia, o povo da Ucrânia forma uma "cadeia viva" de unidade, de oeste a leste. A primeira ação em massa ocorreu em 22 de janeiro de 1990, no 71º aniversário da Lei da Reunificação. Mais de um milhão de pessoas deram as mãos e formaram uma cadeia contínua de Kiev a Lviv. Esta ação se tornou a mais massiva e brilhante nas manifestações de unidade e no desejo de liberdade dos ucranianos.

Todos os anos, ações de unificação são realizadas em muitas cidades da Ucrânia. Em Kiev, essa cadeia é organizada na Ponte Paton, entre as margens direita e esquerda da capital.

O Dia da Unidade da Ucrânia é um feriado nacional, mas não é um dia de folga.

Neste ano, a tradicional cadeia de unidade foi substituída por uma virtual. Mais de 12.000 ucranianos já aderiram à ação.

Para se tornar uma rede virtual, você precisa se cadastrar no site . Dar as mãos em sinal de unidade em 22 de janeiro na Ucrânia começou há mais de 30 anos. Normalmente neste dia, milhares de pessoas em toda a Ucrânia estavam em uma corrente viva e desfraldaram uma bandeira azul e amarela. Mas este ano, a pandemia do coronavírus tradicionalmente nos impediu de comemorar.




sábado, 28 de novembro de 2020

"HOLODOMOR - MORTICÍNIO PELA FOME NA UCRÂNIA - 28/11/2020"

 "HOLODOMOR - MORTICÍNIO PELA FOME NA UCRÂNIA - 28/11/2020"

Por Heitor De Paola

Homenagem do Heitor De Paola à todo o povo ucraniano 


Em nome do povo ucraniano espalhado pelas quatro orbes do mundo e em meu nome particular, a minha eterna gratidão ao Grande Amigo Heitor De Paola por tão singela homenagem.
Anatoli Oliynik

Oração pela Ukraina (Oh Deus, onipotente e único, Guarde para nós a Ukraina).
Escrito em 1885.
Música: Mykola Lysenko.
Letra: Oleksandr Konyskyi
Oh Deus onipotente e único,
Para nós guarde a Ukraina,
Com raios da liberdade e luz
Ilumine-a oh Deus.
Com a luz da ciência e saber
A nós, filhos, ilumine
Em puro amor à Pátria
A nós, oh Deus, cresça
Rezamos, oh Deus único,
Guarde a Ukraina para nós,
Todas suas graças e generosidades
Ao nosso povo encaminha.
Dê-lhe liberdade, dê-lhe destino,
Dê-lhe um mundo bom, felicidades,
Dê-lhe, oh Deus, ao povo
E muitos, muitos anos.

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

SEMANA HOLODOMOR UCRANIANO 2020

Dia 28 -sábado - as 20:00 horas concerto on-line em Memoria do Holodomor.
Acesse : Folclore Ucraniano Barvinok ,   facebook.com/barvinokoficial
                YouTube.com/c/AINTEPAR

Holodomor - é a designação do Genocidio cometido pelo regime de Stálin em 1832-1933 que vitimou milhões de camponeses ucranianos. Todo quarto sábado do ano, - neste ano dia 28 - por lei da Ucraniana, é o dia da Memória desse Genocidio.
Assista ao concerto on-line e clique nas fotos cartazes para conhecer a história.


MORTE PELA FOME














SEMANA EM MEMÓRIA ÀS VÍTIMAS DO HOLODOMOR

 

SEMANA EM MEMÓRIA ÀS VÍTIMAS DO HOLODOMOR

De 22 a 28/11/2020 - Semana da Memória pelas vítimas do Holodomor.
O povo ucraniano, em todo o mundo, estará pranteando seus conterrâneos, vítimas da insanidade de um psicopata: STÁLIN.
Este blog se une aos conterrâneos para, também, prestar a sua homenagem com publicações históricas daquele nefasto acontecimento sob o lema

"NÃO DEIXAREMOS APAGAR A VELA DA MEMÓRIA"
 
1932-1933
 

Memorial do Holodomor em Kiev - Ucrânia
 
 
Holodomor como genocídio
Tyzhden (Semana)
Myroslava Antonovych
 
Olhares mortificados que interrogam: "O que fizemos nós? O que está acontecendo?
Perguntamos nós: Onde estava o resto do mundo enquanto isso acontecia?
 

Enquanto no Olimpo dos políticos pátrios propõem alterações à Lei "Sobre Holodomor de 1932 - 1933 na Ukraina" e apagá-lo da memória da nação, cancelando do programa escolar as lembranças desta tragédia, cada vez mais cientistas ocidentais aderem à idéia, de que isso foi genocídio.

 
Armênios, judeus, ukrainianos... Na recém publicada "Crestomatia investigativa do genocídio" o jurista americano Samuel Totten e o historiador australiano Paul Bartrop observaram que na Ukraina no transcorrer dos anos 1932 - 1933 morreram de fome de 5 a 7 milhões de agricultores, maioria dos quais eram etnicamentee ukrainianos. A fome artificaial soviética ocorreu porque o governo de Stalin retirou toda a safra e até os meios de produção de alimentos. Neste caso, o grande número de mortes foi resultado do extermínio social, ideologicamente planejado. O objetivo era destruir os "kulaks" (assim chamados os camponeses mais prósperos que relutavam em aderir à coletivização) mas, na verdade, tornaram-se alvo todos que apoiavam a ukrainização (nacionalismo ukrainiano, a liberdade de expressar sua cultura), incluindo os mais pobres. Acompanhava este comportamento a integração violenta de vários grupos religiosos e étnicos da presente estrutura soviética na condição da russificação forçada. Genocídio, produto da manifestação extrema de tecnologia social, transformava as formas tradicionais de posse e uso da terra e, literalmente, varreu das aldeias até a última migalha de tudo o que podiam consumir os moradores.

Os professores Totten e Bartrop chegaram à conclusão que o assassinato em massa de pessoas se encaixa até com a mais severa definição de genocídio, e incluem o Holodomor dos anos 1932 - 1933 na Ukraina a três atos fundamentais de tais ações contra a humanidade na primeira metade do século XX (junto com o genocídio armênio e Holocausto).

Entre os ítens listados na Convenção das Nações Unidas sobre a prevenção do crime de genocídio e castigo por ele (1948) e do Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional pelos atos de genocídio (1998), quanto ao Holodomor, mais comumente utilizam o terceiro - "criação intencional a um grupo qualquer, de tais condições de vida, que são projetadas para sua completa ou parcial destruição física."

No texto "Elementos de crimes", que também é usado pelo Tribunal Penal Internacional como uma fonte de direito, nesta ação são destacados tais componentes:


1: O criminoso criou (causou, impôs) para uma ou mais pessoas determinadas condições de vida.


2: Essa pessoa ou pessoas pertencem a um determinado grupo nacional, étnico, racial ou religioso.

3: O criminoso tinha a intenção de destruir, no todo ou em parte, o grupo nacional, étnico, racial ou religioso, como tal.

4: As condições de vida estavam calculadas para destruição física deste grupo, no todo ou em parte.

5: Esta ação acontecia no contexto de uma série de ações analógicas, direcionadas contra esse grupo ou era uma ação que sozinha poderia causar tal destruição.

Com a intenção de matar Cada um destes elementos de genocídio pode ser encontrado no Holodomor dos anos 1932 - 1933 na Ukraina. Criação para pessoas de certas condições de vida: a situação ocorreu artificialmente através da fixação de quotas de grãos e exclusão primeiramente de todos os grãos, e depois o restante dos alimentos.
Isto foi dirigido contra os camponeses, massa fundamental dos quais - ukrainianos, que é indício do segundo elemento do crime de genocídio: pessoa ou pessoas pertencem a um determinado grupo nacional, étnico, racial ou religioso. Tratava-se de uma parte específica da nação, porquanto a ukrainização no começo dos anos trinta chegou a tal nível, o qual os líderes bolcheviques consideraram perigoso, e eles decidiram destruir ou comprometer o espírito deste componente da nação. Como indicou o Tribunal Penal Internacional em relação a ex-Iugoslávia, "se uma parte específica do grupo é simbólica para esse grupo, ou a mais importantee para sua sobrevivência, isto pode significar que esta parte pode ser determinada como essencial.

A resolução do Comitê Central do Partido Comunista da União Soviética (bolchevique) e do Conselho dos Comissários do Povo da URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) "Sobre armazenamento de grãos na Ukraina, Cáucaso do Norte e da Região Oeste", de 14.12.1932 claramente investigava-se o medo do governo diante do resultado da ukrainização, que alcançou além do "permitido" pela lei, e comunicação direta de seus resultados com a política de retirada de grãos. E tinha como método a repressão a resistência social e nacional.

O terceiro elemento do genocídio - é uma intenção criminosa de destruição, no todo ou em parte, do grupo nacional, étnico, racial ou étnico como tal - também é visto claramente na fome dos anos 1932 - 1933. Obviamente, que tal poder anti-humano como o soviético, em nenhum documento não anunciava os planos de matar pela fome milhões de camponeses ukrainianos. No entanto, como observa o Tribunal Penal Internacional, a conclusão sobre a existência da intenção e consciência pode-se fazer dos fatos e circunstâncias. Isto quer dizer que o mal-intencionado não necessariamente deve ser fixado claramente nos documentos ou manifestado em discursos públicos.

Exatamente os fatos e as circunstâncias indicam a existência de tais elementos de crime de Holodomor, como intenção e consciência. Há uma grande quantidade de documentos, os quais confirmam, que o governo sabia sobre a terrível situação dos camponeses ukrainianos. Foram publicadas cartas não só de cônsules estrangeiros, mas também os relatórios secretos dos funcionários do GPU USSR (Administração Política do Estado - República Socialista Soviética Ukrainiana) sobre a fome em diversas regiões da Ukraina. Por exemplo, em um relatório informativo da Divisão da Província de Odessa, de 9 de junho de 1932 falava-se sobre a fome entre os agricultores, os quais já não tinham víveres. Testemunho de conhecimento do governo da morte pela fome mais que suficiente.

Na "lista negra" O quarto elemento do crime de genocídio: as condições de vida foram calculadas na destruição do grupo, total ou parcial. Particularmente, Stanislau Kosior e Vlas Chubar receberam o direito de suspender a entrega de mercadorias para as aldeias ukrainianas até o final do plano de armazenamento de grãos. E que ele foi absolutamente exagerado, a interrupção na entrega de mercadorias significava fome. Esta resolução referia-se apenas para aldeias ukrainianas. Entre as medidas que visavam a destruição física de seus habitantes pode-se, particularmente, distinguir o regime de "listas negras", introduzido também, exatamente, nas regiões habitadas por ukrainianos. Em geral para estas "listas" foram inscritas as fazendas coletivas de 82 distritos da Ukraina, isto é, quase a quarta parte de seu território, com 5 milhões de habitantes. Estas aldeias os bolcheviques cercavam por tropas armadas, todos os estoques de alimentos e sementes dali foram retirados, proibiam qualquer tipo de comércio e importação de quaisquer mercadorias. Isto é, a entrada na "lista negra" automaticamente significava a morte.

Quinto elemento: os fatos ocorriam no contexto de uma série de ações analógicas direcionadas contra determinado grupo. Holodomor foi organizado como um crime, entre um rosário de outros, direcionados à morte total ou parcial, da nação ukrainiana. Em seu artigo "O genocídio soviético na Ukraina" o autor do termo "gernocídio" Rafael Lemkin apresenta as ações dos bolcheviques na URSS como a destruição da nação ukrainiana em quatro etapas: 1) primeiramente a elite nacional; 2) igrejas nacionais; 3) uma parte significativa dos camponeses ukrainianos; 4) mistura de ukrainianos com outras nacionalidades, na forma de deslocamento (famílias ukrainianas eram deportadas para Sibéria, Primorskyi Krai e ao Extremo Oriente russo e no seu lugar traziam famílias russas).

Em todas as quatro fases a destruição do caráter nacional dessa operação, como escreveu Lemkin, era determinativo, porque mesmo até as principais vítimas do genocídio - esfomeados camponeses ukrainianos - são representados como portadores do espírito nacional e aqueles traços que os tornam "cultura e nação".

Portanto, em Holodomor dos anos 1932 - 1933 na Ukraina estão presentes todos os cinco elementos do crime de genocídio.

Enfim, os fatos de objeção ao genocídio do Holodomor, como genocídio, podem desempenhar um papel positivo, porque favorecem a construção de argumentos em proveito de sua qualificação como genocídio. E isto, por sua vez, ajudará o reconhecimento internacional como genocídio. Como escreveu James Earnest Mace, uma das organizações que apoiava a criação da Comissão Americana em relação ao Holodomor ukrainiano foi o Comitê Judaico da América. "Uma das maiores contribuições, que este Comitê fez para proteção dos judeus e os povos do mundo todo, foi patrocinar a literatura sobre negação do Holocausto - escreveu Mace, - os ukrainianos devem aprender esta lição.

Tradução: Oksana Kowaltschuk
Foto formatação: Anatoli Oliynik


SEXTA-FEIRA, 11 DE MARÇO DE 2011

UCRÂNIA: Vitima do comunismo russo

Realismo comuno-socialista

Foto nº 1
1. Holodomor, ou a Grande Fome na Ucrânia de 1929 a 1932.
O povo ucraniano foi vítima de uma das maiores atrocidades do século XX: o extermínio pela fome, deportações em massa e terror, de 7 a 10 milhões de ucranianos, sem contar algumas outras nacionalidades soviéticas. Se os judeus tiveram o "holocausto" ou o Shoah, os ucranianos e outros demais povos sob o jugo soviético comandado por Jósef Stálin (Ioseb Besarionis Dze Jughashivili) tiveram o holodomor, ou a "morte pela fome", em língua ucraniana. Ao coletivizar a terra dos camponeses, Stalin deportou, pela força, milhões de cidadãos para as fazendas coletivas do Estado, ou os kholkozes. No entanto, devido aos maus tratos e ao tratamento análogo de escravos com que eram tratados, os camponeses se rebelavam e fugiam das fazendas, além de esconder os grãos dos alimentos, para sua própria sobrevivência, uma vez que o Estado confiscava a maior parte dos cereais. A mesma crise que matou milhões na Rússia, em 1921, ameaçava se repetir de novo, na coletivização. Todavia, Stalin não estava preocupado com isso. Como os agricultores resistiam ao confisco de seus bens e propriedades rurais, ele simplesmente usou a "arma da fome" para subjugar o campesinato soviético. Grandes extensões da Ucrânia tiveram seus grãos confiscados, e como uma massa de esfomeados fugia para as cidades, o regime comunista fechou as fronteiras das cidades, deixando a população morrer à míngua de fome. A polícia política soviética, para controlar os passos dos fugitivos da fome no meio rural, impôs um sistema de passaportes, para fiscalizar o direito de ir e vir dos cidadãos. Quem fosse pego sem passaportes, poderia ser deportado para seu local de origem, para os campos de concentração ou então seria fuzilado. Muitas crianças esfomeadas fugiam pra Moscou e eram mandadas de volta para a Ucrânia, para morrerem lá. Stalin ainda decretou uma lei perversa, chamada pelo povo como "lei das espigas": bastava o roubo de alguns grãos de alimentos, para imputar anos de cadeia ao infrator. Ou quando não iam para seu país de origem, alguns camponeses eram mandados para o "gulag" ou como "colono especial" na Sibéria, em condições de vida desumanas. Eram usados como mão de obra da GPU, a então polícia política da época, em regime de trabalhos forçados, onde uma boa parte morria de maus tratos e exaustão. A foto nº 1 acima é uma pilha de cadáveres abandonados num cemitério, causada pela fome.

1.1 Cenas do Holodomor.


 Foto 2
Corpos abandonados em um cemitério ucraniano.


 Foto 3
Os transeuntes indiferentes, enquanto outros agonizam pela fome. . .

 Foto 4
Nem os animais são poupados da penúria. . .

 Foto 5

 Foto 6
A morte como espetáculo cotidiano. . .


 Foto 7

 Foto 8


 Foto 9
Crianças ucranianas famintas. . .

 Foto 10

 Foto 11


 Foto 12

 Foto 13
Cadáver de uma camponesa ucraniana.


Matéria publicada originalmente no blog "Conde Loppeux de la Villanueva" a quem são devidos os créditos.

EIS O QUE OS COMUNISTAS SABEM PRODUZIR COM PERFEIÇÃO!

O CAOS HUMANO
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