Muito obrigado.
Senhoras e senhores!
Nesta segunda-feira, a caminho de Nova York, em algum lugar no
céu acima do grande e belo Oceano Atlântico, li a postagem do Presidente Trump
no Truth Social. O Presidente escreveu que “a Rússia perdeu o controle de sua
indústria de diesel devido à guerra com a Ucrânia”. E é difícil imaginar uma
derrota mais humilhante para um país que tem um assento permanente no Conselho
de Segurança da ONU e se orgulha de suas exportações de petróleo. Cito: “Uma
parte significativa de suas refinarias de diesel foi destruída e, pelo menos
temporariamente, desativada”. Fim da citação.
E é verdade. A Rússia errou. E a conclusão da postagem também
está correta: “Esta guerra insensata e interminável com a Ucrânia precisa
acabar”.
Não conheço nenhum líder mundial que diria o contrário. Não
conheço ninguém que apoie abertamente esta guerra…
Exceto uma pessoa.
Senhoras e senhores!
Por quase cinco anos, generais russos vêm tentando cumprir a
ordem insana de Putin de tomar o nosso leste, a região de Donetsk. E somente
neste ano, de janeiro a agosto, o exército russo perdeu 248.964 homens no campo
de batalha na Ucrânia. Em oito meses. Duzentos e quarenta e oito mil. Mortos e
gravemente feridos. Em 21 países ao redor do mundo, a população é menor do que
o número de soldados russos perdidos apenas nesses oito meses.
Temos vídeos que comprovam cada uma dessas perdas. E não são
apenas estatísticas. São pessoas. Temos um arquivo de vídeos de drones – vídeos
que mostram milhares e milhares de russos morrendo nas zonas proibidas. Isso é
uma loucura. Mas eles continuam indo para lá para morrer. Porque é exatamente
isso que Putin quer.
E, tendo perdido tantas pessoas, a Rússia conseguiu, neste ano,
tomar pouco mais de mil quilômetros quadrados do nosso território, e nós já
libertamos uma parte significativa dele.
A Rússia é um país que já possui 17 milhões de quilômetros
quadrados de território próprio – sem contar, aliás, o território ucraniano.
Portanto, para adicionar mais mil quilômetros quadrados, Putin está pagando com
a vida de 248 pessoas por quilômetro. Alguém ainda o considera razoável e
moderado?
Seu camarada, o líder da Coreia do Norte, enviou tropas à Rússia
para reforçar os pontos fracos do exército russo. Os norte-coreanos também
sofreram perdas. Perdas pesadas.
Você provavelmente já viu as transmissões de Pyongyang, onde
homenageiam os mortos. E isso também é uma loucura. Por que os coreanos
deveriam dar suas vidas em uma guerra contra a Ucrânia?
Kim Jong-un os usa como moeda de troca. E recebe algo em troca.
E os vizinhos da Coreia do Norte e outros países asiáticos provavelmente já
notaram a melhoria de seus mísseis balísticos e as capacidades muito superiores
de Pyongyang no campo dos drones.
Portanto, a guerra que não foi evitada a tempo, que não foi
interrompida a tempo e pela qual a Rússia não foi punida a tempo, continua a se
alastrar, e com ela o mal se espalha.
Recentemente, enviamos dois prisioneiros de guerra
norte-coreanos para a República da Coreia. Esses caras não são fáceis de
capturar vivos. Um deles, ao perceber que seria capturado, tentou se suicidar.
E ficou chocado por o destino não ter permitido que morresse.
É assim que as pessoas são criadas no Norte. Essa é a realidade.
Elas são privadas de sua liberdade. São privadas do direito de escolha. E são
marteladas em suas cabeças que devem morrer, custe o que custar.
Vocês realmente querem dar a uma força assim ainda mais tempo
para aprender a lutar?
Isso já dura cinco anos.
E sabemos que Putin prometeu recentemente, mais uma vez, a
representantes do presidente americano que tomaria a nossa região de Donetsk. E
ele disse que só precisa de mais alguns meses… Esta é provavelmente a 17ª ou
18ª vez em cinco anos que ele faz tal promessa. É sempre a mesma coisa: “Só
mais alguns meses”. E então ele adia o prazo novamente. E desta vez Putin
também não vai cumprir.
Mas depois disso, ele deixará claro mais uma vez para o mundo
que nem mesmo a nossa região de Donetsk é suficiente para ele. Ele quer as
nossas outras cidades: Odessa e Kharkiv, Dnipro e outras. Alguém no Kremlin
chegou a colocar uma foto com a inscrição: “Devolvam-me Kiev!”. A Rússia está
invadindo o território do nosso vizinho Moldávia. Está constantemente ameaçando
a Polônia e os Estados Bálticos. A Rússia não demonstra nenhum respeito pela
soberania dos países do Cáucaso do Sul e da Ásia Central. E, infelizmente,
infelizmente, as pessoas na Síria e em toda a África também sabem muito bem o
que são os assassinos russos.
Parece que sempre há algo que impede Putin de simplesmente
dizer: “Chega. Basta. Paz.” Algo sempre o impede de admitir que 17 milhões de
quilômetros quadrados de seu próprio território, internacionalmente
reconhecidos por todos vocês, deveriam ser suficientes para este homem. Putin
está constantemente procurando alguém que o ajude a matar mais pessoas por
quilômetro quadrado, a tomar mais território, a atacar outro país em vez de
simplesmente ficar parado e governar o seu próprio país.
Depois de tudo isso, vocês conseguem imaginá-lo sem guerra? Ele
é o “paciente zero”, aquele de quem essa ideia de guerra continua a se
espalhar. E onde quer que se espalhe, traz apenas dor, instabilidade, novos
riscos e, claro, novas crises. Quanto mais liberdade Putin tiver para agir,
mais perigoso o mundo se torna para todos os outros.
É por isso que o “paciente zero” precisa ser detido. Ele precisa
ser privado do espaço para... Eu sou quem tem o poder e o espaço para espalhar ainda mais esse
mal.
Senhoras e senhores!
No ano passado, quando falei aqui, disse que vivemos em uma
época em que as armas decidem quem sobreviverá. E disse: se uma nação quer a
paz, precisa investir em armas poderosas. A Ucrânia está fazendo exatamente
isso. E é por isso que, pela primeira vez na história da Rússia, estamos
ouvindo que seu orgulho – a indústria petrolífera – está morrendo. Mas o
petróleo em si não é o objetivo da Ucrânia. Não é o nosso objetivo. Assim como
não é a gasolina ou o diesel. Nem fábricas e portos. Nosso objetivo é impedir
que a Rússia financie esta guerra, a prolongue e a torne ainda mais brutal e
destrutiva.
Para deter Putin, precisamos interromper o financiamento e a
produção russos.
E nossos maravilhosos soldados e nossas armas trabalham
exatamente para esse propósito, exclusivamente para esse propósito. O apoio
mundial à Ucrânia está nos ajudando a fazer isso. E sou grato a todos, a cada
país que nos apoia – que apoia a Ucrânia – e que ajuda nosso povo.
Sanções, pacotes de ajuda, nossa produção conjunta de armas –
tudo isso, é claro, importa. Tudo isso nos fortalece. Quando alguém dá mais
dinheiro à Rússia por meio do comércio, dá mais tempo para esta guerra. É por
isso que insistimos em limitar o comércio com o agressor e é por isso que nós
mesmos “queimamos” as receitas russas.
Muitos de vocês aqui já viram mais de uma vez como o abuso do
direito de veto na ONU enfraquece o mundo e distancia a paz. Quando a Rússia
tem dinheiro, ela sempre diz “não” – “não” à diplomacia. E isso também é uma
espécie de veto à paz – não um direito oficial, mas um direito real.
E quando alguém no mundo relaxa as sanções contra os oligarcas
russos, isso pode tornar a vida dos russos ricos mais confortável, mas também
dá mais tempo para a guerra, mais tempo para Putin enviar os pobres para a zona
proibida. Portanto, os lucros da Rússia devem continuar sendo o objetivo. O
déficit orçamentário da Rússia está agora maior do que em qualquer outro ano, e
a maioria das regiões russas já está falida.
Neste verão, a Rússia planejou operações em larga escala na
frente de batalha. Todas fracassaram.
A aposta da Rússia em mísseis de cruzeiro e Shaheds não
funcionou como Putin planejou. Eles ainda causam danos, mas não nos derrotaram.
Construímos nossas defesas. O que realmente nos desafia agora são os mísseis
balísticos russos e seus novos Shaheds, tecnologia iraniana. Imagine só. Desde
o início deste ano, a Rússia já usou mais de 2.100 mísseis de vários tipos
contra nós, contra a Ucrânia, contra o nosso povo e contra as nossas crianças.
Mais de 950 deles são balísticos. Em oito meses deste ano, a Rússia usou mais
de 63.000 drones de ataque de vários tipos contra a Ucrânia, contra o nosso
povo. E mais de 7.700 deles eram Shaheds, armas verdadeiramente devastadoras e
muito perigosas. Pense nisso.
Os russos estão lançando caças a jato a cada hora – a cada hora
– contra nossas cidades, nossa economia, nossa infraestrutura. Nossos caças os
combatem ininterruptamente. E isso faz parte da estratégia russa: criar uma
ameaça aérea a cada hora, complicar a economia, perturbar a vida normal das
pessoas e impedir que as crianças aprendam, simplesmente aprendam na escola.
Seu país sobreviveria se, Deus nos livre, tivesse que enfrentar algo assim?
A Ucrânia sobreviveu. Nossos soldados já testaram com sucesso
quatro novos drones interceptadores de jatos contra caças russos. Portanto,
estamos aumentando a produção e, é claro, também criaremos proteção contra essa
ameaça.
Também lançamos o programa de mísseis antibalísticos FREYJA com
nossos parceiros. Dez países já aderiram: Ucrânia, Noruega, Suécia, Dinamarca,
Alemanha, França, Itália, Reino Unido, Espanha e Holanda. Na semana passada,
convidei a Polônia a participar. E também estamos em consulta com vários outros
governos aliados que desejam aderir ao FREYJA. Permanecemos abertos a qualquer
país que possa contribuir para a criação de uma defesa antimíssil balístico.
Nosso programa FREYJA não substitui sistemas comprovados e eficazes, como o
Patriot ou os sistemas antibalísticos SAMP/T modernizados. Queremos criar um
sistema que possa ser produzido em escala muito maior e a um custo menor, um
sistema que possa se tornar parte integrante da defesa da Ucrânia e da Europa.
Um sistema que possa ajudar qualquer povo que valorize a liberdade.
A fila global por sistemas antibalísticos é muito longa. As
ameaças balísticas estão se tornando cada vez mais numerosas. E a capacidade
industrial daqueles que optam pela guerra é muito significativa. Portanto,
precisamos produzir defesas suficientes para que cada pessoa nesta sala possa
dizer: "Meu povo está verdadeiramente protegido". Essa é a nossa
abordagem para a segurança.
Hoje, mesmo os países mais ricos do mundo não conseguem
encontrar mísseis interceptores suficientes. A produção atual simplesmente não
é suficiente. E mesmo aqueles que vêm acumulando interceptores há anos já
utilizaram uma parte significativa deles.
Infelizmente, essa é a realidade até mesmo nos países do Golfo,
onde houve um esforço real para criar um sistema antibalístico robusto, uma
defesa antibalística eficaz. Portanto, precisamos de um novo programa.
Precisamos do FREYJA. Junte-se a este esforço conjunto.
E sim, às vezes pode parecer que a
Ucrânia está focada apenas na guerra.
Porque estamos falando de armas, estamos falando de defesa, de
sanções contra o agressor. Mas os ucranianos não escolheram esta guerra.
Escolhemos não morrer. Não perder nosso país, nossas famílias. Não perder nossa
independência, nossa liberdade. E estamos nos defendendo. E tenho certeza de
que isso é importante não só para nós.
A maioria de vocês aqui representa o que a Ucrânia era antes
desta guerra. Vocês são nações pacíficas. E não pensam em guerra a cada
segundo. Mas isso não significa que sejam fracos, e aqueles que desejam
prejudicá-los não devem cometer esse erro.
A maioria de vocês não possui armas nucleares. Vocês não têm o
hábito de atacar seus vizinhos. E, talvez, não tenham recursos para financiar
uma guerra por anos. Mas isso não significa que não tenham a chance de se
manterem seguros – de dissuadir aqueles que possam ameaçá-los, de fazer com que
qualquer um que possa ameaçá-los pense duas vezes e proteja sua vida e, claro,
proteja seu povo.
A Ucrânia provou que, mesmo contra um inimigo muito maior, é
possível resistir e sobreviver.
E também temos o formato de Acordo sobre Drones. Não se trata
apenas de vender drones. Claro que não. Trata-se de trabalhar com outros países
para criar um sistema de defesa integrado e moderno contra ameaças de drones no
ar, no mar e em terra.
Não se trata apenas de proteger os céus. Os drones nos ajudam a
controlar nossas fronteiras – e isso é importante – áreas montanhosas e, claro,
estradas. Sem eles, seria simplesmente impossível. Trata-se também de proteger
infraestruturas, infraestruturas críticas, de resiliência, de organizar
recursos e as Forças de Defesa para que as infraestruturas críticas e o
transporte possam continuar a operar mesmo nas condições mais difíceis – isso
também faz parte dos acordos que oferecemos. São formatos de segurança prontos
que adaptamos a cada país e região específicos. Já estamos trabalhando com
parceiros no Golfo, no Cáucaso do Sul e em toda a Europa no âmbito dos Acordos
sobre Drones.
Hoje assinei um Acordo sobre Drones, um acordo sério sobre
drones, com a Finlândia, e isso é importante. Hoje também assinei um acordo de
segurança com a Austrália, e os drones também fazem parte dele. Estamos
preparando acordos para drones com o Canadá e outros países.
Quando a Rússia iniciou esta guerra, jamais poderia imaginar que
um dia drones ucranianos de longo alcance alcançariam suas fábricas, suas
fábricas militares em algum lugar da Sibéria e na Península de Yamal – a
milhares de quilômetros da nossa fronteira. Milhares.
Nenhum almirante russo esperava que seríamos capazes de afundar
o orgulho da Rússia – cruzadores que deveriam dominar os mares, mas que não
resistiram aos nossos drones navais.
E, além de diferentes tipos de drones, também produzimos uma
ampla gama de armas convencionais – rápidas, baratas e comprovadas em guerras
modernas.
A Ucrânia está construindo sua própria segurança de uma forma
que fortalece seu papel como um verdadeiro provedor de segurança e ajuda outros
a obterem a proteção que já funcionou para nós e que pode realmente reduzir o
espaço para o início e a propagação de guerras no mundo. Paz através da
proteção.
Senhoras e senhores!
Pensem bem: nenhum oficial russo jamais poderia imaginar que o
“General Zima”, que lutou ao lado da Rússia por séculos, um dia mudaria de lado
e apoiaria aqueles que se defendem da Rússia. Neste inverno, faremos isso
acontecer se a Rússia continuar a atacar nossos sistemas de energia e
aquecimento.
Os ucranianos entendem que este inverno pode ser muito difícil
para nós. Mas, em contrapartida, não teremos outra escolha senão tornar o
inverno difícil também para a Rússia. E é por isso que dizemos que as medidas
de desescalada são importantes, que são necessárias antes do inverno. Agora.
Precisamos de diplomacia e precisamos de poder. E, passo a
passo, estamos reduzindo as divergências em ambas as direções.
Ontem nos reunimos com o Presidente dos Estados Unidos, e foi
isso que discutimos.
Infelizmente, não tivemos a oportunidade de falar diretamente
com o líder da China, que está nos Estados Unidos hoje, mas não aqui. E ele
também pode influenciar a Rússia – mais do que muitos outros. E gostaríamos que
ele desejasse a paz tanto quanto nós na Ucrânia.
Acreditamos que o mundo tem o poder de alcançar isso.
Acreditamos que o mundo precisa disso.
Trata-se de energia. Trata-se de infraestrutura crítica.
Trata-se de segurança alimentar. Isto diz respeito à vida de muitas, muitas
pessoas em muitos países. Diz respeito também a finalmente desacelerar o rápido
desenvolvimento de armas de destruição em massa, um processo que vem ocorrendo
ao longo desta guerra e que já se tornou uma ameaça global.
Precisamos desacelerá-lo antes de avançarmos para a próxima
etapa. Porque já no próximo ano, existe uma possibilidade real de que a IA – e
não apenas os humanos – comece a decidir o que acontece no campo de batalha. E
precisamos de paz antes de chegarmos a esse ponto.
Senhoras e senhores!
O líder da Rússia – o “paciente zero”, o homem que iniciou esta
guerra e de quem ela se espalhou pelo mundo, tornando-se a maior guerra na
Europa desde a Segunda Guerra Mundial – inevitavelmente deixará este mundo. Mas
quanto mais tempo Putin puder continuar a guerrear, mais mal ele deixará no
mundo.
Aliás, nada funciona na guerra hoje
como funcionava em 2022 – exceto a coragem humana. Tudo mudou. E x
Quem sabe se a coragem funcionará da mesma forma no futuro.
Se você ouvir alguns dos mais fervorosos defensores do
desenvolvimento da IA, eles dizem: hoje a IA ainda é predominantemente digital,
mas um dia ela migrará do mundo digital para a “formação de átomos”. E quando
isso acontecer, é melhor estarmos em paz. Precisamos, sem dúvida, pôr fim às
guerras que já estão em curso.
A Ucrânia merece segurança. E todos vocês também. Todos os
países. E todos os povos.
E mais uma coisa.
Há semanas, os europeus vêm alertando que a Rússia pode ir mais
longe – para a Europa, até mesmo para o território da OTAN. Os líderes têm
informações que sugerem as intenções da Rússia. E agora eu não quero me dirigir
à Europa. Quero me dirigir aos países cujos cidadãos a Rússia pode tentar usar
em outra campanha absolutamente brutal.
Não tivemos apenas prisioneiros de guerra norte-coreanos.
Sabemos que a Rússia está usando cidadãos de 47 países em sua guerra, nesta
guerra: Gana, Nepal, Tadjiquistão, Índia, Iêmen, Quênia, Zimbábue, Cuba,
Bielorrússia, Sudão, África do Sul e muitos, muitos outros. E, de tempos em
tempos, recebemos pedidos para trazer de volta prisioneiros de guerra
específicos. E em nossas imagens de drones, também vemos pessoas que não são
russas morrendo no campo de batalha. Pessoas de seus países – de 47 países – que
acabaram na Rússia por meio de engano e artimanhas. Então, quero falar
diretamente com cada um dos representantes desses 47 países. Vocês sabem o que
a Rússia está fazendo com seu povo, seus cidadãos. Cuidem deles. E não deixem
que eles acabem na outra frente. Não deixem Putin arrastá-los para a guerra
dele. Não deixem a Rússia apagar seus incêndios, encobrir sua vergonha e pagar
por sua loucura com a vida de seu povo. Limitem seu espaço de atuação. Limitem
seu dinheiro. Limitem sua guerra.
E, por favor, todos vocês que estão aqui hoje, não sejam os
últimos a se levantar em defesa da vida. Seja o primeiro a dizer:
"Garantimos a segurança."
Obrigado a todos que ajudam. Obrigado a todos que nos apoiam, ao
nosso povo, às nossas crianças e à Ucrânia.
Glória à Ucrânia!
Дуже дякую.
Пані та панове!
Цього понеділка дорогою до
Нью-Йорка, десь у небі над великим і прекрасним Атлантичним океаном, я прочитав
допис Президента Трампа у Truth Social. Президент написав, що «Росія втратила
контроль над своєю дизельною промисловістю через війну з Україною». І важко
уявити собі більш принизливу поразку для країни, яка має постійне місце в Раді
Безпеки ООН і так пишається своїм нафтовим експортом. Цитую: «Значна частина
їхніх НПЗ, що виробляють дизельне пальне, була підірвана та, принаймні
тимчасово, виведена з ладу». Кінець цитати.
І це правда. Росія облажалася. І
висновок допису також правильний: «Цю безглузду й нескінченну війну з Україною
треба закінчити».
Я не знаю жодного світового лідера,
який би сказав інакше. Я не знаю нікого, хто б відкрито підтримував цю війну…
За винятком однієї людини.
Пані та панове!
Уже майже п’ять років російські
генерали намагаються виконати божевільний наказ Путіна – захопити наш Схід,
Донецьку область. І лише цього року, із січня до серпня, російська армія
втратила на полі бою в Україні 248 964 особи. За вісім місяців. Двісті сорок
вісім тисяч. Загиблих і важкопоранених. У 21 країні світу населення менше, ніж
кількість російських військових, втрачених лише за ці вісім місяців.
У нас є відеопідтвердження кожної із
цих втрат. І це не просто статистика. Це люди. У нас є архів відеозаписів із
дронів – відео, на яких видно, як тисячі й тисячі росіян гинуть у кіл-зонах. Це
божевілля. Але вони все одно продовжують іти туди на смерть. Бо саме цього хоче
Путін.
І, втративши стільки людей, Росія
цього року спромоглася захопити трохи більш ніж тисячу квадратних кілометрів
нашої землі, і ми вже звільнили значну її частину.
Росія – це країна, яка вже має 17
мільйонів квадратних кілометрів власної землі – без урахування, до речі,
української території. Отже, щоб додати ще тисячу квадратних кілометрів, Путін
платить життям 248 людей за кожен кілометр. Хтось іще досі вважає його
розсудливим і поміркованим?
Його товариш, лідер Північної Кореї,
відправив свої війська до Росії, щоб підтримати слабкі місця російської армії.
Північнокорейці також зазнали втрат. Важких втрат.
Ви, мабуть, бачили трансляції з
Пхеньяна, де вшановували загиблих. І це теж божевілля. Чому корейці мають
віддавати свої життя у війні проти України?
Кім Чен Ин використовує їх як
валюту. І дещо за це отримує. І сусіди Північної Кореї та інші країни Азії,
мабуть, уже помітили вдосконалення її балістичних ракет і значно більші
можливості Пхеньяна у сфері дронів.
Отже, війна, якій не вдалося вчасно
запобігти, яку не вдалося вчасно зупинити й за яку Росію вчасно не покарали, і
далі поширюється, і разом із нею шириться зло.
Нещодавно ми відправили двох
північнокорейських військовополонених до Республіки Корея. Цих хлопців нелегко
взяти в полон живими. Один із них, коли зрозумів, що його візьмуть у полон,
намагався накласти на себе руки. І він був шокований тим, що доля не дозволила
йому померти.
Ось так виховують людей на півночі.
Це реальність. У них забирають свободу. У них забирають право вибору. І їм
вбивають у голови, що вони мусять померти, як би там не було.
Ви справді хочете дати такій силі ще
більше часу, щоб вона навчилася воювати?
Це триває вже п’ять років.
І ми знаємо, що Путін нещодавно
знову пообіцяв представникам американського Президента, що захопить нашу
Донецьку область. І сказав, що йому потрібно ще лише кілька місяців… Це,
мабуть, уже 17-й чи 18-й раз за п’ять років, коли він дає таку обіцянку. Завжди
одне й те саме: «Та ще кілька місяців». А потім він знову переносить дедлайн. І
цього разу в Путіна теж не вийде.
Але після цього він укотре чітко
дасть зрозуміти світові, що навіть нашої Донецької області йому замало. Він
хоче й інші наші міста: Одесу та Харків, Дніпро та інші. Хтось у Кремлі навіть
розмістив картину з написом: «Даєш Київ!». Росія зазіхає на нашу сусідку
Молдову. Вона постійно погрожує Польщі та країнам Балтії. Росія не виявляє
жодної поваги до державності країн Південного Кавказу та Центральної Азії. І,
на жаль, на жаль, люди в Сирії та по всій Африці також дуже добре знають, що
таке російські вбивці.
Здається, щось завжди заважає Путіну
просто сказати: «Все. Досить. Мир». Щось завжди заважає йому визнати, що 17
мільйонів квадратних кілометрів його власної території, визнаної на міжнародному
рівні всіма вами, має бути достатньо для цієї людини. Путін постійно шукає
когось, хто допоможе йому вбити більше людей за кожен кілометр землі, захопити
більше територій, напасти на іншу країну замість того, щоб просто зупинитися і
керувати власною країною.
Після всього цього чи можете ви
взагалі уявити його без війни? Він – «нульовий пацієнт», той, від кого ця ідея
війни продовжує поширюватися далі. І хай куди б вона поширювалася, вона
приносить лише біль, нестабільність, нові ризики і, звісно, нові кризи. Що
більше свободи дій має Путін, то небезпечнішим стає світ для всіх інших.
Ось чому «нульового пацієнта» треба
зупинити. Його треба позбавити простору для дій і простору для подальшого
поширення цього зла.
Пані та панове!
Минулого року, коли я виступав тут,
я сказав, що ми живемо в часи, коли зброя вирішує, хто виживе. І я сказав: якщо
нація прагне миру, вона повинна працювати над сильною зброєю. Україна саме це й
робить. І саме тому вперше в історії Росії ми зараз чуємо, що її гордість –
нафтова промисловість – дихає на ладан. Але нафта сама по собі не є ціллю
України. Це не наша ціль. Так само, як і бензин чи дизель. Чи заводи та порти
як такі. Наша ціль – здатність Росії фінансувати цю війну, затягувати її,
робити її ще жорстокішою та більш руйнівною.
Щоб зупинити Путіна, потрібно
зупинити російські фінанси та російське виробництво.
І наші чудові солдати та наша зброя
працюють саме для цього, виключно для цього. Світова підтримка України
допомагає нам це робити. І я вдячний усім, кожній країні, яка підтримує нас –
підтримує Україну – і допомагає нашому народу.
Санкції, пакети допомоги, наше
спільне виробництво зброї – усе це, звісно, має значення. Усе це робить нас
сильнішими. Коли хтось дає Росії більше грошей через торгівлю, він дає більше
часу цій війні. Саме тому ми наполягаємо на обмеженні торгівлі з агресором, і
саме тому ми самі «спалюємо» російські доходи.
Багато хто з вас тут не раз бачив,
як зловживання правом вето в ООН послаблює світ і віддаляє мир. Коли в Росії є
гроші, вона завжди каже «ні» – «ні» дипломатії. І це також своєрідне вето на
мир – не офіційне право, але реальне.
І коли хтось у світі послаблює
санкції проти російських олігархів, це, можливо, робить життя багатих росіян
комфортнішим, але це також дає більше часу війні, більше часу Путіну, щоб
відправляти бідних людей у кіл-зону. Тому прибутки Росії мають залишатися
ціллю. Дефіцит бюджету Росії зараз більший, ніж у будь-який інший рік, і
більшість російських регіонів уже збанкрутувала.
Цього літа Росія планувала масштабні
операції на фронті. Усі вони провалилися.
Ставка Росії на крилаті ракети й
«шахеди» не спрацювала так, як планував Путін. Вони все ще завдають шкоди, але
вони не зламали нас. Ми побудували свою оборону. Що для нас зараз справді
складно, то це російські балістичні ракети та їхні нові реактивні «шахеди»,
іранські технології. Просто уявіть. Від початку цього року Росія вже
застосувала проти нас, проти України, наших людей і наших дітей понад 2100
ракет різних типів. Понад 950 із них – балістика. За вісім місяців цього року
Росія застосувала проти України, проти наших людей 63 тисячі ударних дронів
різних типів. І понад 7700 із них були реактивні «шахеди» – справді руйнівна та
дуже небезпечна зброя. Просто замисліться.
Росіяни запускають реактивні
«шахеди» щогодини – щогодини – проти наших міст, нашої економіки, нашої
інфраструктури. Наша бойова авіація протидіє їм цілодобово. І це частина
російської стратегії – щогодини створювати загрозу з повітря, ускладнювати
роботу економіки, порушувати нормальне життя людей і не давати дітям можливості
вчитися, просто вчитися у школі. Чи витримала б ваша країна, якби, не дай боже,
вам довелося зіткнутися з чимось подібним?
Україна витримала. Наші воїни вже
успішно випробували чотири нові реактивні дрони-перехоплювачі проти російських
реактивних «шахедів». Тож ми нарощуємо виробництво і, звісно, створимо захист і
від цієї загрози.
Ми також разом із нашими партнерами
запустили антибалістичну програму FREYJA. До неї вже долучилися десять країн: Україна,
Норвегія, Швеція, Данія, Німеччина, Франція, Італія, Велика Британія, Іспанія
та Нідерланди. Минулого тижня я запросив Польщу долучитися. І ми також
проводимо консультації ще з кількома урядами союзних держав, які хочуть
приєднатися до FREYJA. Ми залишаємося відкритими для кожної країни, яка може
зробити внесок у створення захисту від балістичних ракет. Наша програма FREYJA
не замінює перевірені й ефективні системи, як-от Patriot або модернізовані
антибалістичні системи SAMP/T. Ми хочемо створити систему, яку можна буде
виробляти в значно більших масштабах і за нижчою ціною, систему, яка зможе
стати інтегрованою частиною оборони України та оборони Європи. Систему, яка
зможе допомогти будь-якому народу, що цінує свободу.
Світова черга на антибалістичні
системи дуже довга. Балістичних загроз стає дедалі більше. А промислові
спроможності тих, хто обирає війну, дуже значні. Тому нам потрібно виробляти
достатньо засобів захисту, щоб кожна людина, яка сидить у цій залі, могла
сказати: «Мій народ справді захищений». Саме такий наш підхід до безпеки.
Сьогодні навіть найбагатші країни
світу не можуть знайти достатньо ракет-перехоплювачів. Нинішніх обсягів
виробництва просто недостатньо. І навіть ті, хто роками накопичував запаси
перехоплювачів, уже використали значну їх частину.
На жаль, така реальність навіть у
країнах Затоки, де справді працювали над створенням сильної антибалістичної
системи, антибалістичної оборони. Тож нам потрібна нова програма. Нам потрібна
FREYJA. Долучайтеся до цих спільних зусиль.
І так, іноді може здаватися, що
Україна зосереджена лише на війні, тому що ми говоримо про зброю, говоримо про
оборону, про санкції проти агресора. Але українці не обирали цю війну. Ми
обрали не помирати. Не втратити свою країну, свої родини. Не втратити свою
незалежність, свою свободу. І ми захищаємо себе. І я впевнений, що це важливо
не лише для нас.
Більшість із вас тут такі, якою
Україна була до цієї війни. Ви мирні нації. І ви не думаєте про війну
щосекунди. Але це не означає, що ви слабкі, і ті, хто може хотіти завдати вам
шкоди, не повинні припускатися такої помилки.
Більшість із вас не має ядерної
зброї. У вас немає звички нападати на своїх сусідів. І, можливо, у вас немає
коштів, щоб роками фінансувати війну. Але це не означає, що у вас немає шансів
залишатися в безпеці – стримувати тих, хто може вам загрожувати, змусити
будь-кого, хто може вам загрожувати, подумати двічі й захистити своє життя та,
звісно, захистити своїх людей.
Україна довела, що навіть проти
значно більшого ворога можна вистояти й вижити.
І в нас також є формат Drone Deal.
Це не просто продаж дронів. Звісно, ні. Це співпраця з іншими країнами для
створення сучасної інтегрованої системи оборони від дронових загроз у повітрі,
на морі та на суходолі.
Ідеться не лише про захист неба.
Дрони допомагають нам контролювати наші кордони – і це важливо, – гірські
райони та, звісно, дороги. Без них це було б просто неможливо. Ідеться також
про захист інфраструктури, критичної інфраструктури, про стійкість, про
організацію ресурсів і Сил оборони так, щоб критична інфраструктура й транспорт
могли продовжувати працювати навіть у найскладніших умовах – це також частина
угод, які ми пропонуємо. Це готові безпекові формати, які ми адаптуємо до
кожної конкретної країни та кожного конкретного регіону. Ми вже працюємо з
партнерами в країнах Затоки, на Південному Кавказі та по всій Європі в межах
Drone Deals.
Сьогодні я підписав Drone Deal,
серйозну угоду щодо дронів, із Фінляндією, і це важливо. Також сьогодні я
підписав безпекову угоду з Австралією, і дрони теж є її частиною. Ми готуємо
Drone Deals із Канадою та іншими країнами.
Коли Росія розпочала цю війну, вона
ніколи не могла уявити, що одного дня українські далекобійні дрони
діставатимуть до її заводів, її військових заводів десь у Сибіру та на
півострові Ямал – за тисячі кілометрів від нашого кордону. Тисячі.
Жоден російський адмірал не
очікував, що ми зможемо потопити гордість Росії – крейсери, які мали панувати
на морі, але не змогли вистояти проти наших морських дронів.
І поряд із різними типами дронів ми
також виробляємо широкий спектр конвенційної зброї – швидко, дешевше, ніж у
багатьох інших країнах, і перевіреної в сучасній війні.
Україна вибудовує власну безпеку
так, щоб посилювати свою роль справжнього постачальника безпеки й допомагати
іншим отримувати захист, який уже спрацював для нас і який справді може звузити
простір для початку та поширення воєн у світі. Мир через захист.
Пані та панове!
Просто замисліться: жоден російський
посадовець ніколи не міг уявити, що «генерал Зима», який століттями воював на
боці Росії, одного дня перейде на інший бік і підтримає тих, хто захищається
від Росії. Цієї зими ми зробимо так, щоб це сталося, якщо Росія продовжить бити
по нашій енергосистемі й теплопостачанню.
Українці розуміють, що ця зима може
бути для нас дуже важкою. Але у відповідь у нас не буде іншого вибору, крім як
зробити її болючою також і для Росії. І саме тому ми говоримо, що кроки для
деескалації важливі, що вони потрібні до зими. Зараз.
Нам потрібна дипломатія і нам потрібна
сила. І крок за кроком ми усуваємо прогалини в обох напрямах.
Учора ми зустрілися з Президентом
Сполучених Штатів, і саме це ми обговорювали.
На жаль, у нас не було можливості
напряму поговорити з лідером Китаю, який сьогодні перебуває в Америці, але не
тут. А він також може впливати на Росію – більше, ніж дуже багато інших. І ми б
хотіли, щоб він прагнув миру так само, як прагнемо його ми в Україні.
Ми віримо, що світ має силу, щоб
цього досягти. Ми впевнені, що світові це потрібно.
Ідеться про енергетику. Про критичну
інфраструктуру. Ідеться про продовольчу безпеку. Ідеться про життя
багатьох-багатьох людей у багатьох країнах. Ідеться також про те, щоб нарешті
сповільнити стрімкий розвиток зброї для вбивств – процес, який тривав упродовж
усієї цієї війни і вже став глобальною загрозою.
Нам потрібно сповільнити його, перш
ніж ми перейдемо до наступного етапу. Бо вже наступного року є реальна
ймовірність того, що ШІ – а не тільки люди – почне вирішувати, що
відбуватиметься на полі бою. І нам потрібен мир до того, як ми дійдемо до цієї
точки.
Пані та панове!
Лідер Росії – «нульовий пацієнт»,
людина, з якої почалася ця війна і від якої вона поширилася світом, ставши
найбільшою війною у Європі з часів Другої світової, – неминуче піде із цього
світу. Але що довше Путін матиме змогу вести війну, то більше зла він залишить
по собі у світі.
Сьогодні у війні вже ніщо не працює
так, як, до речі, працювало у 2022 році, – крім людської мужності. Усе
змінилося. І хто знає, чи працюватиме мужність так само в майбутньому.
Якщо послухати деяких із найпалкіших
прихильників розвитку ШІ, вони кажуть: сьогодні ШІ все ще залишається переважно
цифровим, але одного дня він перейде з цифрового світу до «формування атомів».
І коли це станеться, нам краще вже бути в мирі. Нам точно потрібно завершити
війни, які вже тривають.
Україна заслуговує на безпеку. Так
само, як і всі ви. Кожна країна. І кожен народ.
І ще одне.
Уже кілька тижнів європейці
попереджають, що Росія може піти далі – у Європу, навіть на територію НАТО. Лідери
мають розвідувальні дані, які свідчать про наміри Росії. І зараз я хочу
звернутися не до Європи. Я хочу звернутися до тих країн, чиїх людей Росія може
спробувати використати в іще одній абсолютно жорстокій кампанії.
У нас були не лише північнокорейські
військовополонені. Ми знаємо, що Росія використовує у своїй війні, у цій війні,
громадян 47 країн: Гани, Непалу, Таджикистану, Індії, Ємену, Кенії, Зімбабве,
Куби, Білорусі, Судану, Південної Африки та багатьох-багатьох інших. І час від
часу ми отримуємо запити щодо повернення конкретних військовополонених додому.
А на відео з наших дронів ми також бачимо, як на полі бою гинуть люди, які не є
росіянами. Люди з ваших країн – із 47 країн, – які опинилися в Росії через
обман і хитрощі. Тож я хочу безпосередньо звернутися до кожного представника
цих 47 країн. Ви знаєте, що Росія робить із вашими людьми, вашими громадянами.
Подбайте про них. І не дайте їм опинитися на іншому фронті. Не дозволяйте
Путіну втягнути вас у його війну. Не дозволяйте Росії гасити свої пожежі,
приховувати свою ганьбу та розплачуватися за своє безумство життями ваших
людей. Обмежуйте його простір для дій. Обмежуйте його гроші. Обмежуйте його
війну.
І, будь ласка, всі, хто сьогодні
тут, не будьте останніми серед тих, хто стає на захист життя. Будьте першими,
хто скаже: «Ми гарантували безпеку».
Дякую всім, хто допомагає. Дякую
всім, хто підтримує нас, наш народ, наших дітей та Україну.
Слава Україні!