segunda-feira, 15 de junho de 2026

CARNICEIRO E PSICOPATA RUSSO EM DESESPERO?

Mosteiro histórico de Kiev em chamas após ataque russo que deixa mortos

Local é considerado Patrimônio Mundial da Unesco desde 1990, em conjunto com a Catedral de Santa Sofia

Victoria Butenko e Rhea Mogul, da CNN14/06/26 às 23:38 | Atualizado 15/06/26 às 04:44

Um proeminente complexo de mosteiros ucranianos no coração de Kiev, na Ucrânia, pegou fogo após um ataque russo em massa durante a noite deste domingo (14). Pelo menos quatro pessoas morreram no incêndio.

“Os russos danificaram a Catedral da Dormição”, disse Tetyana Berezhna, Ministra da Cultura da Ucrânia, em um comunicado. O Metropolita Epifânio de Kiev e de toda a Ucrânia pediu “orações pela salvação do santuário da destruição”. “Outro crime russo contra a humanidade, contra a história, contra o cristianismo”, disse.

O Mosteiro das Cavernas de Kiev tem origens que remontam a quase mil anos e é considerado um patrimônio mundial pela Unesco desde 1990. Em 2023, foi adicionado à lista do Patrimônio Mundial em Perigo “devido à ameaça de destruição que a ofensiva russa representa”.

O ataque russo deixou pelo menos 23 pessoas em toda a cidade, de acordo com o prefeito Vitaliy Klitschko. Um jornalista da CNN em Kiev relatou ter ouvido várias explosões.

Pelo menos quatro pessoas morreram na cidade de Kharkiv, no nordeste do país, após bombardeios russos, segundo Ihor Klymenko, Ministro do Interior da Ucrânia.

O ataque também deixou cerca de 140 mil famílias na parte norte de Kiev sem eletricidade, segundo o prefeito Vitaliy Klitschko.

Ele ocorre depois que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que conversou com o presidente dos EUA, Donald Trump, onde os dois discutiram os esforços para pôr fim à guerra, que Moscou iniciou há mais de quatro anos.

“Todos os ucranianos têm um desejo para o Presidente Trump: que possamos finalmente alcançar a paz e alcançar este sucesso juntamente com os EUA e todos os nossos parceiros”, escreveu Zelensky no X.

Trump também conversou com o presidente russo, Vladimir Putin, no domingo, segundo o Kremlin.

A origem do Mosteiro das Cavernas de Kiev





























Uma vista da Lavra Inferior do complexo do mosteiro da Torre do Sino da Grande Lavra em 22 de novembro de 2023 em Kiev, Ucrânia • Global Images Ukraine via Getty

Fundada no século XI e compreendendo uma complexa rede de igrejas superficiais e subterrâneas, é um importante centro espiritual e cultural para muitos ucranianos e um importante local de peregrinação.

O Mosteiro das Cavernas de Kiev é uma das construções mais altas de Kiev -- sua altura é de 96,5 metros. Foi construído de 1731 a 1745, e o acesso à sua parte superior esteve fechado à visitação durante os últimos 30 anos. 

Na sua listagem, a Unesco descreve o complexo como uma “obra-prima da arte ucraniana”. Ao longo dos séculos, relíquias de santos foram enterradas nas cavernas, segundo a Unesco.

 

Putin, o carniceiro, assassino e psicopata é uma ameaça para a humanidade. Ele, na condição de PSICOPATA, não tem limites, pois é desprovido de qualquer sentimento de humanidade e de dilema moral . NÃO PASSA DE UM ANIMAL IRRACIONAL. 

[Anatoli Oliynik]

LÍNGUA e CULTURAS UCRANIANAS

 

Cultura Ucrânia

Como o ucraniano sobreviveu a décadas de proibições russas

Dmytro Kaniewski

13/06/2026 - 13 de junho de 2026

Há 150 anos, czar Alexandre 2º impôs restrições a língua e cultura. Repressão reforçaria identidade nacional, hoje sob ataque em territórios ocupados pelo Kremlin.

Busto do czar Alexandre II em Bad Ems, na Alemanha, marca história da identidade nacional ucranianaFoto: D. Kaniewski/DW

Estâncias termais já desempenharam papéis importantes na história mundial, como Spa, na Bélgica, ou Bad Ischl, na Áustria. Mas nenhum outro balneário se fixou tão profundamente na consciência nacional ucraniana quanto a cidade de Bad Ems, na Alemanha.

Ali esteve pessoalmente o czar russo Alexandre II como visitante para tratamento e, há 150 anos, em 30 de maio de 1876, assinou o Decreto de Ems. O texto proibiu quase completamente a impressão de livros em ucraniano e a importação de obras nessa língua do exterior, submetendo a cultura ucraniana, em todas as suas formas, a severas restrições.


O decreto foi precedido, em 1863, por uma circular secreta do ministro do Interior Piotr Valuyev, na qual afirmava que uma língua "pequeno-russa" própria, referindo-se ao ucraniano, "não existiu, não existe e não pode existir".

Como se depreende de um documento de uma comissão encarregada pelo czar, as proibições visavam impedir "que se formasse a base para a convicção de que a Ucrânia poderia, mesmo em um futuro distante, separar-se da Rússia".


Michael Moser, professor de estudos eslavos da Universidade de Viena, observa que "em uma época em que numerosas línguas europeias bem-sucedidas estavam sendo padronizadas, em maio de 1876, no belo Bad Ems, fez-se de tudo para impedir o desenvolvimento da língua ucraniana, até mesmo para matá-la".

O historiador alemão e professor emérito da Universidade de Colônia Gerhard Simon descreve a visão da época: "A 'ucranidade' era considerada uma variante da 'russidade' e uma ameaça à unidade estatal e cultural do Império czarista".


Revitalização pela dramaturgia


Na historiografia ucraniana, os primeiros anos após o decreto são chamados de "anos mortos". O influente jornal Kyjiwer Telegraf foi fechado, e muitos intelectuais e profissionais ligados à arte e à cultura tiveram de emigrar para o Ocidente.

Após o assassinato do czar Alexandre II por membros da sociedade revolucionária secreta russa Narodnaya Volya (Vontade do Povo), em 1881, abriu-se uma janela de oportunidade única para os ucranianos no Império Russo.


Enquanto as autoridades em São Petersburgo enfrentavam turbulências, Pawlo Schytezkyj, um conhecido filólogo e etnógrafo ucraniano, conclamou à revitalização da cultura ucraniana por meio do teatro.


Foi exatamente o que fez o dramaturgo Marko Kropyvnytskyi. Poucos meses após o assassinato do czar, ele enfrentou diretamente as autoridades e fundou, na então Yelysavethrad, um dos primeiros teatros profissionais ucranianos, reunindo figuras conhecidas. Hoje, a cidade leva seu sobrenome.

Dramaturgo Marko Kropyvnytskyi fundou dos primeiros teatros profissionais ucranianos após morte do czar Alexandre II Foto: Public Domain/WIKI

 

Embora o Decreto de Ems tenha permanecido formalmente em vigor até 1905, considera-se 27 de outubro de 1882 como a data em que ele perdeu efeito prático. Nesse dia, estreou em Yelysavethrad, sob a direção de Kropyvnytskyi, o drama "Natalka Poltavka", do escritor Ivan Kotliarevsky, com casa cheia. A peça tornou-se um clássico do teatro ucraniano.

"O teatro foi o ramo da cultura ucraniana no século 19 que realmente alcançou todo o povo", afirma Gerhard Simon. "No início, tratava-se de um teatro amador e, por isso, estava enraizado no campo. A partir daí, foi se profissionalizando, mas sempre permaneceu parte da cultura popular. Por isso, as apresentações teatrais, sobretudo as encenações amadoras, são tão importantes para o desenvolvimento da cultura como um todo na Ucrânia."


Naqueles anos, a criatividade floresceu. Surgiram "clássicos de ouro" do drama ucraniano, nos quais temas de assimilação cultural no Império Russo eram tratados com humor. Novos nomes ganharam espaço na literatura, entre eles Lesya Ukrainka, Mykhailo Kotsiubynsky e muitos outros.


Retomada de narrativas czaristas


Paradoxalmente, segundo Gerhard Simon, foram as repressões do regime czarista que se tornaram o verdadeiro "motor da formação da nação ucraniana". Pesquisadores indicam que, após o Decreto de Ems, houve ainda dezenas de tentativas de restringir a língua ucraniana.


Hoje, o governo do presidente russo, Vladimir Putin, volta a difundir antigas narrativas da época dos czares sobre uma "unidade histórica de russos e ucranianos". [Trata-se de um cretino que quer impor uma narrativa absurda. Moscovo nem existiam quando a Rus de Kyiv imperava no mundo. Eles eram escravos dos mongóis. Isso o cretino não fala. - a.o.]


A guerra da Rússia contra a Ucrânia vem acompanhada de um ataque à língua, à cultura e à identidade ucranianas nos territórios ocupados. "O Decreto de Ems não é história. Ainda lutamos para falar ucraniano e ler livros em ucraniano, para que essa cultura não seja destruída", disse à DW a ucraniana Iryna Shmylichowska, de Colônia.


Provavelmente, o czar Alexandre II ficaria surpreso ao saber que hoje até jovens alemães aprendem ucraniano. Um desses estudantes é Jasper Medenwald, que estudou propaganda russa. "É um fracasso anunciado tentar reprimir a Ucrânia e a língua ucraniana, porque ela sempre encontrará um caminho", afirma.

Nos últimos anos, os cursos de ucraniano vêm crescendo na Alemanha. De acordo com o Departamento Federal de Estatística, cerca de 1.250 estudantes cursam atualmente estudos eslavos, incluindo ucraniano.

 

terça-feira, 9 de junho de 2026

UCRANIANOS SE REÚNEM NA SUÍÇA

 Berna, Confederação Suíça

7 de junho de 2026


No Ano da Unidade Global Ucraniana, a Cúpula da Comunidade Ucraniana Mundial reuniu em Berna mais de 350 participantes e convidados de comunidades, organizações e instituições ucranianas de mais de 50 países do mundo. Organizada pelo Congresso Mundial dos Ucranianos em cooperação com a Sociedade Ucraniana na Suíça e em parceria com o Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia, a Cúpula foi uma manifestação do compromisso comum da diáspora ucraniana com a Ucrânia, o povo ucraniano e o futuro da nação ucraniana.

Acima de tudo, a Cúpula presta homenagem às Forças Armadas da Ucrânia, às forças de segurança e defesa, aos serviços de emergência e a todos aqueles que, arriscando suas próprias vidas, defendem diariamente a Ucrânia e o povo ucraniano. A Cúpula confirma a disposição inabalável da diáspora ucraniana de permanecer unida e determinada no apoio a essa luta, bem como sua dedicação inabalável ao desenvolvimento democrático da Ucrânia, ao seu futuro europeu, ao Estado de Direito, à liberdade e à dignidade humana.

Neste momento em que a Ucrânia enfrenta uma agressão russa em grande escala, defendendo a liberdade, a segurança europeia e os princípios do direito internacional, a unidade e a ação da diáspora ucraniana assumem um significado especial.

A Cúpula confirma as prioridades comuns dos ucranianos em todo o mundo:

A vitória da Ucrânia — a conquista de uma paz justa e duradoura, a restauração da integridade territorial da Ucrânia, a responsabilização da Rússia pelos crimes cometidos e a reparação dos danos causados por ela.

A reconstrução de uma Ucrânia forte, segura e próspera — um Estado independente, baseado nos valores ucranianos, livre da influência russa e de sua visão de mundo chauvinista.

A construção de uma comunidade ucraniana forte, que forme, geração após geração, patriotas ucranianos conscientes.

A Cúpula convoca os ucranianos do mundo a uma ação nacional conjunta:

Homenagear e apoiar os defensores e defensoras da Ucrânia — as Forças de Defesa da Ucrânia, que lutam pela liberdade do nosso povo — por meio de apoio humanitário, ajuda à defesa, contribuições financeiras e solidariedade interna.

Apoiar a Ucrânia por meio da participação política, da defesa de causas e de atividades de informação.

Assumir um papel de liderança na reconstrução da Ucrânia — não como observadores passivos, mas como líderes ativos que contribuem com conhecimento, experiência, habilidades e liderança cívica para a reconstrução de uma nova Ucrânia.

Defender e promover a identidade ucraniana — nossa língua, cultura, educação e patrimônio nacional.

Construir comunidades ucranianas fortes — aprofundar a confiança, a cooperação e a solidariedade além das fronteiras; formar, geração após geração, patriotas conscientes.

Evitar divisões — combater quaisquer tentativas de enfraquecer o apoio internacional à Ucrânia ou de dividir o povo ucraniano.

Fortalecer a voz global da Ucrânia — divulgar e ampliar a voz do Estado ucraniano, do povo ucraniano e das comunidades ucranianas em todo o mundo.

A Cúpula enfatiza que os ucranianos do mundo são parte integrante do povo ucraniano e uma importante fonte de força da Ucrânia na arena internacional.

A unidade ucraniana global não é um símbolo. É um pré-requisito estratégico para o sucesso da Ucrânia e do povo ucraniano.

A Ucrânia define nossa unidade.

A responsabilidade perante o povo ucraniano define nossa unidade.

A ação nacional define nossa unidade.

Unidos na ação nacional.

Pela Ucrânia. Pela liberdade. Pelo futuro.

Glória à Ucrânia!

Proclamado na Cúpula da Comunidade Ucraniana Mundial em Berna, em 7 de junho de 2026

sexta-feira, 5 de junho de 2026

CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO RUSSA

Carta aberta do Presidente da Ucrânia ao Presidente da Federação Russa

04 de junho de 2026, 21:39

Rússia

A agressão da Rússia contra a Ucrânia

Carta aberta

Ao Presidente da Federação Russa

Do Presidente da Ucrânia

Quando o senhor chegou ao poder na Rússia, há mais de 26 anos, muitas pessoas na Ucrânia o viam com bons olhos. Era assim. Mas isso agora é passado.

Agora, a esmagadora maioria dos ucranianos vê com bons olhos a visita dos nossos drones de longo alcance à abertura do seu fórum em São Petersburgo, percorrendo uma distância de mais de 1.000 quilômetros. Como vocês bem sabem, essa distância não representa o limite das nossas capacidades.

Durante 26 anos, seu período no poder mudou completamente a agenda das relações entre a Ucrânia e a Rússia. De discussões sobre comércio e outros assuntos civis, nossas nações passaram a falar quase exclusivamente sobre greves e perdas.

Você passou quase metade dos seus 26 anos no poder na Rússia travando guerra contra a Ucrânia.

Independentemente do que se diga sobre a OTAN, a geopolítica ou a língua russa, esta guerra é uma escolha pessoal sua — uma guerra sem uma causa real. É assim que a história a lembrará.

Aqueles anos poderiam ter sido muito diferentes.

Ouvimos com frequência que você se sente confortável com esta guerra. Claro que não, principalmente quando se trata da segurança da sua residência em Valdai ou do seu desfile em Moscou. Sua própria vida lhe é valiosa.

Mas agora todos podemos ver que os russos estão finalmente se sentindo menos confortáveis ​​com essa realidade — com o fato de que a guerra está trazendo consequências cada vez mais negativas para a Rússia.

Eles não gostam dos nossos drones e mísseis.

Eles não gostam da escassez de gasolina e do aumento constante dos preços.

Eles não gostam de restrições constantes.

Eles não gostam da sua intenção de lançar uma segunda onda de mobilização para expandir a guerra em outra direção na Ucrânia ou para usá-la contra outros países vizinhos da Rússia.

Eles não gostam do fato de não haver fim à vista para a sua guerra.

Sim, você ainda pode forçar os russos a viverem dessa maneira. Mas seus recursos estão diminuindo significativamente.

Vocês não terão dinheiro ou capital político suficientes para continuar comprando a lealdade dos russos da maneira como fizeram nos últimos 26 anos.

E faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para garantir que o mundo ajude a aproximar esse momento.

Como você mesmo gosta de dizer, "precisamos fazer as contas".

Ontem, recebi um relatório sobre as baixas do seu exército na frente de batalha na Ucrânia durante o mês de maio. Mais uma vez, o número ultrapassou 30.000 soldados russos mortos e gravemente feridos. Temos mantido esse nível mês após mês, e temos vídeos que comprovam cada uma de suas baixas — essas não são alegações vazias.

Sabemos que 63% das suas baixas em campo de batalha são de mortos, enquanto apenas 37% são de feridos. No século XXI, nenhum exército pode se dar ao luxo de ter essa proporção. E a parcela de mortos continuará a aumentar.

Não é como se nós, na Ucrânia, estivéssemos preocupados com o destino dos soldados russos depois de tudo o que a sua guerra trouxe ao nosso país.

Mas eu me importo com os ucranianos.

Estamos perdendo nosso povo, e cada perda é dolorosa para nós. Mesmo quando a proporção de perdas ucranianas para perdas russas é de um para cinco ou um para seis, ainda assim faz muita diferença.

Também é importante que vocês adiem regularmente, a cada poucos meses, os seus próprios prazos para conquistar as nossas regiões — especialmente a região de Donetsk. E vocês não a conquistarão este ano também.

Mas nós, na Ucrânia, não queremos uma guerra permanente. Sabemos muito bem que a vida sem guerra é infinitamente melhor. E queremos alcançar isso.

Estou convencido de que a maioria dos russos também reagiria positivamente a isso — e você sabe disso.

Muitos não acreditavam que a Ucrânia conseguiria resistir por tanto tempo. Você não acreditava. E aqueles que o aconselharam também não. Isso foi um erro.

Você não esperava uma resistência em grande escala por parte da Ucrânia, e não previu que as coisas chegariam a este ponto. No entanto, aqui estamos nós — no quinto ano desta guerra em grande escala.

Não tenha medo de trilhar o caminho para fora desta guerra. Isso é o mais importante que se exige de você agora.

A Ucrânia preservou sua independência. E continuará a preservá-la. Apesar de todas as previsões em contrário.

Unimos muitas pessoas ao redor do mundo para apoiar a Ucrânia e nos opor a vocês. Encontramos as armas e o financiamento de que precisávamos.

Recebemos apoio. Vocês recebem sanções. E isso continuará até que haja justiça para a Ucrânia — a justiça que buscamos e a justiça que pode ser alcançada.

Não permitiremos que aqueles que tentam convencê-los de que as sanções contra a Rússia serão significativamente atenuadas e que o apoio à Ucrânia será significativamente reduzido, sem qualquer mudança significativa na sua posição em relação à Ucrânia, tenham sucesso. O exemplo de Orbán mostra como aqueles que optam por ajudar a Rússia na sua guerra contra nós acabam em desgraça.

A Ucrânia suportou invernos rigorosos enquanto vocês tentavam destruir nosso sistema energético. Mantivemo-nos firmes — e mesmo na escuridão, a resiliência dos ucranianos permaneceu intacta.

Levamos a guerra para o seu território, e vocês não teriam conseguido lidar com ela sem a ajuda da Coreia do Norte. Você é o primeiro governante da Rússia a recorrer a Pyongyang em busca de auxílio.

E hoje vocês dependem totalmente da China — também pela primeira vez na história da Rússia.

Vocês acreditavam que os ucranianos não teriam forças para se defender. No entanto, hoje, nosso povo está ajudando nossos parceiros no Oriente Médio e no Golfo a construir suas próprias defesas.

Você esperava por agitação interna na Ucrânia. Em vez disso, foram suas próprias formações militares que se amotinaram contra você. O dia 23 de junho marcará mais um aniversário desse evento, e o silêncio não apagará esse fato da história.

E agora é você quem seus próprios funcionários, empresários e propagandistas olham com evidente cansaço. O mundo inteiro pode ver isso.

O mundo não se cansou da Ucrânia, como você tanto esperava. Mas há um crescente cansaço em relação à Rússia — mesmo entre aqueles que, no resto do mundo, ajudam você a contornar as sanções e a manter sua economia à tona.

É impossível não notar. Após 26 anos no poder, a idade começa a cobrar seu preço. E com o tempo, o cansaço só aumentará.

Vimos relatórios de inteligência que mostram que vocês estão considerando planos para estender a guerra até 2027 e 2028. Também sabemos que vocês esperam que mísseis balísticos consigam o que todas as outras medidas falharam. Vocês querem arrastar Belarus ainda mais para o fundo desta guerra, e agora somos obrigados a nos preparar para isso também. Vemos que vocês estão tentando orquestrar algo em torno da Transnístria. Seus propagandistas ameaçam, de uma forma ou de outra, todos os países vizinhos da Rússia. Vocês realmente querem passar por tudo isso?

A escolha agora é sua.

Chega de guerra.

A Ucrânia propõe pôr fim a esta guerra.

Isso deve ser feito com honestidade, dignidade e com garantias de que a guerra não será reacendida.

Constatamos que os Estados Unidos estão totalmente focados na questão do Irã, e seria um erro simplesmente esperar que a guerra na Europa volte a ser o centro das suas atenções.

A Ucrânia propõe pôr fim a esta guerra através de um diálogo direto entre nós — e vocês.

Estou propondo uma reunião.

Todos ouviram seus representantes, sorrindo, dizerem que eu supostamente poderia ir a Moscou. Mas, depois desses 26 anos, não há nada que um líder ucraniano possa fazer em sua capital — assim como não há nada que um líder russo possa fazer em Kiev.

Existem países que tradicionalmente recebem líderes para resolver questões de guerra e paz. Suíça, Turquia, os países do mundo árabe — muitos têm condições e estão dispostos a sediar um encontro desse tipo.

São os líderes que resolvem as questões cruciais. Sempre foi assim e sempre será. 

Proponho que seja definida uma data específica para essa reunião.

Ouvimos dizer que lhe foi prometida, no Alasca, a resolução de certas questões relativas à Ucrânia e à Europa. Mas você mesmo pode constatar que as questões ucranianas e europeias não são resolvidas em Anchorage.

Outros participantes acordados poderão juntar-se ao processo bilateral a ser estabelecido entre nós.

Como a guerra está ocorrendo na Europa e a Ucrânia precisa de garantias de segurança, e você também busca garantias de segurança para si, seria lógico envolver aqueles que podem genuinamente servir como fiadores.

Acreditamos que a Europa deve fazer parte deste processo — aqueles que realmente têm capacidade para influenciar a situação.

Acreditamos também que os Estados Unidos devem fazer parte do processo. Isso é o que poderia ajudar a moldar uma nova arquitetura de segurança para a nossa região do mundo.

Já vivenciamos muitos acordos com a Rússia, incluindo os Acordos de Minsk, que acabaram fracassando. É por isso que devemos primeiro encontrar respostas diretas entre nós para as questões que permanecem sem solução, e não nos esconder de problemas difíceis atrás de fórmulas, grupos de trabalho técnicos ou incontáveis ​​horas perdidas em diplomacia itinerante.

A sua guerra separou permanentemente a Ucrânia e a Rússia.

A linha de frente hoje é a linha de onde a diplomacia deve começar.

A Ucrânia está pronta para um cessar-fogo total durante as negociações. Essa é uma prática comum, e os recentes acontecimentos em torno do Irã apenas reforçam esse ponto. Uma tentativa de estabelecer um silêncio genuíno é a melhor maneira de começar a dialogar. Acreditamos que não seria apenas uma tentativa, mas um cessar-fogo verdadeiro — se for isso que vocês desejam.

Você sabe que os Estados Unidos têm capacidade para monitorar um cessar-fogo ao longo da linha onde as hostilidades cessam.

A Ucrânia está preparada para uma troca total de prisioneiros de guerra, e isso poderia ser um bom prelúdio para o fim da guerra.

Medidas sérias devem ser tomadas para repatriar os civis e as crianças que foram levados durante a guerra.

Precisamos determinar que tipo de futuro aguarda as gerações de ucranianos e russos que virão depois de nós.

Se você, pessoalmente, não chegar à conclusão de que é hora de acabar com esta guerra, a Ucrânia continuará lutando por sua existência. Teremos aqueles que nos apoiam.

Mas vocês também terão que lutar muito mais pela sua própria existência — não pela da Rússia, mas pela sua. E isso não é uma ameaça minha ou da Ucrânia. É um fato da história russa que vocês conhecem bem: quando a Rússia se cansa, a mudança chega.

Podemos trabalhar para reduzir esse cansaço.

Você pode parar sua guerra.

Memória eterna a todos aqueles que perderam a vida nesta guerra.

Glória à Ucrânia!

segunda-feira, 25 de maio de 2026

HERÓIS UCRANIANOS SÃO TRANSLADADOS PARA A UCRÂNIA

A Ucrânia já tem permissão para enterrar novamente o fundador da OUN (Organização dos Nacionalistas Ucranianos)
Yevhen Konovalets – Vereshchuk Olena Barsukova – 25 de maio, 12h 

A Ucrânia já tem permissão para enterrar novamente o fundador da OUN, Yevhen Konovalets – Vereshchuk

A Ucrânia já tem permissão para exumar o corpo do Coronel do Exército da UNR, comandante dos Fuzileiros de Sich, fundador e primeiro presidente da Organização dos Nacionalistas Ucranianos, Yevhen Konovalets, que está enterrado na Holanda. 

A informação foi anunciada pela vice-chefe do gabinete da presidência da Ucrânia, Iryna Vereshchuk, após o novo sepultamento do líder da OUN, Andriy Melnyk, e de sua esposa, Sofia Fedak-Melnyk, segundo a agência Interfax-Ucrânia. 

"O próximo será Yevhen Konovalets, que está enterrado em Rotterdam. Já temos a permissão, estamos nos preparando e realizaremos a cerimônia de translado de seus restos mortais em breve", disse Vereshchuk. 

Além disso, não se trata apenas do retorno de figuras do século XX, mas também de representantes proeminentes de vários períodos históricos, em particular das eras principesca e cossaca. 

Questionado sobre se figuras proeminentes após o Memorial Nacional serão reenterradas no Panteão Nacional, Vereshchuk observou que estão em andamento planos para a adoção de uma lei sobre o Panteão, que determinará a estrutura para ações futuras: quem e quando poderá ser sepultado lá. As decisões serão tomadas para cada figura individualmente. 

Não apenas os Melnyks: quais outros personagens famosos a Ucrânia planeja repatriar do exterior? Recordamos que, em junho de 2025, o Conselho de Ministros aprovou o procedimento para o novo sepultamento, no Cemitério Nacional da Grande Guerra Patriótica de 1915, de combatentes de destaque pela independência da Ucrânia no século XX. 

No final de março, o chefe do Gabinete Presidencial, Kyrylo Budanov, anunciou que em breve submeteria ao presidente, para apreciação, os resultados e as propostas para a criação de um Panteão de Ucranianos Notáveis. Ucranianos ilustres que estão sepultados no exterior serão transferidos para seus países de origem. 

No dia 21 de maio, os caixões contendo as cinzas do coronel do Exército da UNR e líder da OUN, Andriy Melnyk , e de sua esposa, Sofia Fedak-Melnyk, chegaram a Kiev . Nos dias 22 e 23 de maio, os ucranianos prestaram-lhes homenagem na Catedral Patriarcal da Ressurreição de Cristo da Igreja Greco-Católica Ucraniana. 

Recentemente, Oleksandr Alferov também afirmou que estão em curso negociações para repatriar para a Ucrânia os restos mortais de outras figuras ilustres que foram forçadas ao exílio após a derrota na luta pela libertação. Em particular, além do Coronel Yevhen Konovalets, estamos falando do Secretário de Assuntos Militares da UNR, Symon Petliura, e do Hetman Pavlo Skoropadsky. 

Para referência: Yevhen Konovalets (14 de junho de 1891 – 23 de maio de 1938) – comandante do Corpo de Fuzileiros de Sich do Exército da República Popular Ucraniana (UNR), fundador da Organização Militar Ucraniana (UVO), criador e primeiro líder da Organização dos Nacionalistas Ucranianos (OUN). Faleceu em 23 de maio de 1938, após um agente soviético lhe entregar uma caixa de chocolates com um dispositivo explosivo. Está sepultado no Cemitério de Crosswijk, em Roterdã.

Vitório Sorotiuk.

quarta-feira, 20 de maio de 2026

UCRANIANOS DO PARANÁ SÃO CONDECORADOS

Assembleia Legislativa do Paraná condecora grupos culturais ucranianos de Prudentópolis.

Por Da Redação 18 de mai. de 2026.

Fonte: Antônio More/Alep

 

A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) realizou na tarde desta segunda-feira (18) uma sessão solene em homenagem ao Grupo Folclórico Ucraniano Brasileiro e à Irmandade Cossacos, dois grupos culturais ucranianos de Prudentópolis, município do sudeste paranaense. A condecoração, realizada no Plenário, foi proposta pelo deputado Marcelo Rangel (PSD) e aprovada por todos os demais parlamentares.

“Eles têm história: estamos falando aqui de quase 70 anos de tradição, de valorização da cultura e também de divulgação do que há de belo na região de Prudentópolis e do Paraná”, afirmou Rangel. Ele relembrou que a Alep aprovou recentemente o projeto de lei 269/2025, de sua autoria, que reconhece Prudentópolis como “Capital Estadual da Cultura Ucraniana”.

Representando a Irmandade Cossacos, Marcos Antonio Boiko compareceu ao Plenário vestindo as roupas tradicionais deste povo: a calça larga (sharovary), o chapéu (papakha) e as botas, vestimentas adaptadas ao frio extremo da Ucrânia, cujas temperaturas mínimas chegam a -20 ºC. “Para nós é uma honra manter essa tradição, por conta da descendência que temos”, ressaltou, pontuando que mais de 70% dos prudentopolitanos têm descendência ucraniana.

Em seu discurso, ele contou um pouco da história dos cossacos, grupos formados por camponeses que se organizaram militarmente em acampamentos para proteger seus grupos. Costumes deste povo desembarcaram em Prudentópolis com a chegada, há 71 anos, do imigrante Vassyl Kostachuk, que introduziu ali a vigília do Santo Sudário, reconstruindo ali esse traço da cultura ucraniana”, contou Boiko.

Já o Grupo Vesselka foi oficializado há 68 anos, em 1958, com uma trajetória marcada por apresentações em feiras, exposições, congressos, festivais e outros eventos. Vesselka significa “Arco-Íris”, símbolo da aliança do Criador com suas criaturas. “Para nós, receber essa moção é um sentimento de gratidão por tudo que a gente vem fazendo para manter a cultura ucraniana por meio da dança”, ressaltou o presidente do grupo, Felipe Bobalo Soares.

O Grupo Vesselka já realizou apresentações em diversos estados brasileiros. O grupo também ultrapassou as fronteiras do país, levando sua arte para países como os Estados Unidos e a Ucrânia. “Quando saímos de Prudentópolis, levamos não só a cultura ucraniana, mas também a terra das cachoeiras gigantes, a capital da oração”, pontuou.

A cerimônia contou com a presença de diversos membros dos dois grupos, bem como integrantes do poder público de Prudentópolis. Compareceram Beatriz Klosowski, primeira-dama de Prudentópolis; Cristiane Boiko Rossetim, secretária de Turismo de Prudentópolis; Nadir Vozivoda, secretária de Cultura de Prudentópolis; e Valter Luciano Matuchenez (Agir) e Elder Pontarollo Junior (PP), vereadores do município.

 Link do vídeo da solenidade:

A condecoração, realizada no Plenário, foi proposta pelo deputado Marcelo Rangel (PSD) e aprovada por todos os demais parlamentares

https://www.youtube.com/watch?v=8bvKq5kCzQA 

 

PUTIN: ALÉM DE MATAR A POPULAÇÃO CIVIL, BOMBARDEIA PATRIMÔNIOS HISTÓRICOS

 

O Museu Skovoroda, na região de Kharkiv, voltou a ser alvo de bombardeios russos.

Marina Buzovska / Eventos / 18 de maio de 2026

Ataques de drones russos danificaram um abrigo protetor sobre o edifício do Museu Nacional Literário e Memorial de Hryhoriy Skovoroda, na vila de Skovorodynovka.

 

Relato do Ministério da Cultura.

Segundo informações preliminares, oito vãos do telhado do abrigo foram danificados em decorrência do ataque. Um deles apresentava um grande buraco, e outros sete foram atingidos por destroços.

Ao mesmo tempo, as estruturas do próprio edifício histórico e os elementos de sustentação do abrigo não foram danificados. Atualmente, a polícia, os socorristas e especialistas estão documentando as consequências do ataque e elaborando um relatório técnico dos danos.



A vice-primeira-ministra para Políticas Humanitárias e ministra da Cultura da Ucrânia, Tetyana Berezhna, afirmou que o Museu Skovoroda, após o ataque russo em 2022, tornou-se um símbolo da invencibilidade da cultura ucraniana.

"Hoje, o inimigo está mais uma vez tentando danificar um local que preserva nossa memória histórica. Continuamos trabalhando em conjunto com parceiros internacionais para proteger o patrimônio ucraniano", observou ela.

 

O Ministério da Cultura já comunicou os danos à UNESCO. Além disso, em breve, o Departamento de Cultura e Turismo da Autoridade de Turismo de Kharkiv enviará uma carta oficial à organização a respeito dos trabalhos de reparo e da mitigação das consequências do bombardeio.

Em maio de 2022, o edifício sofreu danos significativos devido a um ataque de míssil. Após o incidente, parceiros internacionais uniram-se para criar um abrigo protetor com o objetivo de preservar o monumento.