terça-feira, 5 de junho de 2012

INVASÃO COMUNISTA PROSSEGUE: GOVERNO UCRANIANO APOIA A EXTINÇÃO DA LINGUA PÁTRIA

O governo bloqueia a chegada de pessoas à ação de protesto à aprovação do projeto de lei sobre o idioma ukrainiano.

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana) 04.06.2012

A administração do presidente emitiu ordem para, sob qualquer preço bloquear os ônibus que trazem pessoas das províncias para participar nas ações de protesto próximo ao Parlamento.

Tropas de repressão governista
"Para este fim, nas estradas da Ukraina colocar um número, sem precedentes, de postos de inspeção estatal também a noite, até o amanhecer", - diz o comunicado. Os postos de inspeção receberam a recomendação especial para não deixar passar nenhum ônibus das regiões oeste e central à capital".


"No entanto, se tornou conhecido, inclusive na internet, que no leste e sul do país o governo começou contratar pessoas para participar do comício em defesa do projeto de lei Kolesnichenko-Kivalov".
Claque governista - Permitida a manifestação
"Assim o governo, consciente e deliberadamente, aproveitando a questão da língua continua sua tentativa criminosa de provocar a oposição na sociedade ukrainiana" - resume o partido oposicionista "Pátria" (Tymoshenko).
Os deputados praticamente "entregaram" o idioma. Sob Parlamento - brigas, pessoas envenenadas com gás.



Ukrainska Pravda (verdade Ukrainiana), 05.06.2012

O Parlamento, em primeira leitura aprovou o controverso e escandaloso projeto de lei Kolesnichenko-Kivalov que prevê a introdução efetiva do idioma russo na vida da população em várias regiões da Ukraina.
Depois da votação no Conselho, onde já se reuniram partidários e opositores do projeto do idioma, começaram as brigas. "Berkut" (Águia Dourada), é um departamento da polícia para fins especiais a nível regional, usou contra os protestantes gás lacrimogêneo.
Durante a manhã realizaram-se escaramuças, mas do palco pediam aos opositores para resistir a provocações. Oleksyi Hetman, representante do partido da oposição "Nossa Ukraina-Autodefesa Nacional" deu entrada no hospital com costelas quebradas. O número de pessoas agredidas é significativo. Inclusive a escritora Svitlana Povaliayeva recebeu uma cacetada na cabeça, de um representante do "Berkut", quando ela afastou-se para telefonar.
Ainda no dia anterior os "regionais" (governo) iniciaram o transporte de apoiadores de diversas regiões. A estas pessoas prometeram pagar 135 UAH (16 USD).

Arsenyi Yatseniuk, um dos líderes da oposição desabafou: "Perdemos a batalha mas ganharemos a guerra. Esta é uma vitória temporária do Partido das Regiões, mas Ukraina sofreu uma derrota. E, não é a primeira vez que dentro das paredes deste Parlamento são aprovadas leis contra o Estado Ukrainiano e contra os ukrainianos com o voto comprado pelo dinheiro, fato que é usual para este governoo. A oposição devia "puxar" 30 cartões, mas isto não aconteceu. Sabemos quem traiu Ukraina..."
O partido Nossa Ukraina-Autodefesa Nacional enviou documentos ao Parlamento para desligar de suas fileiras dois deputados que votaram a favor do projeto de lei. E também veio pedido de outros três deputados para que seus votos, a favor do projeto, não sejam contados (Será que o pagamento pela traição não se concretizou? - OK).
Poroshenko, Ministro da Economia e Desenvolvimento de Negócios (pela decisão de aceitar ou não o Ministério Yanukovych esperou mais de mês - OK), disse que a questão do idioma está na terceira dezena em importância das questões que hoje preocupam os cidadãos. A questão número um é o medo de perder o emprego, elevação de preços, queda econômica e, consequentemente, queda de nível de vida. Estas preocupações é que mais importam a todos os ukrainianos, independentemente da região. (Pelo visto Yanukovych tem um ministro que não está muito de acordo com a música que ele toca. - OK).

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O primeiro secretário da missão ukrainiana junto a União Européia, representante do Ministério do Interior em Bruxelas, Volodymyr Rydvan advertiu os torcedores europeus que, caso eles participem de ações de apoio a ex-primeira ministra Tymoshenko, a polícia ukrainiana vai agir de acordo com a lei. Os jogos da Euro estão chegando.

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Duma de Moscou, saúda a aprovação pelo Parlamento ukrainiano, em primeira leitura, do projeto de lei de concessão ao idioma russo o status regional.

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Segundo Leonid Slutskyi, presidente do Comitê em assuntos da CEI: "Rússia está interessada no status máximo para o idioma russo, falado na Ukraina por milhões de pessoas" Mas lembrou de acrescentar: "A questão da língua é puramente questão da soberania da Ukraina e deve ser resolvida de acordo com o pensamento dos cidadãos deste país.

Tradução: Oksana Kowaltschuk
Foto formatação: AOliynik
Fonte das imagens: http://www.pravda.com.ua/articles/2012/06/5/6965970/


AS MANIFESTAÇÕES (FOTOS E VÍDEOS)







Observem o descaso dos jovens. Esse descaso tem uma explicação: Via de regra são jovens (e idosos também) contratados (comprados) pelo governo para formar a claque governista  para dar idéia de que o "povo" apoia as medidas governamentais. Essas pessoas só estão lá para receber o dinheirinho. Em todas as manifestações é assim: o governo compra a presença de pessoas para engrossar a claque.


segunda-feira, 4 de junho de 2012

INVASÃO COMUNISTA CONTRA A UCRÂNIA

Os malditos não desistem jamais !

O Cossaco

 


Projeto de lei Kolesnichenko-Kivalov torna apátrida a língua ucrainiana

Tyzhden (Semana), 26.05.2012
Andrii Duda

O projeto de lei referente à língua, de Kolesnichenko-Kivalov dá status oficial de renovação da política de russificação na metade do território ukrainiano, incluindo a capital. Até mesmo a Comissão de Veneza emitiu parecer negativo sobre este projeto de lei devido a sua natureza discriminatória da língua ukrainiana. (Em 1648 ocorreu grande insurgência dos cossacos ukrainianos, apoiados pela totalidade da nação ukrainiana: aldeões, citadinos, pequena nobreza e religiosos contra o domínio polonês que pressionava cada vez mais a vida religiosa, educacional, jurídica, linguística, etc. Bohdan Khmelnytskyi, líder dos cossacos, aliava-se aos tártaros. Mas estes, frequentemente mudavam de lado. Então, para derrotar os poloneses e libertar o país do jugo opressor, procurou apoio com o czar moscovita. O acordo de Pereiaslav foi assinado em 1654. Este acordo previa direitos e relações mútuas iguais para os dois países, sem restrições à independência da Ukraina. No entanto o czar não cumpriu o acordo e, em 1659 "Livoberezhna Ukraina" [à esquerda da jusante do rio] (Foto 1) perdeu sua independência. Também ficou pertencendo à Rússia a região de Kyiv, embora localizando-se do lado direito à jusante do rio.

Foto 1 - Livoberezhna Ukraina
As terras do lado direito [à jusante do rio] (Foto 2), denominados "Pravoberezhna Ukraina" continuaram sob o domínio polonês.

Foto 2 - Pravoberezhna Ukraina

A população das regiões da Ukraina sob o domínio russo sofreu forte aculturação, intensificada também no período soviético. Daí porque grande parte da população ukrainiana usa o idioma russo ainda hoje. - OK).

A enumeração de áreas de introdução de línguas regionais, mostra que, na maioria das regiões da Ukraina para o biliguismo formal, de fato, a única língua oficial tornar-se-á a língua russa, levando a uma maior alienação entre as regiões e futura destruição da identidade nacional. Em particular, de acordo com o projeto:

1) retorna para educação a velha e "boa" suslovska norma ( Suslovska concepção - união de nações, período soviético de Leonid Brejnev, caracterizado como período de estagnação (1965-1984) - OK) da escolha da língua segundo declaração dos "pais". De acordo com o projeto, "a necessidade dos cidadãos quanto ao ensino do idioma aos menores de idade é obrigatório segundo declaração dos pais ou responsáveis, aos estudantes de estabelecimentos de ensino estatal ou comunal, e também, em caso de necessidade, em qualquer período de estudos". Os comentários para esta regra parecem desnecessários. É exatamente por esta fórmula que realizava-se a russificação na Ukraina durante a era soviética...

2) em áreas, onde deram à língua um estatuto regional, língua de trabalho, registros e documentos de governos provinciais e locais, a linguagem dos anúncios oficiais e avisos, pode ser, exclusivamente, em língua original, a língua ukrainiana podemos esquecer. Mais que isso, a correspondência desses organismos com os órgãos governamentais de nível superior está autorizada ao uso da linguagem regional. Como olharão para isso os ministérios, os serviços públicos, a administração pública, quando com eles começarão comunicar-se com línguas regionais como a língua Gagauz (Moldávia), romena, húngara e outras.

3) nas áreas onde for adotada a língua regional, chefias e funcionários, inclusive juízes, deverão relacionar-se e realizar processos usando o idioma regional. Vale ressaltar que trata-se de muitas pessoas; digamos, funcionário também é o sargento da polícia e do serviço de patrulha do Ministério do Interior. Obviamente que o Estado, para a aplicação desta disposição, deve assegurar cursos de línguas para o mínimo de 10-15 mil pessoas.

4) atos de autoridades locais (ou seja, administrações estatais locais e órgãos territoriais executivos de órgãos centrais) e órgãos de governos locais são aceitos e publicados ou no idioma nacional, ou idioma regional. Então, se você é um ukrainiano que vive na região de Donetsk, onde a língua regional é russa, fatalmente você perderá o direito de familiarizar-se com os atos do governo na língua oficial.

A aceitação da decisão quanto ao estatuto da língua regional, de acordo com o projeto de lei, é aprovada pelos conselhos locais. Embora não esteja claramente estabelecido quais os Conselhos que têm o direito de tomar tais decisões, da nota explicativa do projeto de lei pode-se concluir que tal direito tem quaisquer conselhos. Com isto se estabelece a superioridade de decisões de conselhos regionais sobre os distritais e citadinos, e de vilas e aldeias (que, aliás, completamente contraria ao princípio de autonomia local na Ukraina, relativo à repartição de competências entre os conselhos e, além disso, é absolutamente contrário à tradição européia, que localiza as línguas regionais ao nível das comunidades (municípios).

Como resultado, frequentemente e quase exclusivamente às comunidades ukrainianas em regiões do sudeste será determinado o status da língua russa, como já aconteceu no período colonial da história pátria. Por exemplo, de acordo com a contagem de autores, de 27 regiões, o idioma russo será o idioma regional de 13 das 27 regiões (incluindo a Capital!!!); Criméia Tatar - República Autônoma da Criméia; húngaro - na região do Transcarpathia; romeno - em Chernivtsi. O absurdo desta situação é bem ilustrado pelas regiões de Chernivtsi e Transcarpathia - em distritos 100% ukrainianos os funcionários de órgãos governamentais (até o chefe da aldeia) deverão dominar e servir-se do idioma romeno e húngaro. A situação é análoga na maioria dos distritos rurais de língua ukrainiana de Kharkiv, Sumy, Dnipropetrovsk, Kherson, Odessa, Zaporizhia e Mykolaiv. Na verdade trata-se de renovar o propósito de russificação no nível de política estatal.

Muitos fatos interessantes surgirão quando da análise dos documentos de apoio ao projeto de lei: "Dado o fato de que o orçamento do Estado prevê recursos para apoiar o desenvolvimento e funcionamento do idioma ukrainiano como idioma estatal e a implementação da Lei da Ukraina "Sobre a ratificação da Carta Européia das Línguas Regionais ou Línguas das Minorias a introdução do projeto de lei não exige recursos orçamentários adicionais", Referência: No orçamento do Estado para 2011 para implementação da Carta foi previsto despesas no montante de 1,1 milhões de UAH, e na garantia do desenvolvimento e aplicação da língua ukrainiana 3 milhões de UAH. O montante total, como se vê, 4,1 milhões. Mas podem haver variantes de explicações: 1) na anotação de esclarecimentos escreveram uma patente mentira; 2) nas pessoas de Kolesnichenko e Kivalov nós temos amadores, não profissionais, que não tem capacidade de calcular, nem mesmo aproximadamente o custo de bilinguismo real em 15 regiões e trilinguismo na Criméia. Pelas nossas estimativas mais modestas, a realização do projeto custaria aos contribuintes não menos de um bilhão de UAH ao ano (se não incluir o ensino a todos os níveis do funcionalismo).

Se os "líderes" do Partido das Regiões não tem capacidade de calcular os custos necessários para implementação da lei, não é surpreendente que eles não possam avaliar adequadamente as consequências sociais e políticas no caso da aprovação do projeto de lei sobre o idioma. Trata-se de uma tensão interétnica sem precedentes, que, quando da sua implementação irá expandir o número de pessoas no confronto entre cidadãos. Se estão conscientes aqueles que enviaram Kluyiev ao Parlamento para "empurrar" o explosivo e perigoso projeto de lei, de possível mobilização do eleitorado às vésperas de eleições de poucas perspectivas para o governo?

Tradução: Oksana Kowaltschuk
Foto formatação: AOliynik

sexta-feira, 1 de junho de 2012

RESIDÊNCIA DE CAÇA DE YANUKOVYCH

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 04.05.2012
Serhii Leshchenko

Se a residência do "Mezhyhiria" consolidou-se como estado-maior de corrupção da Ukraina, então o reinado de Viktor Yanukovych na residência de caça em "Sukholuchchia" pode-se chamar sua filial.
A caça é uma das formas preferidas de lazer de Yanukovych. Sob controle efetivo do presidente encontra-se uma propriedade na floresta de caça do Dnieper-Teteriv. Ela, como "Mezhyhiria" localiza-se às margens do reservatório de Kyiv, na região de Vyzhhorod (É muito grande este reservatório, chegam a chamá-lo de "Mar de Kyiv" - OK).

Só que, ao contrário de 140 hectares do "Mezhyhiria", em Sukholuchchia" de Yanukovych - a área da propriedade de caça... 30 mil hectares.

Ela é cercada por todos os lados com vala antitanque, e a entrada em seu território é controlada por unidades de força pública e privada. Para algumas chácaras aí existentes só é possível entrar com autorização especial.

"Sukholuchchia também é cuidadosamente controlado a partir da água. No ano passado, os jornalistas do Canal TVI foram capturados pelas forças especias "Berkut" quando tentavam chegar até a margem. Mas explicações claras que tipo de ordem pública eles aí defendem, armados até os dentes, os milicianos não disseram. Porque, juridicamente, o presidente não tem nenhuma relação com este território.
De fato "Sukholuchchia", como "Mezhyhiria" passou para controle de Yanukovych em 2007, quando ele era primeiro-ministro.

No entanto, em sua propriedade particular, empresa de fachada "Dom Lesnyka" encontram-se apenas 17,5 hectares da mata. Restante - propriedade do Estado, pelo menos oficialmente, mas realmente está sob o controle de Yanukovych, por isso ninguém estranho pode entrar nesses 30 mil hectares.
No terreno pertencente a "Dom Lesnyka", localiza-se a chamada "casinha de caça" de Yanukovych construída em 2010-2011. Aqui - sua base durante as caçadas. Nos documentos essa construção chama-se "Complexo hoteleiro de entretenimento". Na verdade serve apenas a um cliente - presidente ukrainiano.

O jornal "Ukrainska Pravda" tem fotos desta secreta residência de Yanukovych nas profundezas das matas. Primeira vez publicamos as fotos do interior da "casa de caça" do presidente.




A primeira pessoa que falou a este jornal, sobre esta residência, foi um carpinteiro que, segundo ele, não recebeu pagamento pelo trabalho realizado. Porém, ele não tinha fotografias do interior, apenas externas.



Agora você pode avaliar o interior. Examinando esse luxo, note que a propriedade localiza-se numa floresta remota, e o próprio Yanukovych serve-se dela raramente. Não se sabe se ele permaneceu pelo menos uma vez aqui durante a noite.

A "casa de caça" é totalmente construída de madeira.

Segundo o carpinteiro que deu entrevista a este jornal, a qualidade da construção é de nível superior. Somente o teto foi estimado em 5 milhões de UAH (625 mil USD) - embora alguns ítens já começam deteriorar-se.

Internamente o prédio tem dois níveis. No primeiro, de altura de dois andares - uma grande sala de visitas com esplendida lareira. No segundo - uma galeria com portas para dormitórios e escritórios.

O que imediatamente chama a atenção - é a obrigatoriedade de douradura nos móveis. Ela não pode faltar...

Além disso, a "casa de caça" de Yanukovych tem uma grande área de spa e uma mesa de massagem de mármore Carrara, italiano.

Juridicamente o proprietário da "casa de caça" de Yanukovych é a empresa "Dom Lesnyka", com registro na cidade de Brovary, e pertence ao atual administrador do presidente Andrii Kravets.

Os fundadores do "Dom Lesnyka" com 97,7% é a companhia britânica "Astute Partners Ltd" cujo diretor é de Liechtenstein Proksh Reinhard, que, além da propriedade de Yanukovych, escondia neste principado anão ativos de Kliuiev e Azarov.

A Companhia "Astute Partners Ltd" produziu mil ações de 1 (uma) libra esterlina. Todas pertencem a uma outra empresa britânica fictícia "Blythe (Europe) Ltd", a qual tem o domínio do "Mezhyhiria" - e é relacionada com a companhia "Blythe Associates Inc" da zona de offshore das Ilhas Virgens Britânicas que deu em aluguel à administração presidencial o "escandaloso" helicóptero para transportar Yanukovych.

Até recentemente, o segundo fundador e diretor da empresa "Dom Lesnyka", a qual, lembramos, tem o domínio da "casa de caça" de Yanukovych, era o cidadão da Ukraina Ivan Tokhtamysh.

Depois da posse do presidente o Sr. Tokhtamysh subiu de cargo.

Inicialmente ele foi trabalhar com o Sr. Kravets, na Administração de Assuntos Estatais, e em seguida - encabeçou toda a Administração de caça na Agência Estatal de resursos florestais.

Agora, no lugar de Tokhtamysh assumiu a direção o fundador da Co,Ltd "Dom Lesnyka" (Companhia Limitada "Dom Lesnyka" Ihor I. Shushka.

Sobre I. Shushka não há nada na internet mas conseguimos saber algumas coisas. Ele trabalha como guarda no escritório de Pavlo Lytovchenko - a principal pessoa de confiança de Yanukovych. O mesmo que é diretor e nominal co-proprietário da empresa "Tantalit", que "possui" Mezhyhiria".

Tentando encontrar vestígios do Sr. Shushka, o intrigante acionista de "Dom Lesnyka" telefonamos à "Tantalit" dizendo que tínhamos em mãos uma carta, que devíamos entregar-lhe pessoalmente. Para nossa surpresa, após alguns instantes, o próprio Shushka atendeu ao nosso telefonema, e informou-nos que receberia a correspondência na rua Voloska, 11.

Descobriu-se que neste endereço funciona o escritório de Pavlo Letovchenko - um advogado, que responde pela legalização das propriedades da família Yanukovych nas estruturas falsas, no mundo todo: na Grã-Bretanha, Chipre, Austria, na ilha Guernsey, no Lieshtenstein e Ilhas Virgens Britânicas.

A propriedade na rua Voloska, 11 - escritório do advogado Pavlo Letovchenko. Aqui trabalha como guarda o fundador nominal da empresa "Dom Lesnyka", que domina "Sukholuchchia.

No momento desta publicação Sr. Shushka não deu resposta às perguntas dirigidas a ele duas semanas atrás. Mas, se ele responder a nossas perguntas sobre "Dom Lesnyka", publicaremos suas respostas na base da prioridade.

Se após essa reportagem a administração presidencial divulgar um comunicado na imprensa que V. Yanukovych não possui a propriedade fotografada, a resposta estará correta.

O proprietário desse multimilionário palácio em Sukholuchchia é um guarda comum.

Em outras palavras, isto é apenas formalidade na posse de uma propriedade, usando pessoas nominais - para não ouvir perguntas desagradáveis, de onde o presidente ukrainiano conseguiu dinheiro para construir o seu paraíso pessoal.


Tradução: Oksana Kowaltschuk
Foto formatação: AOliynik

quarta-feira, 30 de maio de 2012

2012: ANO DA DEGRADAÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS?

Dzerkalo Tyzhnia (Espelho da Semana), 27.04.2012
Dmytro Mendelieiev


Muito poucos resultados da reunião da Comissão da Reforma das Forças Armadas e da indústria da defesa, que teve lugar em 20 de abril sob a liderança de Viktor Yanukovych, é prova eloquente de que a estadia de 80 dias de Dmytro Salamatin [Ministro da Defesa e cidadão russo naturalizado ucraniano em 2005. AO] em alto posto estatal, não conseguiu contribuir no desempenho de seu antecessor, referente ao decreto presidencial caduco, de 17.11.2010.

Lembro que neste documento já coberto de pó, tratava-se da necessidade de desenvolver, em data mais próxima possível, a nova redação da Doutrina Militar e Estratégia de Segurança Nacional sancionando o Programa Estatal da Reforma e Desenvolvimento das Forças Armadas da Ukraina para 2011-2015, isto é, todos aqueles documentos que devem determinar a direção da reforma do exército para perspectiva dos próximos cinco anos, e além.

Os relatores que prepararam o discurso do presidente, fraudaram, apresentando a seu chefe o texto, que quase inteiramente coincide com o apresentado na reunião do Conselho de Segurança Nacional em novembro de 2010.

Também está claro que Dmytro Salamatin ainda não tem nada para relatar: aumento para manutenção de militares não sai, problemas com garantias de moradias para militares não se resolvem. Os comerciantes também não estão prontos para dar dinheiro. E ainda tem o escândalo com o fato de em 2005 o ministro D. Salamatin ter recebido - às vesperas das eleições parlamentares a cidadania ukrainiana.
Não destacou-se no tempo a preparação de D. Salamatin, para reforma do exército, o repetido anúncio de Yanukovych que "2012 é o ano da Reforma das Forças Armadas".

Analisando tudo, o ano das reformas presidenciais, gradualmente transformado em meio, e então, eis que, para tudo e sobre tudo sobra um quarto, e ainda sob condições, que o ministro da Defesa se recusará de gerenciar à distância a empresa "Ukroboronprom" (Consórcio de empresas estatais especializadas em exportação de armamento e concessão de diversos serviços na esfera técnico-militar) e pretensão de "sacudir" as estruturas comerciais que asseguram o combustível militar, o alimento e mobiliário, com total substituição dos gestores das empresas estatais, com pessoas leais aos novos dirigentes do departamento militar.

Eu estou longe da suposição, que 08.02.2012 - data da nomeação de D. Salamatin para o Ministério da Defesa tornar-se-á para o exército ukrainiano o ponto de não retorno, levando a consequências catastróficas. Mas os escândalos, grandes e pequenos que acompanham a curta e improdutiva atividade "reformista" do ministro, obrigam à suposição do pior cenário de desenvolvimento das ações.

Quem é você, Salamatin, cidadão da Ukraina?
A arrebatada discussão nos meios de informação de massa, o súbito recebimento da cidadania ukrainiana por D. Salamatin provavelmente não causará quaisquer consequências graves. É improvável que o presidente cancelará o decreto de cidadania para tão valioso á Ukraina imigrante. Também não sofrerão os burocratas e funcionários públicos, que rapidamente analisaram as matérias sobre D. Salamatin, deixando um rastro de perguntas no plano jurídico e político. Não, especialmente, se castigarão com dúvidas os participantes do Congresso Pré-eleitoral do Partido das Regiões, os quais no dia 03.12.2005 aprovaram a lista dos candidatos a membros do Parlamento - apenas 3 (três) dias antes da assinatura do decreto Nº 1705 assinado pelo ex-presidente V. Yushchenko. (Decreto referente ao recebimento da cidadania ukraniana por D. Salamatin, em 06.12.2005 - OK).
As testemunhas desses eventos até observaram, que a pessoa que leu a lista dos candidatos no Congresso, saltou o N° 88, de D. Salamatin, mas, a pedido do patrocinador principal, rapidamente corrigiu-se.
Note-se que, dada a interpretação da "elasticidade" de trato de certas disposições de nossa Constituiçãoo, até mesmo para ser popularmente eleito presidente da Ukraina, não necessariamente será de dez anos de cidadania ukrainiana - é suficiente apenas três dias para indicar o candidato à cidadania com qualquer secreto, ou não tão secreto decreto presidencial.
Novamente, tratando bastante livremente a Constituição e as leis ukrainianas, os membros da Comissão Eleitoral Central (CEC) e os chefes do Partido das Regiões "esqueceram", que, além da residência de cinco anos, há outras condições para a concessão de cidadania. Por exemplo, a presença de fontes existenciais na Ukraina. No caso da documentação de Salamatin, dos documentos da Comissão Eleitoral Central (CEC), vem à tona, que no momento da eleição para o Parlamento ele encontrava-se desempregado. Já depois, no site do Ministério da Defesa aparece o local de trabalho do atual ministro - Conselheiro do Presidente do Congresso Internacional de Mineração de cooperação com Ukraina. Claro, nada de errado que essa organização é, em parte de cidadãos, pois o nosso futuro cidadão e Ministro da Defesa - colaborava com ela nos princípios de cidadania.
É difícil julgar o quanto, o cidadão da FR Dmytro Salamatin era valioso para nosso país. Mas na Rússia ele é realmente valioso, porque no Parlamento ukrainiano, defendendo a honra, a glória e a implantação em Sevastopol, a frota russa do Mar Negro, ocasionou derramamento de sangue, o que é verdade, mas não o seu.
Eu não gostaria de mistificar a cabeça de nossos homens públicos com as nuances de legislação sobre a cidadania, mas lembro, que a pessoa, a qual recebe a cidadania ukrainiana deve declarar, nos próximos dois anos, diante de órgãos competentes, sua retirada da cidadania de outro país.
Qualquer serviço especial invejaria tal presente - obter direitos parlamentares de outro país, não só com acesso ilimitado aos segredos de Estado, mas também com as maravilhosas possibilidades de influir sobre todos e tudo, e depois ainda outorgar-lhe uma posição- chave no país... Bravo!
Rússia como nosso "íntimo amigo" pode apenas regozijar-se com o seu antigo, ou não, ex-compatriota.
Mas, será que se alegrarão os militares ukrainianos com o conhecimento da proposição do Ministro da Defesa D.Salamatin da concepção da reforma do exército?
 
Concepção da reforma ou plano de liquidação
A análise detalhada da concepção da reforma nascida no Ministério da Defesa é uma questão ingrata, porque está repleta de erros, imprecisões, inconsistências e incongruências. Até o mencionado anteriormente por mim o Comitê de Reforma das Forças Armadas, montado às pressas para sua primeira reunião sob a liderança da V. Yanukovych, não apresentou o veredicto sobre as decisões.
No entanto, é preciso prestar atenção a alguns momentos importantes.
Antes de D. Salamatin, ex-cidadão russo, o conceito de reforma do exército era intensamente desenvolvido por outros cidadãos da Ukraina. Para exemplo citarei alguns números da proposição da reforma militar, que foram elaborados pelos ex-ministros da Defesa Yuri Yekhanurov e M. Yezhel.
Os cidadãos da Ukraina Y. Yekhanurov e M. Yezhel propunham estabelecer o número do exército correspondente a 212.160 pessoas, já D.Salamatin propõe reduzir as forças armadas para 100 mil pessoas, das quais apenas 75 mil serão militares.
Na aviação militar D.Salamatin planeja deixar apenas 100 unidades de técnica militar. Y. Yekhanurov previa 600 aeronaves e M. Yezhel 475.
O número de tanques, o cidadão da Rússia, D. Salamatin, planeja diminuir para 270 - de 780 e 620 de Y. Yekhanurov e M. Yezhel respectivamente.
De três corpos do exército de Y. Yekhanurov e dois de M. Yezhel, D.Salamatin propôs não deixar nenhum.
É entendido que nas atuais condições econômicas manter um grande exército é difícil, mas, ainda é mais difícil executar momentaneamente sua redução, removendo para rua um grande número de soldados sem teto, os quais não terão possibilidade de conseguir um novo trabalho, sem formação adequada, para não mencionar as enormes consequências para militares dispensados.
Surge a pergunta, e talvez nosso ministro da Defesa não planeja criar um exército combativo? Provavelmente, bem mais interessante, com pretexto de redução das forças armadas é retirar do complexo combativo a técnica e o armamento, os quais poderão ser facilmente vendidos nos mercados estrangeiros. Pois não foi casualmente que D.Salamatin recentemente tentou abraçar mais um cargo proveitoso que lhe daria possibilidade de manter seu cargo de ministro e ainda controlar o grupo "Ukroboronprom" (consórcio de empresas estatais especializada em exportação de armamento e concessão de diversos serviços na esfera técnico-militar).
Ministro com veia comercial
Precisa dar os devidos créditos a vasta experiência e conhecimento legislativo ao atual ministro da defesa no Parlamento, sem os quais dificilmente D. Salamatin criaria o projeto do dispositivo do Gabinete de Ministros sobre a sua nomeação como membro do conselho de supervisão do grupo "Ukroboronprom"! Não se envergonhando nem um pouco, D. Salamatin encaminhou este documento para verificação do governo porque, talvez considerou, que os membros do Gabinete de Ministros também não estão muito familiarizados com o artigo 120 da Constituição da Ukraina que proibe expressamente aos ministros entrar nos órgãos de fiscalização de empresas. Não seria ruim se as pessoas que pretendem conseguir a cidadania ukrainiana tivessem verificados seus conhecimentos referentes à Constituição do país!
D.Salamatin desde os primeiros dias de sua permanência noMinistério da Defesa fez uma série de declarações, a partir das quais percebe-se, que o que mais lhe interessa nas Forças Armadas é a presença do excesso de bens, os quais podem ser vendidos e as receitas provenientes da venda total direcionar ao aumento do subsídio dos militares. E esta é apenas mais uma das já não executadas promessas do novo ministro. A venda continua, mas os salários não querem subir!
Não tenho dúvidas, que a falta de documentos básicos da reforma do exército não atrapalha ao ministro e seu comando no preparo dos bens militares para venda. Por uma questão de justiça, declaro que à equipe do ministro, que compõe-se principalmente de extranumerários auxiliares e conselheiros, incluindo deputados, participa, até agora somente um, seu vice - antigo colega do "Ukroboronprom" D. Plyatsuk o qual, segundo sua biografia oficial não serviu exército. A esta jovem (33 anos) pessoa D.Salamatin confia tanto que durante suas férias (mesmo com a presença do Primeiro-Vice-Ministro O. Oliynyk) lhe foi confiado fazer toda a defesa do nosso país, como anunciou oficialmente na véspera o governo.
É claro que esta decisão de modo algum está preocupada com o reforço da defesa do Estado, antes de tudo D. Salamatin temeu perder o controle sobre os fluxos financeiros e econômicos - de repente qualquer centavo cai fora na sua ausência.
É entendido que os sentimentos ternos que ele tem ao "Ukroboronprom" plenamente delinear-se-ão na formação do pedido de defesa para 2012, o qual o governo, ainda não aprovou. Então você entende o porquê. A recém-nomeada liderança do Ministério da Defesa precisou do financiamento de diversos projetos. Não vale a pena pensar no questionamento, qual a empresa que receberá a parte leonina de financiamentos, previstos na realização de trabalhos no âmbito de encomendas de defesa estatal. É claramente entendido o consórcio "Ukroboronprom". E considerando que, quase 500 milhões de UAH (62.500.000 USD) para financiamento de encomendas estatais devem vir do fundo especial do orçamento, cujo enchimento este ano é bastante problemático, é óbvio que dinheiro vivo não chegará aos programas AN-70 "Korvet" e projeto para criar um complexo multifuncional foguete.
Em um artigo anterior ("E eu acredito no presidente Yanukovych!" "Dzerkalo Tyzhnia" Nº 45 de 09.12.2011) o autor dessas linhas em detalhe destacou algumas características da realização dos programas dentro do setor das encomendas estatais do ministro anterior M. Yezhel.
Lembro, tratava-se de mísseis S-300 realizado em um dia pela empresa "Ukroboronservice", que faz parte do consórcio "Ukroboronprom". É exatamente do cargo de dirigente desta empresa que D. Plyatsuk veio para o posto de vice-ministro de Defesa. A aparente facilidade com que os funcionários do ministério e gestores "Ukroboronservis" transferiram-se para reparar o sistema de mísseis, faz supor que também este ano eles conseguirão realizar operações análogas.
Prevendo que na alocação de consideráveis recursos para reanimação do submarino "Saporizhzhia", líderes do departamento militar, por quaisquer motivos esqueceram prever no projeto de sua concepção a reforma militar e sua presença na complexidade de combate de futuras forças navais. Se isso acontecer, então não terá que V. Yanukovych responder à questão colocada.
E a Vladimir Putin durante uma conferência de imprensa: "O que aconteceu com o submarino?". A resposta todos sabemos... "Espero que não afunde..."
Os especialistas na área de armas estão maravilhosamente informados, que o armamento utilizado em veículos semelhantes, já a muito não se fabricam.
Obviamente, usando um biombo, para encomenda sigilosa de armamento, além do submarino "Zaporizhzhia", estão incluídos outros programas e serviços, os quais, é duvidoso que um dia serão necessários ao nosso exército, mas nas ofertas de exportação de armas do "Ukroboronprom" eles podem ser encontrados. Mas, por que , então, o governo vai financiar através do Ministério da Defesa programas, que em perspectiva não serão necessários aos militares.
Simplesmente desta maneira as empresas do complexo de armamentos reduzem significativamente parte das despesas na realização de seus programas na modernização e desenvolvimento de novos tipos de armamento.
Devido ao fechamento do tema de encomendas de armamento é duvidoso que no futuro próximo os pagadores de impostos tenham conhecimento quanto ao dinheiro público vai anualmente para as encomendas de armamento para trabalho e pesquisas que às Forças Armadas nunca serão necessários.
No mesmo artigo eu escrevia como o Ministério da Defesa na aquisição de armamentos, no ano passado, consertava, com ajuda das empresas PP "Ostov" (Empresa particular "Ostov") e VAT "Utes" (Sociedade acionária aberta "Utes") a fragata "Hetman Sahaidachnyi" comprando motores na Rússia, através do consórcio "Ukroboronprom". Após longo sofrimento conseguiram instalar com sucesso os motores diesel M849 no flanco do combatente da frota ukrainiana! Há apenas duas nuances. Nos respectivos documentos não há vestígios de representantes militares de aceitação do produto. O segundo problema é que os motores foram apartados do fundo de troca da empresa. Isto significa, que os motores não são muito novos e, talvez usados. Espero que isto, de modo algum, afete a combatividade da fragata.
Só resta responder à pergunta: quem e quanto lucrou no tão planificado acordo de renovação da fragata para combate? E qual a emoção de D. Salamatin, com o qual esta operação iniciava-se, durante sua gestão no "Ukroboronprom", e terminava, quando ele tornou-se ministro da defesa?
Tradução: Oksana Kowaltschuk
Foto formatação: AOliynik

segunda-feira, 28 de maio de 2012

IDIOMA UCRANIANO EM VIAS DE EXTINÇÃO NA UCRÂNIA

Seja você: firmeza no uso da linguagem permite às pessoas criar o ambiente, e não depender dele.

Tyzhden (Semana), 24.04.2012
Anna Kalynska

A instabilidade linguística é alarmante: se cada ukrainiano mostrar sua "cortesia" para com os usuários do idioma russo, quem, então, usará o idioma ukrainiano?

Nos ensinaram educação. Responder na mesma língua com a qual se dirigem a você, - é de cortesia" - repetiam metodicamente os professores na escola. Nós crescemos muito bem educados e agora, conversando com colegas, amigos e simples passantes, educadamente passamos para sua língua. Como se eles não nos entendessem. E o idioma ukrainiano - é para ocasiões especiais: para alguns é para uso caseiro, para outros - é para as comemorações oficiais. Certamente, qual idioma e com quem falar - é assunto pessoal. Apenas a instabilidade "linguística em todo o país é vista como ameaça: se cada ukrainiano demonstrar sua "polidez" aos russofalantes, quem vai falar em ukrainiano? Até mesmo a educação tem limites.


A alavanca da interrupção.
Oksana Polishchuk, de Zhytomyr, para escolha consciente da língua ukrainiana empurrou seu irmão mais novo. Na época ela frequentava a oitava série e com os colegas comunicava-se exclusivamente em língua russa. A língua natal permanecia apenas para comunicação com os pais e educadores. "Certa vez ouvindo minha conversa com uma amiga, meu irmão disse: "Nós não somos ukrainianos". Eu perguntei por que ele pensa assim. E a criança de 5 anos respondeu: "Porque você e as pessoas na rua conversam em russo". Foi como receber uma pedrada na cabeça" - diz Oksana. Desde então, cada vez que mudava para "universalmente aceita", a menina sentia-se como traidora, então decidiu não o fazer. No início foi difícil, os colegas ficaram admirados e ridicularizavam. Ouvia frases como "Pare de brincar, fale normalmente". "Mas eu recebi apoio dos pais e professores de história e língua ukrainiana. Verdade, até o final da escola mantive o apelido de "gralha branca". "Mas isto já não me preocupava, tinha outros valores e prioridades", diz a atual graduada em Filologia Ukrainiana.
 Anvar Azizov, de Kyiv, tem raízes usbeque-ukrainianas. Cinco anos atrás se atreveu começar a falar exclusivamente em ukrainiano, até mesmo com os pais que falavam em russoo. Planejava a um bom tempo, mas faltava coragem e conhecimento. O pensamento sobre a reação do meio não lhe dava confiança. O rapaz foi passar uma temporada nos Cárpatos, onde havia possibilidade de treinar e adquirir forças. Retornando, ele falou apenas na língua oficial (Infelizmente o atual governo pretende instituir também a língua russa como oficial, e enquanto isso não acontece faz de tudo para destruir a língua ukrainiana: fecha escolas ukrainianas em locais onde há minoria de ukrainianos, diminui as horas-aula da língua ukrainiana, estabelece quotas para músicas ukrainianas, dá apoio às TVs de língua russa, posiciona-se contra dublagem de filmes na língua ukrainiana, etc. - OK) no transporte, nas lojas e mercados, com pessoas na rua. A sua adaptação à língua ukrainiana durou, aproximadamente, três meses, e o mesmo tempo levaram os amigos e a família para adaptar-se ao "novo Anvar". "Estereótipos e hábitos quebram-se. Precisamos monitorar-nos constantemente, para usar automaticamente o idioma ukrainiano em qualquer situação", - desse o jovem. Não sem algumas curiosidades - ele deixou de ser reconhecido como morador da capital. "Um homem, com o qual levei uma conversa no metrô, não acreditou que pode haver uma pessoa em Kyiv, tendo pais e amigos falando em russo, falar em ukrainiano. Ele não conseguia mentalizar que você pode formar o seu ambiente e não depender dele" - disse Anvar.
 Os homens públicos, conhecidos nacionalmente como falantes da língua ukrainiana, em seu tempo também saltavam de um idioma a outro. Irena Karpa, cantora e escritora, visitava frequentemente a vovozinha em Cherkassy, enquanto vivia com os pais em Iaremche. "Eu conheço muito bem esta situação, quando em casa falam ukrainiano, e saindo na rua começam falar em russo", - diz ela. Isto durou até o pai me chamar para uma conversa séria. Levou-me para varanda e disse: "Você pode, na rua, continuar a falar em ukrainiano. Você será entendida. Continue a ser você mesma". A mim, este pedido, então, pareceu muito estranho", - lembra Irena. No início, seguindo o conselho, ela sentia desconforto. Mas já na próxima visita falava somente em ukrainiano. "Isso não me criava nenhum problema. Ao contrário, os pais de minhas amigas começaram me colocar como exemplo" - diz ela.


 
Psicologia do Conformismo

Saltando de língua em língua - de modo algum é educado, considera a sóciolinguista Larissa Masenko. "Nas grandes cidades o formado ambiente de língua russa pressiona. À pessoa parece que se falar no idioma ukrainiano, ela será percebida como uma "gralha branca", - considera a linguista. Seu pai - conhecido poeta ukrainiano Teren Masenko, autor das memórias dos escritores "Renascença Fuzilada", então em sua família dominava a língua ukrainiana, mas, além de suas fronteiras - ambiente de Kyiv russificado. Na adolescência Larissa era mais inclinada à língua russa que ukrainiana. Escolha consciente veio mais tarde.
 Frequentemente, o procedente de famíliai de idioma ukrainiano, por algum tempo perde a resistência linguística, e somente na idade adulta resolve retornar ao uso da única língua pátria, passando por esta transição com dificuldade. Acrescente-se a inadmissível aceitação do meio, amteriormente com o qual comunicava-se em russoo. "A maioria quer se fundir com o ambiente. Eles não tem corageem para se destacar em qualquer forma, especialmente a língua", - considera a analista Boychenko. Além disso, as pessoas procuram conforto, e elas tendem a ser preguiçosas. A formação de novos hábitos linguísticos requer controle permanente sobre o seu próprio discurso.
 Desde o nascimento aos três anos a criança passa, maior parte do tempo com a família. Aqui satisfazem-se suas necessidades básicas e interesses. Além das palavras do idioma "caseiro" o bebê absorve as inerentes idéias, acentuação e adequado estilo de pensamento. "Se o idioma ukrainiano não é específico, se a criança aprendeu-o somente na escola, então ela se acostuma ao idioma somente como idioma de estudo ou comunicação oficial, na comunicação diária usará a língua russa", -= observa Boychenko. A pessoa expressará sentimentos profundos e os receberá apenas com auxílio da linguagem da infância. Segunda - será "língua de comunicação com o mundo", mais informativa e desenvolvida, mas muito menos íntima.
Como explicam os psicólogos, para bilingues a passagem para uma só língua - é implementação de um plano ou propósito de uma meta. "Do ponto de vista psicológico, isso tem um efeito extremamente positivo sobre a pessoa, lhe dá a sensação de sucessoo e a aproximada imaginação do próprio "Eu", - está convicta Boychenko.

 De si para si
Alguém escolhe o idioma russo porque pressupõe que isto promete melhores perspectivas de desenvolvimento ou torna-o mais esperto aos olhos de seu meio. Em contraste a estes pontos de vista Anvar Azizov alegra-se, que a transição para o idioma ukrainiano lhe deu a oportunidade de se comunicar livremente, escrever, criar. Além disso o rapaz parou de usar palavrões. "Ele se tornou mais suave, embora não esteja certo que foi por causa do idioma, - afirma Anvar. A decisão de Azizov foi reforçada com o conecimento de que seu avô, durante a União Soviética defendeu a independência do país e sofreu muito do governo devido às suas opiniões, mas não alquebrou-se. A transição o moço começou com a ukrainização do software do computador, sua biblioteca, e sua criação musical também passou para ukrainiana.
"Quando você vê os deploráveis exemplos de mímicas linguísticas, isso acrescenta segurança. É lógico no país, que se chama Ukraina, falar a língua ukrainiana", afirma Irena Karpa. Ela aconselha procurar exemplos positivos e orientar-se com eles: "Para mim, esta é Kasha Saltsova, que fala em ukrainiano e escreve textos maravilhosos". A cada "Fifi" da vez que declara: "Eu não entendo ukrainiano", - ela responde: "Não tem problema, aprenderás". E o marido da Irena, que é americano, o qual com seu falar ukrainiano frequentemente assombra os russo-falantes, prova: isto é possível e importante.
Atualizar o País
Ninguém concebeu o famoso "quantas línguas você conhece, tantas vezes você é pessoa". No entanto, como enfatiza Larysa Masenko, é necessário distinguir claramente o bilinguismo oficial do atual. "Num país nacional o bilinguismo oficial no nível estatal - é sempre uma situação perigosa por causa da ameaça do cisma do solo correspondente. A maioria dos países europeus formou-se na base de uma língua, criada nos fundamentos culturais e conscientização da população de memória histórica "comum" , - explica a linguista social.
 Estes três componentes obrigatoriamente devem estar presentes na fixação de um Estado Nacional forte. Porquanto nós recebemos um país russificado, é indispensável uma política linguística, que em primeiro lugar protegeria a língua oficial e promoveria a sua disseminação. "A principal tarefa - educar as novas gerações, afastar-se do bilinguismo e, finalmente, através de uma ou duas gerações normalizar a situação", - considera a cientista.
Para nosso país é importante uma massa crítica de pessoas de língua ukrainiana às quais é natural a estabilidade "linguística". "Então preserva-se a língua", - resume Masenko. Além do mais, isso a protege da erosão de normas e transformação em dialeto. O constante saltitar de um idioma para outro quebra o "código" normal da transição e faz das duas uma mistura.
 "Idioma é uma arma terrível. O fato de falar em ukrainiano, você já faz um protesto ao governo dos vilões", julga Irena Karpa. Em sua opinião, enquanto nossos compatriotas, aos poucos, passarem para o idioma ukrainiano, é necessário criar novos mitos. "Minha amiga viaja muito. Todos se surpreendem como a "moça de Kyiv" fala em ukrainiano. E ela lhes explica: "Sabe, todos de Kyiv, de raiz, usam a língua ukrainiana, e se alguém fala em russo, então imediatamente se percebe que ele não é de Kyiv", - diz a escritora. Ser melhor - é sempre ser outro. E isto é sempre mais difícil - fazer algo, que os circundantes podem não compreender. Basta decidir para si mesmo, o que você almeja: ser como a maioria, ou ser você mesmo.
Vadym Krasnookyi, cantor e lider do grupo "Mad Heads XL".
Os ukrainianos devem, finalmente devem compreender, que o idioma - é o nosso recurso estratégico, não menos importante que o gás ou o petróleo. Que o uso de outra língua paga-se, mesmo no dia a dia, se bem que isto não é observado imediatamente. Mas, no nível da nação e país é imediatamente perceptível. Portanto, ter o próprio idioma, própria cultura, espaço informativo é necessário até desde os menores raciocínios mercantis. Isso não significa que devemos, estupidamente negar todas as outras, mas, desenvolvendo a própria, estaremos nos enriquecendo e avançando muito mais rapidamente e mais efetivamente. Conversar no idioma pátrio singnifica estabeler liames com nossos antepassados, alimentar-nos com seus conhecimentos, experiências e sentimentos. Eu, por um bom tempo pulava da língua russa para ukrainiana fixando-me, definitivamente, na ukrainiana, já em idade adulta. No início era interessante fazer isso, experimentar-me. Estava ciente, que me expunha para mal entendidos por tal ato, por muitas pessoas. Certo, que muitos ukrainianos farão como eu, porque não se dispõem a viver com maior simplicidade. Se Ukraina realizar-se como um Estado moderno de tipo europeu, aqui praticamente todos falarão no idioma ukrainiano. Este é o meu sonho, e para que se torne realidade, eu tento vivê-lo desde hoje.
Oleksandr Polozhynskyi, criador e cantor do grupo "Tartak".
Eu tenho experiência de permanência em ambiente totalmente não-ukrainiano durante estudos em uma escola militar em Lviv. Lá ocorria o processo oficial de russificação, e mesmo no nome estava fixado, que lá havia "fortalecido estudo do idioma russo". Bem entendido, a comunicação e o ensino realizavam-se em russo. E até depois, quando saí de lá, o último ano estudava na escola civil, mas também russa, para não precisar me acostumar novamente à exposição em ukrainiano. Por isso, por um longo tempo, até no dia a dia falava em russo. E o processo de retorno à língua pátria, era muito pesado para mim. Mas eu fiz a escolha. O idioma ukrainiano precisa saber, entender e respeitar na Ukraina, porque este é um dos principais elementos da nação e seus processos de construção. Na verdade, se você é etnicamente ukrainiano, selvagemente seria não conversar em seu idioma sob qualquer pretexto. Afinal, o idioma é o indício de sua nacionalidade.
Oleksandr Yarmola, fundador e líder do grupo "Haydamaky".
Falar em ukrainiano é preciso primeiramente porque nós vivemos na Ukraina, e não em algum lugar não definido. E isso é absolutamente lógico e certo dominar a língua oficial. Mais importante ainda é nós nos comunicarmos com ela. Na verdade o principal senso seria, que a maioria das pessoas simplesmente se recusasse do estratégico aproveitamento do russo. Esta é uma questão de dignidade.
Oleksandra Koltsova (pseudônimo Kasha Saltsova), cantora, compositora, ecologista... grupo "Krykhitka".
Não precisa fazer façanha com o conhecimento da língua pátria - isto por definição deve ser assim. E quaisquer definições sobre o assunto simplesmente são irrelevantes. Você vive na Ukraina, onde existe o idioma ukrainiano, então comunique-se com ele. O problema é que agora no ciberespaço a atenção é com a cultura, digamos assim, por mais tempo desenvolvida e promovida (os séculos de domínio czarista e soviético deixaram as suas marcas - OK). Portanto, vão pela maneira mais fácil. São poucas as pessoas que podem rapidamente nomear cinco ou seis obras importantes do mundo ukrainiano comparáveis ao russo ou mundiais. Então é preciso divulgar o domínio da literatura ukrainiana entre os próprios ukrainianos, porque com o idioma está tudo bem, ele é conhecido por quase todos que residem aqui. Problema de linguagem - é questão de educação deficiente, especulação sobre pessoas com nível não muito elevado de consciência. Aqueles que argumentam que na Ukraina já domina a língua russa protegem somente sua ignorância pessoal. Sua agressividade é totalmente natural: as pessoas justificam, antes de mais nada, sua falta de vontade de aprender. Eu, como etnicamente russa, sinto-me maravilhosamente bem na Ukraina exatamente porque falo em ukrainiano, e, assim conecto-me ao código cultural local.
Serhii Fomenko (pseudônimo "Foma"), grupo "Mandry".
 Falar no idioma uklrainiano é simplesmente agradável, e não deve estar como "Necessário". Eu, até 23 anos quase não o usava, mas depois compreendi que este é o meu idioma. Curiosamente, alguns conhecidos dos velhos tempos ainda dizem: "O atual Foma não é verdadeiro, porque falava e escrevia canções em russo". Muitas pessoas no início, quando eu adotei o idioma ukrainiano, troçavam de mim, porque eu ainda não sabia falar com o lindo idioma literário, não conhecia muitas palavras e suas combinações. Embora tivesse na escola boas notas da língua e literatura. Mas passo a passo alcancei o meu objetivo. Isto, absolutamente, não é difícil.
Tradução: Oksana Kowaltschuk

sábado, 26 de maio de 2012

POLICIAIS LEVANTAM FUNDOS PRÓ LUTSENKO

Policiais honestos retornam ao Ministério do Interior os fundos pelas flores presenteadas por Lutsenko
Vysokui Zamok (Castelo Alto), 27.04.201
Ivan Farion

Juízes, promotores deveriam queimar de vergonha...

Um ato verdadeiramente de oficiais praticaram antigos ex-funcionários do Ministério de Assuntos Internos, os quais consideram ilegal a sentença ao ex-chefe Yurii Lutsenko. Eles reuniram entre si 644 mil UAH (80 mil USD) - quantia com a qual Lutsenko teria causado danos ao país, organizando em 2008-2009 comemorações no palácio "Ukraina" o Dia da Polícia. Os fundos doados foram transferidos para a conta do Ministério do Interior no Ministério da Fazenda do Estado. O golpe do governo sobre o ex-ministro os honestos policiais assumiram como seu. É uma revelação sem precedentes de posição cidadã.
De acordo com as palavras do presidente do grupo de iniciativa, coronel-general Volodymyr Evdokymov (na foto) o qual trabalhou como vice-primeiro-ministro de Lutsenko, os fundos enviavam de toda a Ukraina. Cópias dos recibos de pagamento e uma carta assinada por veteranos do Ministério foi entregue ao Tribunal de Apelação de Kyiv, Ministério do Interior, Tesouro de Estado e advogados de Lutsenko.

Os ex-policiais acreditam como cinismo a acusação do governo, de desvio de fundos públicos por Lutsenko. Afinal ele usou-os nas celebrações para àqueles que diariamente arriscam suas vidas no confronto com bandidos, na compra de flores para viúvas dos membros falecidos, e prêmios a policiais merecedores. E também na recepçção aos convidados do exterior. Muitos daqueles, que estiveram nas celebrações no palácio "Ukraina", como sinal de gratidão pela revelada atenção do lado de Lutsenko, resolveram compensar os custos ao país, os quais procuradores e juízes denominaram "perda".

Comentário de Larysa Sarhan, secretária de imprensa do partido "Autodefesa Popular":
A esposa de Yurii Lutsenko, Iryna Stepanivna, está comovida com este ato de verdadeiros policiais, veteranos do Ministério do Interior, e aqueles que agora estão na ativa, mas não tiveram medo de expressar sua posição cidadã. Ela é grata a todos eles. Em apoio ao ex-ministro davam o que podiam - sem nenhuma indução. Até mesmo o endereço de nosso escritório (embora nós não tenhamos nada com isso) recebeu muitas cartas, cujos autores perguntavam, aonde poderiam enviar fundos para reembolsar por Lutsenko o "dano causado".
É gratificante verificar que em nosso país ainda restam policiais honestos, diferentes daqueles que amaciam os músculos das pessoas durante as manifestações da oposição...

Os generais que iniciaram a arrecadação de fundos, disseram, que ao seu chamado enviavam diversas quantias - alguém 14 USD, alguém 25. Alguém deu sua pensão mensal, alguém no conselho da família decidiu compartilhar suas economias (dizem que transferiram até 2.500 USD). Estas pessoas agiram corajosamente, com grande risco, porque na transferência de fundos era preciso indicar sua procedência. Para aqueles, que usam divisas, isso, concordem, é perigoso. Alguns traziam dinheiro em espécie, e pediam para não informar seu nome - receando represálias...


Tradução: Oksana Kowaltschuk
 

quinta-feira, 24 de maio de 2012

A UCRÂNIA PRECISA DA UNIÃO EUROPÉIA?

São necessários: Ukraina e União Européia um ao outro?
Tyzhden (Semana), 26.04.2012
Leonidas Donskis, deputado da UE, lituano. Filósofo, cientista e comentarista político, analista social.

"É melhor ser o elo mais fraco da UE e OTAN do que "estrela" dos satélites russos.

O título de minha coluna dificilmente prepara o leitor para outro assunto qualquer, exceto pura retórica. Ukraina precisa da UE? Muito simples: certamente, sim. Em seguida, a próxima pergunta: em caso afirmativo, então quanto Ukraina é necessária a UE? Hoje a União Européia precisa da Ukraina mais do que nunca.

Lembro, como um conhecido político russo, ensaísta e comentarista Andrei Piontkovskiy certa vez comentou sobre adesão da Ukraina a OTAN e à UE como uma oportunidade existencial para o Ocidente. Nos talk shows da TV lituana, onde eu era o apresentador, ele claramente deu a compreender que, a entrada da Ukraina na UE poderia mudar a Rússia para sempre.

De fato, ele argumentou que tal passo poderia curar em definitivo a FR de sua obsessão de discussões políticas e rivalidade civilizacional com Europa Ocidental e América do Norte, principalmente Estados Unidos. Rússia não pode ser um jogador global e adversário do Ocidente sem Ukraina como um país satélite ou, em melhor caso um parceiro estratégico. Além disso, a adesão do Estado ukrainiano ao mundo ocidental forçaria a FR posicionar-se em um caminho análogo.

Podemos dizer que a adesão da Ukraina à UE e a OTAN poderia muito bem assinalar uma mudança fundamental na política mundial. Tal evento marcaria o início de uma nova era na Europa Oriental e final da fase bizantina na história da Rússia.

Dada a ambição e clareza de seus comentários, Piontkovskiy não levou em conta, em minha opinião, um aspecto chave. Quanto mais a Ukraina tornar-se pró-russa, mais forte será o argumento da FR de Putin como possível alternativa à UE. A única condição, que torna possível essa fantasia geopolítica, - é a presença da Ukraina em uma ou outra forma, até em aliança econômica e política antieuropéia liderada pela Rússia.

Se esse cenário falhar, a Rússia deverá procurar possibilidades de aproximação com o Ocidente, até mesmo reconciliaçãoo com a Polônia e os Estados Bálticos. A Ukraina neste caso, será incluída à categoria de elo mais fraco da UE e OTAN, com a qual lhe é indispensável encontrar compromisso.

Não penso que tal estado iria prejudicar as ambições políticas e regionais da Ukraina, porquanto é mil vezes melhor ser elo mais fraco da UE e OTAN, que "estrela" do mundo dos satélites russos.

Para Rússia é particularmente importante o fato, que ela, neste caso, pode permanecer na encruzilhada. Ela terá que decidir, se vai se unir a Ukraina na união de novos países democráticos europeus, graças ao que seria, senão um membro, então, pelo menos um parceiro estratégico da UE e EUA, ou continuar tentando manter os mais desmoronados e tirânicos países como a Bielorrússia ou Ásia Central. Com o desenvolvimento do primeiro cenário o mundo poderia se tornar mais seguro e previsível.

Mas chega de geopolítica e segurança. Ukraina ganharia significativamente no Estado de Direito, na democracia, nos valores e direitos. A UE, de modo algum pode ser vista como um potencial doador e promissor investidor. Igualmente importante é o fato de que a UE estabelece o padrão de avaliação na política. Permanece a esperança, que ela ajudaria a Ukraina recuperar-se de justiça seletiva, para não mencionar a corrupção.

Eu não sonho ou irresponsavelmente proponho imagens inatingíveis. Na Lituânia vimos o quanto é possível adotar a visão européia da democracia liberal, proteção aos direitos da pessoa e conceitos modernos de moral e política. Para ser honesto, ainda temos muito a fazer para alcançar o nível de transparência e proteção aos direitos humanos que existem nos países do norte europeu. Nós não somos melhores que outras nações, as quais por dezenas de anos foram isoladas da Europa. Portanto, como uma aliança política de democracia e valores a UE propõe um modelo melhor de defesa dos direitos da pessooa e políticas democráticas.

O que não é menos importante, UE também se beneficiaria consideravelmente com a entrada da Ukraina. Esta, sempre foi e é, apesar de algumas tendências negativas na política, líder indiscutível do programa da Parceria Oriental da UE. Ela, afinal deve conduzir o país à parceria estratégica com UE, o que pode acelerar e incentivar a mudança política na Rússia pois determinará a política ukrainiana no futuro próximo. Quanto a UE tal passo significaria não menos que o triunfo da democracia na Europa.

Nenhum outro país se pode igualar com Ukraina no papel de ponte entre Europa Oriental e Central. Se ela escolher claramente a UE e a OTAN como um valor político e o principal objetivo, isso pode se tornar um ponto de viragem na história da Europa Oriental. Neste caso um dos maiores dos seus Estados-Membros determinará a política européia com dezenas de anos de antecedência e fortalecera em muito a posição da Polônia e dos países bálticos e europeus.

Com uma impressionante herança multicultural a Ukraina pode pavimentar o caminho à liberdade e vida européia para outros países. Algo me diz, que isto colocará fim ao cisma da Europa e graves consequências da II Guerra Mundial.

Tradução: Oksana Kowaltschuk
 

terça-feira, 22 de maio de 2012

PARLAMENTO UCRANIANO: RESPEITO E BONS MODOS

Você quer ver como funciona o parlamento na Ucrânia? O tratamento entre os parlamentares é sempre "respeitoso" e "carinhoso" como se pode ver neste vídeoclipe. Herança de 75 anos de regime comuno-socialista.

O Cossaco

domingo, 20 de maio de 2012

YANUKOVYCH EM PROCESSO DE ISOLAMENTO INTERNACIONAL

Ao invés de um sonoro casamento - uma festa modesta

Vysokyi Zamok (Castelo Alto) 07.05.2012
Ivan Farion

O presidente da Ukraina confrontou-se com uma obstrução sem precedentes do lado de seus colegas europeus. No momento da edição deste jornal, pelo menos 12 chefes de Estado recusaram-se à primeira pessoa da Ukraina no comparecimento da XVIII Cúpula de Presidentes da Europa Central e Oriental, que deve realizar-se nos dias 11-12 de maio em Yalta. As explicações são várias, mas na Bankova entendem bem a principal recusa: os ilustres convidados não querem ir à Criméia devido a políticas não-democráticas de Yanukovych. O principal fato dessa política - prisão do líder oposicionista.

Ao convite de V. Yanukovych para Criméia fizeram ouvidos moucos os líderes da Alemanha, Itália, República Checa, Áustria, Eslovênia, Estônia, Croácia, Letônia, Bulgaria e Hungria. Em grandes dúvidas estão os líderes da Lituânia, Macedônia e Montenegro. O presidente da Polônia virá - mas, afim de, como ele admitiu, "sugerir ao lado ukrainiano que resolva seus problemas internos". Confirmaram também sua presença os líderes da Eslováquia e da Moldávia que, devido a grande dependência do mais próximo vizinho, não podem quebrar os potes com ele. Então, se chamarmos os bois pelos nomes - completo fiasco...

Segundo "Ukrainska Pravda, de 08.05.2012, o governo ukrainiano transferiu a 18ª Cúpula de países da Europa Central e Oriental, visto que muitos países estão "impossibilitados" de comparecer nos dias de 11 e 12 de maio. Não foi marcada outra data.

Outra demonstração semelhante, os presidentes europeus, primeiros-ministros, presidentes de missões importantes, preparam para Yanukovych dentro de um mês, quando do início de Euro 2012. A maioria das pessoas já declarou que, apesar de seu grande anor pelo futebol e pelas equipes nacionais, não virão a Ukraina. Pela mesma razão - porque as autoridades na Ukraina não respeitam a democracia, a qual para o Ocidente é santa entre os santos. Como escreveu a britânica The Guardian, no camarote presidencial do "Olympic" de Kyiv, onde será o jogo final de Euro 2012, estão reservados 54 lugares para convidados europeus altamente posicionados, mas Yanukovych, provavelmente vai assistir ao jogo final sozinho. De acordo com o autor deste artigo, "para o presidente Yanukovych o Euro 2012 era uma grande oportunidade apresentar Ukraina ao mundo, como atual, pacífico, pluralista e direcionado país à entrada na UE, com rica história e cultura. Em vez disso, o governo tem todas as chances de obter um completo desastre nas relações com outros países. Solidário com essa posição também o ex-embaixador alemão na Ukraina Dietmar Stuedemann. Sobre a aberta crítica aos altos dirigentes ukrainianos pelos líderes ocidentais, ele escreveu: "Isto é catastrófico. Eu não sei, como Ukraina vai sair dessa..."



Enquanto isso...

Sobre o isolamento internacional em grande escala, de V. Yanukovych, testemunha a falta de convite para a posse do recém-eleito presidente russo Vladimir Putin. Em vez do presidente Yanukovych representará Ukraina neste evento o Extraordinário e Plenipotenciário Embaixador na Federação Russa Volodymyr Yelchenko.

Serhiy Taran, diretor do Instituto Internacional para Democracia: "Tudo se desenvolve de forma natural e prevista. Quando há perseguição à oposição, violação das normas democráticas, o mau líder na comunidade européia será isolado. Isso aconteceu com Lukashenko, e em seu tempo, com a emergência do "caso Gongadze" aconteceu com Kuchma. Agora, está acontecendo com Yanukovych - somente em vez de Gongadze ressoa o nome Tymoshenko. Tudo - previsível! Apenas me surpreende que tal percepção não têm as pessoas da Bankova. Pois desde o princípio da pressão sobre a oposição ficou claro, como isso vai terminar, quais os passos dará em resposta o Ocidente, que sanções virão no futuro. Yanukovych não sabe analisar e prever o desenvolvimento da situaçãoo, não entende os processos que ocorrem no mundo".

Resumo das notícias dos últimos dias do Jornal "Ukrainska Pravda".

Oleksiy Kaida, presidente do Conselho da Província de Ternopil proibiu o uso, em 9 de maio, na comemoração ao "Dia da Vitória" dos símbolos da União Soviética e símbolos dos comunistas e nazistas.

Em 26 de abril, os deputados do Conselho de Lviv também proibiram o uso dos símbolos da União Soviética, símbolos comunistas e nazistas nas cidades da Província. No entanto, a justiça por ordem do procurador, colocou-se contrária à decisão do Conselho de Lviv.

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Tymoshenko pede a seus apoiadores para parar com a greve de fome, e, aos líderes políticos do mundo ajudar os ukrainianos no confronto com o governo.

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Vadym Karasiov, cientista político, disse que a prontidão da Rússia para tratar Tymoshenko significa que o governo russo não tem intenção de rever os preços do gás que Ukraina reivindica.

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A Alemanha protege não apenas Tymoshenko, mas toda a oposição. O governo alemão espera que Ukraina respeite os direitos da oposição em geral, não só a situação da prisioneira ex-primeira-ministra.

Sobre isso falou o Ministro dos Assuntos Internos da Alemanha Hans-Peter Friedrich em entrevista ao jornal Bild am Sonntag, em 05 de maio.

O ministro saudou a declaração do boicote ao "Euro 2012", mas o líder da oposição social-democrata Frank-Walter Steinmeier se opõe à idéia de boicote.

Angela Merkel já declarou que, mesmo a Alemanha disputando o jogo final em Kyiv, ela não irá se a situação na Ukraina continuar como está.

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No dia 07.05 chegou a Kharkiv o médico alemão Lutz Hams para, em conjunto com os médicos ukrainianos iniciar o tratamento da Tymoshenko. Ela pediu para decidir no dia 09, porque deseja conversar antes com seus advogados. O tratamento deve realizar-se no Hospital da Estrada de Ferro da Ukraina.

Segundo declarações da filha Yevhenia, Tymoshenko perdeu aproximadamente 10 kg devido a greve de fome de 20 dias. E, segundo a filha ela concorda com sua transferência ao hospital desde que seu tratamento seja realizado pelo neurologista Lutz Hams.

Tradução: Oksana Kowaltschuk

O ESPECTRO DA KGB MIRIM

Por Leonardo Bruno
A vida social necessita de atos disciplinadores de conduta. E isso começa pela própria família, com a noção de educação, hierarquia e ordem que os pais devem estabelecer para os atos dos filhos. Dentro dessa função educacional, óbvio que existirá sanções e punições. Daí por que os pais dão umas palmadas nos filhos indisciplinados e teimosos. Para que eles reconheçam, desde a mais tenra idade, os seus limites. Não quer dizer necessariamente que os castigos sejam totalmente justos. Às vezes os pais agem com justiça e outras vezes não. No entanto, nem por isso é razão para colocá-los na cadeia.

Aliás, como diria o provérbio, a porrada não é santa, mas faz milagres. Pode-se perfeitamente apanhar em casa, para depois não apanhar da polícia ou do Estado. Quantas pessoas não são marginais, criminosas, egoístas ou delinquentes por uma boa falta de pancadas na infância? Uma criança que rouba, que bate em outra criança, que mente ou que age como vândalo, de alguma forma merece ser coibida. E se possível, através de castigos físicos. Não há nada fora do normal nisso. A sociedade também tem seus mecanismos de coibição física. Por acaso a polícia vai passar a mão na cabeça dos bandidos? Os criminosos que vão para a cadeia não sofrem violência do Estado quando perdem sua liberdade? Então por que uma criança não pode aprender, em casa, a própria noção dos limites que aprende na sociedade?

Entretanto, o Estado de Direito caminha para uma ditadura cultural nas leis e nos costumes, ainda que preserve a aparência formal de democracia. A chamada PL – 7670/2010, ou a “lei da palmada”, proposta pelo governo federal e adocicada por picaretas notáveis, como as deputadas Teresa Surita e Maria do Rosário, visando medidas punitivas para pais que dão palmadas nos filhos, lembra-me a figura de Pavlik Morozov, o garoto soviético que delatou o pai para a GPU-NKVD, uma das nomenclaturas da polícia política na época de Stálin. A cultura de delação é a mesma. Mudam-se tão somente os pretextos ideológicos. Antigamente era a “defesa da revolução” contra os “inimigos do povo”. Agora são os “direitos humanos”, com a delação em massa dos pais “agressores”, pelo simples fato de darem umas palmadas nos garotos levados.

Pavlik Morozov nasceu na época da guerra civil russa, em 1918. Em 1932, Stálin jogou a GPU-NKVD e o exército vermelho numa outra grande guerra civil pela coletivização forçada da agricultura contra os camponeses ucranianos. Morozov era filho de um pequeno fazendeiro que queria esconder os seus víveres para sobreviver, já que a polícia política estava fazendo uma campanha de confisco de alimentos, para sujeitar o campesinato à fome. Todavia, o garoto, que frequentava a escola controlada pelo Partido Comunista, começou a fanatizar-se com o discurso bolchevista e delatou a família, em particular, o pai, que escondia seus mantimentos do governo. Contudo, a história tem o um desfecho macabro: o pai, desesperado pelo fato de o filho tê-lo denunciado, mata-o. A polícia política descobrira o crime e mandou deportar o pai para os campos da Sibéria.

A história trágica acabou por virar uma propaganda de santificação e doutrinação ideológica dos jovens nas escolas, quando Pavlik Morozov virou o modelo-padrão da criança soviética, que em nome da causa revolucionária, era capaz de delatar os pais para a polícia. Músicas, composições, poemas, teatro eram produzidos para louvar a traidor-mirim, elevado a modelo cultuado pelo Partido-Estado. Inclusive, associações de escoteiros foram criadas com o nome de Pavlik Morozov, que recebeu uma homenagem póstuma como um “herói soviético”. Em outras palavras, a União Soviética quis estatizar a alma das crianças, transformá-las numa seção do NKVD ou da KGB contra os pais dissidentes. Ainda no século XIX, como diria antes o terrorista Nechiaev, pai espiritual do populismo russo e do bolchevismo, a família, a amizade, as tradições, o país e a religião deveriam ser odiados pelo único amor digno de nome: a revolução. Anos depois, com a revolução totalitária soviética, o amor foi prolongado: se antes era só pela revolução, agora virou também o amor total e incondicional pelo Partido-Estado. As crianças deveriam sacralizar o demônio estatal, odiando e traindo os seus pais e familiares.
  
Depois da queda do Muro de Berlim, alguns historiadores tentaram investigar a história de Pavlik Morozov. E descobriu-se que tudo fora inventado pelo NKVD e que a verdadeira história poderia ser confirmada. Estaríamos aí numa das grandes mentiras comunistas da história.
Aliás, a denúncia de filhos contra pais e a prisão em massa de milhões de pessoas pela ditadura stalinista causaram um fenômeno gravíssimo na Rússia soviética: a leva de crianças abandonadas, chamadas “besprizornye”, espalhadas pelas cidades e campos. Muitos desses menores viravam bandidos e criminosos. Os orfanatos criados pelo Estado para resolver esse problema eram verdadeiros depósitos humanos dos filhos dos chamados “inimigos do povo”. Tratadas em condições sub-humanas, muitas dessas crianças morriam. A lógica soviética também foi aplicada na Alemanha Nazista e ainda vigora em outros sistemas totalitários, como Cuba, Coréia do Norte, China e Vietnã. A primazia do Estado sobre a educação das crianças instrumentaliza o terror generalizado da polícia política no ambiente familiar e o destrói.
A “lei das palmadas”, como a doutrinação ideológica camuflada de “campanhas educativas” ou “currículos escolares”, não são formas de criar mecanismos de delação de filhos contra pais? No afã de supostamente proteger os filhos contra os pais, na verdade, o Estado joga uns contra outros. Os pais não terão o direito de disciplinar ou educar os filhos: estes serão a extensão da ideologia dos professores, do Conselho Tutelar, do Ministério Público, em suma, do próprio Estado, que usurpa as funções que não lhes são propícias. As crianças, induzidas a crerem que os pais são potencialmente criminosos, serão sugestionadas a policiá-los ou até a denunciá-los, já que a reprimenda ou o castigo podem ser desforrados pelo filho birrento e mal criado. É o “narodny komissariat,” o “comissário do povo” moderno usando os filhos dos outros como espiões e olheiros da vida alheia. Na prática, a lei estimula a perversão de desmoralizar a autoridade dos pais e superdimensiona a autoridade das crianças, invertendo as hierarquias e colocando os pais numa situação de completa chantagem. E quem tomará conta dessas hierarquias? São as próprias crianças imaturas? Não, serão os burocratas, agora elevados a paizões usurpadores dos pais verdadeiros!
Na verdade, uma das más intenções do Estado é o de criar menores sem limites, sem respeito à autoridade da família e dos pais, sem referência a qualquer princípio moral, sendo doutrinadas a terem “direitos”, ignorando os direitos e limites alheios, e idolatrando o Estado como uma espécie abstrata de “pai” e “mãe” protetores. Obviamente, o vazio moral deixado pelos pais será substituído pela engenharia social dos educadores, que querem injetar toda a sorte de cultura politicamente correta nas crianças, desde a ideologia de sexualidade promíscua e gay até a neurotização imbecilizante da linguagem e do raciocínio. Essa legião de pequenos Hitlers e Stálins da sociedade, em nome da exigência mimada de direitos ilimitados, serão os grandes tiranos da fase adulta, marginais, egocêntricos, desajustados, psicopatas, criminosos e drogados. Ou mais, serão a massa de manobra das tiranias maiores dos políticos e da burocracia estatal.
Alguém duvida que as causas da violência estejam no enfraquecimento da autoridade dos pais e da disciplina familiar que educa e limita os ímpetos? Alguém duvida que a tentativa de alimentar a noção ilimitada de “direitos”, praticada pelo Estado, é uma forma de isentar os cidadãos, desde a mais tenra idade, de assumir os deveres éticos interiores exigidos às mentes maduras? Ou mais, a tentativa de burocratizar mais ainda a vida civil, retirando das famílias o poder de educar e proteger os seus próprios filhos da sanha dominadora do Estado?
A lei da palmada é a tentativa de prolongar eternamente a infância das crianças, desprovendo-as de limites e nortes éticos que as façam crescerem. Quando o governo intervém, querendo mimar até os caprichos infames dos infantes contra os adultos, demonstra-se a sua intenção de prolongar o infantilismo moral e a cultura de dependência, reduzindo os cidadãos em meros bezerrinhos domáveis pela engenharia social e pela classe política. Ou na pior das hipóteses, uma exigência espúria de falsos direitos, que significa a perda completa de direitos, que são os da liberdade e dos laços privados da família. Sob o preço, inclusive, de trair a própria família.
Do blog Conde Loppeux de la Villanueva.