A infâmia da barbárie russa. Entrevista com o Arcebispo Maior da Igreja Greco-Católica de Kyiv.
15 set
Os drones do Kremlin sobrevoando as crianças que retornam à escola, o medo e a força de um povo. “A Europa não compreende que a Ucrânia está defendendo a vida tranquila dos ocidentais”, afirma-nos o Arcebispo Maior Sviatoslav Shevchuk.
No momento em que Sua Beatitude Sviatoslav, Chefe da Igreja Greco-Católica Ucraniana, entra em contato com a redação do jornal «Il Foglio» (1) para esta conversa, soam as sirenes de alerta. Nestes dias, os estudantes estão retornando às aulas, e Vladimir Putin decidiu que a melhor maneira de lembrar aos habitantes dos territórios ocupados que a guerra continua e continuará enquanto ele assim o desejar é enviar drones para que, do alto, observem as crianças correndo para as salas de aula. Um sombrio memento mori — uma lembrança da morte inevitável.
Há alguns meses, a guerra contra a Ucrânia, em duração, já havia ultrapassado a Primeira Guerra Mundial. No imaginário coletivo, aquele conflito armado ocorrido há um século entrou para a história como uma «matança inútil» — uma definição perfeita dada pelo então Papa Bento XV, ao contemplar os milhões de mortos nas trincheiras, mortos ou envenenados por gases para a conquista de alguns pedaços de terra que, no dia seguinte, inevitavelmente seriam perdidos.
E, no entanto, parece que agora se trata apenas — como afirmou o ideólogo de Nigel Farage, James Orr, que atualmente caiu em desgraça — de um conflito eslavo regional. Um conflito entre russos e ucranianos seria uma perda de tempo para os ocidentais que querem tranquilamente ir à praia, fazer compras, saborear ouriços-do-mar e bifes de angus em um restaurante. Um incômodo, uma náusea. Como se já não houvesse problemas suficientes. Normalmente, é assim que falam aqueles que nunca ouviram os sinais de alerta que anunciam a guerra.
— Esta guerra é uma grande hemorragia do tecido humano da Europa. Infelizmente, permanecendo no contexto médico, as hemorragias que não provocam dor são as mais perigosas — afirma Sua Beatitude Sviatoslav.
— As pessoas morrem por causa dessas hemorragias internas. Gostaria de recordar a dimensão desta tragédia. É claro que se trata de uma guerra híbrida, muito semelhante à guerra de trincheiras da Primeira Guerra Mundial, mas suas proporções são terríveis.
Por exemplo, somente nos primeiros dois meses da invasão em grande escala, segundo estimativas da Organização das Nações Unidas, 12,7 milhões de pessoas foram obrigadas a deixar suas casas. Algumas se tornaram deslocadas internas, enquanto outras foram para o exterior. Esse número supera toda a população da Bélgica, que conta com quase 12 milhões de habitantes. Segundo dados divulgados pelo ACNUR no início do ano, pouco menos de 6 milhões encontram-se no exterior como refugiados. Graças a Deus, conseguimos acolher essas pessoas e impedimos que essa crise humanitária se transformasse em uma tragédia.
Outro número, muito delicado e frequentemente esquecido, é o da linha de frente, cuja extensão varia entre 1.000 e 1.200 quilômetros. Para que o leitor italiano possa imaginar melhor, isso corresponde a 55% da extensão da fronteira terrestre interna da Itália.
Esta guerra está contaminando a terra com explosivos. Não se trata simplesmente de combates entre grupos, mas também de uma causa de contaminação ambiental, pois, segundo dados oficiais, 132 mil quilômetros quadrados do território ucraniano estão contaminados por explosivos. Isso representa 44% de toda a área da Itália.
Outro fato que considero terrível, especialmente do ponto de vista pastoral, é que 114 mil pessoas estão oficialmente registradas como desaparecidas.
Lembremos que, durante a guerra dos Estados Unidos no Vietnã, foram registrados 2.640 desaparecidos, e isso é considerado uma tragédia para a nação americana. No último domingo, quando o mundo inteiro celebrou o Dia Internacional dos Desaparecidos em Conflitos Armados, nós, na Ucrânia, sabíamos que já temos 114 mil. Ou seja, 114 mil famílias que nada sabem sobre o destino de seus entes queridos.
Sobre a Primeira Guerra Mundial, dizia-se que era difícil estabelecer números exatos, mas recentemente alguns órgãos das Nações Unidas afirmaram que hoje há 1 milhão e 700 mil soldados — russos e ucranianos — nas trincheiras. Muitos russos estão morrendo, e é difícil para nós compreender isso. Isso é barbárie: Moscou envia continuamente novos soldados para ataques de «carne», sem sequer contabilizar o número de suas próprias vítimas. Nesses ataques, aquele que ataca perde mais do que aquele que se defende.
Mas esta guerra não é travada apenas por meio dos combates na linha de frente. Aqui são empregadas armas modernas e extremamente sofisticadas. Kyiv, Sumy, Zaporizhzhia, Odesa e Kharkiv são bombardeadas dia e noite por drones modernos equipados com câmeras. O operador vê em tempo real os civis que está matando. São atacadas lojas onde as pessoas vão comprar pão, mercados, universidades, escolas — qualquer lugar onde haja concentração de pessoas.
Antes do início do ano letivo, foram construídas na Ucrânia 100 escolas subterrâneas e, segundo se afirma, outras 100 serão construídas até o final deste ano. Os drones russos vigiam as crianças que vão à escola e atacam-nas. Isso é terrorismo!
Alguns analistas afirmam que esta guerra se parece cada vez mais com a guerra entre o Iraque e o Irã nos anos 1980. Os dois países não conseguiam avançar na linha de combate e começaram a aterrorizar a população civil. Foi chamada de «guerra das cidades», mas não levou a nada — apenas ao esgotamento de ambos os lados.
Como afirmou em Moscou o Arcebispo Gallagher, esta guerra não tem solução militar. É realmente uma hemorragia do tecido humano da Europa, e lamento que essa hemorragia já não cause dor às grandes democracias da Europa e do mundo, que simplesmente se escondem atrás dos ucranianos, os quais, com o próprio peito, defendem a vida tranquila e pacífica da União Europeia.
O chefe da Igreja Greco-Católica Ucraniana fala de uma Ucrânia que, com o próprio peito, protege os europeus — aqueles que se incomodam com o barulho e o estrondo das armas atrás de uma suposta cortina que ainda tentam manter entre o Ocidente e o Oriente, como se aquilo que acontece lá fosse assunto apenas daqueles povos.
Esse desconforto também é provocado pela retórica segundo a qual a Rússia não pode ser derrotada — afinal, ela é tão grande e possui um exército extremamente forte e numeroso. Pode recrutar soldados em qualquer lugar: das planícies da Sibéria até Vladivostok. Conta inclusive com o apoio de Kim Jong-un, um verdadeiro especialista quando se trata de soldados reduzidos à condição de carne para o abate. Mas por que, perguntamos a este homem de Kyiv, nós, ocidentais, ainda pensamos assim, depois de quatro anos de guerra?
— Na minha opinião, a Europa Ocidental ainda não compreendeu plenamente o que é a Ucrânia como nação e como Estado independente. Sabemos pela história que a Rússia venceu grandes guerras — e isso é verdade — e também as venceu porque ucranianos lutaram ao seu lado.
Hoje, a Rússia, sem os recursos ucranianos — tanto humanos quanto naturais — já não é uma potência mundial. A Rússia não tem capacidade de reconstruir seu império ou sua antiga grandeza soviética. Esta é a primeira vez na história moderna em que a Ucrânia não luta lado a lado com a Rússia. Muitos, tanto na Rússia quanto no Ocidente, não compreenderam isso. Além disso, esse fato destrói o mito de uma Rússia grande e invencível. Agora já não é assim. Muitos estereótipos e formas de pensar perderam sua base.
Uma grande parte dos ocidentais sempre considerou que a Europa Oriental constituía um mundo separado e homogêneo. Um mundo estrangeiro. A própria palavra «Europa» era frequentemente utilizada apenas no sentido de Europa Ocidental. Mas agora já não é assim. A Ucrânia já provou que é sujeito, e não objeto, da política, da diplomacia e da economia europeias. Mais ainda: ela própria está defendendo a Europa.
Muitos perguntam de onde vem essa resistência ucraniana. Nós mesmos não a compreendemos plenamente. Todos os dias nos surpreendemos com essa força. Estamos redescobrindo a força do nosso povo.
Estamos diante do confronto entre dois tipos diferentes de sociedade. A Ucrânia de hoje é uma sociedade fundamentada em uma rede social, uma rede de solidariedade, informação e apoio mútuo; uma rede de sociedade civil que, às vezes, dá origem às estruturas do Estado e à vida política. São pessoas que colaboram, que vivem uma vida em comum.
A Rússia, por outro lado, é uma pirâmide rígida, construída sem a sociedade civil e contra ela. No topo dessa pirâmide está um governo criminoso e cleptocrático — um poder que procura reconstruir-se segundo o modelo do sistema soviético. Na Rússia não existe sociedade civil. Os russos são politicamente apáticos porque sabem que não podem mudar nada. E essa pirâmide ficou frente a frente com a rede. Os russos não conseguem vencer na Ucrânia.
É claro que cada um desses tipos de sociedade possui seus pontos fortes e suas fragilidades. Na Ucrânia, por exemplo, essa rede precisa ser constantemente reconstruída e novamente costurada. Cada trauma, cada perda na frente ou entre a população civil nas cidades provoca o rompimento de diferentes vínculos da rede. As Igrejas desempenham nela um papel muito ativo, porque estão na guarda das relações humanas, tratando as feridas provocadas pela guerra e novamente costurando essa rede.
Dizemos que, às vezes, temos dificuldade para construir estruturas estatais fortes, mas em nosso país o poder muda, passando de umas mãos para outras. Na Ucrânia, o poder muda porque existe uma base de sociedade civil que provoca essas mudanças.
Na Rússia acontece o contrário, embora essa pirâmide rígida esteja começando a apresentar fissuras internas. Ela começa a desmoronar, como um enorme colosso, e por isso se torna cada vez mais perigosa e mortal. Ela se vê como uma fortaleza sitiada e considera todo o mundo como inimigo.
Essa sociedade vertical e piramidal é, evidentemente, muito rígida e opaca. Por exemplo, se o presidente russo se ocupa pessoalmente da microgestão militar, decidindo qual aldeia deve ser atacada em determinado dia, todos os demais líderes, inclusive os militares, sentem-se desvalorizados e já não conseguem tomar decisões.
A sociedade em forma de rede, ao contrário, torna-se cada vez mais flexível e dinâmica, sendo construída e desenvolvida sobre os princípios da solidariedade, da ajuda mútua, da iniciativa privada, do respeito à atividade humana e à sua inviolabilidade.
Ao contemplarmos essas duas imagens opostas, talvez possamos compreender a resistência ucraniana — a resistência de uma sociedade ferida que reage ao ataque. Esta guerra não provoca apenas rupturas na rede, mas também feridas interiores na alma — para nós, é uma luta existencial. Se essa pirâmide engolir a rede, sabemos que os acontecimentos do passado se repetirão, como o Holodomor — o genocídio no qual mais de 6 milhões de ucranianos morreram em consequência da fome artificialmente provocada.
É por isso que precisamos nos defender. E podemos fazê-lo graças à rede internacional, pois somos um povo transnacional: temos uma comunidade global de 60 milhões de ucranianos que vivem em todo o mundo, apoiam-se mutuamente e defendem seu país.
Em meio a tudo isso, a Santa Sé procura manter o contato inclusive com o agressor. Dez dias atrás, o Arcebispo Paul Richard Gallagher visitou Moscou, e muitos na Itália interpretaram essa viagem como um passo em direção à Rússia. No entanto, o mesmo Gallagher esteve na Ucrânia dois meses atrás e se manifestou de maneira muito firme sobre a necessidade de defender a causa ucraniana. Ele também apoiou a integridade territorial do país invadido por Moscou. Qual é a sua opinião sobre isso?
— A missão do Arcebispo Gallagher foi profética, no sentido de que foi a profecia de uma voz que clama no deserto. É interessante que o Arcebispo Gallagher tenha chegado à Rússia justamente no momento em que o chefe da inteligência dos Estados Unidos aterrissou lá. O Arcebispo Gallagher realmente falou sobre diálogo e paz. Disse que esta guerra não tem solução militar, que é necessário encontrar uma solução diplomática e assim por diante.
Mas, no momento em que pronunciava essas palavras proféticas, a Rússia planejava uma escalada da guerra na Ucrânia. Mais ainda, ela tentou — e ainda tenta — levar a guerra para além da Ucrânia, até mesmo para além do espaço aéreo terrestre.
Na Ucrânia, afirma-se que o motivo da visita a Moscou do chefe da inteligência dos Estados Unidos foi o fato de a Rússia estar tentando transferir a guerra para o espaço e até mesmo planejar uma explosão nuclear destinada a atingir o sistema de satélites GPS e, assim, atacar as comunicações globais.
Isso nos faz compreender que a declaração feita pelo Arcebispo Gallagher estava em forte contraste com a realidade que se desenrolava diante dele em Moscou. Acompanhamos sua visita com muita atenção. Foi como se tivéssemos descido ao abismo do inferno e, de lá, proclamado a fé na ressurreição dos mortos.
Infelizmente, Lavrov e Peskov comentaram as palavras do Arcebispo Gallagher como um simples slogan, um «slogan vazio». Isso é um fato muito sério, pois demonstra o quanto a Rússia despreza a diplomacia. A única linguagem que ela entende é a força, a força bruta e militar, e a Rússia é incapaz de reconhecer seu interlocutor como um igual.
Além disso, gostaria de acrescentar que os russos só estão interessados no diálogo quando seus interlocutores podem ser utilizados para fins de propaganda de Moscou. Com aqueles que não querem ser usados, eles se recusam a lidar. A viagem do Arcebispo Gallagher foi muito delicada: o risco de ser utilizado para esse fim é muito grande e, naturalmente, a Santa Sé não pode concordar com isso.
O Papa e o responsável pelas Relações com os Estados falaram de maneira clara e inequívoca sobre a paz. Aliás, falar sobre a paz na Rússia atual é considerado um crime. Portanto, eu diria que foi uma visita profética, mas, infelizmente, ela não abriu nenhum caminho; até hoje não houve nenhum avanço.
É evidente que tanto os meios de comunicação pró-russos quanto seus amigos no Ocidente, como verdadeiros «idiotas úteis», irão utilizá-lo para seus próprios objetivos. Mas nós, na Ucrânia, sabemos que o Papa Leão é o Papa da paz, que a proclama mesmo quando isso contradiz determinada corrente política. Leão XIV proclama valores, defende a dignidade humana e, quando fala da Ucrânia, fala da guerra na Europa e do respeito à nossa Constituição. Ou seja, proclama os princípios sem os quais não é possível pôr fim a esta guerra.
E depois de anos de evidente tensão ou, melhor dizendo, de incompreensão, como é vista hoje na Ucrânia a atuação da Santa Sé em relação à guerra que continua?
— Posso constatar que, neste momento, a linguagem do Papa Leão e da diplomacia vaticana é muito clara. No passado, os mal-entendidos surgiam às vezes justamente por causa de determinada interpretação, não tanto das intenções, mas dos símbolos e das palavras. Hoje, tudo aquilo que a Santa Sé diz e faz é muito claro e altamente valorizado na Ucrânia.
Desde o dia de sua eleição, Leão XIV foi proclamado na Ucrânia como o Papa da paz, que não se limita a slogans pacifistas, pois a verdadeira paz cristã nada tem a ver com o pacifismo, especialmente aquele de modelo comunista, mas proclama os princípios sobre os quais essa paz pode ser construída. Uma paz justa e duradoura — uma paz «desarmada e desarmante».
Por isso, somos muito gratos por essa clareza; nesse sentido, sentimos o apoio da Santa Sé. E somos gratos sobretudo porque, em junho, durante o Consistório, foi rejeitada a ideologia da «guerra justa». Trata-se daquilo que agora é proclamado em Moscou: o Patriarca Kirill acaba de publicar um livro sobre a «guerra justa», que para ele é uma guerra santa. Na minha opinião, a Santa Sé pensa de maneira completamente diferente.
Há ainda outro problema fundamental, novamente relacionado ao fato de que o Ocidente é desatento e cheio de preconceitos, além de carregar avaliações histórico-religiosas completamente equivocadas. Sempre há aqueles que veem na Rússia uma fortaleza de defesa dos «verdadeiros valores», especialmente dos valores cristãos.
E isso apesar de Vladimir Putin não ver nada de errado em bombardear até mesmo o complexo da Catedral da Dormição em Kyiv. Isso no que diz respeito ao respeito pelos símbolos cristãos…
O Chefe da Igreja Greco-Católica Ucraniana sorri silenciosamente e espera alguns segundos antes de responder.
— Alguns dias atrás — diz ele — foi publicado um artigo muito claro e importante sobre esse tema, escrito por Sergei Chapnin. Ele é um fiel ortodoxo que pertenceu durante 15 anos ao sistema do Patriarcado de Moscou e que, depois, por determinadas razões, foi obrigado a romper com ele. Seu artigo tem o título «Faith Under Pressure», ou seja, «Fé sob pressão». Chapnin desmonta o mito da Rússia como fortaleza de defesa dos valores tradicionais.
Gostaria de esclarecer: aqui não se trata, de modo algum, de valores cristãos. A propaganda russa apoia-se nos chamados valores tradicionais. E a tradição à qual se refere não é, de maneira alguma, cristã. Eles utilizam os valores familiares para fins militares, pregam uma teologia da morte, e não da ressurreição. Aqui não se trata absolutamente de valores cristãos, nem dos mandamentos de Deus.
Trata-se de uma religião civil, cujos valores coincidem com os valores do Estado russo. Por isso, falar de valores tradicionais é uma armadilha ideológica — uma armadilha da ideologia do «mundo russo» (Russkiy Mir).
Um pequeno exemplo para compreender: um sacerdote ortodoxo que não quer rezar pela guerra, mas reza pela paz, não é simplesmente um dissidente; ele é considerado um herege. Qual é a sua culpa? O fato de não apoiar essa «nova teologia», que combina fragmentos do cristianismo com a ideologia comunista e marxista da União Soviética, sob a forma de um novo tipo de sincretismo religioso.
É nesse contexto que existe o mito da Rússia como defensora dos valores tradicionais. Isso não tem absolutamente nada a ver nem com a tradição cristã nem com o Evangelho de Jesus Cristo.
Ontem, ao final da oração do «Angelus», o pensamento do Papa voltou-se novamente para a Ucrânia:
«Com o coração dolorido, acompanhei as notícias sobre os ataques brutais que recentemente atingiram diversas cidades e infraestruturas civis na Ucrânia, causando a morte de pessoas inocentes. Meu coração se une ao sofrimento da população que há anos vive em estado de ansiedade e medo. Renovo o apelo para que se ponha fim à violência, que se detenha a destruição, que se abram os corações ao diálogo e à paz. Espero que os esforços realizados nestes dias para retomar as negociações produzam frutos concretos e abram espaço para a diplomacia».
Matteo Mazzucci.
Tradução do Ucraniano: Pe. Estefano Wonsik, OSBM.
Link original: https://ugcc.ua/data/merzennist-rosiyskogo-varvarstva-intervyu-blazhennishogo-svyatoslava-dlya-il-foglio-9304/
NOTA: Il Foglio é um jornal diário italiano de circulação nacional, fundado em 30 de janeiro de 1996 pelo jornalista e escritor Giuliano Ferrara. Com sede em Roma, o periódico tornou-se conhecido por sua atenção especial à política italiana e internacional, bem como por seus artigos de análise e opinião. Ferrara dirigiu o jornal desde sua fundação até 2015, com uma breve interrupção entre 1996 e 1997. Desde 28 de janeiro de 2015, a direção está a cargo do jornalista Claudio Cerasa, que anteriormente atuava como chefe de redação política do periódico.