quinta-feira, 9 de junho de 2011

TÚMULO ESCAVADO

Ukraina Moloda, 03.06.2011
Volodymyr Semkiv

Ontem de madrugada, sem conhecimento de parentes, abriram o túmulo de Viacheslav Chornovil. Procuradoria realiza a exumação do corpo do lider do NPU (Movimento Popular da Ukraina), de oposição, falecido em 1999.

O corpo de Viacheslav Chornovil, que faleceu em acidente de trânsito 16 anos atrás, submeteram a exumação. Seu ataúde foi retirado de madrugada, quando a cidade e o cemitério ainda dormiam.

Abriram a sepultura sem mexer no monumento. No asfalto da aléia ficou a abertura. Usaram máquina porque no asfalto estão os sinais de técnica pesada.

Os guardas não quiseram conversar com jornalistas. Com muita insistência um deles confessou que receberam ordens para não dizer nada a ninguém.

Os parentes não foram comunicados apesar de que o filho já teria concordado anteriormente. Ele ficou indignado.

A irmã, que a cada dois dias traz flores para pôr na sepultura  ficou chocada. Foi ao diretor do cemitério. Este lhe disse que foi apenas troca de asfalto que estava rachado. Ela voltou ao túmulo, examinou-o bem e retornou à direção. Mas o diretor não a atendeu, estava escondido. Os funcionários tentaram acalmá-la, disseram que há coisas, sobre as quais é preciso que ninguém saiba...

No sábado anterior, numa entrevista, o Procurador Geral disse que o caso do Chornovil seria reaberto, que haveria exumação. Mas não marcou a data, nem foi comunicado aos parentes.

Chornovil morreu em 25.05.1999. Seu carro, Toiota, chocou-se com um caminhão grande que atravessou a pista. Na investigação do caso houve muito mistério e mortes. Houve até uma gravação, com depoimento de miliciano anônimo sobre a morte de Chornovil encomendada. O caso foi reaberto várias vezes, e encerrado por falta de provas.

O filho, Taras, diz que a Procuradoria devia ter recebido o consentimento da viúva e da irmã, diz ele: "Penso que tudo foi feito ignorando os princípios morais. Eu não estava contra, mas insisti que havia outros parentes, que também devem concordar". Ele ainda diz que havia deixado bem claro que não queria anúncios públicos, e que ele, filho, fosse avisado porque queria acompanhar o procedimento, no que o Procurador Geral concordou.

Agora o deputado (filho) teme manipulações jurídicas e rápido encerramento do processo.

Tradução: Oksana Kowaltschuk
 

quarta-feira, 8 de junho de 2011

STEPAN BANDERA - HERÓI NACIONAL (FINAL)


Stepan Bandera - Última foto em vida
 Naquele tempo eu ainda não sabia quem era meu pai e porque mudávamos nosso sobrenome.

Em 1954 nós mudamos para Munique, para que o pai não ficasse longe, e para melhores condições de estudo para nós, crianças. Com 13 anos eu comecei ler os jornais ukrainianos e lia muito sobre Stepan Bandera. Com o tempo, devido a contínuas mudanças de sobrenome e a constante permanência de muitas pessoas junto a meu pai, eu soube que ele era Stepan Bandera. Não falei nada a meus irmãos, que ainda eram pequenos.

De 1954 a 1960, ainda um ano após a morte de meu pai, nós vivíamos em Munique. Papai estava cansado pela contínua proximidade do guarda. Às vezes ficava descuidado porque acreditava que estava sob a guarda de Deus. Achava que se queriam matá-lo, fariam isso mesmo com a presença do guarda. Ele frequentava a igreja católica ukrainiana onde o réu o viu pela primeira vez.

O réu alega que chegou a vacilar, mas lhe asseguraram que os filhos de Bandera ainda lhe seriam gratos. Esse conselho cínico indica que a KGB planejava apoderar-se de nós, crianças, levar-nos à União Soviética, quebrar nossa resistência através de métodos horrendos, que se praticam lá atualmente, e incutir-nos idéias comunistas, para que nós condenássemos nosso pai. É com esse método que tentaram "reeducar" o filho do General Taras Chuprynka, principal comandante do UPA (Exército Insurreto Ukrainiano), que morreu em 1950.

Meu inesquecível pai nos educou no amor a Deus e Ukraina. Ele era uma pessoa profundamente crente e morreu por Deus, pela Ukraina independente - pela liberdade no mundo.

O pai de minha beatífica lembrança, que encarnava esse grande ideal, permanecerá a estrela guia de toda minha vida, como de meu irmão e irmã e de toda a juventude ukrainana".

Pelas mãos de quem morreu Bandera?

Certa vez Bohdan Stachynslyi, estudante de Escola Superior de Pedagogia de Lviv, a exemplo de muitos estudantes, resolveu economizar e não adquiriu o bilhete ao viajar de trem para uma visita a seus pais. Era filho de tradicional família de camponeses, cuja irmã pertencia a UPA (Exército Insurreto Ukrainiano) e cujo tio foi fuzilado pela NKVD (órgão da polícia secreta da Rússia). O rapaz foi perdoado, mas, o dirigente da NKVD percebeu que o moço poderia tornar-se útil - "ser guiado" para onde fosse necessário.

Resumindo, Bohdan Stachynskyi foi devidamente "preparado" com ameaças à sua existência e de sua família, devido às atividades de sua irmã, e promessas de futuro róseo pela colaboração. Assim Bohdan Stachynskyi concordou colaborar. Após o necessário treinamento e estudo da língua alemã é despachado para Alemanha e encarregado do assassinato de Lev Rebet para o qual recebeu uma espécie de pistola, com ampola de veneno, que após direcionada e pressionada para o rosto da vítima, estoura, e basta inspirar seu conteúdo. A vítima morre, aparentemente sem sinais visíveis de morte violenta.

A segunda ordem de assassinato foi contra Stepan Bandera e, segundo confessou o assassino durante o julgamento, ele viu alguns dias depois, numa crônica de cinema, o enterro de Stepan Bandera. Só então soube a quem realmente tinha assassinado.

Como o assassino de Lev Rebet e Stepan Bandera foi descoberto?

Ele e a esposa, prevendo que possivelmente seriam os próximos liquidados pelo regime soviético para "apagar" as pistas da morte de Rebet e Bandera, e que convinha que continuassem secretas, fogem da RDA (República Democrática Alemã) um dia antes do fechamento da fronteira, onde se encontravam por ocasião do falecimento de seu filho - sem mesmo enterrá-lo - para Munique, onde se entregam aos órgãos policiais.

Bohdan Stachynskyi foi sentenciado para 8 anos de prisão. As opiniões se dividiram. Alguns achavam que deveria ter recebido prisão perpétua, outros que não deveria ser preso porque os verdadeirs assassinos encontravam-se em Moscou. Após 8 anos que cumpriram, ele e sua esposa emigraram, mas para que país e com que sobrenome não se sabe.

E como reagiu Moscou?

Muitos perderam seus cargos. Na imprensa comunista, tanto na União Soviética como em outros países apareceram até testemunhas, culpando outras forças e outras pessoas, mas não adquiriram autenticidade. Sobre o julgamento não houve nenhuma palavra. Assim a maioria dos cidadãos soviéticos, agora cidadãos da Ukraina independente souberam pouco sobre Bandera, e absolutamente nada sobre seu assassinato.

Última Palavra

Afinal, quem foi Stepan Bandera? Stepan Bandera foi herói nacional que colocou sua vida em prol da liberdade e independência da Ukraina? Mediador ambicioso, capaz de sacrificar a própria vida ou a vida de outras pessoas, apenas para entrar na história? Um criminoso cruento e traidor de sua nação?

Traidor Stepan Bandera não foi. Ele nem pertencia àquela categoria de cidadãos soviéticos, os quais durante a II Grande Guerra encontravam-se além dos limites da União Soviética e recusaram-se voltar, aos quais é duvidosa a aplicação deste termo. Stepan Bandera nasceu nas terras que pertenciam, por usurpação, a Austro-Hungria, depois Polônia, ele não foi nem um dia cidadão soviético. Educado desde a tenra infância nos ideais do patriotismo ukrainiano, na juventude foi favorável à ideologia nacionalista ukrainiana, ele revelou-se fiel a suas convicções até a morte. Então, ele - não é traidor.

Era Stepan Bandera um mediador ambicioso? Quanto a ser ambicioso, podem haver diferentes afirmações, mas mediador - não! Porque até hoje temos pessoas que o endeusam, e as que o odeiam. Então sobra a pergunta mais difícil: era Stepan Bandera o condutor e herói nacional da Ukraina?

Incondicionalmente, ele foi condutor e herói de uma considerável parte - talvez a maioria, mas não toda - população da Ukraina Ocidental. E até para parte daqueles que, das províncias centrais e do leste, depois da guerra se encontravam na emigração. Mas é preciso dizer a verdade, quão amarga ela seja: para maioria da população daquela mesma Ukraina, pela independência da qual ele lutava, seu nome não era mais que um símbolo de algo muito feio. Em uma palavra, antissoviético. Porque é preciso dar crédito ao regime comunista do passado: se ele tivesse sabido elevar a economia ao nível que foi colocado pela propaganda e serviços especiais, então nós viveríamos no mais rico país do mundo, apesar de que, provavelmente, seria a mais cara prisão do mundo.

Então, quem foi afinal Stepan Bandera? Ele foi pessoa - em primeiro lugar. Um ser humano com suas fraquezas e limitações, mas um indivíduo notável por sua fé fanática no seu ideal, ao qual dedicou sua vida, sua coragem e força de vontade, capacidade de organização, energia e determinação.

Ele era um homem, em torno do qual os mitos são criados, mas isso é atributo somente de figuras heróicas, portanto Stepan Bandera - Herói da Ukraina!


Stepan Bandera é Herói da Ukraina por merecimento. Ele doou toda sua vida à luta pela independência de seu país. E como bem disse o ex Presidente Yushchenko: "pelo indestrutível ânimo de salvaguarda da idéia nacional, manifestação de heroísmo e sacrifício de si próprio na luta pelo país livre, a Ukraina".

No entanto, Viktor Yanukovych, atual presidente, apoiado pelo leste russificado da Ukraina e bajulador de Kremlinprometeu na primavera de 2010, que até o Dia da Vitória (09.05) o título de Herói seria cassado. E isso aconteceu. Em janeiro de 2011, no site oficial do Presidente da Ukraina apareceu o aviso que a decisão da Justiça da Circunscrição de Donetsk, de 02.04.2010, cassou o Decreto do Presidente V. Yushchenko que outorgava o título de Herói a Stepan Bandera.

Mas, se dezena de vezes for outorgado o título de Herói a Stepan Bandera, e tantas vezes esse título for cassado, Stepan Bandera continuará sendo Herói da Ukraina, porque ele é Herói, independentemente de possuir ou não o título! E digam o que disserem os russos e os poloneses, bem como seus bajuladores, que sempre se acharam no direito de usurpar as terras da Ukraina e escravizar seu povo.
                 
STEPAN  BANDERA  -  HERÓI  DA  UKRAINA !

Selo: Homenagem a Stepan Bandera

Túmulo de Stepan Bandera

Excertos do livro: "Stepan Bandera: pessoa e mito"
Autora: Halyna Hordasevych
Tradução: Oksana Kowaltschuk

segunda-feira, 6 de junho de 2011

STEPAN BANDEIRA - HERÓI NACIONAL (PARTE IV)

Para este campo, depois de um tempo em Berlim, foi mandado Stepan Bandera. A. Melnyk permaneceu em prisão domiciliar e, em 1944 também foi enviado para Sachsenhausen. Para este campo os nazistas enviavam seus prisioneiros mais importantes. Aqui também ficou o filho de Stalin, Iakiv Dzhuhashvili.

Por que os nazistas não fuzilaram Stepan Bandera? perguntavam os soviéticoos. Porque os hitleristas eram criminosos, mas não eram idiotas. Stepan Bandera era um destacado ativista político que poderia ser aproveitado conforme a situação se modificasse. Muitos outros políticos europeus permaneceram em Sachsenhausen e ficaram vivos.

No final de 1944 os prisioneiros de Sachsenhausen foram libertados, mas não se colocaram na defesa da Alemanha nazista, que já estava praticamente perdida, porque nunca colocaram diante de si o dever de cooperação com nazistas. Como prova disso é o panfleto alemão, espalhado no território ukrainiano ocupado: "Ukrainianos! Sabem vocês porque OUN coloca-se contra a ida de trabalhadores para Alemanha (Como os homens alemães estavam no exérciito, a Alemanha sofria com falta de mão-de-obra. Ela, então, fazia o possível para interessar os ukrainianos, e, quando não conseguia o número suficiente de voluntários, levava a força rapazes e moças para trabalhar na Alemanha. Eram trabalhos em todos os setores: doméstico, lavoura, fábricas, etc. Para produzir comida e, inclusive, armamentos. - O.K.) Sabem com que finalidade eles dizem que na Alemanha os trabalhadores morrem de fome, que são tratados com brutalidade? O pessoal da OUN sabe bem que isto não corresponde à verdade. Os trabalhadores do leste, na Alemanha, não passam fome, não morrem e são tratados com dignidade. Qual o motivo? É que seus componeses, trabalhando na Alemanha, vêem como ela é forte. OUN não quer que vocês saibam isso. Os trabalhadores na Alemanha adquirem conhecimento. OUN não quer. Isso atrapalhará sua política de ilusões, eles perderão o dócil instrumento que necessitam - a massa ignorante. O fato, é que os operários e aldeões, trabalhando na Alemanha, ajudam na fabricação de armas para vencer os bolcheviques. Este é o motivo principal, porque a OUN luta pelo bolchevismo!"
Observndo bem, esse panfleto não foi escrito por pessoa pouco conhecedora da língua, e sim com uma clara tendência para língua russa. Então quem escreveu foi um agente bolchevique que trabalhava com os alemães e que queria comprometer a ONU.

Até o último suspiro.

Agora Stepan Bandera está longe da Ukraina, sem esperança de retornar à Pátria e vê-la livre e independente. Vive uma situação meio ilegal, com muitas dificuldades econômicas. E, muitos de seus amigos, espalhados pelo mundo, agora com concepções diametralmente diversos.


Depoimento da Natália, filha de Stepan Bandera em 15.10.62, durante o julgamento do assassino de seu pai.


Stepan Bandera com os seus filhos

"Meritíssimos juízes! Peço permissão, como membro da família do meu torturado pai, Stepan Bandera, e representando minhha mãe, Yaroslava Bandera, externar os meus agradecimentos pela possibilidade de minhas palavras. O culpado afirma que durante suas atividades na KGB, esteve convencido que meu pai era traidor da Ukraina, então eu gostaria de apresentar meu pai como ele era, aquele que eu carrego na profundeza do meu coração.

Justamente hoje expiram três anos da morte de meu pai. De acordo com o depoimento do réu, ele foi traiçoeiramente morto com a ajuda de arma venenosa.

Ele não é o primeiro nem o único assassinado em nossa família. Meus pais são oriundos de famílias de sacerdotes greco-católicos. Eram os sacerdotes e os professores que cultivavam a consciência nacional da oprimida nação ukrainiana, principalmente dos camponeses. Meu avô materno era padre de campanha do exército ukrainiano na I Guerra Mundial e morreu na batalha contra os poloneses. Minha avó, então com 20 anos, ficou com duas crianças pequenas e, como professora também participou da conscientização dos camponeses ukrainianos. Ela e meu tio morreram durante a II Grande Guerra. Meu tio foi fuzilado, considerado culpado por um atentado que não praticou. Minha avó foi torturada ao voltar da Polônia para sua aldeia natal.

Meu falecido pai também procedia de família clerical. Minha avó paterna faleceu jovem deixando seu marido, meu avô paterno, com sete filhos.. Ele, o padre Andrii educou seus filhos com espírito religioso e nacionalista. Então desde a idade estudantil todos participavam da luta pela independência da Ukraina. Dois irmãos de meu pai, Vasyl e Oleksa Bandera, morreram torturados durante a II Grande Guerra, no campo de concentração em Auschwitz, e meu avô, com sua filha mais velha foi deportado pelos bolcheviques para Sibéria.

Após a prisão de meu pai, em Sachsenhausen, minha mãe, eu outono de 1941 veio comigo, criança de três meses, para Berlim, para ficar mais próxima de seu esposo. Nossa família passou muitas dificuldades. Quando meu pai saiu da prisão, ele começou organizar as unidades da OUN no exterior. Nós precisávamos, continuamente, nos esconder. Até 1948 vivemos em vários lugares da Alemanha e Austria (Berlim, Innsbruck, Zesfeld, Munique, Hildesheim e uma cabana na floresta perto de Shtharnberhu).

Nesta cabana solitária na floresta, em 1947, já eramos três filhos. Vivemos apertados num quarto, sem mesmo luz elétrica. Nós, as crianças sofremos muito com coqueluche e sarampo. E eu, com seis anos, andava diariamente 6km por uma estrada na mata, para escola.

Nos anos 1948-1950 vivemos com sobrenome emprestado num acampamento para fugitivos ukrainianos próximo de Mittenvaldu. Papai nos visitou algumas vezes. Eu lembro que certa vez, estando eu muito doente com inflamação de ouvido, perguntei a minha mãe, quem era esse senhor que se inclinava sobre minha cama e me acariciava. Havia esquecido completamente meu pai.

De 1950 a 1954 vivemos em uma pequena aldeia Braytbrun - Ammerzeye, e meu pai já nos visitava mais frequentemente, até diariamente. Mas minha mãe tinha receio porque ela sabia que os bolcheviques queriam matá-lo. Somente mais tarde eu entendi que nos eramos caçados pelas comissões de repatriação soviética e agentes especiais. (De 5 a 12/02/1945 realizou-se em Yalta a reunião dos chefes aliados: Stalin, Churchil e Roosvelt que, julgando-se donos do mundo, decidiram o destino dos inúmeros povos, deslocados de seus países durante a guerra. Ficou decidido que, tanto os militares, como os civis que geralmente foram levados à força para Alemanha, para trabalho semi-escravo, deviam voltar à "Pátria". Somente em dois meses, de maio a julho de 1945 foram "repatriados" 1.300.000 pessoas, incluindo os ukrainianos e os bálticos. E, o que acontecia com as pessoas que a União Soviética tanto empenho fez em repatriar? Um só exemplo: em Bykivnia, uma aldeia próxima de Lviv, foram fuzilados e enterrados em 1945 tanto os militares quanto os civis que o exército alemão enviava à força para trabalhos forçados na Alemanha e que retornavam à "Pátria". Estas pessoas não obtiveram o direito mínimo do ser humano, que é o direito ao asilo. Muitos se suicidaram, às vezes famílias inteiras, durante o regresso. Tal era a vontade de voltar à "Pátria"!- O.K.)
O ano de 1952 foi especialmente perigoso. Nós, com o pai, durante vários meses, nos escondíamos na pequena aldeia Oberlav. Infelizmente todos nós, filhos, ficamos três meses na cama devido a inflamação de glândulas.

Durante 4 anos ficamos totalmente isolados do convívio com ukrainianos. E isto ameaçava nós crianças, com o distanciamento cultural, idioma, tradições. Mas o nosso pai, apesar de seu extenuante trabalho, ainda encontrava tempo para nos ensinar história, geografia e literatura ukrainiana. Meus irmãos, com 4 e 5 anos já sabiam ler e escrever em ukrainiano. 

Continua

sábado, 4 de junho de 2011

STEPAN BANDERA - HERÓI NACIONAL (PARTE III)

Durante a prisão de Stepan Bandera, respondia pela OUN Volodymyr Lopatynskyi. Bandera reassumindo atividades junto a OUN, com Lopatynskyi vai à Itália para traçar as próximas estratégias de luta, durante a II Grande Guerra, com o dirigente geral da OUN Andrii Melnyk. Este não aceita as proposições de S. Bandera, rejeita-as todas. Não houve acordo devido a diferentes estratégias e métodos de trabalho.

Em fevereiro de 1940, em Cracóvia, S. Bandera reune todos os seus subchefes e eles anunciam a formação da assim chamada "Liderança Revolucionária da OUN". Apesar das negativas, houve a cisão entre os melhores elementos que desejavam ver Ukraina livre dos vizinhos opressores de ambos os lados, que durante séculos escravizaram a nação ukrainiana e retiraram de suas terras todas as riquezas que conseguiram corregar.

Os seguidores de Bandera na maioria eram jovens. Não se sabe seu número, já que não havia registros oficiais. (Um dos melhores e mais regulares exércitos da UNR [Conselho Nacional Ukrainiano], composto de voluntários, a partir de 1914, e com diversas formas de organização, chamava-se "Sichovi Striltsi" (Sichovi, derivado de Sich, região dos antigos cossacos e Striltsi significa fuzileiros. - O.K.). Este nome foi usado pela primeira vez com a formação das subdivisões de ucrainianos de Halychyna, no exército Austro-Hungaro, na Primeira Guerra Mundial).

Durante sua permanência em Cracóvia, Bandera ocupava-se com todas as possibilidades do preparo de quadros militares. No entanto, todos os publicitários soviéticos unanimemente e "colericamente o estigmatizavam", e a todos os nacionalistas como colaboradores de Hitler. É necessário esclarecer que antes da II Grande guerra Hitler era um atuante político, com o qual podiam, ou não, simpatizar, mas ainda não era um criminoso contra a humanidade, e relações com ele sustentavam os políticos de todo mundo, especialmente J. Stalin, que até o parabenizou pelo aniversário dois meses antes da II Grande Guerra. USA apoiaram, inclusive economicamente, o que ajudou a formação do exército nazista. Então, se nacionalistas ukrainianos aproveitavam algumas míseras possibilidades para que os membros da OUN recebessem um mínimo de treinamento militar, nisto não houve nada vergonhoso ou delinquente. (É extremamente cínica essa alegação russa de colaboracionismo ukrainiano com o nazismo. Com certeza eles queriam o apoio dos ukrainianos, para que servissem de carne de canhão. E por que o fariam? Por acaso Stalin não matou algo como 7 - 8 milhões de ucrainianos somente com o genocídio do Holodomor? E a escravidão, o extermínio dos cossacos, a obrigação dos jovens ukrainianos em participar de todas as guerras promovidas pela Rússia czarista, as migrações forçadas, os "gulags", os campos de concentração, ceifaram poucas vidas dos ukrainianos??? - O.K.) O trabalho conjunto da UVO e OUN (Organização do Exército Ukrainiano e Organização dos Nacionalistas Ukrainianos) iniciou relações com a Alemanha ainda desde a República de Weimar. Os nacionalistas ukrainianos viam na Alemanha um possível aliado, porque ela também colocava-se negativamente ao Tratado de Versalhes.

Em 15.08.1939 Alemanha autorizou a criação de um destacamento, sob o comando de Roman Sushko que deveria iniciar um levante na Ukraina antes da vinda do exército alemão. No entanto, dentro de uma semana a situação mudou. Com o acordo Molotov-Ribbentrop os alemães não se preocuparam mais com a Ukraina Ocidental.

Os chefes da OUN esperavam que a Alemanha ajudasse na criação do exército ukrainiano. Mas isto não estava nos planos dos alemães. Eles concordaram apenas no preparo de algumas centenas de pessoas de comando.

Foram formados dois batalhões, 800 homens no total: o destacamento especial "Nachtigall" e a organização "Roland", nomes que constavam nos documentos do Terceiro Reich. A principal incumbência dos dois batalhões era o desarmamento do Exército Vermelho e serviços de guarda aos comboios de munição durante a realização do plano "Barbarossa". Era uma simples subdivisão. Comandava com os dois batalhões Roman Shukhevych do lado ucrainiano, mas se submetia ao comando alemão. Respondia pelo comando geral o alemão T. Oberlender, ex-professor universitário e especialista em problemas da União Soviética.

Na noite de 30.06.1941 o batalhão Nachtigall entrou em Lviv, já abandonado pelo Exército Vermelho. Até o meio dia foram ocupados todos os pontos estratégicos. À noite, Yaroslau Stetsko, vice-presidente da OUN, proclamou o restabelecimento da independência do Estado ukrainiano e divulgou isto pela rádio de Lviv. Mais uma divulgação ocorreu em 01.07.41 pela manhã. Imediatamente todos os militares de Nachtigall receberam uma semana de dispensa e foram obrigados a entregar todos os pontos estratégicos da cidade sob a guarda da polícia alemã que chegava. 

Em julho de 1941 Roman Shukhevych ficou sabendo sobre os aprisionamentos da maioria dos líderes da OUN e dirigiu-se diretamente ao Comando Superior alemão dizendo que seu batalhão não poderia mais pertencer ao exército alemão. Como resultado o batalhão foi imediatamente desmobilizado e transferido para Cracóvia.

O batalhão "Roland" permaneceu um bom tempo na Romênia e não participou de luta armada. Em agosto os dois foram considerados politicamente incertos e em outubro reunidos em um só. Todos os militares, com o "conselho" dos chefes alemães firmaram contrato por um ano como guardas junto a policia de proteção e foram levados a Bielorússia guardar pontes nos rios Berezyna e Dvyna, também lutar contra os guerrilheiros, protegendo as aldeias camponesas. Concluído o ano ninguém assinou novo contrato, o batalhão foi dissolvido, os militares foram aprisionados. Roman Shukhevych que estava em dispensa, conseguiu passar para ilegalidade.

Se Nachtingall teve relação com os fuzilamentos da inteligência polonesa e judia em Lviv nos dias 3 e 4 de julho de 1941, o assunto foi apreciado no processo de Nyremberg nos dias 15 e 30 de agosto de 1946. O Procurador Geral da União Soviética, Rudenko, falou sobre esses acontecimentos mas não soube nomear os executantes. O membro do Politburo do Partido Social da Alemanha A. Narden, aproveitou este fato e, em 1960 culpou o ministro T. Oberlender, que teve o comando de Nachtingall, e este considerou que todos os militares de Nachtingall eram partícipes do crime. Na RDA (República Democrática Alemã) juntaram testemunhos e memórias e editaram o livro "Verdade sobre Oberlender" e condenaram o ministro a prisão perpétua. No entanto, a Alemanha Ocidental considerou os argumentos não persuasivos e justificou Oberlender. Em 1966 a Procuradoria Ocidental de Hamburgo, a pedido da Representação Popular Polonesa efetuou novo julgamento. Foi estabelecido que realizaram o crime por ordem do Brigadeiro SS Shenhart. Tanto Oberlender como todo o batalhão foram reabilitados.

Acreditavam os nacionalistas ukrainianos que a Alemanha permitiria a criação de uma Ukraina independente? Em todo caso havia o exemplo da Croácia e Eslováquia, que com a ajuda alemã tornaram-se independentes. Na visão soviética eram apenas "países marionetes do nazismo". Seria interessante perguntar à população se preferiam ser um país de marionete, mas país, ou apenas território ocupado?

Talvez A. Melnyk contava com entendimento com os alemães. Stepan Bandera decidiu "colocar os alemães diante de um fato consumado: - o Estado Ukraina existe! Provavelmente este ato foi imprudente que não teve consequências ponderáveis, mas ele existiu. Em poucos dias praticamente todos os membros do assim chamado "governo de Stetsko", inclusive ele e os membros líderes das duas OUN, S. Bandera e A. Melnyk foram aprisionados pelos nazistas e levados para campo de concentração Sachsenhausen, na Alemanha.

Continua na parte IV

quinta-feira, 2 de junho de 2011

STEPAN BANDERA - HERÓI NACIONAL (PARTE II)

O segundo ato de protesto aconteceu no dia 15.06.1934 em Varsóvia. Na entrada de um café morreu, em consequência de um tiro de revólver, o ministro do interior da Polônia Bronislau Peratskyi. O atirador conseguiu fugir mas, em alguns dias foram presos 10 membros da OUN. Bandera e mais um membro foram presos no dia 14, antes do segundo atentado. O inquérito durou um ano e meio, com torturas físicas e psíquicas.

Nesta ocasião OUN contava aproximadamente 20 mil membros, cuja meta era conduzir os acontecimentos até uma "situação revolucionária" que possibilitaria alcançar a independência da Ukraina.

No entanto, um outro grupo de cidadãos, estadistas e políticos, consideravam que não havia possibilidade de conseguir a independência nos próximos tempos, então é necessário adequar-se à situação reinante. Para os revolucionários tal atitude não passava de oportunismo. O grupo mais moderado achava que era preciso proteger a consciência nacional dos ukrainianos, não direcioná-los para serem vítimas dos ocupantes. Este grupo pertencia à organização UNDO (União Ukrainiana Nacional-Democrática) e, ainda durante o inquérito começaram tomar medidas para melhorar a situação entre poloneses e ukrainianos. Explicavam isso como "salvar os moços da forca". Os membros da OUN, na maioria eram jovens. Os 12 que estavam presos tinham entre 21 e 31 anos.

Os poloneses receberam bem este novo comportamento dos ukrainianos. Um dos dirigentes até foi designado Vice Marchalok do Sejm polonês. Graças a esse acordo dos "moderados", Stepan Bandera e seus companheiros não foram enforcados. Mas os "meninos" não queriam concessões e comportavam-se com independência e coragem. No processo recusavam-se responder em língua polonesa. Cumprimentavam-se exclamando "Glória à Ukraina", no que eram imitados por algumas testemunhas. A decisão foi trágica: S. Bandera com dois companheiros foi condenado à morte, outros dois à prisão perpétua, uma moça a 15 anos de prisão, outros três a 12 anos, um para 8 e os dois últimos a 7 anos de prisão. Graças a anistia as penas foram reduzidas, a pena de morte foi transformada em prisão perpétua. O comportamento do jovem Bandera foi exemplar durante todo o processo. Ele demonstrou determinação e coragem que gostaria de ver em todos os ukrainianos.

Paralelo ao processo de Varsóvia corria outro processo em Lviv, onde membros da OUN mataram o diretor do ginásio ukrainiano e um estudante. A OUN era organização de jovens patriotas ukrainianos que lutava contra ocupantes de seu país. Contra esses ocupantes é que a OUN se opunha. O único objetivo era livrar a Pátria de povos invasores. A OUN não promovia atrocidades contra população local, muito pelo contrário, protegia-a. Porém, se um ucrainiano traía o seu povo e conspirava contra sua nação, se descoberto, era morto sim. Este procedimento já se verificava desde a era dos cossacos. Vale a pena conhecer as palavras de Stepan Bandera neste julgamento:

"O Procurador disse que somos um bando de terroristas. (E o que são os invasores que usam a força para se impor??? - O.K.) Quero dizer que nós, membros da OUN, não somos terroristas. A OUN, com suas ações, abraça todos os segmentos da vida nacional. Sobre essas ações não me permitiram falar, nem sobre minhas atividades... O tribunal pressupõe que OUN direciona suas atividades principalmente para ações de luta. Declaro que nossos combates não são o único nem o primeiro objetivo, são iguais aos outros. É porque aqui se analisa um atentado praticado pela Organização, alguém poderá pensar que a Organização não considera a vida humana em geral e nem mesmo a vida de seus membros. Resumindo: pessoas que em todos os momentos de suas realizações são conscientes que em qualquer momento podem perder suas vidas, estas pessoas mais que quaisquer outras, sabem valorizar a vida. Elas sabem o seu valor. OUN valoriza muito a vida de seus membros, mas a nossa idéia, no nosso entendimento é tão grandiosa, que quando se trata de sua realização, então não é uma, nem cem, mas milhares de vidas será necessário sacrificar para realizá-la. Os senhores tem conhecimento que eu sei, que não me pouparei, e é de seu conhecimento, que me deram oportunidade de salvar minha vida. Vivendo um ano com a certeza que perderei minha vida, eu sei o que sente uma pessoa que tem diante de si a perspectiva de perde-la brevemente. Mas, durante todo este tempo eu não me afligi tanto, quanto me afligi quando enviei dois membros para morte certa..."

A sentença que coube a Stepan Bandera neste julgamento foi mais uma de prisão perpétua. Penas diferentes couberam a outros líderes de destaque da OUN, mas a organização não paralisou suas atividades.. Inclusive adquiriu prestígio, principalmente pelo comportamento de seus membros nos julgamentos, e houve um acentuado despertar da nação pela independência de seu país.

Segunda Guerra Mundial


Stepan Bandera - Durante a II Guerra Mundial
Stepan Bandera, aprisionado, geralmente permanecia em células para uma só pessoa, mas era transferido de prisão com muita frequência porque o governo do usurpador temia possíveis tentativas para libertá-lo. Em junho de 1938 realmente houve um plano para fuga que acabou não acontecendo.

Em 23.05.1938 em Rotterdam, Holanda, morreu vítima de uma bomba, Evhen Konovalets, dirigente geral da OUN.

Pavel Sudonplatov, o assassino de E. Konovalets. Filho de russa com ukrainiano, nasceu em Melitopol, na Ukraina (domínio russo). Após a Revolução acreditou, com toda a alma no "Abecedário da Revolução" de Bukharin: "todos serão iguais, comandarão o país representantes de camponeses e operários e não os capitalistas". Lutou, desde os 14 anos, em 1921 e nos anos 30 e 40, sempre contra os nacionalistas ukrainianos. Luta que efetivamente terminou em 1992 quando a Ukraina, e o mundo, reconheceram a independência deste país.

Esse comunista, nascido na Ukraina, relata sua participação na divisão, onde lutavam também poloneses, austríacos, alemães, servios, e, até chineses, contra nacionalistas ukrainianos e que, nestas lutas foram destruídas completamente inúmeras aldeias ukrainianas. Rússia sempre usou, tanto a força de trabalho, quanto a força bélica dos povos que encontravam-se em seu território, ou sob seus domínios. Continua usando.

Este traidor apresentou-se a Evhen Konovalets em Rotterdam, como membro da organização antissoviética ukrainiana, conquistou sua confiança, viajou com Konovalets até Paris e na sepultura de S. Petliura colheu até um punhado de terra "para levar a Ukraina", e , no próximo encontro entregou a Konovalets "presente da Ukraina", um pacote de balas, com uma bomba disfarçada. Estes são os métodos russos atribuídos aos ukrainianos.

A morte de E. Konovalets deixou OUN em difícil situação, principalmente porque já se anunciavam acontecimentos ameaçadores. Konovalets era autoridade incontestável para todos os nacionalistas. Além de competente organizador, com conhecimento militar, era também bom psicólogo e diplomata.

Assumiu a presidência da OUN Andrii Melnyk, segundo desejo de E. Konovalets.

Início da invasão alemã. Polônia está sendo derrotada. Stepan Bandera está na prisão, não sabe o que está acontecendo. De repente ouve barulho no corredor, portas estão sendo arrombadas. Quando a porta de sua cela se abre, seus amigos estão lá, vieram buscá-lo. Vão para casa, mas, apesar de não haver mais poloneses é preciso ter cuidado porque os novos invasores já estão "livrando" as propriedades sem dono. São os exércitos soviéticos, mas com eles Bandera também não quer nada.

Pelo caminho Bandera encontra líderes da OUN, de Volyn, Sokal e finalmente Lviv, onde já está estabelecido o governo soviético. Fica em Lviv, mas aí nada pode fazer e ainda corre o risco de ser pego pelos soviéticos. Então ilegalmente atravessa a fronteira alemã e vai para Cracóvia, sob ocupação nazista.

Por meio século os jornais da União Soviética escreveram sobre "setembro de ouro", como o governo  soviético pegou para sua "proteção" os "irmãos de sangue", sobre a  imensa alegria que a população da Ukraina Ocidental recebia o Exército Vermelho. Não foi bem assim. Não era amor de irmãos que dirigia os soviéticos até o povo trabalhador de Halychyna e Volyn, e sim o acordo de Molotov-Ribbentrop. Os originais desses acordos foram encontrados em arquivos pela comissão especial, por determinação especial do último secretário-geral da União Soviética, Mikhail Gorbachev. Realmente, em alguns lugares os soviéticos foram bem recebidos, mas com a preocupação: e o que eles trazem?

Primeiramente, os "libertadores" nos trouxeram o deficit. Os mercados particulares fecharam e os do governo estavam vazios. Foram proibidos todos os partidos políticos, as organizações culturais e sociais, proibida a edição dos jornais que circulavam no tempo da Polônia. Depois iniciaram-se as repressões. As pessoas eram aprisionadas e julgadas por pertencerem a OUN, como faziam os poloneses. Utilizavam-se de arquivos poloneses. O maior processo em Lviv foi o chamado "Processo 59", porque foram tantos os rapazes e moças julgadas. Desses 42 foram fuzilados, 11 moças. Simplesmente porque reconheceram a sua pertinência a OUN. A idade? A mais jovem não tinha 16 completos, o de mais idade menos de 25. Eram completamente ingênuos, tanto jovens quanto os seus advogados: ainda não sabiam o que é a justiça soviética. Quando o advogado R.K. protestou: "Mas eles são a flor da juventude ukrainiana!" Ele não teve idéia que com esta afirmação apenas piorava a situação dos julgados.

Os dados não são absolutamente precisos, mas de 1939 a 1941 deportaram da Ukraina Ocidental, de acordo com os tribunais ou não, mais de 1 (um) milhão de pessoas. No início da guerra alemã-soviética, nas prisões de todas as principais cidades foram torturados até a morte, fuzilados, destruídos com granadas milhares de presos políticos.

Os ativistas da OUN previam esta situação e a maioria mudou para o sul. A maioria deles estabeleceu-se próximo a Cracóvia ou mesmo em Cracóvia. Precisavam organizar suas vidas, e aí surgiu o Comitê Central Ukrainiano. Não era uma organização política. O presidente, Volodymyr Kubiiovech procurava ajudar os recém-chegados com comida e teto. Para tanto procurava manter um bom entendimento com os alemães o que não dá, a ninguém, o direito de chamá-lo de colaboracionista.

Estando em Cracóvia, S. Bandera ativamente participa das atividades da OUN. Toda sua atenção volta-se para o preparo de quadros militares, sempre aproveitando para isso as mínimas possibilidades. Todos os jornalistas soviéticos eram unânimes em "estigmatiza-lo
colericamente", e a todos os nacionalistas ukrainianos, pela cooperação com Hitler.


Continua na Parte III
 

segunda-feira, 30 de maio de 2011

STEPAN BANDERA - HERÓI NACIONAL

Caro Leitor:
Circula na Internet uma desinformação que intenta desqualificar um herói-nacional ucraniano, porque teve a audácia de dizer NÃO ao comunismo e enfrentá-lo com coragem e risco da própria vida. Agora os comunistas invadem novamente a Ucrânia para transformá-la, mais uma vez, em colônia escravocrata de Moscou. Mas não é só isso. Todo o Leste Europeu se encontra ameaçado pelo expansionismo do plano “Eurasiano” que se encontra em marcha visando a dominação do mundo todo.
Por conta desta audácia no passado, rotulam Stepan Bandera no presente de "Colaborador dos Nazistas" e cassam, por decreto, seu título de HERÓI DA UCRÂNIA porque é preciso remover o sentimento de nacionalidade do povo ucraniano que ainda resiste ao comunismo e à escravidão anunciada.
Podem fazê-lo por decreto e pela força das armas, mas jamais poderão extirpar a verdade dos fatos simplesmente reescrevendo a história como é de habito dessa matula comunista que defende essa ideologia genocida e fossilizada !
O Editor.



Stepan Bandera: Estudante de Agronomia
  PARTE I
Os acontecimentos narrados neste texto referem-se, principalmente, a Ukraina Ocidental que estava sob o domínio polonês.
Palavras de Stepan Bandera:
"Em setembro de 1928 eu me estabeleci em Lviv (maior cidade da Ukraina Ocidental) e entrei para estudos de Agronomia na Escola Politécnica. Terminei oito semestres de estudos, mas não prestei exames finais devido as minhas atividades políticas.
Eu participava ativamente na organização da vida nacional ukrainiana. Era membro da Organização Estudantil "Osnova" (Base). Trabalhei na organização "Silskyi Hospodar" (significa pequeno proprietário de terra) que orientava em função da melhoria da agricultura. Também trabalhei no "Tovarestvo Prosvita" (Associação Instrutiva), viajando pelas aldeias próximas, aos domingos e santificados para esclarecimentos e ajuda à população. Participava da vida esportiva: corrida, natação. Jogava xadrez, cantava no coral. Não fumava, não usava álcool".
"Bandera trabalhava clandestinamente ainda nos tempos do ginásio, desenvolvendo as atividades na faculdade. Em 1929 é criada a OUN (Organização dos Nacionalistas ukrainianos) à qual S. Bandera se filia. A sua primeira função era distribuir literatura de teor nacionalista. Aqui ele já demonstra sua facilidade organizacional. Uma parte dessa literatura editava-se além fronteira e era preciso consegui-la por meios ilegais e proceder a sua divulgação. Outra parte editava-se ilegalmente na própria Ukraina, sob o jugo polonês. Neste caso a matriz era preparada em Lviv, que era levada para um esconderijo e editada. Essa impressão clandestina realizava-se em aldeias. Quando descoberta em uma aldeia mudava-se para outra. A polícia polonesa não media esforços para confiscar esta literatura. Muitas prisões foram realizadas. O próprio S. Bandera foi preso várias vezes, mas sempre era solto porque ele não se traía, sua aparência era calma e inocente.
Os livros soviéticos maldosamente diziam que a OUN tinha proteção alemã e até de Hitler. Então o governo polonês tinha certo receio de exercer repressões violentas contra os membros da OUN. Esta proteção nunca foi provada, porque, na prática, nunca existiu. E, não poderia existir porque Hitler ascendeu ao poder 4 anos após a criação da OUN. Apesar do suposto "receio" polonês, o primeiro presidente da OUN foi preso após alguns meses; o segundo foi preso e morto por fuzilamento após poucos meses; o terceiro apanhou até morrer na prisão; o quarto, ao sentir que era observado conseguiu fugir do país; o quinto foi dispensado da função e o sexto foi Stepan Bandera que conseguiu permanecer na função por quatro anos, sendo aprisionado depois, em 1934. Entre os anos 1929-1934 foram aprisionados mais de 1000 membros da OUN, sendo quatro condenados à morte e 16 à prisão perpétua. Os demais somaram 2000 anos em conjunto.
Stepan Bandera foi indicado como consultor de propaganda, trabalhando com pessoas que possuíam maior conhecimento de ações clandestinas e intelectuais. Foi cogitado por Evhen Konovalets para assumir liderança em 1933, mas foi aprisionado em 1934. Ao sair da prisão, no mesmo ano assumiu a liderança.
Uma revolução, como qualquer outra atividade, precisa de dinheiro. Na Rússia, por exemplo, o movimento bolchevique era sustentado pelo milionário Sawa Morozow, legendário Kamo e, ainda desconhecido Koba (Stalin), que assaltavam bancos no Cáucaso. Seguiram este caminho também os nacionalistas ukrainianos roubando os correios ou o seu transporte. Aconteceu serem apanhados e dois moços foram enforcados. Na hora do enforcamento, em toda Halychyna os sinos das igrejas tocaram e realizaram-se missas de réquiem. Foi tão grande a manifestação popular que até a polícia polonesa recuou. Depois desse acontecimento Bandera resolveu transformar este revés numa grande tragédia nacional. Neste clima E. Konovalets designou-o para liderança da OUN.
Com Bandera as ações da OUN tornaram-se mais amplas, abrangendo maior número de pessoas e de maior alcance cultural. Intensificou-se o culto às sepulturas dos "Sichovi Striltsi" (Um dos melhores e mais regulares exércitos da UNR - Conselho Nacional Ukrainiano, composto de voluntários, a partir de 1914, com diversas formas de organização. Este nome foi usado pela primeira vez com a formação das subdivisões formadas pelos "halychany" [da região Halychuna]), no exército Austro-Húngaro, na I Guerra Mundial. O Comandante geral era Evhen Konovalets). As sepulturas lembravam esposos, pais, filhos, irmãos, que morreram pela Ukraina independente, em lugares desconhecidos. Então plantavam flores, construíam monumentos ou colocavam cruzes, promoviam rezas... A polícia polonesa destruía esses túmulos, geralmente a noite.
Aos poloneses não eram de grande interesse os ukrainianos de mais idade, que lembravam que seu país já foi independente. O que eles queriam era educar a nova geração de modo a valorizar tudo o que era importante para Polônia, seus símbolos, seus heróis. Com esta finalidade liquidavam-se as escolas ukrainianas. Em outras introduziam-se as duas línguas: ukrainiano e polonês. Os professores ukrainianos eram substituídos pelos poloneses e até proibiam aos alunos conversar entre si usando a língua ukrainiana.
(Imaginem alguém se apossando de sua casa e, dando ordens à sua família. Pois era isso que acontecia. Consideremos apenas o século XX. russos e poloneses dividiram Ukraina entre si. Exploravam o país conforme lhes aprazia. Usavam a força de trabalho em seu benefício. Destruíam a cultura, a língua e até a religiosidade. E, se por ventura os ukrainianos protestassem, eram tachados de bandidos, além de torturados em prisões, enviados para o distante Norte onde trabalhavam como escravos, subalimentados. A maioria morreu devido a condições adversas. Ou, simplesmente eram fuzilados. Esta era a prática muito usada principalmente pelos russos, os verdadeiros bandidos, até os dias atuais).
A organização da OUN preparou uma ação de protesto. Aconteceu em todas as escolas, num dia determinado: foram destruídos todos os emblemas poloneses e as crianças marchavam pelas ruas, dizendo: "Exigimos escolas ucrainianas!" "Fora professores poloneses!" Infelizmente nem todos os pais apoiaram, bem como alguns políticos que imaginavam a luta pela independência em vão. Mas, muitas dessas crianças lutaram pela independência da Ukraina quando cresceram.
Nos anos 1932-1933, na Ukraina sovietizada reinava a grande fome, o Holodomor, planejada por Stalin, onde morreram, segundo vários historiadores entre 7 e 8 milhões de pessoas. O Holodomor, que o governo russo teima em não reconhecer como GENOCÍDIO, mas que foi GENOCÍDIO, sim, porque os alimentos foram retirados, à força dos camponeses, e a região foi cercada pelo exército para que ninguém pudesse sair. A União Soviética não somente não aceitou ajuda de outros países, como ainda exportou os cereais confiscados. Esta é a verdade sobre Holodomor, já reconhecido como GENOCÍDIO por inúmeras nações.
Apesar de que as fronteiras foram fechadas, a notícia sobre Holodomor chegou à Ukraina Ocidental. A direção da OUN planejou um ato de protesto: matar o cônsul da União Soviética em Lviv. Nem tudo saiu como planejado. O jovem encarregado do ato não matou o cônsul e sim um representante de Moscou que inspecionava os consulados soviéticos na Europa. O moço que atirou foi condenado à prisão perpétua.
Continua na Parte II

sábado, 28 de maio de 2011

AÇÃO COMUNISTA NA UCRÂNIA CONTINUA

Os comunistas russos e ucranianos estão removendo todos os obstáculos que se interpõem em seu caminho rumo a dominação total e irrestrita da Ucrânia, anexando-a como colônia de Moscou com ajuda de traidores internos.
Primeiro, foi Yurii Lutsenko. Agora voltam-se contra Yúlia Tymoshenko. E assim irão removendo todos os obstáculos, um a um, até que transformem o povo ucraniano novamente em escravos de Moscou como sempre foram ao longo de toda a sua história.

O Editor.
Yúlia Tymoshenko, ex-primeira Minista da Ucrânia
Yúlia Tymoshenko, ex-primeira Ministra do governo anterior, está continuamente sendo chamada pela Procuradoria. Os interrogatórios se prolongam por horas, já aconteceu durarem até 10 horas.

Ela, também já assinou o compromisso de não se ausentar da cidade. Viajou uma vez a Bruxelas atendendo a convite dos políticos da Comunidade Européia, mas para isso precisou obter permissão especial. Também precisou de permissão para visitar a mãe em outra cidade da Ukraina.

Surgiram comentários que seria detida no dia 24 de maio, após o interrogatório. E, realmente, o Jornal "Ukrainska Pravda" (Verdade Ukrainiana) obteve esta confirmação da Procuradoria. A alegação era que Tymoshenko não colabora na realização das averiguações realizadas pelo juiz de instrução faltando às sessões de interrogação, prejudicando o estabelecimento da verdade [a deles, obviamente!].  Em 3 e 4 de maio compareceu aos interrogatórios sem defensor (Ah! como são preocupados.); em 16/05 teria jogado no chão a notificação; em 19/05 comunicou que estava doente mas no dia 20/05 participou de um programa televisivo. Em 23/05 não compareceu.

O fato é que a prisão não ocorreu. Segundo a Procuradoria foi porque Tymoshenko estava colaborando com a Procuradoria, os trabalhos estavam normais, então não havia motivo. Mas, na opinião das pessoas que afluíram às proximidades da Procuradoria é justamente porque grande números de simpatizantes da Tymoshenko estava ali. Inclusive deputados de seu partido e embaixadores de vários países, como Estados Unidos, Alemanha e União Européia. Tymoshenko angariou simpatias dos políticos da União Européia quando esteve no governo.
Tymoshenko recebeu 14 (catorze) volumes, cada um de 250 a 260 páginas, sobre o seu processo, e para  ficar ciente deram-lhe apenas uma semana. Pelo menos o seu advogado, que precisará inteirar-se do processo, poderá tirar cópias, o que não foi permitido aos advogados de Lutsenko.

Cenas de protesto contra o vice-Procurador Renat Kusmin, condutor do processo fabricado contra Lutsenko e Yúlia.

Polícia Política Ucraniana

terça-feira, 24 de maio de 2011

UCRÂNIA, UMA VERGONHA !!!

Caro Leitor:

Veja o que acontece quando um cidadão, patriota, denuncia um governo acusando-o de submissão à Rússia comunista com o objetivo de russificar e comunizar toda a Ucrânia.

Isso está acontecendo na Ucrânia onde o atual governo serve à Russia com LEALDADE CANINA visando ressuscitar a antiga URSS, só que com outra denominação: Movimento Eurasiano o qual visa expandir e implantar o comunismo, primeiro no Leste Europeu e depois no resto do mundo.

As cenas e o vídeo que você verá a seguir não é um julgamento, mas uma demonstração do que pode acontecer àqueles que ousarem interpor-se ao projeto comunista ! Isso é um ASSASSINATO lento e gradual !!!

É assim que os COMUNISTAS agem. Por meio do TERROR. Eles não querem convencê-lo à adesão, mas paralisar a sua mente, ou seja, NEUTRALIZÁ-LO.

Não são humanos, são SÚDITOS DE SATÃ !!!

O Editor.


Foto 1 - Lutsenko numa jaula no Tribunal do Juri - 23-05-2011

Foto 2 - Lutsenko numa jaula no Tribunal do Juri - 23-05-2011

Foto 3 - Lutsenko numa jaula no Tribunal do Juri - 23-05-2011



Lutsenko e esposa no Tribunal do Juri - 23 de maio/2011


Entrevista de Lutsenko no Tribunal do Juri - 23 de Maio/2011 (ao fundo ouvem-se vozes de protesto contra a prisão e a falsa acusação contra Lutsenko)


23.05.2011 - Sessão de julgamento de Lutsenko. Ele foi acordado antes das 5h00min da manhã e em seguida levado do hospital ao Tribunal. Segundo a esposa, ela pediu ao juiz de instrução pela visita dos filhos ao pai. Então o juiz visitou Lutsenko e disse que sim, desde que ele, Lutsenko denuncie, em algum assunto, Yúlia Tymoshenko. Lutsenko pede pelo tribunal do juri o que é negado. A procuradoria não vê motivos para fechar o processo. Lutsenko continuará preso. O tribunal de jurados não é previsto pelo código de processo penal, neste caso. A vez do Lutsenko apresentar sua defesa é às 13h50min, Está fraco, procura apoio várias vezes. Ele está dentro de uma verdadeira jaula, dentro da sala do tribunal, como se fosse um bandido perigoso. Ele culpa Renat Kusmyn pela vingança política. Os juízes se retiram. Os advogados e os jornalistas são afastados da sala. Quando os juízes voltam eles não estão mais presentes. Lutsenko ainda disse que vai interromper a greve de fome porque o que ele quis provar já está provado: não houve  justiça nesta sala, não há justiça. Então ele precisa de sua saúde. É levado do tribunal, não mais para o hospital mas para cela isolada na prisão onde esteve antes da fraqueza ocasionada pela greve de fome.

Estiveram presentes na sessão os embaixadores da Suécia e Finlândia.

Yulia Tymoshenko vai ao encontro dos líderes da União Européia procurar soluções.

Tradução: Oksana Kowaltschuk

terça-feira, 17 de maio de 2011

YURII LUTSENKO

Yurii Lutsenko foi Ministro dos Assuntos do Interior no governo passado de Viktor Yuchenko.
Yurii Lutsenko - ex-MInistro do Governo Viktor Yuschenko
A seguir, a cronologia da “via-crucis” que o ex-Ministro está passando, porque se colocou contra o atual governo da Ucrânia de Viktor Yanukovych, um pró-Russo, traidor e vendilhão da pátria ucraniana.

22.04.2010 - Após o governo atual, do Presidente Viktor Yanukovych fechar acordo com a Rússia aceitando a permanência , na Criméia, da frota russa até 2042, incluindo também Sebastopol, e feito a promessa de desfazer-se do urânio enriquecido, Lutsenko assim se expressou: Presidente Yanukovych declara guerra "para todos que pensam Ukraina, como um Estado independente". Ainda acusou os oligarcas Firtash, Akhmetov, Kolomoiskyi e demais traidores, que possuem grandes riquezas, que lutarão, em todas as eleições para ter o "seu" governo, não o do povo.

15.05.2010 - Lutsenko sente que é vigiado. Ele diz que a Procuradoria Geral é "filial" do Partido das Regiões.

21.06.2010 - Lutsenko acusa o deputado Davyd Zhvania pela "compra de companheiros do partido "Defesa Nacional", do qual é líder, diretamente no Gabinete do Presidente do Parlamento. "Os deputados podem até serem corretos, nacionalistas, mas acabam aderindo ao partido corrupto porque são ameaçados caso não queiram se aliar, e poderão perder seus haveres, suas empresas, etc.", esclarece Lutsenko. "Teve gente que confessou isto para mim, concluiu"! Há, felizmente, pessoas como O. Novikov que recusou 1,5 milhões de dólares no ato e mais 25 mil dólares mensais. (Precisa roubar bem da nação para pagar esta quantia a um só deputado! - O.K.).

20.10.2010 - Lutsenko é acusado por empregar no Ministério do Interior um cidadão como capitão da milícia, que, não só não possuía curso superior especializado, como nenhum curso superior. E, ainda, no ingresso não poderia ter mais de 45 anos. No caso tinha 47. Este cidadão era motorista particular de Lutsenko. Ainda recebeu acréscimo no tempo de trabalho. Se tudo for provado, Lutsenko poderá sofrer confisco de bens, ter seus direitos políticos limitados e sofrer aprisionamento de 5 a 8 anos. Ainda é acusado de injusta distribuição de moradias.

08.11.2010 - Lutsenko é formalmente acusado pela Procuradoria Geral.

09.11.2010 - Lutsenko assinou o compromisso de não ausentar-se de Kyiv. O Partido "Pela Ukraina" diz que a acusação é perseguição política contra a oposição.

21.12.2010 - Lutsenko diz que a Procuradoria Geral mente quando diz que ele não comparece para inteirar-se do processo contra sua pessoa.

22.12.2010 - Lutsenko já leu 18 páginas de 20 volumes, de seu processo. Ele diz que recebeu só um volume.

26.10 2010 - Lutsenko é preso no SBU (Serviço de Segurança da Ukraina).

27.12.2010 - Lutsenko é julgado em segredo. Permanece retido para ler todo o processo. Ficará preso por dois meses.

28.12.2010 - Lutsenko é transferido para prisão de Luk'ianivska, mais adequada. Está com mais duas pessoas na cela. Os deputados que querem visitá-lo não conseguem permissão.

30.12.2010 - A esposa preparou um pacote de lanche para o Ano Novo, mas diz que é preciso entrar na fila às 4 horas da madrugada.

18.01.2011 - Através do advogado é encaminhada queixa à justiça européia dos direitos da pessoa, devido ao aprisionamento em desacordo com as leis. Mas Lutsenko pretende pedir agilidade porque o processo pode demorar até 3 anos. Ele exige compensação econômica da Ukraina pelo aprisionamento.

28.01.2011 - A justiça concluiu que Lutsenko causou 970 mil hrevniakh de prejuízo ao país e "prendeu" seus bens. O irmão e o filho de Lutsenko já são chamados para interrogatórios. (E o governo atual que comprou inúmeros deputados para ter a maioria no Parlamento, qual foi o prejuízo da nação? E qual é o prejuízo por ceder as instalações para a frota russa no Mar Negro e toda a região da Criméia enfim, sem cobrar aluguel nenhum, até o ano de 2042? E as vantagens que o governo dá para seus amigos oligarcas realizarem com êxito seus negócios. Qual é o prejuízo à Nação? E as construções palacianas que o Presidente está construindo para seu uso particular numa reserva de mata virgem, da qual ele se apropriou, etc, etc...??????? - O.K.)

14.04.2011 - A esposa diz que Lutsenko não recebe visita médica.

20.04.2011 - Lutsenko já leu todos os 47 volumes (como aumentou!) do seu processo.

21.04.2011 - Agora querem que Lutsenko permaneça preso até completar 5 meses porque seus advogados ainda não conhecem todo processo.

22.04.2011 - Lutsenko inicia greve de fome. Apenas toma água.

28.04.2011 - A esposa diz que Lutsenko toma água, chá sem açúcar e café com açúcar. Só. A Procuradoria nega a fome.

29.04.2011 - Deputados pedem a transferência de Lutsenko para hospital devido a problemas de saúde. Lutsenko está com diabete e artrite. Ele assinou declaração quanto à continuação da fome. Quer apenas chá e café com açúcar. Por esta decisão foi transferido para célula unitária e lhe mostraram os dispositivos para alimentação forçada. Isto foi comunicado à esposa. Lutsenko confirma que não come há oito dias. O Partido das Regiões diz que ele faz show político.

30.04.2011 - Os médicos da penitenciária examinaram Lutsenko e acharam seu estado satisfatório.

04.05.2011 - A esposa denuncia: "Lutsenko está sendo alimentado a força, o que é tortura. Procuradoria diz que ele come voluntariamente, o que é mentira. Segundo seu marido a alimentação forçada é uma espécie de líquido esbranquiçado que fede a mais de metro. Seu peso caiu em 14kg, tem problemas de pressão, altos índices de acetona no sangue. Agora recebe visitas médicas". O advogado confirmou as declarações da esposa.

05.05.2011 - Lutsenko avisa a Procuradoria Geral, por escrito, que não vai aceitar alimentação forçada.

07.05.2011 - A esposa diz que Lutsenko permanecerá em pé apenas 3-4 dias. A direção da prisão pergunta à Procuradoria se deve forçar a alimentação. Lutsenko apresenta mais problemas de saúde causados pelo pâncreas.

08.05.2011 - A esposa duvida do acompanhamento médico e exige hospitalização civil. Lutsenko aceita permanecer nas dependências médicas da prisão.

10.05.2011 - Lutsenko apresenta problemas de intoxicação, coração e diabetes. É removido a hospital de pronto atendimento de Kyiv.

11.05.2011 - A saúde de Lutsenko, segundo os médicos está num nível de dificuldade média. A esposa conseguiu licença para visitá-lo mas os jornalistas foram afastados.

12.05.2011 - A esposa pede para ver o marido, a autorização, quando é dada, é somente para uma visita.

15.05.2011 - Hoje a esposa conseguiu licença para visitar o marido no hospital. Segundo ela, a saúde de seu marido está piorando. Ele, somente levanta da cama em caso de extrema necessidade. Já perdeu 21 kg e novamente sente-se o cheiro de acetona. Freqüentemente sente tonturas e náuseas e não coordena bem os movimentos. No final do dia a sua temperatura aumenta. Ainda ontem seu tom de voz, embora um pouco rouco, ainda era bem audível. Hoje quase não consegui ouvi-lo. Seu organismo apresenta-se exaurido e cansado.

Lutsenko - últimas notícias

18.05.2011 - Segundo declarações da esposa, que conseguiu licença para visitar o marido, os médicos constataram novos problemas de saúde: inflamação do esófago, 20 erosões, úlcera no intestino, alterações nos vasos sanguíneos do cérebro (principal) e na vesícula biliar.
A Procuradoria não emitiu nenhuma resposta às solicitações do Lutsenko.


Sua prisão é irregular porque ainda não houve nenhum julgamento e ele se colocou à disposição para os esclarecimentos que se fizessem necessários.


A alguns dias a Procuradoria havia determinado prender o dirigente do partido do prefeito de Kyiv, agora mudou para assinatura de permanência na cidade. "E Lutsenko não roubou a metade de Kyiv", diz a esposa. A muito tempo pululam, quase que diariamente as notícias sobre desvios na administração de Kyiv. Dois pesos - duas medidas.

Lutsenko agradeceu a todos que se preocuparam com sua saúde: a Igreja, os deputados da oposição, pessoas destacadas dos meios culturais, sociedade ukrainiana em geral, até o ex-presidente Yuchenko com quem esteve brigado.

"Eu não vou cessar com a fome. Eu vou mostrar que continuarei a luta. A palavra agora é com a justila". - citou as palavras de Lutsenko sua esposa.

20.05.2011 - Os deputados da oposição já garantem a quantia que atribuem a Lutsenko como roubo, que seriam 40 mil hrevniakh na realidade, porque o valor mencionado de 970 mil, mais de 90% foi gasto nas comemorações do "Dia da Milícia" (Lutsenko foi Ministro do Interior). Mas o pessoal já reuniu a quantia total, isto é 970 mil.

São 87 deputados que estão pedindo à Justiça a soltura de Lutsenko e se responsabilizam por ele. E, em sinal de protesto abandonaram a sessão do Parlamento.

Lutsenko está certo que vai ser vitorioso na Justiça européia. Ele está detido, a praticamente 5 meses, contra a lei - não houve julgamento. E promete, vai exigir responsabilidade de todos que violaram a lei e a Constituição. E, também pelas infames mentiras e pressão sobre os familiares..

Ele, ainda contou que o juiz de instrução sugeriu a ele que afirmasse que as festividades  no "Dia da Milícia" ocorreram pela iniciativa do Primeiro Ministro (Yúlia Tymoshenko - governo anterior). Então ele seria testemunha e não o acusado.

Lutsenko aceitou alguns medicamentos porque quer estar presente na apreciação do seu caso  no Tribunal marcado para segunda-feira, 23.05.2011.


23.05.2011 - Sessão de julgamento de Lutsenko. Ele foi acordado antes das 5h00min da manhã e em seguida levado do hospital ao Tribunal. Segundo a esposa, ela pediu ao juiz de instrução pela visita dos filhos ao pai. Então o juiz visitou Lutsenko e disse que sim, desde que ele, Lutsenko denuncie, em algum assunto, Yúlia Tymoshenko. Lutsenko pede pelo tribunal do juri o que é negado. A procuradoria não vê motivos para fechar o processo. Lutsenko continuará preso. O tribunal de jurados não é previsto pelo código de processo penal, neste caso. A vez do Lutsenko apresentar sua defesa é às 13h50min, Está fraco, procura apoio várias vezes. Ele está dentro de uma verdadeira jaula, dentro da sala do tribunal, como se fosse um bandido perigoso. Ele culpa Renat Kusmyn pela vingança política. Os juízes se retiram. Os advogados e os jornalistas são afastados da sala. Quando os juízes voltam eles não estão mais presentes. Lutsenko ainda disse que vai interromper a greve de fome porque o que ele quis provar já está provado: não houve  justiça nesta sala, não há justiça. Então ele precisa de sua saúde. É levado do tribunal, não mais para o hospital mas para cela isolada na prisão onde esteve antes da fraqueza ocasionada pela greve de fome.
Estiveram presentes na sessão os embaixadores da Suécia e Finlândia.
Y. Tymoshenko vai ao encontro dos líderes da União Européia procurar soluções.

Pesquisa: Internet
Compilação e tradução: Oksana Kowaltschuk