terça-feira, 13 de novembro de 2012

SAGA DE LAZARENKO

Saga americana de Lazarenko
Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 13.09.2012
Serhii Lyshchenko

A prisão Terminal Island situa-se numa ilha no Condado de Los Angeles, California, entre o Porto de Los Angeles e Long Beach Porto.
Em 1º de novembro de 2012 deverão abrir-se as portas dessa prisão, e por elas passará, para liberdade, o quase sexagenário ukrainiano de sobrenome Lazarenko, findando assim uma história de catorze anos.
Lazarenko teve todas as chnces de se tornar, em 1999, o terceiro presidente da Ukraina. Mas a ganância e a corrupção destríram sua carreira.
Foram 14 anos de isolamento: 5 numa prisão domiciliar, 8 na prisão, e alguns meses - câmara única especial.
Pelos padrões da Ukraina atual ele é um pequeno transgressor - ele precisou 3 - 4 anos para acumular em suas contas 150 milhões de dólares. Enquanto hoje esse valor rouba-se com apenas uma maquinação.
Na véspera da conclusão da prisão de Lazarenko, este jornal publica a história de sua condenação nos EUA, utilizando fontes primárias - materiais do Tribunal Distrital Norte da Califórnia, onde o juri considerou-o culpado, e os juízes condenaram-no a 97 meses de prisão.

Por três semanas, o autor deste texto pesquisou documentos - arquivos armazenados na Corte Distrital do Distrito Norte da California, em São Francisco. Entrando facilmente no tribunal, a funcionária, surpresa, verifica no computador se o material do ano 2000 não foi mandado para arquivo. Após poucos segundos encontra os documentos e os deixa disponíveis à consulta sem pedir explicações. São milhares de arquivos armazenados em centenas de pastas. O balconista especial traz os documentos do esconderijo, num carrinho, como no supermercado. Pode-se estudar os documentos numa sala especial até as 13 horas. Em seguida o funcionário recolhe -os, e seu sorriso americano diz: "Venha amanhã..."

A história de Pavlo Lazarenko é um exemplo de como, em uma democracia, age o princípio da inevitabilidade da punição de corruptos. O dinheiro não vai lhe salvar da prisão e a afirmação sobre "perseguição política" não exerce impressão sobre o juri. Em segundo lugar está é uma tragédia pessoal e humana, quando você, dos pináculos da fama, poder político e bens multimilionários despenca para o abismo da prisão. Esta é uma história de traição, quando um amigo próximo, parceiro de negócios e compadre, em troca de própria liberdade, escolheu a traição. Este é um exemplo efêmero dos bens terrenos, quando você é obrigado viver sob prisão dimiciliar em um apartamento pobre, em bairro de imigrantes, tendo em sua propriedade um palácio em área preservada. Afinal, está é a história de como um homem inteligente e bravo, mas também voraz e mentiroso arruinou sua vida em busca do lucro, e privou seus concidadãos do direito a um governo honesto. Os melhores anos de sua vida Lazatrenko passou em isolamento.
Finalmente, a verdade sobre a questão americana é necessária para parar o fluxo de mentiras conscientes e inconscientes manipulações que envolvem esta história. O atual governo ukrainiano usa a questão de Lazarenko como instrumento na guerra de propaganda contra Yulia Tymoshenko, servindo-se da ausência de informações confiáveis. Embora a evidência é outra: a história mútua com Lazarenko - é bumerangue, alcança Tymoshenko em toda a vida política.
Finalmente. Perante os atuais ladrões no poder a figura de Lazarenko já não parece tão brilhante como na década de 1990. Sim, ele cometeu crimes, mas pagou por eles quase 14 anos de isolamento. Sua vida e reputação destruída, e a saúde minada. Ele não merece apenas o desdém - olhando para trás é triste ver que ele, tão tolamente aproveitou sua vida.
Enquanto os atuais políticos roubam em escalas muito maiores, permanecem no topo do poder, experimentam permissividade total e a santa fé, que por aquilo que fazem nada lhes acontecerá, e o poder não precisarão entregar. Quase o mesmo sentia, muitos anos antes, Lazarenko, não percebendo a surpresa que o destino lhe preparou no próximo cruzamento. Os atuais heróis optaram por ignorar as lições da história. Bem, talvez no futuro, um deles vai enfrentar a mesma pergunta - por que exatamente eu fui apanhado?
Fuga de Pavlo Lazarenko
Pavlo Lazarenko fugiu da Ukraina em 14.02.1999, num avião fretado. Voou para Atenas. Contra Lazarenko foi aberto um processo por "roubar a propriedade do Estado em quantidades particularmente grandes", "a abertura ilegal e uso de contas em moeda estrangeira fora da Ukraina" e "abuso de posição oficial."
Lazarenko, apesar da imunidade parlamentar, entendeu que a prisão era iminente. Esta decisão foi apoiada pela maioria constitucional em 17 de fevereiro, três dias após a fuga. Na Grécia, Lazarenko permaneceu 5 dias, enquanto considerava qual seria o melhor destino. Em 19.02.1999, o avião com Lazarenko a bordo pousou no aeroporto John Kennedy, em Nova York. Lazarenko entrou no país com visto válido até 16.06.2001. Foi detido quando pediu asilo político nos EUA.
O primeiro interrogatório realizou-se nos terminais da Companhia Aérea "Delta" pelo Serviço de Imigração e Naturalização do Ministério da Justiça dos EUA. Sua esposa já encontrava-se no país como turista, e seus filhos estudavam nos EUA. Eles viviam na legendária propriedade, nos arredores de Novato, próximo a São Francisco.
Lazarenko pediu asilo político para permanecer nos EUA enquanto a situação política na Ukraina não se estabilizasse e não cessassem as buscas por sua pessoa. Acusou o presidente ukrainiano (Leonid Kuchma) pelo estabelecimento da ditadura, ausência de reformas econômicas e desejo de aprisioná-lo para que não se candidatasse à presidência, corrupção e contas no exterior acumuladas durante o período em que Lazarenko foi primeiro-ministro, inclusive suspeitas na tentativa de seu assassinato.
No primeiro interrogatório ele acusa o assistente do presidente Kuchma, Aleksandr Volkov, pela explosão de seu automóvel em 1996. À ausência de qualquer reação do presidente, Lazarenko alegou que suas reformas interferiam nas operações comerciais de Volkov e outros apoiadores do presidente. No ano de 2004, numa entrevista a este jornal, Lazarenko evitou a mensão da tentativa de seu assasinato por Volkov, admitindo que tinha sérios motivos para desconfiar do presidente Kuchma.
No primeiro interrogatório referiu-se, também, às ameaças telefônicas. Por mais que apelasse pela proteção ao presidente, sua proteção estatal foi removida. Ele foi ignorado. Durante o interrogatório, Lazarenko insistiu que sua extradição à Ukraina contém ameaça mortal.
Em 1997 ele passou seis semanas no hospital e, em julho, foi demitido do cargo de primeiro-ministro por motivos de saúde. "Eu tive um colapso nervoso", e que seria morto pelo presidente, declarou no interrogatório.
Surpreendentemente, logo após a demissão este "colapso-nervoso" não lhe impediu de concentrar-se numa questão importante - como transferir mais de cem milhões de dólares para um local mais seguro porque na Suiça o dinheiro poderia ser congelado.
Lazarenko implora prisão domiciar
As primeiras semanas nos EUA, Lazarenko permaneceu sob a custódia no Centro de Detenção Wackenhut, em Queens - Nova York. Implorando pelo asilo, reclamou de surgimento de problemas da saúde e pediu sua libertação. Prometeu não fugir e alegou que foi para EUA para se submeter a uma cirurgia. Lazarenko, quando chegou aos EUA, não só escapou da acusação na Ukraina, mas também de um julgamento na Suiça, onde ele, dois meses antes foi acusado de lavagem de dinheiro.
Em 16.03.1999 pediu para ser transferido à prisão Marin Country Jail, para ficar mais próximo de sua família. Concordou com o uso de pulseira eletrônica e permanecer em prisão domiciliar. Estava disposto a pagar 24h por sua vigilância mas, em abril de 1999 Suiça emitiu um mandato de extradição contra Lazarenko e ele permaneceu em regime fechado por 4 anos.
Prisão suiça e passaporte panamenho
Em 02.11.1998 Pavlo Lazarenko, na época deputado líder da oposição, da facção "Comunidade", foi preso na Suiça. Os detalhes da prisão foi possível estabelecer somente com o envio dos registros suiços aos EUA onde, em 2004, aconteceu o julgamento de Lazarenko. Ele veio à Suiça em questões de suas contas codificadas, abertas neste país. Lazarenko apresentou seu passaporte panamenho, visto que no ukrainiano não tinha visto suiço. Isso despertou suspeitas. Seria o Lazarenko panamenho o mesmo Lazarenko ukrainiano contra o qual já se iniciaram investigações em março de 1998?
Seu ex-amigo Petró Kyrychenko, que fez acordo com o governo dos EUA, contou no tribunal a seguinte história: "No final de 1994, ou início de 1995, eu e Lazarenko estivemos no Panamá a fim de obter o passaporte panamenho. No Panamá há um programa para estrangeiros, se você fizer um depósito acima de 100 mil, e o mantiver por cinco anos, você obterá um passaporte panamhenho. Este passaporte era necessário para viajarmos sem visto porque, para receber o visto com passaporte ukrainiano a espera é longa. Além disso, se você recebe o visto na Ukraina, todos sabem o seu destino", - informou Kyrychenko. Então, em 02.12.1998 Lazarenko foi preso em Basiléia por violação de visto.
Mas, ao contrário da "expulsão" da Suiça, ele foi enviado a Genebra onde já se iniciaram as investigações criminais devido a lavagem de dinheiro no território suiço, desde 06.03.1998. Graças aos registros do interrogatório suiço, transferidos para EUA, tornou-se conhecido seu conteúdo. Lazarenko procurou proteger-se alegando perseguição do presidente Kuchma, mas o juiz queria dados concretos sobre as contas que ele possuía na Suiça. Lazarenko respondeu que na ocasião não possuía contas na Suiça e pediu a presença de advogado. Sua cautela era compreensível - mais tarde se soube que ele transferiu da Suiça mais de 200 milhões de dólares. Eram duas contas que ele mantinha na Suiça: CARPO-53 no banco Aliança SCS e no Banco Credit Suisse a conta NIHPFO, que escrito da direita para esquerda passa a ser ORPHIN, nome de sua campanha nas Bahamas, e de seu sócio Petró Kyrychenko, para qual ele recebia os subornos de Lazarenko.
Em 16.12.1998 Lazarenko foi novamente levado para interrogatório e desta vez ele admitiu que tinha uma conta pessoal CARPO-53 que recebia a "renda de minhas empresas de fornecimento de gás e eletricidade", disse ele. Lazarenko admitiu que enviava dinheiro, secretamente, para o exterior - primeiro para Suiça, depois para Bahamas e Antígua, para financiar seus projetos políticos, desde que na Ukraina havia questões políticas contra ele. Ele também admitiu que através da companhia panamenha de Petró Kyrychenko "GHP Corporation" vinham fundos da UES (Sistemas da Energia Unificada da Ukraina - esta companhia era da família Tymoshenko - OK) Estes foram os valores associados com a quota da renda recebida pela UES no contexto do fornecimento de energia para as empresas ukrainianas. "As porcentagens que eu recebia da renda bruta eram de cerca de 8 - 11% admitiu . "Comunidade" nunca foi financiado por empresas estatais. Meu advogado disse que, ao financiar meu partido com dinheiro do exterior, segundo as leis suiças, não havia violação", - explicou Lazarenko.
Depois desse questionamento Lazarenko foi lebertado sob fiança de quatro (4) milhões de francos e obrigação de vir à Genebra para uma audiência em 1-2 de março de 1999. Mas isso não aconteceu - em fevereiro de 1999 o Parlamento retirou a imunidade de Lazarenko, então Suiça, caso o prendesse novamente, poderia entregá-lo às mãos da Procuradoria Geral ukrainiana. Para escapar de tal perspectiva, Lazarenko, em fevereiro de 1999 viajou para EUA, onde esperava conseguir abrigo.
Pedido suiço para extradição de Lazarenko
Os investigadores suiços, durante um ano esforçaram-se inutilmente para que EUA enviassem Lazarenko a Genebra, mas não conseguiram porque havia investigação nos próprios EUA. Então eles vieram para California. Em 17 de maio, Lazarenko e os promotores americanos acordaram que o dito aos investigadores suiços não seria aproveitado para condenação no território dos EUA, nem seria enviado a Ukraina. Em 18 de maio Lazarenko foi interrogado pelos suiços. Ele disse que não compareceu em Genebra por medo de extradição a Ukraina porque sabe que lá não receberia um julgamento justo e, pela primeira vez começou reconhecer sua culpa.
- "Eu estava envolvido em um grande número de transações comerciais internacionais. Utilizava um grande número de empresas e contas bancárias. Em geral, essas transações eram ilegais em sua natureza. Lembro-me, no entanto, que em certos casos específicos, eu poderia misturar meus interesses particulares com meus deveres oficiais..."
Os motivos, de acordo com Lazarenkoo estavam na herança pós-soviética. Após a queda da URSS, os limites das leis na Ukraina eram vagos e confusos...
O juiz suiço leu para Lazarenko um trecho do depoimento de Petró Kyrychenko, que foi seu mais próximo companheiro e depois o traiu para permanecer em liberdade nos EUA. No interrogatório Kyrychenko disse que foi forçado pagar subornos a Lazarenko, por causa de sua companhia de Dnipropetrovsk "AhroPostashZbut", que só assim podia vender produtos para exportação. Em troca do pagamento Lazarenko concordou em não interferir em suas transações comerciais com países estrangeiros. Lazarenko ficou indignado - "Kyrychenko está mentindo. Desde 1991 temos tido relações amigáveis. E, em 1993 foi ele que me pediu para ser acionista de "AhroPostashZbut". Concordamos que eu seria responsável pelas ações da empresa na Ukraina, ele - no exterior." afirmou Lazarenko. Foi por esta razão que ele recebia fundos de Kyrychenko nas contas da Suiça.
Gradualmente, as contas de Lazarenko acumularam centenas de milhões de dólares. Quando ele percebeu que poderiam ser presas devido a investigações ukrainianas ou suiças, ele resolveu transferir o "auferido" para lugar mais seguro - Bahamas.
- "Eu, oficialmente acuso-o pela violação do artigo 305-b do Código Penal da Suiça por "lavagem de dinheiro" - anunciou o juiz. Depois disso Lazarenko se declarou culpado em mais dois casos de lavagem de dinheiro na Suiça - associado com a aquisição do governo da Ukraina de casas superfaturadas da companhia de Kyrychenko e com a venda de produtos de aço através da empresa "Somoli Enterprises" da Tymoshenko.
Em junho-julho, Suiça retirou o seu pedido de extradição do fugitivo ukrainiano após a sua admissão de culpa perante as autoridades de Genebra. Ele foi condenado a um ano e meioo, incluídos no aprisionamento nos EUA, proibição de entrada na Suiça durante 5 anos, pagamento de multa no valor de 10,696 milhões de francos e cassação de seu passaporte panamenho. Em sua sentença foram listados os empresários que estiveram envolvidos no esquema. E este - é o único caso em que as decisões dos juízes no exterior relacionam episódios com Lazarenko onde se mencionou o nome de Yulia Tymoshenko. Petró Kyrychenko foi condenado por violar o mesmo artigo 305-b mas sua punição foi dez vezes inferior, apenas a multa de um milhão de francos.
Um dia após Lazarenko ter reconhecido sua culpa perante a justiça suiça, Kyrychenko fez um acordo com a investigação dos EUA. (Kyrychenko já residia nos EUA quando Lazarenko chegou lá). E este acordo de 19.05.2000 foi a chave para a longa prisão de Lazarenko.


Tradução: Oksana Kowaltschuk

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

FRAUDES NAS ELEIÇÕES UCRANIANAS PREOCUPAM ORGANISMOS INTERNACIONAIS

Leitores:
 
Ao que tudo indica, o mundo está se especializando em fraudes eleitorais. Como um governo que durante vários anos sofre as mais pesadas críticas, conduz ações anti-patrióticas, promove o assalto ao erário, forma quadrilhas, cria verdadeiras máfias, pode vencer as eleições?
Não estou falando somente da Ucrânia, mas da maioria dos países ao redor do mundo! Temos exemplos recentíssimos nas duas Américas!
 
O Cossaco.
 
--------------------------------------------
 
Mídia Internacional sobre Ukraina: regressão da democracia, radicalização do eleitorado e possíveis sanções.
Tyzhden (Semana), 09.11.2012
Maryna Mishchenko

Os meios de comunicação internacionais analisaram as eleições ukrainianas na Ukraina - falsificações em grande escala e suas consequências, mas também esforçaram-se para prever as próximas ações da UE em relação a Ukraina.

THE NEW EUROPE, Jean Claude Mignon - Presidente da Assembléia Parlamentar do Conselho da Europa: "Apoio totalmente a visão de observadores, eles constataram a democracia em declínio. Isso não é estagnação, é regressão", - disse ele.
"É claro que temos o poder para condenar os países que não respeitam as regras. Nós consideramos, que se eles voluntariamente aderiram ao Conselho da Europa, devem seguir os prncípios do Conselho da Europa", - enfatizou Mignon.

Este parecer também é da deputada alemã Erika Steinbach, do Partido Democrata Cristão: "Embora Yanukovych rejeita qualquer crítica, ele e seu governo são responsáveis pelas eleições, que foram uma farsa óbvia. Esta eleição é a continuação da série de fracassos no desenvolvimento da Ukraina. Desde o início do governo Yanukovych a independência do sistema judicial, que evoluía lentamente, começou voltar atrás".

Comentário do eurodeputado do Partido Verde Werner Schulz: "A escala de fraudes após as eleições superou todas as preocupações, idéias e imaginações. Até que ponto esta fraude será incorporada à vida, ainda precisa investigar. Muito mais difícil é calcular os danos destes abusos que o poder causa a seus eleitores. Essas falsificações aumentarão e, perigosamente aprofundarão o fosso entre o governo e a nação. Ainda antes das eleições a passividade e o desencanto das pessoas já eram visíveis. E, mesmo assim, muitos ukrainianos decidiram não dar seu voto ao governo no poder. Mas eles não foram considerados. Novamente. Qual é a conclusão? "Ukraina precisa de uma segunda revolução", - dizem alguns. Pode ser. Se depois dessas eleições Ukraina afastar-se ainda mais do Estado de direito e dos valores democráticos da Europa, temos de separar cuidadosamente, que isto vai na conta do governo, não da nação".

De acordo com o embaixador canadense para Ukraina Andrew Robinson, na publicação de OTTAWA CITIZEN: "No dia das eleições, 28 de outubro, os observadores relataram graves violações. Durante a contagem e recontagem dos votos também observaram-se violações flagrantes e atrasos suspeitos em vários circuitos, onde a oposição liderava.
Parece que Yanukovych pensou que ninguém perceberia, uma vez que ele se concentrou na falsificação anterior e posterior ao dia das eleições. Por sorte, os observadores internacionais vieram a Ukraina já no mês de julho. Eles descreveram em detalhes uma série de violações durante a campanha. O fato de que as forças da oposição obtiveram tão bons resultados na campanha eleitoral em que todos os fatores foram dirigidos contra eles, demonstra a eficaz ilegalidade das declarações de Yanukovych, que ganhou as eleições. E, num sentido mais amplo, a nova "maioria" do Parlamento também é ilegítima".

THE WASHINGTON POST: É triste ver que o sistema político da Ukraina retrocede. As eleições foram falsificadas em favor do presidente Yanukovych e seu partido. Não houve revolução, apenas um protesto pequeno porém decidido, ignorado pelo primeiro-ministro Mykola Azarov que disse: "Estas foram as eleições melhor organizadas na Ukraina em toda história de sua independência." Na verdade elas foram "melhor organizadas" em seu especial estilo pós-soviético. As características desse sistema são mais suaves que algumas batalhas pelo poder nos anos 1990, mas não menos projetadas para dar ao poder vantagem insuperável através de truques e subversão. Embora o dia da eleição foi, em grande parte, pacífico, houve denúncias de fraude no processo de votação e durante a contagem de votos.
Os EUA investiram pesadamente após o colapso da União Soviética para que Ukraina, com 45 milhões de população pudesse tornar-se um membro da OTAN e olhar para o Ocidente. Rússia também atrai e parece que Ukraina escorrega para o modelo russo de pseudo-democracia, onde aparentemente há eleições, partidos e candidatos, mas na verdade cada vez, menos e menos, concorrência real".

EUobserver. As fontes declaram que a assinatura sobre associação UE-Ukraina numa data tão próxima é pouco provável. O atraso da cimeira do próximo ano é devido ao agravamento do nome de Yanukovych. Ninguém quer apertar a mão do Yanukovych tão perto das eleições. Isto poderia parecer como aprovação da UE ao seu governo não se importando com tão má realização das eleições parlamentares.

FINANCIAL TIMES: "A idéia de que eleições limpas permitiriam a Bruxelas dar luz verde para acordo de associação com Kyiv, que está congelada desde dezembro de 2011, era pouco esperançosa e excessivamente otimista.
A UE deve definir claramente as condições para melhorar as relações com Ukraina. São três os critérios principais: eleições, ações de justiça seletiva e progresso na agenda de reformas para o acordo de associação. Sem empenho nessas áreas e sem indícios de compromisso em relação ao líder da oposição Yulia Tymoshenko, não parecia provável que o acordo poderia ser ratificado em países-chave da UE, que são céticos em relação a Ukraina.
Há outras maneiras para manter linha dura em relação à Ukraina, além de bloquear o acordo. Um rastreamento estreito do como a elite transfere seu dinheiro entre Áustria, Reino Unido e Chipre, seria um bom começo. Poderia favorecer as empresas de pequeno e médio porte e à sociedade civil, inclusive aumentar o número de vistos.
Ainda há a preocupação de que a fusão de três partidos principais pode ser dificultada com desconfiança de um para outro. (Pelo que li nos jornais, percebi esta preocupação apenas em relação ao partido UDAR, do pugilista Klychko. Sobre isto o próprio Klychko ja declarou no "Canal 1+1" que está pronto para trabalhar com "Pátria" e "Liberdade" no Parlamento, e que ele não vai trabalhar nem com o Partido das Regiões, nem com o Partido Comunista - OK).


WORLD AFFAIRS: Professor de Ciências Políticas da Universidade Rutgers Oleksandr Motyl, analisando as forças que entraram no Parlamento disse que Regionais, Comunistas e Svoboda (Liberdade) são partidos radicais, com diferentes inclinações. "Partido das Regiões - radicais nas ações, não nas palavras, mas em menos de dois anos desmantelaram a democracia, atacaram a identidade ukrainiana e tornaram as pessoas mais pobres. Comunistas - radicais no passado e com palavras atuais ajudaram construir o "Socialismo maduro". Agora os stalinistas grisalhos falam sobre a "ditadura do proletariado", mas preferem andar em limousines de luxo. Svoboda - radicais nas palavras. Dizem que querem colocar os ukrainianos étnicos no trono de um país multinacional, mas não são radicais nas ações. Em algumas regiões da Ukraina Ocidental onde trabalham nos Conselhos locais, provaram serem "falastrões" incompetentes com propensão para corrupção".
Considerando o número de votos dados a estes partidos, o eleitorado ukrainiano também radicalizou-se: 30% para regionais, 13% para comunistas e 10% para Liberdade. Os comunistas cresceram graças ao radicalismo dos regionalistas, e não foram para o "lixo da história" como parecia acontecer. Liberdade conseguiu atravessar o limiar de 5% e deixou de ser um partido puramente regional.
O radicalismo real ou imaginário não fará o Parlamento mais estável, comedido e razoável. Pelo contrário, devemos esperar um choque de retórica radical que e a instituição tornar-se menos funcional. Isso significa que o resultado da má gestão dos regimes cairá sobre os ombros do pobre Viktor Yanukovych.
A boa notícia é que 40% dos eleitores votaram a favor dos Partidos Democráticos (Pátria e UDAR). Isto é mais que qualquer um dos partidos radicais. Isto é importante porque pode dar a possibilidade dos democratas levar a melhor. Por exemplo, os regionais e comunistas poderão votar juntos a favor da discriminação do idioma ukrainiano, cultura, identidade, mas... lhes será difícil concordar sobre os programas sócio-econômicos. Se os democratas jogarem adequadamente (é muito grande este "se") eles poderão indispor os regionaiis contra os comunistas.


Tradução: Oksana Kowaltschuk

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A GUERRA ELEITORAL CONTINUA

Dez dias após as eleições: a guerra continua
Tyzhden (Semana), 07.11.2012
Milan Lielich

A contagem de votos nos circuitos destaca-se por maciças fraudes por parte das controladas pelo governo circunscrições, decisões judiciais exclusivamente em benefício dos candidatos governistas, ataques aos problemáticos Comitês Eleitorais Regionais pelo Berkut e "observadores" pesos pesados. 


                                              


Prolongadas batalhas nos distritos majoritários foram as principais tendências políticas após 28 de outubro. Se no dia da votação apesar das expectativas, violações e fraudes não excederam a habitual "norma" para Ukraina, a falta de lei para durante a contagem de votos para os candidatos majoritários foi sem precedentes. O governo utilizou todo o arsenal tecnológico possível para distorcer a vontade popular, porquanto da primeira vez não foi cumprida a terefa básica - formação do Conselho Superior pela maioria do partido governista. Além disso deu-se o desejo incontrolável do Partido das Regiões, aberta ou astuciosamente, entrar no Parlamento, apesar de que, os eleitores votaram na oposição. Como consequência, 10 dias após as eleições ainda em vários circuitos não temos vencedor.


 
"Pontos quentes" das eleições 2012
Circuito 11, Vinnytsia

O ex-governador da província Oleksandr Dombrovskyi, candidato independente pró-governo, estava confiante em sua vitória e, além de um alto nível de reconhecimento entre os eleitores, contava com apoio de Poroshenko (ministro de Yanukovych), cujas posições em Vinnytsia são muito fortes. No entanto a concorrência ao ex-governador promoveu a candidata da Oposição Unida Natália Soleyko que, com pequena vantagem liderava quase até o final. Mas, Dombrovskyi conseguiu na justiça a recontagem de votos em vários distritos. A comissão, onde a maioria dos membros abertamente o apoiava, mudou o indicado pela oposição presidente do Comitê, após o que os resultados da recontagem já foram a favor de Dombrovskyi. Durante a recontagem , os observadores da OSCE foram "empurrados para fora" - pelas forças da milícia. As luzes, frequentemente se apagavam e as atas e boletins se iluminavam com lanternas e telefones celulares. Desconhecidos danificaram caixas com as cédulas, o que se tornou base para sua recontagem. A oposição afirmou que aos seus advogadoss, os quais defendiam o resultado de seu candidato, ameaçaram com agressão física.

1º vídeo - http://tyzhden.ua/Politics/64458

Circuito 14, Vinnytsia

Aqui a diferença entre o candidato do governo e da oposição chegava a algumas dezenas de votos. De acordo com as atas, o oposicionista Ivan Melnychuk estava na frente 251 votos, do candidato independente Viktor Zherebniuk, que é considerado criatura da administração do presidente, Serhii Liovochkin. No entanto Zherebniuk conseguiu na justiça a recontagem, alegando que as caixas com cédulas foram danificadas durante o transporte. Como consequência, em algumas seções até mais da metade das cédulas foram invalidadas, e Zherebniuk foi dado como vencedor com 81 votos a mais. Como no circuito 11, a oposição afirmou sobre pressão e ameaças para seus advogados.

2º vídeo - http://tyzhden.ua/Politics/64458

Circuito 20, Volyn

Berkut a força expulsou da reunião do Comitê Eleitoral todos, exceto os membros do circuito pertencentes ao governo que formalizarm a vitória do candidato independente Serhii Martyniuk sobre o oposicionista Roman Karpiuk, com 400 votos de vantagem.

Circuito 90, Volyn

Oleksandr Marchenko do partido "Svoboda", de acordo com os protocolos, foi vencedor com uma vantagem de 1393 votos sobre o candidato governista Vitaly Chudnovskyi, que é conhecido como namorado da irmã do presidente da administração presidencial, Yulia Liovochkin. No entanto, após a verificação das atas das seções eleitorais o vencedor, com a vantagem de 400 votos foi anunciado Chudnovskyi. Em seu favor transferiram votos de outros candidatos, as atas foram falsificadas. A oposição tentou provar na justiça, mas os "jornalistas de aparência criminosa" (são bandos de jovens fortes, geralmente de cabeça raspada, que se auto-denominam jornalistas e se fazem presentes quando surge uma dúvida. Sempre defendem os governistas - OK) vieram apoiar Chudnovskyi. Embora apresentando na justiça cópias das atas com carimbo e a gravação da elaboração das mesmas, que testemunhava possíveis fraudes, os tribunais não satisfizeram a reivindicação de Marchenko.

3º vídeo - http://tyzhden.ua/Politics/64458

Circuito 94, Kyiv

A candidata pró-governo Tatiana Zasukha não aceitou sua derrota em relação ao oposicionista Viktor Romaniuk ("Pátria"), apesar da diferença de 10 mil votos em favor do Romaniuk. Adotou o seguinte esquema: os tribunais receberam inúmeras queixas de observadores, aos quais, supostamente, não foi permitidaa entrada nas seções durante a contagem de votos. "Por coincidência", eram apenas as seções nas quais Romaniuk vencia. A oposição afirmava, que as queixas partiam apenas de observadores não registrados. No entanto, o tribunal, tradicionalmente, colocou-se ao lado do candidato governista: invalidaram 28 seções (quase 1/3 do circuito, aproximadamente 30 mil cidadãoos. Finalmente o Parlamento recomendou repetir a eleição porque é "impossível estabelecer os verdadeiros resultados da votação".

4º vídeo
http://tyzhden.ua/Politics/64458

Circuito 95, Kyiv

Desde o início das eleições previa-se que este seria um dos circuitos mais problemáticos de toda Ukraina porquanto por aqui concorria o odiado regionalista Petró Melnik - Reitor da Universidade Nacional do Serviço Estatal Tributário. Seus concorrentes , do partido "UDAR, Oleksandr Yurak e do partido "Pátria" Vyacheslau Kutovei. Os prognósticos realizaram-se, nos primeiros dois dias daqui não arredaram pé as tropas do "Berkut", dezenas de "irmãozinhos" (aqueles grupos de jovens que também se intitulam jornalistas - OK), observadores nacionais e internacionais e jornalistas. A contagem procedia devagar. Mas, afinal, a Melnik faltou apoio dos seus, que se recusaram fornecer-lhe apoio administrativo e ele reconheceu sua derrota e em seguida também Oleksandr Yurakov, acusado pela oposição de trabalhar a favor de Melnik.

Circuito 132, Mekolaiv

Certamente, "mais sangrento" revelou-se o circuito, onde encontraram-se o candidato do Partido das Regiões Vitaly Travyanko e o oposicionisa da "Pátria" Arkady Kornatskyi que, algumas semanas antes das eleições foi forçado a sair da Ukraina, com sua família, por causa da pressão dos agentes da lei. Inicialmente, no site do Comitê Central apareceu a vitória de Kornatskyi com a contageme de 100% das atas. Mas, em alguns dias já reconheciam a vitória de Travyanko. Em seguida houve a decisão da justiça para recontagem de algumas seções, que foram invadidas a força pelo Berkut. O carro com Berkut e cédulas foi sitiado por moradores locais e, finalmente, o deputado Henady Moskal conseguiu recuperar a documentação e devolvê-la ao Comitê Eleitorall. Mas, depois de algum tempo Berkut atacou novamente e levou os documentos. No dia seguinte retornaram misteriosamente. Foi decidido que após tal orgia era impossível estabelecer autenticidade aos protocolos e haverá nova eleição no circuito.

5º vídeo
http://tyzhden.ua/Politics/64458

Circuito 194, Cherkasy

O oposicionista da "Pátria" Mykola Bulatetskyi venceu com 12 mil votos a mais sobre Valyntyna Zhukovska, que dizem ser indicação do oligarca Dmytró Firtash. No circuito, frequentemente, surgiam brigas, apagava a luz. Os membros da comissão eram levados pela "rápida" porque eles esforçavam-se em roubar o carimbo e as chaves do cofre com as cédulas. O tribunal local determinou a recontagem em váras seções. No entanto, os oposicionistas conseguiram levar os protócolos que indicavam a vitória de Bulatetskyi ao Comitê Central, porém lá, já haviam decidido pela realização de novas eleições.

6º vídeo
http://tyzhden.ua/Politics/64458

Circuito 197, Cherkassy

Aqui o Parlamento esforçava-se pelo conhecido "vira-casaca" e latifundiário Bohdan Hubskyi, ao qual se opunha Leonid Datsenko (Pátria), que vencia com a margem de 5 mil votos, o que se tornou conhecido. Então Hubskyi e Kº bloquearam completamente o trabalho da comissão, e depois de vários dias foi processado pouco mais de 1% das atas. Dos 18 membros da Comissão sumiram, por diversos motivos, 10. Na Comissão Central acrescentavam a Hubskyi 200 - 300 votos em cada seção. Assim no site da Comissão Central ele apareceu como vencedor apesar de que vários presidentes das comissões locais nem conseguiram entregar as atas. A Comissão Local pediu a realizaçãoo de novas eleições. Mas, às 5:00 horas da manhã do dia 7 "Berkut" invadiu o prédio e pegou todas as atas que foram aceitas pela Comissão Central.

7º vídeo
http://tyzhden.ua/Politics/64458

Circuito 184, Kherson

O candidato oposicionista independente, Ivan Bynnyk perdeu ao regionalista Mykola Dmytruk por apenas 86 votos apesar de que liderava quando faltavam apenas 13% das atas. Conseguiu uma parte da recontagem, que foi interrompida e o final dos protocolos foi enviado a Kyiv. Na Comissão Central encontraram imprecisões e ordenaram à Comissão Local rever o total. A reunião da comissão não se realiza devido ao boicote de seus membros.

Circuito 211, Kyiv

A luta entre o deputado regional Ihor Lysov e o deputado oposicionista Serhii Teryokhin que bateu seu adversário em 3,5%. Então Lysov, através do tribunal conseguiu recontagem em 28 seções, conseguindo esta decisão em quatro processos de apelação. Como os oposicionistas não queriam ceder, iniciou-se uma briga entre deputados, membros da comissão e milicianos. O próprio Lysov acabou com costela e dedo quebrados. Ele acabou recuando, admitindo a derrota.

8º vídeo
http://tyzhden.ua/Politics/64458

Circuito 216, Kyiv

Ao contrário de Lysov não pretende desistir o candidato independente pró-governo Oleksandr Suprunenko da "jovem equipe de Chernovetskyi", o qual perdia com a diferença de 1400 votos para oposicionista Ksenia Lyapin (Pátria) e conseguiu recontagem em 27 seções. A decisão da justiça apareceu a alguns dias mas a recontagem não foi iniciada porquanto a cadeira do presidente da Comissão (ao abrigo da quota do partido "Jovens no Poder") o tempo todo permanece vaga. E não faltaram os "observadores" - pugilistas do candidato pró-governo, e lutas. A situação ainda é incerta.

Circuito 223, Kyiv

Um circuito onde, no momento, não foram contados todos os protocolos, embora todos eles testemunham a vitória do oposicionista Yurii Levchenko (Liberdade) em algumas centenas de votos. O candidato pró-governo Viktor Pylypyshyn não desiste. Já por várias vezes surgiram confrontos entre seus "irmãozinhos" com verdadeiros jornalistas, milícia e apoiantes, até com o uso do gás lacrimógêneo. Pylypyshen conseguiu recontagem em 10 seções. Apesar de que a Comissão Central decidiu por uma nova eleição, a recontagem de repente foi retomada.

Ultimamente muitos ukrainianos estão lembrando a máxima de Stalin: "O importante não é como votam, o importante é como contam."

Tradução: Oksana Kowaltschuk

 

                                                                            

MOSAICO DAS ELEIÇÕES NA UCRÂNIA

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 07.11.2012


Greve de fome
Em Odessa mais de 200 pessoas anunciaram greve de fome devido ao resultado das eleições que consideram falsificado. Foi dado como vencedor o ex-governador Serhii Hrynevetskyi, do "Partido do Povo", com pequena diferença de votos em relação ao candidato do partido "Pátria", Chekita.
Na região vivem mais de 6 mil funcionários do serviço penitenciário, e militares. Também aqui habitam 5 mil prisioneiros, alguns dos quais não têm, sequer, passaporte (carteira de identidade), no entanto, eles votaram. E os doentes do hospital militar foram trazidos nas macas. "Essas pessoas, com toda certeza, votaram segundo indicação de cima", - diz Chekita.


Novas eleições
O Conselho Superior recomenda à Comissão Central Eleitoral novas eleições em 5 circuitos. Aprovaram a decisão 268 deputados. Os circuitos seriam: 94 - 132 - 194 - 197 - 223. Porém há muitos outros circuitos com problemas.
No circuito 94 vence o candidato da oposição. No entanto o Tribunal Administrativo de Recurso não reconheceu os resultados da votação em 28 seções reconhecendo a candidata do Partido das Regiões.
No circuito 132 o candidato da oposição vencia por uma diferença de 4.167 votos. Depois de uma série de eventos escandalosos a Comissão aprovou um protocolo onde o vencedor é do Partido das Regiões.
No circuito 194 o vencedor é da Oposição, que derrotou a candidata do oligarca Dmytro Firtash com 12 mil votos de vantagem.
No circuito 197 a contagem realizava-se com extrema lentidão, os oposicionistas já esperavam fraude. A contagem mostrou vencedor o candidato da Oposição porém, na manhã do dia 5, no site da Comissão Central Eleitoral constava o nome de um candidato independente.
No circuito 223 opõem-se dois candidatos: do governo e da oposição.
A oposição declarou que é necessário recontar corretamente os votos e não proceder a novas eleições. E que a nova eleição somente é necessária nos circuitos onde destruíram as cédulas: 11 - 14 - 41 - 61 - 93.


Cansou do esconderijo
Yanukovych "apareceu" e determinou ao Procurador Geral analisar as violações da lei durante o processo eleitoral. De acordo com a análise a Procuradoria deve tomar medidas corretivas de acordo com a legislação. Sobre o trabalho realizado o Procurador deve relatar ao presidente até o dia 12.11.2012. Esta é a primeira vez que Yanukovych aparece depois do dia das eleições, dia 28.10.2012.


Não trabalhou de acordo, fora!
Yanukovych demitiu o vice-ministro do meio ambiente Ihor Vidman que perdeu a eleição em Kyiv. Ele conseguiu apenas o quinto lugar. Venceu o candidato da oposição Oleksandr Bryhanets. Já é o segundo governista demitido por perder as eleições.


Freedom House quer sanções pessoais aos funcionários ukrainianos.
O presidentee David Kremer acredita que não muda nada mediante incentivos, então a única maneira para, de algum modo influir na situação é aplicar punição.
"Nós realizamos conversações no mais alto nível, tivemos reunião pessoal com o presidente. O governo ukrainiano fala sobre compromissos mas não procura segui-los. Então, o único modo de mudar a situação - aplicar alguma punição. É tempo para uma conversa séria" - disse Kremer.


Em Londres processo contra oligarca ukrainiano.
A financista Amanda Steyvley está processando uma das pessoas mais ricas da Ukraina - Gennady Boholyobov por uma dívida de 3 milhões de libras. Esta é uma parcela relacionada com a venda em 2010, de um dos marcos mais famosos da Trafalgar Square, em Londres. Gennady Boholyobov, segundo Forbes está no quarto lugar entre os homens mais ricos da Ukraina. Seus ativos foram avaliados em 2,8 bilhões de dólares.


Lutsenko
A saúde de Lutsenko piorou, segundo sua esposa que o visitou no dia 6 de novembro. A ele receitaram repouso absoluto e medicação apenas para dor. Ele recusa a alimentação. "Yuri teve muita dificuldade para chegar até à sala de encontros. Seu corpo está completamente cobero por manchas vermelhas e ele sente constantes tonturas e náuseas", - disse Iryna.
Tudo isso são consequências da falta de tratamento, que somente poderia ser realizado num hospital, e uma dieta adequada, que a prisão se recusa a permitir". Ela acrescentou que o Provedor da Justiça deve responsabilizar a direção da penitenciária, a qual ignora todos os relatórios médicoss e não toma nenhuma providência para tratamento de Lutsenko, nem dentro da colonia nem no hospital. A cirrose hepática, hepatite e outras doenças graves que ele possui, estão incluídas na lista de doenças que são a base para libertação de prisioneiros", - disse a esposa do ex-ministro.

Tradução: Oksana Kowaltschuk
 

terça-feira, 6 de novembro de 2012

ELEIÇÕES: Muita confusão, nenhum resultado

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana). 05.11.2012

Manifestação da oposição em frente ao prédio da Comissão Central das Eleições

f

"Nossas exigências para Yanukovych (Não aparece desde o dia das eleições - OK) e Comissão Central das Eleições - reconhecer os resultados da vitória das forças oposicionistas, trazer à justiça todos aqueles que reescreveram atas e roubaram os resultados eleitorais", - disse o presidente da Oposição Unida.

Yatseniuk acrescentou que o presidente "é pessoalmente responsável pelo que acontece durante a contagem". Ele acrescentou que a oposição concorda com novas eleições em circuitos eleitorais onde a documentação foi destruída.




Quando os líderes da "Oposição Unida" (inicialmente uniram-se dois partidos e ficou este nome - OK), o líder do "UDAR" (Aliança Ukrainiana Democrática pelas Reformas), Vitalii Klychko e da "Svoboda" (Liberdade), Oleh Tyahnebok dirigiram-se à sala da Comissão para tentar acordo, o presidente da Comissão Oleksandr Shapoval deixou a reunião e foi para seu escritório.


Milícia alerta, que a minifestação da oposição não é legal.

A justiça, ainda antes das eleições, em 27.10.2012, aprovou a lei que proibe as manifestações no centro de Kyiv até 12.11.2012. Se o povo não dispersar, será forçado a isso.

Depois das primeiras tentativas de dispersar a população, por algum motivo a milícia recuou e a manifestação continua. A população atendeu ao chamado dos líderes, estes pedem participação de mais pessoas na manifestação.

Tradução: Oksana Kowaltschuk

sábado, 3 de novembro de 2012

COM "TERNURA" TUDO SE RESOLVE...

Berkut a força apoderou-se das atas em Pervomaysk
Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 02.11.2012

Em Pervomaysk, onde a luta continua entre o oposicionista Kornatsky e o "regional" Travyanko, Berkut (milícia) a força pegou os protocolos originais.
"A Comissão estava aguardando a continuação dos trabalhos porque haveria algumas especificações. De repente entrou o destacamento do Berkut e, literalmente, roubou as atas", - disse o deputado Genady Moskal.
Havia crianças na multidão.



Quebraram a porta, jogaram bancos nos membros da comissão



Estas são as eleições democráticas, sobre as quais falou o presidente?




Segundo o deputado Moskal, as ações do Berkut foram dirigidas pelo deputado do Partido das Regiões Mayboroda, o qual levou consigo o presidente da Comissão de Apuração e o carimbo






O que sobrou depois da destruição.

"Vestiram máscaras como palhaços e lutam para pegar as cédulas. Tudo porque dois oposicionistas venceram na área controlada pelo Partido das Regiões", - disse Moskal.
Primeiramente, no site da Comissão Central das Eleições apareceram dados da vitória de Karnatsky como resultado de 100% de protocolos. Mais tarde os dados foram modificados, indicando vitória do "regionalista" Travyanko. Situação análoga a outro candidato.

Segundo comentário de um leitor do jornal "Ukrainska Pravda", já são 35 circuitos eleitorais onde os resultados foram falsificados.

Milícia difundiu sua versão em vídeo, declarando que cumpriu a decisão da justiça. O vídeo mostra apenas fragmentos de agressão do defensor do oposicionista. Nenhuma agressão do lado do Berkut.


APERETIVO DE ENCERRAMENTO
 




Tradução: Oksana Kowaltschuk
Videos e foto formatação: AOliynik

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

GIGANTES GLOBAIS NA UCRÂNIA

Dirigente da Shell na Ukraina: Acordo com o governo pode não vigorar
Ekonomichna Pravda (Verdade Econômica), 18.09.2012
Danylo Nesterov, Serhii Shcherbyna
Durante o corrente ano as conversas giram em torno dos eventos que, possivelmente, permitirão a Ukraina livrar-se do gás russo - o desenvolvimento da plataforma do Mar Negro e extração do gás do xisto. (O gás de xisto é inviável devido aos altos custos de extração e baixo rendimento – Cossaco)
Como a Ukraina não tem dinheiro para realização de tais empreendimentos, o governo decidiu atrair investidores. E não são quaisquer, mas os gigantes globais - Shell, Chevron, ExxonMobile.
Os vencedores da concorrência pública foram a Shell que ficou com a plataforma Yuzovska (Donetsk e Kharkiv); a Chevron com Olesky (Lviv) e a ExxonMobile com o trecho Cita da plataforma do Mar Negro.
Agora, devem ser ultimados os acordos com os investidores sobre a divisão da produção. Atualmente realiza-se o processo de harmonização dos contratos. Do lado ukrainiano participa dos acordos o órgão estatal representado pela Companhia Acionária Nacional (NAK) – "Nadra Ukraina". (“Nadra” significa subsolo, entranhas).
Os resultados da concorrência poderiam alegrar, caso não houvesse um significativo "se".
O governo decidiu que a "Nadra Ukraina" não é suficiente e fez entrar no esquema uma misteriosa empresa: a "SPK Geoservice", (SPK = PSA - acordos da partilha de produção). A empresa "SPK Geoservice" deverá criar uma joint venture com a empresa estatal. Exatamente esta joint venture será parceira da Shell, da Chevron e da ExxonMobile.
Aos parceiros da corporação internacional tornar-se-á a empresa registrada num bairro residencial de Kyiv e que pertence a três geólogos desconhecidos, que anteriormente trabalhavam no Instituto Científico de Pesquisa da Indústria do Petróleo (NDI) "Naftogaz". Dada a realidade ukrainiana, imediatamente surgiu a pergunta: quem realmente está por trás desta empresa e se ela não legaliza a tradicional "reversão" para o acesso ao gás ukrainiano? E, em seguida se soube, que o chefe da joint venture é o antigo chefe da contabilidade da NAK "Nadra Ukraina”, Maksym Shyshlov. Ele tem uma relação indireta com a empresa "Tantalit" que tem o domínio do território da residência do presidente Viktor Yanukovych - "Mazhyhiria".
 
Tradução: Oksana Kowaltschuk

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

APURAÇÃO DE VOTOS NA UCRÂNIA

A apuração de votos da última eleição para o parlamento na Ucrania ocorrido em 28/10/2012 transcorre na mais perfeita normalidade, num clima de paz e cordialidade conforme você poderá ver neste vídeo. Nada supera um país civilizado.
 
O Cossaco


APURAÇÃO DA ELEIÇÃO NA UCRÂNIA

À contagem de votos falta transparência, sobram falcatruas
Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 30.12.2012

Vários observadores internacionais estão preocupados com a falta de transparência na contagem de votos. Isto eles disseram durante uma mesa redonda organizada pela Missão Internacional, no acompanhamento das eleições na Ukraina.
"O processo de contagem de votos é muito crítico", - disse o presidente da Missão Peter Novotny. Ele observou que as eleições eram competitivas, e os ukrainianos deviam ter tido a possibilidade de apoiar os candidatos de sua preferência.
"No entanto, temos de dizer que em geral a eleição foi afetada por um rosário de violações. Especialmente o uso agressivo de recursos administrativos e em grande escala o suborno dos eleitores." - informou Novotny. Ele acrescentou, que no último mês os observadores já haviam percebiddo o aumento da pressão sobre os candidatos nos meios de comunicação. E que, comparativamente às eleições de 2006 e 2007, houve um significativo retrocesso.


Amostra de comportamentos exacerbados ou hilários

Em Kherson, no circuito 184, os eleitores atacaram os membros da comissão distrital, estes correram gritando. Os moradores locais adentraram ao escritório e prometeram não sair enquanto não fosse realizada a recontagem dos votos. Mas, os membros da comissão distrital recusaram-se à recontagem sem a vinda de três membros da Comissão Estatal de Boryslau porque estão muito assustados. "Isto mostra que a fraude é óbvia". - diz a publicação.
Depois da recontagem o candidato perdedor aproximou-se do que estava vencendo. Foram encontrados 20 boletins em branco. E, em duas seções foram atribuídos seis votos de outro candidato a Mykola Dmytruk do partido governista. Os observadores dizem que tal esquema pode atribuir até 500 votos a mais para o candidato do Partido das Regiões, o que lhe garantirá a vitória.


No circuito Nº 211, o candidato governista, que está perdenddo, exige recontagem em todas as seções do circuito. A presidente não quer fazer a recontagem, diz que a contagem foi correta, mas o vice-presidente insiste. Alguns membros da Comissão se anteciparamm à decisão e abriram as caixas com os boletins. Os observadores dizem que eles misturaram os boletins e vários sumiram.


No circuito Nº 223 usaram os punhos os apoiadores de Pylypyshyn do Partido das Regiões, e seu grupo de desconhecidos que invadiu a sala, contra Yurii Levchenko do Partido Liberdade.
Na noite do dia 30 Yurii Levchenko estava com aproximadamente 1000 votos a frente. Os boletins foram enviados à Central mas, nas embalagens dos boletins de Levchenko fizeram marcas, tornando-os nulos. E, mesmo que haja recontagem tem muitos boletins de Levchenko danificados. Acabaram decidindo pela recontagem. Quando a vice-presidente fazia alterações no protocolo, um partidário de Levchenko tentou fotografar mas um desconhecido bateu na câmera e o flash card voou. Rapidamente foi recolhido por uma participante da comissão que guardou-o em sua bolsa.


No circuito eleitoral 261 onde está vencendo Ksenia Liapin, sumiu a presidente da comissão, juntamente com os protocolos.


Em Vinnytsia é pior que na região de Donetsk, diz o deputado Andrii Pavlovskyi. Segundo ele, desconhecidos entraram no gabinete da administração regional e danificaram as cédulas. Eles destruíram as cédulas do candidato da oposição, do circuito 11. Mas Andrii Pavlovskkyi, prevenido, praticamente está dormindo em cima dos boletins já por duas noites.

Também fizeram isso no circuito Nº 14 onde vencia o candidato da oposição. Foram danificadas as caixas com os boletins que demonstravam a vitória do oposicionista, com uma diferença de 194 votos. Mesmo após a recontagem de votos houveram alterações. A situação continua indefinida.


(Essa situação de entrarem desconhecidos nas seções, para proteger os candidatos governistas, não é que algo vai lhes suceder, eles, provavelmente, são pagos para isso. Como no caso da participação nas manifestações de rua - OK).

Na noite de 28 para 29.10.12, véspera das eleições, cortaram 10 hectares da floresta Bykivnia. Os construtores barbaramente massacraram centenários pinheiros e até cercaram a área. O fato relatou o coordenador-chefe da campanha "Forum de salvação de Kyiv Vitali Cherniakhivskyi. "É evidente que a destruição de áreas verdes, o que afeta a vida de Kyiv, vai durar enquanto os ratos não forem expulsos do Conselho de Ministros e o Parlamento não aprovar a lei sobre moratória e redifinição de construções na Capital". - disse ele.


Tradução: Oksana Kowaltschuk

terça-feira, 30 de outubro de 2012

ELEIÇÕES NA UCRÂNIA

Algumas análises das eleições parlamentares na Ukraina realizadas em 28.10.2012
Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana, 29.10.2012

OSCE - análise do período pré-eleitoral

OSCE (Organização para Segurança e Cooperação na Europa): Estas eleições - um passo para trás em comparação com as anteriores. Isto foi afirmado pela vice-presidente da Associação Parlamentar da OSCE Valburha Habsburgo Douglas.
"Em nossa declaração conjunta, podemos dizer que as eleições foram caracterizadas por falta de condições para os participantes das eleições, abuso de recursos administrativos, falta de equilíbrio nos esclarecimentos na mídia" - disse ela.
O processo de votação e contagem de votos em geral avalia-se positivamente; o processo de atribuição de votos "avaliação negativa devido a falta de transparência".
"Eu considero que os eleitores não devem ser expostos a perseguição de seus empregadores ou do governo," - disse ela.
"E para ouvir o que os líderes políticos do país querem dizer, absolutamente não é necessário ir à cadeia. E vocês sabem que eu tive que fazer isso. Eu visitei o Sr. Lutsenko na prisão Nº 91, - acrescentou, referindo-se à prisão de Tymoshenko e Lutsenko.
Ela também criticou o fato de que foram "excluídos centenas de candidatos, por várias razões", e que não puderam participar Tymoshenko e Lutsenko.
"Devido ao abuso de poder e excessivamente grande papel desempenhado pelo poder econômico, parece, que o processo democrático começou ir pelo caminho de volta, na Ukraina", - disse Douglas.


Rresentante da OSCE observou "oligarquizãção" do processo eleitoral na Ukraina

Tyzhden (Semana), 29.09.2012

Andreas Gross, chefe da delegação de observadores da Assembléia Parlamentar do Conselho da Europa acusou as autoridades ukrainianas de "oligarquizar" todo o processo eleitoral.
Os ukrainianos mereciam mais a partir das eleições passadas. "Oligarquização" de todo processo significa que os cidadãos perderam a capacidade de gerenciar eleições, e perderam a fé em si mesmos", declarou Gross.
O impacto significativo dos oligarcas é tendência negativa. Eles, realmente retiram do Parlamento o direito de representar os interesses de toda nação, o que é significativamente maior que a soma de interesses privados", - considera o observador europeu.
"Estas eleições não levaram à realização do potencial democrático que tem a sociedade ukrainiana. Nós acreditamos que o povo merece mais do que essa distorção de sua vontade", - frisou.
Por sua vezz, o presidentee da missão de observadores de institutos democráticos e direitos da pessoa Audrey Glover observou que "a ausência de resposta adequada do governo para várias violações durante as eleições levou à criação de um clima de impunidade e lançou sombra sobre as eleições e progresso da democracia, que até agora Ukraina demonstrava".


Os candidatos não tinham igualdade de oportunidades

Tyzhden (Semana), 29.10.2012

Chefe da missão de observadores do Parlamento Europeu: os candidatos não tinham igualdade de oportunidades. "A missão de observadores do Parlamento Europeu está preocupada com a ausência de transparência no financiamento dos partidos políticos na Ukraina", - disse o chefe da missão Pavel Kowal.
"O Parlamento Europeu expressa muitas críticas em relação a esta campanha eleitoral. Referindo-nos ao povo ukrainiano em nome do Parlamento Europeu, gostaríamos de dizer que temos o compromisso para falar sobre todos os problemas que ocorreram durante a campanha eleitoral," - disse ele.
Quanto a campanha eleitoral, podemos dizer que ela era ativa, mas não foi dada oportunidade aos candidatos para transmitir sua mensagem aos eleitores e competir entre si em pé de igualdade", - disse ele.,
"Infelizmente, o processo eleitoral foi marcado por uma série de inconveniências, principalmente a detenção de dois cabeças da oposição ukrainiana e a falta de transparência no financiamento dos partidos políticos."
Mas, Kowal salientou que ficou feliz com o comportamento dos cidadãos ukrainianos durante as eleições. "O aspecto positivo é o comportamento dos cidadãos ukrainianos no dia das eleições. Isso mostra o desejo de pertencer à família de países democráticos europeus", - disse ele.


Há sérias dúvidas sobre a honestidade das eleições ukrainianas.

Tyzhden (Semana), 29.10.2012

Os observadores internacionais observam: o julgamento polêmico e prisão da ex-primeira-ministra Yulia Tymoshenko, o principal adversário político do atual presidente Yanukovych, e de Yurii Lutsenko, afetou o clima eleitoral. Esses eventos põem em dúvida a justiça do processo democrático na Ukraina. Também não houve possibilidade de conduzir a campanha em iguais condições, especialmente nos meios de comunicação. A televisão demonstrou um viés claro em favor do governo. Repetidamente discutiu-se o uso de recursos administrativos pelo Partido das Regiões que usou de pressão sobre funcionários públicos e empresas estatais e, também, situações em que o projeto financiado pelo estado apresentava-se à comunidade e eleitores como mérito do partido no poder. A falta de regras eficazes e transparentes no financiamento da campanha ofereceu benefícios adicionais às pessoas próximas ao poder. A introdução do único mandato nos circuitos eleitorais teve impacto negativo sobre eleições, dada a situação política e a experiência especial do país, apesar da nova lei eleitoral refletir o consenso dos principais jogadores políticos.
Quanto à Comissão Central da Eleição, o número de defeitos afetou preparativos. A formação das seções e circuitos eleitorais pelo sorteio resultou em uma representação desequilibrada dos principais partidos políticos. Os resultados dos sorteios constituíram a principal fonte de queixas oficiais. O abuso substancial de pessoas com autoridade e sua posição priveligiada afetou significativamente a integridade de todo processo eleitoral.

A Missão Internacional Civil de acompanhamento das eleições na Ukraina une observadores de organizações não-governamentais da Polônia (Stefan Batory Foundation), Alemanha (European Exchange) e Lituânia (Centro de Estudos do Leste Europeu). A Missão opera sob o patrocínio de Alexander Kwasniewski e Markus Meckel.


Yanukovych usou todos os truques para alcançar a vitória do Partido das Regiões

Tyzhden (Semana(, 30.10.2012

O presidente da Comissão dos Assuntos Externos do Parlamento Europeu Elmar Brok denuncia: "O aparelho autoritário do presidente Viktor Yanukovych aproveitou todos e quaisquer truques para trazer à frente seu partido pró-Rússia". "Dada a evidência de fraude eleitoral não há razões para ratificação do acordo com a União Européia". "Na Ukraina agora tudo caminha para "putinização do país. A "família" Yanukovych, abertamentee com seus aliados oligarcas, quer "levar o país para o cativeiro," - observou.

Tradução: Oksana Kowaltschuk


domingo, 28 de outubro de 2012

OS MILAGRES EMPRESARIAIS UCRANIANOS

"Família" vai ao mundo
Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 11.10.2012
Serhii Shcherbyna

No final de agosto, a revista "Korespondent" publicou sua versão do ranking das pessoas mais influentes da Ukraina. A lista já era previsível, liderada pelo presidente Viktor Yanukovych. E em quarto lugar seu filho mais velho Oleksandr.
Verdade, Oleksandr Yanukovych, dentista por formação, tem um impacto impressionante sobre o processo na Ukraina. Seus negócios crescem num rítmo frenético - apenas o "Banco de Desenvolvimento da Ukraina" aumentou 13 vezes.
 Ao filho presidencial pertence a proporção substancial da empresa de vinhos e champanhe "Artemivsk", empresa em Donetsk. E isto é apenas formalmente... Mas extra-oficialmente "temas família" estão em quase todas as áreas. O exemplo mais notável - a maior empresa de transitários "Lemtrans". Conforme estabelecido pela "Verdade Ukrainiana", empresa com enormes lucros é controlada pelas estruturas de Rinat Akhmetov e do Myzhyhiria.
O caso "Lemtrans" é indicativo também porque permite uma importante conclusão: a família Yanukovych e Rinat Akhmetov não são apenas amigos, mas parceiros próximos.
 No entanto, até esta altura, a "família" era um fenômeno puramente doméstico. Rinat Akhmetov já a um bom tempo tem ativos no exterior, os negócios de Oleksandr Yanukovych realizavam-se apenas na Ukraina.
A "Verdade Ukrainiana" descobriu uma série de fatos que indicam a saída da "família" ao nível global. A "família" é conduzida pela mão de Akhmetov. Assim, no final do ano passado, Oleksandr Yanukovych registrou na Europa Ocidental duas empresas que são atendidas por velhos parceiros da pessoa mais rica do país.
Vale a pena observar um ponto importante - essas empresas importantes aparecem imediatamente após a condenação de Yulia Tymoshenko. Isto é, no momento em que o mundo começou a analisar seriamente as ações das autoridades ukrainianas e a palavra "sanções" foi ouvida frequentemente.
Apesar disso, já a um ano essas empresas existem e, obviamente, cumprem sua missão. É sobre isso que vamos falar.
Swiss "Mako"Em 14.10.2011, em Genebra foi criada uma nova empresa com o nome imperceptível para Suiça - MAKO Trading SA. De acordo com o Diário Oficial de Comércio, suiço, sua atividade foi definida como mediação comercial e comércio, particularmente em energia. No início foram emitidas 100 ações nominais de mil francos. No entanto, em 2012 houve uma edição adicional, aumentando o capital social para 9,2 milhões de francos. De acordo com a taxa de NBU (Banco Nacional da Ukraina) - isto é mais de 72 milhões de UAH (1.122.000 USD)
A empresa está registrada na "rue de Moillebeau, 56, em Genebra. Este é um edifício enorme de muitos andares, no qual estão os escritórios diplomáticos. Por exemplo: Etiópia, Paquistão, Emirados Árabes, e outros.
Chamou-nos atenção o nome da empresa suiça - MAKO Trading S.A. Ele é consonante com o nome de um dos principais ativos do filho do presidente Oleksandr Yanukovych - "MAKO Holding".
É sabido que a empresa "MAKO" dedica-se à construção e investimentos imobiliários e, particularmente, possui um bom número de imóveis no centro de Donetsk.

Menos de dois meses após o estabelecimento da MAKO Trading S.A., em Genebra, foi criada em Donetsk uma empresa com o mesmo nome - LLC "MAKO - Trading" (LLC = Companhia Limitada). E sua atividade principal está em conformidade com a empresa suiça - comércio atacadista de combustíveis sólidos, líquidos e gasosos, e produtos similares. Os fundadores da LLC "MAKO Trading" de Donetsk são Oleksandr V. Yanukovych e sua "MAKO Holding".
Exatamente com o quê negocia "MAKO"? Na internet há uma menção sobre a conferência "Coltrans Suiça", realizada em 1-2 de março no Grand Hotel Kempinski, em Genebra. Lá discutiram os preços do carvão e comercialização na Europa.
Entre as atividades da conferência foi declarado que a empresa comercial "MAKO" é exportadora do carvão e antracito da Ukraina.
Oleksandr Yanukovych pessoalmente envolveu-se na exportaçãoo do carvão da Ukraina mas, infelizmente, não foi possível saber quem é´o proprietário oficial suiço da "MAKO Trading S.A. A empresa aproveitou o mecanismo já desaconselhado pelas organizações globais de combate à corrupção e "lavagem" de dinheiro, e lançou as ações ao portador.
Mas, muito descobrir sobre a empresa foi possível. Afinal, a empresa tem gestão.
Pessoas de AkhmetovDe acordo com o Diário Oficial Suiço do Comércio, o secretário da "MAKO" Trading S.A. é uma mulher chamada Ludmila Koroleva e seu principal local de trabalho - Swiss empresa de consultoria Audiconsult S.A. Ela nasceu em 1974 em Genebra e é especialista em direito fiscal. Sua responsabilidade inclui a criação e gestão da empresa.
O mais interessante é que o presidente da MAKO Trading S.A. é um cidadão dos EUA Felix Blitshteyn. Esta pessoa consta até dos jornais ukrainianos. Anteriormente ele foi presidentee do conhecido Leman Commodities S.A. Companhia fundada em 1997, com volume de negócios de vários bilhões de dólares. Em 2005, 100% de suas ações foram adquiridas pelo grupo CKM (System Capital Management, SCM) de Rinat Akhmetov. Esta empresa, desde 2007 passou a chamar-se Metinvest International S.A. e é responsável pela venda de metal, produzido por Akhmetov, no mundo todo. Atualmente esta empresa é dirigida por Marian Maximovich. Curiosamente, um membro do Conselho da Metinvest International S.A. é o suiço Josef Ridveh que é fundador da Audioconsult S.A., cuja funcionária é a secretária da "MAKO".
Voltemos a Ukraina. A "MAKO - Trading" de Donetsk, fundada por Oleksandr Yanukovych para comércio de combustíveis, também tem o dirigente Konstiantyn Kokarev. Esta pessoa também nos levará a Akhmetov. No sistema de divulgação do mercado de ações há a informação de que Kokarev não é uma pessoa estranha à indústria de carvão. Sua carreira ele começou como carvoeiro em Donetsk. Depois trabalhou na ZAT "ARS" (ZAT - Companhia Acionária Fechada) que é controlada pelo deputado-regional Serhii Kyi, próximo a Akhmetov. Kokarev chegou a posição nos conselhos de supervisão de duas empresas de coque - VAT "Donetskkoks" (VAT - Companhia Acionária Aberta) e VAT "Zaporizhkoks". Ambas empresas estão na área de influência de Akhmetov. Por exemplo, agora o maior acionista do "Zaporizhkoks" é a companhia holandesa Metinvest B.V. E como se viu, na Holanda também apareceu a "MAKO".
 
"MAKO" holandesa
Metinvest B.V. é a empresa mãe de todo o império metalúrgico de Rinat Akhmetov. 71% das ações pertencem ao grupo SKM (System Capital Management), e 23% - "Holding Smart" a Vadym Novynskyi". Esta empresa holandesa de Akhmetov está registrada em Haia, Alexanderstraat 23, 2514 JM. Lá também encontra-se a companhia de gestão da "Metinvest" - ITPS (Holanda) B.V. (empresa jurídica que trabalha com otimização fiscal). Por que isso é importante? A "Verdade Ukrainiana" tem documentos que mostram que, neste mesmo endereço, em 27.10.2011 foi registrada a empresa MAKO Holding B.V.
Como no caso suiço, seu nome coincide com o ukrainiano PrAT "MAKO Holding (PrAT - Sociedade Acionária Privada) 100% das ações pertencem a Oleksandr Yanukovych. A seguir - ainda mais interessante. O MAKO holandês registrou a empresa suiça Life AG da cidade Zarnen, cujo diretor é. . . Felix Blitshteyn. Aquele mesmo Blitshteyn que dirige a MAKO suiça e antes era representante da empresa de corretagem do metal de Akhmetov na bolsa de valores. Além disso, Blitshteyn foi oficialmente nomeado segundo diretor da segunda MAKO Holding B.V. E primeiro diretor dessa empresa tornou-se . . . ITPS (Holanda) B.V., que opera "Metinvest" Akhmetov - Novinsky.
Infelizmente, não conseguimos descobrir qual é o objetivoo oficial da criação da MAKO de Haia. No entanto, uma idéia, para quê são necessárias as companhias na Holanda vão nos ajudar os juristas que dirigem a empresa de Akhmetov e "MAKO"
Para quê?
O site da ITPS (Holanda B.V. informa que a missão de advogados holandeses é a prestação de serviços na área de planejamento fiscal internacional e estruturas projetadas para otimização do imposto de renda. E até pode ser encontrado o portfólio de produtos ITPS do planejamento tributário na Holanda. À Ukraina há um slide, que explica porque às empresas ukrainianas não é vantajoso trabalhar diretamente com as empresas do offshore das ilhas Virgens Britânicas. Os advogados holandeses argumentam que, desta forma, terão que ser pagos impressionantes impostos percentuais e propõem o esquema de trabalho da companhia holandesa - de Chipre - das Ilhas Virgens. Então não haverá pagamento de imposto.
Em geral eles estão certos. Afinal, desde 1996, Ukraina e Holanda têm a convenção que evita dupla tributação. Há um acordo semelhante entre Ukraina e Suiça. Assim, as grandes empresas têm inúmeras oportunidades para evitar o pagamento de impostos.
A "Verdade Ukrainiana" dirigiu-se ao serviço de imprensa do "MAKO" ukrainiano com o pedido de confirmar se Oleksandr Yanukovych é relacionado com o "MAKO" holandês e o suiço. Recebemos a seguinte resposta:
"As empresas MAKO Holding B.V. e MAKO Trading S.A. criadas por iniciativa de Oleksandr V. Yanukovych são de sua propriedade.
A empresa MAKO Holding B.V. foi criada para encontrar e explorar novas tecnologias de nível europeu, estabelecimentos de vínculos com parceiros europeus e criação de novas indústrias na Ukraina com base na mais moderna tecnologia atual, com investimentos estrangeiros.
A empresa MAKO Trading S.A. foi formada para encontrar novas oportunidades de vendas no mercado europeu de produtos produzidos na Ukraina.
Atualmente as empresas não tem propriedade na Ukraina".
 
Nos meios de comunicação ukrainianos regularmente aparecem informações sobre somas de bilhões de propostas estatais de carvão. Essas propostas regularmente ganham as empresas que, de um ou outro modo estão ligadas à "família".
Mas, até agora não houve nenhuma informação oficial sobre os negócios de Oleksandr Yanukovych associados à venda de carvão. Agora ele administra uma empresa especializada.
Há um outro aspecto. Enquanto o fisco estatal encabeçado pelos "amigos da família" assiduamente implanta o slogan "pague impostos e durma tranquilamente", a própria "família" utiliza os serviços de advogados que ajudam evitar o pagamento dos mesmos.
E esses padrões são criados por pessoas que têm longa e frutífera cooperação com o homem mais rico do país. O que completamente evidencia o pensamento persuasivo "Viktor Yanukovych e Rinat Akhmetov - é a mesma coisa.
Tradução: Oksana Kowaltschuk

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

YULIA TYMOSHENKO GANHOU PRÊMIO DO PAPA

Tymoshenko recebeu prêmio do Papa Bonifácio VIII
Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 21.10.2012 e Internet
A Associação Cultural Cívica "Academia Bonifaciana" de Anagni entregou a Eugênia Tymoshenko, filha de Yulia Tymoshenko, no sábado, em Roma, o prêmio internacional Bonifácio VIII, concedido à sua mãe.

A ex-primeira-ministra agradeceu pelo prêmio em sua carta ao presidente da Academia Sante de Angelis, ao presidente do Comitê Científico Franco Croce, ao bispo titular de Potenza Piceno, informa o site pessoal da Tymoshenko.

"O prêmio Bonifácio VIII para mim - é um poderoso símbolo de perseverança para alcançar os objetivos de alto valor à minha nação. E a prisão não me obrigará a desistir desse caminho, render-me diante da ilegalidade e descarada arbitrariedade, interromper ou até enfraquecer a luta", - escreveu Tymoshenko em sua carta.

A ex-primeira-ministra está convencida, de que a atribuição do prêmio internacional Bonifácio VIII é um importante ato de solidariedade com a nação ukrainiana, com a sua luta contra a desonesta ditadura, com as suas aspirações européias e de liberdade.

A ex-primeira-ministra sublinhou, que o Papa João Paulo II é seu modelo de firmeza e dignidade humana.

O prêmio "Bonifácio VIII é concedido pela Academia Bonifaciana de Anagni àqueles personagens ilustres, nacionais e internacionais, que promoveram os valores da paz e da convivência entre os Povos, seguindo o exemplo do Pontífice Bonifácio VIII, Bento Caetani, originário de Anagni e idealizador, no ano 1300, do primeiro Ano Santo da história da Cristandade.
 
Tradução: Oksana Kowaltschuk
 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

NOTÍCIAS DE LUTSENKO e INVASÃO DE PRIVACIDADE DE TYMOSHENKO

Notícias sobre Lutsenko
Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana)

11.10.12: Lutsenko, segundo a penitenciária, foi examinado no hospital de Chernihov. De acordo com os resultados preliminares, doenças que exigiriam internação não foram identificadas. A esposa Iryna, anteriormente, referiu-se ao agravamento da saúde do ex-ministro.
À noite. ela falou ao telefone com seu marido, e ele nada sabia sobre a realização de seus exames médicos no hospital de Chernihov.
Lutsenko está necessitando tratamento hospitalar. Suas doenças exigem sérios exames e tratamento.

"Como já noticiado, os especialistas do MOZ (Ministério da Saúde da Ukraina), de acordo com os exames durante a permanência na prisão de Kyiv, diagnosticaram cirrose do fígado (criptogênica, estágio A e sintomas de hipertensão portal), varizes no esôfago, fígado gorduroso, erosão hemorrágica associada a gastrite, doença diverticular e intestino sigmóide. Além disso foi diagnosticada hepatite viral "TTV", complicações na forma de lesão hepática crônica e uma série de doenças graves", segundo os advogados.

"Eu não estou surpresa com a mentira da vez sobre o "estado de saúde satisfatório de meu espôso", diz Iryna, porquanto estou certa do contrário - exames médicos não foram realizados. Tudo resumiu-se a uma "excursão" ao hospital de Chernihov" - disse Iryna.

15.10.12: Iryna Lutsenko, numa conferência à imprensa declarou que seu marido teve agravamento da doença mas não recebe medicamentos, nem mesmo para a diminuição das dores, e ainda é obrigado a trabalhar. Se o médico o dispensa do trabalhoo, ele não anota na ficha do prisioneiro, então este recebe reprimenda, o que o prejudicará na obtenção da liberdade condicional. No hospital de Chernihov Lutsenko não concordou com a punção do fígado porque não seria internado no hospital e, voltar à colônia seria perigoso. Iryna pensa que os médicos estão sendo pressionados, porque o diagnóstico sobre a saúde apareceu apenas após três dias e o tratamento prescrito é apenas medicamentoso.

18.10.12: Lutsenko, sobre a escolha do dia 28 de outubro: imperfeição ou máfia. A escolha não é entre os partidos, a escolha é entre a democracia imperfeita e a máfia consumada. "A democracia pode e deve ser criticada. Ela pode, até mesmo ser dispensada. A máfia deve ser vencida. Esta é única meta destas eleições, e que, de fato, pode ser alcançada. Votar no Partido das Regiões e seus satélites do Partido Comunista significa continuação do banditismo no país, saqueamento do orçamento do Estado e entrega de interesses nacionais. Somente aquele que, no dia 28 de outubro votar contra a máfia, tem direito esperar por uma vida melhor! - concluiu Lutsenko.

19.10.12: A esposa de Yurii Lutsenko diz que o serviço penal mentiu ao embaixador dos EUA ao negar-lhe um encontro com Lutsenko.
"Na semana passada um funcionário da Embaixada dos EUA dirigiu-se a mim dizendo que o Serviço Penitenciário voltou a negar uma reunião com Lutsenko, dizendo que Lutsenko já havia esgotado o limite de visitas de curta duração no mês de outubro. Mas, na verdade, Lutsenko ainda não teve nenhum encontro". Iryna também disse que a condição de seu marido é "ruím-estável". "Ele foi submetido a alguns exames, confirmaram que há problemas sérios com o pâncreas, o fígado aumenta, úlceras e erosões permanecem. Disseram que "vivo, saudável" e pode continuar na colônia penal (é uma expressão usada pelos ukrainianos no bom sentido, mas aqui ela foi usada com ironia - OK).


Notícias sobre Tymoshenko

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana)

14.10.12: Os médicos alemães da Clínica "Charité" Carl Lutz Aynkhoypl, Harms e Annete Raysshauer visitaram Tymoshenko.
Segundo o médico Aynkhoypl, as visitas de parentes, amigos, advogados e representantes de delegações internacionais auxiliam na melhoria do tratamento. O estresse da paciente é devido ao medo de estar implicada em novos processos, onde serão apresentadas novas infundadas alegações.

15.10.12: A questão da UES (Sistemas de Energia Unificada da Ukraina) e Tymoshenko foi adiada para 13 de novembro. Tymoshenko tem se recusado a comparecer perante o tribunal. Já seu advogado quer a suspensão do processo até a completa recuperação da Tymoshenko, de acordo com o pronunciamento médico neste sentido.

16.10.2012: Difundiram um vídeo da câmara da Tymoshenko. Na internet apareceu um vídeo montado com cenas das câmeras de observação, no qual movimenta-se uma mulher parecida com Tymoshenko. A mulher anda com um andador, ou sem, ou sentada à mesa, nem sempre apoiando-se no encosto da cadeira e com touca de banho na cabeça. Também ela executa exercícios físicos deitada na cama.
O partido "Pátria" declarou que Yanukovych ultrapassou as normas da moral. Para advogado Vlasenko a essência desta provocação está no intento simples dos seguidores ukrainianos de Goebbels: montar quadros reais e deliberados, misturar a mentira com a verdade. "Ao mesmo tempo surge uma pergunta legítima à direção penitenciária: de onde surgiram as filmagens da câmara hospitalar, porque de acordo com a sua declaração não haveria registros no hospital, principalmente durante a ação terapêutica?" - questionam os partidários da Tymoshenko.

A resposta é simples: a nós, e a toda sociedade, mais uma vez mentiram. Chamamos a atenção da comunidade democrática internacional para a vigilancia inadmissível durante 24 horas a Tymoshenko, imoralidade e ilegalidade de tais ações. As câmeras estão instaladas não somente na ala hospitalar, mas também no banheiro e no chuveiro, e as imagens publicam-se na internet e TV" - diz o comunicado.

19.10.12: Yulia Tymoshenko pede para parar o tratamento e transferi-la para colônia. Ela recusa-se ao tratamento sob vigilância constante e confirma a autenticidade do último vídeo postado na internet. "Eu comunico, que recuso-me de tal "tratamento" sob as câmeras de vídeo para transmissão na internet e na TV, que mais parece na permanência com torturas do Gulag. Nestas condições não curam, mutilam", disse ela.
"Eu exijo devolver-me à colônia na condição que estou. Vou tratar-me em liberdade, quando os Senhores não poderão espiar-me pelo buraco da fechadura", - acrescentou ela.
"Uma boa parte de consultas médicas, que tem lugar na sala de tratamento, requer completa remoção de roupas, e as câmeras fixaram isso, e continuam fixando. Numa sala especial, junto à minha câmara estão colocados os monitores dos vídeos de observação, os quais são operados exclusivamente por oficiais do sexo masculino, que trabalham na colônia.

Tymoshenko disse, que os trabalhadores da colônia, após a publicação das filmagens na TV deram-lhe a localização do plano exato de todas as câmeras: três das quais estão instaladas na sala de reuniões confidenciais com os defensores, duas na cabine do chuveiro e uma sobre cada vaso sanitário".

Ela acusou o presidente Yanukovych pela instalação das câmeras, instaladas por sua instrução pessoal, e informação delas Yanukovych recebe pessoalmente, quase que todos os dias.

"O que vós fazeis com esses filmes? Vedes sozinho ou em alegre companhia? Talvez, vós recebeis, da observação do oponente político-mulher nua, mais auto-confiança em si e suas oportunidades políticas?" - perguntou Tymoshenko.

"Possivelmente vós desfrutais de tão específico poder sobre o seu adversário político e vós sentis, graças a isso, mais forte e mais bem sucedido?" acrescentou.

"Se a todas estas perguntas vós respondestes positivamente, então Viktor Yanukovych, - vós necessitais, imediatamente e anonimamente tratar-vos, porque isto pode passar a um estágio crônico" - disse Tymoshenko.

A autenticidade deste vídeo Tymoshenko confirmou em sua carta.
 
Tradução: Oksana Kowaltschuk
Video formatação: AOliynik
Fonte das imagens: YouTube
 
A INVASÃO DE PRIVACIDADE