segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

NOVAS SANÇOES CONTRA RÚSSIA

Canadá introduz novas sanções contra a Rússia


Canadá introduz novas sanções contra a Rússia

26 de janeiro de 2015 14:55
Canadá vai introduzir sanções adicionais contra a Rússia por causa de descascar bairro residencial de Mariupol, o que resultou em numerosas vítimas.
O ministro do Comércio Internacional do Canadá Edward em uma rápida reunião em Kiev na segunda-feira, informa Gazeta.ua, "Em conexão com a tragédia em Mariupol Canadá decidiu introduzir medidas adicionais contra a Rússia Faremos isso em cooperação com nossos aliados - Estados Unidos e a UE. Estamos indignados pelos acontecimentos em Mariupol e indignados que a agressão russa contra a Ucrânia. Nós estaremos juntos com o povo ucraniano e forneceremos todo o apoio necessário para a Ucrânia que retornou à vida civil e tornou-se um país próspero," 
Fonte: Castelo Alto.

domingo, 25 de janeiro de 2015

GUERRILHEIROS RUSSOS ATACAM MARIUPOL NA UCRÂNIA






Ataque contra Mariupol rasga cessar-fogo que nunca saiu do papel


Cerca de 300 mortos nos últimos 15 dias, ataques com rockets contra escolas, paragens de autocarro e blocos de apartamentos. É cada vez mais difícil salvar o que resta do Sudeste ucraniano.
Corpos espalhados pelas ruas, uns cobertos com lenços a tapar-lhes a face, outros mais expostos, com marcas visíveis da devastação provocada por uma tempestade de rockets que se abateu sobre um jardim-de-infância, uma escola e blocos de apartamentos na cidade ucraniana de Mariupol, na manhã de sábado [24].
As imagens que circulam pela Internet mostram aquilo a que só alguns discursos políticos mais desesperados teimam em fugir: se é verdade que o cessar-fogo assinado em Setembro do ano passado entre representantes do Governo de Kiev e dos rebeldes pró-russos nunca chegou a ser cumprido na totalidade, agora já não há dúvidas de que a guerra no Leste da Ucrânia voltou a atingir um pico de violência extrema. Não são ataques, não é um conflito: é uma guerra que já fez quase cinco mil mortos, cerca de 300 nos últimos 15 dias. [A imprensa continua a desinformar o mundo criminosamente. Não existem "rebledes pró-russos" o que existe são guerrilheiros mercenários russos infiltrados no território ucraniano atuando como se fossem ucranianos pró-Rússia. De onde vem as armas? Como a população civil sabe usá-las tão bem? - O Editor.]
No domingo, os observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) foram a Mariupol tentar perceber o que aconteceu, e quem terá sido responsável pela morte de pelo menos 30 civis, num ataque comrockets Grad e Uragan, que caíram sem parar durante 35 segundos em tudo menos em alvos militares.
O local mais atingido foi a rua Olimpiiska e a sua área circundante, a pouco mais de oito quilômetros do centro da cidade, mas a apenas 400 metros de um posto de controle das Forças Armadas da Ucrânia.
"A missão observou múltiplos impactos em edifícios, lojas, habitações e numa escola. Os observadores [da OSCE] viram automóveis em chamas e janelas estilhaçadas na parte virada para Nordeste de um edifício de apartamentos com nove andares. Os observadores contaram 19 ataques com rockets, mas estão certos de que houve mais", lê-se no relatório.
A linguagem da OSCE é cuidadosa, mas ainda assim aponta as palavras na direção dos rebeldes pró-russos: "De acordo com a análise dos impactos, osrockets Grad foram lançados de uma posição a Nordeste, na área de Oktiabr (19 quilômetros a Nordeste da rua Olimpiiska), e os rockets Uragan foram lançados de uma posição a Leste, na área de Zaishenko (15 quilómetros a Leste da rua Olimpiiska), ambas controladas pela 'República Popular de Donetsk'" – as aspas estão no original.
Rebeldes acusam Kiev
Alexander Zakharshenko, o líder da autoproclamada República Popular de Donetsk, garante que não – para o rebelde pró-russo, os rockets que caíram na cidade portuária de Mariupol foram lançados pelo Exército ucraniano, com o objetivo de atrair para lá as forças rebeldes, que estão concentradas em defender a conquista do aeroporto internacional de Donetsk.
"Até agora, não estávamos a realizar nenhuma operação nas imediações de Mariupol. Estamos a poupar esforços", disse Zakharshenko, citado pela agência russa RIA-Novosti. Mas agora a estratégia vai mudar, disse o líder rebelde: "Depois de Kiev ter decidido culpar-nos pelo seu ataque com rocketsGrad contra áreas residenciais em Mariupol, dei ordens para que as posições dos militares ucranianos a Leste de Mariupol sejam suprimidas."
O líder dos rebeldes garantiu ainda que os habitantes de Mariupol não têm nada a temer – ao contrário do que tinha sido avançado por várias agências internacionais no sábado, citando o próprio Alexander Zakharshenko, as forças pró-russas garantem agora que não têm qualquer intenção de lançar um ataque para conquistar a importante cidade portuária.
Enquanto dezenas de civis morrem por estes dias nas ruas de cidades como Mariupol e Donetsk (onde um ataque com rockets matou 13 civis na semana passada), a União Europeia (UE) marcou uma reunião extraordinária para a próxima quinta-feira. O anúncio foi feito no Twitter por Federica Mogherini, responsável pela política externa da UE.
Mogherini disse também que os rockets lançados contra zonas civis em Mariupol vão fragilizar ainda mais as relações da UE com a Rússia, acusada por Kiev e pela NATO de alimentar as forças rebeldes com quase 10.000 combatentes, a que Moscou chama "voluntários". Na mesma declaração, a italiana voltou a pedir a Moscou que exerça "a sua influência sobre os líderes separatistas e que ponha fim a qualquer forma de apoio militar, político ou financeiro".
Neste domingo, foi a vez do ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, de fazer um pedido a Federica Mogherini, numa conversa telefônica – para além de reiterar a posição de Moscovo de que o Presidente Vladimir Putin nunca ordenou o envio de tropas russas para o Leste da Ucrânia, Lavrov pediu a Mogherini que exerça a sua influência sobre o Governo de Kiev para que todas as partes se voltem a sentar à mesa de negociações, culpando o Exército ucraniano pelas dezenas de mortes entre a população civil nos últimos dias.



sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

RETROSPECTIVA 2014

O ano em que fanou a imagem de Vladimir Putin

O passado glorioso dos mártires cristãos inspirou a reação ucraniana
O passado glorioso dos mártires cristãos inspirou a reação ucraniana
Na passagem de 2013 para 2014, vivia-se na Praça Maidan, da capital ucraniana, um clima nobremente condizente com o passado glorioso dos mártires cristãos e oposto ao da conciliação da Igreja com os seus inimigos.

Sob um frio de muitos graus negativos, bispos e sacerdotes dos ritos greco-católico e latino sustentavam espiritualmente a resistência dos ucranianos que não queriam o retorno de um comunismo metamorfoseado na fachada, mas igual na essência; daquele comunismo que tentou liquidar na Ucrânia a Igreja Católica e que exterminou pela fome milhões de camponeses pobres.

Em barracas transformadas em capelas e sob a égide de uma imagem de Nossa Senhora de Fátima, esses sacerdotes católicos rezavam a Missa, batizavam, confessavam, não raras vezes sob as balas e os ataques da polícia do regime pró-Rússia (“La Croix”, 17-1-14). 

sábado, 10 de janeiro de 2015

MILHARES DE NACIONALISTAS DESFILAM EM KIEV

 
Vários milhares de apoiantes da da direita ucraniana desfilaram em Kiev para comemorar o aniversário do antigo líder nacionalista Stepan Bandera, nascido há 106 anos.
Personagem controversa na Ucrânia, Bandera é visto por alguns como herói nacional e símbolo da luta pela independência da antiga-república soviética, enquanto outros o acusam de ter colaborado com os nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.
O desfile foi organizado por duas formações da direita ucraniana. Valentina Barchiuk, economista e membro do partido Svoboda, defende que Bandera “já dizia que a Rússia era o inimigo e hoje vemos que é exatamente assim, pois atacou a Ucrânia independente e provou que as suas palavras eram verdade”.
A marcha decorre este ano num contexto de crise no leste do país, onde há vários meses grupos separatistas pró-russos combatem o Exército ucraniano depois de terem autoproclamado duas repúblicas independentes nas regiões de Donetsk e Lugansk.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Kiev e rebeldes avançam para nova tentativa de pôr fim à violência

Decretado “dia do silêncio” para a próxima semana que vai servir para avaliar possibilidade de cessar-fogo permanente no Leste.

 Conflito na Ucrânia já fez 4300 mortos desde Abril ANATOLII STEPANOV / AFP
É a mais recente tentativa de travar a violência no Leste da Ucrânia. Na próxima terça-feira vai ser declarado um “dia do silêncio”, que deverá marcar o fim das hostilidades entre o exército e as forças separatistas pró-russas. Porém, no terreno os confrontos permanecem e as várias quebras de acordos de cessar-fogo anteriores trazem incerteza quanto à validade das tréguas.

O anúncio foi feito pelo Presidente, Petro Poroshenko, através de um comunicado publicado quinta-feira no seu site. A notícia foi confirmada pelo lado separatista, através do presidente do parlamento da autoproclamada República Popular de Donetsk, Andrei Purguine.

O acordo foi alcançado no âmbito do grupo de contacto mediado pela Organização para a Cooperação e Segurança na Europa (OSCE) e que conta com representantes do Governo de Kiev, das forças rebeldes e da Rússia. Tratou-se de um compromisso “oral”, contou à AFP uma fonte separatista, e para isso contribuiu o facto de os dois lados estarem “cansados dos tiros sem qualquer sentido”.

Desde 5 de Setembro – data em que foi assinado um acordo de cessar-fogo em Minsk – que têm sido ensaiadas várias tentativas de pôr fim à violência, sempre sem sucesso. O memorando de Minsk previa o recuo de 15 quilômetros do armamento pesado ao longo da linha da frente, de forma a criar uma zona-tampão. Porém, os confrontos continuaram, sobretudo na área do aeroporto de Donetsk e em zonas urbanas de Lugansk. Durante o período do cessar-fogo que não o chegou a ser morreram mais de mil pessoas, no total das mais de 4300 vítimas mortais do conflito iniciado em Abril.

Com o falhanço reconhecido do acordo de Minsk, os intervenientes no conflito foram tentando implementar tréguas sectoriais. Na segunda-feira, foi anunciado um cessar-fogo na área do aeroporto de Donetsk e um acordo “de princípio” para o fim das hostilidades em Lugansk a vigorar dias depois.

Mas o desenvolvimento no terreno rapidamente dissipou qualquer esperança nos acordos firmados. Bombardeamentos esta quinta-feira provocaram a morte de um homem e feriram a sua mulher num distrito de Donetsk, controlado pelas forças rebeldes, segundo a Reuters. As forças armadas ucranianas comunicaram a morte de seis soldados e treze feridos, nos combates das últimas horas – um dos balanços mais pesados em semanas. O porta-voz do exército, Andrei Lisenko, afirmou que as forças rebeldes sofreram igualmente “muitas baixas” durante três tentativas em romper as linhas ucranianas.

A persistência dos confrontos abre espaço a um crescente cepticismo e impaciência de parte a parte. “Temos perdas humanas e sofrimento todos os dias”, lamentou o ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros, Pavlo Klimkin, durante uma reunião ministerial da OSCE em Basileia, em que pediu “uma verdadeira implementação” do acordo de cessar-fogo e “não apenas compromissos e palavras”.

O seu homólogo russo, Sergei Lavrov, também em Basileia, fez apelos no mesmo sentido, lembrando que “um cessar-fogo já foi anunciado antes” e que “acabou por diminuir consideravelmente a violência, mas não totalmente”. Lavrov garantiu ainda que o Governo russo irá desdobrar-se em contactos para “persuadir todos a respeitar os compromissos, assim como tudo aquilo que foi acordado em Minsk”. Um fim das hostilidades poderia levar a uma diminuição da escala das sanções económicas actualmente em vigor contra a Rússia.

Terá de se esperar até terça-feira para verificar se não haverá, como até aqui, mais quebras nas palavras dos dois lados do conflito. Ao que tudo indica, o “dia de silêncio” irá servir como um indicador acerca das reais possibilidades para que um cessar-fogo definitivo seja alcançado. Uma fonte próxima da presidência ucraniana, citada pela AFP, esclareceu que, “caso [o dia de tréguas] seja respeitado, o recuo da artilharia pesada será iniciado a 10 de Dezembro”.

Fonte: Publico.pt

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

RENASCE MAIS UMA ARMA CONTRA O COMUNISMO NA EUROPA

Rádio que denunciava o comunismo passa da incompreensão ao louvor


Quando até altos líderes católicos acreditavam no 'fim do comunismo',
a Rádio Svoboda continuou transmitindo
para países sob um comunismo em metamorfose

A Radio Free Europe, também conhecida como Radio Liberty, – ou Radio Svoboda, em russo –, é uma emissora americana que há 25 anos desempenhou um papel relevante na queda do comunismo na Europa Oriental.

Posteriormente, pareceu destinada ao ocaso pelo ilusório desaparecimento do perigo soviético.

Porém, ela hoje está mais ativa do que nunca. O perigo nunca desapareceu; pelo contrário, incubou-se astutamente, mudou os rostos, metamorfoseou-se, e agora está voltando, talvez mais ameaçador do que antes.

Entrementes, antigos “companheiros de viagem” da falida URSS, bem instalados na mídia, nos púlpitos e nos governos, sopraram que o comunismo tinha morrido. 

E um número incontável de ingênuos acreditou nesse cântico adormecedor, baixou a guarda e deixou de pensar no assunto. 

Nos ambientes católicos, onde deveria manter-se alerta o espírito de defesa da religião, perseguida e humilhada durante décadas, muitas pessoas ficaram tomadas pelo torpor.

Agora, após a entrada astuciosa, mas beligerante, de Vladimir Putin em cena, muitos desses ingênuos ou colaboracionistas, que não perceberam a manobra da metamorfose ou agiram como se ela não existisse, acordam desconcertados diante do velho monstro que reaparece para devorá-los.

A Radio Liberty instalada em Praga, continuou, porém a emitir para os países ex-soviéticos, onde a liberdade de imprensa nunca voltou à normalidade básica. E hoje é uma fonte de referência mundial.

“Nós estamos de volta graças a Vladimir Vladimirovitch Putin, porque as pessoas compreenderam subitamente que aquilo que nós fazemos é muito importante”, disse à agência AFP Nenad Pejic, um dos dois principais chefes da rádio. 

Nenad Pejic, um dos dois principais chefes da rádio
Nenad Pejic, um dos dois principais chefes da rádio.
“Nós lançamos por volta de sessenta programas na Ucrânia, alguns visando a Crimeia, outros o leste do país (...) montamos um estúdio de TV em Kiev e criamos uma sólida estrutura lá”, conta Nenad Pejic.

“Em novembro de 2013, a Radio Svoboda transmitiu em direto as manifestações na Praça Maidan em Kiev”, disse a chefe do serviço ucraniano, Maryana Dratch.

Durante o período de metamorfose do comunismo, a referida rádio sofreu cortes orçamentários importantes. Agora, pelo menos os setores ligados à crise ucraniana, estão sendo reforçados. De fato, o “comunismo 2.0” ficou evidente com a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Por ocasião da brutal anexação russa da Crimeia, a rádio criou um site Internet para aquela península em três línguas: russo, ucraniano e tártaro. 

Apenas no mês de agosto, o site em ucraniano recebeu 7,4 milhões de visitas e cadastrou 2,3 milhões de usuários.

No dia 20 de fevereiro 2014, data do massacre dos manifestantes, as visitas atingiram 1,5 milhão, sinal do apoio e do interesse de incontáveis pessoas que acordavam para o velho urso atacando. 

A Radio Svoboda foi fundada em Munique durante a Guerra Fria, mudando-se para Praga em 1995. Ela emite para 21 países em 28 línguas e emprega perto de 1.200 jornalistas, distribuídos entre a sede central e 19 escritórios no exterior. 

Vladimir Putin com vicepresidente dos EUA Joe Biden,
ele próprio da esquerda católica
que fingiu acreditar na 'morte do comunismo'
Seus jornalistas estão tendo muito que sofrer.
“Durante a guerra russo-ucraniana, nós vimos na Rússia uma espécie de histeria patriótica. Até ouvintes habituais começaram a nos enviar comentários muito desagradáveis”, relatou Pejic. Mas a rádio estava na boa direção.

Seus repórteres foram “agredidos, assediados nos locais e viveram seus mais duros momentos. Alguns foram sequestrados em Kiev, Kharkiv, Donetsk e na Crimeia”, contou Dratch, que nasceu em Kiev. 

“Nossos principais correspondentes no leste da Ucrânia tiveram que fugir de Donetsk e Luhansk. Agora temos uma rede de cidadãos-jornalistas que fornecem informações desde os locais controlados pelos separatistas”, acrescentou.

O chefe da redação na Crimeia foi forçado a exilar-se, após sofrer ameaças que lembravam os tempos da KGB, a temível polícia secreta soviética. 

Hoje, “primeiro te chamam para declarar, depois vêm as ameaças verbais, mas se eles veem que continuas, eles vão ameaçar tua mãe, teu pai. E ali é muito duro”, explicou Nenad Pejic.

O primeiro ministro ucraniano, Arseniy Yatsenyouk, durante uma recepção em Kiev para comemorar o 60º aniversário da rádio, fez dela um alto elogio: “Impérios desabaram, muros caíram, ditadores desapareceram, mas a Radio Svoboda existe e continuará a existir, como a liberdade”.

Como teria sido glorioso que elogios análogos pudessem ser feitos a associações católicas, eclesiásticas ou civis, e sobretudo a hierarcas católicos que sabiam e podiam fazer um trabalho semelhante em nome de um mais alto princípio: a Fé de Jesus Cristo!

Fonte: Flagelo Russo.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

SEMANA HOLODOMOR - 82 anos

No dia 22 de novembro pranteia-se na Ucrânia, pelos ucranianos legítimos, as 7 milhões de almas que pereceram de FOME nos anos de 1932-1933, produto da INSANIDADE de um dos maiores PSICOPATAS da história humana: josef stalin, mil vezes maldito!
Mamãe, uma sobrevivente, hoje com 90 anos, lúcida, viveu esta época entre seus 8 e 10 anos de idade sem compreender o que estava acontecendo.
Este artigo, brilhantemente escrito por Thomas Woods, destina-se a relatar às gerações contemporâneas o que foi o HOLODOMOR UCRANIANO, a mais trágica experiência humana jamais vivida por outra naçao do Orbe: MORTE COLETIVA PELA FOME.
O Cossaco.
A fome na Ucrânia - um dos maiores crimes do estado foi esquecido

Por Thomas Woods

comunismo1.jpg
Como ocorre em todos os regimes totalitários, a Rússia bolchevista temia toda e qualquer manifestação de sentimento nacionalista entre aqueles povos que eram reféns do regime.  A propaganda bolchevique relativa aos direitos das várias nacionalidades dentro da esfera de influência da Rússia mascarava o temor do regime em relação ao poder do nacionalismo.
No início de 1918, o líder russo Vladimir Ilitch Lênin tentou impor um governo soviético sobre o povo da Ucrânia, o qual, apenas um mês antes, em janeiro, havia declarado sua independência.  De início, o objetivo de Lênin havia sido aparentemente alcançado.  Esse governo soviético imposto à Ucrânia tentou de imediato suprimir as instituições educacionais e sociais ucranianas; há até relatos sobre a Cheka, uma precursora da KGB, matando pessoas pelo crime de falar ucraniano nas ruas.
Embora o povo ucraniano tenha, ao final de 1918, conseguido restabelecer sua república, essa vitória foi efêmera.  Lênin, sem dúvida, iria querer incorporar a Ucrânia ao sistema soviético de qualquer jeito, porém seu real desejo de assegurar o controle da Ucrânia era por causa de seus grandes recursos naturais.  Em particular, a Ucrânia ostentava o solo mais fértil da Europa — daí o seu apelido de "o manancial da Europa".
Já no início de 1919, um governo soviético havia novamente sido estabelecido na Ucrânia.  Porém, esse novo governo soviético acabou se tornando mais um fracasso.  Todos esses eventos estavam ocorrendo durante a Guerra Civil Russa, e a ajuda de facções rivais contribui para um segundo triunfo da independência ucraniana.
Com esses dois fracassos, o regime de Lênin aprendeu uma valiosa lição.  De acordo com Robert Conquest, autor do livro The Harvest of Sorrow (A colheita do sofrimento), "Concluiu-se que a nacionalidade e a língua ucraniana eram de fato um elemento de grande peso, e que o regime que ignorasse isso de maneira ostentosa estaria fadado a ser considerado pela população como uma mera imposição usurpadora.
Quando os soviéticos adquiriram o controle da Ucrânia pela terceira e última vez em 1920, eles constataram que iriam enfrentar uma contínua resistência e incessantes insurreições a menos que fizessem grandes concessões à autonomia cultural ucraniana.  E assim, pela década seguinte, os ucranianos basicamente não foram incomodados em seu idioma e em sua cultura. 
Porém, uma facção dos comunistas russos se mostrou incomodada com isso, e seguidamente alertava que o nacionalismo ucraniano era uma fonte de intolerável divisão dentro do quadro militar soviético, e que, mais cedo ou mais tarde, a situação teria de ser confrontada de alguma maneira.
Avancemos agora oito anos no tempo.  Em 1928, com Josef Stalin firmemente no poder, a União Soviética decidiu implantar uma política de requisição compulsória de cereais — uma maneira polida de dizer que o governo iria tomar à força todo o cereal cultivado pelos camponeses, pagando em troca um preço fixado arbitrariamente pelo governo, muito abaixo dos custos de produção.  A liderança soviética, em decorrência tanto de informações equivocadas quanto de sua típica ignorância dos princípios de mercado, havia se convencido de que o país estava no limiar de uma crise de escassez de cereais.  A requisição compulsória funcionou, mas apenas no limitado sentido de que forneceu ao regime todo o volume de cereais que ele julgava ser necessário.  Porém, tal política solapou fatalmente a confiança futura dos camponeses no sistema.  Durante a Guerra Civil Russa, em 1919, para tentar combater a fome da população urbana, Lênin havia confiscado em escala maciça os cereais de vários camponeses, que foram chamados de especuladores e sabotadores.  Agora em 1928, a possibilidade de novos confiscos, algo que os camponeses imaginavam ser apenas uma aberração bárbara da época da Guerra Civil, passaria a ser uma constante ameaça no horizonte.
Os camponeses, naturalmente, passaram a ter menos incentivos para produzir, pois sabiam perfeitamente bem que, dali em diante, os frutos de seu trabalho árduo poderiam ser facilmente confiscados por um regime sem lei — o mesmo regime que havia prometido aos camponeses, quando da promulgação da NEP em 1921, que eles poderiam produzir e vender livremente.
Foi apenas uma questão de tempo para que o regime decidisse embarcar em um amplo programa de coletivização forçada das propriedades agrícolas, uma vez que a abolição da propriedade privada da terra era um importante aspecto do programa marxista.  Os camponeses despejados foram enviados bovinamente para enormes fazendas estatais.  Essas fazendas iriam não apenas satisfazer as demandas da ideologia marxista, como também iriam resolver o grande problema prático do regime: garantir que uma quantidade adequada de cereais fosse ofertada às cidades, onde o proletariado soviético trabalhava duramente para expandir a indústria pesada.  Fazendas coletivas estatais significavam cereais estatizados.
Alguns especialistas tentaram alertar Stalin de que seus objetivos, tanto industriais quanto agrícolas, eram excessivamente ambiciosos e estavam em total desacordo com a realidade.  Mas Stalin nem queria ouvir.  Um de seus economistas, diga-se de passagem, chegou a afirmar que "Nossa tarefa não é estudar a ciência econômica, mas sim mudá-laNão estamos restringidos por nenhuma lei.  Não reconhecemos leis.  Não há uma só fortaleza que os bolcheviques não possam atacar e destruir."
Paralelamente à política de coletivização forçada implantada por Stalin, ocorreu também uma brutal campanha contra os grandes proprietários de terras, fazendeiros ricos conhecidos como "kulaks", os quais o governo temia liderarem movimentos de resistência contra a coletivização.  Mas era uma fantasia de Stalin imaginar que apenas os kulaks se opunham à coletivização; toda a zona rural estava unida contra o governo.  (Até mesmo o Pravda noticiou um incidente no qual uma mulher ucraniana tentou bloquear a passagem de tratores que estavam chegando para começar a trabalhar nas fazendas coletivizadas; a mulher gritara "O governo soviético está recriando a escravidão!").
Stalin falava abertamente de sua política de "liquidar toda a classe dos kulaks"; eles eram a classe inimiga da zona rural.  Com o passar do tempo, como era de se esperar, a definição padrão de o que constituía um kulak foi se tornando bastante ampla, até finalmente chegar ao ponto em que o termo — e as terríveis penalidades que eram aplicadas a todos aqueles infelizes a quem o termo era aplicado — podia ser aplicado a praticamente qualquer camponês.
Uma historiografia sobre o Partido Comunista, autorizada pelo próprio, relatou que "os camponeses caçaram impiedosamente os kulaks por toda a terra, tomaram todos os seus animais e todo o seu maquinário, e então pediram ao regime soviético para aprisionar e deportar os kulaks."  Como descrição do reino de terror imposto aos kulaks, esse relato não pode nem sequer ser classificado como uma piada sem graça.  O regime, e não os camponeses, é quem perseguiu os kulaks.  No final, de acordo com uma testemunha ocular, para que um homem fosse condenado a um destino cruel, bastava que "ele tivesse pagado algumas pessoas para trabalhar para ele como empregados, ou que ele tivesse sido o proprietário de três vacas."
As quase 20 milhões de propriedades agrícolas familiares que existiam na Rússia em 1929 estariam, cinco anos depois, concentradas em apenas 240.000 fazendas coletivas.  Ao longo de grande parte de toda a história soviética, não era incomum algumas pessoas obterem a permissão para ser donas, em locais distintos, de alguns poucos acres de terra para uso privado.  Quando Mikhail Gorbachev assumiu o poder em 1985, os 2% de terra agrícola que eram propriedade privada produziam nada menos que 30% de todos os cereais do país — uma resposta humilhante para todos aqueles que ignorantemente afirmavam que a agricultura socializada seria mais eficiente que a agricultura capitalista, ou que eles poderiam alterar a natureza humana ou reescrever as leis da economia.
Na mesma época em que Stalin começou a coletivização forçada, em 1929, ele também recriou a campanha contra a cultura nacional ucraniana, campanha essa que estava dormente desde o início da década de 1920.  Foi na Ucrânia que a política de coletivização stalinista deparou-se com a mais ardorosa e violenta resistência — o que não impediu, entretanto, que o processo já estivesse praticamente completo por volta de 1932.  Stalin ainda considerava a contínua e inabalável presença do sentimento nacionalista ucraniano uma permanente ameaça ao regime, e decidiu lidar de uma vez por todas com aquilo que ele via como o problema da 'lealdade dividida' na Ucrânia.
A primeira etapa de sua política foi direcionada aos intelectuais e personalidades culturais da Ucrânia, milhares dos quais foram presos e submetidos a julgamentos ridículos e escarnecedores.  Após isso, tendo retirado de circulação aquelas pessoas que poderiam se transformar em líderes naturais de qualquer movimento de resistência, Stalin passou então a atacar o próprio campesinato, que era onde estava o real núcleo das tradições ucranianas.
Mesmo com o processo de coletivização já praticamente completo na Ucrânia, Stalin anunciou que a batalha contra os perversos kulaks ainda não estava ganha — os kulaks haviam sido "derrotados, mas ainda não exterminados."  Stalin começaria agora uma guerra — supostamente contra os kulaks — direcionada aos poucos fazendeiros que ainda restavam e dentro das próprias fazendas coletivas.  Dado que, a essa altura, qualquer pessoa que por qualquer definição cabível pudesse ser classificada como um kulak já havia sido expulsa, morta ou enviada para campos de trabalho forçado, essa nova etapa da campanha soviética na Ucrânia teria o objetivo de aterrorizar os camponeses comuns.  Estes deveriam ser física e espiritualmente quebrados, e sua identidade de seres humanos seria drenada deles à força.
Stalin começou estipulando metas de produção e entrega de cereais, as quais os ucranianos só conseguiriam cumprir caso parassem de se alimentar, o que os faria morrer de fome.  O não cumprimento das exigências era considerado um ato de deliberada sabotagem.  Após algum tempo, e com a produção e entrega inevitavelmente abaixo da meta, Stalin determinou que seus ativistas confiscassem dos camponeses todo o volume de cereais necessário para o governo ficar dentro da meta estipulada.  Como a produção era baixa, os camponeses frequentemente ficavam sem nada.  O desespero se instalou.  Um historiador conta que uma mulher, por simplesmente ter tentado cortar para si um pouco do seu próprio centeio, foi levada presa junto a um de seus filhos.  Após conseguir fugir da prisão, ela coletou, com a ajuda do seu filho, alguns poucos itens comestíveis e foram viver na floresta.  Morreram após um mês e meio.  As pessoas eram sentenciadas a dez anos de prisão e a trabalhos forçados pelo simples fato de colherem batatas, ou até mesmo por colher espigas de milho nos pedaços de terra privada que elas podiam gerir.  Tudo tinha de ser do governo.
Os ativistas comunistas afirmavam que os sabotadores estavam por todos os lados, sistematicamente retendo e escondendo comida, impedindo o abastecimento das cidades, e desafiando as ordens de Stalin.  Esses ativistas invadiam de surpresa as casas dos camponeses e faziam uma varredura no local em busca de alguma comida escondida.  Aqueles ativistas mais bondosos ainda deixavam algum resquício de comida para as famílias, porém os mais cruéis saíam levando absolutamente tudo o que encontravam.
O resultado foi totalmente previsível: as pessoas começaram a passar fome, em números cada vez maiores.  Um camponês que não tivesse a aparência de alguém que estava esfomeado era imediatamente considerado suspeito pelas autoridades soviéticas de estar estocando comida.  Como relata um historiador, "Um ativista comunista, após fazer uma busca minuciosa pela casa de um camponês que não aparentava a mesma fome dos demais, finalmente encontrou um pequeno saco de farinha misturada com casca de árvore e folhas.  O material foi confiscado e despejado em um lago do vilarejo."
Robert Conquest cita o testemunho de outro ativista:
Eu ouvi as crianças... engasgando sufocadas, tossindo e gritando de dor e de fome.  Era doloroso ver e ouvir tudo aquilo.  E ainda pior era participar de tudo aquilo.... Mas eu consegui me persuadir, me convencer e explicar a mim mesmo que aquilo era necessário.  Eu não poderia ceder; não poderia me entregar a uma compaixão debilitante .... Estávamos efetuando nosso dever revolucionário.  Estávamos obtendo cereais para a nossa pátria socialista....
Nosso objetivo maior era o triunfo universal do comunismo, e, em prol desse objetivo, tudo era permissível — mentir, enganar, roubar, destruir centenas de milhares e até mesmo milhões de pessoas...
Era assim que eu e meus companheiros raciocinávamos, mesmo quando... eu vi o real significado da "coletivização total" — como eles aniquilaram os kulaks, como eles impiedosamente arrancaram as roupas dos camponeses no inverno de 1932-33.  Eu mesmo participei disso, percorrendo a zona rural, procurando por cereais escondidos.... Junto com meus companheiros, esvaziei as caixas e os baús onde as pessoas guardavam seus alimentos, tampando meus ouvidos para não ouvir o choro das crianças e a lamúria suplicante das mulheres.  Eu estava convencido de que estava realizando a grande e necessária transformação da zona rural; e que nos dias vindouros as pessoas que viveriam ali estariam em melhor situação por minha causa.
Na terrível primavera de 1933, vi pessoas literalmente morrendo de fome.  Vi mulheres e crianças com barrigas inchadas, ficando azuis, ainda respirando mas com um olhar vago e sem vida.... Eu não perdi a minha fé.  Assim como antes, eu acreditava porque eu queria acreditar.
Em 1933, Stalin estipulou uma nova meta de produção e coleta, a qual deveria ser executada por uma Ucrânia que estava agora à beira da mortandade em massa por causa da fome, que havia começado em março daquele ano.  Vou poupar o leitor das descrições mais gráficas do que aconteceu a partir daqui.  Mas os cadáveres estavam por todos os lados, e o forte odor da morte pairava pesadamente sobre o ar.  Casos de insanidade, e até mesmo de canibalismo, estão bem documentados.  As diferentes famílias camponesas reagiam de maneiras distintas à medida que lentamente iam morrendo de fome:
Em uma choupana, era comum haver algum tipo de guerra entre a família.  Todos vigiavam estritamente todos os outros.  As pessoas brigavam por migalhas, tomando restos de comida umas das outras.  A esposa se voltava contra o marido e o marido, contra ela.  A mãe odiava os filhos.  Já em outra choupana, o amor permaneceria inviolável até o último suspiro da família.  Eu conheci uma mulher que tinha quatro filhos.  Ela costumava lhes contar lendas e contos de fadas com a intenção de fazê-los esquecer a fome.  Sua própria língua mal podia se mover, mas mesmo assim ela se esforçava para colocá-los em seus braços, ainda que ela mal tivesse forças para levantar seus braços quando eles estavam vazios.  O amor vivia dentro dela.  E as pessoas notaram que, onde havia ódio, as pessoas morriam mais rapidamente.  Entretanto, o amor não salvou ninguém.  Todo o vilarejo sucumbiu; todos juntos, sem exceção.  Não restou uma só vida.
Normalmente é dito que o número de ucranianos mortos na fome de 1932-33 foi de cinco milhões.  De acordo com Robert Conquest, se acrescentarmos outras catástrofes ocorridas com camponeses entre 1930 e 1937, incluindo-se aí um enorme número de deportações de supostos "kulaks", o grande total é elevado para entorpecentes 14,5 milhões de mortes.  E, mesmo assim, se apenas 1% dos alunos do ensino médio já tiver ouvido falar sobre esses eventos, isso já seria um pequeno milagre.
Durante o artigo, referi-me várias vezes a Robert Conquest, um excelente historiador da União Soviética.  Conclamo, insisto e exorto qualquer pessoa com interesse nesses eventos a ler seu extraordinário livro The Harvest of Sorrow.  A leitura flui como se fosse um romance — mas a história relatada é excessivamente real.
Fonte: Instituto Ludwig von Mises.