quinta-feira, 18 de setembro de 2014

UCRÂNIA SELA ACORDO COM A UNIÃO EUROPÉIA

Ucrânia e UE selam acordo de associação, Kiev dá mais autonomia ao Leste


Apesar da ratificação do acordo com Bruxelas, a entrada em vigor de uma das suas cláusulas mais importantes – a do comércio livre – foi adiada de Novembro deste ano para Janeiro de 2016.
 
Petro Poroshenko - Presidente da Ucrânia mostra o acordo com a UE
 
O Parlamento ucraniano ratificou nesta terça-feira o Acordo de Associação com a União Européia, numa cerimônia "histórica e sem precedentes" realizada em simultâneo com a votação no Parlamento Europeu (PE).
O momento era histórico e o Presidente da Ucrânia não poupou nas palavras. "Quem está disposto a morrer pela Europa?", perguntou Petro Poroshenko no seu discurso perante os deputados do Parlamento ucraniano, transmitido em direto e acompanhado pelos eurodeputados em Estrasburgo.
A cerimônia estava marcada para as 10h GMT (11h em Portugal continental) e o presidente do PE, Martin Schulz, não se atrasou um minuto.
"Dois parlamentos a votar em simultâneo é um procedimento histórico e sem precedentes, algo que nos deve deixar orgulhosos", disse Schulz, recebendo os aplausos de muitos dos 697 eurodeputados presentes no momento da votação.
As palavras de Martin Schulz em Estrasburgo e de Petro Poroshenko em Kiev não ocuparam mais de 20 minutos, e a votação final nos dois parlamentos acabou por falar mais alto do que qualquer discurso. Na Ucrânia, os 355 deputados presentes votaram a favor da ratificação do acordo; em França, 535 disseram "sim", 127 disseram "não" e 35 disseram que não queriam dizer nem uma coisa nem outra.
O ambiente em ambos os parlamentos foi de festa, com Martin Schulz a ser várias vezes interrompido com aplausos, tanto em Estrasburgo como em Kiev. "O Parlamento Europeu sempre defendeu a integridade e a soberania da Ucrânia e continuará a agir da mesma forma", disse.
Do outro lado o Presidente ucraniano dramatizava o discurso e lembrava as dezenas de pessoas que morreram durante os protestos na Praça da Independência, em Kiev, e as várias centenas que foram mortas durante a guerra no Leste do país, enquanto lutavam nas fileiras do Exército ucraniano: "Nenhuma nação pagou um preço tão elevado para se tornar européia." De acordo com os números das Nações Unidas, desde o início da guerra, em Abril, morreram cerca de 2700 pessoas e centenas de milhares procuraram refúgio em outras zonas da Ucrânia e na Rússia.
O grito que serviu de ponto final à intervenção de Petro Poroshenko reforçou a mesma idéia: "Glória à Ucrânia. Glória à União Européia."
O Acordo de Associação assinado nesta terça-feira obriga a Ucrânia a aprovar um conjunto de reformas que ponha o país no caminho certo para a adesão e foi em tom de aviso que o Presidente ucraniano se dirigiu aos deputados. "A União Européia só quer uma coisa: reformas. A situação atual não pode servir de desculpa para não agirmos. Vamos fazer tudo em conjunto – Presidente, Governo, Parlamento", disse Poroshenko, numa referência às divisões em Kiev sobre a melhor forma de pôr fim à guerra no Leste e recuperar o país.
Comércio livre adiado
Apesar da ratificação do acordo, a entrada em vigor de uma das suas cláusulas mais importantes foi adiada de Novembro deste ano para Janeiro de 2016. A decisão de adiar o acordo de comércio livre entre a Ucrânia e os países da União Européia foi tomada em conjunto com a Rússia, no final da semana passada.
Na base deste adiamento está o argumento de Moscou de que o seu mercado seria inundado por produtos baratos provenientes da União Européia e exportados depois pela Ucrânia.
O adiamento desta importante parte do Acordo de Associação foi entendido em Kiev como uma vitória da Rússia e levou à demissão do vice-ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Danilo Lubkivski. Também a oposição ao Presidente Petro Poroshenko fez saber que irá discutir este assunto na campanha para as eleições antecipadas de Outubro.
Em linha com o que tinha prometido quando se candidatou à Presidência, o chefe de Estado ucraniano anunciou a dissolução do Parlamento em finais de Agosto, marcando eleições antecipadas para Outubro – Petro Poroshenko considera que a atual composição do Parlamento, que vem dos tempos do Presidente Viktor Yanukovych, está a bloquear a aprovação de leis que ele considera essenciais para o desenvolvimento do país.
A recusa do antigo Presidente Viktor Yanukovych em assinar o Acordo de Associação com a União Européia, em Novembro do ano passado, esteve na base das primeiras manifestações em Kiev, que levariam à sua deposição, em Fevereiro, e à ocupação de edifícios governamentais por milícias pró-russas nas províncias de Donetsk e Lugansk, em Abril.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

MILICIANOS ESPANHÓIS NO LESTE DA UCRÂNIA

Milicianos pró-russos viriam para América Latina

Milicianos espanhóis viriam para América Latina
Milicianos espanhóis viriam para América Latina
O jornal “El Mundo”, de Madrid, entrevistou dois milicianos espanhóis que lutam no “Batalhão Vostok”, no leste da Ucrânia, por causa das afinidades do grupo separatista com as crenças comunistas.

Ángel Arribas Mateo, 22, é de Cartagena e tem tatuada a imagem de Lenine no braço direito e a de Stalin no esquerdo. 

Rafael Muñoz Pérez, 27, é das Astúrias. Os dois ingressaram como voluntários na milícia pró-russa mais violenta e sanguinária.

Eles receberam instrução militar no local e estão adquirindo experiência de combate. Ostentando a bandeira da II República espanhola da Guerra Civil 1936-1939, eles repetem a todos o slogan comunista “No pasarán”.

Ángel frequentou a juventude do Partido Comunista dos Povos da Espanha (PCPE) e o Partido Comunista (PCE), que faz parte da Izquierda Unida, representada no Parlamento espanhol. 

Rafael e Ángel partilham a visão marxista-leninista do mundo, e por isso decidiram se unir aos separatistas guiados por Moscou.

“Não temos passagem de retorno”, dizem, mas reconhecem que a situação militar está ruim para os pró-russos e, se piorar, já pensam em fugir para a Rússia e depois seguir para Cuba e/ou Venezuela.

Quando conseguiram entrar no território rebelde e se apresentaram como “comunistas espanhóis”, foram aclamados pelos terroristas do “Vostok”.

Sem conhecer a língua local, estreitavam efusivamente as mãos daquela brigada internacional e bradavam: “No pasarán!”.

Para eles, trata-se de vingar a Guerra Civil espanhola, perdida por seus pais e avôs. 

Os dois foram criados no clima de distensão e anestesia que dominou Espanha nas últimas décadas. Por isso, foi uma surpresa quando pegaram em armas de guerra e começaram a treinar.

“Entrarei em combate, se for necessário, contra os bastardos fascistas”, disse Ángel. Para eles, o maior sinal de amizade dos terroristas foi ter-lhes fornecido modernas Kalashnikovs.

Ángel e Rafael foram visitar a estátua de Lenine e os monumentos soviéticos que estão sendo derrubados nas cidades livres da Ucrânia.

Fanatismo comunista-republicano os levou para Ucrânia e os traria para América Central ou do Sul
Fanatismo comunista-republicano os levou para Ucrânia
e os traria para América Central ou do Sul
Para se distinguirem dos milicianos provenientes de países tão diversos como a Chechênia ou a Sérvia, eles costuraram a bandeira da Segunda República, que ostentam, na bandeira comunista vermelha com a foice e o martelo.



Ambos dizem estar orgulhosos, porque em Donetsk “não há polícia, mas não há problema algum (sic!). Sou comunista, mas se isto é anarquismo, eu troco”, brinca Ángel, com uma linguagem orwelliana. 

É claro que, se há “problema”, são os saques e crimes praticados por seus colegas de milícia. E se um cidadão resistir, pode acabar na fossa comum. É assim como está sendo feita a paz na anarquia comunista!

Perguntado pelo jornalista sobre o que fariam se a rebelião fracassar apesar do ingente apoio de Putin, Rafael responde:

— Não sei o que dizer. Eu imagino que se a resistência sucumbir, não pensamos nos imolar. Se virmos que isto está perdido, vamos embora, diz Rafael.

Ángel está muito à vontade no “Vostok”, e acrescenta: “Se ganharmos a guerra, eu ficaria vivendo aqui. Ofereceram-nos até casa e carro próprio”, obviamente confiscado à ponta de Kalashnikov.

Porém, os dois reconhecem que a realidade não parece prometer a realização desse desejo. O exército ucraniano está rodeando a cidade, as bombas atingem os ninhos rebeldes e os milicianos já não podem sair para treinar.

As noites são difíceis: quando bombardeiros e drones sobrevoam o quartel, todos pulam para fora do prédio, com medo de serem sepultados com ele.

“Se a coisa ficar feia, tentaríamos cruzar a fronteira russa. Se não nos deixarem voltar à Espanha, pediríamos asilo a Cuba ou à Venezuela”, diz Ángel, que confidencia ter sonhado participar na revolução marxista de Fidel.

O testemunho desses dois milicianos comunistas revela a afinidade ideológica entre as falanges subversivas internacionais colocadas por Putin na Ucrânia e os grupos revolucionários marxistas ou populistas há tempos bem instalados na América Latina.


   


Fonte: Flagelo Russo.

domingo, 14 de setembro de 2014

PUTIN cria um cristianismo adulterado

Putin, o “espírito de Munique” e a tragédia prevista em Fátima

 Milicianos da 'República Popular de Donetsk' beijam ícone de Putin. Um cristianismo adulterado posto a serviço de uma ambição anticristã.
 Milicianos da 'República Popular de Donetsk' beijam ícone de Putin.
Um cristianismo adulterado posto a serviço de uma ambição anticristã.
Vladimir Putin “brinca com fogo” no leste da Ucrânia, escreveu o filósofo francês Bernard-Henri Lévy para o “The New York Times”. Lévy criou a imagem de pensador radical da esquerda chique, não podendo ser tido como um conservador ou direitista.





Na teoria Lévy não está tão longe do pensamento que justifica Putin, porém na prática está espantado com os crimes que estão sendo cometidos até com ar de "cristianismo" pelo chefe do Kremlin.

Para ele, Putin “mobilizou os piores elementos existentes na região: criminosos, ladrões, estupradores, ex-presidiários e vândalos e os transformou numa força paramilitar”.

Os comandantes que seguem as instruções de Putin devem matar ou afugentar intelectuais, jornalistas e autoridades morais em Donetsk e Lugansk, acrescenta o filósofo, que entretanto omite a perseguição anticatólica e contra todo religioso não submisso ao Patriarcado de Moscou

Para Lévy, as milícias separatistas pró-russas constituem um exército de agitadores que toma conta e destrói prédios públicos, hospitais, escolas e prefeituras do país que pretende liberar.

Segundo o autor, Putin permitiu a consolidação de “uma verdadeira guerra de gangues”, que em certa medida ele não controla plenamente, pois umas se voltaram contra as outras numa anarquia que faz pensar nos piores momentos do caos feudal.


Mercenários em estado de ebriedade se gabam de matar ucranianos
Mercenários em estado de ebriedade se gabam de matar ucranianos
“A esse mundo do crime soturno, sem estrutura ou disciplina, a esses baderneiros indômitos que só conhecem a lei da selva e constituem um novo estilo de tropa sem uma mínima ideia da guerra, cujas leis, Deus é testemunha, desconhecem em absoluto, a essa coleção heterogênea o presidente Putin entregou um arsenal aterrador com o qual esses soldados amadores não estavam familiarizados e com o qual vêm brincando como crianças com fogos de artifício.

“A Rússia distribuiu grandes quantidades de armamento pesado aos separatistas e os treinou para utilizar o sistema de mísseis SA-11, do gênero que se acredita ter sido empregado para derrubar o voo MH 17 da Malaysia Airlines”.

Lévy tenta imaginar a gangue vitoriosa comemorando seu troféu, os oficiais russos destinados pelo Kremlin para supervisionar esses mísseis, e a consternação destes quando o autoproclamado ministro da Defesa da República de Donetsk se atribuiu a responsabilidade de abater um avião militar ucraniano que acabou sendo o MH-17.

Fivela de mercenário pró-Putin
Fivela de mercenário pró-Putin
O filósofo verbera com paixão a atitude dos pró-russos que deixaram os corpos das vítimas abandonados nos campos ou amontoados em vagões mal refrigerados, que exportaram para a Rússia restos possivelmente comprometedores, e pilharam os objetos de valor dos corpos das vítimas.

Quando escreveu isso, Lévy não pensava na América Latina e no quanto certas gangues e/ou organizações criminosas de narcotraficantes ou de ideologias socialoprogressistas estão predispostas a tentar em nossos países análogas ‘proezas’ anárquicas seguindo o modelo de Putin.

Para o filósofo, em todo caso estamos diante de crimes contra a humanidade, resultantes de uma estratégia de guerra nova promovida pelo chefe máximo do Kremlin.

Em face dessa ofensiva que faz do crime organizado uma tropa de choque regular, o autor francês acena para a obrigação moral de tirar as consequências.

Moralmente, como pode a França, país natal de Lévy, entregar à Rússia dois porta-helicópteros da classe Mistral? Transformar-se-ão eles na ‘joias da coroa da frota russa diante da Sebastopol invadida e, quiçá, de um outro porto ucraniano?

Lévy aponta outros sinais desalentadores de claudicação na União Europeia diante do comandante da imoral ofensiva russa.

Para ele, a atitude de apaziguamento, condescendência e até bajulação de certos representantes europeus em face de Putin, se chama “espírito de Munique”.

Charmberlain, Daladier, Hitler, Mussonlini e Ciano  após a assinatura do Acordo de Munique.  Falso espírito de paz preludiou a pior das guerras.  Obama e a UE parecem optar por análoga entrega.
Charmberlain, Daladier, Hitler, Mussonlini e Ciano
após a assinatura do Acordo de Munique.
Falso espírito de paz preludiou a pior das guerras.
Obama e a UE parecem optar por análoga entrega diante de Putin.
O mesmo espírito que, em 1938, preludiou a imensa tragédia da II Guerra Mundial.

Para ele, esse espírito é um estigma.

Estigma, acrescentamos, que atrai horizontes sombrios como os de 1938 sobre os países liderados por populistas enamorados de Putin.



Esse horizonte apavorante pode ser concluído com base na história humana. Mas, se considerarmos a dimensão moral dos movimentos presentes diante de Deus, o que dizer?

Os terríveis dias futuros para os quais Nossa Senhora acenou em Fátima e o papel que neles teria a Rússia revolucionária, fazem com que a ‘manobra Putin’ ganhe toda a sua dimensão.


Fonte: Flagelo Russo

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

PRISIONEIROS UCRANIANOS SÃO LIBERTADOS

Presidente da Ucrânia confirma libertação de 1200 prisioneiros mantidos pelos rebeldes


Novas sanções da UE visam gigantes petrolíferos russos. Governo de Moscou volta a ameaçar com encerramento de espaço aéreo às companhias ocidentais que viajam para a Ásia.

 

Petro Poroshenko - Prsidente da Ucrânia
 
Os líderes rebeldes que dominam as auto-proclamadas repúblicas autônomas de Donetsk e Lugansk, no Leste da Ucrânia, já libertaram 1200 prisioneiros, em cumprimento dos termos de um acordo de tréguas firmado na passada sexta-feira entre o Governo de Kiev e os combatentes pró-russos.
A troca dos prisioneiros capturados por ambos os lados durante os cinco meses de conflito era um dos 12 pontos do acordo negociado na capital bielorrussa, Minsk, sob os auspícios da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). O Presidente ucraniano, Petro Poroshenko, confirmou que “nos últimos quatro dias” o Governo de Kiev assegurou a liberdade de 1200 cidadãos capturados pelos separatistas.
Envergando um uniforme militar, Poroshenko discursou para uma plateia de trabalhadores metalúrgicos na cidade portuária de Mariupol, no Sudeste do país: um dos alvos dos rebeldes na última semana de combates antes da negociação do cessar-fogo. Num sinal evidente da fragilidade das tréguas, a cidade foi fortificada pelo Exército nacional – e o Presidente insistiu que os meios são suficientes para travar qualquer ofensiva rebelde que desfaça o compromisso alcançado em Minsk.
Nos arredores da cidade, os confrontos entre soldados ucranianos e separatistas pró-russos repetiram-se ao longo do fim-de-semana, deixando os observadores nervosos com a possibilidade de um regresso da violência em larga escala ao Leste da Ucrânia. “Faremos tudo para manter a paz”, sublinhou o chefe de Estado, mas “não abriremos mão da cidade de Mariupol nem de nenhum território ucraniano”. “O Exército tem ordens para assegurar a defesa de Mariupol com artilharia, rockets, tanques e aviões”, informou Poroshenko. “Se avançarem, serão esmagados”, prometeu.
Em Kiev, o porta-voz do Ministério da Defesa, Andri Lisenko, referiu-se a “pequenas violações” da trégua, que envolveram fogo de metralhadora e morteiros mas “nada de artilharia pesada” nem de mísseis. O mesmo responsável disse ainda que a Rússia tinha parado de enviar material militar aos rebeldes. Mesmo assim, o Governo de Kiev exprimiu “preocupação” com movimentações militares russas na península da Crimeia, que foi anexada por Moscou em Março. Segundo Lisenko, o contingente mobilizado para o Norte da Crimeia, na fronteira com a Ucrânia, inclui 64 tanques, uma centena de veículos blindados, vários sistemas de artilharia e baterias de mísseis.
Apesar da ocorrência de tiroteios esporádicos, a OSCE, responsável pela supervisão do acordo de Minsk, considerou que o cessar-fogo está a ser observado por ambas as partes. Citado pela Reuters, o Presidente da Suíça, Didier Burkhalter, disse que “os próximos dias são cruciais” para perceber se a trégua poderá vingar – e assim fazer avançar o plano de paz para uma nova fase de entendimento político. “Os diferentes intervenientes [no conflito] têm a responsabilidade de encontrar uma solução política”, frisou Burkhalter, reconhecendo que esse será um desafio maior e mais difícil de concretizar do que o cessar-fogo.
Entretanto, em Bruxelas, os parceiros europeus preparam-se para aprovar formalmente novas sanções contra a Rússia, que restringem o acesso das petrolíferas russas aos mercados de capitais, disse fonte comunitária citada pela AFP.
As empresas Rosneft e Transneft, e as atividades petrolíferas do gigante do gás Gazprom “cumprem os critérios” fixados pelos embaixadores dos 28 Estados membros da União Europeia (UE) para imporem novas restrições de financiamento a bancos, empresas de defesa e petrolíferas em que o Estado russo tenha uma participação superior a 50%.
Os investidores europeus não poderão comprar obrigações ou ações nem conceder empréstimos a essas empresas. O objetivo é dificultar a capacidade destes grupos para se financiarem de maneira autônoma e “obrigar o Estado russo a meter a mão no bolso”, comentou a fonte da AFP.
As medidas reforçam as sanções econômicas adoptadas no fim de Julho, quando a UE suspendeu a venda à Rússia de bens susceptíveis de uso militar, tecnologias sensíveis e equipamentos para o setor energético. Devem também ser acrescentados algumas dezenas de nomes à lista - de que já constam cerca de cem russos e ucranianos -  de visados pelo congelamento de bens e proibição de vistos de viagem no espaço europeu.
 
Rússia admite fechar espaço aéreo
A Rússia anunciou que poderá responder às novas sanções com a interdição do seu espaço aéreo às companhias aéreas ocidentais que sobrevoam o seu território, nas ligações entre a Europa e a Ásia. O primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, tinha já posto essa hipótese, que acarretaria elevados custos para as transportadoras aéreas.

GUERRA MUNDIAL: CUIDADO COM A RÚSSIA

Guerra Mundial: “sim, pode acontecer de novo”, diz editorialista

Coluna de blindados russos rumo à Ucrânia
Coluna de tanques russos rumo à Ucrânia

Roger Cohen, editorialista do influente “The New York Times” abordou um problema que tira o sono dos observadores mais atentos e influentes.

Pode estar acontecendo o início da Terceira Guerra Mundial?

Cohen é cauteloso. Ele observa a deformação psicológica inoculada nos ocidentais pelo excesso de otimismo das últimas décadas.

Ele compara e constata que antes da I Guerra Mundial a Europa e o mundo civilizado nadavam em análogo otimismo.

Nunca a Europa tinha vivido um tempo tão longo e tão pacífico como o da Belle Époque que culminou no malfadado 1914.

Acreditava-se que o enriquecimento dos países e a multiplicação dos intercâmbios comerciais afastava a hipótese de um conflito geral. A final, a guerra destruiria a prosperidade de todos, e portanto ninguém quereria.

Pregava-se que a humanidade caminhava para uma reconciliação universal, que eventuais atritos ficariam restringidos no espaço e se resolveriam com tratados diplomáticos e/ou comerciais.

Mas, diz Cohen pensando naquele ano, “o inimaginável pode acontecer”. E, acrescenta, quase aconteceu na recente anexação da Crimeia pela Rússia.

Também pareceu que o inimaginável nunca aconteceria quando um jovem nacionalista servo, Gavrilo Princip, assassinou o herdeiro da Coroa Austro-Húngara em Sarajevo, 28 de junho de 1914.


Cruzes de túmulos de soldados alemães no Cemitério Militar de Hooglede
Cruzes de túmulos de soldados alemães no Cemitério Militar de Hooglede

Tudo fazia crer que o crime se resolveria a nível local. Mas os eventos se sucederam em cascata.

Em quatro anos, os grandes impérios centrais tinham ruído, milhões de homens tinham perecido nas trincheiras, e Europa jazia em meio a destroços fumegantes.

Hoje Vladimir Putin encarna o fervor nacionalista que serviu de faísca em 1914. E a violência do separatismo ucraniano alimentado por Moscou mostra a periculosidade do irredentismo nacionalista ateado pelo chefe do Kremlin.

Cohen não é católico ou não o diz, mas a I Guerra Mundial inaugurou o ciclo de catástrofes contra o qual Nossa Senhora veio advertir o mundo se não fazia penitência dos maus costumes.

Ela não foi ouvida, a Rússia espalhou seus erros por todo o mundo, desencadeou a II Guerra Mundial aliada à Alemanha nacionalista de Hitler, e agora parece estar soprando um incêndio universal a partir da Ucrânia.

Cohen, porém, acha possível que a agressão russa à Ucrânia se estenda a nações vizinhas como a Polônia e os Países Bálticos. A NATO teria que despachar tropas e jatos de guerra, que teriam como contrapartida um acirramento da belicosidade russa.


A Polônia se prepara para o pior. Parada militar em Varsovia, agosto 2014.
A Polônia se prepara para o pior. Parada militar em Varsovia, agosto 2014.
As peças do dominó estão dispostas para uma ir derrubando a outra em série e nem os EUA ficariam indenes.

E Cohen sublinha: “o inimaginável pode acontecer. Aliás, quase aconteceu agora na Criméia”.

No Pacífico os atritos entre a China e o Japão raspam o conflito. Um ultimato pode acontecer. Na fronteira da Estônia a Rússia concentra quantidades anormais de tropa.

Uma faísca, uma advertência mal ouvida por alguma das partes e a Terceira Guerra Mundial começa, observa Cohen.

Certamente pode não acontecer. Mas, paz não é igual a pacifismo. Se os campos europeus estão semeados de caveiras é porque o continente olhou para a guerra com repulsão e achou que nunca aconteceria.

O sistema internacional não parece especialmente estável e está menos previsível que em 1914.




Paraquedistas poloneses, americanos e canadenses treinam na Polônia com os olhos postos na Ucrânia
Paraquedistas poloneses, americanos e canadenses treinam na Polônia com os olhos postos na Ucrânia

O pacifismo europeu não tem contrapartida em Moscou ou Pequim. Ainda menos nas potências islâmicas.

Obama exibe preocupante fraqueza. Os EUA acredita, em sua enorme superioridade material militar, mas não exibem a determinação de usá-la que tinham outrora.

A Rússia viola os tratados e Obama fica em lamentações verbais. Seu otimismo parece invencível, como o otimismo de 1914 que precedeu a I Guerra Mundial e a seu desdobramento posterior que foi a II Guerra Mundial que atingiu auges na carnificina de Stalingrado e nas explosões nucleares de Hiroshima e Nagasaki.

Um realismo bem colado na realidade, que alguns podem confundir com o pessimismo, tal vez teria sido melhor para a paz e para a sobrevivência de milhões de homens.
 
 
Fonte: Flagelo Russo.

domingo, 17 de agosto de 2014

Ucrânia: Exército recupera esquadra de polícia de Luhansk mas perde MIG-29

17/08 16:31 CET

A região de Luhansk é, este domingo, o principal palco dos combates entre forças ucranianas e separatistas pró-russos, com ambos os lados a reivindicar vitórias.
Kiev afirmou que os seus militares recuperaram o controlo de uma esquadra de polícia, na cidade de Luhansk, que estava nas mãos dos rebeldes desde abril.
No entanto, reconheceu ter perdido um caça MIG-29 na região, abatido na última noite pelos separatistas, mas garantiu que o piloto escapou são e salvo.
O Exército ucraniano denunciou a entrada no território de três baterias de mísseis Grad provenientes da Rússia.
O porta-voz do Conselho Nacional de Segurança e Defesa, Andriy Lysenko, explicou que têm “informações de que os rebeldes usaram as rotas que não estão sob o controle do Exército ucraniano para receber armas e tropas vindas da Federação Russa”.
Moscou sempre desmentiu a passagem de tropas russas ou material militar através da fronteira. Mas o líder da autoproclamada República Popular de Donetsk disse que os rebeldes esperam receber em breve 150 viaturas blindadas e 30 tanques, bem como mil combatentes treinados na Rússia.
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PSICOPATAS NO PODER

Algumas pérolas sobre o regime mais demoníaco criado na face da terra: o comunismo. O nazismo foi jardim de infância diante dele.
Leiam o que Putin disse num de seus pronunciamentos:
“É preciso reconhecer que o colapso da União Soviética foi a maior catástrofe geopolítica do século” (Vladimir Putin)
Ele deseja ressuscitar a antiga União Soviética e boa parte dos países ocidentais de viés comunista o apoiam nisso. Verão o que um urso consegue fazer quando cravar suas garras nas costelas dos simpatizantes ocidentais. Irão vomitar comunismo por todos os poros. Quem viver, verá.
Agora leiam o que um padre ucraniano disse a respeito do “regime ternura” na década de 1940: 
Arcebispo de Lviv a Pio XII: “Este regime só se explica como caso de possessão diabólica coletiva".
Uma alta autoridade eclesiástica parece oferecer-nos uma explicação indireta para o fato. Trata-se de Mons. André Sheptyskyj, Arcebispo de Lviv e Patriarca de Halich, líder da Igreja Católica na Ucrânia durante as perseguições de Lênin e Stalin. No início da II Guerra Mundial, escreveu ele à Santa Sé:
“Este regime só pode se explicar como um caso de possessão diabólica coletiva”. E pediu ao Papa que sugerisse a todos os sacerdotes e religiosos do mundo que “exorcizassem a Rússia soviética”.
Mons. Sheptyskyj faleceu em 1944. Seu processo de beatificação está em andamento.
A crueldade inumana da seita socialo-comunista e a desproporção entre seus satânicos feitos e os êxitos que alcançou são de molde a confirmar a impressionante declaração do heróico Prelado ucraniano.
Fonte: Pe. Alfredo Sáenz S.J., “De la Rusia de Vladimir al hombre nuevo soviético”, Ediciones Gladius, Buenos Aires, 1989, pp. 438-439. 
Nota:
Lviv (em ucraniano Львів, em polaco Lwów; em alemão: Lemberg; em português: Leópolis) é uma cidade do oeste da Ucrânia. Localiza-se no oeste do país.
Finalmente, leiam com atenção este conceito profundamente revelador da natureza esquerdista:
O esquerdista é um psicopata por natureza
O termo “psicopata” utilizado para definição de esquerdistas tem sua razão de ser. Confiram em qualquer tratado de psicopatologia (por exemplo, Gabriel Deshaies, Psychopathologie Générale, Paris, P. U. F.), e verão que a estrutura do tempo no marxismo é idêntica à da temporalidade mórbida nos delírios de um paranóico: aquilo que não aconteceu, que simplesmente se supõe venha a acontecer, torna-se o critério da realidade do acontecido.

ARMANDO O INIMIGO

Marinha russa recebe poderoso navio de ataque entre incompreensíveis aplausos da ‘direita’


O 'Vladivostok' amanhã poderá ser apontado contra a França e contra o Ocidente.
O 'Vladivostok' amanhã poderá ser apontado
contra a França e contra o Ocidente.
Numa decisão mais do que imprudente e hoje vivamente criticada na Europa, o então presidente Nicolas Sarkozy vendeu à Rússia dois navios anfíbios de ataque, úteis como porta-helicópteros e dotados da melhor tecnologia, que a Rússia sonhava ter mas não conseguiria desenvolver.

Pertencentes à classe Mistral, os dois navios deslocam mais de 21.000 toneladas e podem transportar 16 helicópteros de ataque, 70 veículos militares – entre os quais 13 tanques pesados Leclerc e quatro lanchas de desembarque.

O primeiro navio acabou de ser armado nos estaleiros de Saint-Nazaire e seu batismo já está anunciado pela na marinha russa: chamar-se-á ‘Vladivostok’. O segundo receberá o nome de ‘Sebastopol’, uma evocação da Criméia, criminosa e ilegalmente anexada pela Rússia.

A Rússia precisa com urgência  tecnologias de guerra modernas para desafiar Ocidente.
A Rússia precisa com urgência
tecnologias de guerra modernas para desafiar Ocidente.
O navio-escola russo ‘Smolniy’ levou ao estaleiro os 400 marinheiros que serão treinados para dirigir um navio superior aos da marinha russa, que ainda ostentam com arrogância os símbolos soviéticos.

Cidadãos simpatizantes da Ucrânia, país que continua sendo agredido por agentes de Moscou, manifestaram contra a entrega desse formidável navio ao inimigo da pátria e também da França, no cais onde está ancorado o futuro ‘Vladivostok’.

Os manifestantes arvoravam bandeiras da Ucrânia e da França e cartazes com dizeres como: “Hollande, não à formação dos 400 assassinos de Putin”, e “Hollande, a honra da França vale mais que os Mistral”.

“Exortamos o governo francês a não entregar altas tecnologias militares ao mais poderoso agressor da Europa”, exigiu Nathalie Pasternak, presidente do Comitê Representante da Comunidade Ucraniana da França, que convocou a manifestação, segundo o jornal de Paris “Libération”.

Outros países europeus e os próprios EUA externaram seu desacordo com a entrega desses equipamentos bélicos no momento em que a Rússia viola de modo imoral a lei internacional.

Mas o governo socialista francês, engajado em reformas anticristãs, imorais e antifamiliares, apoia naturalmente seu símile russo. Então o processo de transferência continua, apesar do espantoso massacre de civis no voo da Malaysia Airlines.

Um fato, contudo, encheu de pasmo os admiradores da inteligência e da racionalidade que impregnam a cultura francesa.

Simpatizantes da Ucrânia protestam contra entrega do poderoso navio diante do estaleiro.
Simpatizantes da Ucrânia protestam
contra entrega do poderoso navio diante do estaleiro.
A secção de Loire-Atlantique (onde fica o estaleiro) do Front National, partido que faz do patriotismo sua bandeira principal, emitiu comunicado saudando a chegada dos marinheiros russos que amanhã poderão estar apontando esses navios contra a própria França!

“O Front National de Loire-Atlantique dá as boas-vindas aos 400 marinheiros russos que chegarão a Saint-Nazaire para aprender a usar o porta-helicópteros ‘Vladivostok”, disse.

“Para o Front National de Loire-Atlantique, a chegada a um feliz termo deste contrato, apesar da pressão de potências estrangeiras – leia-se EUA e países europeus, além da Ucrânia –, é algo de extremamente positivo para o estaleiro STX, a cidade de Saint-Nazaire e a política exterior francesa”, acrescentou o comunicado citado pelo jornal “Ouest France”.

Como se o tratado Ribbentrop-Molotov ainda estivesse em plena vigência!

Fonte: Flagelo russo.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

IGREJA APOIA MILITARES UCRANIANOS

Arcebispo católico exorta soldados ucranianos
a combater com Cristo pela pátria
Metropolita (arcebispo) greco-católico de Lviv, D. Ihor Voznyak.
Metropolita (arcebispo) greco-católico de Lviv, D. Ihor Voznyak.

O Metropolita (arcebispo) greco-católico de Lviv, D. Ihor Voznyak, deu a conhecer uma carta de apoio aos militares ucranianos em serviço ativo, na qual ele sublinha:

“Nós testemunhamos o advento de uma nova geração de heróis, prestes a sacrificar suas vidas e a esquecer todo conforto e sossego, heróis que são os primeiros a responder ao clamor de ajuda vindo de sua terra.

“Estou me dirigindo a vós, bravos defensores de nossa nação! Para muitos ucranianos, vossa fortaleza, vossa paciência e vossa prudência têm sido um modelo de como se deve amar o próprio país, de como não fugir aos deveres para com ele, e de como orgulhar-se da própria história, de sua origem, e preparar-lhe um futuro resplandecente...

“Estou vendo com entusiasmo como vós, a mais jovem geração de ucranianos, se transformou para todo o nosso povo em verdadeiro rochedo, que não será quebrado pelo medo, pela intimidação e pelas ameaças.
Soldados católicos ucranianos durante ato religioso.
Soldados católicos ucranianos durante ato religioso.
“Eu vos agradeço por vosso coração valente, cheio de ternura para com Deus e desejo de paz, que não foi envenenado pelo ódio, pelos maus-tratos ou por vilões estrangeiros.

“Acredito que vossa ação mostrará a todo o mundo que o povo da Ucrânia não está de joelhos e nunca permitirá ser acorrentado como escravo.

“E vós, tendo Cristo como companhia, vencereis a agressão e o furor, pelo bem da liberdade e dos valores morais que são a base do nosso vitorioso futuro comum.”

A carta do Metropolita de Lviv aos soldados ucranianos foi publicada pelo serviço de imprensa da arquidiocese greco-católica de Lviv e divulgada pelo RISU – Serviço de Informação Religiosa da Ucrânia.
 
Fonte: Flagelo russo.

domingo, 10 de agosto de 2014

DRAMÁTICA A SITUAÇÃO EM DONETSK


Bastião dos separatistas está totalmente cercado pelo exército ucraniano e é alvo de bombardeamentos diários. Ambos os lados impõem condições para declarar um cessar-fogo.


É debaixo de terra que se está mais seguro em Donetsk nas últimas semanas. A cidade no coração da região do Donbass, no Leste da Ucrânia, tem sido bombardeada diariamente à medida que o exército ucraniano aperta ao cerco aos separatistas pró-russos que a controlam. Já se fala em crise humanitária, mas até o sofrimento das populações está a ser utilizado como arma no conflito ucraniano.
De uma cidade com cerca de um milhão de habitantes terão fugido 300 mil pessoas nos últimos meses, desde que começaram as batalhas entre o exército leal a Kiev e as milícias separatistas pró-russas. Nos últimos dias é em Donetsk que se têm concentrado as hostilidades e os correspondentes descrevem uma cidade vazia e uma população assustada e farta de guerra.
“Temos medo do exército ucraniano, que está a disparar contra a cidade, e dos rebeldes (…) que roubam e matam civis”, dizia à BBC Dmitry Andronov, residente em Donetsk.
A ofensiva “anti-terrorista” do exército, como é designada pelo governo de Kiev, tem vindo a ganhar terreno nas últimas semanas e com a conquista da cidade de Krasniy Luch – localizada entre Lugansk e Donetsk, os dois bastiões separatistas, - conseguiu isolar as posições rebeldes. Neste momento, as milícias estão confinadas a estas duas cidades, totalmente cercadas pelo exército.
A situação de Donetsk piorou consideravelmente nos últimos dois dias, com bombardeios sucessivos. No domingo, uma maternidade no centro da cidade foi atingida por uma explosão. As pacientes e os recém-nascidos foram levados para uma cave, onde até se deu um parto, presenciado por uma jornalista da AFP. No sábado, uma pessoa morreu e dezoito ficaram feridas depois de um míssil ter atingido um bloco de apartamentos, revelou o porta-voz do conselho da cidade, Maxim Rovinsky, acrescentando que a situação “está a piorar de hora para hora”. Desde meados de Abril que o conflito no Leste da Ucrânia já provocou mais de 1500 mortos.
O agravamento dos confrontos levou mesmo os rebeldes a mostrar disponibilidade para declararem um cessar-fogo, em virtude da “catástrofe humanitária no Donbass”, nas palavras do líder da auto-proclamada República Popular de Donetsk, Aleksandr Zakharchenko.
Como tem sido comum no conflito na Ucrânia, também aqui há novo impasse, com ambas as partes sem disposição de ceder um milímetro que seja. O porta-voz do exército, Andrei Lysenko, defendeu que o cessar-fogo implica “medidas práticas e não palavras” e exigiu que os rebeldes “mostrem bandeiras brancas e deponham as armas”. Como resposta, os líderes rebeldes recuaram e afirmaram que “enquanto o exército ucraniano continuar a ação militar, não poderá haver cessar-fogo”.
A troca de argumentos é replicada ao nível internacional. O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, mostrou-se disponível para aceitar ajuda humanitária para o Leste do país, mas colocou uma série de condições. A missão terá de ser “internacional, sem qualquer escolta militar” e terá de “passar pelos postos fronteiriços controlados pelas forças ucranianas”, expôs o governante, depois de uma conversa telefônica com a chanceler alemã, Angela Merkel.
A Rússia levou na última semana ao Conselho de Segurança da ONU uma proposta para conduzir uma missão humanitária no Leste da Ucrânia. Washington recusou de imediato o projeto, justificando com os receios de que a medida fosse uma forma encoberta de invasão do território ucraniano e deixou o aviso de que qualquer incursão russa será considerada “injustificada, ilegal e inaceitável”.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

PUTIN RONDANDO A AMÉRICA LATINA E CARIBE: BOA COISA NÃO É


Na Casa Rosada: “a Argentina é hoje
o principal sócio estratégico da Rússia”
De visita à Argentina, o presidente Vladimir Putin surpreendeu com declarações vazias de verdade.
“A Argentina é hoje o principal sócio estratégico da Rússia na América Latina, na ONU e no G20. Nossas abordagens das principais questões da política internacional são parecidas ou coincidentes”, disse segundo o jornal portenho “Clarín”.

As lisonjeiras palavras foram recolhidas pela agência de noticias de Cuba, Prensa Latina, antes de o líder do Kremlin embarcar para a Argentina e o Brasil, onde participou da reunião do BRICS – Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul.

Em Cuba, o presidente russo perdoou uma dívida impagável de 10 bilhões de dólares da ilha prisão com a ex-URSS, sinal mais do que amistoso.

Seu giro latino-americano aconteceu em meio a tensões com os EUA e a União Europeia. E concluiu coincidindo com a derrubada do avião da Malaysia Airlines por um míssil de fabricação soviética manipulado por aliados de Putin ou tal vez por oficiais russos em território ucraniano.

Em Havana, o chefe russo depositou flores no cemitério dos militares soviéticos engajados em operações na ilha-prisão. Encontrou também Fidel Castro, noticiou o jornal portenho “La Nación”.

Antes de partir de Moscou, Putin disse que seu objetivo era aumentar as inversões russas na América Latina, criando “alianças plenas, tecnológicas” em setores como petróleo, gás, hidroelétricas e energia nuclear, construção de aviões e biofarmacêutico.
Com Dilma Rousseff. Wilson Dias - Agência Brasil
Não falou de onde tiraria dinheiro para essas inversões, num momento em que os capitais fogem espavoridos de Moscou, nem das tecnologias energéticas, que dependem vitalmente das empresas europeias.

Não falou sequer dos aviões a serem construídos, quando se sabe que na Rússia eles caem regularmente, a ponto de as companhias de aviação russas terem substituído a quase totalidade das aeronaves de fabricação nacional por americanas ou europeias.

Na Argentina, do mesmo modo que haveria de fazer depois no Brasil, assinou dezenas de tratados, inclusive sobre geração de energia nuclear, de acordo com o “Moscow Times”

Rosatom, a companhia estatal russa de energia atômica, deve se engajar na construção de partes da nova central nuclear argentina Atucha III.

A presidente Cristina Fernandez, que paralisou o programa nuclear argentino, disse que seu país “é um líder na América Latina em geração de energia nuclear” talvez se referindo a feitos de governos anteriores.

A Argentina possui uma das maiores jazidas de gás e petróleo de xisto do mundo, mas poucas empresas querem investir no setor, pela ojeriza anticapitalista do regime nacionalista argentino.

O nacionalismo de Kirchner se derreteu diante do antigo coronel da KGB, a quem ofereceu uma participação na exploração da imensa jazida de Vaca Muerta, na província de Neuquén.

Prato servido para o chefe do Kremlin que deseja instalar agentes no coração do continente sul-americano.

O megacrime do MH17 deu um fecho preocupante à viagem
O megacrime do MH17 deu um fecho preocupante à viagem
Além do formidável desinteresse do público argentino pela presença de um líder pouco comunicativo e desconhecido no país, 150 membros da comunidade ucraniana na Argentina estenderam enormes faixas de protesto diante da Casa Rosada.

Eles denunciavam a anexação ilegal e brutal da Crimeia e o apoio bélico aos separatistas do leste da Ucrânia.

No fim da viagem, Putin podia gabar-se de uma safra de apoios simpáticos ou não críticos de líderes populistas sul-americanos e do BRICS à posição da Rússia no conflito ucraniano.

Na Argentina e no Brasil, Putin também coletou numerosas manifestações de solidariedade em sua ofensiva diplomática contra os EUA e a Grã-Bretanha.

Putin nada disse sobre o “casamento” homossexual legalizado na Argentina e ilegalizado em seu país.

Militantes da agenda homossexual reclamaram em Buenos Aires, mas a solidariedade nacionalista-bolchevista anti-EUA passou por cima e o presidente russo não teve dificuldade em deixar de lado os jogos de palavras “moralizadores”.

Em pleno voo de retorno, estourou o crime do avião da Malaysia Airlines...

Fonte: Flagelo Russo.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

"VALORES FAMILIARES" DE PUTIN INCLUEM ASSASSINATO, diz neto de antigo presidente do PC dos EUA

 O advogado Sergei Magnitsky foi sequestrado e assassinado porque denunciou esquema de corrupção no Kremlin.
O empresário Bill Browder, que dirige na Rússia o fundo de investimento Hermitage Capital Management, declarou no programa “60 Minutes” da TV CBS que:
“o regime russo é um regime criminoso. Estamos lidando com um país nuclear dirigido por uma gangue de bandidos como a Máfia”.

Browder concedeu uma entrevista a Cliff Kincaid, diretor do Accuracy in Media Center for Investigative Journalism (Centro de Jornalismo Investigativo de ‘Acuidade na Mídia’), grupo independente sediado em Bethesda, Maryland, EUA.

Accuracy in Media analisa a objetividade das notícias veiculadas nos órgãos do macrocapitalismo publicitário e a veracidade das declarações publicadas.

Na entrevista, Browder manifestou seu espanto com o engano de certos conservadores que acreditam que Vladimir Putin seja um defensor dos valores familiares.
Se você quer falar de valores familiares, vai falar com a família Magnitsky sobre o que aconteceu com sua família em consequência da maldade de Vladimir Putin”, disse.

De fato, Sergei Magnitsky, advogado da firma de Browder na Rússia, foi sequestrado e assassinado pelas autoridades em 2009. Ele tinha revelado um esquema de corrupção no Kremlin que desviou um total de $230 milhões de dólares.

Browder disse que muita gente acha que Putin é bom porque “ignora o fato de que ele é um frio assassino que mata por dinheiro...”

O avô de Browder foi chefe do Partido Comunista dos EUA e o neto quis investir na Rússia assim que acreditou ter uma oportunidade.

Sergueï Leonidovich Magnitski:
seu assassinato pelos 'serviços' do Kremlin ainda faz falar Ocidente.
Porém, ficou estarrecido quando o caso de Magnitsky evidenciou de modo concreto como Putin e seu grupo de ex-policiais da KGB estavam saqueando o país e consolidando seu poder.

Segundo Browder, Putin age na base de um “princípio da Máfia”: “tirar o máximo de dinheiro possível do Estado e ficar no poder segurando esse dinheiro”.

A invasão da Ucrânia soou como alerta de que não se pode confiar no Kremlin. Moscou havia assinado um acordo para garantir a integridade territorial do país que agora está invadindo.

Na Ucrânia, Putin tinha um semelhante no presidente filo-comunista Viktor Yanukovych, que praticava os mesmos abusos e vivia nos mesmos luxos espalhafatosos e crapulosos.

Browder concorda que o estilo soviético de controle e da desinformação fazem parte do plano.

Como Putin controla a maioria das fontes de informação dentro da Rússia e a Internet ainda é relativamente livre, as pessoas se perguntam o que ele vai fazer para controlá-la, acrescentou o empresário.

A respeito das afirmações de que a fortuna de Putin atingiria algo como 70 bilhões de dólares, Browder apenas responde: “Ouvi números maiores do que estes”.

William 'Bill' F. Browder, em Davos 2011. Neto de presidente do Partido Comunista dos EUA não quer voltar a Russia pois teme ser assassinado.
William 'Bill' F. Browder, em Davos 2011.
Neto de presidente do Partido Comunista dos EUA
não quer retornar à Rússia pois teme ser assassinado.
Enquanto investidor na Rússia, Browder participava regularmente dos encontros do U.S.-Russia Forum, em Washington e Moscou.

Mas como Browder começou a criticar os desmandos do Kremlin, foi expulso do país em 2005, seus escritórios foram devassados em 2007, e seu advogado Magnitsky desapareceu em 2008, sendo assassinado em 2009.

Browder disse conversar com muitos homens de negócios no Foro Econômico de Davos, na Suíça, e que o 90% deles não pretendem investir mais na Rússia porque temem que lhes aconteça o mesmo.

Não faz sentido investir na Rússia quando há a possibilidade real de acabar morto. Não há direito de propriedade, não há direitos legais, não há regras”, explicou.
As pessoas não estão bem informadas sobre o que acontece na Rússia e agem com base no que elas querem que a Rússia seja em lugar do que ela realmente é. Infelizmente, a verdade sobre a Rússia é muitíssimo ruim”, acrescentou.

O Congresso americano aprovou a Sergei Magnitsky Rule of Law Accountability Act em 2012, uma lei que faz represálias econômicas e de vistos contra os agentes envolvidos no caso de Magnitsky ou acusados de abusos contra os direitos das pessoas.

Mas a lei precisa ser implementada, e isso não é do gosto do presidente Obama, muito mais próximo de seu colega Vladimir Putin do que parece à primeira vista.

Fonte: Flagelo Russo.