quarta-feira, 11 de maio de 2022

UCRÂNIA: GUERRA OU GENOCÍDIO RUSSO?

UKRAINE: WAR OR RUSSIAN GENOCIDE?

УКРАЇНА: ВІЙНА ЧИ ГЕНОЦИД РОСІЙ?



ПСИХОПАТ - ВБИВА - ГЕНОЦИД
PSYCHOPATH - MURDERER - GENOCIDE












domingo, 24 de abril de 2022

NO PRADO UMA KALENA VERMELHA

 



Agora a Ucrânia está se defendendo da agressão russa. Civis e crianças morrem todos os dias... Aviões russos bombardeiam áreas residenciais. Ajude a Ucrânia a vencer esta guerra: https://www.comebackalive.in.ua/donate

Tetiana Mazur com sua mãe Natalia cantando música ucraniana - "Oy u luzi chervona Kalena" (No prado, uma Kalena vermelha).



No prado, há uma Kalena vermelha, curvou-se,

Por alguma razão, nossa gloriosa

Ucrânia tem se preocupado tanto.

E vamos pegar aquela Kalena vermelha e vamos levantá-la,

E nós, nossa gloriosa Ucrânia, devemos, ei - ei, nos animar - e nos alegrar!

E vamos pegar aquela Kalena vermelha e vamos levantá-la,

 

E nós, nossa gloriosa Ucrânia, devemos, ei - ei, nos animar - e nos alegrar!

Marchando para a frente, nossos colegas voluntários, em uma briga sangrenta,

Para libertar, nosso irmão - ucranianos, de cadeias hostis.

E nós, nosso irmão - ucranianos, vamos então libertar,

E nós, nossa gloriosa Ucrânia, devemos, ei - ei, nos animar - e nos alegrar!

E nós, nosso irmão - ucranianos, vamos então libertar,

 

E nós, nossa gloriosa Ucrânia, devemos, ei - ei, nos animar - e nos alegrar!

Não se abaixe, Oh Kalena vermelha,

Você tem uma flor branca.

Não se preocupe, gloriosa Ucrânia, você tem um povo livre.

E nós pegaremos aquela Kalena vermelha e a levantaremos,

E nós, nossa gloriosa Ucrânia, devemos, ei - ei, nos animar - e nos alegrar!


HINO ESPIRITUAL DA UCRÂNIA

 ORAÇÃO DA UCRÂNIA

Oh Deus todo-poderoso e gracioso mantenha a Ucrânia segura...


sexta-feira, 15 de abril de 2022

KREMLIN ESTÁ RUINDO POR DENTRO: Maior aliado de Putin, Surkov, é preso.

 Kremlin está ruindo por dentro: Maior aliado de Putin, Surkov, é preso.

Interessante o vídeo.  Informações importantes de como putin criou os "separatistas" em Luhansk e Donbass.


segunda-feira, 4 de abril de 2022

"MASSACRE DE BUCHA" (BUTCHA): UCRÂNIA

 "Massacre de Bucha" (Butcha): os corpos baleados de civis jazem no meio das ruas.

Forças Armadas libertam a cidade de Bucha, onde os ocupantes russos cometeram atrocidades desumanas contra a população local.

Atualmente, forças especiais da Polícia Nacional começaram a limpar Bucha. Especialistas do Serviço de Eliminação de Artilharia Explosiva inspecionam os locais de crimes de guerra russos e apreendem explosivos e engenhos não detonados.

Policiais estão inspecionando todos os pátios e abrigos, prestando assistência aos moradores locais. Cidadãos que tiveram que suportar os horrores da ocupação estão ajudando a aplicação da lei.

O conselheiro do chefe do Gabinete do Presidente Mykhailo Podoliak publicou uma foto de Bucha - os corpos das pessoas que foram brutalmente baleadas pelos ocupantes russos estão deitados nas ruas com as mãos amarradas.







sábado, 2 de abril de 2022

MÚSICA DA RESISTÊNCIA PATRIÓTICA UCRANIANA (REQUIEM UCRANIANO)

 Журавлі (Чуєш, брате мій...) - знаменита українська пісня-реквієм

Журавлі (o que você ouve, meu irmão...) é uma famosa canção de réquiem ucraniana


Neste ano as cegonhas estão vindo mais cedo para a Europa justamente na hora dos bombardeios na Ucrânia.

A música da resistência patriótica ucraniana torna-se atual.

Mesmo com as asas quebradas elas (os  = "Zhuravli" saem 

do continente africano ano para fazer seus ninhos nas sagradas terras 

da Ucrânia.



O "MUNDO RUSSO" É HERESIA OU NEONAZISMO?

 O "mundo russo" é heresia ou neonazismo?

Kostiantyn Doroshenko, historiador de arte - Publicado por Kyiv Post 

O conceito de "russkiy mir" (mundo russo) tornou-se a base da política expansionista russa de Putin. Quando as estruturas de segurança na Rússia colocaram seu protegido no poder, eles estavam bem cientes de quão tecnologicamente e economicamente seu país está atrasado. Eles não gostaram da ideia de cooperação com o ocidente por causa de todas as demandas sobre direitos humanos e outros valores universais.

Em um cenário monótono de terremotos econômicos dos anos 90, que tornaram toda a ex-URSS muito mais pobre, a desvalorização dos valores liberais e democráticos assumiu o centro das atenções na Rússia, que logo se tornaria propaganda em nível governamental. A economia cresceu, impulsionada pela demanda mundial por fontes russas de energia; reformas do mercado interno, acompanhadas pelo surgimento de ideias revanchistas, o culto à grandeza do passado e a xenofobia em geral, todas historicamente características da Rússia.

Mesmo nos anos de miséria e pobreza, a bravata russa estava sendo alimentada por armas nucleares, enquanto a economia em melhora continuava se baseando na essência do estado russo. O povo russo pagou pelo conforto ao abandonar seus direitos e liberdades, optando por praticar rituais de megalomania nacional.

O Grupo de Metodologia de Moscou, um bando de intelectuais profundamente magoados com a perda de influência no campo do humanitarismo mundial, são os que articularam o "mundo russo" como um projeto imperial em meados dos anos noventa.

"Difundir a filosofia é uma das últimas exportações nacionais competitivas da França atualmente. Porque eles estão perdendo nos mercados de energia nuclear, automóveis e vinhos. Mas Foucault ainda é o filósofo francês mais lido nas universidades americanas", disse o metodologista Petr Schedrovytsky, um dos pais do conceito. Ele insistiu que a Rússia desenvolveu "modos de pensamento muito particulares, radicalmente diferentes do que Habermas e os filósofos franceses modernos escreveram".

Por volta de 1997, Schedrovytsky e companhia, ofereceu sua visão do "mundo russo", declarando que "hoje a Rússia tem a mesma quantidade de pessoas que vivem dentro da federação russa como aquelas que vivem fora dela". Todos os que falavam russo deveriam ser incluídos na chamada "Rússia exterior", independentemente de sua nacionalidade, etnia e vontade própria. "Os bilíngues também foram incluídos porque, caso contrário, os números não seriam tão impressionantes." Ele observa que o próprio Putin reconheceu essa doutrina: "Ele começou a exigir que as autoridades tratassem os russos no exterior como cidadãos em potencial".

Quando o reinado de Putin começou, esse tratamento ganhou vida por meio de propaganda, espionagem e desvios nos países vizinhos da Rússia. Como resultado - a guerra na Geórgia, a anexação da Crimeia e a aposta sangrenta de "L / DNR", agora completa com a agressão imperialista contra a Ucrânia. "É uma maneira de se adaptar, adaptar a Rússia como RF à globalização", explica Sheptytsky, "os pequenos países se adaptam pulando as globalizações, enquanto os grandes se introduzem no espaço global. Eles buscam formas de se adaptar ao mundo global: via conquista colonial ou via diásporos <...> Os russos fora da RF são nossa imunidade contra a globalização que não chegará em um ou dois anos, mas em 50 anos. Vai bater forte, muito mais forte do que qualquer coisa que vimos nos últimos 15 anos”.

Hoje vemos que a doutrina destinada a salvar a construção imperial da Rússia, na realidade, leva a um desastre completo. Porque vê a "grandeza" como algo fora da economia, ética, liberdades e motivações sociais que são a base do pensamento filosófico ocidental. Quando o poder da lei e a lei do poder colidem, o "mundo russo" está condenado porque é baseado no último, um sistema primitivo. Mas sua erradicação é uma questão de contra-esforço internacional realizado e coordenado.

A politologia popular fala de como as principais cabeças da Rússia são influenciadas por Alexander Dugin, um ideólogo militarista chauvinista do movimento eurasiano. Na realidade, a importância desse personagem muito demonizado é muito exagerada. Putin está empolgado para ser um grande cã na fantasia geopolítica de Dugin, enquanto sua política externa não é de forma alguma baseada em simpatias pelo mundo turco e asiático.

Putin sabe que é o parceiro mais fraco da China no confronto com o Ocidente. Ele permanece fiel à visão stalinista do império, onde a "grande nação russa" é o cão principal. Foi a quem foi o primeiro brinde quando Stalin comemorou a vitória na Segunda Guerra Mundial, desvalorizando assim os esforços de todas as outras nacionalidades da URSS que lutaram contra o nazismo. Ainda assim, o "mundo russo" já se cansou da irracionalidade com a qual Dugin se opõe ao intelectualismo do ocidente.

O Patriarca da Moscóvia, Kyrylo, foi encarregado de dar voz à parte "espiritual" da doutrina neocolonialista, bem como apresentar o termo "mundo russo" em 2009. de Chernihiv disse assim: "Rússia, Ucrânia, Bielorrússia são a sagrada Rus." Essa visão do mundo russo é construída no nome moderno de nossa igreja. A igreja é chamada de "russa" não por causa de origens étnicas. mostram que a igreja ortodoxa russa pastoreia as nações que aceitam as tradições culturais e espirituais russas como base de sua identidade ou, pelo menos, parte dela. "É por isso que consideramos a Moldávia uma parte do mundo russo"- disse Kirill.

Usar a igreja como uma ferramenta e fundi-la com o estado tornou-se um trampolim no projeto do Kremlin de construir seu antimundo para resistir ao Ocidente. Mas eles também foram condenados pela comunidade cristã. A Academia de Pesquisa Teológica de Volos, na Grécia, publicou uma declaração assinada por mais de 300 teólogos de todo o mundo, incluindo russos. Declarando o "mundo russo" herético e violando princípios básicos da ortodoxia.

Para citar um trecho: "Desde 2014, quando a Rússia anexou a Crimeia e iniciou uma guerra por procuração no Donbas ucraniano para o início de uma guerra em grande escala, Putin e o Patriarca Kyrylo têm usado a ideologia do "Mundo Russo" como a principal justificativa para a invasão. <..> Ensina-nos que o "Mundo Russo" se opôs ao Ocidente corrupto, liderado pelos EUA e Europa Ocidental, já derrotado pelo "liberalismo, globalização, cristianofobia, direitos dos gays", propagado através de paradas gays e "beligerantes secularismo". ,respeito rigoroso e justo para com a Santa Rus ... ... Deixamos de lado a heresia do mundo russo e os atos de desprezo do governo russo como iniciar a guerra na Ucrânia, causados ​​por este ensinamento miserável que não tem mérito, endossado pelos ortodoxos russos igreja como profundamente não-ortodoxa, não-cristã e repugnante para a humanidade".

Mas o mundo russo não é apenas herético. É neonazista: não tendo um líder totalitário definido, mistura ideias, lemas, conceitos e fins chauvinistas, fascistas, racistas e xenófobos. É o mesmo que as ideias nacional-socialistas de Hitler: expansão violenta do império justificada por um direito e um caminho especiais.

Para citar Vladyslav Surkov, encarregado de incorporar a doutrina: "O que é o mundo russo? São todos os lugares onde as pessoas falam russo ou respeitam a cultura russa, onde veem o modelo de desenvolvimento da Rússia como uma alternativa ao seu, onde respeitam Putin, onde Eles temem as armas russas - essa é a nossa influência. É qualquer país que tenha esperanças na Rússia, por sua proteção <...> a ideia do mundo russo é estar acima das barreiras, olhar além das fronteiras e possuir o mundo no sentido mais puro desta palavra porque a expansão russa não é egoísta... Não somos um império comercial, nem um império egoísta, somos um império não lucrativo - essa é a nossa principal diferença em relação aos anglo-saxões". Violência pura e insolência sem precedentes.

O mundo russo não respeita a lei internacional, os estados soberanos ou a vontade do povo, muito menos os indivíduos que Moscóvia considera seus. A "Declaração de identidade russa" foi criada em 2014. Nele se lê: "um russo é uma pessoa que se considera russa, fala e pensa em russo e reconhece a ortodoxia cristã como base da cultura espiritual e se solidariza com o destino do povo russo".

Hoje vemos o que está reservado para as pessoas de língua russa que não estão dispostas a reconhecer esse símbolo de fé e permanecer cidadãos de seus próprios países - vemos isso em Kharkiv, Mariupol, Chernihiv, Irpin e outras cidades ucranianas devastadas pela invasão russa. "Viver sob os russos significa a morte", um amigo de Kherson (ocupado pelo mundo russo) me mandou uma mensagem.

A guerra da Rússia contra a Ucrânia não deixa dúvidas de que essa doutrina é uma ameaça à humanidade. Deve ser condenado pelo mundo e proibido como neonazista, totalitário e extremista.







segunda-feira, 14 de março de 2022

A GRANDE GUERRA DO POVO UCRANIANO

 A GRANDE GUERRA DO POVO UCRANIANO



Há mais de mil anos, o príncipe Sviatoslav de Kyiv lançou as bases de nossa doutrina militar nacional, que por seus princípios morais permanecerá o principal testamento para os descendentes do povo rush’.

Estas palavras foram transmitidas a todas as gerações subsequentes da nação ucraniana, por isso, nos momentos mais difíceis, encontrou coragem para resistir. E foi somente quando a elite política foi incapaz de se unir que perdemos nossa condição de Estado, como fizemos na primeira metade do século XII, quando a Rúsh se destruiu na luta.

Foi restaurado na forma do principado Galicia-Volyn, que durante seu apogeu uniu todas as terras ucranianas, incluindo a região de Kyiv, e que foi reconhecido como o sucessor da Grande Rúsh com seu centro em Kyiv. E quando este estado caiu, nossa nação fez todos os esforços para recuperar seu direito à terra.

Essa mudança vem acontecendo há séculos – até mesmo um novo estado social de nossa sociedade está sendo estabelecido, que assumirá a liderança política sobre si mesma: a força armada cossaca realmente reviveu o estado ucraniano em meados do século XVII, quando Hetman Bohdan Khmelnytsky chamou todos aqueles que estavam prontos, ele também deu sua vida por ela.

E essa enxurrada de energia revolucionária de nosso povo derrubou a escravização estrangeira e lhe devolveu o direito de seu próprio autogoverno. Foi revivido, porque nos regimentos cossacos, juntamente com cossacos experientes, lutaram contra camponeses e nobres, artesãos e padres – então tudo o que vive, segundo Samovydets, subiu aos cossacos.

A Ucrânia voltou a ser falada na Europa, como nos dias da Rúsh. O Hetmanato gradualmente recuperou o legado dos príncipes de Kyiv dentro das fronteiras étnicas, o que quebrou o conceito de autocracia czarista sobre Moscou como a Terceira Roma. A fim de evitar o pleno renascimento do estado ucraniano, a Ortodoxia foi usada lá como a principal ferramenta para confundir as massas cossacas sobre a transição para o omophorion do czar de Moscou como o único crente, dizem eles, somente ele é capaz de obter proteção ucraniana .

Eles acreditaram e gritaram em Pereyaslav “sob o czar do Oriente, os ortodoxos”. Mas dois anos após a decepção cínica sobre os prometidos “novos privilégios e liberdades”, Bohdan Khmelnytsky será forçado a gritar ao conselho cossaco: “Devemos recuar do rei ortodoxo, vamos pelo menos sob o Busurman!”.

O Grande Hetman não teve tempo de executar esse plano estratégico, e a parte dos oficiais e do clero ortodoxo comprado por Moscou impediu Ivan Vyhovsky e Petro Doroshenko de fazê-lo. Ivan Mazepa também não conseguiu liberdades para a Ucrânia porque “conquistou a si mesmo”.

Mas o mazepinismo por dois séculos formou independentes ucranianos, que não foram impedidos nem pelas circulares de Valuev nem pelos decretos do Ems, porque Taras Shevchenko convocou todos: “Lute – lute! Deus te ajude. ” Assim, com o início do século XX, houve um rugido em todos os nossos territórios – de Xiang ao Don: “Não deixaremos ninguém governar em nossa terra natal!”.

Desde 1917, esta chamada foi encomendada pelo exército ucraniano para implementar Simon Petliura. No entanto, nem todos ficaram sob as bandeiras nacionais azuis e amarelas – muitos deles cuspiram na terra prometida pelos bolcheviques russos, então partiram da frente anti-Moscou para dividi-la, deixando os alunos aleatoriamente perto de Kruty. Após a restauração da UPR no final de 1918, foi possível aprová-la, mas a atamania impediu isso: todos queriam ter sua própria república, não uma única catedral. E como a luta nacional por uma Ucrânia independente não se desenrolou, o Ocidente lavou as mãos ao derramar sangue na luta contra Moscou branca e vermelha.

Ele vingou brutalmente os ucranianos como petliuristas em 1932-1933 não apenas na região do Dnieper, mas também na região de Kuban, Lower Podon, Slobozhanshchina, Volga, quando 10 milhões e meio foram destruídos pelo terrível genocídio do Holodomor.

Enquanto isso, uma nova mudança estava surgindo na Ucrânia Ocidental, que passaria a assumir o papel de liderança política dos ucranianos com o início da Segunda Guerra Mundial, proclamando a restauração do estado ucraniano em 30 de junho de 1941 em Lviv. No entanto, sob a ocupação de Hitler, ele não encontrou o apoio das massas e, nos anos do pós-guerra, foi finalmente suprimido por Moscou.

Sim, o movimento nacionalista não se tornou nacional então, e um de seus principais ideólogos, Stepan Bandera, percebeu isso. É por isso que ele viu o sucesso da revolução nacional ucraniana com a participação dos comunistas. E isso aconteceu em 24 de agosto de 1991, quando a Verkhovna Rada da RSS ucraniana proclamou o Ato de Independência do Estado da Ucrânia. E cada 9 em cada 10 cidadãos ucranianos que apoiaram este fatídico documento em 1º de dezembro de 1991, de fato, juraram diante de seus ancestrais e descendentes lutar pela liberdade do povo nativo e hoje se levantaram para uma guerra nacional contra um inimigo feroz temido pelo mundo.

Por quê? Porque em suas almas – soldados, fazendeiros, trabalhadores, intelectuais, deputados – habitava o espírito dos antigos Mazepa, Petliura e Bandera, que provaram ao mundo sua fidelidade às tradições históricas da luta pelos sonhos eternos de sua liberdade x bisavós. De fato, Ivan Franko disse profeticamente: “Esta é a última guerra. Isso é antes da batalha, virilidade e atrocidades.”

E esta guerra será vitoriosa, porque é a Grande Guerra Popular Ucraniana!


Vladimir Sergiychuk,

Chefe do Departamento de História Mundial da Ucrânia, Universidade Nacional Taras Shevchenko de Kiev, Doutor em Ciências Históricas, Professor.

domingo, 27 de fevereiro de 2022

sábado, 26 de fevereiro de 2022

COMO AJUDAR A UCRÂNIA II

 A COMUNIDADE UCRANIANA BRASILEIRA Mobilização total


Chamamos a comunidade ucraniana brasileira para mobilização geral nos dias 27 de fevereiro e 2 de março. Vão em massa as missas, falem com os padres e realizem atos, enviem as fotos  para a Representação Central Ucraniano Brasileira. Façam contatos com os prefeitos municipais, vereadores e deputados e peçam apoio para condenar a cruel agressão russa a Ucrânia e chamar todos o povo brasileiro a dar o apoio à soberania e integridade territorial da Ucrânia e à ajuda humanitária. 

 A agressão russa à Nação ucraniana não é uma agressão somente ao povo ucraniano, ela atinge os fundamentos da Carta das Nações Unidas que é a busca da paz e da não agressão, da convivência pacífica dos povos e a solução pacífica dos conflitos. A agressão militar russa a Ucrânia atinge toda a humanidade. 

 A agressão é militar, politica e cultural. Forças militares atacam a Ucrânia em seu todo o seu território, politicamente busca negar a existência do próprio estado nação ucraniano e culturalmente é a negação de nossa língua, religiosidade, tradições e modo de ser. A agressão russa é a agressão ao sistema democrático da Ucrânia. 

 Chamamos todo o povo brasileira à solidariedade e apoio ao povo ucraniano.             

Vitório Sorotiuk 

Presidente da Representação Central Ucraniano Brasileira

rcubras@gmail.com 

+55 41 99981 5402 


Entidades integrantes da Representação Central Ucraniano Brasileira:

Sociedade Ucraniano Brasileira Unificação (São Paulo) 

Metropólia Católica Ucraniana São João Batista – Igreja Greco Católica

Eparquia Nossa Senhora Imaculada Conceição em Prudentópolis 

Arcebispado da Igreja Ortodoxa Ucraniana na América Latina. 

Sociedade Ucraniano do Brasil – SUBRAS

Sociedade dos Amigos da Cultura Ucraniana – TPUK

Clube Poltava

Associação da Juventude Ucraniano Brasileira – AJUB

Clube Ucraniano de União de Vitória

Associação dos Amigos do Museu do Milênio – Prudentópolis

Associação Ucraniana Catarinense Ivan Frankó (Santa Catarina )


ENTENDA A INVASÃO EM 2 MINUTOS




ACORDO DE BUDAPEST



sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

COMO AJUDAR A UCRÂNIA

 COMO AJUDAR A UCRÂNIA?

Promover uma campanha maciça de envio de cartas de repúdio para a embaixada russa no Brasil, condenando veemente a ação covarde, despropositada e selvagem do governo russo contra um país soberano e um povo pacifico que só almeja a liberdade dos grilhões de uma nação doente e historicamente belicista.

(Usar os piores adjetivos possíveis acusando-os de covardes, selvagens e psicopatas da espécie humana).


COVARDES - CRIMINOSOS - PSICOPATAS !!!


PARA AQUELES QUE DESEJAM AJUDAR. ESCREVA PARA O ENDEREÇO A SEGUIR FAÇA O SEU REPÚDIO.

Endereço Avenida das Nações, SES, Q.801, Lote A Brasília-DF
CEP 70476-900
Telefone (55 61) 3223-3094, 3223-4094
Fax (55 61) 3226-7319
E-mail: embaixada.russia@gmail.com, embassy.brasil@mid.ru 

ESTE E-MAIL FOI ENVIADO AO EMBAIXADOR DA RÚSSIA NO BRASIL

De : anatoli <anatoli@anatolli.com.br> 

Data: 25/02/2022 19:54 (GMT-03:00) 

Para: embassy.brasil@mid.ru 

Assunto: NOTA DE REPÚDIO 

Senhor embaixador:

Serve o presente para registrar o meu veemente repúdio pela ação covarde, despropositada e selvagem do governo psicopata russo contra a soberania de um país e contra um povo pacifico que só almeja a liberdade dos grilhões de uma nação doente e historicamente belicista como sempre foi e continua sendo a rússia.

Espero que vossa excelência e seu chefe psicopata, estejam ardendo nas profundezas do inferno em companhia do vosso gurú Stalin, o carniceiro da humanidade.

Que satanás os aguarde de braços abertos. 

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

SEMANA HOLODOMOR 1932-2021: 89 ANOS

SEMANA HOLODOMOR

22 a 28/11/2021

A Grande Fome aconteceu em 1932-1933. Morreram de fome 7 milhões de ucranianos. Ficou registrado na Historia como o Holodomor, que em ucraniano significa Morte pela Fome.

http://noticiasdaucrania.blogspot.com/2011/02/ucrania-vitima-do-comunismo-russo.html?m=1 


Embaixada da Ucrânia no Brasil

Holodomor - genocídio Ucraniano pela fome

O termo Holodomor significa um massacre pela fome, do qual não havia salvação. Com esta palavra, os ucranianos chamam a Fome deliberadamente organizada nos anos 1932 – 1933 pelo regime totalitário de Stalin no território da Ucrânia soviética, que levou mais de 7 milhões de vidas de conterrâneos nossos, dos quais a maioria eram crianças.

 A Ucrânia é o segundo maior país da Europa e era considerada «o celeiro da Europa». Na véspera da Primeira Guerra Mundial, as fazendas ucranianas camponesas e senhoriais coletavam 43% da safra mundial de cevada, 20% de trigo e 10% de milho.

Em 1919, na Ucrânia ocupada, os bolcheviques começaram a implementar uma política de "comunismo militar". Ela previa a nacionalização da indústria, a redução das relações de mercado, e a sua substituição pela regulamentação estatal, a ditadura alimentar, a mobilização de trabalho. Os bolcheviques alcançavam seus objetivos usando métodos de terror.

Nos anos de 1921-1923, para a supressão da resistência na Ucrânia, os bolcheviques, pela primeira vez, testaram o terror com a fome, privando a população dos meios de sobrevivência.

No final de 1927, o regime adotou uma decisão de coletivizar a agricultura. Em 1931, mais de 352 mil fazendas "desapropriadas" foram liquidadas na Ucrânia. No total, cerca de 1,5 milhão de pessoas foram roubadas pelo regime comunista.

As ações do regime causaram insatisfação com a população em várias regiões da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), especialmente na Ucrânia. Aqui, os camponeses começaram a fazer a mais aguda resistência. A resistência do campesinato ucraniano cresceu de forma sincronizada com a aceleração da taxa de coletivização. O pico foi alcançado em março de 1930. Naquela época, na Ucrânia, o governo, através da chantagem e do terror, obrigou mais de dois terços das fazendas a entrarem para as fazendas coletivas (kolgosp).

Até outubro de 1931, na Ucrânia, 68% das fazendas camponesas e 72% das terras aráveis foram coletivizadas.

Na república, no verão de 1932, uma enorme onda de protestos camponeses e rebeliões de fome estavam surgindo novamente. Os camponeses que já começavam a sofrer de fome em massa, lutaram não só por suas terras, mas também por suas próprias vidas. Durante sete meses, em 1932, mais de 56% dos protestos na URSS ocorreram na Ucrânia. As fazendas camponesas começam um novo êxodo em massa de kolgosps.

Stalin exigiu que todos os problemas fossem resolvidos de uma só vez - superar a resistência dos camponeses, intelectuais e comunistas nacionais no poder, punir os desobedientes e transformar aqueles que restarem no povo «soviético». Isso só poderia ser feito através do extermínio em massa.

O Holodomor foi o resultado de uma política bem planejada do Kremlin. A primeira etapa do crime foi o confisco em massa de todos os alimentos da aldeia, e não apenas os cereais, como antes. O confisco exigia um recurso humano significativo, de modo que os funcionários do aparato do Partido Comunista e os membros credenciados dos centros industriais foram envolvidos nos requisitos.

As pessoas começaram a fugir das áreas afetadas pela fome. Então, a segunda ferramenta foi o isolamento dos afetados.

Em janeiro de 1933, o regime proíbe a partida de camponeses do território da Ucrânia e do Kuban, habitada principalmente por ucranianos.

A parte constituinte do genocídio foi o bloqueio consciente de informações sobre a fome. O horror do Holodomor foi a mortalidade extremamente elevada entre as crianças. As crianças morriam antes dos adultos.

O Holodomor levou milhões de vidas humanas. Como resultado do crime de genocídio, além do assassinato físico de milhões de pessoas, aconteceu a destruição do estilo de vida tradicional ucraniano. A fome tornou-se uma arma na destruição biológica em massa de ucranianos, para muitas décadas seguidas enfraqueceu o fundo genético do povo, e levou a mudanças morais e psicológicas na consciência dos sobreviventes.

Holodomor é um dos eventos mais importantes da história não somente da Ucrânia, mas também da história mundial no século XX, e sem entendê-lo não seria possível entender a natureza do totalitarismo e dos crimes cometidos tanto pelo totalitarismo soviético quanto nazista.

No entanto, as tentativas de negar o caráter genocida e anti-ucraniano da fome de 1932-1933 foram continuadas pelas forças que se autoproclamam como herdeiros do regime stalinista. A Ucrânia no cenário internacional continua a envidar esforços significativos para divulgar informações e reconhecer o Holodomor como crime de genocídio.


Para obter mais informações sobre esta tragédia recomendamos os seguintes sites:

http://www.holodomoreducation.org/index.php/id/158/lang/en, 
     
http://www.infoukes.com/history/famine/, 

http://www.gis.huri.harvard.edu/historical-atlas/the-great-famine.html, 

http://www.faminegenocide.com/resources/findings.html, 
  
http://www.sharethestory.ca/ 
    
Documentário «The Soviet Story» (2008), escrito e dirigido por Edvins Snore - https://www.imdb.com/title/tt1305871/ 

O filme «Bitter Harvest» (2017), diretor George Mendeluk (Canadá) - https://www.imdb.com/title/tt3182620/ 

O filme «Mr. Jones: A Verdade da Mentira» (2019) da diretora Agnieszka Holland (Trailer Legendado PT) - https://www.youtube.com/watch?v=adF4WroR4Is 

O livro «A fome vermelha: A guerra de Stalin na Ucrânia» da jornalista e economista Anne Applebaum - https://www.amazon.com.br/fome-vermelha-guerra-Stalin-Ucr%C3%A2nia-ebook/dp/B07ZWTJ762/ref=tmm_kin_swatch_0?_encoding=UTF8&qid=&sr= 




Fonte: materiais do Centro Ucraniano da Memória Nacional.


Embaixada da Ucrânia no Brasil

SHIS, QІ-05, Conjunto-04, Casa-02, LAGO SUL CEP 71615-040 Brasília-DF, BRASIL
+55-61-33-65-14-57+55-61-33-65-12-27
emb_br@mfa.gov.ua consul_br@mfa.gov.ua
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Site in test mode. Your complaints or suggestions: support@mfa.gov.ua





Créditos:
https://www.facebook.com/watch/?extid=WA-UNK-UNK-UNK-AN_GK0T-GK1C&v=203810025233778  

domingo, 21 de novembro de 2021

UCRANIA DENUNCIA "GUERRA ENERGETICA" DA RUSSIA

 GUERRA ENERGÉTICA

Retaliação Russa: Stalin assassinou 7 milhões de ucranianos com a fome. Putin quer repetir o feito com o frio.

Um novo genocídio aos moldes de Stalin/Putin à vista


 


sexta-feira, 19 de novembro de 2021

O APOIO DA DIÁSPORA À UCRÂNIA

 O APOIO DA DIÁSPORA À UCRÂNIA

Palestra por: Engene Czolij

Tradutor: Mariano Czaikowski



Eugene Czolij - Presidente do Congresso Mundial dos Ucranianos de 1998 a 2008 e Presidente da Associação Ucrânia 2050. Cônsul Honorário da Ucrânia em Montreal - Canadá. Tradutor : Mariano Czaikowski, Cônsul Honorário da Ucrânia em Curitiba. Promoção da Representação Central Ucraniana Brasileira - RCUB e do Núcleo de Estudos Eslavos - NEES da Universidade Estadual do Centro-Oeste - UNICENTRO - Campus Irati (PR).

O APOIO DA DIÁSPORA À UCRÂNIA
Palestra por: Engene Czolij
Tradução: Mariano Czaikowski
https://youtu.be/XX66xLOJ9AU

Palestra Virtual de Eugene Czolij – advogado, ex-presidente do Congresso Mundial dos Ucranianos 2008-2018, Presidente da Organização Ucrânia 2050 e Consul Honorário da Ucrânia em Montreal – Canada. Organizada pela Representação Central Ucraniana Brasileira no dia 19 de novembro de 2021.

Em primeiro lugar, gostaria de parabenizar Sua Eminência Bispo Volodymyr Kovbych, Sua Eminência Bispo Myron Mazur, Cônsul Honorário da Ucrânia em Curitiba Marian Tchaikovsky, Professor Clodogil Fabiano Ribeiro Dos Santos e Vice-Presidente Regional da Ucrânia e Vice-Presidente da Central e da Ucrânia Vice-presidente e Sociedade Central de Educação da República Argentina de Yuri Danylyshyn.

Também gostaria de parabenizar o Vice-Presidente do Congresso Mundial dos Ucranianos e o Presidente da Representação Central Ucraniano-Brasileira, Vitório Sorotiuk, e agradeço sinceramente a organização deste evento.

Também parabenizo a comunidade ucraniana no Brasil pelo 130º aniversário da imigração ucraniana ao Brasil.

Recordo com prazer as minhas três viagens ao Brasil como Presidente do Congresso Mundial de Ucranianos, nomeadamente em 2009 quando estive em Curitiba, União da Vitória, Prudentópolis e na aldeia de Dorizon (perto de Malet) em 2011 e 2017, quando estive em Curitiba. O principal organizador das minhas viagens ao Brasil foi Vitorio Sorotiuk, a quem agradeço mais uma vez.

Gostaria de parabenizar a todos, em particular ao Presidente da Representação Central Ucraniano-Brasileira Vitório Sorotiuk, por um notável feito, a saber, em 5 de outubro de 2021, a Câmara Municipal de Prudentópolis decidiu por unanimidade que o ucraniano é a língua co-oficial do município de Prudentópolis.

Este ano, os ucranianos e nossos amigos de todo o mundo celebraram o 30º aniversário da restauração da independência da Ucrânia, que é, sem dúvida, um dos eventos geopolíticos mais importantes do século XX, o que o ex-presidente dos EUA Ronald Reagan corretamente chamou de fim do "império do mal" e permitiu ao povo ucraniano sair do colonialismo e entrar no círculo dos povos livres do mundo.
A proclamação da independência restaurada da Ucrânia também foi muito útil para a diáspora ucraniana, pois o Ocidente agora reconhece que os ucranianos na diáspora têm raízes em um país chamado Ucrânia, e não em algum território desconhecido que faz parte da Áustria-Hungria, Polônia, Romênia , ou a União Soviética.
Por sua vez, a diáspora ucraniana também contribuiu para esta grande história de sucesso, apoiando ativamente a nação ucraniana e seus lutadores pela liberdade e, assim, defendendo a independência da Ucrânia e estabelecendo um Estado ucraniano.

Para os céticos de tal afirmação, primeiro gostaria de lembrá-los de informações estatísticas extremamente convincentes.

Durante o período de agressão russa de 6 anos entre 2015 e 2020, o Fundo Monetário Internacional concedeu empréstimos à Ucrânia no valor de 12 bilhões de dólares americanos.

Para efeito de comparação, de acordo com o Banco Mundial, para o mesmo período de 6 anos, entre 2015 e 2020, ucranianos que vivem fora da Ucrânia, incluindo trabalhadores migrantes ucranianos que sustentam suas famílias em casa, foram transferidos para o sistema financeiro da Ucrânia 74 bilhões de dólares americanos.

Durante a difícil agressão russa e a pandemia COVID-19 apenas em 2020, o Fundo Monetário Internacional concedeu US $ 2,1 bilhões em empréstimos à Ucrânia, enquanto a diáspora ucraniana transferiu quase US $ 14 bilhões. Além disso, a diáspora ucraniana, liderada pelo Congresso Mundial de Ucranianos, deu uma contribuição significativa para:

reconhecimento pela comunidade internacional da restauração da independência da Ucrânia;

●a compra de instalações para a Embaixada e residência do Embaixador da Ucrânia no Canadá, para os Consulados Gerais da Ucrânia em Nova York e Chicago e para a Missão Permanente da Ucrânia nas Nações Unidas em Nova York;

● garantir o apoio da Ucrânia por parte dos estados ocidentais e da comunidade internacional, que forneceu assistência econômica, técnica, militar e humanitária à Ucrânia, bem como impôs e manteve sanções direcionadas contra a Rússia por violar a integridade territorial da Ucrânia;

●levantar a questão dos prisioneiros políticos ucranianos e reféns mantidos pelas autoridades russas em vários fóruns internacionais e pedir a sua libertação, bem como enfatizar as violações graves dos direitos humanos, nacionais e religiosos e das liberdades dos ucranianos e dos tártaros da Crimeia nos territórios ocupados ilegalmente territórios da Crimeia e no leste da Ucrânia, bem como na Rússia;

●combater a desinformação russa, que visa retratar a Ucrânia como um país falido, e disseminar informações verdadeiras sobre a Ucrânia, incluindo seu progresso na reforma e modernização;

● em apoio às aspirações da Ucrânia de integração europeia e eventual adesão à União Europeia, incluindo: (1) assinatura, ratificação e implementação do Acordo de Associação UE-Ucrânia; e (2) a introdução de um regime de isenção de visto para a Ucrânia no espaço Schengen. Como resultado dessas conquistas de integração europeia, a União Europeia é atualmente o maior parceiro comercial da Ucrânia. O volume do comércio entre a Ucrânia e a União Europeia em 2020 é quase 41% do volume total do comércio da Ucrânia com o mundo;

● em apoio ao curso euro-atlântico da Ucrânia e sua eventual adesão à OTAN;

● auxiliar no fornecimento do Tomos na autocefalia da Igreja Ortodoxa da Ucrânia;
● em reconhecimento do Holodomor como genocídio do povo ucraniano, que agora foi oficialmente cometido por mais de 15 países; e
● observar as eleições presidenciais e parlamentares na Ucrânia.

Como alguém pensa que isso é um exagero da contribuição de ações coordenadas da diáspora na defesa e desenvolvimento do estado ucraniano - quero chamar a atenção para como a própria Rússia, país agressor da Ucrânia, avalia tal contribuição do ucraniano diáspora liderada pelo Congresso Mundial de Ucranianos (CMU).

Em 11 de julho de 2019, a Procuradoria-Geral da Rússia decidiu declarar indesejáveis as atividades do Congresso Mundial de Ucranianos no território da Federação Russa.

Em 17 de julho de 2019, o Ministério da Justiça russo incluiu o CMU em sua lista de organizações não governamentais internacionais estrangeiras cujas atividades são consideradas indesejáveis no território da Federação Russa.

Em 9 de outubro de 2019, o CMU entrou com uma ação judicial contra o Gabinete do Procurador-Geral e o Ministério da Justiça da Rússia no Tribunal Distrital de Tver em Moscou.

Em 11 de março de 2020, o Tribunal Distrital de Tver de Moscou referiu-se a uma carta do Serviço de Segurança Federal da Rússia (ou FSB) afirmando que "as atividades do Congresso Mundial de Ucranianos são destrutivas e ameaçam os alicerces da ordem constitucional e da segurança da Federação Russa. "O tribunal, portanto, decidiu rejeitar a reclamação do CMU e declarou que os seguintes exemplos de atividades do CMU eram suficientes para justificar a decisão do Gabinete do Procurador-Geral:

1) promoção de iniciativas políticas anti-russas para devolver a Crimeia à Ucrânia, fortalecendo as sanções contra a Rússia, conduzindo uma campanha para revisar a "história comum da Rússia e da Ucrânia" e minando a Ortodoxia canônica na Ucrânia;

2) O presidente do CMU conduziu 147 viagens internacionais a 51 países de 2013 a 2018, onde ocorreram cerca de 1.500 reuniões bilaterais, durante as quais ele chamou o negócio principal do CMU - proteger a integridade territorial da Ucrânia da agressão russa e apelar a uma ação eficaz. com a ocupação da Crimeia e parte do leste da Ucrânia, incluindo a prestação de assistência militar, bem como o reforço das sanções contra a Federação Russa e a suspensão da construção do gasoduto Nord Stream-2;

3) levantar em 2018 nos eventos da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, o Fórum Econômico Mundial em Davos, a Comissão Europeia, as Nações Unidas e outras plataformas internacionais a questão da agressão russa, ocupação da Crimeia, Nord Stream 2 e a necessidade de sanções contra a Rússia; e

4) iniciar a ação global "Cartão Vermelho para Putin" durante a Copa do Mundo FIFA 2018, que teve como objetivo pressionar as autoridades russas.

Como resultado, todos os tribunais de apelação e cassação da Rússia rejeitaram as queixas do CMU e consideraram o Tribunal Distrital de Tver de Moscou legal e razoável. Assim, todos os tribunais da Rússia concordaram que tais "atividades do Congresso Mundial dos Ucranianos são destrutivas e representam uma ameaça aos fundamentos da ordem constitucional e da segurança da Federação Russa".

Todos estes fatos e estatísticas devem, antes de mais nada, nos fazer sentir que a diáspora ucraniana é uma parte integrante do povo ucraniano, que a diáspora ucraniana pode realmente e concretamente ajudar na construção do Estado ucraniano e que a diáspora ucraniana realmente o fez no últimos 30 anos desde a independência da Ucrânia.

Todos esses fatos e estatísticas devem nos encorajar a ser ainda mais sacrificiais com nosso tempo e finanças para ajudar ainda mais o povo ucraniano nestes tempos difíceis, porque a Rússia - embora reconhecesse a independência da Ucrânia pelo nome - nunca aceitou a realidade geopolítica que surgiu. como resultado da restauração da independência da Ucrânia.

É por isso que a Rússia invadiu a Crimeia em fevereiro de 2014, e logo depois - no leste da Ucrânia. Desde então, a Rússia tem travado uma guerra híbrida contínua contra a Ucrânia com o objetivo claro de recuperar o controle dela.

Esta agressão militar já destruiu cruelmente pessoas e propriedades.

Nos últimos sete anos de agressão russa, mais de 14.000 pessoas foram mortas e mais de 30.000 feridas, incluindo civis e soldados ucranianos, apenas nos oblastos ocupados de Donetsk e Luhansk, e mais de 1,5 milhão de deslocados internos estão atualmente na Ucrânia.
Infelizmente, enquanto o Ocidente apóia a Ucrânia e condena as violações flagrantes da ordem mundial pela Rússia, os líderes ocidentais ainda não sabem que o plano de Putin vai muito além da Crimeia e das regiões de Donetsk e Luhansk, e visa a independência da Ucrânia para recriar um novo e ameaçador império russo.

Portanto, devemos pedir de forma conjunta e convincente à comunidade internacional que ajude efetivamente a Ucrânia a restaurar e proteger totalmente a sua integridade territorial - não apenas para a Ucrânia - mas também para a comunidade internacional, porque uma Ucrânia independente e territorialmente integrada com plena participação na OTAN e a União Europeia, é a melhor garantia de paz e estabilidade no mundo.

Em particular, neste momento crítico, a diáspora ucraniana, incluindo a comunidade ucraniana no Brasil, deve continuar seu trabalho de defesa de direitos para que a comunidade internacional possa tomar medidas concretas para:

(1) A OTAN forneceu à Ucrânia um Plano de Ação para a Adesão à OTAN;

(2) a Rússia não poderia contornar a Ucrânia no fornecimento de gás à Europa e continuar a usar o gás como arma política contra o Ocidente; e

(3) A Rússia foi proibida de usar o sistema de pagamento SWIFT, a menos que desocupasse a Ucrânia dentro de um determinado período de tempo estabelecido pelo Ocidente.

Seis anos atrás, em 3 de novembro de 2015, durante seu depoimento perante o Subcomitê de Cooperação para a Segurança Europeia e Regional do Comitê de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos, O ex-subsecretário de Estado adjunto dos Estados Unidos Benjamin Zif disse sobre os incríveis esforços do Kremlin para semear incerteza, confusão e suspeita e questionar nossas verdades mais básicas:

"O Kremlin está patrocinando o esforço com um sofisticado aparato de propaganda de US $ 1,4 bilhão por ano em seu território e no exterior, que estima chegar a 600 milhões de pessoas em 130 países, em 30 idiomas. O governo russo também está financiando centros de pesquisa e organizações em países vizinhos para ajudar a atingir seus objetivos de espalhar falsas narrativas do Kremlin; a imagem do Ocidente como ameaça; e minando a confiança na mídia independente, bem como nas instituições e valores ocidentais ".

Diante disso, um desafio extremamente importante para a comunidade internacional é aumentar a conscientização sobre essa desinformação entre as autoridades, a sociedade civil e a população em geral dos países ocidentais.

A este respeito, a Ucrânia e os seus 20 milhões de diáspora ucranianos devem envidar todos os esforços para conter essa desinformação e, assim, garantir que a comunidade internacional forme a sua opinião e tome decisões sobre a Ucrânia e a diáspora ucraniana com base em informações verdadeiras.

Atualmente, esta é provavelmente uma das tarefas mais importantes da diáspora ucraniana no combate à agressão híbrida russa contra a Ucrânia. Além disso, a diáspora ucraniana tem a oportunidade e os meios para combater de fato essa desinformação em vários fóruns e redes sociais, a começar pela maior rede do Facebook, que foi usada por 2,89 bilhões de usuários no segundo trimestre de 2021.

Portanto, aproveito a oportunidade para agradecer a todos os participantes deste evento que já aderiram à Missão Permanente de Monitoramento da Mídia Internacional da ONG "Ucrânia-2050" para combater a desinformação contra a Ucrânia e a diáspora ucraniana. Hoje, a missão conta com 166 membros de 56 países, incluindo o Brasil, que monitoram em 42 idiomas de forma voluntária e combatem a desinformação.

Também convido sinceramente a todos a se juntarem à nossa missão e ajudar concreta e diariamente a Ucrânia a lutar contra a agressão híbrida russa e a afirmar ainda mais sua condição de Estado.

Muito obrigado pela atenção!
Eugene Czolij
19 de novembro de 2021.