quarta-feira, 3 de agosto de 2016

MODELO SOCIALISTA

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



Nos milhares de aldeias ucranianas, desertas e em ruínas, perto de grandes cidades como Kharkiv, Kiev e Odesa, ainda parece se ouvir os uivos da fome, escreveu o jornalistaJeffrey D. Stephaniuk, da agência Euromaidanpress, de quem extraímos as citações deste post. 

Nessas aldeias ecoa, no silêncio, o brado lancinante doHolodomor, o genocídio pela fome ordenado por Stalin para extinguir os proprietários rurais  e todo um povo que não se vergava à utopia socialista.

Os camponeses e suas famílias não estão mais ali para contar: morreram aos milhões ou fugiram até caírem exaustos numa estação ferroviária onde ninguém os auxiliava.

Aqueles, como foi o caso de alguns mestres de escola, que tentavam atender famílias e crianças que agonizavam extenuadas foram presos pelos agentes comunistas e exilados na Sibéria – de onde poucos voltaram – pelo crime de espalhar rumores a respeito de uma fome que oficialmente não existia. 

Não existia por decreto de Stalin, que a tinha ordenado.

Comício da Frente Popular francesa Léon Blum (Partido Socialista), Maurice Thorez (Partido Comunista), Roger Salengro (Partido Socialista). Esquerdas ocidentais democráticas e iluminadas foram cúmplices.
Comício da Frente Popular francesa Léon Blum (Partido Socialista),
Maurice Thorez (Partido Comunista), Roger Salengro (Partido Socialista).
Esquerdas ocidentais democráticas e iluminadas foram cúmplices.

O inexplicável silêncio no Ocidente cooperou para o genocídio

Mas, esta é a curiosidade macabra, o decreto de silenciamento vigorou também no Ocidente, onde admiradores declarados ou velados de Stalin manifestavam ceticismo diante dos relatos, fotos e filmes que evidenciavam essas mortes atrozes de milhões. 

Esse viés pró-Stalin se manifestava até nos púlpitos religiosos, inclusive católicos.

Como pode ter isso acontecido? Como foi possível que democratas, liberais, humanitários, líderes políticos cristãos e até eclesiásticos insuspeitos de comunismo cooperassem tão eficazmente no abafamento desse genocídio?

Aliás, em certo sentido, eles continuam cooperando, silenciando ainda hoje os efeitos assassinos do flagelo comunista contra os quais Nossa Senhora em Fátima quis advertir os homens.

Sobre essa espantosa cumplicidade ocidental e seus efeitos no III milênio, veja o clarividente manifesto do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira: Comunismo e anticomunismo na orla do III milênio: uma análise da situação no mundo e no Brasil

O biógrafo Ian Hunter citou um alto eclesiástico anglicano da Inglaterra que elogiava Stalin pela sua “determinação e gentil generosidade”.

Malcolm Muggeridge, que passou oito meses na URSS entre 1932-33, não encontrava palavras para descrever a fome na Ucrânia resultante da coletivização das terras e a luta de classe contra os proprietários, “por causa do indescritível horror e a magnitude” do fato.

À Ucrânia poderiam se aplicar as Lamentações de Jeremias quando falam da fome em Jerusalém no ano 586 a.C.

O mais doloroso subproduto dessa desgraça foi o canibalismo que chorou o profeta:

8Het. Agora, seus rostos ficaram mais sombrios do que a fuligem; pelas ruas, são irreconhecíveis. A pele se lhes colou aos ossos, e qual madeira ressecou-se.

9Tet. As vítimas do gladio são mais felizes do que as da fome, que lentamente se esgotam pela falta dos produtos da terra.

10Iod. Mãos de mulheres, cheias de ternura, cozinharam os filhos, a fim de servirem de alimento” (Lamentações, 4, 8-10)

Geografia da grande fome comunista de 1932-1933
Geografia da grande fome comunista de 1932-1933
Muggeridge estava convencido de que “foi um dos mais monstruosos crimes da História, de tal maneira terrível que o povo no futuro dificilmente poderá acreditar que algo assim aconteceu alguma vez”.

Para muitos, a fome era um castigo que mereciam por terem apoiado os comunistas nos anos precedentes. Muitos acharam que os comunistas agiram como látego de Deus.

Miron Dolot descreve em outro livro o povo clamando a Deus contra o furor de Satanás que se abatia sobre ele.

Prelúdio da descristianização do “período pós-conciliar”?

A transição para o ateísmo nas cidades e no campo tinha se iniciado anos antes. As cruzes haviam sido derrubadas e em seu lugar ondeavam bandeiras vermelhas. Os altares foram removidos dos santuários.

Outrora, nas casas, aos pés de um ícone os camponeses colocavam um pão “como símbolo da generosidade de Deus”, escreve Miron Dolot em“Execution By Hunger”. 

Mas, sob o socialismo, instalou-se o desespero nas casas, onde se morria silenciosamente de fome. Foi uma brutal transformação dos meios de produção, que passaram das mãos de particulares para as do Estado por ordem de Stalin. 

Antes da fome, as aldeias começaram a se proclamar ateias e banir os clérigos. Pilhas de Bíblias e de ícones foram queimadas em público. O Natal passou a ser um dia de trabalho e os sinos foram fundidos para favorecer a industrialização.

Até que chegou a fome.

As cerimônias religiosas cessaram. O Natal de 1933 foi o primeiro a não ser mais celebrado. Depois não houve festa de Páscoa na primavera. Não havia mais locais de culto e nem mesmo clero. 

Por volta de 1933, o sistema de espionagem da polícia secreta e das ligas da juventude comunista havia desintegrado o senso da comunidade. O povo se trancava nas casas para aguardar a morte.

Os recintos sagrados vinham sendo transformados em teatros ou museus do ateísmo. Nas aldeias, as igrejas viraram locais de reunião do Partido Comunista. Os ícones e as pinturas mais veneradas foram substituídos por imagens do Partido Comunista e de seus líderes. 

As orações foram substituídas por cânticos de ódio, e nos estandartes expostos nas igrejas lia-se: “a religião é o ópio do povo”. E, ainda, “é impossível construir um assentamento coletivo onde há uma igreja”, ou “em vez dos sinos, gozemos o ruído dos tratores”.

As igrejas convertidas em depósitos ficavam, durante os tempos da fome, cheias de grãos protegidos por guardas armados, numa blasfema paródia do morticínio de massa: outrora elas eram a casa do Santíssimo Sacramento, visível na Santa Eucaristia, que alimentava espiritualmente os fiéis que comungavam. 

Ironicamente, o trigo, produzido com as próprias mãos e com o qual se confeccionava a hóstia que seria oferecida a Deus no sacrifício incruento da Missa, havia sido confiscado e guardado nos templos por agentes marxistas, para que os camponeses morressem sem alimento.

Ateização por meio da reforma agrária

Enterro dos restos das vítimas pela fome e repressão de 1946-47 achados na estação 'Pidzamche' em Lviv
Enterro dos restos das vítimas pela fome e repressão de 1946-47
achados na estação 'Pidzamche' em Lviv
O trigo seguia depois para as cidades, e também para o exterior, onde líderes marxistas e não-marxistas comemoravam o sucesso produtivo da reforma agrária socialista.

Até o Holodomor, a família camponesa ucraniana típica concebia grande número de filhos. Ela passou a ser acusada de “inimigo de classe” por gerar tantos súditos.

As crianças que sobreviveram ficaram órfãs, pois os pais haviam se sacrificado por elas. Mas acabaram se alistando em gangues que pilhavam as cidades. Como o comunismo desejava formar um tipo humano novo, quis transformá-las no homem soviético

Myroslav Shkandrij, em Fiction by formula: the worker in early Soviet Ukrainian prose, descreve o novo tipo humano como “um ser reduzido pelo Partido a um estado de desorganização e desmoralização”, que poderia ser modelado como massa para gerar um homem conforme aos ideais socialistas.

O Cristianismo ensina que o homem foi feito à imagem e semelhança de Deus e foi redimido por Cristo. A coletivização socialista da agricultura visou destruir essa ideia, corporificada no proprietário.

Por isso, os antigos proprietários – inclusive os menores – foram violentamente excomungados do mundo novo do socialismo, sem ter um lugar na Terra aonde ir. 

O dono da terra passou a ser apresentado como um opressor do proletariado pobre e marginalizado.

O fazendeiro estava do lado errado da equação marxista por se encontrar espiritual e juridicamente relacionado com a terra através da propriedade privada. 

Todos os crimes da reforma agrária faziam sentido porque impulsionavam a transição do capitalismo para o socialismo e o comunismo. 

Aldeias inteiras foram condenadas à morte pela fome por se negarem a entrar nessa evolução progressista.

Deve-se sublinhar que nas regiões – maioritárias, aliás – atingidas pelo flagelo russo-marxista do Holodomor, predominava a religião dita “ortodoxa”, um cisma do catolicismo.

O clero “ortodoxo”, em vez de pregar contra o monstro marxista, “virou a casaca” e se tornou um vil colaborador do carrasco socialista.

O grande clamor aos Céus pedindo a vingança divina

O heroico metropolita greco-católico de Lviv, Andrei Sheptytsky, impulsionou o vibrante apelo.
O heroico metropolita greco-católico de Lviv, Andrei Sheptytsky,
impulsionou o vibrante apelo.
O único grande clamor pela nação chacinada proveio da parte ocidental da Ucrânia, onde predominavam os católicos, cujos bispos lançaram um lancinante apelo ao mundo.

Em julho de 1933, a hierarquia católica ucraniana de Halychyna [Galícia, ocidente da Ucrânia] fez esse apelo.

Ele foi publicado primeiro no jornal “Pravda” (“A Verdade”) XII nº 30, do dia 30 de julho de 1933. Ele foi reproduzido posteriormente no livro do bispo Ivan Buchko First Victims of Communism: White Book on the Religious Persecution in Ukraine, publicado em Roma, em 1953.

O apelo dos bispos católicos ucranianos descreve as atrocidades que aconteciam no leste de seu país sob a bota bolchevista.

“Agora vemos as consequências do regime comunista: a cada dia elas se tornam mais aterradoras. A visão desses crimes horroriza a natureza humana e gela o sangue. (...)

“Protestamos diante do mundo inteiro contra a perseguição de crianças, pobres, doentes e inocentes. Por outro lado, citamos os perseguidores diante do Tribunal de Deus Todo-poderoso. 

O sangue dos trabalhadores famintos e escravizados tinge a terra da Ucrânia e clama aos Céus pedindo vingança, e o pranto das vítimas consumidas pela forme chega até Deus no Céu.

“Imploramos aos cristãos de todo o mundo, a todos aqueles que acreditam em Deus, e especialmente aos nossos compatriotas, a se unirem ao nosso protesto para tornar nossa grave denúncia conhecida até nos cantos mais remotos da terra.

“Pedimos às emissoras de rádio retransmitir nossa voz pelo mundo todo; talvez ela chegue até os empobrecidos e desolados lares que gemem na fome sob a perseguição.

“Então, pelo menos tendo conhecimento de que estão sendo lembrados, de que há pessoas que têm piedade de seus irmãos em terras remotas, eles se sintam confortados pelas suas orações e encontrem uma consolação em meio a indizíveis sofrimentos e à morte iminente.

“Para todos vós, sofredores, famintos, moribundos, nós imploramos a Nosso Senhor Misericordioso e Nosso Salvador Jesus Cristo:

“Aceitai esses sofrimentos em reparação por vossos pecados e pelos pecados do mundo, repetindo com Nosso Senhor: ‘Pai nosso que estas no Céu. Que vossa vontade seja feita’.

“Aceitar voluntariamente a morte pelas mãos de Deus é um oferecimento que, unido ao sacrifício de Cristo, vos conduzirá ao Paraíso e atrairá a salvação para todo o povo. Depositemos nossas esperanças no Senhor.

“Dado em Lviv, na festa de Santa Olga, julho de 1933.”

Assinam: o metropolita Andrés Sheptytskyi; Dom Gregório Khomyshyn, bispo de Stanyslaviv; Dom Josafá Kotsylovskyi, bispo de Peremyshy; Dom Gregório Lakota, bispo auxiliar de Peremyshyl; Dom Niceta Budka, bispo titular de Patara; Dom João Buchko, bispo auxiliar de Lviv, e Dom João Latyshevskyi, bispo auxiliar de Stanyslaviv.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

TÁRTAROS BLOQUEIAM A CRIMÉIA

domingo, 25 de outubro de 2015


Tártaros bloqueiam economicamente a Criméia



Membros do povo tártaro que residiam na península invadida pela Rússia estão bloqueando as estradas que conectam a Crimeia à Ucrânia e por onde chegam grandes volumes de produtos indispensáveis para a região. 


Os tártaros querem chamar a atenção para a discriminação e o acosso de que eles estão sendo objeto na península pelo invasor russo, noticiou o jornal “The Telegraph”, de Londres. 



Centenas de tártaros, em certos casos apoiados por grupos de milicianos ucranianos, cortam as artérias vitais com blocos de cimento e tornam mais lenta a passagem dos caminhões nas autoestradas.

“Nosso objetivo é o fim da ocupação da Crimeia e a restauração da integridade territorial da Ucrânia”, explicou Refat Chubarov, um dos líderes da comunidade dos tártaros da Criméia. 


Grandes colunas de caminhões se formaram de ambos os lados da fronteira. Não há indicação sobre o fim desse bloqueio. 
Embora anexada ilegalmente pela Rússia, a Crimeia depende da Ucrânia em matéria alimentar e energética.  



A Rússia, que mal consegue se sustentar a si própria, jogou em grave aperto a população do território invadido e não lhe fornece todos os recursos básicos indispensáveis.



Os tártaros constituem um povo completamente diverso do ucraniano.



Eles não são de origem eslava, mas mongol, professam o maometanismo, falam uma língua de tronco turco, e se instalaram na região em séculos passados, durante as invasões mongóis. 



Eles foram objeto de cruéis perseguições étnicas a partir dos anos 40 do século passado. Stalin os deportou em massa para a Ásia Central, acusando-os de colaboração com os nazistas na II Guerra Mundial.



Um número incontável deles faleceu nessa criminosa forma de repressão ideológica, étnica e cultural.

Protesto dos tártaros contra Putin, Istambul.
Protesto dos tártaros contra Putin, Istambul.

Os tártaros não suportaram o socialismo soviético. E logo após a queda da URSS voltaram para as suas terras.



 Eles eram cerca de 300 mil quando Putin irrompeu na península. 



Os tártaros preferem de longe pertencer à Ucrânia que à atual Rússia, que se lhes afigura uma genuína prolongação da era stalinista. 



Quando Moscou se apropriou pela violência da Crimeia, passou a tirar vingança hostilizando a população de origem tártara e de religião não “ortodoxa”. 



Acredita-se que após a ilegítima anexação, entre 10.000 e 15.000 tártaros se refugiaram em território sob o controle ucraniano, e dois de seus mais importantes líderes vivem em exílio efetivo na Ucrânia. 




Tártaros da Crimeia e guardas ucranianos cortam a fronteira na região de Kherson. O risco de represálias e de invasão russa não está descartado.







Fonte: Flagelo Russo

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

O QUADRUPEDE ALEMÃO


O ministro das Relações Exteriores alemão, Frank-Walter Steinmeier (Foto), durante seu discurso perante os embaixadores da Alemanha no exterior afirmou que Berlim está trabalhando em estreita coordenação com a França e Bruxelas sobre a aplicação da Minsk II.
"Mas a verdadeira solução, ainda está longe", - disse ele.
"Especialmente nestes dias de escalada da situação (no Donbass) nos causa grande preocupação", - disse o ministro das Relações Exteriores.
Como Steinmeier, disse na segunda-feira durante um encontro do Presidente da Ucrânia Petro Poroshenko com o presidente francês, François Hollande, e a chanceler alemã, Angela Merkel vai discutir os próximos passos.
No entanto, Steinmeier reiterou a necessidade de integrar a Rússia na ordem global. [Este Ministro alemão é um energúmeno. Até jumento sabe que é a Rússia quem introduz seus soldados e armamento no Leste da Ucrânia para promover a guerra civil e desestabilizar o governo ucraniano como retaliação pela deposição do presidente corrupto e manietado por Putin, Viktor Yanukovych. Esse quadrupede propõe que o vampiro russo venha cuidar do banco de sangue na Ucrânia !!!]
"Nós também precisamos olhar para além da gestão de crise imediata e pensar sobre como envolver a Rússia na ordem internacional", - disse ele.
"Eu não sei como a arquitetura de segurança internacional ficaria assim em 15 anos. Mas eu sei de uma coisa: não pode haver uma ordem europeia de paz sem o envolvimento da Rússia ", - disse o ministro alemão. [Caro Frank-Walter Steinmeier, depois dessa presepada Vossa Excelência já pode dar uma passadinha no Kremlin para receber o seu cachê !!!]
Steinmeier advertiu sobre a possibilidade de uma nova escalada no leste da Ucrânia e chamou a situação explosiva.

Fonte: Castelo Alto
Comentários: O Editor.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

domingo, 31 de maio de 2015

A UCRÂNIA ESTÁ "DES-SOVIETIZANDO" O PAÍS

domingo, 24 de maio de 2015

O SIM ao passado soviético
no cerne do pesadelo russo

Kharkiv: derrubada da estátua de Lenin,
uma das maiores do mundo.



A Ucrânia rompeu oficialmente com seu passado soviético adotando leis históricas para “des-sovietizar” o país.

A decisão foi saudada na ex-república da falida URSS, mas exacerbou as tensões com os separatistas pró-russos e encolerizou o Kremlin, informou El País, de Madri.

Os deputados ucranianos aprovaram, sem necessidade de grande debate, o conjunto de medidas legais visando apagar os estigmas de uma era de opróbrio e opressão.

As novas leis põem em pé de igualdade os regimes soviético e nazista. Também proíbem qualquer “negação pública” de seu “caráter criminoso”, bem como a “produção” e “utilização pública” de seus símbolos.

Notadamente o hino soviético, as bandeiras e os escudos da União Soviética e da República Socialista Soviética da Ucrânia, além do execrado símbolo da foice e martelo.

Para muitos, a proibição dos símbolos soviéticos deveria ter sido adotada há 25 anos, logo após a independência da URSS em 1991, como fizeram os países bálticos e a Polônia.

Deverão ser removidos na Ucrânia incontáveis monumentos erigidos à glória dos responsáveis soviéticos e numerosas estátuas de Lênin que o povo ainda não derrubou. Localidades, ruas ou empresas cujos nomes evocam o comunismo receberão outro nome.

Em caso de desrespeito a essas leis, organizações, partidos ou órgãos da mídia ficarão proibidos e os responsáveis poderão ganhar até 10 anos de prisão.

O Estado “realizará investigações e publicará informação sobre os delitos cometidos pelos representantes desses regimes totalitários, diz a nota explicativa da lei, reproduzida pelo serviço ZN.ua.

Símbolos da opressão soviética serão suprimidos
nos locais públicos da Ucrânia
Para Vadim Karassiov, diretor do Instituto de Estratégias Globais de Kiev, as leis visam responder “à campanha de propaganda do Kremlin”, que rotula as autoridades ucranianas de “fascistas”.

Em sentido contrário, o analista político Volodymyr Fessenko diz que a lei “é radical demais. (...) Contém muitos excessos” que podem exacerbar as tensões nas áreas ocupadas pelos pró-russos, que têm forte nostalgia da URSS.

As leis também concedem estatuto de “combatentes pela independência da Ucrânia” aos ucranianos que lutaram contra a URSS.

O caso mais polêmico é o do Exército Insurrecto Ucraniano (UPA), que enfrentou o Exército Vermelho. Ele é muito considerado na Ucrânia ocidental, mas detestado pelos saudosistas da ditadura stalinista.

A Rússia reagiu como se tivessem tocado numa chaga que ainda sangra.

“Kiev está a utilizar métodos verdadeiramente totalitários que atentam contra a liberdade de pensamento, de opinião e de consciência”, declarou o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, segundo Diário Digital

Fonte: Flagelo Russo.

domingo, 19 de abril de 2015

EVIDÊNCIAS DA PARTICIPAÇÃO RUSSA NA GUERRA NO LESTE DA UCRÂNIA

domingo, 19 de abril de 2015

Féretros de “soldados fantasmas” voltam a cemitérios russos

Os habitantes estão certos que o túmulo não identificado no cemitério público de Vybuty, região de Pskov, norte da Rússia, é de um paraquedista morto na Ucrânia. Os familiares têm medo de falar.



O capitão da 106º divisão aerotransportada viajou 900 milhas desde Rostov, na fronteira com a Ucrânia, para entregar o caixão de zinco selado do paraquedista Sergei Andrianov, 20, numa remota aldeia na região de Samara, entre o rio Volga e Cazaquistão.
A família havia ficado furiosa com o quartel da divisão pela falta de notícias. No fim, um oficial exasperado ofereceu 100.000 rublos (1.850 dólares) para tranquilizá-la.
Contudo, Natasha, a mãe de Sergei, queria dados: “Como é que ele morreu? Onde?”.
— “Meu filho morreu e ninguém pode explicar o que aconteceu”, disse ela em lágrimas à VICE News.
Ela exibe os documentos que recebeu junto com o corpo. Explicações imprecisas, nenhuma referência ao local. Um oficial confidenciou que Sergei estava em “missão especial” num local de “transferência temporária”, onde aconteceu uma explosão “incompatível com a sua vida”. Rostov é mencionada em alguma parte.
“Eles agem como se fosse um segredo de governo”, disse Natasha, “mas, honestamente, eu quero dizer que isto é um crime do governo”.

Oficialmente, a Rússia não está em guerra, mas seus soldados estão morrendo às dúzias — quiçá às centenas — na Ucrânia. Putin nega uma e outra vez que haja tropas russas no país vizinho, mas os cadáveres como o de Sergei voltam.
Jornalistas e ativistas dos direitos humanos recolhem os históricos desses sacrifícios silenciados que já formam uma espécie de “exército russo de fantasmas”.
Em evento internacional em Munique, o presidente ucraniano Petro Poroshenko exibe passaportes de soldados russos mortos ou capturados na Ucrânia.

Em agosto de 2014, o exército ucraniano progredia substancialmente e encaminhava-se para extinguir a rebelião pró-russa. Foi então que Moscou enviou suas tropas para evitar a derrota de seus protegidos.

Foi uma invasão ao pé da letra. Calcula-se que 20.000 soldados violaram as fronteiras. Muitos como Sergei só voltaram dentro de sacolas para cadáver.

O caso dele bate com dezenas de outros relatórios recolhidos pelo Comitê de Mães de Soldados, liderado por Valentina Melnikova.

Segundo as denúncias que ela possui, pelo menos 500 membros das forças armadas russas morreram na Ucrânia. O número concorda aproximadamente com os cálculos do governo americano. Mas são difíceis de confirmar: a repressão espiona aqueles que se interessam pelo assunto em demasia.

Para Melnikova, nada disto é novo. Já aconteceu durante a invasão soviética do Afeganistão ou na repressão da Chechênia, registra VICE News.

A mídia estatal nada fala. A TV se refere ao governo de Kiev como “junta fascista”. Os programas estão cheios de alusões a conspirações e a “quintas-colunas” sabotando a Rússia.

O clima de medo nas famílias impede que elas saiam a público. “Todo mundo cala. Eles compreendem o que aconteceu e o que pode acontecer se você fala”, dizem os parentes.

Natasha percebeu isso não somente nos agentes do governo, mas também nos vizinhos da aldeia.

Mas o muro de silêncio começou a cair quando, em agosto (2014), chegaram os primeiros corpos ao quartel de Pskov, perto da fronteira com a Estônia, a cinco horas de carro de São Petersburgo, sede da 76º divisão aerotransportada.

Ainda em agosto, oficiais ucranianos publicaram documentos de 60 dos pára-quedistas de Pskov, cuja brigada foi quase extinta numa emboscada. A Rússia negou, e o comandante da divisão declarou que todos seus soldados passavam bem.

Numa segunda-feira, a igreja do pequeno cemitério da periferia de Pskov encheu-se de gente, altos oficiais inclusive.

As cruzes não contêm nomes mas números num cemitério na região separatista pro-Rússia, perto de Donetsk

Mas Irina Tumakova chegou muito mais cedo e pôde ver os soldados cobrindo com terra os túmulos e o nome dos mortos: eram suboficiais da unidade mortos em agosto. Um homem lhe ofereceu um copo de vodca dizendo: “Meu filho está ali”.

Irina lhe perguntou se tinha morrido na Ucrânia.

— “Onde, se não?” respondeu ele.

A história correu pelas redes sociais russas. O quartel mandou silenciar, os familiares se recusaram a receber os jornalistas, funcionários perseguiram a jornalista russa que tentou se aproximar dos túmulos, recorrendo a ameaças e agressões.

No mesmo mês de agosto, a Ucrânia apresentou prisioneiros de guerra do 331º regimento aerotransportado de Kostroma. O Kremlin teve que admitir, mas Putin disse terem entrado na Ucrânia por “erro”.

Em setembro, as emissoras estatais russas de TV reconheceram pela primeira vez que um soldado russo fora morto na Ucrânia, mas alegarem tratar-se de um “patriota voluntário”.

Um outro “voluntário”, Nikolai Kozlov, foi apresentado pelas redes de TV recuperando-se num hospital da perda de uma perna. “Ele foi porque recebeu ordem”, contou seu tio.

O povo russo continua sendo sistematicamente desinformado pela grande mídia, quase toda ela nas mãos de camaradas de Putin.

Fonte: Flagelo russo


quinta-feira, 16 de abril de 2015

UCRÂNIA PROÍBE COMUNISMO NO PAÍS

Internacional


Ucrânia abre arquivos e proíbe propaganda comunista no país

Medidas são aprovadas em meio a tensão com a Rússia

 A Ucrânia anunciou que irá abrir os arquivos secretos dos órgãos repressivos do regime comunista, que datam desde a revolução de outubro de 1917 até a proclamação da independência do país, em 1991, no mesmo dia que em o Parlamento aprovou a proibição da propaganda comunista no país.
    A desclassificação de arquivos foi autorizada pelo Rada, o Parlamento ucraniano, com 260 votos a favor entre os 320 deputados presentes na sessão.
    O organismo também aprovou hoje, com extensa maioria, um projeto de lei que classifica comunismo e nazismo nos mesmos termos, proibindo seus símbolos, sua propaganda e a negação seu caráter criminoso, os banindo do país.
    A lei define que "o regime totalitário comunista existente na Ucrânia é reconhecido como criminoso e acusado de ter promovido uma política de terror estatal". Os transgressores da norma deverão pegar até cinco anos de prisão.
    O ministro da Justiça, Pavlo Petrenko, declarou que a lei proíbe a "ideologia comunista" como parte de um processo de "descomunização" do país anunciado há alguns meses pelo governo de Kiev.
    A norma foi aprovada pelo Rada em meio a tensões diplomáticas com a Rússia, que estaria apoiando forças separatistas que atuam no leste do país. O presidente russo, Vladimir Putin, também apoia o ex-líder ucraniano, Victor Ianukovich, deposto por sua postura pró-russa e contrária à União Europeia (UE). (ANSA)
Fonte: Jornal do Brasil

sábado, 11 de abril de 2015

RÚSSIA UTILIZA A IGREJA AMESTRADA COMO INSTRUMENTO PARA EXPANDIR O COMUNISMO

Patriarca de Moscou elogia na Duma a restauração dos “valores” soviéticos e a diplomacia vaticana

O patriarca Kirill na Duma exortou a restaurar valores soviéticos  elogiou a atual política vaticana.
O patriarca Kirill na Duma exortou a restaurar valores soviéticos
e elogiou a atual política vaticana.
Pela primeira vez na história, o autodenominado Patriarca de Moscou, chefe da cismática igreja ortodoxa russa, foi falar na Câmara baixa do Parlamento russo, ou Duma, noticiou “AsiaNews”.

O objetivo principal da histórica intervenção foi um apelo para restaurar “as coisas positivas da era soviética” e construir a Rússia moderna. Em outros termos, apoiar a construção da “URSS 2.0”, conforme desejo do camarada máximo Vladimir Putin.

Também pediu aos parlamentares a proteção da família e o banimento do aborto que grassa na Rússia num dos patamares mais sinistramente altos do planeta, mas que é uma das “conquistas” da era soviética. O apelo soou incongruente.

Formado nas escolas da KGB, Kirill deplorou “frequentes casos” de destruição e confisco de igrejas ortodoxas na Ucrânia, perpetrados pelos separatistas pró-russos, como se impedi-los estivesse dependendo de uma decisão de Moscou. 

Mas Kirill não esclareceu que essas violências antirreligiosas visam deixar de pé somente a sua própria autoridade. Pois elas vêm liquidando os numerosos religiosos ortodoxos que estão escandalizados pela colaboração do Patriarcado de Moscou com o regime soviético outrora e com a agressão de Putin em nossos dias.

O patriarca – “agente Mikhailov” nos registros de membros da velha polícia soviética russa – age assim em total coerência com os objetivos a ele encomendados.

Nos mesmos dias, informou o site “Vatican Insider”, Kirill voltou a derramar tempestuosas críticas contra a Igreja Católica de rito greco-católico, ou “uniatas” ucranianos, à qual dedicou os piores epítetos de seu vasto repertório de insultos: nazistas, fascistas, nacionalistas, russófobos, etc. etc. 

O patriarca de Moscou voltou a tripudiar sobre os católicos ucranianos, enquanto tende as mãos à política vaticana de amizade com Putin.
O patriarca de Moscou voltou a tripudiar sobre os católicos ucranianos,
enquanto estende as mãos à política vaticana de amizade com Putin.
Ora, ele o faz porque os católicos ucranianos dos diferentes ritos assumiram uma posição definidamente anticomunista no passado de opressão soviética.

Passado esse marcado pelo holocausto de milhões de camponeses pela fome, pela violência e pelo martírio de centenas de heroicos bispos, sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos, enviados aos campos de concentração ou assassinados friamente.

Essa posição anticomunista dos católicos ucranianos repercute no lúcido e firme repúdio à nova tentativa de Vladimir Putin de invadir e subjugar seu país.

Em sentido contrário, o agressivo patriarca agradeceu ao Vaticano pela abordagem “equilibrada em relação à crise na ex-república soviética”, como ele define a Ucrânia; abordagem que estaria na linha do que Kirill quer. 

Este acrescentou que as relações com o atual pontificado “demostram uma dinâmica positiva”, segundo “Vatican Insider” site católico-progressista.

Por sua vez, Dom Sviatoslav Shevchuk, arcebispo-mor de Kiev e de toda a Rússia e chefe do rito greco-católico, sempre repele os desaforos do patriarca amigo de Putin. 

Por isso ele faz ponderados apelos para que Moscou reconheça a dignidade do povo ucraniano e abra um “diálogo sincero baseado na verdade”. Também convida a não acreditar na “propaganda” da Rússia atual ou “nova URSS”. 

Obviamente, essas respostas cordatas só encolerizam mais o patriarca agente de Moscou.

Fonte: Flagelo russo.