Declínio Russo na Moldávia: Fracasso Estratégico Pós-Ucrânia
A guerra na Ucrânia expôs as fragilidades da influência russa no antigo espaço soviético, com a Moldávia emergindo como exemplo claro de perda de controle de Moscou, mais um fracasso da estratégia russa que justificava a invasão ucraniana para evitar perda de influência no Leste Europeu.
Em janeiro de 2026, o governo moldavo iniciou o processo legal para sair da Comunidade dos Estados Independentes (CEI), denunciando acordos pós-soviéticos e confirmando seu rompimento definitivo com a Rússia.
Essa decisão, somada às negociações de adesão à União Europeia (abertas em 2024, com meta para 2030), sinaliza o fracasso total da estratégia russa de manter satélites na região, perdendo após a invasão da Ucrânia mais um país para o Ocidente.
Transnístria: Enclave em Colapso Isolado. A autoproclamada Transnístria, região separatista pró-Rússia na margem leste do rio Dniester, tornou-se um ponto de fraqueza estratégica para Moscou. Com cerca de 1.500 soldados russos estacionados para "manutenção da paz" desde 1992, o enclave depende de gás russo fornecido como "ajuda humanitária", mas enfrenta cortes frequentes e fronteiras fechadas com a Ucrânia.
Sem conexão terrestre com a Rússia, devido ao conflito ucraniano, a Transnístria perdeu relevância, operando como estado falido com moeda própria e símbolos soviéticos preservados.
Saída da CEI e Rumos Pró-Ocidente
A Moldávia, sob a presidente Maia Sandu, prioriza integração europeia, com reformas alinhadas à UE e declarações explícitas contra interferências russas. A denúncia dos pactos da CEI, admitida como legítima até por Moscou, reflete o esgotamento da pressão russa, distraída pela guerra. Negociações para UE e OTAN avançam apesar de sabotagens, consolidando a reorientação geopolítica de Chișinău. Unificação com Romênia: Proteção Hipotética? Sandu afirmou que votaria sim em referendo por unificação com a Romênia, membro da UE e OTAN , caso ameaçada de invasão russa, revelando aversão profunda à política de Moscou. Embora especulativa e rejeitada oficialmente por Bucareste, que prefere adesão soberana moldava à UE, a ideia destaca o desespero ante a debilidade russa para defender seu enclave. População dividida, mas tendência pró-Ocidente prevalece. Esse cenário reforça a narrativa de queda russa e resiliência regional, como discutimos anteriormente sobre Ucrânia: uma das preocupações centrais de Moscou era perder influência no Leste – justificativa explícita para a invasão , mas o resultado é o oposto, com proxies isolados e nações virando-se inexoravelmente para o Ocidente.
A Transnístria pode ser o próximo dominó a cair.
Por Tarás Antonio Dilay
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