Há 100 anos, um general ucraniano avisou a Europa - e ninguém ouviu
SUAS PALAVRAS TORNARAM-SE PROFÉTICAS
Oleksandr Udovychenko, general do Exército da República Popular da Ucrânia e comandante da lendária Terceira Divisão de Ferro, não conhecia a guerra pelos gabinetes, mas pelas trincheiras e pelas marchas de retirada.
Ele viu o que a Europa não quis ver: a Ucrânia tornou-se o escudo do continente - e foi deixada sozinha.
Entre 1918 e 1920, o Exército Ucraniano combateu praticamente um contra um contra a invasão bolchevique. Um império que se escondia atrás de slogans de "libertação" e "internacionalismo", mas que trazia apenas terror e destruição.
Udovychenko escreveu:
"Durante dois anos, o Exército Ucraniano desempenhou o papel de vanguarda da Europa na luta contra o internacionalismo.
Mas desempenhou esse papel sozinho, sangrando, em condições tão difíceis que até grandes exércitos regulares raramente enfrentam.
A Ucrânia lutou não só pela sua própria existência, mas pela segurança de toda a Europa."
Ele também apontou o erro estratégico da Entente, que tratava a Ucrânia com indiferença ou mesmo hostilidade:
"As potências da Entente cometeram um grande erro político ao não apoiar o Estado Ucraniano.
Esse erro fez-se sentir em 1920, quando o Exército Vermelho avançou sobre a Polónia.
E continuará a ser uma ameaça à vida pacífica dos povos da Europa."
E deixou uma conclusão que hoje soa quase como um axioma:
"Sem uma Ucrânia livre, qualquer paz na Europa será apenas temporária e ilusória."
Udovychenko morreu no exílio, em França, em 1975. Não viveu para ver a Europa repetir a mesma lição.
Mas as suas palavras atravessaram séculos - e continuam a soar como um aviso que o continente ignorou durante demasiado tempo.
Fonte: Amigos da Ucrânia
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