terça-feira, 20 de dezembro de 2011

UCRÂNIA E UNIÃO EUROPÉIA CONCLUEM NEGOCIAÇÕES

Ukraina e União Européia concluíram as negociações sobre o Acordo da Associação
Tyzhden (Semana), 19.12.2011

Ukraina e União Européia anunciaram a conclusão das negociações relativas ao Acordo de Associação. Isto foi afirmado pelo presidente ukrainiano Viktor Yanukovych na abertura da sessão plenária da Cimeira Ukraina - UE, no dia de hoje.

"Nós chegamos ao término da regulamentação do texto do Acordo de Associação e estamos prontos à preparação das assinaturas para continuação da implementação" - disse Yanukovych.
Segundo suas palavras, este acordo estabelece as bases para associação e integração plena da Ukraina com União Européia.
Yanukovych sublinhou que a assinatura do acordo tornar-se-á chave na realização do Estado na integração européia.
O presidente salientou que Ukraina está pronta para iniciar os preparativos técnicos para assinatura e implementação do acordo.
O presidente agradeceu aos grupos de trabalho, que por quatro anos negociaram este acordo.
Ele reiterou mais uma vez que é impossível Europa Unida sem Ukraina.
Além disso, em seu discurso, o presidente observou que Ukraina está aberta para diálogo com UE em todos os assuntos de interesse mútuo.
O presidente do Conselho Europeu Herman van Rompuy também confirmou a conclusão das negociações.
"Nós podemos declarar publicamente que as negociações sobre a associação estão concluídas. Esta não foi uma tarefa fácil" - disse ele.
Ao mesmo tempo ressaltou que a qualidade e perspectivas das relações da Ukraina com UE atravessam certas discordâncias.
"Estas preocupações relacionam-se com determinada politização do sistema judiciário da Ukraina, e justamente reveladora é a questão Tymoshenko. Ao mesmo tempo é indispensável o cumprimento das normas internacionais. Também trata-se de liberdade da imprensa e liberdade de reunião", disse van Rompuy.
"Sr. Presidente, estes princípios estabelecidos no programa de Parceria Oriental, e estes valores têm um peso decisivo na aproximação entre Ukraina e UE", - acrescentou ele.
Van Rompuy também destacou a necessidade de eleições parlamentares justas no próximo ano.
"O caminho deve estar aberto a todos os candidatos" - disse ele.
Ele também observou que o término das negociações para o Acordo - não é o final do processo". "Nós temos necessidade de ver o ulterior progresso nas áreas que eu acabei de mencionar", - frisou.
Lembramos, hoje acontece a Cimeira Ukraina - UE, em Kyiv.
Como sabemos, o presidente do Conselho Europeu Herman van Rompuy expressou esperança de que durante a cúpula Kyiv-Bruxélas poderão anunciar a conclusão das negociações referentes ao Acordo de Associação. No entanto, segundo suas palavras, a assinatura do Acordo sobre Associação com UE não será possível nesta cúpula.

Tradução: Oksana Kowaltschuk
Foto formatação: AOliynik

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

SISTEMA PRISIONAL UCRANIANO

A penitenciaria de Kyiv onde se encontra presa a ex-Primeira-Ministra Yulia Tymoshenko, recebeu duas visitas do Comitê Europeu para Prevenção de Tortura. 
A primeira aconteceu no período de 29/11 a 01/12/2011, quando uma Comissão do Comitê Europeu examinou as condições prisionais da penitenciária de Kyiv como parte das exigências para aceitação da Ucrânia na União Européia (UE).
A delegação do Comitê reuniu-se, na prisão, com a ex-Primeira-Ministra Yulia Tymoshenko e também com o ex-ministro Yuri Lutsenko, cujo teor da conversa não foi divulgado. Tymoshenko e Lutsenko encontram-se presos na penitenciária de Kyiv após um processo arranjado e um julgamento viciado conduzido por um judiciário parcial, corrupto e submisso ao atual presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovych, cujo método político é a remoção de cena de seus adversários políticos. Uma acusação farsesca seguida de uma condenação viciada é a melhor tática para justificar o ato perante a opinião pública.
Segundo o serviço de imprensa da penitenciária foram dadas avaliações positivas aos quesitos: condições à detenção de menores presos, mulheres, instalações médicas, conclusão da ala feminina, manutenção do departamento alimentar, celas, água quente.
O jornal Pravda publicou que o chefe e especialistas da Comissão Européia expressaram os agradecimentos pelo não impedimento na inspeção e pela ajuda recebida da administração da penitenciária nesta primeira visita.
A administração penitenciária, por sua vez, observa que nesta fase ainda não é possível apresentar um relatório completo das conclusões dos trabalhos do Comitê Europeu para a Prevenção de Tortura.
A segunda visita foi do Comissário Europeu Stefan Fule, que veio a Ukraina para últimos acertos sobre Acordo de Associação a UE.
A seguir um breve vídeo da propaganda e as fotos da "cela padrão cinematográfica". Como é maravilhoso esse governo Yanukovych !!!


O TEATRO




O advogado da Tymoshenko acusa o Serviço de Segurança da Ukraina pelas imagens da Yulia Tymoshenko às quais ela não autorizou e mais, pediu para não ser filmada. O Serviço de Segurança nega a autoria das imagens (imagens na cama, na enfermaria da prisão).


A SUPOSTA PRIMEIRA CELA

Tymoshenko já esteve presa em duas celas diferentes. A penitenciária diz que a primeira cela ocupada por Tymoshenko é a que aparece nas fotos a seguir:


Vista geral

Camas ou sofas

Ar condicionado

Chuveiro

Na primeira cela que Tymoshenko esteve encarcerada, não se sabe se é esta apresentada pela penitenciária. O que se sabe é que nenhuma reclamação de seu advogado foi publicada. Entretanto, depois que ela foi transferida para uma segunda cela, houve reclamações de que a cela era úmida, muito fria e que ela precisava permanecer agasalhada com muitas roupas de lã, inclusive luvas para suportar o frio.

A ENFERMARIA

Somente agora, com a vinda das comissões e com o agravamento de sua saúde, é que ela foi transferida para enfermaria 5 estrelas que aparecereram no vídeo e cujas fotos mostramos a seguir.







Video e fotos do Jornal Pravda: www.pravda.com.ua/news/2011/12/14/6838233/

Porque somente após o agravamento do estado de saúde de Tymoshenko e o anúncio da visita da Delegação do Comitê Europeu que a administração da penitenciária promoveu a remoção dela para uma "cela faz de conta" para inglês ver? Teatro para mostrar ao Comitê que o sistema prisional de presos políticos na Ucrânia se parece com acomodações de hotéis 5 estrelas?
É muito cinismo! Nem criança de três anos de idade acredita nas imagens mostradas ao público e a Comissão: TV, ar condicionado, tapetes, sofás, etc. Além de cínicos, são cretinos.

A REALIDADE PRISIONAL NA UCRÂNIA


A celas visualizadas a seguir são as celas reais onde são encarcerados os presos comuns e políticos. Este é o mundo real de presos políticos na Ucrânia e não a fantasia divulgada para a imprensa pela administração da prisão.






Imagens do Jornal Pravda: http://www.pravda.com.ua/news/2011/12/12/6830918/

Observando as condições das celas carcerárias mostradas acima, pode-se entender porque tantos presos políticos adoecem tão rapidamente após serem encarcerados nas maravilhosas celas prisionais ucranianas. Impossível manter a saúde nessas condições.

O Cossaco


Pesquisa: Oksana Kowaltschuk
Foto formatação: AOliynik

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

URSS: Colapso ou Estratégia?

Colapso da URSS como etapa da semidesagregação do Império Russo

Volodymyr Pylypchuk, deputado do Parlamento da primeira e segunda legislatura, acadêmico da Academia de Ciências Econômicas da Ukraina, Professor.
Já se passaram mais de 20 anos desde o colapso da URSS. E, em todos estes vinte anos entre os apologistas de império desenrolam-se discussões sobre o tema: ela desagregou-se ou a desmantelaram, quem são os culpados disso - Gorbachev ou o trio "Bilovezkii bisons" - Yeltsin - Kravchuk - Shushkevych [1]? Como punir os destruidores e como reviver novamente a UNIÃO? Um agricultor sábio diria: "Se Daniel morreu ou o tumor o asfixiou, ainda assim o morto não pode ser ressuscitado".
Mas, visto que "ao redor de científicas" as conversas espalham-se com a finalidade de confundir a consciência das pessoas e para instigá-las para a "ressurreição de um morto" e animá-las à luta por uma nova UNIÃO, eu decidi sentar-se e ocupar-me escrevendo este artigo.

CONTEÚDO DO ARTIGO
1. O colapso da União Soviética - processo em conformidade com leis objetivas
2. O colapso do primeiro império russo - Rússia czarista
3. O colapso da doutrina econômica comunista no período do comunismo militar
4.Economia do genocídio planificado
5. Idéia do comunismo - uma utopia
6. Quem não participou do poder na União Soviética?
7. Comunistas russos - casta dominante em URSS
8. Fatores subjetivos que aceleraram o colapso da URSS
9. O colapso final do modelo econômico comunista
10. Revisão do estágio final do colapso da URSS
11. O papel de Gorbachev no colapso da URSS
12. O papel dos comunistas da Rússia na destruição do PCUS
13. Como era percebido na Ukraina o CEE (Comitê de Emergência do Estado) e o colapso da URSS
14. O papel da KGB - URSS e Exército em CEE
15. O papel do acordo Bilovezkii e Bilovezkii bisões
16. Papel de USA e desaparecimento da URSS?
17. Era possível prolongar a existência do colapso do Sistema da URSS?
18. Conclusões da análise das causas do colapso do sistema comunista
19. Quanto a perspectiva de NOVA ALIANÇA com a Rússia
20. Ukraina é livre. Na ordem - liberdade de ukrainianos

1. O colapso da União Soviética - processo em conformidade com leis objetivas
Já se passaram 20 anos desde o colapso da URSS. E, em todos estes 20 anos entre os apologistas do império desenrolam-se discussões sobre o tema: ela desagregou-se ou a desmantelaram, quem são os culpados nisso - e desenrolam-se discussões sobre o tema: Gorbachev ou o trio "Bilovezkii bisons" - Yeltsin - Kravchuk - Shushkevych? Como punir os destruidores e como reviver novamente a UNIÃO? Um agricultor sábio diria: "Se Daniel morreu ou o tumor o asfixiou, ainda assim o morto não pode ser ressuscitado".
Mas, visto que "ao redor de científicas" as conversas espalham-se, com a finalidade de confundir a consciência das pessoas e para instigá-las para a "ressurreição de um morto" e animá-las à luta por uma nova UNIÃO, eu decidi sentar e ocupar-me escrevendo este artigo. A questão é que as conversas são realmente "pseudocientíficas", porque nenhum dos apologistas se esforça para estabelecer as relações das causas e efeitos do colapso do sistema comunista e colapso da URSS. Não se deseja analisar as causas e os fatores que conduziram ao colapso da URSS limitando-se apenas com argumentos emocionais de natureza subjetiva.

A este respeito, em mim, como opositor dos mencionados apologistas, surgiu a eles uma série de perguntas:

- se a teoria comunista era real, por que em nenhum dos países do mundo, que construíam o comunismo e que pertenciam ao mundo comunista (geralmente 40% da população mundial, em 1/4 de terras do planeta) durante mais de 70 anos o "comunismo não conseguiu se construir?”

- Por que rejeitaram a idéia ulterior de construir o comunismo e mudaram para capitalismo aqueles países, onde o nível de vida das pessoas era mais satisfatório do que na URSS (Iugoslávia, Checoslováquia, Hungria, República Democrática Alemã?

- Se a URSS era tão forte e "intocável", como a pintavam os apologistas, então por que ela desmantelou-se em um momento, como uma casinha de brinquedo? [Esta indagação do articulista suscita outra pergunta: A URSS desmantelou-se de fato ou foi uma estratégia para neutralizar o anti-comunismo no mundo fazendo acreditar-se que o comunismo acabou? AOliynik].

- Se havia política do PCUS (Partido Comunista da União Soviética) e da União Soviética, realmente internacional ou, ao menos, nacionalmente avaliada, quando em todas as repúblicas da UNIÃO (exceto na Rússia) crescia o "nacionalismo" e incendiava de tal forma que todas as repúblicas nacionais aspiravam pela soberania e a realizavam? (Eu escrevi, não sem razão "exceto na Rússia", porque na Rússia, o estágio de nacionalismo é mais elevado, próprio à nação imperialista - chauvinista, que será discutido abaixo).

- Se eram os membros do PCUS dos anos 90 dogmatas comunistas se:

- nem o secretário geral do Comitê Central do PCUS e nem o Politiburo do Comitê Central do PCUS e nem o CC PCUS não se pronunciaram contra a desagregação, mais oficialmente, não condenaram o colapso da URSS?
- nem os republicanos, nem os provinciais, nem os regionais, nem os municipais, nem as organizações partidárias iniciais, nem os comunistas comuns não se organizaram em defesa da URSS depois do Comitê de Emergência do Estado. Por que não se apresentaram, pelo menos, ocasionalmente, em comícios ou reuniões contra o colapso da URSS?

- Havia vida na comunista União Soviética, tão abastada e feliz, como agora é pintada pela quinta coluna imperial da Rússia, se os cidadãos não-partidários da União Soviética; os sindicatos (as escolas do comunismo), o Komsomol (o futuro e a esperança do partido), as ONGs não fizeram qualquer resistência ao seu colapso, não se apresentaram para proteger a integridade da URSS e nem tentaram protestar contra o seu fim?

- Por que KGB, MVD e Exército Soviético (os combatentes e os destacamentos militares do Partido Comunista) não apoiaram os seus gestores diretos, organizadores e membros do Comitê de Emergência do Estado nas suas intenções de força para reter o colapso da URSS?

- É possível que o colapso da União Soviética foi resultado de princípios científicos falsos, métodos e técnicas, que formavam a base de seu funcionamento e ocorreu como resultado convergente no tempo e espaço de processos e circunstâncias que aceleraram a deterioração do sistema?

Não vou adiar a intriga com a resposta até o final do artigo, responderei. Eu adiro ao ponto de vista que o colapso da URSS - natural e foi resultado de coincidência de tempo e espaço e de processos objetivos e em conformidade às leis:

- em resultado do colapso natural de base ideológica do sistema comunista que não conseguiu atingir seus objetivos - alcançar e ultrapassar os países capitalistas avançados em nível de produção per capita. Não foi capaz de construir uma base material do comunismo e suas imanentes relações sociais, enquanto a Revolução de Outubro de 1917 realizou-se exatamente para construção e viabilidade do comunismo. E, neste contexto, deve-se reconhecer que:

- o colapso do sistema comunista mundial é a etapa final da decomposição do império ideológico da Rússia.
- o colapso comunista da URSS é a parte integrante do processo mundial.
- decomposição da URSS é a etapa final da desintegração de uma das formas do império russo e a primeira etapa de sua semidecomposição territorial e nacional - ao mesmo tempo.

As premissas da desintegração da URSS evoluíam ativamente nas últimas décadas:
- as tendências negativas crescentes tanto na prática da economia comunista como na noção decisiva da teoria utópica comunista;
- descontentamento crescente da população da URSS com o padrão de vida;
- o crescimento do descontentamento e rejeição das repúblicas da URSS da essência ideológica imperialista e prática comunista;
- crescimento do descontentamento e rejeição das repúblicas da URSS com a política nacional e cultural da URSS;
- crescimento da insatisfação com a própria Rússia nas repúblicas da URSS. Rússia como organizador e "inspirador personificado de todas nossas vitórias" - tanto no sentido direto como falsificado.

O impulso final da fase da desintegração da URSS também foi dado na Rússia - fenômeno do CEE (Comitê de Emergência do Estado). Por analogia física CEE tornou-se detonador da reação em cadeia da desintegração nuclear da URSS.

A obtenção da independência da Ukraina, e outras repúblicas da URSS, deve ser examinada (pela mesma analogia) como os mesmos produtos de distribuição que os produtos que resultam de uma reação nuclear em cadeia.

[1] Shushkevych, presidente da Bielorrússia participou de uma reunião, na Floresta Bilowezkii (Bielorrússia), com os presidentes da Rússia, Bóris Yeltsin e da Ukraina, Leonid Kravchuk, em 07-08.09.1991, onde foi decidido eliminar a União Soviética e criar a CEI (Comunidade dos Estados Independentes).

C O N T I N U A

Tradução: Oksana Kowaltschuk

sábado, 10 de dezembro de 2011

ÚLTIMAS NOTÍCIAS DA UCRÂNIA E RÚSSIA

Piorou a saúde da Tymoshenko

08.12.2011

No dia da sessão (Tribunal de Apelação), já prevista para realizar-se na câmara da prisão, a saúde da Tymoshenko teve uma forte queda, ela precisou receber analgésicos.

Segundo seu advogado, o médico confirmou que Tymoshenko sentia dores muito fortes, então "bondosamente" deram um intervalo até 14h15min do mesmo dia.

Seu protetor Yevhen Zakharov diz que tentou lembrar se no tempo de Stalin houve processos judiciais secretos como este. Não, ele não lembra de procedimentos assim, não houve (Processo judicial dentro da câmera prisional torna-se secreto porque , além do advogado da defesa, ninguém mais pode assistir). "Isto é violação do direito processual!" disse Zakharov.

Segundo Mykola Zamkovenko, ex-presidente do Pecherskyi Tribunal, o julgamento na prisão é ilegal. "O tribunal somente vem à prisão quando trata-se de libertação antecipada ou anistia. E ainda sim deve realizar-se em outro local, como, por exemplo a sala de descanso, jamais na câmera.

Os deputados do B'iut (Tymoshenko) bloquearam a Tribuna no Parlamento e pretendem continuar com esta atitude até que sejam satisfeitas as suas reivindicações: fim do escárnio sobre Yulia Tymoshenko na câmara, com participação de juízes, promotores e investigadores do SBU (Serviço de Segurança da Ukraina); libertar imediatamente Tymoshenko e trazer à ordem do dia o projeto de lei de Viktor Shvets sobre a descriminalização do artigo 365 do Código Penal.

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Ivashchenko

01.12.2011

O ex-ministro da Defesa Valerii Ivashchenko não pôde comparecer à sessão de julgamento devido a intensas dores na coluna e perna direita, segundo seu advogado Borys Hechynorenko.

Ivashchenko permanece preso (desde agosto de 2010), sem condições de receber tratamento adequado, somente analgésicos.

De acordo com neuropatologista que examinou Ivashchenko, ele tem uma violação aguda das funções da coluna vertebral. As conclusões dos médicos, devido ao longo período que Ivashchenko sente dor e constante dormência do membro inferior direito (abril 2011), isso pode levar à paralisia e à necessidade de intervenção cirúrgica, resultando (na melhor das hipóteses) em invalidez.

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"Chernobyltsi"

06.12.2011

Mais de 300 "chernobyltsi" aguardavam por Yanukovych em Donetsk, para uma reunião, mas o presidente não pôde vir, segundo declaração do governador da Administração Regional.

"O presidente pretendia vir até vocês, mas precisou voar para Kyiv, impreterivelmente. Ele encarregou-me para representá-lo", - declarou o governador.

Yanukovych esteve visitando uma fábrica em Yenakiev (terra natal do presidente), a 50km de Donetsk.

08.12.2011

"Chernobyltsi" em Kharkiv iniciaram a ação de protesto, mas não farão greve de fome.

Em Lviv foram hospitalizados 5 "chernobyltsi" - todas mulheres. Elas pediram ajuda médica devido deteriorização da saúde. As participantes não pensam em desistência. Até reforçaram as tendas contra a neve e chuva.

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Eleições na Rússia

07.12.2011


Moscou: Polícia nas ruas para garantir as eleições


Em Moscou, na praça do Triunfo, a polícia, desde domingo, dispersa os ativistas da oposição. Agora resolveu permanecer aí constantemente e, ao longo do perímetro está colocando uma cerca metálica.

Da praça e ruas adjacentes estão evacuando os carros estacionados.

569 pessoas foram detidas, entre elas - jornalistas e representantes da oposição, líder da "Apple" Serhii Mytrokhun, líder do "Solidariedade" Bóris Niemtsov e o presidente do partido "Outra Rússia" Eduard Lymonov.

Ocorreram as mais numerosas manifestações da era Putin - até 10.000 pessoas. A oposição falou sobre o início da primavera árabe na Rússia, e muitos manifestantes - sobre o início do fim da "vertical do poder" de Putin.

Também houve detenções em São Petersburgo.

O governo trouxe para Moscou a Divisão do Exército do Interior.

A Human Rights Watch condenou a prisão de líderes da oposição e dos manifestantes em Moscou e pediu que as autoridades russas respeitem os direitos dos cidadãos à liberdade de reunião.

"Os manifestantes têm o direito de expressar sua opinião sobre a forma como as eleições foram realizadas. A prisão e o encarceramento de manifestantes pacíficos não está bem caracterizada pelo governo, e isso é inaceitável numa sociedade democrática".

O que diz a imprensa internacional.

The Independent: "Nós recebemos a confirmação de que o humor dos russos mudou: de apatia política e aprovação silenciosa do regime para apatia e silenciosa desaprovação".

Bild (Alemanha): "Resultado das eleições - sinal alarmante para Putin antes da eleição presidencial. Apareceu a insatisfação com o regime de Putin, a corrupção no governo e o crescente fosso entre pobres e ricos".

The Wall Street Journal: "Estas eleições não constituem ameaça aos planos de Putin para voltar à presidência, mas mostram - que russos já cansaram da corrupção escancarada, da economia fraca, da dependência excessiva da exportação de energia e da estagnação política".

The Guardian: "Putin não tem rivais sérios, talvez fadiga da nação de seu sistema. A popularidade do primeiro-ministro diminui gradualmente, e da "Rússia-Unida" - dramaticamente. De acordo com o pensamento dos sociólogos e analistas, se não fosse a fraude nas eleições, então o partido do governo conseguiria uns 30%.

08.12.2011

Em Moscou permitiram uma manifestação de 30.000 pessoas.

A manifestação estava planejada para Praça da Revolução. Os organizadores concordaram transferi-la para Praça Bolotna.

A ação deverá acontecer das 14h às 18h, no sábado, dia 10.

Até a tarde de hoje, no Facebook já declararam sua participação mais de 30.000 pessoas para protestar contra os resultados das eleições parlamentares.

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Tradução: Oksana Kowaltschuk
Foto formatação: AOliynik

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

FRAUDE NAS ELEIÇÕES RUSSAS

Em algumas províncias da Rússia votaram até 146% (!) eleitores

Vysokyi Zamok (Castelo Alto), 06.12.2011
Ihor Tymots - Ascold Yeromin


Medvedev (E) e Putin (D)

A contagem dos votos mostra que o apoio ao partido governante, "Rússia Unida", em comparação com as eleições parlamentares anteriores, caiu. O partido "Rússia Unida" perdeu a maioria das cadeiras na Duma. Dos 96% de votos computados, o partido "Rússia Unida" recebeu 49,5 dos votos, ou equivalente a 238 das 450 cadeiras.

Os observadores independentes falam sobre os fatos da interferência do governo e das fraudes em massa nas eleições. Verificam-se maiores quantidades de cédulas nas urnas que eleitores inscritos em diversas províncias, de até 146%, votos de "almas mortais", listas de eleitores não verificadas. A oposição chamou seus apoiadores para manifestação. Serhii Mironov, líder do partido "Rússia Justa”, disse que na capital do norte (São Petersburgo) a violação da lei foi total - descaradamente reescreviam os protocolos.

Então, o "patrão" já não é tão forte como antes... E o famoso "poder vertical", que com tanta obstinação construía Putin, pode mover-se.

Claro, ainda falta um bom tempo para as eleições presidenciais, e Putin fará todo o possível para corrigir a situação. Para evitar o segundo turno, Putin necessita aumentar seu ranking pessoal. O que precisa fazer para isso? Aquilo que esperam os seus eleitores. Para saber, é suficiente para Putin olhar o resultado da Duma. Parte de votos que esperava "Rússia Unida" não foi para os democratas, com foco na construção de uma "Rússia Européia". Esses votos receberam, principalmente, os comunistas de Zyuganov e os chauvinistas de Zhyrynovskyi... Para recuperar os votos desses eleitores para si, Putin claramente vai jogar nos próximos seis meses no campo eleitoral do Partido Comunista e LDPR (Partido Democrata Liberal da Rússia - Zhyrynovskyi) e continuará a construção da União Eurasiana. A melhor coisa para Putin seria, promover até a primavera, "uma pequena guerra vitoriosa". Então venceria no primeiro turno. Possíveis variáveis não são muitas.

Em 25.11.2011 Lukashenka negociou com a Rússia as ações da Byeltranshaz, que até então era propriedade da Bielorrússia, em troca de um crédito de USD10 bilhões a 15 anos, construção de uma usina nuclear no território bielorrusso e o preço do gás no mesmo valor de Yamalo-Nenetz, local onde é explorado, preço que já foi negociado anteriormente com a Rússia e não vigorou. Mas, segundo promessas de Putin entrará em vigor agora e isto porque Lukashenka ameaçou não entrar na União Aduaneira.

Na Geórgia guerra já é passado. Agora, verdade, na Ossétia do Sul - revolta - não quiseram votar no candidato "correto" [1]. É possível entrar em Tskhinvali. Mas Ossétia não é o escopo.

Resta Ukraina. Se Putin a domar, serão seus os votos da "Rússia Unida", dos comunistas de Zyuganov e do Zhyrynovskyi. Como grande vitória de Putin, aos olhos dos eleitores russos tornar-se-ia a não integração da Ukraina com UE. Se, em 19 de dezembro a cúpula UE-Ukraina não realizar-se (ou o Acordo dobre a Associação da Ukraina com UE não for rubricado), as chances da vitória de Putin no primeiro turno aumentam.

Nos protestos contra as fraudes, em Moscou e São Petersburgo já prenderam mais de 450 pessoas.


[1] Alla Dzhyiova, oposicionista, venceu o 2º turno das eleições presidenciais, o que não foi reconhecido. Depois da decisão da justiça o presidente Kokoite declarou que todas as seguintes ações da Dzhyiova estarão fora da lei e reforçou que as eleições presidenciais realizar-se-ão em 25.03.2012. Em Ossétia realizam-se protestos contra ações do governo pró-Rússia.

Tradução: Oksana Kowaltschuk
Foto formatação: AOliynik

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

AO ENCONTRO DA DEMOCRACIA

Dniprohrad, 21.11.2011
Serhii Lyshchenko


Dístico: "Urna para votação"
 Casualmente e sensacionalmente o Parlamento ukrainiano aprovou a nova lei eleitoral. Finalmente a certeza chegou aos deputados que precisavam dividir-se entre o investimento na base e a acumulação de dinheiro para compra de espaço na lista.

A nova lei eleitoral foi aprovada. Ela foi apoiada por 366 deputados, neste número quase 2/3 do bloco Tymoshenko e metade da facção NUNS (Nossa Ukraina - Autodefesa Nacional).

As novas regras para as eleições parlamentares de 2012, aprovadas de acordo com a vontade de Viktor Yanukovych, pavimentam seu caminho para permanecer no poder.

Então, o que conseguiu Yanukovych? Conseguiu um sistema misto, com metade do Parlamento eleita através das listas, metade - pelas bases majoritárias.

Este retorno ao passado tem uma explicação óbvia. Só assim Yanukovych poderá manter o controle do novo Parlamento e, ao mesmo tempo derrubar o lastro de seus próprios deputados com fim de mandato, enviando-os para as bases majoritárias.

As últimas eleições sob este sistema ocorreram em 2002. Na época o bloco do ex-presidente Yushchenko, “Nossa Ukraina”, conseguiu o primeiro lugar com 25% e através das listas entraram mais 80 deputados, mesmo assim Yushchenko não constituiu a maioria. Assim, a maioria dos deputados majoritários uniu-se ao bloco "Pela Ukraina Unida" e unidos conseguiram os 226 votos (50%+1) deputados, constituindo a maioria parlamentar.

É exatamente na repetição do procedimento análogo que aposta Yanukovych, somente precisa mudar os nomes dos partidos.

E é por isso que Yanukovych precisa do sistema majoritário no parlamento. O argumento de que a nação precisa do deputado eleito em seu território cai por terra - tanto o governo, quanto a oposição não quiseram apoiar a lei sobre as eleições através de listas abertas.

O segundo requisito fundamental de Yanukovych que foi satisfeito pela nova lei é a proibição de blocos. Deste modo o presidente tenta nivelar a influência de seus oponentes carismáticos - Tymoshenko e Yatseniuk, quando na verdade seus partidos políticos têm identificação muito alta.

A terceira condição de Yanukovych foi a exigência de aumentar em 5% a barreira transitável. Isto foi feito não apenas com a meta de não deixar entrar no parlamento as forças menores de oposição, como também para educar os seus aliados - os comunistas e o bloco do Lytvyn, os quais, tendo facções dez vezes menores que o Partido das Regiões, tentaram ditar-lhe suas exigências.

Em resumo, o bloco do Lytvyn já anunciou sobre sua fusão com o partido das Regiões, enquanto os comunistas tentarão abrir passagem ao parlamento através de suas bases majoritárias.

Assim Yanukovych conseguiu os principais objetivos políticos na lei referente às eleições.

Por primeiro, a vontade popular será realizada através do sistema que lhe dá chance à maioria. Em segundo lugar, a lei foi apoiada por todas as facções parlamentares, sem exceção, o que atende às exigências do Ocidente, o qual, nos últimos meses "secou" o cérebro do Yanukovych exigindo que as regras sobre as eleições fossem escritas e aprovadas por consenso e não na Bankova (endereço da Presidência).

E os primeiros comentários positivos dos europeus não tardaram. "Esta é uma notícia positiva, que uma larga maioria no Parlamento da Ukraina chegou a acordo sobre uma nova lei eleitoral", - escreveu em seu Twitter o Ministro dos Negócios Estrangeiros Sueco e um dos lobistas da Ukraina, Carl Bildt.

Mas, por que a oposição apoiou este projeto de Lei?

Segundo fontes, anteriormente à votação houve uma reunião da facção B'iut (Tymoshenko) onde Oleksandr Turchenov pediu aos deputados para votarem a favor, antes que Bankova tenha tempo para fazer alterações à lei. Vários membros apoiaram.

De 103 deputados do B'iut, 62 votaram a favor.

Interessante que nesta reunião surgiu a pergunta sobre o que achava Tymoshenko. Turchenov respondeu que não conseguiu encontrar-se com ela, mas que, segundo o advogado, Tymoshenko deu o seu consentimento. No entanto, neste caso, não está claro por que o advogado Serhii Vlacenko, que é deputado, não votou a favor da lei...

Os oposicionistas argumentam que "entre o ruim e o péssimo, escolheram o ruim".

Mas a pergunta é, caso este projeto não tivesse sido aprovado, tentaria Yanukovych aprovar o projeto odioso de Yefremov? Iria Yanukovych provocar ainda mais o cidente, adotando regras muito mais adequadas à fraude?

Ou será que o projeto de Yefremov foi introduzido com o único propósito de ser uma moeda de troca nas negociações? Então, Yanukovych abandonando-o criou a ilusão de que fez importantes concessões à oposição. Quando, na verdade, manteve a principal formação de sua maioria no parlamento - um sistema misto de 50 - 50.

Como resultado, todos os grandes jogadores estão satisfeitos com a nova lei.

Yanukovych porque lhe parece ter encontrado a maneira de resolver seu dilema para 2012.

Tymoshenko e Yatseniuk se convenceram que o novo sistema lhes garante a possibilidade de firmar-se, ao menos, nas posições atuais. Mas, precisaram dar muitas explicações aos jornalistas.


Tradução: Oksana Kowaltschuk
Foto formatação: AOliynik