O APOIO DA DIÁSPORA À UCRÂNIA
Palestra por: Engene Czolij
Tradutor: Mariano Czaikowski
Seja bem-vindo! Este blog defende uma Ucrânia livre do comunismo e do jugo moscovita.
O APOIO DA DIÁSPORA À UCRÂNIA
Palestra por: Engene Czolij
Tradutor: Mariano Czaikowski
Mensagem do Presidente do Congresso Mundial dos Ucranianos nas comemorações dos 130 anos da Imigração Ucraniana para o Brasil.
24 de Agosto
A Independência da Ucrânia foi elaborada pela Verkhovna Rada (Parlamento ucraniano) em 24 de agosto de 1991.
O referendo sobre o Ato de Declaração da Independência foi realizado na Ucrânia no dia 1 de dezembro de 1991. Uma maioria de 92,3% dos eleitores aprovou a Declaração de Independência elaborada pelo Parlamento ucraniano.
O referendo:
A seguinte pergunta foi feita aos eleitores: "Apoia o Ato de Declaração da Independência da Ucrânia?”. A Declaração foi usada como um preâmbulo para o questionamento. O referendo foi convocado pelo Parlamento da Ucrânia para confirmar o Ato de Independência adotado pelo mesmo em 24 de agosto de 1991. Os cidadãos ucranianos manifestaram um apoio enorme à independência. O número de eleitores registrados que participaram do referendo foi de 31.891.742 (ou 84,18% do eleitorado do país), e dentre eles 28.804.071 (ou 92,3%), votaram a favor.
No mesmo dia, foram realizadas as eleições presidenciais do país. Todos os seis candidatos à presidência fizeram campanha a favor do referendo de independência. Leonid Kravchuk, o presidente do Supremo e chefe de estado de facto, foi eleito como primeiro presidente da Ucrânia.
A Ucrânia foi então globalmente reconhecida como um Estado independente (por outros países) em 2 de dezembro de 1991. Àquela data, o presidente da República Socialista Federativa Soviética da Rússia, Boris Yeltsin, também confirmou o reconhecimento da nação russa à independência da Ucrânia. Um telegrama de felicitação foi enviado pelo presidente soviético Mikhail Gorbachev a Kravchuk logo após o referendo. Gorbachev declarou que desejava cooperação e compreensão da Ucrânia para com a formação da união dos estados soberanos.
A Ucrânia era a segunda república mais poderosa da União Soviética, tanto econômica quanto politicamente (atrás da Rússia), e a sua separação eliminou a possível existência de qualquer chance de Gorbachev continuar com a União Soviética. Em meados de dezembro de 1991, todas as Repúblicas Sovéticas, exceto a República Socialista Federativa Soviética da Rússia e a República Socialista Soviética Cazaque, tinham formalmente se separado da União. Uma semana após a sua eleição, Kravchuk se uniu a Yeltsin e ao líder da Bielorússia, Stanislav Shushkevich para assinarem o Pacto de Belaveja, o qual declarava que a União Soviética deixava de existir. A União Soviética dissolveu-se oficialmente em 26 de dezembro.
Fonte: Wikipedia
130 anos da Imigração Ucraniana para o Brasil. 30 anos da Renovação da Independência da Ucrânia.
Neste ano comemoramos 130 anos da Imigração Ucraniana para o Brasil e a Ucrânia inteira e a Diáspora em mais de 56 países comemoram o 30º Aniversário da Renovação da Independência da Ucrânia.
Revela um depoimento histórico que um dos dois primeiros grupos que chegou ao Brasil no ano de 1891 e instalou-se na Colônia Rio Claro no Município de Mallet chegou à cidade do Rio de Janeiro no dia 23 de agosto daquele ano.
A data de 24 de agosto é o dia da comunidade ucraniana pela Lei Estadual do Paraná de n. Lei Nº 14.496 de 11/08/2004 (Publicada no Diário Oficial nº. 6792 de 12 de agosto de 2004), pela Lei Estadual de Santa Catarina Lei Nº 14.302 de 11 de janeiro de 2008. e dia Nacional da Comunidade Ucraniana no Brasil pela Lei nº 12.209 de 19/01/2010 / PL - Poder Legislativo Federal (D.O.U. 20/01/2010). Na mesma data o governo da Ucrânia celebra o 30º aniversário da renovação de sua independência.
A maioria de nossa imigração tem uma origem na região ocidental da Ucrânia - a Halytchyna - e tem como razão de fundo a crise agrária, a falta de terra para o plantio e a necessidade de buscar melhores condições de vida para as famílias. A minoria vem no período da primeira grande guerra e além das razões econômicas agora também por razões políticas e a terceira por razões mais políticas após a segunda grande guerra. A sua maioria se instala no centro sul do Estado do Paraná e na parte norte do Estado de Santa Catarina. A partir dos anos de 1940 começa a migração interna principalmente para o norte e oeste do Estado do Paraná e para os grandes centros urbanos do país com o ingresso no serviço público federal e forças armadas. No Estado do Paraná em 10 municípios os ucranianos representam mais de 20% da população local e estão em 80 municípios expressivamente. A partir dos anos de 1970 novamente os ucranianos migram internamente para os estados de Mato Grosso, Rondônia, Minas Gerais e outros estados da federação.
Atualmente a maioria dos 600 mil brasileiros descendentes de ucranianos vive em regiões urbanas e ascenderam economicamente e formam uma legião de profissionais de nível médio e universitário. É imenso o seu legado cultural ao Brasil. Só a estrutura da Igreja Greco Católica Ucraniana é composta de 27 paróquias, aproximadamente 240 igrejas, com 26 padres seculares (1 no exterior) e 60 padres da Ordem de São Basílio Magno atuando no Brasil e 8 no exterior e 4 congregações religiosas femininas A Igreja Ortodoxa Ucraniana no Brasil, sob a jurisdição do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, tem 1 arcebispo, 2 protopresbíteros mitrados e 8 padres, 4 subdiáconos, 18 igrejas e 2 padres atuando fora o Brasil. São dezenas sociedades e 30 grupos folclóricos, escolas do sábado e grupos de artesãos.
Os ucranianos que se estabeleceram no Brasil sempre mantiveram sonho da Ucrânia como estado livre e soberano. Em suas atividades sempre entoaram o hino atual da Ucrânia e utilizaram o seu emblema nacional, criaram associações culturais, jornais e preservaram a cultura dos antepassados. Já em 12 de abril de 1917 dirigiram-se ao Exmo. Sr. Dr. Affonso Alves de Camargo Presidente do Estado do Paraná. Dizendo serem brasileiros e dispostos a defender a nova pátria com seu próprio sangue, solicitavam a intervenção do Governo Brasileiro no futuro Congresso da Paz para que seja restabelecida a independência da Ucrânia. Em 1991 no dia 24 de agosto a comunidade ucraniana brasileira ocupou a praça da Ucrânia em Curitiba em festejo pela renovação da Independência. No dia 2 de dezembro realizou plebiscito simbólico e solicitou e obteve apoio do Governo do Estado que manifestou já no dia 3 de dezembro ao Presidente da República do Brasil pelo pronto estabelecimento de relações diplomáticas entre o Brasil e a Ucrânia.
A comunidade ucraniana brasileira sempre foi ativa, principalmente junto ao governo do Estado do Paraná, tendo em vista que neste estado localiza-se a imensa maioria dos descendentes de ucranianos brasileiros para a implementação das relações entre o Brasil e a Ucrânia. Assim que o Governo do Estado do Paraná convida e recebe em outubro de 1991 o Primeiro Ministro da Ucrânia Vitold Fokin e delegação e depois em 1992 o Presidente do Parlamento Ucraniano Alexander Moroz e delegação, Também por influência da Representação Central Ucraniano Brasileira em 1994 o Governador Mário Pereira recebe em Palácio o Embaixador Asdrubal Pinto de Ulyssea – primeiro embaixador do Brasil na Ucrânia, no ano de 2000 o Governador Jaime Lerner visita a Ucrânia e a cidade de Sokal de onde imigraram seus pais ao Brasil. Em 2008 o Senador Alvaro Dias representando o Senado Federal participa das comemorações do 17º aniversário da independência da Ucrânia. Em agosto de 2011 o Governador Carlos Alberto Richa acompanhou uma delegação governamental e 180 descendentes de ucranianos a Ucrânia nas comemorações dos 120 anos da Imigração Ucraniana para o Brasil. Agora se articula também em uma Câmara de Industria Comércio e Inovação para buscar implementar mais as relações comerciais entre o Brasil e a Ucrânia. Mantemos viva a nossa solidariedade com a Ucrânia. Mantivemos vivo o apoio à Maidan durante a revolução da dignidade em que pese as orientações em contra das autoridades ucranianas, organizamos junto com os Escoteiros do Brasil a Dnipro Gold e a Representação Central a solidariedade às crianças vítimas da agressão russa no Leste da Ucrânia.
A Ucrânia que se formou como estado após a revolução de 1917, renovou a sua Independência em 1991 após a dissolução da União Soviética. Era a terceira potência nuclear no planeta. Em 5 de dezembro de 1994 assinou O Memorando de Budapeste cedendo o arsenal nuclear. O Memorando foi originalmente assinado por três potências nucleares: a Federação Russa, os Estados Unidos e o Reino Unido. China e França mais tarde deram declarações individuais de garantia também. O memorando inclui garantias de segurança contra ameaças ou uso da força contra a integridade territorial ou a independência política da Ucrânia Por isso a anexação da Criméia e agressão no Leste que já custou milhares de vidas de ucranianos e deslocamento de mais de um milhão de pessoas descumpre esse memorando e significa, como revelou o recente artigo de Putin sobre o povo russo e ucraniano, o renascimento do velho espírito imperial do tsarismo russo.
Todavia a independência e soberania sobre todo o seu território dependem antes de tudo da vontade soberana do povo ucraniano residente no território da Ucrânia e dos ucranianos da diáspora. Há que se superar os entraves da corrupção e da dominação dos oligarcas, aprofundar a democracia no judiciário e instituições democráticas para viabilizar a integração europeia e euro-atlântica ao construir um Estado reformado, próspero e economicamente viável. Nesse sentido, o Congresso Mundial dos Ucranianos, organização onde participa a Representação Central Ucraniano Brasileira, trabalha com o Governo da Ucrânia, governos e organizações internacionais, a diáspora ucraniana e a sociedade civil para solidificar a rede de amigos e apoiadores da Ucrânia.
Слава Украіні ! Героям Слава !
Vitório Sorotiuk
Presidente da Representação Central Ucraniano Brasileira.
EU OLHO PARA O CÉU É PENSO
HOJE 12 DE AGOSTO 2021 - SÃO 59 ANOS QUE PELA PRIMEIRA VEZ O HOMEM CANTOU NO ESPAÇO SIDERAL.
(Acompanhe: Letra em Português no final deste Post)
Foi a canção ucraniana que se tornou a primeira no espaço sideral. A autor da façanha é Pavlo Popovych cosmonauta ucraniano que conduziu a nave Vostok 4.
Ele era para ser o primeiro homem no espaço. Em lugar dele foi Gagarin.
Quando no espaço Pavlo Popovych cantou a canção ucraniana “Eu olho para o céu e penso”
LETRA EM UCRANIANO
Михайло Петренко
* * *Дивлюсь я на небо та й думку гадаю:
Чому я не сокіл, чому не літаю,
Чому мені, Боже, ти крилець не дав?
Я б землю покинув і в небо злітав.
Далеко за хмари, подальше од світу,
Шукать собі долі, на горе привіту
І ласки у зірок, у сонця просить,
У світлі їх яснім все горе втопить.
Бо долі ще змалку здаюсь я нелюбий,
Я наймит у неї, хлопцюга приблудний;
Чужий я у долі, чужий у людей:
Хіба ж хто кохає нерідних дітей?
Кохаюся з лихом, привіту не знаю
І гірко і марно свій вік коротаю,
І в горі спізнав я, що тільки одна —
Далекеє небо — моя сторона.
І на світі гірко, як стане ще гірше, —
Я очі на небо, мені веселіше!
Я в думках забуду, що я сирота,
І думка далеко, високо літа.
Коли б мені крилля, орлячі ті крилля,
Я б землю покинув і на новосілля
Орлом бистрокрилим у небо польнув
І в хмарах навіки от світу втонув!
* * *
Mikhail Petrenko
* * *
LETRA EM PORTUGUÊS – TRADUÇÃO LIVRE
Eu olho para o céu e penso:
Por que não sou um falcão, por que não estou voando,
Por que, Deus, você não me deu uma asa?
Eu deixaria a terra e voaria para o céu.
Muito além das nuvens, longe do mundo,
Busque seu destino, saudações
E a graça das estrelas, o sol implora,
À luz de sua clareza, toda dor se afogará.
Pois desde cedo eu pareço não amado,
Sou um mercenário para ela, um menino vadio;
Eu sou um estranho no destino, um estranho nas pessoas:
Alguém ama crianças não nativas?
Eu me apaixonei pelo desastre, não sei olá
E amargamente e em vão encurto minha vida,
E no luto eu aprendi que apenas um -
O céu distante está do meu lado.
E o mundo está amargo, à medida que fica pior -
Estou de olho no céu, estou mais feliz!
Vou esquecer na minha mente que sou um órfão,
E o pensamento está longe, alto verão.
Se eu tivesse asas, aquelas asas de águia,
Eu deixaria a terra por uma nova casa
Uma águia veloz voou para o céu
E nas nuvens para sempre afogou o mundo!
Créditos: Vitório Sauchuk
DIA DA MÉMORIA DA DEPORTAÇÃO DOS TÁRTAROS DA CRIMÉIA
35º aniversário do desastre de Chernobyl
Em 26 de abril de 1986, uma tragédia de magnitude indescritível ocorreu na usina nuclear de Chernobyl, no norte da Ucrânia. À 1h23min, uma explosão na usina arrancou o telhado de concreto do Reator 4, lançando grandes quantidades de partículas radioativas tóxicas na atmosfera. Além das tentativas imediatas dos trabalhadores da Chernobyl de apagar o incêndio causado pela explosão, não houve reação oficial do governo a esta catástrofe - nenhum anúncio foi feito, nenhum aviso foi dado - nada que mostrasse a menor preocupação para a população da Ucrânia ou para a comunidade global em geral. Em um ato deliberado do que só pode ser visto como negligência e desprezo pela segurança de milhões, as autoridades soviéticas permaneceram em silêncio.
Nesse ínterim, o povo da Ucrânia desconhecia completamente o perigo iminente para as suas vidas. As autoridades soviéticas não iniciaram as evacuações da área circundante de Chernobyl até 36 horas após a explosão. Só depois que grandes quantidades de radioatividade foram detectadas em partes da Europa e depois que especialistas escandinavos determinaram que a fonte era a Ucrânia, o Kremlin se apresentou para anunciar que havia ocorrido um acidente em Chernobyl e que Moscou estava cuidando da situação. A reação deles dificilmente foi apropriada para a magnitude da situação. E, como tal, cinco dias após a catástrofe, milhares de cidadãos desavisados, muitos deles crianças, desfilaram nas ruas de Kiev, a apenas 60 milhas ao sul de Chernobyl, em comemoração ao Primeiro de Maio, alheios ao perigo silencioso e invisível que se infiltrou sua cidade.
O Brasil e a solidariedade com as vítimas de Chernobyl.
A comunidade ucraniana no Brasil não ficou alheia aos acontecimentos. Na gestão de Jose Welgacz como Presidente da Representação Central Ucraniano Brasileira, entre os anos de 1990 e 2001 vieram ao Brasil para tratamento médico 15 crianças ucranianas vítimas da radiação de Chornobyl. As crianças ficaram alojadas em casas de desce descendentes de ucranianos e foram tratadas no Hospital Evangélico por iniciativa do ex-deputado André Zacharow. Nos anos seguintes a Representação Central Ucraniano Brasileira realizou trabalho de parceria com o Hospital de Clinicas da UFPR e foram treinados 10 médicos e enfermeiras ucranianas para a realização de transplantes de medula óssea sob a direção do Dr. Ricardo Pasquini. Com a aquisição da técnica da UFPR os médicos ucranianos no retorno passaram a realizar os transplantes de medula óssea na Ucrânia.
A Ucrânia e a desnuclearização.
Um dos reflexos do acidente de Chernobyl foi a importante participação da delegação da Ucrânia na Conferencia sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento no Rio de Janeiro em 1992 que contou com a presença do presidente do parlamento Ucraniano Alexandr Moroz, do Ministro do Meio Ambiente Yuri Tcherbak e do Deputado que havia presidido a comissão de investigação do acidente Volodymyr Iavoriskiy. Textos da resolução final da Conferencia refletem as reflexões mundiais sobre o acidente.
E, em 5 de dezembro de 1994, é assinado o Memorando de Budapeste onde a Ucrânia que era a terceira potência nuclear do planeta abandona o uso de armas nucleares. O memorando de Budapeste sobre Garantias de Segurança é um acordo político assinado em Budapeste, Hungria, em 5 de dezembro de 1994, oferecendo garantias de segurança por seus signatários com relação à adesão da Ucrânia ao Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares. O Memorando foi originalmente assinado por três potências nucleares: a Federação Russa, os Estados Unidos e o Reino Unido. China e França mais tarde deram declarações individuais de garantia também.
O memorando inclui garantias de segurança contra ameaças ou uso da força contra a integridade territorial ou a independência política da Ucrânia, assim como as da Bielorrússia e do Cazaquistão. Como resultado, a Ucrânia cedeu o terceiro maior arsenal de armas nucleares do mundo entre 1994 e 1996.
Durante a Crise da Crimeia de 2014, os Estados Unidos afirmaram que o envolvimento russo é em violação das suas obrigações para com a Ucrânia no âmbito do Memorando de Budapeste, e em clara violação da soberania e da integridade territorial da Ucrânia.
Laboratório de Pesquisas e Turismo.
Hoje na região protegida no raio de 30 km do entorno desenvolveu-se a flora e a fauna que é objeto de acompanhamento científico e pesquisas.
Atualmente, os turistas são transportados para a área por cerca de duas dezenas de agências de viagens de Kyiv, várias operadoras da Polônia e de outros países. Também existe turismo ilegal, onde guias levam estrangeiros por algumas centenas de dólares para aldeias abandonadas em Pripyat.
Existem muitos locais exclusivos na área: a própria usina nuclear de Chernobyl com um novo abrigo acima do 4º reator e enormes torres de resfriamento, a estação de radar de arco horizontal "Duga", dezenas de antigas vilas com cemitérios abandonados e uma igreja na aldeia de Krasno, a estação ferroviária Yaniv e, de fato, a lenda - o epicentro do mito turístico de Chernobyl.
Em 2019, a zona de Chernobyl foi visitada por mais de 120 mil turistas. Esse número tinha todas as chances de ultrapassar 200 mil em 2020, se não fosse o coronavírus.
Crédito: Vitório Sauchuk
"O Dia
Internacional pela Libertação dos Prisioneiros do Campo Nazista em 11 de
abril é uma lembrança da história do grande sofrimento de milhões
de pessoas. Afinal, durante a Segunda Guerra Mundial, 18 milhões de pessoas
passaram pelos campos de extermínio. Entre eles estavam ucranianos, cujas vidas
foram interrompidas pelo arame farpado do infernal "Stalag".
Para manter prisioneiros em Lviv em 1941,
os alemães alocaram 30 hectares de terra no coração da cidade, na Cidadela.
Todo o território do campo, assim como as quatro torres, foram cercados por
arame farpado e novos prisioneiros eram trazidos para cá todos os dias.
De acordo com testemunhas oculares, os
prisioneiros foram conduzidos em colunas ou trazidos para a Cidadela em
caminhões. Por fome, as pessoas comiam toda a grama do acampamento, roíam
velhas acácias. Havia tantos prisioneiros no campo que dormiam agachados.
Em 1941-44, mais de 140.000 pessoas de
várias nacionalidades morreram aqui.
A guerra gera crueldade e ódio, e as
vítimas e reféns do mal tornam-se inocentes. Os fatos da história são uma lição
importante para o futuro. É tão importante nunca repetir crimes terríveis
contra a humanidade novamente."
SE TODO MEU SANGUE
Se todo meu sangue escorresse assim
como estas palavras! Se a vida passasse
como a luz vespertina que desaparece
desapercebida....Pois quem colocou
a mim como a guarda no pranto e ruina?
E quem obrigou a aliviar os que vivem
No caleidoscópio da dor, da alegria?
Quem foi que plantou no meu peito o orgulho?
Quem me fez empunhar a espada cortante?
Quem, ostentando a sagrada auriflama
de cantos e sonhos e a mente rebelde
deu origem a ordem suprema: “Não largues tua arma,
não cedas, não caias, não canses jamais!”?
Por que eu obedeço o estranho mandato,
não ouso deixar esse campo de honra
ou sobre a espada cair com meu corpo?
O que não permite dizer simplesmente:
“Eu cedo. Destino, tu és o mais forte!”
Por que, ao lembrar as humildes palavras,
aperto meu gládio invisível no punho
e gritos guerreiros ressoam no peito? ....
«Якби вся кров моя уплинула отак…»
Леся Українка
Якби вся кров моя уплинула отак,
як сі слова! Якби моє життя
так зникло непримітно, як зникає
вечірнє світло!.. Хто мене поставив
сторожею серед руїн і смутку?
Хто наложив на мене обов’язок
будити мертвих, тішити живих
калейдоскопом радощів і горя?
Хто гордощі вложив мені у серце?
Хто дав мені одваги меч двусічний?
Хто кликав брать святую орифламу
пісень, і мрій, і непокірних дум?
Хто наказав мені: не кидай зброї,
не відступай, не падай, не томись?
Чому ж я мушу слухати наказу?
Чому втекти не смію з поля честі
або на власний меч грудьми упасти?
Що ж не дає мені промовить просто:
«Так, доле, ти міцніша, я корюся!»
Чому на спогад сих покірних слів
рука стискає невидиму зброю,
а в серці крики бойові лунають?..
Кімполунг, 6.06.1901
Примітки
Подається за виданням: Леся Українка. Зібрання творів у 12 тт. – К. : Наукова думка, 1975 р., т. 1, с. 195.
Вперше надруковано в ЛНВ, 1901, т. 15, кн. 9.
Автограф – Інститут літератури ім. Т. Г. Шевченка НАНУ, ф. 2, № 700.
Датується за автографом.
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