domingo, 21 de julho de 2013

CONFLITO POLONO x UCRANIANO DE 1943

Acontecimentos relativos às comemorações do conflito polono x ukrainiano de 1943

Ukrainska Pravda, 14.07.2013

Apesar de algumas vozes sensatas, vários pronunciamentos ou ações desagradáveis, e que não colaboram para conciliação definitiva das duas nações vizinhas aconteceram.

Os ex-presidentes Kuchma (ukrainiano) e Kwasniewski (polonês) pediram para não estragar as relações devido a conflitos antigos.

148 deputados ukrainianos do Partido das Regiões (Partido do Presidente) e do Partido Comunista enviaram uma carta ao "Sejm" (Parlamento polonês) pedindo o reconhecimento da tragédia de Volyn como genocídio, realizado pelos ukrainianos contra o povo polonês.

Nota 1: O leitor deve achar estranho que deputados ucranianos reivindiquem para a Ucrânia a culpa pelo “genocídio” contra os poloneses ocorridos em 1943. Ocorre que os deputados que reivindicam esse absurdo contra a Ucrânia são ucranianos russificados e stalinistas que consideram os membros da OUN e UPA como fascistas. Esta foi a forma de vingança que eles encontraram contra a OUN e a UPA com o objetivo de mudar a história transformando os dois movimentos de heroicos para vilões. A deputada Irena Farion entrou na justiça contra a atitude dos deputados. (OK)

Nota 2: Havia massacre dos dois lados. Segundo os poloneses, os ukrainianos mataram bem mais poloneses que os poloneses a ukrainianos. Mas isto, segundo autores ukrainianos é porque a população dos poloneses, nas terras ukrainianas era bem maior. (OK)

Em 12 de julho o "Sejm" aprovou a resolução "Sobre o 70º aniversário do crime de Volyn", com a definição "limpeza étnica com indícios de genocídio", e não "genocídio de poloneses" como queriam os partidários do presidente ukrainiano.

No domingo, 14 de julho, o presidente da Polônia Bronislaw Komorowski veio a Lutsk, Ukraina, como peregrino, para rezar pelas vítimas dos trágicos acontecimentos de 70 anos atrás.

O presidente ukrainiano não compareceu. Quando perguntado anteriormente, na reunião em Vístula, o presidente Komorowski declarou que estaria em Lutsk, mas que o presidente ukrainiano não viria, porque já haviam conversado sobre o assunto, e que o presidente ukrainiano tinha obstáculos objetivos que impediam sua presença em Lutsk. Também não deve ter comparecido às comemorações na Polônia, não houve nenhuma notícia na imprensa.

As comemorações em Lutsk foram organizadas pela Igreja Católica, em cooperação com outras igrejas.

Infelizmente, em Lutsk, aconteceu mais um fato desagradável. Na saída da catedral o presidente polonês aproximou-se dos fiéis para conversar. Um jovem aproximou-se e quebrou um ovo em seu ombro. Komorowski não demonstrou nenhuma atividade negativa apenas, rapidamente, tirou o paletó.

 

 Resumo e tradução: Oksana Kowaltschuk


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