domingo, 14 de outubro de 2012

UCRÂNIA

As informações a seguir são recorrentes. Reprisá-las significa manter a identidade do país para que não caia no esquecimento dos leitores, notadamente os conterrâneos ucranianos, pela volatilidade dos acontecimentos hodiernos. Aos que não são ucranianos, mas que simpaticamente nos prestigiam, que sirva como fonte de informações.

Leia também: "Gênese da Ucrânia"
 http://noticiasdaucrania.blogspot.com.br/2011/02/24022011-genese-da-ucrania-mapa-da.html
 
"Um povo sem memória é um povo sem história", segundo um dito popular.
 
O Cossaco.
 

Dados Básicos
Capital: Kiev - 2.611.300 habitantes (2011). [Há divergências]

Outras cidades: Kharkiv, Dniepropetrovsk , Donetsk, Odessa, Lviv.

População: 52,2 milhões [Há divergência para 44.854.065 em 2011 est.]

Composição étnica: Ucranianos- 73%; russos- 22%; outras (incluindo os tártaros)- 5%.

Superfície: 603.700 quilômetros quadrados

Fronteiras políticas: Moldávia, Roménia, Hungria, Eslováquia, Polônia, Bielo-russia e Rússia.

Mares: A região sul é banhada pelo Mar Negro e o Mar de Azov.

Divisão administrativa: 25 regiões. A República da Crimeia possui um estatuto especial com uma grande autonomia interna.

Língua Oficial: Ucraniano [Por decreto recente foi adicionado o idiamo russo também como oficial]

Outros Idiomas: Ucraniano, russo e tártaro.

Religião: a maioria segue a religião cristã ortodoxa, 10 milhões são grego-católicos, uma minoria é protestante, católica e judia.

Relevo: O país é plano, com algumas mesetas e planaltos. O sudoeste tem os Montes Cárpatos (máx. 2.061 m) e no sul as montanhas da Crimeia (máx. 1.545 m).

Clima: o clima é moderado e continental.

Solo: Terras negras, estepes e semi-estepes no sul, bosques mistos a norte (14% da superfície).

Recursos naturais: Petróleo, gás natural, minérios, etc.

Festa nacional: 24 de agosto, Dia da Independência.

 
História
A Ucrânia era uma das 15 repúblicas que integravam a antiga União Soviética (1922-1991), tornando-se independente após a sua dissolução.


Primeiro Reino Eslavo. A região era habitada desde o neolítico por povos eslavos. Entre eles destacam-se os ucranianos (rutenos), um povo com civilização e língua própria. No século VI d.C. assistiu-se à formação de alianças entre os grandes senhores da região. No fim do século IX, durante o reinado do príncipe Oleg (879-912), os principados de Kiev e Novgorod uniram-se, formando-se um poderoso reino eslavo, com sede em Kiev, o mais antigo de toda a Rússia.

O cristianismo foi introduzido por Vladimir Baroslof (980-1015), príncipe de Keiv, tendo-o declarado religião oficial em 988. Este reino atingiu um enorme esplendor entre os séculos X e XII, Ainda hoje existem diversas igrejas e mosteiros datadas deste período:
 


Igreja de Santa Sófia

- Igreja de Santa Sófia de Kiev. Iniciada em 1017 e terminada em 1037. A sua aparência exterior data dos séculos XVII e XVIII (estilo barroco).

- Catedral de Tchernigov, iniciada em 1035-1036 ( Kiev )

- Catedral de S. Miguel (1017-1113) ( Kiev ). Foi destruída em 1934 e reconstruída em 1999.

- Mosteiro Laure de Pechersk (mosteiro das grutas) (séc.XI). ( Kiev )
-Igreja de São Cirilo (séc.XII) (Kiev )

- Catedral de São Nicolau, O Taumaturgo (1113), em Novgorod

- Igreja de São Jorge (1119), em Novgorod.


Desagregação. Os Mongóis conquistam-no no século XIII, sendo depois dominada pelos lituanos entre o século XIV e 1569, quando passou para o domínio dos polacos, mas também dos russos.

Em 1654, o "hetman" da Ucrânia, Bogdan Khmelnitski, fez um acordo (Rada) com o czar russo, que levou à adesão de parte significativa do território actual da Ucrânia à Russia. No reinado de Catarina II, na segunda metade do século XVIII, Moscovo conquistou o Sul da Ucrânia ao Império Otomano. Entre os militares ao serviço da Rússia que conquistaram praças como Ismail e Otchakov, estavam oficiais portugueses, nomeadamente Gomes Freire de Andrade.

Enquanto as partes central e oriental da Ucrânia iam sendo integradas no Império Russo, recebendo o nome de Pequena Rússia, a parte ocidental era dividida entre países vizinhos a Ocidente como a Hungria, a Polónia e a Áustria.

Nacionalismo. No século XIX , na cidade de Lviv (Lemberg) desenvolve-se um forte movimento cultural em torno da causa da independência da Ucrânia.

Curta independência. No final da 1ª. Guerra Mundial, em 1917, deflagra a guerra entre ucranianos e nacionalistas. Logo após a queda dos império russo e austríaco, a Ucrânia torna-se num Estado independente, uma república popular, dirigida pelo nacionalista Vladimir Gruchevski, tendo durado apenas alguns meses.

Em 1919 foi invadido a leste pela Rússia, e em 1920 a oeste pela Polônia, que controla uma parte do seu território até 1939.

Domínio Soviético. A partir de 1922 a Ucrânia torna-se numa das 15 Repúblicas da antiga União Soviética (1917-1991).

Entre 1932 e 1933 a maioria dos camponeses são expropriados devido à coletivização forçada das suas terras decretada por Stalin, sendo mortos cerca de 7 milhões de ucranianos de fome induzida e que ficou mundialmente conhecido como “Holodomor”.

Em 1939, os territórios anexados pela Polônia voltam de novo a ser integrados na Ucrânia.

Durante a II guerra mundial, os alemães ocupam a Ucrânia entre 19 de Setembro de 1941 e 6 de Novembro de 1943, morrendo cerca de 7,5 milhões de ucranianos (25% da população).

Em 1956, o então dirigente comunista soviético Nikita Khrutchov, um ucraniano, decidiu tirar a Península da Crimeia à Rússia e oferecê-la ao seu país de origem, estabelecendo desta forma as suas fronteiras atuais. As regiões orientais e centrais do país, transformaram-se em grandes centros mineiros e industriais (dois terços da indústria ucraniana estão aí concentrados ainda hoje), enquanto a parte ocidental permaneceu mais rural e pouco desenvolvida. A primeira está muito marcada pela influência russa, a segunda pela influência ocidental.

Ao longo das décadas seguintes aumentou os sinais de descontentamento da população face ao domínio da União Soviética.

Independência e Democracia. Depois da tentativa de golpe de 19 de Agosto de 1991 contra o presidente da URSS, Michail Gorbachov, a Ucrânia proclamou a sua independência 24, decisão que foi retificada por referendo a 1 de Dezembro de 1991, por 93% dos ucranianos. Ainda em Dezembro de 1991 adere à Comunidade de Estados Independentes (CEI). Leonid Kravchuk foi o primeiro presidente do novo país, sucedendo-lhe em 1994 Leonid Kuchma. A 9 de Novembro de 1995 adere ao Conselho da Europa.

Após a independência e desintegração da URSS, as indústrias mineira, pesada e militar ucranianas entraram em crise. O desemprego atingiu níveis muitos elevados. Nas regiões ocidentais, a crise foi mais profunda e longa, obrigando milhões de ucranianos a emigrar para a Europa e Estados Unidos.

No meio de grandes conflitos sociais, a 28 de Junho de 1996, o parlamento aprovou a nova Constituição, instituindo um poder presidencial muito forte. O poder executivo é exercido pelo presidente, o primeiro-ministro e os respectivos ministros. O poder legislativo pertence à Rada (Parlamento) com 450 deputados, eleitos por quatro anos (metade por listas de partidos e metade por circunscrições maioritárias). Nas eleições eleições parlamentares de 2006, os deputados serão eleitos pela primeira vez exclusivamente por listas de partidos.

Leonid Kuchma (pró-russo), em 1999, voltou a ser reeleito presidente. Nas eleições presidências de Novembro de 2004, como era de esperar, voltaram a enfrentar-se as duas grandes tendências sociais da sociedade ucraniana, a pró-russa e a pró-ocidental.

Carlos Fontes

 


Ucrânia. Região de Kharkov. Moinho de madeira

Cultura

Escritores:


Clarice Lispector (1920-1977). Nascida na Ucrânia, imigrou para o Brasil, onde se tornou numa grande escritora da língua portuguesa.

Ivan Franko

Lesia Ukrayinka.


Pedagogos:

Makarenko

Problemas Econômicos e Sociais


Chernobil. Neste central nuclear, situada a norte de Kiev, em 1986, aconteceu o pior desastre nuclear de todos os tempos. Para além das pessoas que morreram na altura vítimas da explosão de um dos reatores, estima-se que mais de 40 mil pessoas na Europa tenham sido afetadas pelas radiações então libertadas. Cerca de 4 milhões de ucranianos continuam a viver em regiões de alto risco. 12% dos solos estão contaminados. Os efeitos deste desastre ir-se-ão prolongar durante dezenas anos.

[Leia mais...]
http://noticiasdaucrania.blogspot.com.br/2011/04/chernobyl-25-anos.html
 

Droga. A Ucrânia, devido á sua posição geográfica e vulnerabilidade das suas fronteiras, tornou-se nos anos noventa do século XX no principal mercado abastecedor de droga da Europa central e oriental.
 

Tensões étnicas. Desde 1996, a sul da região da Crimeia, tem sido palco de conflitos entre as étnias ucranianas, russas e tártaras de língua turkic. Esta região é dominada pela étnia russa, contrária à independência.


Contrabando de armas. A Ucrânia era uma das principais regiões da União Soviética onde estavam instaladas bases de armamento nuclear. Teme-se que parte deste material possa ter sido vendido por máfias locais a outros países.
 
 
Instabilidade Política. As tensões entre a Rússia e a Ucrânia tem sido uma constante desde a Independência. A armada do Mar Morto reclamada pela Rússia, é alvo de constantes conflitos diplomáticos. A tudo isto junta-se uma gravíssima situação econômica que dá pouco sinais de melhoria.

Mapa da Ucrânia.
 
 
 

sábado, 13 de outubro de 2012

RUSSIA APOSTA NO MERCADO PACÍFICO-ASIÁTICO

Rússia volta o rosto para Ásia
Dzerkalo Tyzhnia (Espelho da Semana), 14.09.2012
Oleksii Koval

APEC 2012

A cúpula da Ásia-Pacífico de Cooperação Econômica (APEC), que terminou em Vladivostok em 9 de setembro, propôs algumas idéias interessantes de desenvolvimento da cooperação entre países do enorme espaço, localizado às margens do Oceano Pacífico. Esta organização fundada apenas em 1989 para estimular o comércio e investimentos mútuos, tornou-se hoje uma plataforma atraente para troca de pontos de vista sobre questões prementes de desenvolvimento global e regional. E nas condições atuais da crise global a região Ásia-Pacífico permanece como uma das regiões do planeta, que desenvolve-se mais dinamicamente. Seu crescimento supera a média mundial e é relativamente estável, apesar da redução no consumo global.

Segundo projeções do FMI, até 2013 a economia dos países-membros da APEC vai crescer menos de 4% ao ano, e sua participação no total do PIB mundial atingiu 53%. Com o aprofundamento da crise na Europa é exatamente à APEC que migram gradualmente os fluxos comerciais globais: já são 44% de volumes globais, e crescem também os investimentos diretos cujo montante em 2011 foi de 45% do total.

A APEC inclui 21 membros, na sua maioria entre os Estados que são "lavados" pelo Oceano Pacífico: EUA - Japão - China - Rússia - Peru - Taiwan - Coréia do Sul - Hong Kong - Cingapura - Vietnã - Malásia - Tailândia - Indonésia - Brunei - Filipinas - Austrália - Nova Zelândia - Papua ou Nova Guiné - Canadá - México - Chile.

É por isso (mas não somente) que ao encontro em Vladivostok havia grande atenção. A Rússia preside a APEC em 2012 sob o lema "Integração - com a meta de desenvolvimento e inovação - no interesse da prosperidade". Particularmente, ao presidente russo Vladimir Putin, o forum onde participaram duas dezenas de líderes mundiais, tornou-se a maior tribuna representativa para a proclamação de sua doutrina - a criação da União Econômica da Eurásia. De acordo com sua confissão, ele terá funções supranacionais. Ele representa no forum não somente a si, mas também os líderes da Bielorússia e Cazaquistão, totalmente solidários com ele nestas abordagens. Ainda, de acordo com o presidente russo, alguns países da APEC manifestaram "interesse direto de trabalho" na integração e idéias do Kremlin, e até mesmo a intenção de formar um relacionamento especial no âmbito de zona de livre comércio com a União Aduaneira, Único Espaço Econômico, Zona de Livre Comércio (FTA), Comunidade dos Estados Independentes (CIS). Além disso, após a adesão à Organização Mundial do Comércio (OMC), Rússia vê a si mesma como uma ponte entre a Ásia e a Europa e está pronta, antes de tudo, no sentido de transporte ser uma ligação entre eles.

O presidente russo considera indispensável coordenar os esforços integracionais tanto no eurasiano, como no espaço Pacífico-Asiático.
Lembramos que a APEC desde 2006 desenvolve a idéia de zona de livre comércio para toda a região Ásia-Pacífico (FTAAP) que nasceu devido ao fato de que as negociações da OMC para liberalizar o comércio entre os mais de cento e cincoenta países membros entraram em impasse. APEC determinou para si mesma, naquela ocasião, uma tarefa ambiciosa - não apenas criar uma zona de livre comércio, mas também resolver contradições e inconsistências que se acumularam ao longo dos anos entre os países da região em cerca de quase 200 acordos bilaterais sobre livre comércio. Hoje, é claro, APEC não se tornou comunidade integrada. Na última cimeira da APEC sobre a idéia da FTAAP conversaram casualmente e, principalmentee, os representantes chineses, para quem esta idéia, obviamente, é atual. No entanto, China está mostrando muito mais interessee em cooperar no âmbito de reuniões com países do Sudeste e Leste da Ásia, sócios da ASEAN e SCO (São membros da SCO: China, Rússia, Cazaquistão, Quirguistão e Uzbequistão. Da ASEAN, nações do Sudeste Asiático: Filipinas, Malásia, Indonésia, Cingapura, Tailândia, Brunei, Camboja, Laos, Mianmar e Vietnã) porque é aí que a sua força econômica proporciona benefícios adicionais.
Mesmo durante as negociações, no âmbito da OMC, os países da APEC apresentam-se a partir das perspectivas diferentes. Além disso não pode ser esquecido, que países da UE e muitos outros membros influentes da OMC, particularmente Brasil e Índia vêem na criação de uma união regional, ameaça aos seus interesses econômicos. É óbvio que os países fora deste núcleo de integração vão expor-se à discriminação no comércio.
Também não se justifica a esperança de que este acordo dentro da APEC dará possibilidades para remoção de alguns conflitos globais e reinicio das negociações no âmbito da OMC. Talvez o único resultado positivo neste plano foi que, anteriormente ao encontro em Vladivostok os países concordaram em reduzir tarifas de mais de 50 produtos. Este passo está associado a uma preocupação comum dos maiores países com a questão de segurança alimentar, deficit de alimentos de qualidade, cujo cultivo cresceu no último ano em vários países da Ásia, particularmente na China.
Não se concretizaram as esperanças dos EUA, que exatamente através do forum da APEC os americanos poderão reforçar sua posição econômica na Ásia, conseguir acesso aos mercados dos países em desenvolvimento, e, em primeiro lugar, o chinês. Em Vladivostok, para a cimeira da APEC, os EUA representava a esposa do ex-presidente americano a secretária de Estado, Hillary Clinton.
À Rússia, H.Clinton veio para propor a sua própria versão de integração - Transoceânica Parceria (Trans-Pacific Partnership, TPP). Uma vez que neste termo emerge claramente a semelhança com a "parceria transatlântica", os observadores imediatamente avaliaram este passo como uma tentativa de complementar a expansão da presença diplomática e militar da presença de EUA na Ásia com componente econômico. E, mesmo a senhora Clinton em seu discurso no fórum iniciou com as palavras: "Estados Unidos - é nação no Oceano Pacífico, que tem não somente poder diplomático e militar, mas também econômico". Esse poder ela tentou demonstrar. A idéia de "retorno econômico" para Ásia, segundo as palavras de Clinton, é criar "o pacto comercial" em que o acordo de alguns membros seria obrigatório para todos - o que daria a possibilidade de quebrar barreiras protecionistas. Até o momento, a este "pacto" Washington conseguiu atrair oito países da região - de Austrália e Chile a Vietnã e Brunei. No entanto, nesta abordagem, China vê apenas conveniência às empresas dos EUA na expansão de canais de penetração no mercado chinês e considerou esta idéia como inaceitável. Mesmo parceiro de longa data dos EUA - Canadá (que prometeu iniciar as negociações este ano) e Nova Zelândia (que já participa do pacto) - tem muitas observações à iniciativa americana.
Os líderes da APEC continuamente enfatizam o caráter exclusivamentee econômico de suas reuniões. No entanto aqui também não conseguiram desviar-se da política. Em Vladivostok, as principais consultas políticas foram realizadas nos corredores do forum e realizavam-se a portas fechadas em reuniões bilateraiss.
Sim, EUA não apenas tentaram pressionar China quanto a situação no Mar da China Meridional, mas ativamente demonstraram fidelidade com a Rússia. Hilary Clinton declarou, que a adesão da Rússia à OMC vai ajudar a aumentar o comércio bilateral em duas ou três vezes. No entanto, este Congresso ainda deve cancelar a emenda Jackson-Vanik referente à Rússia. EUA e Rússia concordaram em respeitar a desmilitarização no Ártico. EUA estão prontos a reconhecer o papel-chave da Rússia na Ásia e incentivar de vários modos a sua atenção para a região do Extremo Oriente e da expansão dos investimentos privados.
A cúpula APEC para normalizar as relações com a Rússia, aproveitou também o Japão que combinou uma possível compra de gás liquefeito e a possibilidade de uma nova rodada de negociações sobre a questão das ilhas Curilas.
No entanto, a mídia russa menciona, que as centenas de bilhões de rublos gastos pela Rússia, nos preparativos para cúpula (1 USD = 31,038RUB) - somente uma gota no oceano do que realmente é necessário para revitalização da região do Extremo Oriente. De todas as grandes potências regionais a Rússia continua a ser mais fraca na Ásia-Pacífico. Mesmo Vladimir Putin reconheceu que economicamente o país ainda permanece ligado à Europa, e seu "retorno a Ásia" pelo exemplo dos EUA ou, melhor dizendo, "Viragem" do rosto da Rússia à Ásia acontece lentamente. Em geral, isto pode ser apenas temporário. Tanto em Moscou como Vladivostok, há muitas pessoas que acreditam, que após a cimeira da APEC Kremlin retornará à prática habitual de negligenciar os problemas do Extremo Oriente.
Mas, mesmo que isso não aconteça, à Rússia na Ásia-Pacífico será oferecida uma escolha (possivelmente, em Vladivostok isto Hillary Clinton já fez): apoiar um dos dois maiores estados da atualidade - os EUA ou a China.
Obviamente, os chineses já expressaram sua posição às autoridades russas antes dos americanos. Moscou, no final de agosto visitou o membro do Conselho de Estado da República Popular da China Dai Bing para participar da sétima rodada de consultas sino-russas sobre segurança estratégica. O político chinês disse, que os países devem, necessariamente, "cultivar o apoio político mútuo em questões tão fundamentais como a defesa da soberania, segurança e desenvolvimento". Esta visita passou quase despercebida, e, surpreendentemente, nem mesmo houve informações sobre o encontro de Dai Bingo com Putin.
Mas, no calor desta visita, na mídia estatal apareceu um editorial da redação com o título característico: "As quentes relações sino-soviéticas azedaram certa vez". Tratava-se de acontecimentos de meio século de antiguidade. Mas o autor observa que Pequim entende os motivos que levam Vladimir Putin a construir relações com EUA e OTAN. No entanto a aliança sino-russa, no início dos anos 50 estava intacta até que os interesses fundamentais dos dois países simultaneamente foram submetidas à ameaça de uma terceira força. Essa alusão dá a entender, bem claramente a Putin, que a "parceria estratégica" com a Rússia, China não vai desenvolver sem nenhum objetivo. Pequim em seu artigo no "Diário do Povo" por enquanto apenas advertiu Moscou sobre os erros do passado e chamou-o para demonstrar a "sabedoria política e abordagem pragmática" na base inconstante das situações internacionais.

Tradução: Oksana Kowaltschuk

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Ucrânia arrisca falhar em teste na eleições, alertam EUA


Reuters
As eleições parlamentares da Ucrânia arriscam ficar aquém dos padrões democráticos e prejudicar ainda mais os laços da ex-república soviética com o Ocidente, alertou uma autoridade dos Estados Unidos.
Apenas um dia após o presidente ucraniano, Viktor Yanukovich, dizer que as eleições de 28 de outubro irão ajudar a Ucrânia a selar um acordo desejado há muito tempo de associação com a União Europeia (UE), o vice-secretário assistente de Estado Thomas Melia disse que o país pode receber uma avaliação "reprovado".
"A Ucrânia pode se encontrar cada vez mais distante em todas as direções, em vez de integrada em todas as direções", disse Melia em conferência no resort Black Sea em Yalta, com participação de autoridades seniores da Ucrânia, incluindo o primeiro-ministro Mykola Azarov.
"A eleição é outro momento importante para escolhas nacionais, tomada de decisões nacionais e eu acredito que, a menos que, ou até que algumas ações significativas sejam tomadas para melhorar as coisas, como o ambiente das eleições, vocês não serão capazes de se aproximarem da Europa e dos Estados Unidos como muitos de vocês querem".
Analistas esperam que o partido de Yanukovich das regiões e seus aliados mantenham a maioria no Parlamento, apesar de o governo ter sido prejudicado desde as eleições em fevereiro de 2010 por causa de impostos impopulares e reformas previdenciárias e pouco avanço em melhorar o clima empresarial.
Autoridades da UE expressaram na sexta-feira uma visão pessimista similar do progresso democrático na Ucrânia sob Yanukovich, dizendo que o caso de prisão da líder da oposição Yulia Tymoshenko continuava bloqueando boas relações.
Principal oponente de Yanukovich, Tymoshenko, ex-primeira-ministra, foi condenada a sete anos de prisão em outubro do ano passado por abuso de poder e não pode participar das eleições, apesar de seu companheiro de partido Batkivshchyna (Fatherland) estar concorrendo.
Bruxelas e Washington condenaram o julgamento de Tymoshenko como um exemplo de justiça seletiva e pediram sua liberdade, mas Yanukovich recusou-se a intervir.
(Reportagem de Olzhas Auyezov)
 

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Revista Ucraniana denuncia perseguição política

Declaração da redação da "Semana Ukrainiana" sobre perseguição após a realização do Forum Mundial do Jornalismo

Tyzhden (Semana), 27.09.2012

O semário "Semana Ukrainiana" informa o público ukrainiano e internacional sobre a perseguição ao jornal após a realização do Fórum Mundial de Jornalismo em Kyiv.

 

"Semana Ukrainiana", publicada pela empresa austríaca ECEM Media HmbH desde 2007, é uma das poucas revistas no mercado da mídia nacional que se orienta em padrões europeus. Tendo a sua própria posição distinta sobre os eventos que ocorrem no país, os editores nunca se submeteram a influência externa e não publicavam materiais encomendados, o que, infelizmente, é prática da maioria da Mídia ukrainiana. Em maio "Semana Ukraniana" ganhou o prêmio Gerd Butseriusa "Free Pres of Eastern Europe 2012", que desde 2000 premia anualmente a fundação alemã "Zeit-Stiftung", em cooperação com o fundo norueguês "Fritt Ord" ("Palavra livre") - "pela imparcialidade, profissionalismo, qualidade , atividade social e coragem". A publicaçãoo sobressai sucessivamente pela real integração européia e mudanças irreversíveis em nossa sociedade, comunidade empresarial e gestão do setor público, o que abriria o caminho para a transformação da Ukraina em uma democracia européia atual, e sempre criticou veementemente várias forças políticas pró-governamentais e de oposição, organizações cujas atividades não são favoráveis ou interferem com transformações apropriadas, profanando-as.
 A pressão sobre a "Semana Ukrainiana" do lado das autoridades e da monopolista mídia de mercado sempre existiu, embora se manifestasse de diferentes formas. Mas a partir do início de setembro, ela adquiriu uma nova qualidade, que consiste em firme extrusão da revista do mercado na forma de bloquear seu acesso aos leitores. Especialmente isto se tornou evidente após as publicações críticas marcando o Fórum Mundial de Jornalismo em Kyiv, que aconteceu no início de setembro deste ano. O artigo discutia os problemas da monopolização da mídia impressa e relações com as manipulações, que distorcem o espaço midiático, fazem o funcionamento dos mecanismos de mercado impossível. Como consequência, suas condições ditam as grandes mídia-holding geralmente de oligarcas pátrios que não são participantes auto-suficientes no mercado, mas apenas pequenas unidades de seus impérios de negócios. No entanto, como no ambiente de negócios da mídia, que a priori não são lucrativos, a "mídia de bolso" funciona com a função manipuladora da opinião pública. Ao mesmo tempo, enquanto nas condições ukrainianas a mídia-negócio é, a priori, não lucrativa, a "mídia de bolso" desempenha, principalmente, a função manipuladora da opinião pública. Particularmente, em um país com absoluta maioria da população de língua ukrainiana elas impõem condições discriminatórias para o funcionamento dos meios de comunicação, que são publicados em ukrainiano, o que levou à destruição real do segmento de publicações por ela impressas.
 Exatamente depois dessas publicações, a gestão da empresa estatal "Aeroporto Internacional "Boryspil" proibiu a distribuição em seu território da "Semana Ukrainiana" e nossa versão em inglês "The Ukrainian Week" em geral. Sobre isso nos informou a agência de publicidade, através da qual colocávamos nossa revista no aeroporo. Os "funcionários" do Aeroporto Internacional de "Boryspil" foram forçados a retirar a "Semana Ukrainiana" das vitrines de artes gráficas, devido a impressão na revista de materiais contra o atual governo. Devido ao fato de que a remoção já se realizou pela segunda vez, a gestão do aeroporto proibiu a exibição da "Semana Ukrainiana". Desta maneira, a revista perdeu o acesso a importantes leitores.
 Além disso, aconteceu o bloqueio de exemplares restantes da nossa revista do lado da mídia-holding UMNGroup (presidente Boris Lozhkin), o maior jogador no mercado ukrainiano de publicações impressas, que pretende na sua monopolização. Algumas redes de distribuição, associadas com a UMNGroup, particularmente Ltda "Imprensa Especializada" (Kyiv), "Sua Imprensa" (Kharkiv), sem explicações recusaram-se da implementação da "Semana Ukrainiana", apesar dos contratos assinados. Foi exatamente o presidente do UMNGroup o idealizador da realização do Fórum Mundial do Jornalismo em Kyiv no formato de clareamento do regime de Yanukovych aos olhos da comunidade mundial.
Consequentemente, o governo nos restringe o acesso ao leitor, atuando diretamente, e através de "amigáveis" estruturas da mídia.
Numa situação em que no país está ausente o mercado publicitário normal, em um contexto onde "Semana Ukrainiana" por princípio, se recusa de publicações patrocinadas e a principal fonte de sua receita é dinheiro recebido com a venda de cópias, a situação com o artificial bloqueio de acesso aos leitores pode infligir um duro golpe para revista. Portanto, nós consideramos essas ações como uma tentativa do governo para forçar o investidor estrangeiro a se recusar da publicação da "Semana Ukrainiana".
Direção da "Semana Ukrainiana"
 
Tradução: Oksana Kowaltschuk

terça-feira, 9 de outubro de 2012

ELEIÇÕES NA GEORGIA

Saakashvili admitiu a derrota
Vysokyi Zamok, (Castelo Alto), 03.10.2012

O presidente da Geórgia, Mykhail Saakashvili, [Foto] admitiu a derrota nas eleições parlamentares do dia primeiro de outubro, e declarou que seu partido vai à oposição.
 

Mykhail Saakashvikili, presidente da Georgia


Antes disso a Comissão Eleitoral Central da Geórgia informou que o bloco oposicionista do bilionário Bidziny Ivanishvili [Foto abaixo] obteve vitória nas eleições parlamentares. A partir do próximo ano devido a mudanças na Constituição, o Parlamento da Geórgia terá mais poder, e o presidente será uma figura dependente do primeiro-ministro. O chefe da oposição georgiana é um apátrida. A cidadania francesa e russa recusou, e georgiana não recebeu. Até pouco tempo seu nome era Boris, e a maioria de sua riqueza é relacionada com a Rússia.
 
Bidziny Ivanishvili

Os representantes de missões estrangeiras de observadores elogiaram a organização das eleições. "Uma vitória da democracia", [que democracia eles estão falando? AO] disse o observador francês. Indek Taranda, representante do Parlamento Europeu disse que a votação transcorreu com transparência e abertura.

"Para mim, fundamentalmente, não são aceitáveis os pontos de vista da coaligação "Sonho da Geórgia". Entre nós há uma grande diferença. Nós consideramos que suas opiniões estão erradas. Mas a democracia funciona de forma que as decisões são tomadas pela maioria do povo. e nós respeitamos esta escolha", - disse Saakashvili.


Ivanishvili, na Geórgia "semeou" generosamente.
Vysokyi Zamok (Castelo Alto), 03.10.2012
Askold Yeromin

A dois anos os deputados do partido "Movimento Nacional", governista, alteraram a Constituição, segundo a qual Geórgia em 01 de janeiro de 2013 passará a ser uma república parlamentar. Provavelmente pensaram que Saakashvili, ou alguém de seu governo tornar-se-á primeiro ministro... Não acontecerá como pensaram. O partido de Saakashvili perdeu as eleições parlamentares, de modo que o governo será liderado pelo líder do partido "Sonho da Geórgia" - o bilionário Bidzina Ivanishvili.

Como será Geórgia de Ivanishvili é cedo para dizer. No entanto alguns fatos da biografia de Ivanishvili sugerem que ela será diferente da Geórgia de Saakashvili. Sua vasta fortuna (Segundo Forbes Ivanishvili possui mais de seis bilhões de dólares), o líder acumulou nos anos 90 na Rússia. Segundo a Mídia, Ivanishvili enriqueceu com farmácias e imóveis. Depois fundou o banco "Crédito Russo". Esta instituição financeira prosperou, quando por ela passaram os valores do orçamento para a "reconstrução da Chechênia"... Na vésperaa das últimas eleições presidênciais na Rússia Ivanishvili saudou a possível eleição de Putin. Dizia, este vai debelar a corrupção, democratizar a Rússia e tornar-se-á amigo do Ocidente... O "Sonho Georgiano" não venceria as eleiçõess, se não fosse o escâncalo de tórturas na prisão em Tbilisi que explodiu 10 dez dias antes das eleições. O vídeo da prisão espalhou-se rapidamente (está desativado pela Youtube devido a chocantes cenas de barbarismo).

Antes e durante a campanha eleitoral Ivanishvili, às suas custas, construía escolas, estradas, hospitais, distribuía carros e lavadoras. Com outras palavras, Ivanishvili generosamente "semeava" os eleitores. A origem dos recursos de Ivanishvili, que comprou a simpatia de muitos georgianos, não é muito clara. Os apoiantes de Saakashvili acreditam que o dinheiro vem do Kremlin que se esforçará em liquidar os ganhos da "Revolução das Rosas" e novamente subjugará Geórgia... Sim ou não, tal semeadura é sempre perigosa. Primeiramente para os eleitores. Para o "semeador" é confortável para que seus eleitores permaneçam pobres, e possam ser comprados antes da próxima eleição.

Algumas mídias européias já escreveram sobre a "vitória da democracia georgiana". O líder bolchevique Lenin chamava tais escribas de "idiotas úteis"... Melhor seria se escrevessem sobre seus indecisos e inábeis - "líderes"! Sobre os politicamente incompetentes Sarkozy e Merkel, que sob a pressão de seu amigo Putin não estenderam à Geórgia (e Ukraina) o Plano de Ação para adesão a OTAN. E depois "engoliram" a agressão russa contra Geórgia... E eis o resultado: destino da democracia da Geórgia, pela qual tanto se "preocupa" Europa.

Pesquisa na Internet

Principais alcances do governo Saakashvili: vitória sobre corrupção, atração de investimentos estrangeiros, apoio aos negócios nacionais, otimização da burocracia e um aumento significativo do nível de vida - de longe não é uma lista completa das conquistass do país nos últimos anos. Quando Saakashvili assumiu o governo, em Tbilisi não havia luz, aquecimento, nem semáforos. Lá não se encontrava nem uma só pessoa da qual não tivessem roubado algo. Agora a taxa de criminalidade é menor do mundo. De um terrível Estado mafioso Geórgia tornou-se um dos melhores países do mundo de acordo com o grau de transparência.

"Nós, como uma força de oposição, vamos pensar sobre o futuro do país e vamos lutar para preservar tudo o que foi na Geórgia nos últimos anos, em termos de seu desenvolvimento, que seja preservado... Como resultado dessas conquistas, Geórgia tornou-se famosa universalmente, é tratada com muita simpatia, e as ameaças que possam ser criadas às conquistas alcançadas, nos próximos meses ou anos é impossível imaginar... O que fomos capazes de alcançar após a "Revolução das Rosas", - disse Saakashvili.

O que ocorreu...

Na Geórgia, após o estouro do escândalo relacionado com torturas de prisioneiros numa prisão de Tbilisi, levou às ruas uma onda de protestos por familiares de presos e ativistas de direitos humanos. As pessoas exigiam a demissão de funcionários responsáveis. Rapidamente pediram demissão a responsável pelo Ministério de Correções Khatyna Kalmakhelidze e o Ministro do Interior Bacho Akhalaia. No seu lugar foi colocado Heorhiy Tuhushi considerado um forte crítico do sistema penitenciário local. Mas não foi o suficiente. A oposição garante que as mudanças ocorridas são apenas de fachada. Os manifestantes esqueceram todas as grandes reformas realizadas. Agora ninguém fala sobre elas. Toda a retórica gira em torno do paradigma da vassoura (no vídeo o aprisionado é violentado com o cabo da vassoura).

Tradução: Oksana Kowaltschuk
Foto formatação: AOliynik

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

RESIDÊNCIA DE YANUKOVYCH

A Ucrânia apresenta 15 milhões de desempregados. As migrações a procura de emprego em outros países estão desagregando famílias inteiras. As crianças são abandonadas nas casas de parentes que muitas vezes não têm o que comer. As industrias ucranianas estão obsoletas desde o tempo da URSS. O governo só se preocupa em difundir o idioma russo o que prejudica não só a identidade do povo ucraniano, mas todo o desenvolvimento cultural do país e o jornal Ukrainska Pvavda está preocupado com a residência do presidente mafioso. Parece que não há nada mais importante a ser tratado na Ucrânia.
O Cossaco.
Fotos secretas da lendária "Honka", verdadeira residência de Yanukovych
Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 28.09.2012
Serhii Leshchenko

"Ukrainska Pravda" pela primeira vez publica as fotos do interior do mais secreto objeto da Ukraina atual - propriedadee de Viktor Yanukovych no Mezhyhiria.

É a lendária "Honka". Palácio de quatro andares, onde mora o presidentee, - o maior do mundo, de barras de madeira.

No verão passado Yanukovych mostrou a um grupo de jornalistas escolhidos, um dos edifícios no interior da propriedade. O embuste consistiu no fato de, o que foi mostrado ser uma pousada para visitantes na qual Yanukovych morava até 2011, enquanto construíam "Honka"

No verão passado nós publicamos as primeiras fotos do desembarcadouro - complexo de descanso na água, de Yanukovych, ancorado na baía em Mezhyhiria, e também a residência de caça de Yanukovych em Sukholuchi.

Agora na vez - diretamente o edifício no qual, atualmente, reside Yanukovych. De acordo com a documentação, "Honka" pertence à empresa "Tantalit", que é controlada pela família do presidente. Anteriormente este território pertencia ao Fundo Beneficente "Ucrânia Renaissance" - mais uma estrutura, a qual passam à propriedadee da "Família". A alguns anos atrás a propriedade foi transferida para empresa "Tantalit", que com o trânsito através da Áustria e Grã-Bretanha escondeu seus proprietários finais em Liechtenstein.

"Verdade Ukrainiana" recebeu as fotos de uma pessoa que, por força de suas funções profissionais permaneceu dentro da "Honka" na fase final dos trabalhos de decoração. Nossa fonte, graças a artimanhas, conseguiu entrar com telefone [celular] dentro do pálácio de Yanukovych e fotografar o visto, do que o cabelo fica em pé - tanto da imaginação do preço dos trabalhos, quanto da total falta de gosto.







"Honka" compõe-se de quatro níveis. Do lado do mar de Kyiv¹ há quatro andares e na frente, que dá para entrada no território do "Mezhyhiria - dois andares.

Dentro do palácio:

O mais baixo - 8 é porque o nível situa-se menos oito metros do lado da fachada da entrada. Mas é o primeiro andar se olhar do lado do Mar de Kyiv. Quase todo este nível é ocupado pela sala de cavaleiros, com figuras uniformizadas e de tamanho normal. As paredes estão enfeitadas com panôs representando mosaicos romanos. Aqui também está o cine teatro particular de Yanukovych.

O próximo andar - quatro, significa 4m abaixo da fachada da entrada. Aqui situam-se os apartamentos para visitas e a sala de vitrais.

Seguinte - nível zero, átrio central da "Honka". O elemento central aqui é uma enorme sala de mais de 200m², que ocupa dois andares. No chão - incrível parquê de trabalho complexo, majestosa lareira com base de mármore e complexas esculturas em madeira.

Do andar do nível zero, 30 degraus em mármore italiano levam ao último "+ nível 5". Esta é a zona do proprietário. Aqui há dois dormitórios de Yanukovych com enormes varandas de onde se avista o Mar de Kyiv.

Mas ainda não é tudo. Aqui também tem... particular e personalizada capela de Yanukovych com iconóstase de ouro. Fica ao lado de seu dormitório.

De acordo com a fonte da "Verdade Ukrainiana", ainda tem neste palácio uma sala onde Yanukovych mantém seu arsenal de armas de caça.

Dentro da casa domina a madeira da empresa alemã "Bryunold", em particular o cedro do Líbano. Na instalação trabalhou uma equipe de especialistas alemães, que instalaram equipamento especial, para que a caríssima ornamentação não ficasse danificada no caso do prédio assentar-se. Também todos os móveis encomendados especialmente, foram montados pelos estrangeiros.

É de conhecimento geral que em especiais cercados no Mezhyhiria vivem avestruzes, e a história sobre a fuga do canguru de seu zoológico particular, apesar de todas as anedotas, também é verdadeira. Mas, a fonte nos contou mais uma notícia decepcionante. Aconteceu em um ano que nos lagos do Mezhyhiria morreram todos os peixes que lá eram especialmente criados - e precisaram começar de novo.

Sobre a escala da construção do Mezhyhiria conta o fato que no pico dos trabalhos através dos postos de controle poderiam passar diariamente 500 trabalhadores! Apenas o número de jardineiros excedia uma centena ao dia. As brigadas trabalhavam durante 24 horas.

A fonte diz que, antes de 20 minutos da partida de Yanukovych do território da residência a Kyiv, aos trabalhadores proibia-se sair de seus lugares - apesar do fato de que todos eles, antes disso, passavam por medidas de segurança. Quando Yanukovych vinha com inspeção à "Honka" durante a sua construção, os trabalhadores deviam sair do objeto uma hora antes.

Essa viagem ilustrada pelo mundo da fantasia de Yanukovych não diz nada de novo sobre seus gostos. No entanto ajuda imaginar que colossais quantias foram gastas apenas neste objeto. E o mais importante - mostra que Yanukovych, mesmo nas mais terríveis fantasias não admite, que com o "adquirido pelo trabalho extenuante" precisará um dia despedir-se. Apesar de isto depender somente de nós.

(1) A barragem feita no rio Dnipró (Dnieper) para construção de uma estação hidroelétrica, com início em 1964, formou um grande reservatório de água, com 110km de comprimento e largura chegando a ser superior a 20km, num total de 922km². Devido ao seu tamanho, chamam-no de Mar de Kyiv. Algumas organizações internacionais consideram este reservatório de água como o lugar mais perigoso do planeta no caso da barragem não resistir - OK).

Tradução: Oksana Kowaltschuk

sábado, 6 de outubro de 2012

YANUKOVYCH SUPERA PUTIN

Presidente da OSCE: Ukraina de Yanukovych é pior que Rússia de Putin.
Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 27.09.2012

Ukraina demonstra regressão na democracia e os preparativos para eleições parlamentares são preocupantes. "Eu tenho uma pequena surpresa. Ukraina, de acordo com as tendências no desenvolvimento democrático aparenta estar pior que Rússia. Primeiramente porque vocês não tem manifestações", declarou ele.

Gross observou, que desde dezembro do ano passado na Rússia os protestos tornaram-se indicador do despertar da sociedade cívil, e agora, lá pode-se observar muitas tendências positivas, enquanto que na Ukraina não.

"Na Ukraina há um regresso no estado da democracia, na Rússia há um certo progresso. Na minha opinião pessoal Yanukovych hoje não segue Putin, mas esforça-se por construir seu próprio clã - "Família" - e canalizar toda política ukrainiana. Isto é muito pior".

Segundo suas palavras, a situação com os meios de comunicação na Ukraina é catastrófica e simboliza que o Estado está se movendo na direção errada.

"Hoje eu vejo muitas semelhanças com a situação dos tempos do presidente Kuchma, em particular a questão da opressão da liberdade de expressão. Depois da revolução muitos consideravam que a liberdade da palavra era impossível limitar, mas hoje, ela está realmente destruída", - disse o chefe da delegação.

Os fatos mais marcantes são as numerosas compras de novidades na mídia, especialmente na televisão. Todos os canais privados, exceto TVi (que está rapidamente perdendo o seu público devido ao corte de acesso à sua audiência), pertencem a oligarcas que determinam o nível de audiência na mídia. Vocês não tem nenhum pluralismo no espaço rádio-televisivo. Isso prejudica as bases do jornalismo profissional e e, de fato o seu fim", - disse Gross.

Gross sublinhou que a sociedade ukrainiana não tem alternativa real na política. A maioria das pessoas se sente impotente e cria a noção de que a política é totalmente abastecida com dinheiro. Forma-se a impressão que os partidos ukrainianos lutam exclusivamente pelo desejo egoista de conseguir o poder, e não pelo interesse público. Não tem nenhum diálogo construtivo. As forças políticas não ouvem uma a outra. O governo ignora a oposição, a oposição - o governo. Tudo nos tons preto-branco, mas a política não pode ser apenas isto", - declarou ele.

A preocupação do representante da OSCE também causou estranhesa na formação das comissões eleitorais.

A formação e a composição das comissões eleitorais na Ukraina, na minha opinião, - é uma farsa completa. Principalmente por causa de sua total unilateralidade. A principal condição de funcionamento das comissões eleitorais em todos os seus níveis - das seçoes à central - seleção de pessoas que devem desempenhar como árbitros e não como jogadores. Na sua situação há muitos jogadores que favorecem uma equipe", - disse Gross.
 
 
Tradução: Oksana Kowaltschuk
 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

PROJETO DE LEI PARA CALAR VOZES DISCORDANTES

Projeto de lei sobre "calúnia"
Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 18.09.2012

O Parlamento votou em primeira leitura as alterações ao Código Penal e o Código de Processo Penal para fortalecer a responsabilidade por ataque contra a honra e a dignidade da pessoa.

Pelo projeto do "regional" Vitali Shuravskyi votaram 244 deputados. De acordo com as mudanças na lei, os jornalistas, e outros cidadãos que difundirem informação, a qual alguém avalie como prejudicial à sua honra e dignidade, aguardam graves consequências:

1 - Difamação, isto é, espalhar deliberadamente informações falsas que desacreditam a honra e a dignidade de outra pessoa ou prejudicam sua reputação, se tais ações resultaram em graves consequências, - punível com uma multa de 200 a 500 rendimentos brutos, ou trabalho correcional de até um ano, ou pena de prisão até dois anos.

2 - Atos, previstos na primeira parte deste artigo, cometido através de demonstração pública em obras ou mídia, ou pelo investigador, promotor ou juiz - punível com uma multa entre 500 e 1.500 rendimentos brutos, ou de trabalho correcional por um período de um a dois anos, ou pena de prisão de dois a cinco anos, com a privação do direito de ocupar determinados cargos ou se envolver em certas atividades por um período de um a três anos.

3 - Atos, do segundo parágrafo deste artigo, juntamente com a pessoa acusada de cometer um crime grave ou especialmente grave - punível com pena de prisão de dois a cinco anos ou pena de prisão de até 2 anos, com privação do direito de ocupar determinados cargos ou participar de certas atividades por um período de até três anos.

Segundo Mykola Tomenko, ex-presidente do Parlamento e ex-vice-primeiro-ministro, estas modificações são direcionadas aos jornalistas.

"A situação é triste: nós mostramos os valores que compartilhamos. Em 2001, o Parlamento sob pressão de especialistas e jornalistas excluiu do Código Penal tais conceitos arcaicos como calúnia e ofensa, que devem ser julgados pela justiça civil. Mas, cada ano surge uma pessoa que devido a circunstâncias pessoais, tenta devolvê-los ao Código Criminal".

"Se esta norma voltar, eu penso que um terço de jornalistas será incriminada",- advertiu Tomenko. Ele lembrou que por vários anos teve uma questão com Chernovetskyi (ex-prefeito de Kyiv), que o acusava por calúnia e, posteriormente à sua informação, de que Chernovetskyi roubou 70% de Kyiv, também a divulgou Popov (presidente da administração de Kyiv), e isto já não era calúnia.

Infelizmente este projeto de lei não parece ser fato isolado de algum deputado porque, mesmo alguns deputados do Partido das Regiões diziam-se contrários a dois meses atrás. Mas, todos eles votaram a favor, bem como a facção Comunista, a facção do Lytvyn, os deputados que no início do mandato sairam do Partido "Pátria" (Tymoshenko) e Rinat Akhmetov (oligarca), a irmã de Serhii Liovochkin, o primeiro-vice-presidentee do Comitê da Liberdade da palavra Olena Bondarenko e o representante do presidente no Conselho Superior Yurii Miroshnechenko.

Suspeitam que o projeto de lei foi indicado pelo presidente.


Tradução: Oksana Kowaltschuk




quinta-feira, 4 de outubro de 2012

MANUAL DE HISTÓRIA OMITE O MAIS IMPORTANTE FATO HISTÓRICO DO SÉCULO

Manual comum de história ukrainiana-russa
Ukrainska Pravda - Istorychna Pravda (Verdade Ukrainiana - Verdade Histórica), 29.08.2012


 



O manual comum de história ukrainiana-russa já está pronto. O manual foi criado por uma equipe conjunta de autores ukrainianos e russos, na Rússia. Seu nome é "Rússia e Ukraina na Encruzilhada da História". O livro é composto de 4 módulos: "Cultura da Antiga Rus", "Os nobres russos e os nobres ukrainianos na vida cotidiana e sócio-política dos séculos XV - XVII", "Cotidiano do homem soviético na segunda metade do século XX" (A primeira metade não entrou. Com certeza estão pensando que mentiras contar a respeito do Holodomor. Mais de 7 (sete) milhões de ukrainianos morreram pela fome que Rússia provocou artificialmente nos anos 1932-1933! - OK) e "Significado de Kyiv-Mohyla Academia no desenvolvimento da educação ukrainiana e russa".

O manual destina-se aos professores. Este é o primeiro. Segundo Oleksandr Udod, presidente dos autores ukrainianos, outros virão até que sejam abraçados todos os tópicos, todos os cursos de história, que ensinam tanto na Ukraina, quanto na FR.

O presidente dos autores russos Aleksander Chubarian considera que da permanência no Império Russo, e depois na União Soviética, os ukrainianos receberam não somente negativismo, mas também o contrário. (Anteriormente o povo ukrainiano distinguia-se pela honestidade e trabalho. Agora, principalmente, a grande parte dos que sofreram o domínio russo desde 1654, distinguem-se pela dependência, suborno, resignação, submissão, desconfiança, desonestidade (principalmente moral), esperteza ... - OK).

 
Tradução: Oksana Kowaltschuk
Foto formatação: AOliynik
 

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

CANAL TVi PAGA SUPOSTA DÍVIDA

Mykola Kniazhytskyi: Os ukrainianos salvaram o Canal TVi

Vysokyi Zamok (Castelo Alto), 25.09.2012

Os ukrainianos salvaram TVi. Graças aos esforços de milhares de doadores o Canal TVi conseguiu, em tempo, resgatar a suposta dívida de 4,1 milhões de UAH (mais ou menos 50.000 USD). Apesar da cobrança ser ilegal o não pagamento levaria ao total bloqueio do canal.

Uma campanha beneficente "Salve TVi" iniciou em 13 de setembro. As doações vieram de quase 11 mil espectadores e organizações, num total de 2.845.239,12 UAH e mais dois milhões da Oposição Unida. Sobraram 746.788 UAH que ajudarão o Canal que deveria receber 6 (seis) milhões de UAH, como compensação do Estado. Assim o Canal, além de não receber o que lhe era devido ainda precisou pagar a alta quantia abusivamente cobrada pelo governo. (O governo precisa arrecadar a qualquer custo pois, do contrárioo, aonde conseguirá dinheiro para construção do complexo palaciano de Yanukovych, helicópteros e aviões à sua disposição?? - OK). Também vários desligamentos na rede a cabo trouxeram perdas milionárias ao Canal TVi.
Mykola Kniazytskyi (Foto) agradeceu pelo apoio e disse que procurará, com responsabilidade ainda maior, não trair a confiança dos cidadãos no seu trabalho, no praticamente único Canal de Televisão de idioma ukrainiano.


Tradução: Oksana Kowaltschuk
Foto formatação: AOliynik



segunda-feira, 1 de outubro de 2012

ELEIÇÕES PARLAMENTARES NA UCRÂNIA: DE VIOLAÇÕES ELEITORAIS ATÉ FRAUDES NOS SORTEIOS

Fundos beneficentes
Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 25.09.2012
Tetiana Nikolauyenko

As eleições legislativas de 2012 entrarão para história como eleições de "boas ações". Parece que nunca antes os políticos abusaram tão abertamente de "bondosas ações" como nestas eleições.
Mas, no primeiro mês da campanha oficial apenas um candidato, David Zhvania, foi advertido pela violação da campanha.
A lei eleitoral proibe a realização da campanha eleitoral acompanhada de doações, a pessoas ou instituições, de mercadorias ou serviços, bem como de títulos, créditos ou bilhetes de loterias. É permitida a distribuição de produtos, com imagem visual do nome, símbolos, bandeira do partido, desde que seja algo barato - cujo preço não exceda mais do que três por cento do salário mínimo.

No entanto o fundo beneficente é um maravilhoso buraco na lei, através do qual os candidatos podem contornar a exigência legal. Inclusive podem começar a campanha através do fundo muito antes do lançamento oficial da campanha eleitoral, significativamente exceder ao montante do orçamento e praticar o suborno indireto em nome do fundo, e não de si mesmos.
A legislação é perfeita para este truque. Os candidatos não podem fazer parte da liderança do fundo, mas o fundo pode usar o nome do candidato.
As atividades dos fundos beneficentes não duram apenas durante a campanha oficial, às vezes suas atividades iniciam até dois anos antes.

Oleh Dovhei, de Kyiv, começou a "persuadir" os eleitores desde o ano passado. No mesmo espírito começaram trabalhar Maksym Lutskyi, Oleksandr Feldman, Veleri Pysarenko, Tetiana Bakhteyeva.
E, já no início de maio, os casos isolados tornaram-se epidemia. No Dia da Vitória dezenas de "deputados regionais", através do fundo beneficente "Ajudas ao Próximo" distribuíram trigo sarraceno, óleo e chá a pensionistas de Kharkiv.
Alla Shlapak, em seu próprio nome, já distribuiu produtos por mais de cinco vezes.
Oleksandr Onishchenko e Maksym Lutskyi servem-se do fundo "Família".
Já para o candidato Lytvyn (atual presidente do Parlamento) foram alocados 75 milhões de subsídios estatais, mas o seu fundo também agrada os eleitores com bicicletas, relógios, agendas. A Lytvyn associaram a seguinte anedota: - "Compadre, você daria um milhão? - Sim, daria. - E dez milhões daria à nação? - Claro que daria! - E o seu porquinho você dará à nação? - Porquinho não, ele é meu!". No seu distrito eleitoral Lytvyn está distribuindo 100 milhões.

Yulia Lovochkina, irmã do presidente da administração presidencial também distribuiu bicicletas aos carteiros, não do fundo beneficente, mas do "Centro Social Yulia Lovochkina". Ela também recebeu 24 milhões de subsídios estatais.

Os fundos beneficentes agem em quase todas províncias e distritos. A seguir mais alguns exemplos.
Na região de Lviv, há, no mínimo quatro círcuitos eleitorais. No círcuito eleitoral 92, sob esse esquema funciona o ex-dirigente da "Estrada de ferro" Tarás Kozak. As pessoas o procuram para realização de certos eventos e recebem ajuda desde um mil UAH.
Nos círcuitos eleitorais 118 e 120 candidatam-se os irmãos oligarcas Dubnevech. Através de seu fundo beneficente eles financiam, principalmente, comemorações religiosas, esportivas, unufirmes esportivos para crianças e, ultimamente, oferecem peregrinações a santuários.
Ihor Rybakov de Chernihov, também agita com turismo religioso.
No circuito eleitoral 125, na região de Lviv, Andrii Lopushanskyi, ex-vice-presidente de "Naftogás" e compadre do ex-líder do Congresso dos Nacionalistas Ukrainianos, ativamente remonta as estradas e organiza as comemorações nas aldeias.
Oleksandr Volkov ocupa-se desde a montagem de pracinhas infantis e computadores a garrafas de cachaça com sua foto.
Okleksandr Kostenko presenteia escolas, vencedores de diversas competições, monta pracinhas infantis, distribui entradas para jogos de futebol.
Andrii Derkach distribui diversas técnicas a escolas e jardins de infância e até a eleitores.
Kharkiv parece ser a província de candidatos "mais generosos" em agradar o eleitorado. Assim, até um leão foi doado ao zoológico local.
O magnata de automóveis Dmytro Sviatash remonta os telhados das escolas e dá diversas ajudas a instituições médicas e de ensino.

E assim por diante, assim por diante, assim por diante...
Durante o mês de agosto os observadores da rede "Opora" (Apoio) registraram uma intensa atividade eleitoral de 64 fundos beneficentes em 22 províncias da Ukraina. Segundo a Organização, 34 fundos pertencem a candidatos independentes, 20 ao Partido das "Regiões" e o restante aos Partidos "Pátria" (Yulia Tymoshenko) e "Udar" (do pugilista Klychko).

Os políticos ukrainianos acham mais fácil trazer um pacote de chá, de trigo mourisco ou mesmo um computador, em vez de expor seu programa e quaisquer estratégias para o país. Mas seu público é merecedor. São pessoas, às quais é normal que o orçamento seja destinado ao candidato de sua região e eles recebam as migalhas do bolo, que é preparado com os impostos por eles pago.


 
 
Aqui as crianças seguram as bandeiras do Partido das Regiões para o candidato a deputado Serhii Horokhov, o que é proibido por lei. Na segunda foto é o próprio conversando com as crianças.

 
 

Ukrainska Pravda (Verdade Ukrainiana), 22.09.2012
 
A oposição revelou muitas violações no sorteio de representantes de partidos para fiscalização das seções eleitorais.
As forças políticas oposicionais afirmam numerosos abusos durante o sorteio para criação de comissões junto às seções eleitorais. No dia 21.09.2012, que era o último dia para realização do sorteio, no circuito eleitoral 212, a comissão eleitoral levou seis (6) horas para decidir quem deveria puxar os lotes, e quantos deveriam ser. À meia-noite, a inclusão dos candidatos levou ao fracasso do sistema eletrônico. O resultado apontou inúmeros erros e foi anunciada uma pausa até às 15 horas do dia seguinte..
Também foram verificadas inúmeras violações no circuito eleitoral número 211. A comissão não conseguiu chegar a um acordo até às 7:00 horas da manhã e simplesmente deixou a sala de reunião.
 
Na foto acima veja a diferença das fichas para o sorteio
Da província de Luhansk a dirigente da oposição Iryna Veryhina declara que tentam eliminar os membros da oposição das comissões eleitorais realizando novos sorteios. Assim, nos circuitos 104 e 112 onde, após o sorteio, a maioria dos membros era da oposição, em meia hora repetiram o sorteio.
 
A organização "Svoboda" (Liberdade), da Província de Poltava, denuncia que o Partido foi completamente alijado da participação em comissões eleitorais. "Isto aconteceu, sincronicamente em toda a província, o que testemunha a vontade do regime a todo custo manter o poder, introduzindo mecanismos de fraudes maciças" - cita a imprensa do partido.
 
"Nós contestamos a decisão da Comissão no Tribunal com a introdução de mais de 50 queixas de diversos partidos. Os governistas recebem a maioria nas comissões eleitorais apenas graças à maioria aritmética. E continuam tentando enganar à todos não introduzindo os nomes de nossos candidatos para sorteio, ou colocando os nomes de quem não tem direito, aumentando a quantidade de seus, e a possibilidade.
Tradução: Oksana Kowaltschuk